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Gal. Amauri Kruel TRAIU JANGO POR 6 MALAS DE DÓLARES em 1964- quem afirma é o Major MOREIRA que presenciou a entrega

 

Major Moreira conta a João Vicente que Kruel aderiu ao Golpe uma hora e meia depois

 

 

João Vicente Goulart, filho de Jango, e Veronica Fialho gravaram em vídeo o depoimento do Major do Exército Erimá Pinheiro Moreira, que testemunhou como o Comandante do II Exército, em São Paulo, Amaury Kruel traiu Jango no Golpe de 1964, por seis malas cheias de dólares, em nota novinhas, sacadas de um banco americano.

Será o Citibank ?

O Boston ?

O Chase, que, no Brasil, operava de mano com a CIA – e a Editora Abril ?

Será o Banco da América, do udenista e Golpista de 64, Herbert Levy, que, depois, deu origem ao Itau-América ?

E o Itau, que, até hoje está onde sempre esteve …

Sempre se suspeitou que a traição de Kruel, amigo e compadre de Jango, tinha cheiro de suborno.

Kruel foi o Pinochet do Jango – por um punhado de dólares.

É o que demonstra esse depoimento histórico do Major Moreira.

Como se sabe, o Historialismo – não é História nem Jornalismo – brasileiro assegura que Jango caiu porque gostava de pernas – de moças e de cavalos.

E que o Golpe foi preventivo, já que Jango ia dar um Golpe.

O “Golpe” do Jango é o Grampo-sem-Áudio – I.

Como se sabe, o Historialismo assegura que Geisel e Golbery deram o Golpe para salvar a Democracia e, depois, resolveram recriá-la.

O depoimento do Major Moreira comprava o que, cada vez fica mais claro.

(Clique aqui para ler sobre o documentário “O Dossiê Jango” e aqui para ler sobre o documentário de Camilo Tavares.)

O papel dos dólares na queda de Jango.

A FIESP – a mesma do PIB da Tortura – foi o trem pagador.

Um desses notáveis historialistas, colonista (*) da Folha (**) e do Globo Overseas, cita neste domingo editorial do New York Times – como se fosse a Bíblia – de 3 de abril de 1964, onde Jango é tratado de “incompetente”e “irresponsável”.

Uma dos indícios da “incompetência” do New York Times, por exemplo, é a cobertura que faz do Brasil.

Parcial, partidária, superficial e pigal (***).

Foi o jornal que disse que o Lula não podia governar porque era um alcoólatra.

O mesmo que assegurou que havia “armas de destruição em massa” no Iraque.

Eis o video com a entrevista, que também será postada no site do Instituto João Goulart:

 

O Conversa Afiada reproduz artigo de Mário Augusto Jakobskind sobre o depoimento:

 

QUANDO DÓLARES FALAM MAIS ALTO

Engana-se quem pensa que já se conhecem todos os fatos relacionados com o golpe civil militar de 1964 que derrubou o Presidente constitucional João Goulart. Nos últimos meses, graças ao trabalho das Comissões da Verdade, sejam estaduais ou a Nacional, muito fato novo vem sendo divulgado.

Mas um fato desta semana, protagonizado por João Vicente Goulart, ao ouvir uma denúncia do então Major do Exército Erimá Pinheiro Moreira, poderá mudar o entendimento de muita gente sobre a ocorrência  mais negativa da história recente brasileira. O alerta tem endereço certo, ou seja, aqueles que ainda imaginam terem os golpistas civis e militares agido por idealismo ou algo do gênero.

O Major farmacêutico em questão, hoje anistiado como Coronel, servia em São Paulo em 31 de março de 1964 sob as ordens do então comandante II Exército, General Amaury Kruel (foto).  Na manhã daquele dia, Kruel dizia em alto e bom som que resistiria aos golpistas, mas em pouco tempo mudou de posição. E qual foi o motivo de o general, que era amigo do Presidente Jango Goulart, ter mudado de posição assim tão de repente, não mais que de repente?

Mineiro de Alvinópolis, Erimá Moreira, hoje com 94 anos, e há muito com o fato ocorrido naquele dia trágico atravessado na garganta, decidiu contar em detalhes o que aconteceu. O militar, que era também proprietário de um laboratório farmacêutico e posteriormente convidado a assumir a direção de um hospital, foi procurado por Kruel no hospital. Naquele encontro, o general garantiu ao major que Jango não seria derrubado e que o II Exército garantiria a vida do Presidente da República.

Pois bem, as 2 da tarde Erimá foi procurado por um emissário de Kruel de nome Ascoli de Oliveira dizendo que o general queria se reunir com um pessoal fora das dependências do II Exército. Erimá indicou então o espaço do laboratório localizado na esquina da Avenida Aclimação, local que hoje é a sede de uma escola particular de São Paulo. Pouco tempo depois apareceu o próprio comandante do II Exército, que antes de se dirigir a uma sala onde receberia os visitantes pediu ao então major que aguardasse a chegada do grupo.

Erimá Moreira ficou aguardando até que apareceram quatro pessoas, um deles o presidente interino da Federação das Indústrias de São Paulo (FIESP), de nome Raphael de Souza Noschese, este já conhecido do major. Três dos visitantes carregavam duas maletas grandes cada um. Erimá, por questão de segurança, porque temia que pudessem estar carregando explosivos ou armas, mandou abrir as maletas e viu uma grande quantidade de notas de dólares. Terminada a reunião foi pedida que a equipe do major levasse as maletas até o porta-malas do carro de Amaury Kruel, o que foi feito.

De manhã cedo, por volta das 6,30 da manhã, Erimá Moreira conta que mais ou menos uma hora e meia depois da chegada no laboratório ligou o rádio de pilha para ouvir o discurso do comandante do II Exército. Moreira disse que levou um susto quando ouviu Kruel dizer que se “o Presidente da República não demitisse os comunistas do governo ficaria ao lado da “revolução”.

Erimá Moreira então associou o que tinha acontecido no dia anterior com a mudança de postura do Kruel e falou para si mesmo: “pelo amor de Deus será que ajudei o Kruel a derrubar o Presidente da República?”

Ainda ouvindo o discurso de Kruel, conta Erimá, chegaram uns praças para avisar que tinha uma reunião marcada com o general no QG do II Exército.

Na reunião, vários militares, alguns comandantes de unidades, eram perguntados se apoiavam Kruel. “Eu não aceitei e pedi para ser transferido”.

Indignado, Erimá Moreira dirigiu-se a um coronel do staff do comandante do II Exército para perguntar se o general Kruel não tinha recebido todo aquele dinheiro para garantir a vida do Presidente. “Me transfiram daqui, que com o Kruel no comando eu não fico”.

“Aí então – prossegue Erimá Moreira – me colocaram de férias para eu esfriar a cabeça. Na volta das férias, depois de um mês, fiquei sabendo pelo jornal que o Kruel havia me cassado”.

A partir de então o Major e a família passaram maus momentos com os vizinhos dizendo à minha mulher que era casada com um comunista. “Naquela época, quem fosse preso ou cassado era considerado comunista”.

“Algum tempo depois contei esta história que estou contando agora ao General Carlos Luis Guedes, meu amigo desde quando servimos em unidades militares em São João del Rey. Fiz um relatório por escrito e com firma reconhecida. O General Guedes tirou xerox e levou o relato para a mesa do Kruel. Em menos de 24 horas o Kruel pediu para ira para a Reserva. Fiquei sabendo que com o milhão de dólares que recebeu do governo dos Estados Unidos comprou duas fazendas na Bahia”.

Ao finalizar o relato, o hoje Coronel Erimá Moreira mostrou-se aliviado e ao ser perguntado se autorizava a divulgação desse depoimento, ele respondeu que “não tinha problema nenhum”.

Nesse sentido, sugerimos aos editores de todas as mídias que procurem o Coronel Erimá Pinheiro Moreira para ouvir dele próprio o que foi contado neste espaço. Sugerimos em especial aos editores de O Globo, periódico que recentemente fez uma autocrítica por ter apoiado o golpe de 64, que elaborem matéria com o militar que reside em São Paulo.

Wikileaks: organização financiada pelos EUA treina oposicionistas pelo mundo

DOCUMENTOS SECRETOS
18/06/2012 – 10h00 | Natalia Viana/Agência Pública* | São Paulo

Wikileaks: organização financiada pelos EUA treina oposicionistas pelo mundo

Análise da Canvas sobre a Venezuela, onde a oposição começou a ser treinada em 2005: “Há uma forte tendência presidencialista. Como podemos mudar isso?”

No canto superior do documento, um punho cerrado estampa a marca da organização. No corpo do texto se lê: “Há uma tendência presidencialista forte na Venezuela. Como podemos mudar isso? Como podemos trabalhar isso?”. Mais abaixo, o leitor encontra as seguintes frases: “Economia: o petróleo é da Venezuela, não do governo. É o seu dinheiro, é o seu direito… A mensagem precisa ser adaptada para os jovens, não só para estudantes universitários… E as mães, o que querem? Controle da lei, a polícia agindo sob autoridades locais. Nós iremos prover os recursos necessários para isso”.

Agência Efe

Análise da Canvas sobre a Venezuela: “Há uma forte tendência presidencialista na Venezuela. Como podemos mudar isso?”

O texto citado não está em espanhol nem foi escrito por algum membro da oposição venezuelana. O material, em inglês, foi produzido por um grupo de jovens baseados na Sérvia. O documento “Análise da situação na Venezuela, Janeiro de 2010”, feito pela organização Canvas, cuja sede fica em Belgrado, está entre os documentos da empresa de inteligência Stratfor vazados pelo Wikileaks.

O último vazamento do Wikileaks – ao qual a Pública teve acesso – mostra que o fundador desta organização se correspondia sempre com os analistas da Stratfor, empresa que mistura jornalismo, análise política e métodos de espionagem para vender “análise de inteligência” a clientes que incluem corporações como a Lockheed Martin, Raytheon, Coca-Cola e Dow Chemical – para quem monitorava as atividades de ambientalistas que se opunham a elas – além da Marinha americana.

O Canvas (sigla em inglês para “centro para conflito e estratégias não-violentas”) foi fundado por dois líderes estudantis da Sérvia, que participaram da queda de Slobodan Milosevic em 2000. Durante dois anos, os estudantes organizaram protestos. Depois, juntaram o cabedal de conhecimento em manuais e começaram a dar aulas a grupos oposicionistas de diversos países sobre como se organizar para derrotar o governo. Foi assim que chegaram à Venezuela, onde começaram a treinar líderes da oposição em 2005. Em seu programa de TV, o presidente Hugo Chávez acusou o grupo de golpista e de estar a serviço dos Estados Unidos. “É o chamado golpe suave”, disse.

Os novos documentos analisados pela Pública mostram que se Chávez não estava totalmente certo – mas também não estava totalmente errado.

O começo, na Sérvia

“Foram dez anos de organização estudantil durante os anos 90”, diz Ivan Marovic, um dos estudantes que participaram dos protestos contra Milosevic. “No final, o apoio do exterior finalmente veio. Seria bobo eu negar isso. Eles tiveram um papel importante na etapa final. Sim, os EUA deram dinheiro, mas todo mundo deu dinheiro: alemães, franceses, espanhóis, italianos. Todos estavam colaborando porque ninguém mais apoiava o Milosevic”, disse ele em entrevista à Pública.

“Dependendo do país, eles doavam de um determinado jeito. Os norte-americanos têm um ‘braço’ formado por ONGs muito ativo no apoio a certos grupos. Ooutros países, como a Espanha, não têm e nos apoiavam através do Ministério do Exterior”.  Entre as ONGs citadas por Marovic estão o NED (National Endowment for Democracy), uma organização financiada pelo Congresso norte-americano, a Freedom  House e o International Republican Institute, ligado ao partido republicano – ambos contam polpudos financiamentos da USAID, a agência de desenvolvimento que capitaneou movimentos golpistas na América Latina nos anos 60, inclusive no Brasil.

Natalia Viana/Agência Pública

Marovij: “É impossível  exportar uma revolução. O mais importante para uma mudança bem-sucedida é ter a maioria do povo ao seu lado”

Todas essas ONGs são velhas conhecidas dos governos latinoamericanos, incluindo os mais recentes. Foi o IRI, por exemplo, que ministrou “cursos de treinamento político” para 600 líderes da oposição haitiana na República Dominicana em 2002 e 2003. O golpe contra Jean-Baptiste Aristide, presidente democraticamente eleito, aconteceu em 2004. Investigado pelo Congresso, o IRI foi acusado de estar por trás de duas organizações que conspiraram para derrubar Aristide.

Na Venezuela, o NED enviou US$ 877 mil para grupos de oposição nos meses anteriores ao golpe de Estado fracassado em 2002, segundo revelou o The New York Times. Na Bolívia, de acordo com documentos do governo norte-americano obtidos pelo jornalista Jeremy Bigwood, parceiro da Pública, a USAID manteve um “Escritório para Iniciativas de Transição”, que investiu US$ 97 milhões em projetos de “descentralização” e “autonomias regionais” desde 2002, fortalecendo os governos estaduais que se opõem a Evo Morales.

Procurado pela Pública, o líder do Canvas, Srdja Popovic, disse que a organização não recebe fundos governamentais de nenhum país e que seu maior financiador é o empresário sérvio Slobodan Djinovic, que também foi líder estudantil. Porém, um PowerPoint de apresentação da organização, vazado pelo Wikileaks, aponta como parceiros do Canvas o IRI e a Freedom House, que recebem vultosas quantias da USAID.

Para o pesquisador Mark Weisbrot, do instituto Center for Economic and Policy Research, de Washington, organizações como a IRI e Freedom House não estão promovendo a democracia. “Na maior parte do tempo, estão promovendo exatamente o oposto. Geralmente promovem as políticas norte-americanas em outros países, e isto significa oposição a governos de esquerda, por exemplo, ou a governos dos quais os EUA não gostam”.

Fase dois: da Bolívia ao Egito

Vista através do mesmo PowerPoint de apresentação, a atuação do Canvas impressiona. Entre 2002 e 2009, realizou 106 workshops, alcançando 1800 participantes de 59 países. Nem todos são desafetos dos EUA – o Canvas treinou ativistas por exemplo na Espanha, no Marrocos e no Azerbaijão – mas a lista inclui outros: Cuba, Venezuela, Bolívia, Zimbábue, Bielorrússia, Coreia do Norte, Siria e Irã.

Segundo o próprio Canvas, sua atuação foi importante em todas as chamadas “revoluções coloridas” que se espalharam por ex-países da União Soviética nos anos 2000. O documento aponta como “casos bem sucedidos” a transferência de conhecimento para o movimento Kmara em 2003 na Geórgia, grupo que lançou a Revolução das Rosas e derrubou o presidente; uma ajudinha para a Revolução Laranja, em 2004, na Ucrânia; treinamento de grupos que fizeram a Revolução dos Cedros em 2005, no Líbano; diversos projetos com ONGs no Zimbabue e a coalizão de oposição a Robert Mugabe; treinamento de ativistas do Vietnã, Tibete e Burma, além de projetos na Síria e no Iraque com “grupos pró-democracia”. E, na Bolívia, “preparação das eleições de 2009 com grupos de Santa Cruz” – conhecidos como o mais ferrenho grupo de adversários de Evo Morales.

Até 2009, o principal manual do grupo, “Luta não violenta – 50 pontos cruciais” já havia sido traduzido para 5 línguas, incluindo o árabe e o farsi. Um das ações do Canvas que ganhou maior visibilidade foi o treinamento de uma liderança do movimento 6 de Abril, considerado o embrião da primavera egípcia. O movimento começou a ser organizado pelo Facebook para protestar em solidariedade a trabalhadores têxteis da cidade de Mahalla al Kubra, no Delta do Nilo. Foi a primeira vez que a rede social foi usada para este fim no Egito. Em meados de 2009, Mohammed Adel, um dos líderes do 6 de Abril viajou até Belgrado para ser treinado por Popovic.

Nos emails aos analistas da Stratfor, Popovic se gaba de manter relações com os líderes daquele movimento, em especial com Mohammed Adel – que se tornou uma das principais fontes de informação a respeito do levante no Egito em 2011. Na comunicação interna da Stratfor, ele é mencionado sob o codinome RS501.

 

 

 

“Acabamos de falar com alguns dos nossos amigos no Egito e descobrimos algumas coisas”, informa ele no dia 27 de janeiro de 2011. “Amanhã a Irmadade Muçulmana irá levar sua força às ruas, então pode ser ainda mais dramático… Nós obtivemos informações melhores sobre estes grupos e como eles têm se organizado nos últimos dias, mas ainda estamos tentando mapeá-los”.

Documentos da Stratfor

Os documentos vazados pelo Wikileaks mostram que o Canvas age de maneira menos independente do que deseja aparentar. Em pelo menos duas ocasiões, Srdja Popovic contou por email ter participado de reuniões no National Securiy Council, o conselho de segurança do governo norte-americano.

A primeira reunião mencionada aconteceu no dia 18 de dezembro de 2009 e o tema em pauta era Russia e a Geórgia. Na época, integrava o NSC o “grande amigo” de Popovic – nas suas próprias palavras – o conselheiro sênior de Obama para a Rússia, Michael McFaul, que hoje é embaixador americano naquele país.

No mesmo encontro, segundo Popovic relatou mais tarde, tratou-se do financiamento de oposicionistas no Irã através de grupos pró-democracia, tema de especial interesse para ele. “A política para o Irã é feita no NSC por Dennis Ross. Há uma função crescent sobre o Irã no Departamento de Estado sob o Secretário Assistente John Limbert. As verbas para programas pró-democracia no Irã aumentaram de US$ 1,5 milhão em 2004 para US$ 60 milhões em 2008 (…) Depois de 12 de junho de 2009, o NSC decidiu neutralizar os efeitos dos programas existentes, que começaram com Bush. Aparentemente a lógica era que os EUA não queriam ser vistos tentando interferir na política interna do Irã. Os EUA não querem dar ao regime iraniano uma desculpa para rejeitar as negociações sobre o programa nuclear”, reclama o sérvio, para quem o governo Obama estaria agindo como “um elefante numa loja de louça” com a nova política. “Como resultado, o Iran Human Rights Documentation Center, Freedom House, IFES e IRI tiveram seus pedidos de recursos rejeitados”, descreve em um email no início de janeiro de 2010.

A outra reunião de Popovic no NSC teria ocorrido às 17 horas do dia 27 de julho de 2011, conforme Popovic relatou à analista Reva Bhalla. “Esses caras são impressionantes”, comentou, em um email entusiasmado, o analista da Stratfor para o leste europeu, Marko Papic. “Eles abrem uma lojinha em um país e tentam derrubar o governo. Quando bem usados são uma arma mais poderosa que um batalhão de combate da força aérea”.

Marko explica aos seus colegas da Stratfor que o Canvas – nas suas palavras, um grupo tipo “exporte-uma-revolução” –  “ainda depende do financiamento dos EUA e basicamente roda o mundo tentando derrubar ditadores e governos autocráticos (aqueles de quem os EUA não gostam)”. O primeiro contato com o líder do grupo, que se tornaria sua fonte contumaz, se deu em 2007. “Desde então eles têm passado inteligência sobre a Venezuela, a Georgia, a Sérvia, etc”.

Em todos os emails, Popovic demonstra grande interesse em trocar informações com a Strtafor, a quem chama de “CIA de Austin”. Para isso, vale-se dos seus contatos entre ativistas em diferentes países. Além de manter relação com uma empresa do mesmo filão idológico, se estabelece uma proveitosa troca de informações. Por exemplo, em maio de 2008 Marko diz a ele que soube que a inteligência chinesa estaria considerando atacar a organização pelo seu trabalho com ativistas tibetanos. “Isso já era esperado”, responde Srdja. Em 23 de maio de 2011, ele pede informações sobre a autonomia regional dos curdos no Iraque.

Venezuela

Um dos temas mais frequentes na conversa com analistas da Stratfor é a Venezuela; Srdja ajuda os analistas a entenderem o que a oposição está pensando. Toda a comunicação, escreve Marko Papic, é feita por um email seguro e criptografado. Além disso, em 2010, o líder do Canvas foi até a sede da Stratfor em Austin para dar um briefing sobre a situação venezuelana.

“Este ano vamos definitivamente aumentar nossas atividades na Venezuela”, explica o sérvio no email de apresentação da sua “Análise da situação na Venezuela”, em 12 de janeiro de 2010. Para as eleições legislativas de setembro daquele ano, relata que “estamos em contato próximo com ativistas e pessoas que estão tentando ajudá-los”, pedindo que o analista não espalhe ou publique esta informação. O documento, enviado por email, seria a “fundação da nossa análise do que planejamos fazer na Venezuela”. No dia seguinte, ele reitera em outro email: “Para explicar o plano de ação que enviamos, é um guia de como fazer uma revolução, obviamente”.

O documento, ao qual a Pública teve acesso, foi escrito no início de 2010 pelo “departamento analítico” da organização e relata, além dos pilares de suporte de Chávez, listando as principais instituições e organizações que servem de respaldo ao governo (entre elas, os militares, polícia, judiciário, setores nacionalizados da economia, professores e o conselho eleitoral), os principais líderes com potencial para formarem uma coalizão eficiente e seus “aliados potenciais” (entre eles, estudantes, a imprensa independente e internacional, sindicatos, a federação venezuelana de professores, o Rotary Club e a igreja católica).

A indicação do Canvas parece, no final, bem acertada. Entre os principais líderes da oposição que teriam capacidade de unificá-la estão Henrique Capriles Radonski, governador do Estado Miranda e candidato de oposição nas eleições presidenciais de outubro pela coalizão MUD (Mesa de Unidade Democrática), além do prefeito do Distrito Metropolitano de Caracas, Antonio Ledezma, e do ex-prefeito do município de Chacao, Leopoldo Lopez Mendoza. Dois líderes estudantis, Alexandra Belandria, do grupo Cambio, e Yon Goicochea, do Movimiento Estudiantil Venezolano, também são listados.

O objetivo da estratégia, relata o documento, é “fornecer a base para um planejamento mais detalhado potencialmente realizado por atores interessados e pelo Canvas”. Esse plano “mais detalhado” seria desenvolvido posteriormente com “partes interessadas”.

Em outro email Popovic explica:“Quando alguém pede a nossa ajuda, como é o caso da Venezuela, nós normalmente perguntamos ‘como você faria?’ (…) Neste caso nós temos três campanhas: unificação da oposição, campanha para a eleição de setembro (…). Em circunstâncias NORMAIS, os ativistas vêm até nós e trabalham exatamente neste tipo de formato em um workshop. Nós apenas os guiamos, e por isso o plano acaba sendo tão eficiente, pois são os ativistas que os criam, é totalmente deles, ou seja, é autêntico. Nós apenas fornecemos as ferramentas”.

Natalia Viana/Agência Pública

Popovic: “A cultura de segurança na Venezuela não existe. Eles são retardados e falam mais que a própria bunda”

Mas, com a Venezuela, a coisa foi diferente, explica Popovic: “No caso da Venezuela, por causa do completo desastre que o lugar está, por causa da suspeita entre grupos de oposição e da desorganização, nós tivemos que fazer esta análise inicial. Se eles irão realizar os próximos passos depende deles, ou seja, se eles vão entender que por causa da falta de UNIDADE eles podem perder a corrida eleitoral antes mesmo que ela comece”.

Aqueles que receberam a análise (como o pessoal da Strartfor, por exemplo) aprenderam que segunda a lógica do Canvas os principais temas a serem explorados em uma campanha de oposição na Venezuela são:

– Crime e falta de segurança: “A situação deteriorou tremendamente e dramaticamente desde 2006. Motivo para mudança”

– Educação: “O governo está tomando conta do sistema educacional: os professores precisam ser atiçados. Eles vão ter que perder seus empregos ou se submeter! Eles precisam ser encorajados e haverá um risco. Nós temos que convencê-los de que os temos como alta esfera da sociedade; eles detêm uma responsabilidade que valorizamos muito. Os professores vão motivar os estudantes. Quem irá influenciá-los? Como nós vamos tocá-los?”

– Jovens: “A mensagem precisa ser dirigida para os jovens em geral, não só para os estudantes universitários”.

-Economia: “O petróleo é da Venezuela, não do governo, é o seu dinheiro, é o seu direito!  Programas de bem-estar social”.

– Mulheres: “O que as mães querem? Controle da lei, a polícia agindo sob as autoridades locais. Nós iremos prover os recursos necessários para isso. Nós não queremos mais brutamontes”.

– Transporte: “Trabalhadores precisam conseguir chegar aos seus empregos. É o seu dinheiro.  Nós precisamos exigir que o governo preste contas, e da maneira que está não conseguimos fazer isso”.

– Governo: “Redistribuição da riqueza, todos devem ter uma oportunidade”.

– “Há uma forte tendência presidencialista na Venezuela. Como podemos mudar isso? Como podemos trabalhar com isso?”

No final do email, Popovic termina com uma crítica grosseira aos venezuelanos que procura articular: “Aliás, a cultura de segurança na Venezuela não existe. Eles são retardados e falam mais que a própria bunda. É uma piada completa”.

Procurado pela Pública, o líder do Canvas negou que a organização elabore análises e planos de ação revolucionária sob encomenda. E foi bem menos entusiasta com relação ao seu “guia” elaborado para a Venezuela.

“Nós ensinamos as pessoas a analisarem e entenderem conflitos não-violentos – e durante o processo de aprendizagem pedimos a estudantes e participantes que utilizem as ferramentas que apresentam no curso. E nós também aprendemos com eles! Depois usamos o trabalho que eles realizaram e combinamos com informações públicas para criar estudos de caso”, afirmou. “E isso é transformado em análises mais longas por dois estagiários. Usamos estas análises nas nossas pesquisas e compartilhamos com estudantes, ativistas, pesquisadores, professores, organizações e jornalistas com os quais cooperamos – que estão interessados em entender o fenômeno do poder popular”.

Questionado, Popovic também respondeu às criticas feitas por Hugo Chávez no seu programa de TV: “É uma fórmula bem conhecida… Por décadas os regimes autoritários de todo o mundo fazem acusações do tipo ‘revoluções exportadas’ como sendo a principal causa dos levantes em seus países. O movimento pró-democracia na Sérvia foi, claro, acusado de ser uma ‘ferramenta dos EUA’ pela TV estatal e por Milosevic, antes dos estudantes derrubarem o seu regime. Isso também aconteceu no Zimbábue, Bielorrúsia, Irã…”

O ex-colega de movimento estudantil, Ivan Marovic – que ainda hoje dá palestras sobre como aconteceu a revolta contra Milosevic – concorda com ele: “É impossível  exportar uma revolução. Eu sempre digo em minhas palestras que a coisa mais importante para uma mudança social bem-sucedida é ter a maioria da população ao seu lado. Se o presidente tem a maioria da população ao lado dele, nada vai acontecer”.

Marovic avalia, no entanto, que houve uma mudança de percepção do “braço de ONGs” dos governos ocidentais, em especial dos EUA, depois do que aconteceu na Sérvia em 2000 e as “revoluções coloridas” que se seguiram no leste europeu. “Um mês depois de derrubarmos o Milosevic, o NYT publicou um artigo dizendo que quem realmente derrubou o Milosevic foi a assistência financeira norte-americana. Eles estão aumentando o seu papel. E agora acreditam que a grana dos EUA pode derrubar um governo. Eles tentaram a mesma coisa na Bielorrúsia, deram um monte de dinheiro para ONGs, e não funcionou”.

O pesquisador Mark Weisbrot concorda, em termos. É claro que nenhum grupo estrangeiro, ainda mais um grupo pequeno, pode causar uma revolução em um país”. Para ele, não é o dinheiro do governo norte-americano – seja através de ONGs pagas pelo National Security Council, pela USAID ou pelo Departamento de Estado – que faz a diferença. “A elite venezuelana, por exemplo, não precisa deste dinheiro. O que estes grupos financiados pelos EUA, antigamente e hoje, agregam são duas coisas: uma é habilidade e o conhecimento necessário em subverter regimes. E a segunda coisa é que esse apoio tem um papel unificador. A oposição pode estar dividida e eles ajudam a oposição a se unificar”.

Para Weisbrot, muitas vezes o patrocínio norte-americano tem uma “influência perniciosa” em movimentos legítimos. “Sempre há grupos lutando pela democracia nestes países, com uma variedade de demandas, como reforma agrária, proteções sociais, empregos… E o que acontece é que eles capitaneiam todo o movimento com muito dinheiro, inspirado pelas políticas que interessam aos EUA. Muitas vezes, os grupos democráticos que recebem o dinheiro acabam caindo em descrédito”.

*Originalmente publicado no site da Agência Pública

Revelada Imagens de toda a web mostrando a verdade da bomba em Boston.

Previsão feita pelo usuário antes que os eventos acontecessem

Previsão Feito pelo usuário antes que os eventos aconteceram

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Ignorar esses dois

Mochila identificada

Mochila identificado

Suspeito 1 entrega-se

Suspeito 1 Entregar

Suspeito 1 sendo escoltado para fora

Suspeito 1 sendo escoltado Fora

Como o suspeito 1 acabou

Como um suspeito acabou

Como Suspeito 1 acabou 2

Como Suspeito 1 acabou 2

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Suspeito 2 não foi ferido

Suspeito 2 Não Ferido

Suspeito 2 com um tubo de respiração

Suspeito 2 ficando um tubo de respiração

Enquanto estávamos distraídos

Enquanto estávamos distraídos

O suspeito ainda tinha sua mochila

O suspeito ainda tinha sua mochila

Infográfico em Mercenarios

Infográfico em Mercenaries

Identificar o agente

Identificar o agente

Ignorar essas pessoas

Ignorar essas pessoas

Opa muito cedo

Opa muito cedo

Ironia

Ironia

Mochila errado

Mochila errado

O que quer dizer

O que quer dizer

Chapéu de Identificação

Chapéu de Identificação

Suspeito real com backpack  e bomba

Suspeito real com Backpack bomba

DALLA NORVEGIA UNO STUDIO SU TARANTO: ‘DISASTRO’ – di gabriele caforio / itália

 in News dal Mondo, Questione ILVA. ·

Lo stabilimento Ilva in attività

//DOSSIER. Bergen. La scienziata italiana Bruna De Marchi pubblica uno studio che analizza l’inquinamento a Taranto: “Un disastro strisciante per decenni”

di Gabriele Caforio

Ad ottobre e dicembre scorso, il Ministero della Salute prima e l’Arpa Pugliapoi, hanno reso noto quello che accade negli ultimi anni alla salute dei cittadini tarantini e pugliesi. Infatti, sono stati pubblicati i dati che mostrano ilgrave aumento delle incidenze, alcune delle quali ricollegabili direttamente all’inquinamento industriale, e delle morti per neoplasie di vario tipo tra gli abitanti delle province di Taranto, Brindisi e Lecce. (Una scheda che fotografa questa triste realtà si può leggere qui).

Bruna De Marchi, del Centro delle scienze e discipline umanistiche dell’Università di Bergen (in Norvegia), ha recentemente pubblicato sulla rivista “Epidemiologia & Prevenzione” uno studio che si interroga criticamente sulle necessità di ricerca e prevenzione epidemiologica che dovrebbero partire da subito a Taranto e che, viste le cifre che riportiamo puntualmente nella scheda, potrebbero essere utili anche nel leccese e nel brindisino. Dato che il ritardo nell’uso di questi strumenti si è ormai consolidato, è ora cruciale capire come farli partire.
Se il termine più appropriato per definire le vicende dell’Ilva è la parola “disastro”, allora secondo la De Marchi i danni che oggi si vedono non sono il vero disastro ma “la manifestazione conclamata che un disastro strisciante si è perpetuato (e perpetrato) per decenni”. Si tratta di danni che non risultano da un evento o da una causa singola, bensì dalla concreta “conseguenza di una mancata volontà di affrontare le questioni della produzione e del lavoro nel loro contesto e con una visione temporale di lungo periodo”.
Proprio a proposito della visione e del contesto, lo studio sottolinea che la particolare “vulnerabilità sociale” di un determinato territorio condiziona la risposta che quel territorio fornirà alle minacce ed agli eventi esterni. Che cos’è questa vulnerabilità? Un esempio: così come un edificio risponde ad un terremoto non solo in base all’intensità della scossa ma anche in base alle caratteristiche della sua struttura, così un “sistema umano” risponde agli eventi a seconda delle sue dotazioni iniziali sia materiali che immateriali. Tra quelle immateriali ci sono: 1) la conoscenza delle fonti di pericolo, 2) la fiducia su chi è istituzionalmente preposto ad occuparsi dell’emergenza, 3) la coesione interna della comunità e la sua capacità di attrarre attenzione e risorse esterne.

Per non ripetere sempre gli stessi errori ed accumulare disastri su disastri la studiosa dell’Università norvegese si sofferma su un efficace paragone con il caso del terremoto de L’Aquila del 2009 dove le popolazioni colpite sono “rimaste estranee alle decisioni calate dall’alto” dai vari decisori. Le case provvisorie, le cosiddette new town, “dove la gente abita, ma non vive” rappresentano così il secondo disastro, di matrice umana, oltre al danno naturale del terremoto.
La sfida di Taranto, ora, è proprio quella di non cadere in queste risposte preconfezionate nel cercare una soluzione alla crisi ambientale che sta attraversando.
Alle indagini fatte finora, quindi, ne vanno aggiunte di nuove che puntino a difendere ambiente e persone esposte. Le misure più efficaci “possono e devono essere identificate anche sulla base di una conoscenza approfondita dei modi di vita locali, non si deve solo chiedere ai cittadini di accettare le misure degli esperti, bensì di contribuire a costruirle”, bisogna coinvolgere e guardare anche alle aspettative e ai bisogni che gli abitanti hanno. Non solo conoscenze scientifiche quindi, ma anche un sano coinvolgimento della comunità locale in un “processo di ricerca e prevenzione integrato”, civico, non “prefabbricato”, una risorsa comune che porti le popolazioni locali nei processi decisionali.

Taranto non è un caso isolato né in Italia né tanto meno in Puglia; a Cerano(Br), infatti, c’è un’altra bomba ad orologeria. Ci sono i danni su persone e territorio causati dall’inquinamento prodotto dalla centrale elettrica a carbone Federico II, per la quale il processo si è aperto lo scorso 7 gennaio.

L’altra bomba già innescata è nel leccese. Il Rapporto del Registro Tumori 2012 ha evidenziato infatti dei dati ancora più preoccupanti. Questa terra, oltre all’inquinamento che produce in loco sconta pure il suo essere “sole, mare e vento”. Nel vento infatti si nascondono tanti inquinanti che arrivano sia dal polo industriale di Taranto, che da quello di Brindisi. E i dati degli eccessi tumorali per la provincia di Lecce parlano chiaro, dicono che si muore di più.

Evidenze scientifiche come quelle dello studio “Sentieri” e del Registro Tumori dovrebbero far entrare a pieno titolo l’epidemiologia e la ricerca all’interno dei processi decisionali. La Puglia, invece, da questo punto di vista sconta ancora tanti ritardi. Gli studi e le mappature, infatti, stanno solo confermando, senza prevenire, una realtà che i cittadini ormai da anni toccano con mano, nelle proprie case e nei propri affetti. È per questo che una qualunque garanzia di futuro e di sviluppo non può che passare per un investimento ed una nuova programmazione in materia di ricerca e prevenzione sanitaria e ambientale.

http://www.iltaccoditalia.info/sito/index-a.asp?id=23492

FHC vai aos EUA falar mal do Brasil, receber US$ 1 milhão e defender um golpe – por altamiro borges / são paulo.sp

 

As declarações de FHC nos Estados Unidos agradaram os ‘paladinos da democracia estadunidense’ e os golpistas do Paraguai

FHC recebe prêmio Kluge

FHC recebe prêmio Kluge. Imagem: Reprodução

 

No covil do império, bem ao seu gosto, o ex-presidente FHC atacou ontem o ingresso da Venezuela no Mercosul, argumentou que não houve golpe no Paraguai e criticou a exclusão dos golpistas do bloco de integração sul-americana. Fernando Henrique Cardoso foi a Washington receber o Prêmio Kluge de US$ 1 milhão da Biblioteca do Congresso dos EUA em “reconhecimento à sua obra acadêmica”.

Em entrevista coletiva, FHC afirmou que “não houve arranhão à Constituição paraguaia” no impeachment sumário de Fernando Lugo e que a deposição seguiu as normas democráticas. “Você pode discutir se houve ampla liberdade de defesa. Quem discute isso? As cortes paraguaias. O limite entre você manter a regra do jogo e a ingerência é delicado”.

O ex-presidente tucano ainda afirmou que a política da Dilma de proteger a indústria nacional é um “protecionismo” absurdo, esquecendo que em seu governo a indústria foi praticamente destruída pelo câmbio falso.

CALE-SE, XUXA! – por heloisa lima / rio de janeiro.rj

   XUXA encenando sexo com menino de 12 anos no filme AMOR, ESTRANHO AMOR.                          

 

      Não vi a comentada entrevista da tal xuxa no Fantástico no domingo, dia 20/05. Mas não pude ignorá-la por muito tempo, pois a primeira notícia que recebi nesta manhã, logo cedo, foi: “- Cê viu que a xuxa foi abusada na infância?”
    Fora o surrealismo da revelação, ocorreu-me que aquela, certamente, não era a notícia que desejava ouvir logo no início da semana. Afinal, como uma mulher de 50 anos, aparentemente esclarecida, só agora, passado todo esse tempo, resolve falar sobre algo tão grave? E por que me irritou tanto esta informação? Parei para refletir sobre o motivo deste sentimento e, confesso, não foi difícil descobrir.
    Esta senhora, lá pelos seus primórdios, vivia no mesmo condomínio do meu irmão, no Grajaú, Rio de Janeiro. Lembro-me das minhas sobrinhas, ensandecidas, indo buscar as grotescas sandalinhas cheias de brilhos no apartamento dela, na esperança de encontrar o Pelé que, vira e mexe, dava as caras por lá.
    Desde os seus 20 e poucos anos de idade, ela comanda programas infantis cuja tônica é erotizar precocemente as crianças, transformando meninas em arremedos de mulheres sem se preocupar com sua vulgarização.
    Os programas que comandou sempre tiveram como mote atropelar o desenvolvimento infantil em sua exuberância repleta de etapas simbólicas. Pasteurizou os encantos desta fase empenhando-se em exaltar a diferença entre possuir e não possuir os produtos que anunciava ou que levavam sua grife tais como sandálias, roupas, maiôs, lingeries, xampus, bonecas, chicletes, cosméticos, álbum de figurinhas, cadernos, agendas, computadores, sopas, iogurtes, etc., num universo insano onde ela, eternamente fantasiada de insinuante ninfeta, faz biquinho e comanda a miúda plebe ignara.
    Cientes estamos todos de que esta senhora, durante muitos e muitos anos, defendeu zelosamente seu polpudo patrimônio utilizando-se da fachada de menina meio abobada que sequer sabia quantos milhões possuía. Costumava dizer que era a sua empresária que administrava suas posses cujo montante alegava, candidamente, desconhecer. Pobre menina rica. E burra, com certeza. Como se fosse possível alguém tão tapada tornar-se tão rica.
    Talvez para esconder a consciência que tinha acerca do quanto ajudou a devastar a inocência de tantas gerações de meninas que lhe devotavam a mais pura idolatria, posou de inocente útil usando a mesma máscara que agora reedita para falar, emocionada, do seu mais novo pretenso drama/marketing.
    Esqueceu-se que sua audiência, formada, na sua massacrante maioria, por meninas, passou a ser considerada como alvo da desumana propaganda colocando-as como mero veículo de consumo.
    Esqueceu-se, convenientemente, de comentar que milhares de garotas pelo Brasil afora foram abusadas sexualmente ao mesmo tempo em que eram, por ela, adestradas a vestirem-se e comportarem-se como verdadeiras lolitas.
    Esqueceu-se de que ensinou atitudes claramente ambivalentes para crianças que não faziam a mais pálida ideia do que podiam mobilizar em mentes doentias.
    Esqueceu-se de que a erotização tem sido ligada a três dos maiores problemas de saúde mental de adolescentes e mulheres adultas: desordens alimentares, baixa autoestima e depressão.
    Esqueceu-se também que as crianças, diariamente bombardeadas com imagens de paquitas como modelos de uma beleza simplesmente inalcançável enquanto corpos reais, torturavam-se perseguindo um modo de serem belas, perfeitas, saudáveis e eternas.
    Estimulando a sexualidade de forma tão precoce, essas meninas perderam grande e preciosa fase do seu desenvolvimento natural. E reduzir o período da inocência, certamente, acarretou-lhes desdobramentos nefastos.
    Daí para ideia, cada vez mais presente, da infância como objeto a ser apreciado, desejado, exaltado, numa espécie de pedofilização generalizada na sociedade foi, apenas, um pequeno passo.
    Num país onde as mães deixam suas crias, por absoluta falta de opção, frente à tevê sem qualquer tipo de controle e sem condições para discutir o conteúdo apresentado, encontrou esta senhora terreno mais que propício para disseminar sua perversa e desmedida ganância por audiência e dinheiro.
    Fosse ela uma pessoa minimamente preocupada com a direção que a sexualidade exacerbada e fora de contexto toma, neste país onde mulheres são cotidianamente massacradas, teria falado sobre este suposto drama muito tempo atrás. Teria tido muito mais cuidado com os exemplos de exposição que passava. Teria norteado seu trabalho dentro de parâmetros muito mais educativos e, desta forma, contribuído para que milhares de meninas fossem verdadeiramente cuidadas e respeitadas.
    Ou teria simplesmente virado as costas e ido embora.
    Logo, frente ao seu histórico, não tem mesmo nenhuma autoridade para sustentar qualquer atitude fundamentada em belos e necessários méritos.
    Porque são de grandes valores, bons princípios e atitude exemplares que nossa sociedade necessita de maneira URGENTE.
    Portanto, CALE-SE, XUXA!
    Heloisa Lima
    Psicóloga Clínica – Maio de 2012.

Presidente da CBF JOSÉ MARIA MARIN foi responsável pela prisão e morte de Vladimir Herzog – por juca kfouri / são paulo.sp

 A presidenta Dilma Rousseff fez questão de não receber o ex-presidente da CBF e do COL, Ricardo Teixeira que, diante do clima pesado acabou por fugir para Boca Raton.

E ela também não está nada disposta a receber o novo presidente das duas entidades, José Maria Marin.

E não é porque ele foi servil serviçal da ditadura, porque outros também foram, como José Sarney e Paulo Maluf, todos até homenageados.

Mas Marin fez mais.

Com seus discursos na Assembléia Legislativa de São Paulo, em 1975,  Marin foi fartamente responsável pela prisão que acabou no assassinato do jornalista Vladimir Herzog.

O então deputado Marin se desfazia em elogios ao torturador Sérgio Paranhos Fleury e ao seu bando, assim como engrossava “denúncias” sobre a existência de comunistas na TV Cultura, cujo jornalismo era dirigido por Vlado.

Um desses discursos, no dia 9 de outubro de 1975, aconteceu 16 dias antes de Herzog ser torturado e morto nas dependências da Operação Bandeirantes (OBAN), na rua Tutóia, em São Paulo, por agentes do Destacamento de Operações de Informações – Centro de Operações de Defesa Interna (DOI-CODI)

E Dilma, com razão, disso, não esquece.

Porque servir a ditadura é uma coisa, mancha indelével, sem dúvida.

Mas a dedo-duragem desperta asco invencível.

Ditadura militar brasileira destruiu mais de 19 mil documentos secretos, descobertos até agora.

RUBENS VALENTE

 

Guardado em sigilo por mais de três décadas, um conjunto de 40 relatórios encadernados detalha a destruição de aproximadamente 19,4 mil documentos secretos produzidos ao longo da ditadura militar (1964-1985) pelo extinto SNI (Serviço Nacional de Informações).

As ordens de destruição, agora liberadas à consulta pelo Arquivo Nacional de Brasília, partiram do comando do SNI e foram cumpridas no segundo semestre de 1981, no governo de João Baptista Figueiredo (1979-1985).

‘Foi tudo de acordo com a lei’, diz general que chefiava extinto SNI

Do material destruído, o SNI guardou apenas um resumo, de uma ou duas linhas, que ajuda a entender o que foi eliminado.

Dentre os documentos, estavam relatórios sobre personalidades famosas, como o ex-governador do Rio Leonel Brizola (1922-2004), o arcebispo católico dom Helder Câmara (1909-1999), o poeta e compositor Vinicius de Moraes (1913-1980) e o poeta João Cabral de Melo Neto (1920-1999).

Alguns papéis podiam causar incômodo aos militares, como um relatório intitulado “Tráfico de Influência de Parente do Presidente da República”. O material era relacionado ao ex-presidente Emílio Garrastazu Médici, que governou de 1969 a 1974.

Outros documentos destruídos descreviam supostas “contas bancárias no exterior” do ex-governador de São Paulo Adhemar de Barros ou a “infiltração de subversivos no Banco do Brasil”.

Boa parte dos documentos eliminados trata de pessoas mortas até 1981. A análise dos registros sugere que o SNI procurava se livrar de todos os dados de pessoas mortas, talvez por considerar que elas não eram mais de importância para as atividades de vigilância da ditadura.

LEGISLAÇÃO

Algumas das ordens de destruição foram assinadas pelo general Newton Cruz, que foi chefe da agência central do SNI entre 1978 e 1983.

Em entrevista por telefone realizada na semana passada, Cruz, que está com 87 anos, disse que não se recorda de detalhes das destruições. Mas afirmou ter “cumprido a lei da época”.

A legislação em vigor nos anos 80 abria amplo espaço para eliminações indiscriminadas de documentos. Baixado durante a ditadura, o Regulamento para Salvaguarda de Assuntos Sigilosos, de 1967, estabelecia que materiais sigilosos poderiam ser destruídos, mas não exigia motivos objetivos. Bastava que uma equipe de três militares decidisse que os papéis “eram inúteis” como dado de inteligência militar.

A prática da destruição de papéis sigilosos foi adotada por outros órgãos estatais.

Como a Folha revelou em 2008, pelo menos 39 relatórios secretos do Exército e do extinto Emfa (Estado-Maior das Forças Armadas) foram incinerados pela ditadura entre o final dos anos 60 e o início dos 70.

Segundo quatro “termos de destruição” arquivados pelo CSN (Conselho de Segurança Nacional), órgão de assessoria direta do presidente da República, foram queimados documentos nos anos de 1969 e 1972.

Editoria de arte/Folhapress

PARAGUAY: EUA já “previam” golpe em 2009

Edição/247

DOCUMENTO DA EMBAIXADA DOS EUA EM ASSUNÇÃO, VAZADO PELO WIKILEAKS, TRATAVA DE UM POSSÍVEL GOLPE PARLAMENTAR CONTRA FERNANDO LUGO; ATÉ AGORA, O GOVERNO DE OBAMA NÃO SE PRONUNCIOU SOBRE A MUDANÇA DE GOVERNO NO PAÍS VIZINHO.

247.

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ÚLTIMA INFORMAÇÃO:

EUA reconhecem golpistas do Paraguai

 

Por Altamiro Borges

Não causa nenhuma surpresa. Ocorreu o mesmo na tentativa frustrada de golpe na Venezuela, em abril de 2002, e no golpe direitista exitoso de Honduras, em junho de 2009. O Departamento de Estado dos EUA divulgou uma nota oficial na noite desta sexta-feira (22/06) reconhecendo “o voto do senado paraguaio pelo impeachment do presidente Lugo”, desejando êxitos ao “novo presidente” e rogando que “os paraguaios ajam pacificamente, com calma e responsabilidade, dentro do espírito dos princípios democráticos”.
Pouco antes da condenação sumária de Fernando Lugo, o porta-voz para a América Latina do governo dos EUA, William Ostick, já havia desejado um julgamento “escrupuloso” do presidente Lugo pelo Senado do Paraguai – composto na sua ampla maioria pela direita, por parlamentares ligados aos latifundiários e aos saudosos dos tempos da sanguinária ditadura de Alfredo Stroessner.
Segundo a mídia estadunidense, Washington acompanhava de perto a crise no Paraguai e sua embaixada em Assunção observava a situação muito atentamente. Barack Obama, o presidente que iludiu tanta gente na América Latina, deve estar satisfeito com o desfecho da crise. Agora ele imagina contar com mais um importante aliado no continente, juntamente com os servis mandatários do Chile e da Colômbia. O esforço do império para implodir a integração regional soberana ganhou mais um tento!

Mercosul suspende Paraguai da próxima cúpula do bloco / buenos aires.ar

BUENOS AIRES, 24 Jun (Reuters) – O bloco comercial Mercosul suspendeu neste domingo a participação do Paraguai na próxima cúpula regional que o grupo realizará na semana que vem, informou neste domingo a chancelaria argentina.

Em comunicado, a chancelaria argentina informou que os países-membros do Mercosul e os Estados associados expressaram “sua mais enérgica condenação à ruptura da ordem democrática na República do Paraguai, por não ter sido respeitado o devido processo”.

Por isso, decidiram “suspender o Paraguai de forma imediata e, por este ato, do direito de participar da Reunião do Conselho do Mercado Comum e da cúpula de presidentes do Mercosul”.

Os encontros serão realizados na cidade argentina de Mendoza, entre os dias 25 e 29 de junho.

Na sexta-feira o Congresso paraguaio aprovou o impeachment do então presidente do país, Fernando Lugo, e deu posse a seu vice, o liberal Federico Franco.

O processo foi aberto na quinta-feira e concluído no dia seguinte.

domingo, 24 de junho de 2012 18:05 BRT

(Reportagem de Magdalena Morales)

BRASIL PASSANDO A LIMPO:

REP. FED. DO BRASIL: a impressão que se tem é que a intelectualidade brasileira minou o ESTADO. O sentimento é de que o ESTADO está PODRE! É corrupção, que é crime, em todas as esferas a serviço do CRIME, organizado ou não! O que fazer?

CIDADANIA PLENA.

PAULO EGYDIO MARTINS, ex governador de São Paulo, e a morte do jorn. WLADIMIR HERZOG . Entrevistado por Geneton Moraes Neto / são paulo.sp

Ex-governador de São Paulo dá veredito: “Suicídio foi maquiado. Herzog foi assassinado no II Exército”. E descreve chantagem praticada por militares do DOI-CODI contra um general

por Geneton Moraes Neto |

A Globonews reapresenta nesta terça-feira (amanhã 5/6/12)  em dois horários:  uma e cinco (madrugada) e onze e cinco da manhã)  o DOSSIÊ GLOBONEWS em que o ex-governador Paulo Egydio Martins se torna a primeira autoridade a se oferecer publicamente a depor na Comissão da Verdade. Egydio – que governou São Paulo de março de 1975 a março de 1979 –  descreve com detalhes, na entrevista, cenas de bastidores ocorridas em momentos críticos do regime militar, como a crise provocada pelas mortes do jornalista Vladimir Herzog e do operário Manoel Fiel Filho nas dependências do II Exército. Pela primeira vez, uma autoridade da época faz uma declaração tão direta sobre as circunstâncias da morte do jornalista: “O suicídio foi maquiado. Herzog foi assassinado dentro das dependências do II Exército, na rua Tutóia, em São Paulo”.

O ex-governador também se refere, na entrevista, a um caso que jamais foi esclarecido: uma chantagem praticada por subordinados contra um general do II  Exército. O fato de não se saber do desfecho da chantagem parece ser uma prova de que ainda há capítulos inteiros a serem contados sobre a história do regime militar.

Trechos da entrevista:

GMN: O senhor revela que o chefe do Estado Maior do II Exército foi vítima de uma chantagem, praticada por dois militares que ameaçavam denunciar publicamente a prática de torturas no II Exército. Que providências o senhor tomou ?

Paulo Egydio: “Quando o coronel Erasmo Dias ( secretário de segurança ) me procurou, me disse o seguinte: “Governador, o general Marques me procurou,nervosíssimo, extremamente tenso, porque um sargento e um cabo, integrantes da equipe do DOI-CODI, foram a ele pedindo um volume de dinheiro. Senão, iriam delatar para a imprensa o que se passava dentro do DOI-CODI. E ele ficou sem saber o que fazer. Veio me pedir se eu podia arranjar esse dinheiro da verba secretra da Secretaria de Segurança”.

Quando eu assumi o governo, extingui a verba secreta do gabinete do governador. E disse a Erasmo que a verba secreta da Secretaria de Segurança era de responsabilidade dele. Jamais eu iria intervir. Virei para ele e disse: “Erasmo, a decisão é sua, sobre se vai atender ao Marques ou se não vai atender. Chantagem só tem duas respostas: “Ou você mata ou você morre”. Porque qualquer tentativa de aceitar chantagem é horrível, é péssima. É minha reação pessoal. Você faz o que você quiser fazer” .

Nunca mais tive retorno dessa conversa. Nada aflorou dessa chantagem. Mas ela mostra o que significa, como quebra de hierarquia militar: a gravidade deste episódio. Porque, quando um cabo e um sargento procuram um general comandante do Estado Maior de um Exército e chantageiam pedindo dinheiro para não contar o que estava se passando dentro do recinto pertencente a esse mesmo Exército, acabou qualquer hierarquia militar, qualquer espírito militar. Isso é absoluta e totalmente incompreensível e inaceitável”.

GMN: O fato de esses militares não terem feito a denúncia pública não significa que eles podem ter recebido o dinheiro ?

Paulo Egydio: “Eu não saberia lhe responder. A dúvida paira. Não voltei a conversar com Erasmo. Não foi pedida prestação de contas. A verba era secreta. Não estava sujeita à aprovação de ninguém. Não saberia lhe responder. Posso dizer que sim e posso dizer que não”.

O Caso Herzog: Egydio pediu a órgãos de segurança a ficha do jornalista. Conclusão: Nada consta.

GMN : O senhor fez uma reunião com o então secretário de  Cultura, José Mindlin; com o coronel Erasmo Dias, secretário de segurança; com o diretor do DOPS, Romeu Tuma e com o representante do SNI, coronel Paiva, para discutir a nomeação do jornalista Vladimir Herzog para a TV Cultura. Qual foi o resultado da reunião ?

Paulo Egydio: “Quem me trouxe o problema foi o secretário de Cultura, meu amigo José Mindlin, que disse:”Estou recebendo acusações de ter escolhido, com muitas dificuldades, um responsável pelo Jornal da Cultura. E esse indivíduo que escolhi agora está sendo acusado – por uma imprensa marrom – de ser comunista” . Eu não tinha a menor idéia, cá entre nós. Se a Globo tinha cinqüenta por cento de audiência, o Jornal da Cultura deveria ter zero vírgula zero um de audiência. Quem era o diretor de jornal da TV Cultura era algo que não estava na minha cabeça –  de jeito nenhum. Se era comunista, se não era comunista….Virei para Mindlin: “O problema não é meu. É seu. Você resolve como quiser”. E Mindlin: “Isso tem me causado incômodo. Preciso que você verifique se procede alguma coisa ou não”.   Numa reunião, deixei instruções específicas : eu queria ter  informações do Serviço Secreto do Exército , Marinha e Aeronáutica e do SNI sobre se alguma coisa constava sobre aquele diretor de jornal da TV Cultura – de quem eu nunca ouvido o nome antes – , chamado Vladimir Herzog. Passaram-se dez, quinze dias. Houve outra reunião, em que as mesmas pessoas se reportaram a mim: “Nós levantamos tudo. Nada consta, senhor governador”. Eu disse: “Mindlin, veja a resposta: se nada consta, você fica livre para decidir o que quiser. Já cumprimos nossa obrigação de verificar se procedia uma acusação ou não. Ficou provado que não procede. Você, agora, aja como quiser agir. Quer manter, mantenha. Não quer manter, não mantém. Após esse incidente, houve a determinação se ele comparecer ao DOI-CODI, onde acabou assassinado”.

GMN :Se nada constava contra Vladimir Herzog nos órgãos de informação, se a ficha era limpa, como o senhor diz, a prisão foi inteiramente
injustificada. Depois da morte de Vladimir Herzog, o senhor fez esta comunicação ao presidente Geisel ?

Paulo Egydio: “Fiz. Não só fiz esta comunicação, como eu tinha liberdade com ele de pensar alto. Eu estranhava o que estava se passando, aquele luta intestina, aquela luta em quarto escuro. Você não tem meios de comprovar essas coisas com clareza. Como é que você comprova uma tortura ? Só assiste a tortura o torturador. E um torturador não vai dedurar outro torturador. Num caso desse aqui, eu dizia para Geisel: “Presidente, estou estranhando : existe alguma coisa a mais”. E Geisel: “Paulo, tire isso da cabeça! Enquanto eu for Presidente desse país, nada vai acontecer”. Geisel não aceitava que a autoridade dele pudesse ser questionada. Não é mais um fato de você averiguar: é um fato histórico. Havia um plano de derrubar o general Ernesto Geisel da presidência da República. Tentaram me usar como governador do 
Estado mais forte da federação naquela ocasião pela minha ligação pessoal com ele – que era pública e notória (….). Havia uma briga interna do Exército  que nós, civis, não avaliamos. Não tenho a menor dúvida quanto a um embate dentro de duas facções do Exército nacional que disputavam o Poder”.

GMN: Quando o senhor tratou com o presidente Geisel pela primeira vez sobre a morte de Vladimir Herzog, o senhor disse a ele que nada
constava contra o jornalista Vladimir Herzog nos órgãos de segurança?

Paulo Egydio:”Disse. E disse claramente, como acabo de  repetir para você. Ele sabia disso ( silêncio). Se maquiou um suicídio ! O suicídio foi maquiado ! Não houve suicídio! Herzog foi assassinado dentro das dependências do II Exército na rua Tutóia, em São Paulo”.

GMN: O senhor testemunhou uma cena importantíssima dos bastidores do regime militar: o dia em que o presidente Geisel chamou o então
comandante do II Exército, general Ednardo D`Ávila, logo depois da morte do jornalista Vladimir Herzog nas dependências do quartel. O que foi exatamente que o general Geisel disse ao gen0eral Ednardo ?

Paulo Egydio :”Eu já tinha me recolhido com o presidente Geisel para a ala residencial do Palácio dos Bandeirantes. Estávamos sentados na biblioteca. Ednardo subiu para a ala residencial. Quando apareceu na porta, fiz um gesto de me levantar .Não ia ficar presente a uma reunião do Presidente da República com o comandante do II Exército, os dois generais. Geisel virou para mim e disse:  “Não,não, Paulo. Quero que você fique aí e escute”. E o general Ednardo D`Ávila Melo, perfilado, em posição de sentido, na frente de Geisel e na minha, ficou ouvindo Geisel se dirigir a ele assim:  “Ednardo, você me conhece muito bem. Você sabe do meu passado. Você sabe da minha história. Não vou admitir que fatos como esses que ocorreram aqui no II Exército se repitam. Quero que você saiba que vou tomar medidas. Você vai tomar conhecimento pelo seu ministro do Exército e pelo Diário Oficial. Vou tornar isso um decreto: proibir que alguém seja preso antes de uma comunicação ao meu gabinete – ao gabinete militar, ao SNI ou a mim, pessoalmente. Só depois dessa comunicação é que posso admitir que um preso político seja levado ao recinto de um quartel do Exército. O senhor está me ouvindo? Está entendendo? “. E o general: “Sim, senhor  Presidente; sim,senhor Presidente”. Geisel: “Pode se retirar”. Escutei tudo aquilo quieto e calado. Meses depois, houve o caso de Manoel Fiel Filho – que contrariou juridicamente, formalmente e hierarquicamente todas as determinações do Presidente da República, comandante-em-chefe das Forças Armadas do Brasil. Consequência: o general, fiel às palavras que tinha proferido na minha frente, exonerou um general de quatro estrelas do comando do II Exército, fato inédito na história do Exército brasileiro”.

GMN: Se o senhor for convocado a depor na Comissão ds Verdade  para relatar as cenas de bastidores que aconteceram nos episódios das mortes de Vladimir Herzog e de Manoel Fiel Filho, o senhor vai comparecer ?

Paulo Egydio: “Claro. Se eu não comparecer, faça um favor: mande uma cópia deste depoimento. Irei a qualquer hora, a qualquer instante. Não temos de temer nada. É hora de botar para fora tudo o que for para botar para fora. Vivemos numa democracia para ser verdadeira”.

GILMAR MENDES! este o Brasil conhece e espera que o Supremo se livre dele!

LUIS ANTONIO PAGOT: Serra, Kassab, Alckmin, PSDB, PT e DEM pressionavam DNIT a doar recursos para as campanhas – vergonha nacional / são paulo.sp

Em entrevista, ex-diretor do DNIT acusa PSDB, PT e DEM de buscar recursos de campanha no órgão dos Transportes


O ex-diretor do Departamento Nacional de Infraestrutura e Transportes (DNIT) Luiz Antonio Pagot acusou políticos de PSDB, PT e DEM de buscar dinheiro no órgão ligado ao Ministério dos Transportes para pagar dívidas de campanha e fazer caixa 2.

Segundo a revista Istoé, Pagot se sentiu pressionado a aprovar aditivos ilegais no valor de R$ 260 milhões ao trecho sul do Rodoanel. Serra qualificou as declarações do ex-diretor do DNIT como “calúnia pré-eleitoral aloprada”.

Pagot afirmou ainda que o governo do então governador tucano teria usado a obra para  abastecer um suposto caixa 2 da campanha à Presidência da República em 2010. “Veio procurador de empreiteira me avisar: ‘Você tem que se prevenir, tem 8% entrando lá.’ Era 60% para o Serra, 20% para o Kassab e 20% para o Alckmin”, disse.

“Todos os empreiteiros do Brasil sabiam que o Rodoanel financiava a campanha do Serra”, revelou. “Teve uma reunião no DNIT. O Paulo Preto (diretor da Dersa) apresentou a fatura de R$ 260 milhões. Não aceitei e começaram as pressões.”

O diretório estadual do PSDB divulgou uma nota em que defende o governador Geraldo Alckmin das acusações de receber um porcentagem do caixa 2 das obras do Rodoanel Sul.”A matéria da Istoé é caluniosa. As campanhas eleitorais do governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, e do pré-candidato à Prefeitura, José Serra, sempre contaram com doações declaradas à Justiça Eleitoral.”.

O ex-diretor do DNIT disse à Istoé que passou a receber telefonemas constantes, não só de Paulo Preto, mas do deputado Valdemar Costa Neto (PR-SP), do ministro Alfredo Nascimento e de seu secretário-executivo, hoje ministro Paulo Sérgio Passos. Mais tarde, o TCU autorizou a Dersa a assinar um Termo de Ajuste de Conduta (TAC), condicionando novos aditivos à autorização prévia do tribunal e do Ministério Público. Pagot recorreu à Advocacia-Geral da União, que em parecer, ao qual a Istoé teve acesso, o liberou de assinar o documento.

“Aquele convênio tinha um porcentual ali que era para a campanha. Todos os empreiteiros do Brasil sabiam que essa obra financiava a campanha do Serra”, disse. De acordo com o TSE, o comitê de Serra e do PSDB receberam das empreiteiras que atuaram no trecho sul do Rodoanel quase R$ 40 milhões.

Caso Cachoeira. Ainda segundo a revista, Pagot também disse que o senador Demóstenes Torres (sem partido, ex-DEM) foi buscar no órgão fundos para quitar dívidas de campanha com a Delta Construções, através de acordos com a construtora.

Demóstenes teria chamado Pagot para uma conversa privada, durante a qual disse que estava com dívidas com a Delta e que precisava “carimbar alguma obra para poder retribuir o favor” que a construtora fez para ele na campanha.

Pagot disse que não cedeu à pressão de Serra e Demóstenes. No entanto, ele confessou ter aceito a solicitação do tesoureiro da campanha do PT, deputado José De Filippi (SP), que durante as eleições de 2010, pediu para ele arrecadar recursos junto às empreiteiras ligadas ao DNIT. “Cada um doou o que quis. Algumas enviavam cópia do boleto para mim e eu remetia para o Filippi. Outras diziam ‘depositamos’”, afirmou. As doações teriam sido feitas pelas vias legais, segundo o ex-diretor.

Na entrevista, Pagot identificou na prestação de contas ao Tribunal Superior Eleitoral ao menos 15 empresas que abasteceram a campanha do PT a pedido seu: Carioca Engenharia, Concremat, Construcap, Barbosa Mello, Ferreira Guedes, Triunfo, CR Almeida, Egesa, Fidens, Trier, Via Engenharia, Central do Brasil, Lorentz, Sath Construções e STE Engenharia.

Pagot também acusou a ministra da Relações Institucionais, Ideli Salvatti, de ter pedido ajuda na arrecadação de recursos de campanha em 2010, quando foi candidata a governadora de Santa Catarina. “Ela queria que eu chamasse as empreiteiras e pedisse para pôr dinheiro na campanha dela”, afirma. Como se negou a ajudá-la, Pagot acha que Ideli ficou ressentida e passou a miná-lo quando chegou ao Planalto.

Outro lado. Em nota divulgada à tarde, a assessoria de Serra apresentou a resposta do ex-governador à reportagem da Istoé, na qual ele rechaça as acusações de Pagot. “Trata-se de uma calúnia pré-eleitoral aloprada. A acusação é absolutamente inconsistente e a credibilidade dos envolvidos é zero. Tomaremos as medidas judiciais cabíveis”, disse o tucano.

A declaração oficial do PSDB critica, ainda, o fato dos tucanos não terem sido procurados, ao contrário de petistas citados na matéria. “A revista sequer respeitou os princípios éticos do bom jornalismo uma vez que nem Alckmin nem Serra foram procurados pela reportagem, ao contrário de um grupo seleto de personagens nela citados. Com esse procedimento abominável, a Istoé deixou que prosperassem mentiras ditas pelo Sr. Luiz Antônio Pagot baseadas em algo que ele teria ouvido de um “procurador de empreiteira” cujo nome ele nem menciona.”

Segundo a assessoria do prefeito Gilberto Kassab (PSD), a “acusação é improcedente e mentirosa. Portanto serão adotadas as medidas jurídicas cabíveis diante dessa irresponsável calunia”.

Filippi foi ouvido pela Istoé e admitiu ter se reunido com Pagot durante a eleição, mas negou ter recebido boletos dos depósitos de campanha do ex-diretor do DNIT. “A conversa tratou da proposta de Pagot de a campanha receber três aviões do Blairo Maggi”, disse Filippi. “Num segundo encontro, depois da eleição de Dilma, ficou acertado que Pagot buscaria recursos para saldar dívidas da campanha eleitoral.” Por meio de nota, Ideli negou que tenha recorrido a Pagot para solicitar recursos.

O ex-diretor do DNIT também conversou com a revista Época. Nessa entrevista, Pagot deu mais detalhes sobre a ajuda ao PT. Ele disse que, após a conversa com Filippi, reuniu-se com sindicatos de empresas da construção civil e representantes da Associação Nacional das Empresas de Obras Rodoviárias (Aneor). “Fui um colaborador espontâneo”, afirmou. Ele disse que Fillipi recebia boletos de depósitos de empreiteiras que se dispuseram a fazer doações para a campanha.

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Estadão.com.br – Atualizada às 21h16

Gilmar não é o Supremo – por mauro santayana /são paulo.sp

Engana-se o Sr. Gilmar Mendes, quando denuncia uma articulação conspiratória contra o Supremo Tribunal Federal, nas suspeitas correntes de que ele, Gilmar, se encontra envolvido nas penumbrosas relações do Senador Demóstenes Torres com o crime organizado em Goiás.
A articulação conspiratória contra o Supremo partiu de Fernando Henrique Cardoso, quando indicou o seu nome para o mais alto tribunal da República ao Senado Federal, e usou de todo o rolo compressor do Poder Executivo, a fim de obter a aprovação. Registre-se que houve 15 manifestações contrárias, a mais elevada rejeição em votações para o STF nos anais do Senado.
Com todo o respeito pelos títulos acadêmicos que o candidato ostentava – e não eram tão numerosos, nem tão importantes assim – o Sr. Gilmar Mendes não trazia, de sua experiência de vida, recomendações maiores. Servira ao Sr. Fernando Collor, na Secretaria da Presidência, e talvez não tenha tido tempo, ou interesse, de advertir o Presidente das previsíveis dificuldades que viriam do comportamento de auxiliares como P.C. Farias. Afastado do Planalto durante o mandato de Itamar, o Sr. Gilmar Mendes a ele retornou, como Advogado Geral da União de Fernando Henrique Cardoso. Com a aposentadoria do ministro Néri da Silveira, Fernando Henrique o levou ao Supremo. No mesmo dia em que foi sabatinado, o jurista Dalmo Dallari advertiu que, se Gilmar chegasse ao Supremo, estariam “correndo sério risco a proteção dos direitos no Brasil, o combate à corrupção e a própria normalidade constitucional”. Pelo que estamos vendo, Dallari tinha toda a razão.
Gilmar, como advogado geral da União – e o fato é conhecido –, recomendara aos agentes do Poder Executivo não cumprirem determinadas ordens judiciais. Como alguém que não respeita as decisões da justiça pode integrar o mais alto tribunal do país? Basta isso para concluir que Fernando Henrique, ao nomear o Sr. Gilmar Mendes, demonstrou o seu desprezo pelo STF. O Supremo, pela maioria de seus membros, deveria ter o poder de veto em casos semelhantes.
Esse comportamento de desrespeito – vale lembrar – ocorreu também quando o Sr. Francisco Rezek renunciou ao cargo de Ministro do Supremo, a fim de se tornar Ministro de Relações Exteriores, e voltou ao alto tribunal, re-indicado pelo próprio Collor. O episódio, tal como a posterior indicação de Gilmar, trouxe constrangimento à República. Ressalve-se que os conhecimentos jurídicos de Rezek, na opinião dos especialistas, são muito maiores do que os de Gilmar. Mas se Rezek não servia como chanceler, por que deveria voltar ao cargo de juiz a que renunciara? São atos como esses, praticados pelo Poder Executivo, que atentam contra a soberania da Justiça, encarnada pelo alto tribunal.
A nação deve ignorar o esperneio do Sr. Gilmar Mendes. Ele busca a confusão, talvez com o propósito de desviar a atenção do país das revelações da CPI. O Congresso não se deve intimidar pela arrogância do Ministro, e levar a CPMI às últimas conseqüências; o STF deve julgar, como se espera, o processo conhecido como mensalão, como está previsto. Acima dos três personagens envolvidos na conversa estranha que só o Sr. Mendes confirma, lembremos o aviso latino, de que testis unus, testis nullus, está a Nação, em sua perenidade. Está o povo, em seus direitos. Está a República, em suas instituições.
O Sr. Gilmar Mendes não é o Supremo, ainda que dele faça parte. E se sua presença naquele tribunal for danosa à estabilidade republicana – sempre lembrando a forte advertência de Dallari – cabe ao Tribunal, em sua soberania, agir na defesa clara da Constituição, tomando todas as medidas exigidas. Para lembrar um autor alemão, Carl Schmitt, que Gilmar deve conhecer bem, soberano é aquele que pratica o ato necessário.

GILMAR MENDES CONDENA WAGNER MOURA / brasilia.df

The piauí Herald

  • Gilmar Mendes condena Wagner Moura

    30/05/2012 19:02 | Categoria: Brasil


    Gilmar Mendes condena Wagner Moura

    Gilmar Mendes exigiu também que Wagner Moura fizesse trabalhos vocais forçados com Susana Vieira

    NAS FAVELAS, NO SENADO – Indignado com um falsete emitido por  Wagner Moura na interpretação de A Via Láctea, o ministro Gilmar Mendes, do STF, condenou o ator a fazer uma ponta em Malhação por 6 anos. “Os gângsters da MTV organizaram essa homenagem aos bandidos da Legião  Urbana com o claro intuito de desviar o foco do julgamento do mensalão”, vociferou, em si bemol.

    Ao se deparar com outro maneirismo vocal na canção Teorema, Gilmar Mendes perdeu o controle: “Maneirismo ignorante! Coisa de gente de gente burra, de uma nota só! Vamos parar com isso! Quem precisa disso!? Eu e a música popular brasileira não precisamos desses recursos para sobreviver”. A seguir, ainda exaltado, completou: “Esse show é uma orquestração do Lula com o setores radicais da MPB para desmoralizar o Supremo”.

    Ainda fora de si, o ministro balbuciou palavras desconexas em alemão, tais como “mensalonen”, “marmeladen”, “Demostenen und Ich”. “Era uma menção ao pacto com o Demo, no Fausto, de Goethe”, explicou depois o assessor para assuntos germânicos do STF.

    Socorrido com um copo de água benta, o ministro recobrou a consciência e perguntou “Que país é esse?”. Depois, bateu palmas e, ainda pálido, comentou: “Puxa, não tocaram Faroeste Cabloco‘. É a minha predileta!”

senador CIRO MIRANDA faz elogio inédito, da tribuna do senado, ao POVO BRASILEIRO Brasilia.df

JORGE VIDELA, ex ditador militar da Argentina diz, orgulhoso, ter ordenado até 8 mil mortes

 

13/04/2012 16h21 – Atualizado em 13/04/2012 16h47

Jorge Videla deu entrevista a jornalista argentino que lança livro sobre o regime militar do país.

 BBC
O ex-ditador argentino Jorge Videla (Foto: AFP)
O ex-ditador argentino Jorge Rafael
Videla (Foto: AFP)

O ex-presidente militar argentino Jorge Rafael Videla (1976-1981) admitiu, pela primeira vez, que foi o responsável direto pelas ‘mortes e desaparecimentos de entre 7 mil e 8 mil pessoas’ durante seu governo.

A declaração foi dada ao jornalista argentino Ceferino Reato, que lança no próximo fim de semana na Argentina o livro ‘Disposición Final’ (‘Disposição Final’, em tradução livre), sobre os anos em que Videla comandou o regime argentino.

O general afirmou que a repressão violenta a opositores foi necessária para que não ocorressem protestos dentro e fora do país.

‘Não havia outra solução. Na cúpula militar estávamos de acordo que era o preço a se pagar para ganhar a guerra contra a subversão e precisávamos [de um método] que não fosse evidente, para que a sociedade não o percebesse’, disse Videla ao jornalista.

Em entrevista à BBC Brasil, Reato disse que ‘não foi difícil conseguir a entrevista’.

‘Videla não é procurado pelos jornalistas e estava disposto a falar’, disse.

Ordens
O ex-homem forte da Argentina afirmou ter dado as ordens sobre cada prisão e assassinato de seus opositores. Disse porém ser incapaz de apontar a localização dos corpos pois os assassinatos e eliminação dos cadáveres teriam sido praticados pelas diversas unidades militares sob seu comando.

Videla tem hoje 86 anos e cumpre pena de prisão perpetua na cadeia militar Campo de Mayo, na Província de Buenos Aires.

‘Tenho peso na alma, mas não estou arrependido de nada. Gostaria de fazer esta contribuição para que a sociedade saiba o que aconteceu e para aliviar a situação de muitos oficiais que atenderam às minhas ordens’, afirmou Videla ao jornalista.

As cerca de 20 horas de entrevistas foram gravadas pelo jornalista entre outubro de 2011 e abril de 2012. ‘Ele está bem fisicamente, apesar de curvado por problemas na coluna vertebral’.

‘Videla disse que [os militares] chegaram ao poder depois do golpe decididos a ‘aniquilar’ as ações dos subversivos’, contou.

Desaparecimentos
Videla contou que antes da decisão pelas mortes e desaparecimentos, outras formulas para ‘eliminar’ a guerrilha foram tentadas, como tiroteios disfarçados nas ruas.

‘Eu sabia tudo o que estava acontecendo e autorizei tudo’, disse Videla.

O livro foi chamado de ‘Disposición Final’ porque era como os militares definiam a última etapa a ser cumprida – primeiro prisão, depois morte, e no fim o desaparecimento do corpo.

‘Disposição final são palavras bem militares. Significam tirar algo de circulação quando já é irreversível’, disse.

Videla foi sentenciado à prisão perpétua em 1985, mas cinco anos depois recebeu o perdão do presidente Carlos Menem. Em 1998 foi condenado à prisão domiciliar, sob acusação de sequestro de bebês durante seu governo. Em 2007, o perdão de 1990 foi revogado e um ano depois ele foi enviado a uma prisão militar.

Demóstenes quebra silêncio e critica proposta de Dilma no blog. Demóstenes não faz nenhuma menção às suas ligações com o marginal Carlinhos Cachoeira nem sobre o seu incerto futuro. Não se defender das acusações e atacar a Presidenta é como ele quer dar “atenuante” para o STF. Se o relator for o GILMAR MENDES…

não sabe o que é CRIME ORGANIZADO?

É ISTO:

o marginal CARLINHOS CACHOEIRA que comanda o governador PERILLO, de Goiás, e o senador moralista, (de cueca), DEMÓSTENES TORRES, também de Goiás.

HÁ RACISMO NESTA FOTO?

1 de abril de 1964.SILÊNCIO!

o clube militar é frenquentado pelos velhos generais e alguns coronéis que comandaram a NOITE DE TERROR (ditadura) e que hoje estão de pijama mas com saudades da corrupção de outrora. a imagem do jornalista HERZOG irá acompanha-los, até 0s últimos dias. hoje estão em extinção, a tropa das armas brasileiras agradece.

Folha e Globo escondem relação de importantes políticos com um dos maiores criminosos do Brasil

“Pensei que ele tivesse abandonado o crime”. Não é piada. Foi isso o que disse Demóstenes Torres (DEM), um dos principais moralistas do Congresso, sobre suas relações com Carlinhos Cachoeira, o mais destacado mafioso brasileiro. Não, Demóstenes. O Brasil inteiro sabia das atividades ilegais do bicheiro.

Demóstenes Marconi DEM Carlinhos Cachoeira

Senador Demóstenes Torres, encarado pela imprensa brasileira como Paladino da ética, recebia até presentes do mafioso Carlinhos Cachoeira

A prisão do bicheiro Carlinhos Cachoeira, que administrava uma série de cassinos ilegais em Goiás e nas cercanias de Brasília, cada um com faturamento mensal na casa de R$ 3 milhões, tem provocado um verdadeiro tsunami político em Goiás, estado administrado por Marconi Perillo, que vinha sendo apontado como um possível presidenciável do PSDB. Até agora já se sabe que:

1) o mafioso Cachoeira nomeava delegados e pagava mesada a policiais de Goiás

2) o mafioso Cachoeira distribuía presentes ao senador Demóstenes Torres (DEM/GO)

3) o mafioso Cachoeira indicava parentes até para a Secretaria de Indústria e Comércio de Goiás

Agora, mais uma revelação estarrecedora. Ele foi preso na sua residência, em Goiânia. Uma casa que, até 2010, pertencia a quem? Ao governador Marconi Perillo.

Reação de DEMÓSTENES TORRES (DEM-GO)

Ex-delegado, o senador Demóstenes Torres (DEM/GO) se especializou nos últimos anos em posar como eterno paladino da ética, pronto a assinar qualquer pedido de CPI e a prestar declarações a todo órgão de imprensa disposto a repercutir escândalos de corrupção. Até aí, tudo bem. Esse é o papel democrático da oposição. O que não se sabia – e se sabe agora – é que Demóstenes Torres é amigão do peito do bicheiro Carlinhos Cachoeira, preso ontem na Operação Monte Carlo da Polícia Federal. Questionado sobre suas relações com o Don Corleone brasileiro, Demóstenes soltou uma pérola: “Pensei que ele tivesse abandonado a contravenção e se dedicasse apenas a negócios legais”.

Não, Demóstenes.

Impossível. O Brasil inteiro sabia das atividades ilegais de Carlinhos Cachoeira. Especialmente em Goiás, onde ele administrava uma rede de cassinos ilegais. O que o Brasil não sabia – e sabe agora – é que Cachoeira dava as cartas no governo de Goiás, nomeando delegados e técnicos de várias áreas do governo.

O que o Brasil também não sabia – e sabe agora – é que Cachoeira dava presentinhos ao senador mais moralista da República. No casamento do senador, o presente dado pelo bicheiro foi uma cozinha completa. “Sou amigo dele há anos. A Andressa, mulher dele, também é muito amiga da minha mulher”, declarou Demóstenes.

Além de desmoralizar o senador goiano, a Operação Monte Carlo também pode arruinar a carreira política do governador Marconi Perillo, do PSDB, que entregou a segurança pública do seu estado a um dos maiores contraventores do País.

FOLHA DE S. PAULO

Pé de uma página par, sem fotos, e sem referência aos nomes dos políticos no título e no olho. Assim, a Folha de S. Paulo noticiou o que apurou sobre as relações entre o mafioso Carlinhos Cachoeira e dois personagens centrais da política goiana: o governador Marconi Perillo, do PSDB, e o senador Demóstenes Torres, do DEM.

Intitulada “Preso pela PF tinha contato com políticos de GO”, a matéria está bem escondida. No entanto, a reportagem tem revelações importantes. Uma delas, a de que Perillo recebeu Carlinhos Cachoeira em audiência oficial. Outra, a de que Demóstenes jantava com frequência com o bicheiro, contando muitas vezes com a presença do governador. Além disso, Cachoeira era um suposto lobista da Delta Engenharia junto ao governo de Goiás.

Assim, como a Folha, as Organizações Globo também esconderam o que a Operação Monte Carlo traz de mais relevante: o fato de Carlos Cachoeira possuir influência direta no governo goiano.

ORGANIZAÇÕES GLOBO

É incrível silêncio das Organizações Globo, maior grupo de comunicação do País, sobre a Operação Monte Carlo, que prendeu o bicheiro Carlinhos Cachoeira.

Bom, de fato, há uma matéria no G1, portal de notícias da Globo. Mas é preciso ter lupa para encontrá-la. O texto remete para uma reportagem de Época, com título anódino: “As ligações de Carlinhos Cachoeira com políticos”. Políticos, como se vê, é uma expressão como outra qualquer. Poderia ser, por exemplo, baleias. Nenhuma preocupação em dar, no título da matéria, nome aos bois, indicando o governador Marconi Perillo, do PSDB, e o senador Demóstenes Torres, do DEM. Será que seria assim se os amigos do peito do bicheiro fossem representantes da base governista ou, mais precisamente, do PT?

Temos nossas dúvidas. Na reportagem de Época, Demóstenes Torres é quase uma vítima do bicheiro, que o iludiu. “Pensei que ele havia abandonado a contravenção”, disse ele.

Aguardemos as próximas aparições de Patrícia Poeta.

 

Brasil.247

AZEITE DE OLIVA (denúncia): Livro mostra como azeite é adulterado; outros alimentos também são falsificados

Domênico Ribatti, um italiano que fez fama nos anos 80 como um dos maiores comerciantes de azeite de oliva em seu país, foi condenado à prisão, em 1993, acusado de fraude. Ele recebia toneladas de óleo de avelã da Turquia, de navio, e vendia como azeite extravirgem na Itália.

Quem conta a história é o norte-americano Tom Mueller, que acaba de lançar “Extra Virginity”, livro no qual desdobra sua investigação sobre a adulteração de azeite.

Especializado no óleo, o chef André Castro, do D’Olivino, está de acordo com a tese do autor, de que não há oliveiras suficientes para atender a demanda pelo azeite de oliva, e que isso ativa a falsificação do produto.

“Alguns até apresentam traços do óleo extraído do caroço da azeitona”, diz.

Para Ingrid Schmidt-Hebel, coordenadora do curso de tecnologia em gastronomia do Senac, as adulterações no setor tendem a se intensificar. “As fraudes estão se sofisticando. Dificilmente o consumidor tem condições de identificá-las.”

E a solução? “É preciso ter leis para a fabricação de alimentos e, na outra ponta, uma fiscalização rigorosa.”

BÚFALA

A mozarela de búfala, queijo fresco feito com 100% de leite de búfala, também sofre adulteração. “A fraude vem da demanda crescente. Os produtores compram leite bovino [mais barato e abundante], fabricam o queijo e vendem por preços inferiores”, diz Pietro Baruselli, professor de veterinária da USP e membro da Associação Brasileira de Criadores de Búfalos.

Para não cair em armadilhas, busque um queijo branco e brilhante –a adição de leite bovino dá coloração amarelada, muitas vezes camuflada com branqueadores.

Sua massa deve ter aroma de leite fresco, sabor suave e levemente adocicado. Na textura, procure consistência macia, mas firme, para que não despedace –quando levam porcentagem de leite bovino, costumam esfarelar.

Nem os vinhos escapam. Há alguns anos foi descoberta uma rede internacional que falsificava vinhos italianos. Policiais apreenderam um grande lote de vinho de mesa italiano que seria vendido como Barolo, Brunello di Montalcino e Chianti.

Os vinhos de € 2 eram comprados engarrafados, mas sem rótulo, e levados para a Alemanha, onde recebiam etiquetas falsas. Lá, eram vendidos por € 100.

Em “Historie de la Qualité Alimentaire” (sem tradução no Brasil), Alessandro Stanziani se concentra nas fraudes de vinho, carne, leite e manteiga. Para ele, os consumidores devem ser informados para que tenham liberdade de escolher um produto.

“A responsabilidade do Estado é assegurar que a informação do fabricante ou do produtor está correta.”

folha.com – LUIZA FECAROTTA

Colaborou AGUINALDO ZÁCKIA ALBERT

Editoria de Arte/Folhapress
COMO COMPRAR UM BOM AZEITE Dicas do livro 'Extra Virginity: The Sublime and Scandalous World of Olive Oil' (sem tradução no Brasil), de Tom Mueller
COMO COMPRAR UM BOM AZEITE Dicas do livro ‘Extra Virginity: The Sublime and Scandalous World of Olive Oil’ (sem tradução no Brasil), de Tom Mueller

EDIR MACEDO, o bispo profano, fala das suas intenções: OUÇA-O

UM clique no centro do vídeo.

SILAS MALAFAIA: “Pastor pode virar réu por incitar ódio aos gays” / são paulo.sp

Pastor pode virar réu por incitar ódio aos gaysFoto: Divulgação

MINISTÉRIO PÚBLICO QUER QUE SILAS MALAFAIA SE RETRATE POR TER DEFENDIDO “BAIXAR O PORRETE” E “ENTRAR DE PAU” CONTRA INTEGRANTES DA PARADA GAY

20 de Fevereiro de 2012 às 22:21

 – O Ministério Público Federal quer que a Justiça obrigue o programa “Vitória em Cristo”, exibido pela Rede Bandeirantes, se retrate de comentários homofóbicos feitos pelo pastor Silas Malafaia. O malfeito ocorreu em julho do ano passado.

Usando gírias e palavrões, o pastor defendeu “baixar o porrete” e “entrar de pau” contra integrantes da Parada Gay. De acordo com o pedido encaminhado pelo MPF, a retratação deverá ter, no mínimo, o dobro do tempo usado nos comentários preconceituosos.

“Os caras na Parada Gay ridicularizaram símbolos da Igreja Católica e ninguém fala nada. É pra Igreja Católica ‘entrar de pau’ em cima desses caras, sabe? ‘Baixar o porrete’ em cima pra esses caras aprender (sic). É uma vergonha”, afirmou o pastor evangélico, durante o programa.

Indignada com as manifestações preconceituosas, a associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais protocolou reclamação no Ministério Público Federal, o que motivou a abertura de um inquérito civil para apurar o caso e terminou numa ação, com pedido liminar.

O pastor chegou a ser ouvido pelo MPF. Malafaia explicou que tinha feito uma crítica severa às atitudes de determinadas pessoas “desse segmento social”, acrescida também de reflexão e crítica sobre a ausência de posicionamento adequado por parte das pessoas atingidas. Ele defendeu que as expressões “baixar o porrete” ou “entrar de pau” significam “formular críticas, tomar providências legais”.

Para o Procurador Regional dos Direitos do Cidadão, Jefferson Aparecido Dias, as gírias têm claro conteúdo homofóbico, por incitar a violência em relação aos homossexuais. “Mais do que expressar uma opinião, as palavras do réu em programa veiculado em rede nacional configuram um discurso de ódio, não condizente com as funções constitucionais da comunicação social”, disse o procurador.

Dias afirma que, como líder religioso, Malafaia é formador de opiniões e moderador de costumes. “Ainda que sua crença não coadune com a prática homossexual, incitar a violência ou o desrespeito a homossexuais extrapola seus direitos de livre expressão”, argumentou. Por isso, a importância da retratação de seus comentários homofóbicos diante de seus telespectadores, além da abstenção de veicular novas mensagens homofóbicas.

A ação também é movida contra a TV Bandeirantes. O MPF sustenta que cabe à emissora que outras mensagens homofóbicas sejam exibidas, além de veicular a retratação. “A emissora é uma concessionária do serviço público federal de radiofusão de sons e imagens e deve compatibilizar sua atuação com preceitos fundamentais como o direito à honra e à não discriminação”.

Fernando Porfírio _247

TRIBUNAL DE JUSTIÇA de Brasilia gasta com pessoal 5 vezes mais que Supremo

Corte mais cara do País, TJ-DF gasta com pessoal 5 vezes mais que Supremo

Folha de pagamento será de R$ 1,4 bi neste ano; contracheque supera R$ 400 mi no caso de um desembargador

A folha de pagamento do tribunal estadual mais caro do País vai custar R$ 1,4 bilhão aos cofres públicos este ano. Custeado pela União, o Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios (TJ-DF) vai gastar cinco vezes mais que o Supremo Tribunal Federal (STF)com a folha de pagamento e o dobro das despesas do Superior Tribunal de Justiça (STJ) com pessoal. Essas cortes também são custeados pelo Orçamento da União.

Veja também:
link TCU já julgou indevidos salários e acúmulo de cargos de servidores

Assim como nos tribunais de Justiça de São Paulo e do Rio de Janeiro, a folha de subsídios da corte do DF (o mais caro entre todos os estaduais) é engordada com as chamadas “vantagens eventuais”. Em dezembro passado, os cofres federais pagaram salários milionários aos magistrados e servidores do tribunal na capital federal.

Naquele mês, um dos desembargadores recebeu de uma só vez R$ 370,3 mil em benefícios, que, incorporados ao salário de R$ 24,1 mil, garantiram ao magistrado um total de R$ 401,3 mil. No mesmo mês, um juiz substituto ganhou R$ 240,5 mil só em vantagens.

O relatório de pagamentos, publicado em cumprimento à Resolução 102 do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), mostra que os benefícios não são exclusividade dos magistrados.

Um analista judiciário, cujo salário é de R$ 11 mil, recebeu R$ 205 mil em vantagens. Também em dezembro, um técnico ganhou R$ 145,9 mil, ou seja, 22 vezes mais do que o salário que recebe mensalmente pelo cargo que ocupa – R$ 6,5 mil.

Na soma de exemplos como esses, a folha atingiu R$ 205 milhões, sendo mais da metade – R$ 132 milhões – só com as vantagens. O valor retido pelo teto foi de R$ 160 mil.

Alana Rizzo, de O Estado de S. Paulo

EXÉRCITO BRASILEIRO: DENÚNCIA VERGONHOSA! É PRECISO QUE O MPF E O MPM, INVESTIGUEM E PUNAM OS INFRATORES

Comentário de IVAN DE SALLES:

 
Tenho vergonha de mim mesmo. Isto é, fui soldado do 2 Batalhão de
Caçadores, que fica na cidade de São Vicente-SP. Tenho vergonha e nojo
quando recordo em minha mente, que fui obrigado a vestir a farda do
Exército Brasileiro. Que, para mim, é menos que um pano que se coloca no
piso onde ando. Fui agredido a tapas pelo capitão LUCIANO DA SILVA
NOGUEIRA. Além disso, fui colocado na SOLITÁRIA por trinta dias. O
coronel ALAOR GONÇALVES COUTO, comandante do batalhão, não
tomou qualquer providências a respeito da agressão.Foi omisso e
covarde.A covardia dos militares das Forças Aramadas,é conhecida no
planeta terra.Fui um soldado desonrado dentro do Exército Brasileiro. O
Exército Brasileiro deve satisfação a NAÇÃO BRASILEIRA.Todos os
torturadores, bandidos fardados, deveriam conhecer a prisão perpétua.
Na Argentina,generais,brigadeiros e almirantes, estão na cadeia.E no
Brasil, qual foi a punição aos bandidos do Exército,Marinha e Aeronáutica?
Portanto, é vergonhoso dizer que sou brasileiro.Tenho pena das famílias
que tiveram filhos,maridos,namorados e amigos torturados e mortos pela
ditadura militar. Que vergonha ! Que desonra !

matéria na qual foi postado este comentário: AQUI

PRESTE ATENÇÃO!

SENADOR MARIO COUTO: tucano é denunciado por desvio de verbas no PARÁ

ESTE SENADOR, NO PLENÁRIO DO SENADO, POSA DE “SONINHA TODA PURA”, DIARIAMENTE. LOGO ELE VELHO CONHECIDO NO PARÁ COMO “MÁGICO” DO DINHEIRO PÚBLICO…FAZ DESAPARECER…

O senador Mário Couto (PSDB-PA) foi denunciado, em ação civil pública, sob acusação de envolvimento em um suposto esquema de desvio de recursos da Assembleia Legislativa do Pará entre 2003 e 2007, período em que foi presidente da Casa.

O Ministério Público do Pará, que ajuizou a ação nesta quinta-feira (26), pede o bloqueio dos bens do senador e que ele e outros 15 acusados devolvam R$ 2,3 milhões aos cofres públicos.

O suposto esquema consistia em fraude na folha de pagamento do Legislativo, com a contratação de servidores-fantasmas.

Além de Mário Couto, sua filha Cilene Couto também é denunciada na ação. Ela fazia parte do setor de controle interno da Assembleia durante a gestão do pai.

Como presidente da Casa, cabia a Couto nomear, contratar e demitir servidores, além de fiscalizar a folha de pagamento.

Lula Marques – 24.ago.2011/Folhapress
Senador Mário Couto no plenário do Senado
Senador Mário Couto no plenário do Senado

A ação cita o exemplo de onze funcionários-fantasmas que, em depoimentos, negaram que trabalhassem no órgão. O salário da maioria deles era superior a R$ 10 mil mensais. Os valores eram desviados.

A ação civil pública também acusa outros integrantes do setor de controle interno e servidores que, segundo a Promotoria, receberam os recursos desviados.

A Justiça do Pará ainda não decidiu se acolhe a ação.

O Ministério Público também investiga supostas fraudes em licitações de obras da Assembleia Legislativa, que envolve uso de empresas-fantasmas e até a contratação de uma fábrica de tapioca.

A assessoria do senador Mário Couto afirmou que ele ainda não tomou conhecimento do teor da ação.

De acordo com sua assessoria, Mário Couto diz que a ação é movida por uma desavença pessoal de um dos promotores contra ele.

Cilene Couto, que atualmente é deputada estadual pelo PSDB, não foi localizada para comentar o caso.

AGUIRRE TALENTO
DE BELÉM

MINISTRA ELIANE CALMON deu a sentença correta: MP denuncia juízes que venderam sala de associação para pagar suas dívidas

Magistrados colocaram à venda por R$ 115 mil, sem autorização, sala comercial da Associação de Juízes Federais em Brasília para pagar empréstimos deles próprios; procurador pede perda de cargo

26 de janeiro de 2012 | 22h 30

O Ministério Público Federal (MPF) em Brasília denunciou criminalmente, por apropriação indébita, os juízes federais Moacir Ferreira Ramos e Solange Salgado da Silva Ramos de Vasconcelos – ex-presidentes da Associação dos Juízes Federais da 1.ª Região (Ajufer), entidade que reúne magistrados do Distrito Federal e de 13 Estados.

Veja também:
link Na contramão do Executivo, Supremo aumenta em 41% gastos com diárias

Fachada do Edifício Business Point, em Brasília, onde fica o imóvel da Ajufer - Beto Barata/AE
Beto Barata/AE
Fachada do Edifício Business Point, em Brasília, onde fica o imóvel da Ajufer

Ramos (presidente da associação entre 2008-2010) e Solange (presidente por dois mandatos, de 2002 a 2006) são acusados de terem vendido, em fevereiro de 2010, sem autorização de assembleia da Ajufer, a única sala comercial da entidade, no edifício Business Point, Setor de Autarquias Sul, em Brasília. O dinheiro da venda, R$ 115 mil, segundo o MPF, foi usado para abater dívidas de empréstimos que os dois magistrados tinham com a Fundação Habitacional do Exército (FHE/Poupex).

Ramos é autor de representação criminal no Supremo Tribunal Federal (STF) contra a ministra Eliana Calmon, corregedora nacional da Justiça, que o afastou liminarmente da função em novembro de 2010.

O ministro Marco Aurélio Mello, do STF, cassou a decisão de Calmon, mas, por maioria de votos, os desembargadores do TRF-1 restabeleceram a ordem de afastamento do juiz Moacir Ramos. A juíza Solange continua exercendo suas funções.

Em outra acusação, o Ministério Público Federal atribui crime de receptação a um terceiro juiz federal, Charles Renaud Frazão de Moraes, que também presidiu a Ajufer.

Perda do cargo. A denúncia criminal, protocolada em dezembro, é subscrita pelo chefe da Procuradoria Regional da República-1, Juliano Villa-Verde de Carvalho. Em dez páginas, ele descreve a ação dos juízes Moacir Ramos e Solange e requer a condenação de ambos inclusive à perda do cargo de juiz federal.

O procurador pediu, preliminarmente, o deslocamento do processo ao STF, alegando impedimento da maioria dos desembargadores do TRF-1, já que 17 deles são associados à Ajufer “e, portanto, direta ou indiretamente interessados na causa”. O TRF-1 deve decidir no início de fevereiro se recebe a denúncia ou se remete os autos ao Supremo.

 

Fausto Macedo, de O Estado de S.Paulo

PINHEIRINHO/SP: “THE GUARDIAN, jornal inglês, informa que foram 7 mortes, 60 feridos e 9.000 despejados da área do ladrão milionário NAJI NAHAS. ALCKMIM, violento na defesa do ladrão, colocou a polícia truculenta para atender um mandado de “reintegração” duvidoso (honesto) da justiça paulista. A imprensa nacional, jornais e tvs, NÃO PUBLICA nada, são todos do mesmo grupo. TÁ NA HORA!

 

VEJAM, quem é o invasor?

 

TV GLOBO uma concessão do estado brasileiro a serviço da alienação do seu povo! TÁ NA HORA !!!

“ALKMIN bate e mata pelo dinheiro de NAJI NAHAS” – são paulo

‘Não deu tempo de pegar nada’, conta moradora

Por Felipe Milanez e Maíra Kubík Mano

 

“Não deu tempo de pegar nada. Eles disseram: deixa tudo aí, depois vai voltar para buscar. Peguei o que deu”, relata moradora

O dia começou cedo no último domingo, 22 de janeiro, em São José dos Campos, interior de São Paulo. Depois de chuva forte, havia muita lama por toda a área do Pinheirinho. Às 5 horas da manhã, todos estavam recolhidos em casa, relativamente mais calmos depois que a ordem de despejo, imaginavam, havia sido suspensa.

Janaína (que pede para não ter o sobrenome citado), seu marido e filhos dormiam. Então veio o estrondo, seguido por sons diversos, despertando as famílias que vivem na área para um pesadelo.

Ela conta, com um olhar distante e um semblante tranquilo, algumas horas mais tarde, o que aconteceu nessa madrugada: “A maioria estava dormindo quando eles entraram. Eu acordei com o barulho do helicóptero. Abri o portão e meu vizinho estava gritando. Eles já estavam quebrando. Não tinha como ficar. Eles entraram em casa atirando. É uma covardia o que eles estão fazendo”.

Um susto. Porta arrombada. Gás. Na rua, caos, correria. Barulhos de tiros. Gritos. Todos saindo de casa atordoados.

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Desalojados passaram a noite em claro

“A gente sabia ali que a qualquer hora podia vir a polícia pra cima”. Mas foram pegos de surpresa.

“Sai de casa, sai, sai”, gritou um policial para uma senhora. Ela ainda estava assustada no início da tarde. “Não deu tempo de pegar nada. Eles disseram: deixa tudo aí, depois vai voltar para buscar. Peguei o que deu”.

“Peguei o que deu”, diz morador. Foto: Maíra Kubík Mano

“Peguei o que deu” foi uma expressão corrente. Adrian pegou as galinhas e a mãe. Teve gente que pegou o filho, o bebê. Algum carrinho de mão com um amontoado de objetos. Outros conseguiram jogar uns poucos bens, como aparelho de som e televisão, no porta-malas de carros. Cães. Os bichos deveriam vir junto impreterivelmente. Alguns, saindo do susto, aparentemente mais calmos, acreditaram nas palavras dos policiais e que a senha de papel que receberam daria direito a ir e ver, logo em seguida, a casa intacta para retirar o que quiser.

Janaína ficou confusa quando percebeu que tinha medo da polícia. “Na realidade, a gente tem eles para proteger a gente. Mas nesse caso, eles estão protegendo ninguém.” Uma senhora disse, com ar meio irônico: “liguei para o 190 para chamar a polícia!”

A confusão em torno do papel da polícia (medo ou confiança?), para a moradora do Pinheirinho, tem origem na Justiça.

“A juíza mandou e aproveitaram hoje, domingo, porque a liminar federal vai para ela amanhã (segunda-feira). Agora a maioria do povo vai para alojamento. Ainda tem bastante gente lá dentro. Não querem deixar as pessoas saírem nem entrarem”, conta Janaína, nessa tarde longa de um dia de medo e tensão.

Troa de choque durante a desocupação. Foto: Felipe Milanez

Ela mora há 8 anos na ocupação, desde seu início. E segue: “À noite vai ser pior, vão quebrar tudo. Já tem trator lá, mas não sabemos se derrubaram as casas. Eu não tirei nada, só estou com a roupa do corpo. Eu tirei meus filhos de manhã cedo e meu marido ficou. Ele saiu depois e só pegou alguns documentos. O resto ficou para trás: móveis, eletrodomésticos tudo. Meus filhos estão todos sem roupa”, afirma, apontando para uma menina descalça.

A reintegração de posse foi autorizada pela juíza da 6ª Vara Cível de São José, Márcia Mathey Loureiro. “Se ela aparecer aqui vai ser linchada ou morta”, vocifera Ivonete, empregada doméstica e mãe de três filhos. “Eu tenho que batalhar para sobreviver. Meu marido está preso e eu nem tenho dinheiro para ir visitar ele. Tudo vai para as crianças”.

A entrevista é interrompida por três vezes. Ivonete se perde e é reencontrada em instantes em meio à correria das balas e bombas.

Cheiro de fumaça, cheiro de borracha queimada, marcas pretas no chão. “Parece Bagdá”, comenta um amigo. “Faixa de gaza”, diz um jovem. “Palestina!”, gritou outro, numa roda de papo falando sobre o que está acontecendo.

Carros incendiados nas ruas de acesso avisam, a quem possa interessar, qual é a real situação. Mais perto, tudo fica pior. Tensão era tão visível no ar que ele estava pesado – talvez pelo cheiro de tanta fumaça misturada.

Tumulto. Gente caminhando para todos os lados. Desnorteados, às vezes, como zumbis pobres carregando sacolas, botijões, coisas em carrinhos de bebês, bebês nos colos.

Um helicóptero na cabeça intimida qualquer um. Mais tarde, veio outro, mais amedrontador. Deles saiam bombas de gás químico, insuportáveis ao nariz e olhos. Pendurado para fora da aeronave, o atirador de elite aponta sua metralhadora indiscriminadamente. Isso cria um pânico no chão. O barulho das hélices voando baixo permanece durante todo o dia, ora mais forte, ora mais distante.

Moradores montam barricada perto de casa. Foto: Felipe Milanez

Estratégia de terror psicológico. Cerco. Estão na frente, estão atrás, estão do lado, estão por cima. Polícia por todos os lados. Cercados. Não há para onde fugir, e mesmo assim, agridem.

“Foi a maior guerra aqui de manhã. Os guardas municipais atiraram com bala de verdade. Foi feio”, comenta Maria, que mora próxima à entrada do Pinheirinho e tem amigos lá dentro. “Tinha muita gente machucada. A escola foi queimada, o povo está revoltado. A polícia entra atirando, como se a gente fosse cachorro. Ninguém é cachorro aqui”.

“E não temos notícia lá de dentro. A gente só vai saber mesmo o que aconteceu lá dentro depois que o Choque sair daqui. Aí a gente vai ver o prejuízo”, complementa uma vizinha.

“Lá dentro”, como chamam a área cercada pela PM, ninguém entra.

Capitão Antero, do setor de comunicação, responsável pelo atendimento da imprensa, tenta ser simpático e convincente. Chove um pouco, os jornalistas são minguados nessa tarde, circulando como os moradores, de lado pra lado, desnorteados. Como a polícia também.

“Preparamos a escola para receber vocês”, ele avisa, como um hostess de um clube. “Tem computador, lugar para descansar. Mas esta sala está sem energia. Podem circular à vontade por aqui”.

Helicóptero da PM foi usado na operação. Foto: Felipe Milanez

E passa a falar da organização da operação, do planejamento exato que diz ter sido feito, de como a PM não agiu com violência alguma, “o ferido foi em um confronto com a GCM (a Guarda Civil Municipal)”.

Ao que importa: o que está acontecendo “lá dentro”? É possível entrarmos?

A resposta: “nem acompanhado da polícia. Lá dentro ninguém entra. Onde está ocorrendo a ação não pode entrar. pois não podemos garantir a segurança.”

Quanto mais perto da entrada do Pinheirinho, mais gente se aglomera.

Uns eram curiosos do bairro, excitados com toda aquela movimentação. Outros, moradores da região que achavam a reintegração absurda, assim como a ocupação militar na porta de suas casa.

E havia, claro, centenas de pessoas recém-despejadas. A área tinha cerca de 1.600 famílias. Todo mundo deveria sair imediatamente, deixando tudo o que tem em casa, para ter então a sua situação reconhecida pelas autoridades num processo que a polícia militar estava chamando, quando perguntada, de “recadastramento”.

Janaína e Maria estão paradas em frente ao terreno onde a Prefeitura de São José dos Campos coloca os desabrigados. Observam tudo o que acontece. Maria está com o celular na mão, gravando vídeos e tirando fotos. Mostra imagens do carro da TV Vanguarda pegando fogo e de um policial empunhando uma arma contra ela e dizendo que não ela não podia filmar.

Policiais se armam contra moradores. Foto: Felipe Milanez

Começa uma correria dentro do alojamento. Depois de uma conversa rápida com um advogado do Pinheirinho, os moradores decidem derrubar parte da cerca dessa área onde estavam confinados pela Prefeitura. O lugar mais parece um campo de concentração do que de refugiados. Tudo vigiado pela Guarda Civil Metropolitana que manteve, ao longo de todo o dia, cenas de confronto quase ininterrupto com a população que era obrigada a entrar, pela PM, nesse reduto. Era algo como: se correr o bicho pega, se ficar, o bicho come. Bicho mau, no caso a GCM, que foi ainda mais truculenta com os moradores.

Funcionários do município que colocavam arames farpados nas grades do terreno são surpreendidos por um grupo de 20 pessoas. Com algum esforço, um pedaço da cerca verde vai ao chão. Bombas de gás estouram naquela direção e ouve-se o barulho de tiros. Dois carros da polícia cantam pneus na rua do lado para afastar os moradores do bairro. Um militante do MTST (Movimento dos Trabalhadores Sem Teto), Guilherme Boulos, é espancado pela polícia e levado preso. Horas depois, soube-se que ele recebeu cuidados médicos algemado.

Vem à mente a frase do capitão Antero: “ferido? só em um confronto com a GCM”. Bastava andar pelas ruas para ver pessoas mancando com faixas, como um senhor de setenta anos, todo machucado, ou jovens que mostravam as marcas de balas no corpo como tatuagens, ou Reinal Ferraz da Cunha, que levanta a calça para quem quiser ver a marca de bala de borracha em sua perna esquerda. “Foi à queima-roupa”.

O movimento diminui e a situação parece ficar novamente calma, mas tensa.

As tendas da praça são brancas, como aquelas utilizadas em raves e em shows de música, em festivais.

As placas eram simpáticas como se fossem para receber convidados. São parte do “planejamento minucioso da operação” mencionado pelo capitão Antenor – que fez questão de ressaltar que “a polícia Militar não faz atendimento social”.

Faixas brancas com escritos azuis na entrada. A primeira delas dizia, de forma convidativa: “recepção.” Nas cadeiras apenas alguns moradores, nenhum funcionário.

Depois, como no parque temático, seguiam os dizeres de diversos serviços do Estado, aos quais os moradores do Pinheirinho não tinham acesso onde viviam: “Conselho Tutelar”; “Atendimento Social” (que “não é serviço da PM”, fez questão de ressaltar o capitão); “Alimentação”; “Alojamento”.

Mais um espaço com muitos computadores desligados, estes que serviriam para fazer o cadastramento da população. Quem planejou a operação, aparentemente, sabia como receber convidados em um grande evento. Não contava, no entanto, com a dura realidade da situação.

Ronaldo está na fila para passar pelo processo de triagem. “Triagem? Que diabos é isso? Só ouvi falar em trilhos lá em Minas Gerais”, balbucia.

“Eu construí uma casa de cinco cômodos no Pinheirinho e agora querem me mandar para tendas. Eu não sou índio para morar em tendas!”

Josias, pedreiro, já foi registrado no cadastro da Prefeitura. “Eles deram essa numeração aqui”, aponta para uma etiqueta colada no peito. “Disseram para tirarmos só os pertences de roupas, documentos. Nem no Rio de Janeiro, que tem traficantes perigosos, foi esse confronto todo. Aqui só tem gente humilde, trabalhadora”, reclama.

Guarda Civil dá as boas vindas à população. Foto: Felipe Milanez

“Saímos do Pinheirinho às 4 horas da manhã. Já é de tarde e nem deram comida para a gente. Daqui a pouco a maioria de nós vai perder o emprego. Nem as nossas coisas querem que tirem. Amanhã, quando eu chegar na firma, eles não querem saber dos meus problemas. Se eu não aparecer, mandam embora. Todo mundo tá sem teto aqui”.

Em seguida, pães franceses – sem mortadela, manteiga ou algo do gênero – são distribuídos para mãos desesperadas.

Edvaldo, ao seu lado, está nervoso. “Aqui não é favela, é um bairro. Nós queremos que legalizem o terreno. Nós queremos construir as casas do nosso próprio bolso, não precisa dar nada”.

“Chegaram às 4 horas da manhã jogando bomba de gás. Já mataram gente, tem um aleijado. A Guarda Municipal deu três tiros num moleque. Eu vi”, diz Josias. Nenhuma morte foi confirmada até agora, mas muitos boatos e depoimentos correm soltos, inclusive de uma criança pequena que teria falecido intoxicada com o gás lacrimogênio – algo que seria plenamente factível pelas cenas que presenciamos.

“Já tem mortos lá dentro. Eu não vi, mas todo mundo está falando. Tem um que está no hospital, acordou agora. A mãe dele me disse que ele pode ficar paralítico. Não podia ter entrado com bala de verdade, mas todo mundo está usando elas”, afirma Janaína.

Pouco depois, quando a luz do fim do dia começa a se apagar, tem início um novo tumulto assim que um trator acelera em direção à ocupação.

Os moradores tiveram a certeza de que suas casas seriam derrubadas. Havia um cordão de policiais ao longo de uma corda azul de nylon. “Não pode passar da corda”, gritou uma policial quando passamos, quase sem perceber, em direção ao Pinheirinho.

O motor do trator é barulhento. Atravessando essa avenida com um canteiro no meio, estava a praça na qual os moradores estavam reclusos, nas tais tendas.

Trator é usado para ‘limpar’ o terreno após desocupação. Foto: Felipe Milanez

O trator avança e a PM mantêm-se burocraticamente calma. Mas a notícia começa a se espalhar dentro da praça. E os moradores, assustados, a correr. Gritos. Xingamentos da PM. Ao lado dos policias, dois jornalistas vestem coletes a prova de bala da cor azul-claro (ou, o popular azul-calcinha). São da afiliada da Globo e foram os únicos autorizados a entrar dentro da área do Pinheirinho (uma exceção à regra da “imprensa não entra” emitida pelo Capitão Antero).

Pedras. Mais xingamentos. Surpresa. Gritos agudos de mulheres em prantos: “minhas coisas”. “Filhas da puta”. “Filma isso” e “fala a verdade aí, o Globo”.

Desesperados, e atrás das grades altas, verdes, os moradores temiam ser passados para trás mais uma vez. Os papéis que haviam recebido para, depois do confronto, retornar às suas casas e retirar seus pertences, não serviriam para nada. Enfeitariam o chão das ruas, voando com o vento dos carros da polícia que passavam correndo a alta velocidade e cantando pneus para assustar aos moradores.

Os escudos foram armados. Passaram informação no rádio e um pelotão veio caminhando em passo firme pela rua que faz a divisa com o Pinherinho. Passo militar. Foi cômico quando o primeiro da fila parou e levantou a mão, e os últimos, sem prestar a atenção, olhando para as pedras e os xingamentos, juntaram-se a ponto de tropeçar nos parceiros da fila.

Alguns carregavam granadas de gás na mão. Foi dada a ordem para preparar. E avançaram em direção à grade e pela rua. Muitos tiros e bombas são lançados para a praça. Alguns policiais, mais atrevidos e nervosos, correram até a grade, aos gritos: “O Pinheirinho agora é nosso”, disse um, sem identificação, atirando. Apontava a arma reta, na altura do ombro.

Nas tendas agora enfestadas de fumaça tóxica também estavam mulheres, crianças, famílias. Todas deitadas, pensando ser ali o alojamento. A GCM se somou à PM e respondia com tiros e mais bombas em direção aos manifestantes, recuados numa ponta. Atacados dois lados, eles não sabiam mais para onde correr. Gritos, muitos gritos de desespero.

Na rua, todos entram na primeira casa que viam com o portão aberto. A polícia segue avançando em paralelo à grade. Muita fumaça. Tanta fumaça que o pelotão, em mais uma cena de comédia e tragédia, passava pelo meio da fumaça que haviam provocado para assustar os moradores e terminava com os próprios olhos ardendo. Dava para ver os policiais lacrimejando – como nós, ali do lado.

Mas mesmo com os olhos inflamados, sem máscara e com a visão prejudicada, eles não paravam de atirar. Claramente assustados, tentavam assustar ainda mais os moradores.

‘Não houve violência’, garante a polícia. Foto: Maíra Kubík Mano

Os boatos continuavam a circular. Duas moradoras mostram os números que haviam ganhado num papel. Outra, uma pulseira azul, utilizada por várias senhoras. A pulseira servira para marcar os moradores legítimos do Pinheirinho que teriam direito a um alojamento. E os números distribuídos seriam o direito ao retorno a suas casas para recolher os bens. Assim pensavam as entrevistadas. Nova decepção veio quando surgiu a possibilidade de que seus bens seriam enviados para a cidade de Osasco. Será que nunca mais ninguém ali veria a sua casa? O jardim, o colchão. A pia da cozinha. A horta. A rua. A janela. O quarto. Onde dormir naquele domingo? “Nesse alojamento onde eles jogaram bomba agora? Eu é que não vou dormir aí. Prefiro dormir na rua”, disse uma moradora. “Eu é que não fico aí com as crianças”, garante Janaína.

Um jovem magro, cabelo descolorido, camisa sem manga, chega junto para puxar conversa. Dar uma real. Olha a fumaça. “Tá ouvindo os grito das muié?”, pergunta. “Vou dizer uma coisa pro senhor: eu sou bandido. Sou mesmo, não nego. Mas esses daí”, aponta para a polícia, “esses daí são cruel. O que eles tão fazendo com as mulher e as crianças nóis num faz não.”

Nesse momento, o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, em última instância o responsável pelas ações da Polícia Militar, posta em seu twitter um “feliz ano novo” chinês.

tv globo: UM DIA SEM ELA, pelo menos. podemos mostrar a eles que podem comandar o futebol, a putaria, mas NÃO as nossas mentes, a educação de nossos filhos e netos. diga NÃO a LAMA que invade o seu lar.

tv globo: UM DIA SEM ELA, pelo menos. podemos mostrar a eles que podem comandar o futebol, a putaria, mas NÃO as nossas mentes, a educação de nossos filhos e netos. diga NÃO a LAMA que invade o seu lar.

O BRASIL SE LEVANTA EM DEFESA DE ELIANA CALMON! /editoria / ilha de santa catarina

as associações dos magistrados, na maioria dos estados, estão dirigidas pelos “bandidos togados” a que se referiu a ministra ELIANA CALMON. por isso reagiram com “manifestos” contra as denúncias. o sistema judiciário brasileiro está podre! desde o início da república. guarda-se poucas e honradas exceções que mantém a chama da justiça acesa.

UM clique no centro do vídeo:

A Justiça Brasileira! – de naldo souza / ilha de santa catarina.sc

 

Isso foi exibido em todos os telejornais noturnos na quinta feira.
Paulo, 28 anos, casado com Sônia, grávida de 04 meses, desempregado há dois meses, sem ter o que comer em casa foi ao rio Piratuaba-SP a 5km de sua casa pescar para ter uma ‘misturinha’ com o arroz e feijão, pegou 900gr de lambari, e sem saber que era proibido a pesca, foi detido por dois dias, levou umas porradas. Um amigo pagou a fiança de R$ 280,00 para liberá-lo e terá que pagar ainda uma multa ao IBAMA de R$ 724,00. A sua mulher Sônia grávida de 04 meses, sem saber o que aconteceu com o marido que supostamente sumiu, ficou nervosa e passou mal, foi para o hospital e teve aborto espontâneo. Ao sair da detenção, Ailton recebe a noticia de que sua esposa estava no hospital e perdeu seu filho, pelos míseros peixes que ficaram apodrecendo no lixo da delegacia.

Quem poderá devolver o filho de Sônia e Paulo?

Henri Philippe Reichstul, de origem estrangeira, Presidente da PETROBRAS. Responsável pelo derramamento de 1 milhão e 300 mil litros de óleo na Baía da Guanabara. Matando milhares de peixes e pássaros marinhos. Responsável, também, pelo derramamento de cerca de 4 milhões de litros de óleo no Rio Iguaçu, destruindo a flora e fauna e comprometendo o abastecimento de água em várias cidades da região. Crime contra a natureza, inafiançável.

Este camarada encontra-se em liberdade e pode ser visto jantando nos melhores restaurantes do Rio e de Brasília.

DILMA ROUSSEFF: ESTA FOTO CORRE O MUNDO – UM OLHAR SEM MEDO E OS JULGADORES COM VERGONHA DE MOSTRAREM “A CARA”!

UMA FOTO E TRILHÕES DE PALAVRAS!

A RÉ DILMA
Dilma na sede da Auditoria Militar no Rio de Janeiro, em novembro de 1970. Ao fundo, os oficiais que a interrogavam sobre sua participação na luta armada escondem o rosto com a mão (Foto: Reprodução que consta no processo da Justiça Militar)

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Foto inédita mostra a presidente Dilma Rousseff durante um interrrogatório em novembro de 1970, na sede da Auditoria Militar, no Rio de Janeiro. Na época, Dilma tinha 22 anos de idade.

As pessoas que escondem o rosto, ao fundo, são os oficiais que questionavam a então guerrilheira sobre sua participação na luta armada que ocorria no País.

Fotografia faz parte do livro A vida quer coragem, que será lançado neste mês pelo pelo jornalista Ricardo Amaral.

O ESTADO de SÃO PAULO, REVISTA VEJA, FOLHA DE SÃO PAULO: O INSULTO, A COVARDIA e A MALIGNIDADE

o PiG (*) e o câncer do Lula:
o insulto, a covardia, a malignidade

Efeitos da pregação midiática

No princípio era e é a mídia. A primazia vem de longe, mas se acentua com o efeito combinado de avanço tecnológico e furor reacionário. De início a serviço do poder até confundir-se com o próprio, um poder ainda medieval de muitos pontos de vista, na concepção e nos objetivos.

Ao invocar o golpe de Estado de 1964, os editorialões receitavam o antídoto contra a marcha da subversão, obra de pura fantasia, embora os capitães do mato, perdão, o Exército de ocupação estivesse armado até os dentes. Marcha da subversão nunca houve, sequer chegou a Revolução Francesa.  Em compensação tivemos a Marcha da Família, com Deus, pela Liberdade.

Há tempo largo a mídia cuida de excitar os herdeiros da Casa-Grande ao sabor de pavores arcaicos agitados por instrumentos cada vez mais sofisticados, enquanto serve à plateia, senzala inclusive instalada no balcão, a péssima educação do Big Brother e Companhia. Nem todos os herdeiros se reconhecem como tais, amiúde por simples ignorância, todos porém, conscientes e nem tanto, mostram se afoitos, sem a percepção do seu papel, em ocasiões como esta vivida pelo presidente mais popular do Brasil, o ex-metalúrgico Lula doente. E o estímulo parte, transparentemente, das senhas, consignas, clichês veiculados por editorialões, colunonas, artigões, comentariões.

Celebrada colunista da Folha de S.Paulo escreve que Lula agora parece “pinto no lixo”, cuida de sublinhar que “quimioterapia é dureza” e que vantagens para o enfermo existem, por exemplo, “parar de tomar os seus goles”. Outra colunista do mesmo jornal, dada a cobrir tertúlias variadas dos herdeiros da Casa-Grande, pergunta de sobrolho erguido quem paga o tratamento de Lula. Em conversa na Rádio CBN, mais uma colunista afirma a culpa de Lula, “abuso da fala, tabagismo, alcoolismo”. A cobra do Paraíso Terrestre desceu da árvore do Bem e do Mal e espalhou seu veneno pelos séculos dos séculos.

Às costas destas miúdas aleivosias, todas as tentativas pregressas de denegrir um presidente que se elegeu e reelegeu nos braços do povo identificado como o igual capaz de empenhar-se pela inclusão de camadas crescentes da população na área do consumo e de praticar pela primeira vez na história do País uma política externa independente. Trata-se de fatos conhecidos até pelo mundo mineral e no entanto contestados oito anos a fio pela mídia nativa. E agora assistimos ao destampatório da velhacaria proporcionado pelo anonimato dos navegantes da internet, a repetirem, já no auge do ódio de classe, as tradicionais acusações e insinuações midiáticas.

Há uma conexão evidente entre as malignidades extraordinárias assacadas das moitas da internet e os comportamentos useiros do jornalismo do Brasil, único país apresentado como democrático e civilizado onde, não me canso de repetir, os profissionais chamam o patrão de colega.

Por direito divino, está claro. E neste domínio da covardia e da raiva burguesotas a saraivada de insultos no calão dos botecos do arrabalde mistura-se ao desfraldado regozijo pela doença do grande desafeto. Há mesmo quem candidate Lula às chamas do inferno, em companhia dos inevitáveis Fidel e Chávez, como se estes fossem os amigões que Lula convidaria para uma derradeira aventura.

Os herdeiros da Casa-Grande até mesmo agora se negam a enxergar o ex-presidente como o cidadão e o indivíduo que sempre foi, ou são incapazes de uma análise isenta, sobra, de todo modo, uma personagem inventada, figura talhada para a ficção do absurdo. De certa maneira, a escolha da versão chega a ser mais grave do que a própria, sistemática falta de reconhecimento dos méritos de um presidente da República decisivo como Lula foi. Um divisor de águas, acima até das intenções e dos feitos, pela simples presença, com sua imagem, em toda a complexidade, a representar o Brasil em tão perfeita coincidência.

(*) Em nenhuma democracia séria do mundo, jornais conservadores, de baixa qualidade técnica e até sensacionalistas, e uma única rede de televisão têm a importância que têm no Brasil. Eles se transformaram num partido político – o PiG, Partido da Imprensa Golpista.

C.CAPITAL

CARAVANA ANTINUCLEAR parte para o Sertão nesta quinta-feira – 27/10/11 – recife.pe


 

No período de 28 a 31 de outubro a Caravana Antinuclear estará percorrendo os municípios pernambucanos de Belém do São Francisco, Floresta, Itacuruba e Jatobá. O objetivo é levar para estas cidades sertanejas informações sobre os impactos que ocorrerão com a instalação de uma usina nuclear em Itacuruba. O ônibus conduzindo seus integrantes sairá da frente da Reitoria da UFPE, às 17 horas desta quinta-feira, dia 27. Nele vão embarcar integrantes do MESPE – Movimento Ecossocialista de Pernambuco, do Greenpeace e da Articulação Anti Nuclear Brasileira, acompanhados de professores universitários, jornalistas, artistas e ambientalistas daqui e de outras partes do país, que vieram apoiar essa mobilização.

 

A Caravana terá atividades integradas como exposições, debates, feira de ciências, apresentação de teatro, cantadores e poetas populares, para ajudar a população a compreender os riscos de uma usina nuclear na região, assim como as possibilidades de gerar energia elétrica a partir do sol, dos ventos, de outras fontes renováveis de energia que não destroem a natureza e nem causam danos às pessoas. “A Caravana Antinuclear espera alertar as populações para os riscos da instalação dessa usina. O governo decidiu e planeja instalar a usina nuclear, mas não faz um diálogo com o povo da região para que ele fique ciente dos riscos, principalmente à saúde e ao meio ambiente. A Caravana vem para cumprir esse papel, para isso organizações locais ajudam a mobilizar o maior número de pessoas”, afirma o coordenador da Caravana, físico e professor Heitor Scalambrini Costa.

 

A primeira parada será nesta sexta-feira, em Belém do São Francisco, no sábado a Caravana aporta em Floresta, no domingo em Itacuruba, local onde está prevista a instalação da usina. A última cidade a receber os manifestantes antinucleares será Jatobá, com a programação prevista para segunda-feira. Todas as atividades da Caravana serão gratuitas. Associações, sindicatos, igrejas, escolas e várias outras organizações sociais da região estão se mobilizando para participar do evento, que tem como um dos organizadores o Movimento Cultura de Paz da Diocese de Pesqueira

 

Contato: Heitor Scalambrini Costa – 9964.4366

Jornalista/Assessor de Imprensa: Gerson Flávio – 8649.8759 ou 7812.0080

Cabo Anselmo, o porco assassino do período negro criado pelo golpe militar de 1964, inaugura nova fase do ‘Roda Viva’ / são paulo

os cartuns abaixo são de PAULO CARUSO. foto livre.

o porco traidor e assassino no centro do roda viva em17/10/2011.

foto de J F  Diario/AE

SALVE A SELEÇÃO! SALVEM-NOS!

 

…o SUFICIENTE!

A FARRA da CASERNA – por maurício dias / são paulo

A farra da caserna


Investigação: Roberto Gurgel, procurador-geral, decidirá se indicia ou não o general Enzo Peri (acima). Foto: Renato Araújo/ABR

Desde 15 de agosto, a Procuradoria-Geral da República analisa uma representação encaminhada pelo Ministério Público Militar. Trata-se de um pedido de investigação “em desfavor” do comandante do Exército, general Enzo Martins Peri, citado num espinhoso escândalo de corrupção, talvez o mais ruidoso da Força em seus 363 anos de história. Ao todo, 25 oficiais de variadas patentes, incluindo sete generais e oito coronéis, são suspeitos de integrar um esquema que fraudou licitações, superfaturou contratos, fez pagamentos em duplicidade e pode ter desviado dos cofres públicos ao menos 15 milhões de reais entre 2003 e 2009, segundo os cálculos do Tribunal de Contas da União (TCU).

O rombo, na verdade, pode ser maior. Apenas um dos envolvidos no escândalo, o major Washington Luiz de Paula, acusado de montar a rede de empresas fantasmas beneficiadas no esquema, acumulou uma fortuna pessoal que surpreendeu os investigadores.

Dados obtidos por CartaCapital revelam que o militar, com renda bruta mensal estimada em 12 mil reais, teria cerca de 10 milhões de reais de patrimônio em imóveis, incluindo um apartamento na Avenida Atlântica, em Copacabana, bairro nobre na zona sul do Rio, estimado em modestos 880 mil reais, certamente por falta de atualização. Seria proprietário ainda de duas casas na Barra da Tijuca, avaliadas em 2,9 milhões de reais cada. Em nome de seu sogro, que recebe uma aposentaria de cerca de 650 reais, estaria registrado um luxuoso apartamento de 2,8 milhões de reais na Barra (organograma à pág. 29). O inquérito que apura o caso revela, ainda, que o major movimentou mais de 1 milhão de reais em sua conta em apenas um ano.

Fadado a decidir se indicia ou não o chefe do Exército, o procurador-geral Roberto Gurgel terá ainda de tomar uma posição também sobre o foro privilegiado dos generais, que só podem ser julgados pelo Superior Tribunal Militar (STM), onde até agora um único general foi condenado, e posteriormente absolvido no Supremo Tribunal Federal (STF).

CAMPECHE: passarela da arrogância VAI AO CHÃO / ilha de santa catarina

Comunidade do Campeche faz ouvir sua voz: cai a passarela

Por Elaine Tavares – jornalista

De repente, no meio das dunas, entre o verde da mata e o amarelo da areia começou a crescer um monstro de pau. Misteriosamente vinha de um condomínio de luxo, construído na beira da praia. Por dias, o que se via da areia era uma profusão de madeiras, pregos e homens. A comunidade espiava, no seu jeito ilhéu, cismando. E o monstro vindo.
Então, numa manhã, aquela língua de madeira chegou à praia, destacando-se nas dunas como uma ferida aberta, uma grotesca chaga, um manifesto separatista. Desembocava cinicamente, e sem pudor, no exato lugar onde por anos vicejou o bar do Chico, espaço solidário da comunidade do Campeche, lugar das conspirações, das lutas e das festas populares.  O bar que foi derrubado numa manhã chuvosa e gris, sem que as gentes do lugar pudessem fazer nada, depois de levar anos em luta para mantê-lo onde estava. Vieram as máquinas e os homens do poder. “Está sobre as dunas, tem que cair”, diziam.
Agora, o Condomínio Essence, um pequeno monstrengo moderno, de dezenas de apartamentos espremidos entre si, mas de alto padrão, reafirmava seu poder, tripudiando da comunidade na qual pretende incluir mais de mil moradores. O monstro de madeira era uma passarela que ia desde a saída dos prédios até a beira da praia, serpenteando por entre as dunas. Um refúgio seguro para os privilegiados moradores. Uma caminhada de 300 metros sem colocar o pé no chão. A natureza servindo utilitariamente apenas como paisagem.
A comunidade que cismava, decidiu agir. Vieram reuniões, idas aos órgãos ambientais, prefeitura, secretarias. Se o bar do Chico caíra, porque a passarela haveria de ficar nas dunas? “Vai proteger”, alardeavam alguns defensores da natureza. Mas, quem vive no Campeche sabe muito bem o que é que protege as dunas e a natureza. É a gente do Campeche, pessoas que amam o lugar e que amam viver num bairro jardim, onde a natureza não é coisa, é parte de cada um. Esse povo não protege a natureza porque é bonito ver o verde, as dunas e a praia. Protege porque o verde, as dunas, a praia estão entranhados no modo de ser de quem vive nesse lugar, nativo ou não.
Todos os caminhos institucionais foram trilhados, mas ninguém ouviu o clamor. O secretário do “desenvolvimento” ainda ameaçou: “Isso é o futuro. Virão outras”. Isso porque o projeto dessa gente que administra a cidade é fazer uma Florianópolis só para quem pode pagar bem caro por ela. E isso inclui a natureza. Nos enormes cartazes das construtoras, a praia, a areia, o sol, tudo está à venda, incluído no preço. E com um sabor a mais. A pessoa ainda não precisará viver o incômodo de sujar o pé. Pode pegar sua cadeirinha na porta de casa e ir até a beira do mar protegida pela passarela. Haverão de banhar-se?
Na última sexta-feira (30) o povo protestou. Nada aconteceu. No dia seguinte, voltaram as gentes. Desta vem em maior número. Sábado de sol. Praia bonita. Passarela terminada, bem nos destroços do bar do Chico. Era coisa demais. Uma instalação artística re-construiu o velho bar, com uma foto do seu Chico.  Alguns choravam. Outros reclamavam, indignados. Então alguém gritou: “ao chão”. O mesmo grito dos homens do poder ao histórico bar numa manhã chuvosa. Mas, nesse sábado, não teve máquina. Teve gente. Teve comunidade. Uma a uma, unidas em pequenos grupos, as pessoas foram arrancando os paus, na mão mesmo, puxando,  quebrando, libertando a duna do monstro de pau. Em pouco tempo já havia uma montanha de madeira e o malfadado “deck” já era. Ouvia-se o riso, corriam as lágrimas, palmas. “Foi um dia histórico. A comunidade mostrou que, unida, pode fazer valer a sua voz”.
A passarela foi arrancada da duna, mas a luta não acabou. Essa é uma queda de braço entre dois projetos muito claros: um deles prega o desenvolvimento predador, ainda que só de alguns, os clientes. O outro insiste em manter um modo de vida que avança com o tempo, mas que não destrói. Que preserva cultura, jeito de ser, simplicidade e harmonia com a natureza. É uma batalha titânica que cabe agora ao sul da ilha. O norte já passou por isso e perdeu. Aqui no Campeche, agora que é noite e cai uma chuva fina, as pessoas estão em casa, cismando e fazendo planos. Conheço meus vizinhos e sei: se depender de cada um, a passarela não volta mais.

O GLOBO DE HOJE DESMENTE O GLOBO DE ONTEM E O DE ANTEONTEM / por mello

 
jornalismo de resultados de O Globo vai de mal a pior. E cada vez mais rápido.

Reportagem na página 4, publicada no Globo de hoje, desmente reportagem de ontem (que foi manchete de primeira página) e de quebra outra de anteontem. Nem deu tempo para o jornal virar embrulho de peixe (nos tempos de antanho) ou forro pra cocô de passarinho, cachorro ou preá.

A de ontem dizia que o governo da presidenta Dilma não havia liberado nenhum tostão para obras de prevenções de enchentes no Rio. Hoje, o jornalão se desmente:

“O Palácio do Planalto informou nesta segunda-feira que o repasse de recursos para ações de defesa civil no Rio de Janeiro chega a R$ 52,3 milhões em 2011.”

Mas um erro de zero pra R$ 52,3 milhões até que foi coisa pouca, se compararmos ao cometido na edição de anteontem do Globo. Lá, havia a informação de que o programa Minha Casa Minha Vida só havia liberado R$ 3,5 milhões até o momento para a construção de casas. Agora, a informação correta:

“Nota assinada pelos ministérios do Planejamento, das Cidades e Caixa Econômica Federal diz que os valores pagos para o Minha Casa Minha Vida, em 2011, totalizam o montante de R$ 4,34 bilhões.”

Fica aí, “de grátis”, um bom slogan para o jornalão do Oligopólio Globo: O Globo escreve hoje o desmentido de amanhã.

O ABDUZIDO: DESABAFO DE UM RECUSADO CLÁSSICO / por jairo pereira / ilha de santa catarina


E a literatura brasileira?! Muitos autores (inventores) detonados. Conheço uns quantos que viraram músicos, outros abandonaram o ofício e tão fazendo qualquer outra coisa. As megaeditoras estrangeiras estabelecidas no país, (e as autóctones) estão enquadrando, qualidade de obras, gosto de leitores e destino de autor… Uma piada é claro, verdadeiro crime de lesa-cultura. Não acredito que editoras e suas “meninas” diretoras de Conselhos Editoriais, tenham capacidade pra dizer o que é boa literatura ou não. É sempre o tal de: “embora sua obra apresente qualidades literárias, não se enquadra na nossa linha editorial” ou “devido a já estar comprometida a agenda de publicações para este ano, não podemos acolher o seu livro”. Um país (no plano cultural) se faz com obras. Obras no sentido de compostos elevados/enlevados do espíritho, linguagem sobre linguagem, sem concessões ao fácil entendimento, ao que agrada, ajuda ou tenha qualquer utilidade imediata, prática… Dá pra se dizer (só pra citar alguns escritores) que James Joyce, João Guimarães Rosa, Osman Lins, e tantos outros criadores/inventores, seriam recusados hoje, tal o nível de discernimento dos “avaliadores” de editoras. O que é publicado, (em literatura impressa, meios convencionais, livro-livro) não representa absolutamente, e nem chega perto do melhor da literatura nacional. É de se ver, que só aparece a ponta do iceberg. A criação enfim acadêmica, e de autores que fazem peripécias políticas pra chegar numa editora (dessas grandes) não passa de mediana, insossa, que favorece o mercado e mente pra eles mesmos (os tais escritores bem sucedidos) e pra nós, que é alta cultura. Na web transita em drops, grande parte da boa poesia nacional, do conto e excertos de romances. Nas gavetas de autores, obras e obras, a espera de editor. Pelos critérios de avaliação de editoras, é perigoso se presumir sejam tais livros amortecidos, ruins. Livros. Livros. Os natimortos, livros de autores recusados. Uma mentira, o fomento literário, os concursos cartas marcadas. Concursos que já nascem com fim mercadológico: promover editoras e autores (publicados) de qualidade duvidosa. E o pior de tudo: grande leva de autores recusados por editoras, aceita tacitamente a empulhação. Bons cabritos que não berram. Tá na hora do levante. Tirar a máscara dos detentores dos meios de produção do livro. Desvelar a grande mentira da cultura livresca nacional. É de se perguntar: e o avanço do estético como fica? O conteúdo inovador? A arte verdadeira, revoluciona na forma ou no conteúdo, ou em ambos ao mesmo tempo, (e isso tem pouco a ver, com o discurso fácil, dirigido ao público x ou y ), e é a que mais representa a cultura nacional, sendo a estampa cult da nação. Uma nação tem que ter a sua bandeira literária, que a identifique, em obras complexas, acima do entendimento de massas, muitas vezes. As portas devem estar abertas no setor produtivo do livro, para de tempos em tempos surgir o inesperado, em qualidade. E, não simplesmente se fechar o acesso de autores ao mundo editorial (de mercado e leitores). Aliás, é o desejo de todo país, ter suas grandes obras literárias, creio eu. Como um Fausto de Goethe na Alemanha, Ulisses de James Joyce na Irlanda, A divina comédia, de Dante na Itália, Os miseráveis de Vitor Hugo na França, Os irmãos Karamazov de Dostoiévski, na Rússia, e por aí afora. Sem contar, um sem fim de obras que fogem do cânone clássico, e que foram urdidas na experimentação. A coisa é séria sim. Quando o sistema é brutal, alija criadores do processo cultural, evita seu contato com as novas gerações, tranca portas às novas linguagens, comete o crime de lesa-cultura. A cultura ilustra a educação, a faz avançar, abre os canais da percepção do educando. Observa-se que em encontros literários, o que se apresenta ao público é cultura oficial, editorial por excelência (e até escabrosa), de nomes mezzoconsagrados na sua secular medianidade. Alguns chamam isso de valor da tradição. Tradição, essa palavra-conceito remete a coisas boas e também à coisas perigosas, atraso no processo do conhecimento. Pra mim, sinceramente tá longe de representar o melhor da nossa cultura literária, o que está sendo vendido aí. Não se dá acesso e voz aos autores recusados (entenda-se por recusados independentes em geral), aqueles que fazem parte também da cultura nacional, a literatura suja, a literatura de estorvo, a literatura “persona non grata” no sistema. Evitado esse autor ao público, agride-se o todo da cultura nacional, conspurca-se o intelecto e achata-se a literatura, como produto estético, inventivo, construtivo, expansivo do conhecimento. Ora, vão se catar, Senhores opressores do talento. A nossa parte a gente tá fazendo, escrevendo… A realidade dos nossos sonhos transformada em vida nova, o phuturo. O phuturo das linguagens, o phuturo do estético, o phuturo do conteúdo bom, forte, revolucionário. Tem que pegar pesado com essa gente. Onde eles botar dez autores (tradicionalistas de linguagem) nós temos que botar mais dez doidos, de caótica linguagem. Quando eles enfrenar a vida das linguagens com bridão de aço, devemos atropelar o corcel, veloz, triloz dos novos tempos, na arte e na literatura, com ousadas variações do fazer. Parem de se iludir garotos com grupelhos poéticos, afetações de ser escritor ou poeta, seus blogs, sites, seus posts, nessa árida terra da especulação, do embuste, do retorno fácil a qualquer investimento, e que em arte verdadeira, não existe nenhum. Infelizmente, como anjo vingador de poeta recusado que sou, cumpre me acorda-los pra dura realidade: estamos em guerra, plena guerra contra a tirania editorial. Só se chega a uma dessas grandes editoras, dando pra alguém… sabe-se lá o que? Ou vendendo a alma ao diabo. Tô de saco cheio, já deu pra sentir né, com essa palhaçada!? Nunca vou ter coragem de dizer pra um menino que quer ser escritor que se deve ser um idiota: escrever certinho, com regras (razão) esquemas de fácil entendimento, a um público, composto de outros tantos idiotas como ele o escritor. (Segredo do sucesso). E o “desregramento dos sentidos” de que dizia Rimbaud? E os fantasmas interiores? E o mergulho no mundo do profano, do caótico, do que é pura verthigem? O artista no fio da navalha, entre os duplos, céus x infernos, limpo x imundo, cândido x cruel…  O artista garimpando nos espaços do indizível, abrindo canais de comunicação com o desconhecido. Em primeiro lugar devo começar assim: como abduzido & recusado clássico que sou devo dizer lhe que… patati patatá patatá… Toda ilusão de reconhecimento nesse estúpido mundo da literatura, manipulado por interesses e gente sem o menor critério de avaliação, é vã. Esse status broxanthi’s, mesmo assim, não será capaz de nos fazer desistir do sonho-bom: nossa indignação pelas linguagens atirada aos bons e maus espírithos. Nossa busca de razão, desrazão, no caos. Posso dizer no prosseguinte de mim, que primeiro temos que mostrar a nossa face, produtora de cultura. A nossa face, verdadeira na pegada… desbancar a má tradição que não condiz com os endereçamentos bons ao phuturo. A teleológica da pruzirithílica é essa: acrescer no processo, romper paradigmas, inventar e não diluir, como já bem colocou Erza Pound. Apontar os responsáveis pelo mau uso dos meios de produção do livro, coisa que nos envergonha e ao país, pois que muitos nem brasileiros são, e os brasílicos já estão meio-vendidos nessa coisa de transformar literatura em mercadoria “barata”… Esses obtusos Senhores da escuridão, estão ditando as regras do jogo cultural. Do que deve ser lido, vendido e o pior de tudo: escrito. É pra acabar… e a nossa pátria varonil, nada faz pra rebater o império do baixo espíritho. De parte do Governo, o MINC tá por fora. Ninguém vê, ou se vê, faz que não vê… o que está acontecendo. Não é pouca coisa, quando gerações e gerações de autores, estão sendo massacradas por um sistema produtivo do livro, que as anula no plano da criação & chegada ao público leitor. Tive uma ideia: nós também vamos começar a recusa nos livros editados por vocês. Tem umas meninas aqui, amigas nossas que são campeãs pra isso nos seus ótimos critérios avaliatórios. Vamos carimbar na capa R E C U S A D O e espalhar por aí. O meu grupo de excluídos é grande pra mais de metro. É muita gente mesmo… pega o Brasil inteiro. Um perigo! Tá na hora de denunciarmos a nhacaziiiraaaa que estão fazendo com a literatura brasileira. Um país deve estar atento à produção de seus autores, o que realmente é vigoroso em termos de linguagem, construção do espíritho, e não a essa literatura insossa que grassa por aí, com todo o empenho midiático de supervalorização. A estampa cultural de uma nação é o que ela tem de verdadeiro na arte, na literatura, na poesia, NUNCA O QUE É FEITO MERAMENTE PARA SER ABSORVIDO POR ESTE OU AQUELE PÚBLICO. Absorvido, levemente encantador (de trouxas), o que não faz consequência, não causa, não transforma… O universal, o absoluto, em arte, se impõe por seus próprios meios, forma, conteúdo bom, e não depende de jogadas de marketing, mentiras, engambelações. Não posso mentir às crianças, não posso iludir os meninos escribas que estão vindo, com “maravilhas” nas letras do país. Isso aí, já tem muito professor, acadêmico em geral e marqueteiro editorial fazendo. É um des-serviço à cultura e a sociedade. Comigo é na veia… se criamos galinha de três pernas, ei-las… não vamos enfeitar o pavão da mediocridade. A coisa tá de mal a pior nessa área do livro impresso. As armas devem ser as mesmas, os meios, os mesmos, os recursos os mesmos, para uma cultura dita oficial, estabelecida ou tradicional e aquela que jaz nas gavetas, no limbo da recusa. Literatura independente, a custo e suor dos autores. Afinal de contas, não é e nunca poderá ser o homem o que deve cercear o homem como artífice, obscurecer a obra, a criação. Deixa o louco falar, por favor, deixa o louco escrever, edite o louco-bom, deixa o inventor trançar cateto com hipotenusa, na enteléquia da proselitílica. Porra! E, vamos promover isso. Senão vai rolar só titica de galinha nas nossas cabeças de cabritos super-resignados. É outro o descortínio de signos que pretendemos, outro chão, outro céu e outro inpherno.

P S. A sacanagem é bem maior do que a gente possa imaginar. Me chamem de despeitado se quiserem. Tô nem aí! EHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHH.

 

     jAiRo pEreIra

Autor de O abduzido –prosa longa- 584 pgs., Arijo – romance rapsódico, 1.097    pgs., O antilugar da poesia –manifesto-, e outros. Todos recusados      por editores comerciais.

PRESIDENTA DILMA dá um PITO na atrevida jornalista da TV GLOBO (Fantástico de 11/09/2011)

UM clique no centro do vídeo.

Terrorismo midiático: a tentativa de desmoralização da presidenta Dilma na capa do UOL

Terrorismo midiático: a tentativa de desmoralização da presidenta Dilma na capa do UOL

a chamada “grande mídia” segue CHAFURDANDO NA LAMA!  se tiverem que sair do esgoto é censura!

Por REDACAO BLOG LADO B | Publicado:10 DE SETEMBRO DE 2011
“Faxina” e “Dilmona” na piada carregada de ódio e preconceito do UOL

Quando a gente pensa que já viu de tudo, em termos de baixaria e de manipulação, o PIG – Partido da Imprensa Golpista – se supera e consegue apresentar um lixo ainda maior, disfarçado de “jornalismo” nas manchetes que estampa. Remexendo esse lixo, você encontra todo tipo de má fé, de ódio, de preconceito, de calúnia e de difamação.

Arquivo da montagem tosca tem nome de “arte” para o site…

O olhar perspicaz e atento da blogueira feminista Rosângela Basso não deixou passar a mais nova tentativa de desmoralização da presidenta Dilma Rousseff (PT) na capa do site UOL nesta manhã de sábado. O UOL postou uma montagem com a foto da presidenta no palanque oficial do 7 de Setembro em Brasília, colocando a seu lado um Marcos Valério com cartaz em que se lê: “Dilmona é pra varrer e não voar. Se voar, é bruxa”. Do outro lado de Dilma, uma mulher abraça e fala ao ouvido da presidenta, como quem se posiciona ali para tirar uma foto. O próprio termo “faxina” que o noticiário político costuma fazer uso para se referir às medidas enérgicas de Dilma no combate à corrupção e no apuro de denúncias levantadas, cai como uma luva no gosto do PIG num governo comandado por uma mulher. Típico!

… Já a foto do carro de Vettel foi salva com nome do fotógrafo e da agência.

As mensagens que o PIG tenta passar têm um único objetivo: afetar a alta popularidade da chefe da Nação, seja colando o escândalos do Mensalão e denúncias de corrupção no palanque presidencial, seja associando conteúdos homofóbicos, quando carimba um rótulo homossexual na imagem – Dilmona, abraçada a uma mulher. E a montagem tosca mereceu destaque entre as chamadas de notícias do site, ou seja, o espaço consagrado às principais manchetes, dividido com a pole position de Sebastian Vettel na Fórmula 1, os temporais em Santa Catarina e as “musas” do Brasileirão.

O arquivo da foto da tragédia em SC também é identificado pelo crédito do fotógrafo…

Da onde vem tanto ódio e ataque de terror? O PIG que pareceu ter dado trégua à Dilma logo após sua eleição e posse, que chegou a dedicar atenção ao ex-presidente Lula e foi mirando os ministros (em especial as ministras) para cercar Dilma, como se estivesse em um grande tabuleiro de xadrez, volta com toda força a destilar seu veneno contra a presidenta. Da forma mais vil e violenta que lhe é peculiar. E isso acontece justamente uma semana após o 4º Congresso Nacional do PT deliberar como pauta de debate nacional o marco regulatório da mídia e a liberdade de expressão, ampliando o horizonte sobre o que se convencionou chamar de comunicação social e que não é mais compatível com a concentração de poder e renda nesse setor estratégico ao desenvolvimento com inclusão social.

.. . e até a montagem “artística” das musas do Brasileirão foi creditada devidamente.

Agora, está tudo muito claro! Não justifica, mas elucida de onde vem o tiro e o calibre do perigo. Qualquer relação com a presepada da cobertura sobre a troca de tiros no Complexo do Alemão esta semana, como tentativa de se desfazer – e por que não dizer frustrar? – dos avanços por lá não soam como mera coincidência. Aliás, o UOL também resgatou em meio ao episódio sua brincadeirinha de bang-bang predileta: e a imprensa em geral, os coletes azuis do “medo”. A mais usual ferramenta de manipulação de todos os tempos.

revista “VEJA” o conteúdo do ano! / são paulo

 

SUFICIENTE.

 

General afirma que Jobim é prepotente e ‘já foi tarde’

A queda de Nelson Jobim do Ministério da Defesa, no último dia 4, trouxe à tona o ressentimento de oficiais das Forças Armadas com supostas humilhações impostas a militares pelo ex-chefe.

Um artigo do general reformado Luiz Gonzaga Schroeder Lessa, ex-presidente do Clube Militar, expõe mágoas da caserna e afirma que o ex-ministro tinha “psicótica necessidade de se fantasiar de militar” e “já vai tarde”.

O texto foi publicado no site da Academia Brasileira de Defesa e circula desde o fim de semana em blogs de militares. Escrito como desabafo dirigido a Jobim, sugere que parte da classe se sentiu vingada com sua demissão.

Caio Guatelli-13.jan.2010/Folha Imagem
O ex-ministro da Defesa Nelson Jobim durante visita a instalação brasileira no Haiti; ele deixou o cargo no início do mês
O ex-ministro da Defesa Nelson Jobim durante visita a instalação brasileira no Haiti; ele deixou o cargo no início do mês

“Como um dia é da caça e outro do caçador, o senhor foi expelido do cargo de forma vergonhosa, ácida, quase sem consideração a sua pessoa, repetindo os atos que tantas vezes praticou com exemplares militares que tiveram […] a desventura de servir no seu ministério”, diz.

“Por tudo de mal que fez à nação, enganando-a sobre o real estado das Forças Armadas, já vai tarde. Vamos ficar livres das suas baboseiras, das suas palavras ao vento, das suas falácias.”

O general afirma que o perfil do ex-ministro publicado pela revista “Piauí” “retrata com fidelidade” o “seu ego avassalador, que julgava estar acima de tudo e de todos, a prepotência, a arrogância e a afetada intimidade com os seus colaboradores”.

Na reportagem, que precipitou a demissão do ex-ministro, Jobim chama a ministra Ideli Salvatti (Relações Institucionais) de “fraquinha” e diz que Gleisi Hoffmann (Casa Civil) “nem sequer conhece Brasília”.

Em outro trecho, que irritou os militares, a repórter narra uma cena em que ele usa tom ríspido para dar ordens ao almirante José Alberto Accioly Fragelli, diante de outros oficiais e de civis.

O artigo critica o ex-ministro por posar de farda, “envergando uniformes que não lhe cabiam não apenas por seu tamanho desproporcional, mas, também, pela carência de virtudes básicas”.

 

BERNARDO MELLO FRANCO
DE SÃO PAULO

DENÚNCIA: CINCO GENERAIS envolvidos em corrupção: “PROCURADORIA-GERAL DA JUSTIÇA MILITAR PEDE AO COMANDANTE DO EXÉRCITO ABERTURA DE DOIS NOVOS INQUÉRITOS CONTRA CINCO GENERAIS”

Carolina Brígido, Carla Rocha e Vera Araújo 

BRASÍLIA e RIO – A procuradora-geral da Justiça Militar, Cláudia Ramalho, pediu na quinta-feira a abertura de dois inquéritos contra cinco generais para apurar a participação deles no esquema de fraudes em licitações e compras do Instituto Militar de Engenharia (IME). O pedido foi enviado ao comandante do Exército, general Enzo Peri, a quem caberá instaurar a investigação. Os militares na berlinda assinaram a liberação de compras e de dispensas de licitações sob suspeita. Um dos inquéritos examinará o período de 2001 a 2007 e o outro, de 2008 a 2010. Os nomes dos oficiais estão sob sigilo.

As irregularidades vieram à tona em reportagens publicadas pelo GLOBO no ano passado . Já existe inquérito aberto contra outros militares envolvidos nas mesmas fraudes na Justiça Militar no Rio . O novo inquérito foi aberto em Brasília devido à patente dos suspeitos.

RELEMBREE-mail envolvendo generais faz MP Militar pedir a prisão de oficial acusado de fraudes no IME

Empresas de fachada foram usadas no esquema

A reportagem, de maio do ano passado, revelou que parentes ou laranjas de militares e ex-militares do IME – uma das mais conceituadas instituições de ensino do país – teriam montado um esquema de fraude em licitações na unidade, envolvendo pelo menos 12 empresas e cerca de R$ 15,3 milhões. A maior parte dos contratos diz respeito a serviços de consultoria em convênios firmados entre o IME e o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit), órgão do Ministério dos Transportes que está agora no centro de uma série de escândalos.

 

O levantamento mostrou que algumas empresas contratadas não funcionavam nos endereços fornecidos à Receita Federal e que havia sócios em negócios milionários morando em favelas no Rio. Outros indícios davam conta de que os valores dos contratos eram liberados de forma ágil, o que levantou a suspeita de que algumas empresas pudessem ter sido constituídas apenas com a finalidade de vencer as concorrências.

A maior parte do montante investigado foi pago por meio de ordens bancárias, entre 2004 e 2006. O fato chamou a atenção de alguns militares do IME que denunciaram o caso a seus superiores. Depois disso, empresas foram desativadas, outras mudaram de nome. Os militares que estariam ligados a elas deixaram o IME, tendo sido transferidos até para outros estados.

Uma das empresas que mais receberam recursos públicos foi a GNBR, que, entre 2004 e 2008, teve R$ 3,3 milhões liberados, de acordo com o Portal da Transparência do governo federal, por meio de notas bancárias pagas pelo IME por serviços prestados ao próprio instituto e ao Colégio Militar do Rio. Seus sócios também figuram em outras sete empresas que já tiveram contratos com o IME. Metade delas tinha, entre seus donos, parentes de um militar que, na época, trabalhava no instituto.

O inquérito do Rio está sendo conduzido pela procuradora Maria de Lourdes Souza Gouveia Sanson. Procuradoria de Justiça Militar do Rio já apresentou denúncia contra seis militares do Exército e nove civis. Entre os denunciados estão o major Washington Luiz de Paula (que era lotado no IME e tem cinco pessoas da família nas empresas investigadas); o capitão Márcio Vancler Augusto Geraldo (que na época era da comissão de licitação do instituto); o coronel Paulo Roberto Dias Morales; e o empresário Marcelo Cavalheiro.

Relatório do TCU confirma denúncias e cita generais

Um relatório recente do Tribunal de Contas da União (TCU) confirma todas as denúncias do jornal. E avança em outras direções, inclusive citando o nome de generais suspeitos de terem participado de irregularidades no IME e no Departamento de Engenharia e Construção (DEC) do Exército.

Já a investigação da Procuradoria da Justiça Militar de Brasília conta com uma equipe formada por cinco analistas contábeis e cinco analistas de informática que detectaram “fortes indícios de licitações viciadas e de fraudes em dispensas de licitação” no DEC. Há 96 casos sendo analisados. Neles, os ordenadores de despesa assinavam o documento e, em seguida, o general responsável dava seu aval. O TCU, em seu relatório, cita o nome de sete generais que avalizavam os contratos, entre eles, o próprio comandante do Exército, general Enzo Peri.

– Houve dispensas de licitações altamente suspeitas, e isso é confirmado pelo TCU – disse Cláudia Ramalho.

Comando da Aeronáutica repudia reportagem do Fantástico sobre voar no Brasil

Nota Oficial 

Esclarecimentos sobre reportagem do Fantástico exibida em 07/08/2011

O Comando da Aeronáutica repudia veementemente o teor da reportagem do jornalista Walmir Salaro, levada ao ar no Fantástico deste domingo, sete de agosto, e no Bom Dia Brasil desta segunda-feira, oito de agosto.

A matéria em questão parte de princípios incorretos e de denúncias infundadas para passar à população brasileira a falsa impressão de que voar no Brasil não é seguro. A reportagem contradiz os princípios editoriais da própria Rede Globo ao apresentar argumentos com falta de Correção e falta de Isenção, itens considerados pela própria emissora como sendo atributos da informação de qualidade.

O jornalista embarcou em uma aeronave de pequeno porte (aviação geral), que tem características como nível de voo, rota, classificação e regras de controle aéreo diferentes dos voos comerciais. A matéria trata os voos sob condições visuais e instrumentos como se obedecessem as mesmas regras de controle de tráfego aéreo, levando o espectador a uma percepção errada.

O piloto demonstra espanto ao avistar outras aeronaves sobre o Rio de Janeiro e São Paulo, dando um tom sensacionalista a uma situação perfeitamente normal e controlada que ocorre sobre qualquer grande cidade do mundo. Nesse sentido, causa estranheza que a reportagem tenha mostrado a proximidade dos aviões como algo perigoso para os passageiros no Brasil. As próprias imagens revelam níveis de voo diferenciados, além de rotas distintas.

Além disto, o piloto que opta por regras de voo visual, só terá seu voo autorizado se estiver em condições de observar as demais aeronaves em sua rota, de acordo com as regras de tráfego aéreo que deveriam ser de seu pleno conhecimento. Mesmo assim, o piloto receberá, ainda, avisos sobre outros voos em áreas próximas.

Foi exatamente o que ocorreu durante a reportagem, que mostra o contato constante dos controladores de tráfego aéreo com o piloto. Desde a decolagem foram passadas informações detalhadas sobre os demais tráfegos aéreos na região, sem que houvesse qualquer perigo para as aeronaves envolvidas.

A respeito da dificuldade demonstrada em conseguir contato com o serviço meteorológico, é interessante lembrar que há várias frequências disponíveis para contato com o Serviço de Informações Meteorológicas para Aeronaves em Voo (VOLMET), que está disponível 24 horas por dia em todo o país. Além destas, há frequências de ATIS (Serviço Automático de Informação em Terminal) que fornecem continuamente, por meio de mensagem gravada e constantemente atualizada, entre outros dados, as condições meteorológicas reinantes em determinada Área Terminal, bem como em seus aeroportos. Como, aliás, é o caso da Terminal de Belo Horizonte, incluindo os aeroportos da Pampulha e de Confins.

Ressalte-se que, a despeito da operação de tais serviços, todos os pilotos têm a obrigação de obter informações meteorológicas antes do voo pessoalmente nas Salas de Informações Aeronáuticas dos aeroportos, por telefone ou até pela internet.

Ao realizar o voo sem, possivelmente, ter acessado previamente informações meteorológicas, o piloto expôs a equipe de reportagem a uma situação de risco desnecessário. Tratou-se, obviamente, de mais um traço sensacionalista e sem conteúdo informativo.

A respeito do momento da reportagem em que o controle do espaço aéreo diz que não tem visualização da aeronave, cabe esclarecer que o voo realizado pela equipe do Fantástico ocorreu à baixa altitude, em regras de voos visuais, uma situação diferente dos voos comerciais regulares.

Na faixa de altitude utilizada por aeronaves como das empresas TAM e GOL, extensamente mostradas durante a reportagem, há cobertura radar sobre todo o território brasileiro. Para isso, existem hoje 170 radares de controle do espaço aéreo no país. Como dito acima, é feita uma confusão entre perfis de voos completamente diferentes. Dessa forma, o telespectador do Fantástico ficou privado de ter acesso a informações que certamente contribuem para a melhor apresentação dos fatos.

No último trecho de voo da reportagem, o órgão de controle determinou a espera para pouso no Aeroporto Santos-Dumont. O que foi retratado na matéria como algo absurdo, na realidade seguiu rigorosamente as normas em vigor para garantir a segurança e fluidez do tráfego aéreo. Os voos de linhas regulares, na maioria das vezes regidos por regras de voo por instrumentos, gozam de precedência sobre os não regulares, visando a minimizar quaisquer problemas de fluxo que possam afetar a grande massa de usuários.

A reportagem também errou ao mostrar que Traffic Collision Avoidance System (TCAS) é acionado somente em caso de acidente iminente. O fato do TCAS emitir um aviso não significa uma quase-colisão, e sim que uma aeronave invadiu a “bolha de segurança” de outra. Essa bolha é uma área que mede 8 km na horizontal (raio) e 300 metros na vertical (raio).

Cabe ressaltar ainda que a invasão da bolha de segurança não significa sequer uma rota de colisão, pois as aeronaves podem estar em rumos paralelos ou divergentes, ou ainda com separação de altitude, em ambiente tridimensional.

A situação pode ser corrigida pelo controle do espaço aéreo ou por sistemas de segurança instalados nos aviões, como o TCAS. Nem toda ocorrência, portanto, consiste em risco à operação. O TCAS, por exemplo, pode emitir avisos indesejados, pois o equipamento lê as trajetórias das aeronaves, mas não tem conhecimento das restrições impostas pelo controlador.

Todas as ocorrências, no entanto, dão início a uma investigação para apurar os seus fatores contribuintes e geram recomendações de segurança para todos os envolvidos, sejam controladores, pessoal técnico ou tripulantes. É esse o caso dos 24 relatórios citados na reportagem. A existência desses documentos não significa a ocorrência de 24 incidentes de tráfego aéreo, e sim uma consequência direta da cultura operacional de registrar todas as situações diferentes da normalidade com foco na busca da segurança.

A investigação tem como objetivo manter um elevado nível de atenção e melhorar os procedimentos de tráfego aéreo no Brasil, pois é política do Comando da Aeronáutica buscar ao máximo a segurança de todos os passageiros e tripulantes que voam sobre o país. Incidentes e acidentes não são aceitáveis em nenhum número, em qualquer escala.

Sobre a questão dos controladores de tráfego aéreo, ao contrário da informação veiculada, o Brasil tem atualmente mais de 4.100 controladores em atividade, entre civis e militares. No total, são mais de 6.900 profissionais envolvidos diretamente no tráfego aéreo, entre controladores e especialistas em comunicação, operação de estações, meteorologia e informações aeronáuticas.

Para garantir a segurança do controle do espaço aéreo no futuro, o Comando da Aeronáutica investe na formação de controladores de tráfego aéreo. A Escola de Especialistas de Aeronáutica forma anualmente 300 profissionais da área. Todos seguem depois para o Centro de Simulação do Instituto de Controle do Espaço Aéreo (ICEA), inaugurado em 2007 em São José dos Campos (SP). Com sistemas de última geração e tecnologia 100% nacional, o ICEA ampliou de 160 para 512 controladores-alunos por ano, triplicando a capacidade de formação e reciclagem.

Vale salientar que a ascensão operacional dos profissionais de controle de tráfego aéreo ocorre por meio de um conselho do qual fazem parte, dentre outros, os supervisores mais experientes de cada órgão de controle de tráfego aéreo. Desse modo, nenhum controlador de tráfego aéreo exerce atividades para as quais não estejam plenamente capacitados.

A qualidade desses profissionais se comprova por meio de relatório do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (CENIPA). De acordo com o Panorama Estatístico da Aviação Civil Brasileira, dos 26 tipos de fatores contribuintes para ocorrência de acidentes no país entre 2000 e 2009, o controle de tráfego aéreo ocupa a 24° posição, com 0,9%. O documento está disponível no link:
http://www.cenipa.aer.mil.br/cenipa/Anexos/article/19/PANORAMA_2000_2009.pdf

A capacitação dos recursos humanos faz parte dos investimentos feitos pelo DECEA ao longo da década. Entre 2000 e 2010, foram R$ 3,3 bilhões, sendo R$ 1,5 bilhão somente a partir de 2008. O montante também envolve compra de equipamentos e a adoção do Sistema Avançado de Gerenciamento de Informações de Tráfego Aéreo e Relatórios de Interesse Operacional (SAGITÁRIO), um novo software nacional que representou um salto tecnológico na interface dos controladores de tráfego aéreo com as estações de trabalho. O sistema tem novas funcionalidades que permitem uma melhor consciência situacional por parte dos controladores. Sua interface é mais intuitiva, facilitando o trabalho de seus usuários.

Os resultados desses investimentos foram demonstrados pela auditoria realizada em 2009 pela International Civil Aviation Organization (ICAO), organização máxima da aviação civil, ligada às Nações Unidas, com 190 países signatários. A ICAO classificou o Sistema de Controle do Espaço Aéreo Brasileiro entre os cinco melhores no mundo. De acordo com a ICAO, o Brasil atingiu 95% de conformidade em procedimentos operacionais e de segurança.

Sem citar quaisquer dessas informações, para realizar sua reportagem, a equipe do Fantástico exibe depoimentos sem ao menos pesquisar qual a motivação dessas fontes. O Sr. Edileuzo Cavalcante, por exemplo, apresentado como um importante dirigente de uma associação de controladores, é acusado por atentado contra a segurança do transporte aéreo, motim e incitação à indisciplina, e responde por essas acusações na Justiça Militar.

O Sr. Edileuzo Cavalcante foi afastado da função de controlador de tráfego aéreo em 2007 e recentemente excluído das fileiras da Força Aérea Brasileira. Em 2010, também teve uma candidatura impugnada pela Justiça Eleitoral.

Quanto à informação sobre as tentativas de chamada por parte do controlador de tráfego aéreo, Sargento Lucivando Tibúrcio de Alencar, no caso do acidente ocorrido com a aeronave da Gol (PR-GTD) e a aeronave da empresa Excel Aire (N600XL) em 29 de setembro de 2006, cabe reforçar que elas não obtiveram sucesso devido à aeronave da Excel Aire não ter sido instruída oportunamente a trocar de frequência e não a qualquer deficiência no equipamento, conforme verificado em voo de inspeção. Durante as tentativas de contato, a última frequência que havia sido atribuída à aeronave estava fora de alcance, impossibilitando o estabelecimento das comunicações bilaterais.

Já quando foi consultar o Departamento de Controle do Espaço Aéreo, a equipe de reportagem omitiu o fato que trataria de problemas de tráfego aéreo. Foi informado que se tratava unicamente sobre a evolução do tráfego aéreo de 2006 a 2011.

Por fim, o Centro de Comunicação Social da Aeronáutica ressalta que voar no país é seguro, que as ferramentas de prevenção do Sistema de Controle do Espaço Aéreo Brasileiro estão em perfeito funcionamento e que todas as ações implementadas seguem em concordância com o volume de tráfego aéreo e com as normas internacionais de segurança. No entanto, este Centro reitera que a questão da segurança do tráfego aéreo no país exige um tratamento responsável, sem emoção e desvinculado de interesses particulares, pessoais ou políticos.

Brasília, 9 de agosto de 2011.
Brigadeiro-do-Ar Marcelo Kanitz Damasceno
Chefe do Centro de Comunicação Social da Aeronáutica

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blog do Nassif

*Honda City brasileiro – VERGONHA!* / roda na internet por email

Vai fundo brasileiro pagador de impostos !!!! **
Continuem vendo carnaval, BBB 11, futebol e novela, é o que os políticos querem !!
*
Honda City brasileiro é lançado no México com preço inicial de R$ 25.800
Como é possível?
*
[image:
http://carplace.virgula.uol.com.br/wp-content/uploads/2009/09/honda-city-2010-mexico-01.jpg]
*

A Honda lança no México o novo City. O sedan brasileiro, produzido na fábrica da Honda localizada em Sumaré – SP, chega ao mercado mexicano com apenas duas importantes diferenças: a primeira é a entrega com mais
equipamentos desde a versão de entrada e a segunda é o preço equivalente a menos da metade do cobrado no Brasil.

**No México, todas as versões são equipadas com freios à disco nas quatro rodas com ABS e EBD, airbag duplo, ar condicionado além dos vidros, travas e retrovisores elétricos. O motor é o mesmo que equipa a versão vendida no Brasil, ou seja, um 1.5 litro que entrega 116 cv de potência.

Por lá, a versão de entrada será oferecida por 197 mil pesos mexicanos, o que equivale a cerca de **R$ 25.800**. No Brasil, o City LX com câmbio
manual (versão de entrada) que não conta com freios ABS, tem preço sugerido
de **R$ 56.210**.* *
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**Mesmo lembrando que Brasil e México possuem um acordo comercial que isenta a cobrança de impostos de importação, fica a pergunta: **Como é possível um
carro fabricado no Brasil ser vendido, com lucro, por menos da metade do preço em outro país?

**Fonte: **
http://carplace.virgula.uol.com.br/honda-city-brasileiro-e-lancado-no-mexico-com-preco-inicial-de-r-25-800-como-e-possivel/
*<http://carplace.virgula.uol.com.br/honda-city-brasileiro-e-lancado-no-mexico-com-preco-inicial-de-r-25-800-como-e-possivel/>
*
**E não é só imposto o lucro exorbitante das montadoras no Brasil, alivia as perdas em outros mercados, os trouxas macaquitos pagam para sustentar a vida
na Europa, EUA e Japão, continua tudo igual, somos os colonizados, temos que trabalhar e fechar o bico.**

Claudia Ioschpe publicou no jornal ZERO HORA: “Poses sensuais de modelo de 10 anos causam polêmica.” / porto alegre

“a grande imprensa, familiar, brasileira serve para ISTO. serve também para tentar desgastar governos que não lhe paguem convenientemente, serve para caluniar, mentir, difamar seus adversários, serve para esconder a roubalheira da ditadura (vide: ponte rio niterói, transamazônica e outras centenas), a roubalheira do FHC (vide a privataria), a roubalheira do PC Farias no Collor, porque a “grande imprensa brasileira” estava junto nessas oportunidades, nada divulgando e recebendo propinas de “corruptos e corruptores”. esta publicação é para mostrar aos leitores ingênuos o grande serviço prestado à nação por esse conjunto de lama impressa, digital e televisiva.”

O Editor.

Poses sensuais de modelo de 10 anos causam polêmica

08 de agosto de 20116

Em fotos provocantes, a modelo de 10 anos Thylane Lena-Rose Blondeau está causando polêmica no mundo da moda. A top aparece deitada entre almofadas com estampas de onça e pintando os lábios.

O ensaio na revista Vogue Enfants causou críticas de ONGs de proteção à criança. Segundo matéria publicada no site da ABC News, ativistas criticam duramente a publicação por expôr a menina em situações com temática sensual.

Thylane é considerada uma grande promessa na moda. Nascida na Costa do Marfim, a modelo já foi comparada a Brigitte Bardot, que também causou polêmica ao posar para a revista Elle aos 15 anos.

Postado por Equipe N9ve, às 10:00

Comentários (6)

  • Suzy diz:8 de agosto de 2011

    Os pais deveriam ser processados, no mínimo receberão uma
    bolada as custas da filha, inadmissivel isso, essa menina deveria
    estar brincando de bonecas…revoltante.

  • JAQUE diz:8 de agosto de 2011

    SEI LÁ, UMA COISA E CERTA A MENINA VAI SER MUITO LINDA, JA É…..

  • Oliveira diz:8 de agosto de 2011

    Creio que o fotografo só quis mostrar que menina tem futuro pra moda, e no minimo as outras modelos já estão vendo que vai diminuir os seus caches por conta da menina que tem tudo pra ser sucesso no mundo da moda.

  • Apenas um pai diz:8 de agosto de 2011

    Verdadeiramente um absurdo. Vivemos num mundo em que as pessoas ‘doentes’ procuram justamente este tipo de midia. Já não basta as novelas, realitys, programas de auditorio e humoristicos que exploram a tematica sexual, com mulheres em trajes minimos, agora estão investindo em crianças, nem adolescentes, crianças mesmo. Sei que não é uma publicação brasileira, mas mesmo assim cabe a cada um de nós acessar o site desta revista e manifestar nossa repulsa e indignação.

  • Dorval Petrarca Vignol diz:8 de agosto de 2011

    Um viva aos pais dessas crianças que vendem seus filhos por 30 moedas. Que poupança, hein? Daqui há uns tempos não precisarão mais trabalhar, viverão às custas das filhas. Agora, aqui pra nós, não é o que todo mundo acha bonito e quer?

  • Thiago diz:8 de agosto de 2011

    Que absurdo. Essa adultização das crianças é ridícula. Essa menina deveria estar é brincando de boneca, ela vai ter o resto da vida pra ser adulta depois. A adultização precoce é extremamente prejudicial, muitos passam depois a vida inteira tentando recuperar a infância perdida (ex. Michael Jackson).

Imortal chama colega da ABL de “macilento boquirroto”

Uma rixa antiga entre dois integrantes da ABL (Academia Brasileira de Letras) ressuscitou nesta semana com ares de folhetim.

Irritado porque o ex-ministro da Educação Eduardo Portella, 78 anos, conversava durante uma fala sua durante sessão na semana passada, o poeta e tradutor Lêdo Ivo, 87 anos, leu aos acadêmicos na sessão de ontem (quinta-feira, 4/8) um texto desancando o colega, sem no entanto citar o nome dele.

Conhecedores do dia a dia da ABL não têm dúvidas de que o alvo dos ataques é Portella –velho desafeto de Ivo. O professor ex-ministro da Educação (governo Figueiredo) estava no auditório quando foi insultado, mas não se manifestou.

No discurso, Ivo chamou o adversário de “macilento boquirroto”, queixando-se que durante 25 minutos ele emitiu “ganidos, gemidos, vagidos, coaxos, grasnidos, uivos, ladridos, miados, pipilos e arrulhos intoleráveis, senão obscenos”.

Sempre em linguagem cifrada, fez chiste com os cabelos pintados do colega, chamado de “tintureiro de si mesmo” (definição do padre Manuel Bernardes).

“Há velhos que procuram enganar-se a si mesmos, pintando os cabelos, embora as florejantes e fartas cabeleiras antigas já tenham sido devastadas pela sabedoria ou impiedade dos tempo, que as converte em insidiosas relíquias capilares”, escreveu.

“No episódio em pauta”, prossegue “o uso imoderado dessa tintura, ou pintura, para esconder o inescondível e disfarçar o indisfarçável, casa-se com a boquirrotice provocadora.”

“Mas, tintureiro de si mesmo e boquirroto, esse personagem bizarro merece e reclama, de nossa parte, não um ato agressivo ou belicoso, ou alagoano [Ivo nasceu em Alagoas], mas a muda expressão dessa piedade e dessa misericórdia que devem habitar sempre os nossos corações.”

Sobrou também para o presidente da ABL, Marcos Vinicios Vilaça, acusado de ser omisso e leniente no episódio –pois, disse Ivo, teria o dever de impor silêncio ao auditório.

Lêdo Ivo diz que, momentos antes de seu discurso, Vilaça queixara-se dos gastos excessivos com táxi de um dos acadêmicos (não o nomeia), mas, durante a sessão, não deu devida atenção ao episódio.

Leia a seguir a íntegra da carta enviada por Lêdo Ivo aos acadêmicos:

“Sr. Presidente,

Senhoras Acadêmicas,

Senhores Acadêmicos,

Nesta Academia, como em todas as corporações que se regem pelas normas da civilização, da boa educação, da polidez e da conviviabilidade, o silêncio do auditório, durante a fala de um dos seus integrantes, é um princípio pétreo.

Esse princípio, Sr. Presidente, foi vulnerado quinta-feira última, quando eu estava falando sobre Gonçalves de Magalhães.

Durante 25 minutos, este auditório ouviu, ininterruptamente, ganidos, gemidos, vagidos, coaxos, grasnidos, uivos, ladridos, miados, pipilos e arrulhos intoleráveis, senão obscenos, de um macilento boquirroto ostensivamente deliberado a tisnar e perturbar a minha exposição.

Momentos antes, Sr. Presidente, V. Exa. exarava o seu zelo por esta Casa versando sobre a quilometragem exorbitante de um dos táxis que servem aos acadêmicos do plenário e que, em seu alto juízo, golpeava as burras fartas desta Academia, a mais rica do mundo.

Esse zelo, que é louvável, ou extremamente louvável, se cingiu na sessão de 5. feira última, a um inquietante item monetário, e não voltou a florescer quando um dos mais antigos integrantes desta Casa discorria sobre Gonçalves de Magalhães.

Entendo que era dever inarredável de V. Exa. impor então ao auditório o silêncio de praxe, exercendo plenamente a sua Presidência.

Esse entendimento, aliás, não é só meu — mas ainda o de outros companheiros que, finda a sessão, e ao longo da semana, estranharam a omissão, leniência ou tolerância de V. Exa.

Houve até companheiros que me externaram a opinião de que eu deveria ter suspendido a minha palestra, já que ela fluía num ambiente toldado pela enxurrada de grasnidos a que já aludi.

E não posso nem devo esconder que outros confrades, apreciadores das soluções surpreendentes ou belicosas que quebram a monotonia da vida e das instituições me interpelaram, surpresos, desejosos de saber onde estava a minha alagoanidade, que não se manifestara.

A todos esses companheiros fiéis à tradição de urbanidade e conviviabilidade desta Academia, onde estou há 25 anos, expliquei o ter lido o meu texto até o fim.

Deus, em sua infinita generosidade, assegurou-me, aos 87 anos, o timbre de voz de minha juventude.

Não pertenço à raça dos velhos trôpegos que, com voz de falsete, emitem arrulhos indecorosos em ocasiões em que a decência reclama o ritual do silêncio.

Mas a razão decisiva que me levou a não suspender a minha palestra é outra. Além de ter mantido em mim a voz de minha juventude, Deus me aquinhoou com o sentimento da misericórdia –que é a compaixão suscitada pela miséria alheia– e da piedade, que é dó e comiseração.

Confesso, Sr. Presidente, que me confrange o coração assistir ao penoso espetáculo dos que, alcançada a velhice, ostentam em seu trajeto os sinais indeléveis e quase póstumos da decadência física, mental e moral aceleradas, e mesmo amparados por bengalas astutas rastejam nos salões, corredores e auditórios tão lastimosamente, com os olhos mortiços fixados no chão, como se temessem resvalar em uma cova aberta.

Há velhos que não sabem envelhecer e, desprovidos da alegria e do amor à vida, e do emblema do convívio, destilam ódio, inveja e despeito, porejam calúnias e intrigas, bebem o fel do ostracismo e da obscuridade.

Há velhos que procuram enganar-se a si mesmos, pintando os cabelos, embora as florejantes e fartas cabeleiras antigas já tenham sido devastadas pela sabedoria ou impiedade dos tempo, que as converte em insidiosas relíquias capilares.

Esses velhos enganosos e enganados, o padre Manuel Bernardes os estampilha de “tintureiros de si mesmo”.

No episódio em pauta, o uso imoderado dessa tintura, ou pintura, para esconder o inescondível e disfarçar o indisfarçável, casa-se com a boquirrotice provocadora.

Mas, tintureiro de si mesmo e boquirroto, esse personagem bizarro merece e reclama, de nossa parte, não um ato agressivo ou belicoso, ou alagoano, mas a muda expressão dessa piedade e dessa misericórdia que devem habitar sempre os nossos corações.

Encerro esta palesta com um verso de Lucrécio: “É doce envelhecer de alma honesta”.

Deus guarde V. Exa. Senhor Presidente, e os demais integrantes desta Casa.

Tenho dito.”

 

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FABIO VICTOR/sp

A MELHOR CAMPANHA PUBLICITÁRIA DO ANO / jaraguá do sul.sc

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Urda Alice Klueger, a escritora, foi usada para surrupiar dinheiro do estado. Governador e sua turma seguem fazendo pouco caso da cultura. / ilha de santa catarina

USARAM MEU NOME PARA ROUBAR O SEU DINHEIRO!!!

Ético confrade da Academia Catarinense de Letras (ACL) fez contato comigo a 29 de março deste ano de 2011 d.C., conforme segue abaixo:

Prezada Urda:

1. De 26 de maio a 05 de junho será realizada, em Ribeirão Preto, a 11ª Feira do Livro, sendo, entre outros, homenageado o Estado de Santa Catarina.

2. No dia 28, além de pronunciar palestra sobre “A Literatura Catarinense”, à tarde, após o discurso do Governador Colombo (…)

3. Indiquei o seu nome, a pedido do Secretário de Cultura, para compor uma lista dos escritores convidados (passagem, hotel e comidinha pagos).

4. Gostaria que me confirmasse o convite e eventual aceitação. Em caso positivo, é fundamental a escolha de um dia para lançamento de livros (funcionária da Secretaria de Cultura e Turismo manterá contato para adquiri-los das editoras), sem que haja coincidência.

Abraços,

Dei retorno, disse que ia, e o confrade me retornou dizendo que os organizadores manteriam contato para combinar os detalhes. Ainda bem que tenho uma vida ocupada até demais – já pensou se sou uma velhinha dessas que não têm muito o que fazer, e que talvez fosse fazer vestido novo para o evento, telefonar para os amigos lá da região de Ribeirão Preto marcando encontro, etc.? Minha vida hiper-ocupada não me deu tempo de ficar pensando no assunto, e como nunca ninguém fez o menor contato comigo nem combinou nenhum detalhe, o evento passou batido.

Foi só ontem, dia 07 de junho de 2011 d.C. – portanto, mais de dois meses depois – que comecei a me antenar para o fato de que havia algo errado. Uma ou outra pessoa se comunicou comigo para saber como tinha sido a Feira de Ribeirão Preto, pois tinha lido a respeito da minha ida para lá – ainda bem que existe São Google, infalível informador dos distraídos ou muito ocupados, e foi São Google quem me contou direitinho que eu tinha estado em Ribeirão Preto, na Feira do Livro, bem nos dias em que estava exatamente em Blumenau, cheinha de testemunhas que me viram, falaram comigo ou me visitaram naqueles dias.

Daí pergunto: se eu fui lá, devidamente noticiado pela imprensa do Estado de Santa Catarina, ao mesmo tempo em que estava aqui vendo, sendo vista e interagindo com as gentes daqui, será que sou um caso de dupla personalidade, produto de inexplicável magia ou algo assim? Como é que fui lá e sequer em sonhos consigo recordar tal coisa? Como se explica esta minha capacidade de estar cá e lá ao mesmo tempo? Duma coisa tenho certeza: não saí de Blumenau durante todos os dias da feira e da viagem dos escritores que foram. Como não acredito em alma do outro mundo e minha psicóloga me garante que não tenho dupla personalidade, alguém foi no meu lugar!

Estava certo eu ir? Estava. Sou uma escritora nascida no Estado de Santa Catarina, já publiquei 21 livros e mais umas 600 crônicas, além de artigos acadêmicos e outras e outras coisas – portanto, se Santa Catarina estava sendo homenageada literariamente, era correto eu ter ido representar o meu Estado e o meu povo. Como não fui sequer contatada para combinação de detalhes e depois se noticiou que fui, tal significa que, às custas do rico dinheiro público, alguém foi no meu lugar, e deve ter sido alguém sem o mesmo cacife que eu para representar o Estado, já que se escondeu no anonimato, escudou-se no meu nome para não fazer feio e sabe-se lá o que mais não fez por aí afora às custas do seu imposto, meu caro leitor coestaduano.

Viu só como é que some o suado dinheirinho que você recolhe aos cofres públicos? Sabe-se lá que esbórnias não fez lá em Ribeirão Preto o meu “fantasma”, aquele que era eu sem ser eu, aquele que não era eu, mas disseram que era. Garanto que aquele fantasma não era eu, mas alguém muito sem vergonha na cara que usou meu nome, alguém sem competência para usar a própria identidade para representar Santa Catarina, e que foi fazer turismo às custas do dinheirinho do trabalhador!

Posso ficar quieta? Não posso. Que as autoridades competentes me expliquem como é que o meu nome tem sido usado por aí em vão, para justificar despesinhas e despesonas de seus apaniguados!

Blumenau, 08 de junho de 2011.

 Urda Alice Klueger

Escritora, historiadora e doutoranda em Geografia

 

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leia aqui a indignação do escritor AMILCAR NEVES  sobre o mesmo fato.

 

RBS E ZERO HORA SÃO CONDENADOS NA JUSTIÇA POR DIVULGAR NOTÍCIA MENTIROSA

SÁBADO, 14 DE MAIO DE 2011

 

O repórterGiovani Grizotti, a RBS TV (afiliada da Globo) e o tabloideZero Hora foram condenados a pagar R$ 15 mil de indenização ao Conselho Cultural e Artístico Pedras Brancas, do município de Guaíba, região metropolitana de Porto Alegre, e a seu dirigente Walter Luis Lopes por terem divulgado matérias mentirosassobre uma rádio comunitária. A sentença foi proferida no dia 4 de maio pelo juiz Giovanni Conti, da 15ª Vara Cível de Porto Alegre.

Em 7 de janeiro de 2007, reporcagens do complexo mafiomidiático gaúcho informaram que o empreendimento Rádio Jovem Comunitária de Guaíba era uma “rádio pirata” e que “as atividades de Walter Luis Lopes teriam ligações com atividades criminosas.”
Tudo invenção e má-fé, como provaram em juízo os autores da ação.
O julgado aborda, no final, que a liberdade de imprensa quando exercida abusivamente, “haverá de ocasionar a necessidade de reparação no âmbito da responsabilidade civil”. A sentença também condena a emissora de TV e o tabloide “a retratarem os danos, no mesmo jornal ou periódico, no mesmo local, com os mesmos caracteres e sob a mesma epígrafe; ou na mesma estação emissora e no mesmo programa ou horário”.
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Esta notícia não será encontrada em nenhum dos veículos impressos ou eletrônicos da Famiglia Sirotsky, mas se você entrar no site do Tribunal de Justiça do RS e botar o número do processo – 10900419320 – poderá ler o caso e a sentença na íntegra. Pensando em seu conforto, já fizemos isso para você. Basta clicar aqui .

Pedido o “impeachment” do Ministro Gilmar Mendes (STF) / brasilia

Advogado protocola no Senado Federal pedido de “impeachment” do Ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes   

Acompanhado de um robusto relatório, o pedido de “impeachment”, do Ministro do STF, Gilmar Mendes, foi apresentado pelo advogado Alberto de Oliveira Piovesan, no ultimo dia 12 de Maio na Presidência do Senado Federal, em Brasília.

Embora em torno do pedido tenha-se determinado “sigilo”, o assunto caiu como uma bomba na Casa legislativa, já debilitada perante a opinião pública nacional, devido os diversos escândalos envolvendo seus membros. Sem dizer que grande parte dos senadores encontra-se processados perante o Supremo Tribunal Federal.

Na petição, o comportamento do Ministro Gilmar Mendes é duramente questionado. Principalmente sua relação com o advogado Sergio Bermudês. Seu escritório de Advocacia, além de empregar a esposa de Gilmar Mendes, teria patrocinado diversas viagens do Ministro ao exterior.

Os fatos narrados são gravíssimos e demonstram o quanto o Poder Judiciário esta contaminado por práticas questionáveis. A relação dos “parentes” de membros do Poder Judiciário é trazida de maneira clara e comprovada.

A documentação, as provas e as testemunhas arroladas são de auto teor explosivo.

São testemunhas:

Deputado Federal Protogenes Queiroz

Desembargador Federal Fausto De Sancts

Jornalista Luiz Maklouf Carvalho- Revista Piauí.

Jornalista Moacyr Lopes Junior- Folha de São Paulo.

Jornalista Catia Seabra- Folha de São Paulo.

Jornalista Felipe Seligman- Folha de São Paulo.

Agente da Polícia Federal Jose Ricardo Neves.

Advogado Dalmo de Abreu Dallari-USP.

Nos termos da lei nº 1079, de 10 de Abril de 1950, depois de protocolado o pedido de “impeachment”, o presidente do Senado, deveria criar uma comissão processante. Formada por senadores que emitiram parecer sobre o pedido que seria submetido à aprovação do Plenário. Se aceito o pedido, abre-se o procedimento de “impeachment”.  A assessoria de imprensa da Presidência do Senado informou à reportagem de Novojornal, nesta segunda-feira (16), que o pedido foi encaminhado no mesmo dia, 12/05 para Assessoria Jurídica da Casa que deverá assessorar a presidência na tramitação da matéria.

Em procedimento semelhante e anterior, em relação ao ex-Procurador Geral Aristides Junqueira na década de 80, o presidente adotou o mesmo critério.

Cópia da petição acompanhada de toda a documentação foi entregue também na última quinta-feira 12/05, ao Presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) Dr. Ophir Filgueiras Cavalcante Junior.

do Novo Jornal.

Odeio Prepotência – por paloma jorge amado / rio de janeiro

Era 1998, estavamos em Paris, papai já bem doente, participara da Feira do Livro de Paris e recebera o doutoramento na Sorbonne, o que o deixou muito feliz. De repente, uma imensa crise de saude se abateu sobre ele, foram muitas noites sem dormir, só mamãe e eu com ele. Uma pequena melhora e fomos tomar o aviao da Varig (que saudades) para Salvador.

Mamãe juntou tudo que mais gostavam no apartamento onde não mais voltaria e colocou em malas. Empurrando a cadeira de rodas de papai, ela o levou para uma sala reservada. E eu, com dois carrinhos, somando mais de 10 malas, entrava na fila da primeira classe. Em seguida chegou um casal que eu logo reconheci, era um politico do Sul (nao lembro se na época era senador ou governador, já foi tantas vezes os dois, que fica dificil lembrar). A mulher parecia uma arvore de Natal, cheia de saltos, cordões de ouros e berloques (Calá, com sua graça, diria: o jegue da festa do Bonfim). É claro que eu estava de jeans e tênis, absolutamente exausta. De repente, a senhora bate no meu ombro e diz: Moça, esta fila é da primeira classe, a de turistas é aquela ao fundo. Me armei de paciência e respondi: Sim, senhora, eu sei. Queria ter dito que eu pagara minha passagem enquanto a dela o povo pagara, mas nao disse. Ficou por isso. De repente, o senhor disse à mulher, bem alto para que eu escutasse: até parece que vai de mudança, como os retirantes nordestinos. Eu só sorri. Terminei o check in e fui encontrar meus pais.

Pouco depois bateram à porta, era o casal querendo cumprimentar o escritor. Não mandei a putaquepariu, apesar de desejar fazê-lo, educadamente disse não. Hoje, quando vi na tv o Senador dizendo que foi agredido por um repórter, por isso tomou seu gravador, apagou seu chip, eteceteraetal, fiquei muito retada, me deu uma crise de mariasampaismo e resolvi contar este triste episódio pelo qual passei. Só eu e o gerente da Varig fomos testemunhas deste episódio, meus pais nunca souberam de nada…

 

Paloma Jorge Amado é psicóloga.
Define a sua preferência política desta forma. “Sou livre pensadora. Odeio tudo que é contra o povo, reacionário, retrógrado, preconceituoso. Se tivesse que escolher uma ala, escolheria a das Baianas.”

por email.

McDonalds, do que são feitas essas batatas?

UM clique no centro do vídeo.

CAIADO ataca BORNHAUSEN, irmãos gêmeos / brasilia

DEU NO TWITER:
Ronaldo Caiado
@deputadocaiado Ronaldo Caiado
Jorge Bornhausen e Saulo Queiroz mudaram o nome e os rumos do PFL, fracassaram, tentaram covardemente jogar a culpa em outros e saíram.
21 hours ago via Echofon
.
Ronaldo Caiado

@deputadocaiadoRonaldo Caiado
Agora, Jorge Bornhausen, que sempre foi de se acomodar à sombra do poder, trabalha para entrar no governo do PT.
21 hours ago via Echofon
.
O deputado dá de barato que Bornhausen seguirá o mesmo rumo de Saulo. Escreve que ambos já “saíram”:

“Jorge Bornhausen e Saulo Queiroz mudaram o nome e os rumos do PFL, fracassaram, tentaram covardemente jogar a culpa em outros e saíram”.

Realça no ex-correligionário a vocação governista: “Jorge Bornhausen, que sempre foi de se acomodar à sombra do poder, trabalha para entrar no governo do PT”.

Recorda uma passagem da eleição de 2010: o comício em que Lula atacou, na Santa Catarina de Bornhausem, o DEM:

Jorge Bornhausen ajuda Lula, que disse, em SC, tentar exterminar o DEM! A que ponto chegamos. Também faz a ponte entre governo-PSD”.

Trata Bornhausen como um silvério: “A atuação da quinta coluna no DEM foi lamentável e já entrou para a história”.

Devagarzinho, a conflagração que corrói as entranhas do DEM vai transbordando. Caiado lavou a roupa suja dos gabinetes fechados para a mais moderna das praças públicas: a internet.

JS.

TUCANOS do Paraná censuram BLOG do ESMAEL

 

http://esmaelmorais.com.br

 

CIDINHA CAMPOS denuncia dep. JOSÉ NADER / rio de janeiro

.

UM clique no centro do vídeo:

o blog CONVERSA AFIADA do jornalista Paulo Henrique Amorim, publicou esta charge do cartunista SOLDA.

Não, nós não somos racistas

Publicado em 20/03/2011

Conversa Afiada reproduz e-mail e ilustração enviados por Stanley Burburinho, implacável reparador de iniquidades:

Jornal Paraná Online publicou hoje charge racista com desenho de um macaco e com os dizeres:

“Almoço para Obama terá baião de dois, picanha, sorvete de graviola…E BANANA, MUITA BANANA”:

clique nos links abaixo, confira e veja os comentários:

http://www.conversaafiada.com.br/brasil/2011/03/20/nao-nos-nao-somos-racistas/

http://www.parana-online.com.br/charges/charge/1478/


Em tempo: este post é uma singela homenagem ao Ali Kamel.

AERONÁUTICA DESMENTE O GLOBO:


 

Base militar

 

Em relação à reportagem “Em base militar com praia deserta, Dilma passará carnaval em família” (4/3), o Centro de Comunicação Social da Aeronáutica esclarece que há equívocos nos dados que podem levar o leitor a uma interpretação errônea dos fatos.

A reportagem erra ao afirmar que ocorreram despesas no valor de R$ 8 milhões tendo em vista a visita da presidente da República. O valor que a reportagem alude possivelmente refere-se aos R$ 7.830.599,10 correspondentes a todo o volume de empenhos emitidos pelo Centro de Lançamento da Barreira do Inferno (CLBI) em 2010, de acordo com dados disponíveis no Siafi.

Este valor refere-se às despesas de custeio administrativo de todas as atividades do CLBI em 2010, dentre os quais R$ 2,36 milhões de investimentos realizados para atender às demandas do Programa Nacional de Atividades Espaciais (PNAE), como o lançamento do foguete Improved Orion, previsto para ocorrer em abril deste ano.

As melhorias envolvem reforma do lançador principal, ampliação da casamata, além de construções, como o prédio de montagem de motores e um laboratório para experimentos científicos.

CORONEL AVIADOR MARCELO KANITZ DAMASCENO Centro de Comunicação Social da Aeronáutica.


PRESIDENTA DILMA, só um alerta: fique atenta aos passos deste milico frustrado (se fantasia de soldado sempre que pode), ele tem compromissos outros com “outros” – por l.garcia / porto alegre

O fato do LULA ter pedido para que DILMA mantivesse o JOHNBIM ( ele é um entreguista, um subalterno às vontades dos EUA), não está claro, imagino que tenha sido um agrado para com os militares. Não se sabe das razões, pois militar, ou civil, não dá mais golpe armado no país, não tem condições reais e o povo brasileiro  impediria massivamente.  Se algum risco há, de golpe, é  no tapetão  do judiciário, que continua sendo um templo de falsas vestais e que “dançam” para o Dantas ( aquele banqueiro e homem de negócios “honestos” que honram o país). É preciso abrir a “caixa preta” ( ou as contas bancárias?). Amiga, cuide-se, você está cheia de inimigos na trincheira.

 

 

caricatura de joão de deus netto. (NETTO)

SERRA e a direção do CONVENTO nomeada pelo reacionaríssimo bispo de Guarulhos Dom Luiz Gonzaga Bergonzini (dizem que ele…) outros dizem que é a reencarnação de TORQUEMADA. tudo indica. / são paulo

alvaro dias, sérgio guerra e zé serra, convertidos durante a campanha eleitoral. dizem que não convenceram as esposas, os que tem…

ZÉ SERRA, o olho das MULTIS no PRÉ-SAL, na PETROBRÁS e no MERCADO BRASILEIRO (190.000.000|) !!

“ELEITO eu controlo toda essa riqueza e me locupleto dela! uma pena que tenha que dividir com os DEMoníacos !!”

SERRA e a sua ambição, enganar o povo, mentir, mentir, mentir, armação para o programa de TV, equipe incompetente deixa furo. Ajuda da GLOBO (golpista) não conseguiu esconder a farsa !

FHC ESTÁ ACERTANDO A VENDA DO BRASIL EM FOZ DO IGUAÇU. NESTE MOMENTO 17/10 as 21:20

Laerte Braga – enviado por email

Neste momento que escrevo, domingo, 17/10, 21h31m, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso está falando, em inglês, para 150 investidores estrangeiros no Hotel das Cataratas, em Foz do Iguaçu. O evento é fechado, a fala de FHC está se dando em um jantar e o assunto é a privatização da PETROBRAS, de ITAIPU e do BANCO DO BRASIL, além de outras “oportunidades” de negócios no Brasil. FHC está assumindo com os empresários o compromisso de venda dessas empresas em nome de José FHC Serra. A idéia inicial dos organizadores de realizar o evento no Hotel Internacional foi afastada para evitar presença de jornalistas. Cada um dos investidores recebeu uma pasta com dados sobre o Brasil, artigos de jornais nacionais e internacionais e descrição detalhada do que José FHC Serra vai vender se for eleito. E além disso os investidores estão sendo concitados a contribuir para a campanha de José FHC Serra, além de instados a pressionar seus parceiros brasileiros e a mídia privada a aumentar o tom da campanha contra Dilma Roussef. Segundo FHC disse a esses empresários logo após ser apresentado pelo organizador do evento, “se deixarmos passar a oportunidade agora jamais conseguiremos vender essas empresas”. Para o ex-presidente é fundamental a participação desses grupos na reta final de campanha. A avaliação de FHC é que a campanha de Dilma sofreu um golpe com a introdução do tema religioso (o que foi deliberado pelos tucanos para desviar a atenção das pessoas dos reais objetivos do candidato José FHC Serra). É preciso, na concepção do ex-presidente arrematar o processo derrotando a candidata e impedindo-a de respirar nessa reta final. O acordo com empresários internacionais em Foz do Iguaçu envolve a instalação de uma base militar norte-americana na região, desejo antigo dos governos dos Estados Unidos. O corretor da venda do Brasil, FHC, com toda certeza, está acertando também a comissão (propina) a ser paga caso o negócio venha a se concretizar, ou seja, a eleição de José FHC Serra. Para o ex-presidente também não há grandes problemas com a mídia privada “sob nosso controle”, mas é preciso evitar a divulgação de notícias mesmo que sejam pequenas ou de pequenos fatos e que possam prejudicar o projeto de venda do Brasil. Esse tipo de evento, essa fala de FHC é característica da fala de agente estrangeiro e mostra a desfaçatez tucana em relação ao Brasil e aos brasileiros. No mesmo momento em que o corrupto e venal José FHC Serra debate com Dilma Roussef na REDE TEVÊ e fala sobre trololós petistas, FHC, seu mentor e principal corretor de vendas de empresas públicas brasileiras, negocia traiçoeiramente a entrega de patrimônio público a esses investidores. É a opção que os brasileiros temos diante de nós. Ou caímos de quatro e abrimos mão de nossa soberania ou resistimos e rejeitamos a quadrilha tucana. Desafio qualquer tucano, qualquer DEM, qualquer pilantra tipo Roberto Freire, quem quer que seja, a desmentir esse fato. O evento em FOZ DO IGUAÇU e sua natureza, a venda do BRASIL!

o agora “CORRETOR” de empresas brasileiras FERNANDO HENRIQUE “‘esqueçam o que escrevi” CARDOSO. enfim assumiu seu verdadeiro papel.

Mais nomes de participantes do evento. As notícias chegam a conta-gotas, pois os traidores montaram um esquema de segurança para evitar que a venda do Brasil possa ser testemunhada por cidadãos decentes.

Aí vão:

Raphael Ekmann

Alice Handy

Keith Johnson

Anjum Hussain, CFA, CAIA

O organizador do evento é Raphael Eckmann – Investor Relations at Tarpon Investment Group São Paulo e região, Brasil

Experiência de Raphael Eckmann

Investor Relations

Tarpon Investment Group

(Setor Serviços financeiros)

O agente estrangeiro que organizou o evento em Foz do Iguaçu, Hotel das Cataratas, onde FHC está acertando a venda da PETROBRAS, de ITAIPU e do BANCO DO BRASIL é RAFHAEL EKCMANN, que no momento ocupa o cargo de COMMERCIAL MANAGER da GLOBOSAT (serviços financeiros).

A GLOBO está no meio, é sócia do grupo MURDOCH na GLOBOSAT.

E, enquanto isso, José FHC Serra vai mentindo e distraindo o povo brasileiro. FHC comete a traição pelas costas e seu pupilo mente na REDE TEVÊ. O ex-presidente continua falando aos investidores no jantar no Hotel das Cataratas.
É um fato grave, um ato de traição.

A propósito, não custa lembrar que, em 2002, o então presidente FHC mandou o BNDES dar à GLOBO 250 milhões de dólares, numa assembléia de aumento de capital da GLOBOSAT, além de encaminhar ao Congresso a proposta de participação de capital estrangeiro em empresas de rádio e televisão, como parte do acordo para que a rede apoiasse José FHC Serra.

Estão de volta os bandidos. Tentando tomar o Brasil a qualquer custo.

ELES QUEREM O NOSSO PETRÓLEO – por brizola neto / rio de janeiro

Há dias estou alertando aqui – e o noticiário dos jornais o confirma – que o alvo e o centro do desejo tucano de voltar ao poder está a milhares de metros de profundidade, ao largo do litoral brasileiro.

Eles, que não tiveram força moral ou política para derrotar a retomada do controle brasileiro sobre as jazidas do pré-sal, vão pretender mostrar um “mar de lama” na grande empresa brasileira, embora esta se submeta às mais severas regras de governança corporativa e auditoria.

Como empresa com capital negociado em bolsa, aqui e no Exterior, a Petrobras está sujeita às regras da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) e da Bolsa de Valores de São Paulo, no Brasil; da Securities and Exchange Commission e da New York Stock Exchange, nos Estados Unidos; do Latibex da Bolsa de Madri.

Este ano, pela 2ª vez, foi apontada como a empresa mais bem gerenciada da América Latina pela revista Euromoney, de Londres.

Captou US$ 45 bilhões no mercado privado, num aumento de capital de US$ 120 bilhões, para capacitar-se a explorar atenção – a maior jazida de petróleo em propecção hoje no mundo, que é o pré-sal e é, legalmente, a operadora exclusiva da sua extração.

Sobreviveu a Fernando Henrique, embora um retalho de sua propriedade tenha sido entregue e, só a muito custo – político e econômico – foi possível recuperá-lo, parcialmente.

A Petrobras é um sucesso econômico, tecnológico e gerencial. Pergunte a um fornecedor da Petrobras os níveis de exigência da empresa em seus contratos.
Hoje, o EstadãoO Globo iniciaram a ofensiva contra a Petrobras.

Jogam, criminosamente, contra o valor de mercado da mais valiosa empresa brasileira e usam a desvalorização deste patrimônio do povo brasileiro para seus objetivos políticos eleitorais.

Desde o início da semana, em vários blogs, circulam rumores de que a Veja seria a artilharia pesada desta campanha, como o foi na CPI da Petrobras, há mais de um ano, sem que tivessem arranjado mais que alguns grãos de poeira para usar como argumentos.

Eu tenho dito há três dias: aí está o furo da bala.

O que interessa a eles é ter o poder e as condições políticas para entregar o pré-sal, que nos torna uma das maiores reservas de petróleo do mundo, a quinta ou sexta mais importante do mundo, por enquanto. E há possibilidade de novas descobertas, que já surgem, inclusive, como indícios mais palpáveis nas sondagens.

Todo o resto é cortina de fumaça. E nós não podemos dispersar nossas forças golpeando fumaça.

O discurso e a polêmica têm que se tornar claros para o povo brasileiro: é o petróleo que eles querem.

 

tijolaço.com

Maria Rita Khel demitida do “ESTADÃO”, SERRA segue fazendo vitimas arrastando as trevas com ele

A JORNALISTA FOI DEMITIDA DO JORNAL “O ESTADO DE SÃO PAULO” – o paladino da democracia – EM RAZÃO DESTE ARTIGO:

 

DOIS PESOS

 

Este jornal teve uma atitude que considero digna: explicitou aos leitores que apoia o candidato Serra na presente eleição. Fica assim mais honesta a discussão que se faz em suas páginas. O debate eleitoral que nos conduzirá às urnas amanhã está acirrado. Eleitores se declaram exaustos e desiludidos com o vale-tudo que marcou a disputa pela Presidência da República. As campanhas, transformadas em espetáculo televisivo, não convencem mais ninguém. Apesar disso, alguma coisa importante está em jogo este ano. Parece até que temos luta de classes no Brasil: esta que muitos acreditam ter sido soterrada pelos últimos tijolos do Muro de Berlim. Na TV a briga é maquiada, mas na internet o jogo é duro.

Se o povão das chamadas classes D e E – os que vivem nos grotões perdidos do interior do Brasil – tivesse acesso à internet, talvez se revoltasse contra as inúmeras correntes de mensagens que desqualificam seus votos. O argumento já é familiar ao leitor: os votos dos pobres a favor da continuidade das políticas sociais implantadas durante oito anos de governo Lula não valem tanto quanto os nossos. Não são expressão consciente de vontade política. Teriam sido comprados ao preço do que parte da oposição chama de bolsa-esmola.

Uma dessas correntes chegou à minha caixa postal vinda de diversos destinatários. Reproduzia a denúncia feita por “uma prima” do autor, residente em Fortaleza. A denunciante, indignada com a indolência dos trabalhadores não qualificados de sua cidade, queixava-se de que ninguém mais queria ocupar a vaga de porteiro do prédio onde mora. Os candidatos naturais ao emprego preferiam viver na moleza, com o dinheiro da Bolsa-Família. Ora, essa. A que ponto chegamos. Não se fazem mais pés de chinelo como antigamente. Onde foram parar os verdadeiros humildes de quem o patronato cordial tanto gostava, capazes de trabalhar bem mais que as oito horas regulamentares por uma miséria? Sim, porque é curioso que ninguém tenha questionado o valor do salário oferecido pelo condomínio da capital cearense. A troca do emprego pela Bolsa-Família só seria vantajosa para os supostos espertalhões, preguiçosos e aproveitadores se o salário oferecido fosse inconstitucional: mais baixo do que metade do mínimo. R$ 200 é o valor máximo a que chega a soma de todos os benefícios do governo para quem tem mais de três filhos, com a condição de mantê-los na escola.

Outra denúncia indignada que corre pela internet é a de que na cidade do interior do Piauí onde vivem os parentes da empregada de algum paulistano, todos os moradores vivem do dinheiro dos programas do governo. Se for verdade, é estarrecedor imaginar do que viviam antes disso. Passava-se fome, na certa, como no assustador Garapa, filme de José Padilha. Passava-se fome todos os dias. Continuam pobres as famílias abaixo da classe C que hoje recebem a bolsa, somada ao dinheirinho de alguma aposentadoria. Só que agora comem. Alguns já conseguem até produzir e vender para outros que também começaram a comprar o que comer. O economista Paul Singer informa que, nas cidades pequenas, essa pouca entrada de dinheiro tem um efeito surpreendente sobre a economia local. A Bolsa-Família, acreditem se quiserem, proporciona as condições de consumo capazes de gerar empregos. O voto da turma da “esmolinha” é político e revela consciência de classe recém-adquirida.

O Brasil mudou nesse ponto. Mas ao contrário do que pensam os indignados da internet, mudou para melhor. Se até pouco tempo alguns empregadores costumavam contratar, por menos de um salário mínimo, pessoas sem alternativa de trabalho e sem consciência de seus direitos, hoje não é tão fácil encontrar quem aceite trabalhar nessas condições. Vale mais tentar a vida a partir da Bolsa-Família, que apesar de modesta, reduziu de 12% para 4,8% a faixa de população em estado de pobreza extrema. Será que o leitor paulistano tem ideia de quanto é preciso ser pobre, para sair dessa faixa por uma diferença de R$ 200? Quando o Estado começa a garantir alguns direitos mínimos à população, esta se politiza e passa a exigir que eles sejam cumpridos. Um amigo chamou esse efeito de “acumulação primitiva de democracia”.

Mas parece que o voto dessa gente ainda desperta o argumento de que os brasileiros, como na inesquecível observação de Pelé, não estão preparados para votar. Nem todos, é claro. Depois do segundo turno de 2006, o sociólogo Hélio Jaguaribe escreveu que os 60% de brasileiros que votaram em Lula teriam levado em conta apenas seus próprios interesses, enquanto os outros 40% de supostos eleitores instruídos pensavam nos interesses do País. Jaguaribe só não explicou como foi possível que o Brasil, dirigido pela elite instruída que se preocupava com os interesses de todos, tenha chegado ao terceiro milênio contando com 60% de sua população tão inculta a ponto de seu voto ser desqualificado como pouco republicano.

Agora que os mais pobres conseguiram levantar a cabeça acima da linha da mendicância e da dependência das relações de favor que sempre caracterizaram as políticas locais pelo interior do País, dizem que votar em causa própria não vale. Quando, pela primeira vez, os sem-cidadania conquistaram direitos mínimos que desejam preservar pela via democrática, parte dos cidadãos que se consideram classe A vem a público desqualificar a seriedade de seus votos.

 

 

SERRA e a calhordice: jogou todas as fichas no aborto – paulo henrique amorim / são paulo


Serra no horário eleitoral (Imagem: Latuff)

O programa de estréia do Serra no horário eleitoral foi a vitória da treva: a exploração do aborto como arma eleitoral.

O resto é bláblárina.

Ele escondeu – de novo – o Fernando Henrique.

E explorou com fúria a “onda” que deu 20% dos votos à Marina – a calhordice do aborto, como diz o Ciro.

Ele é o que o Chalita descreveu.

Ele é o que o Ciro sempre soube: Serra não tem escrúpulos e, se preciso for, passa com um trator por cima da mãe.

Se continuar assim vai ser uma goleada.

A Dilma vai ter muito tempo para provar que o Serra é um manipulador de quinta categoria.

Um Golpista.

A Dilma pensa sobre o aborto o que diz a Constituição: só em caso de estupro ou com risco para a mulher.

O que, aliás, sem o engodo, é a posição do Serra e do Fernando Henrique.

Como sempre disse o Conversa Afiada: a baixaria é última arma do Serra.

Paulo Henrique Amorim
http://www.conversaafiada.com.br/

gilmar mendes, ministro do stf, QUE ONTEM, 29/09/2010 PEDIU VISTAS DO PROCESSO QUANDO A VOTAÇÃO PARA NÃO EXIGÊNCIA DE DOIS DOCUMENTOS PARA VOTAR JÁ ESTAVA 7X0 , PORTANTO, MATÉRIA ENCERRADA, GILMAR MENDES TOMOU ESSA ATITUDE APÓS RECEBER TELEFONEMA PESSOAL DE JOSÉ SERRA.

REPUGNANTE.

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Quinta, 30 de setembro de 2010, 11h12  Atualizada às 12h01

Líder do PT: Espero que Mendes não tenha atendido Serra

Eliano Jorge


Serra, no momento em que teria telefonado para Gilmar Mendes
(foto: Rodrigo Coca/ Fotoarena/ Especial para Terra)

Líder do PT na Câmara, Cândido Vaccarezza prefere acreditar que não foi por interferência do presidenciável tucano José Serra que o ministro Gilmar Mendes interrompeu julgamento do Supremo Tribunal Federal (STF), nesta quarta-feira (29), sobre a necessidade de apresentação de dois documentos para votar em 2010.

Ele mede as palavras para não criar problemas com o STF:
– Temos muito cuidado em fazer uma guerra contra o Supremo. A esperança que tenho é que o ministro Gilmar Mendes não tenha tomado esta decisão por conta de um pedido do candidato Serra – afirmou, em conversa com
Terra Magazine.

Afirmando que aguarda a conclusão do julgamento nesta quinta-feira, Vaccarezza imagina que será confirmada a permissão para se votar apenas apresentando um documento com foto, algo visto como favorável ao PT, por incluir a participação de pessoas mais pobres.

Leia a entrevista.

Terra Magazine – Como o PT reagiu à notícia de que o ministro Gilmar Mendes interrompeu o julgamento do Supremo Tribunal Federal após telefonema do candidato do PSDB, José Serra? O partido tomará algum providência sobre isso?
Cândido Vaccarezza –
Nós temos muito cuidado em fazer uma guerra contra o Supremo. A esperança que eu tenho é que o ministro Gilmar Mendes não tenha tomado esta decisão por conta de um pedido do candidato Serra. Acho que o ministro Gilmar Mendes vai devolver o voto dele hoje (quinta-feira, 30) e está resolvido o problema.

Há possibilidade de a votação, que estava em 7 a 0, ser modificada. Os ministros podem mudar seus votos.
Não, os votos podem ser modificados, mas vamos aguardar o voto hoje do ministro Gilmar

O senhor acredita que a votação seguirá do jeito que estava, sem interferência?
Eu acho que seguirá do jeito que estava porque o fundamental que a Constituição garante é o direito do eleitor votar.

REDE GLOBO de tv E O GOLPE FINAL / por luis nassif / são paulo

A direita prepara o golpe fatal, o definitivo


Como será a bala de prata na campanha

Qual a bala de prata, a reportagem que será apresentada no Jornal Nacional na quinta-feira que antecederá as eleições, visando virar o jogo eleitoral, sem tempo para a verdade ser restabelecida e divulgada?


Ontem, no Sarau, conversei muito com um dos nossos convivas. Para decifrar o enigma, ele seguiu o seguinte roteiro:

1. Há tempos a velha mídia aboliu qualquer escrúpulo, qualquer limite. Então, tem que ser o episódio mais ignóbil possível, aquele campeão, capaz de envergonhar a velha mídia por décadas, mas fazê-la acreditar ser possível virar o jogo. Esse episódio terá que abordar fatos apenas tangenciados até agora, mas que tenham potencial de afetar a opinião pública.

2. Nas pesquisas qualitativas junto ao eleitor médio, tem sobressaído a questão da militância de Dilma Rousseff na guerrilha. Aliás, por coincidência, conversei com a Bibi que me disse, algo escandalizada, que coleguinhas tinham falado que Dilma era “bandida” e “assassina”. Aqui em BH, a Sofia, neta do meu primo Oscar, disse que em sua escola – em Curitiba – as coleguinhas repetem a mesma história.

As diversas pesquisas de Ibope e Datafolha devem ter chegado a essa conclusão, de que o grande tema de impacto poderá ser a militância de Dilma na guerrilha. A insistência da Folha com a ficha falsa de Dilma e, agora, com a ficha real, no Supremo Tribunal Militar, é demonstração clara desse seu objetivo.

Assim como a insistência de Serra de atropelar qualquer lógica de marketing, para ficar martelando a suposta falta de limites da campanha de Dilma – em cima de um episódio que não convenceu sequer a Lúcia Hipólito.

Aliás, o ataque perpetrado por Serra contra Lúcia – através do seu blogueiro – é demonstração cabal da importância que ele está dando à versão da falta de limites, mesmo em cima de um episódio que qualquer avaliação comezinha indicaria como esgotado.

A quebra de sigilo é apenas uma peça do jogo, preparando a jogada final.

A partir daí, meu interlocutor passou a imaginar como seria montada a cena.


Provavelmente alguém seria apresentado como ex-companheiro de guerrilha, arrependido, que, em pleno Jornal Nacional, diria que Dilma participou da morte de fulano ou beltrano. Choraria na frente da câmera, como o José Serra chora. Aí a reportagem mostraria fotos da suposta vítima, entrevistaria seus pais e se criaria o impacto.

No dia seguinte, sem horário gratuito não haveria maneiras de explicar a armação em meios de comunicação de massa.

Será um desafio do jornalismo brasileiro saber quem serão os colunistas que endossarão essa ignomínia – se realmente vier a ocorrer -, quem serão aqueles que colocarão seu nome e reputação a serviço desse lixo.

Essa loucura – que, tenho certeza, ocorrerá – será a pá de cal nesse tipo de militância de Serra e de falta de limites da mídia. Marcará a ferro e fogo todos os personagens que se envolverem nessa história.

Incendiará a blogosfera. Todos os jornalistas que participarem desse jogo serão estigmatizados para sempre.

Todas essas possibilidades são meras hipóteses que partem do pressuposto da falta de limites total da velha mídia.

Mas a hipótese fecha plenamente.

enviado do blog do Luis Nassif

Brasileira é condenada por ‘sexo consensual’ em Abu Dhabi


Segundo a imprensa local, menina tem 14 anos.
Itamaraty e embaixada não confirmaram o caso.

Uma adolescente brasileira de 14 anos foi condenada à prisão em Abu Dhabi e à deportação por ter feito “sexo consensual” com um motorista de ônibus escolar paquistanês, informa a imprensa local nesta quarta-feira (11). O Itamaraty e a embaixada brasileira de Abu Dhabi não confirmaram o caso.

A jovem foi condenada a seis meses de prisão depois que os promotores a acusaram de ter feito “sexo consensual” e ter combinado o encontro com o paquistanês, por meio do que chamaram de mensagens de texto “eróticas”.

“A garota de 14 anos, que inicialmente alegou ter sido estuprada (…) foi condenada na terça-feira a seis meses de prisão, seguido pela deportação”, informa o “Gulf News”.

A adolescente se retratou da acusação de estupro durante uma audiência na corte no fim de julho, de acordo com o jornal The National.

O Gulf News também destaca que o homem, um motorista de ônibus escolar paquistanês de 25 anos, foi condenado a um ano de prisão e também será deportado. O National afirma que o homem tem 28 anos.

Os advogados da garota solicitaram que o paquistanês fosse acusado de estupro estatutário, de acordo com o mesmo jornal. Em muitos países, a adolescente seria considerada menor de idade para ter uma relação sexual, mesmo consensual.

Mas nos Emirados Árabes Unidos, lembra o National, crimes relacionados ao sexo são analisados de acordo com a sharia, lei islâmica, segundo a qual os acusados que já passaram pela puberdade são julgados como adultos.

Sexo fora do casamento é considerado ilegal nos Emirados Árabes Unidos.

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Da France Presse

Investigado por assédio sexual, presidente da HP pede demissão

Em nota, a empresa disse que houve violação ao código de conduta.
Hurd afirmou que esta é “uma situação muito dolorosa”.

O presidente da Hewlett-Packard, Mark Hurd, pediu demissão do cargo por causa de uma investigação por praticar assédio sexual contra uma ex-prestadora de serviço da companhia.

Em nota publicada nesta sexta-feira (6) no site da empresa, a HP afirmou que a investigação concluiu que a política da empresa sobre assédio sexual não foi violada, mas houve quebra das normas do código de conduta.

Hurd disse no comunicado nota que, durante a investigação, ele percebeu que houve situações nas quais ele não seguiu “as normas e princípios da verdade, respeito e integridade”, e acabou “expondo a HP”. O executivo acrescentou que “esta é uma situação muito dolorosa”, mas que seria difícil continuar como líder da companhia.

Um novo CEO e presidente será selecionado, mas, interinamente, quem assume o cargo é a diretora financeira Cathie Lesjak, de 51 anos. A executiva acumula 24 anos de experiência na HP.

g1.

COMENTÁRIO:

no Brasil é  igual, a única diferença é que os nossos  executivos assediam sexualmente as funcionárias antes de terem saído da empresa, prometem casamento e transam com elas, as vezes à força, depois negam-se a fazer o exame do DNA e renegam a criança, se ela insistir no exame e na pensão: matam-na ! simplesmente ! e continuam na direção da empresa !

SERRA ACEITA VICE DOS DEMOS PARA FAZER A SUJEIRA / rio de janeiro

Índio da Costa agora insinua ligação do PT com o Comando Vermelho

Não bastou a confusão criada com a acusação de que o PT tem ligação com as Farc e o narcotráfico internacional. Agora, o vice de José Serra (PSDB), Índio da Costa (DEM), resolveu deixar a coisa um pouco mais explícita. Ontem ele insinuou que os petistas também são ligados ao Comando Vermelho.

GP.

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Indio da Costa é dos DEMOS, portanto já sabemos que não pode ser boa coisa, azar do Serra, vai ter que engolir campanha a dentro a presença do trapalhão e escolhido pela coordenação para assumir  A SUJEIRA da campanha demotucana. Aí está ele dizendo mais uma “sacada genial”. Eles continuam achando que o povo brasileiro é imbecil. Que bom! facilitam as coisas. AGORA dê uma olhadinha, com todo o cuidado, na carinha do vice do Zé e responda: inspira credibilidade para governar o país?…pois é…os demos são assim….até a vitória$$$$$$$$$$$$$$$$  !!!!!

é o sufoco das pesquisas !! apelam para tudo, porque o caráter já perderam há muito tempo !

tentam enganar a população com essas mentiras grotescas ! deveriam ter denunciado há mais tempo ! são coniventes no tráfico da droga!! querem traficar, agora, o zé e o índio (overdose de drogas) para o centro do poder, como se os brasileiros não soubessem quem são!!! o BRASIL NÃO VOLTA ATRÁS !!

BRASIL: ELEIÇÕES 2010 !

DEM entra com ação contra Lula e Dilma por festa do Dia do Trabalho

G1.

é só o que lhes resta. para LULA  e DILMA nada de festa.

o candidato zé serra com o zé  arruda, chefe da roubalheira do mensalão do DEM em Brasilia.

são os extertores da agonia nas urnas.

o povo brasileiro não volta atrás.

Brasil extradita acusado de integrar Operação Condor

Brasil extradita acusado de integrar Operação Condor

Manuel Cordero foi levado de ambulância até Uruguaiana.
Cordero foi preso no Brasil em fevereiro de 2007.

Do G1, em São Paulo

O militar reformado uruguaio Manuel Juan Cordero Piacentini, acusado participar da Operação Condor, responsável pela perseguição e desaparecimento de opositores dos regimes militares no sul do continente nos anos 70, foi extraditado neste sábado (23) para a Argentina.

Cordero teve sua extradição autorizada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) em agosto do ano passado. A Justiça argentina pediu a extradição para julgá-lo por crimes de violações de direitos humanos. Ele ficou conhecido pela alcunha de Coronel Cordero mas, nos documentos oficiais, se apresenta como major.

O militar, que passou os últimos seis meses em prisão domiciliar em Santana do Livramento, foi retirado na terça-feira (19) de sua casa por agentes da Polícia Federal. Por causa de um mal-estar, no entanto, os policiais o transferiram ao hospital Casa de Saúde dessa cidade.

Na sexta (15), o advogado de Cordeiro havia ajuizado no Supremo Tribunal Federal (STF) um pedido de suspensão da extradição, sob a alegação de que ele é beneficiário da Lei da Anistia em vigor no Brasil. No ano passado o advogado já havia tentado outro recurso contra a extradição, negado pelo Supremo.

Segundo a Polícia Federal do Rio Grande do Sul, Cordero foi transferido em uma ambulância a partir de Santana do Livramento para Uruguaiana, na fronteira com a Argentina, onde foi recebido pelas autoridades argentinas. Ele foi submetido a um novo exame médico e entregue aos agentes argentinos, que o levaram de ambulância até Buenos Aires.

Na Argentina, ele deverá comparecer diante do juiz federal de Buenos Aires Norberto Oyarbide, que o interrogará dentro do processo de violações aos direitos humanos cometidos na Operação Condor.

Com informações da EFE e da Agência Estado.

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DA EDITORIA:

é preciso que o ministro (sic) da defesa nelson jobim abandone, conscientemente, a sua postura militaresca que chegou ao ridiculo de vestir a sua roupinha de “rambo”, de fins de semana, para visitar a tragédia que atingiu o haiti e se descubra um civil brasileiro com a obrigação, que o cargo lhe exige, de apurar todos os crimes cometidos pelos militares radicais, que entenderam que o inimigo era o povo brasileiro durante o período da ditadura exercida pelas forças armadas nacionais. não se trata de vendetta, trata-se de apurar os excessos de um período na história brasileira que se de um lado os atores estão mortos ou com sequelas das torturas do outro é necessário identificar e punir os torturadores e assassinos. trata-se de passar a limpo esse período obscuro da nação. outros países do hemisfério já tomaram essas providências porquanto viveram ditaduras semelhantes e não se permitiram que tal abismo histórico dividisse suas pátrias. este assunto não será sepultado como querem alguns dirigentes das corporações em razão de ser extremamente grave para unidade do povo brasileiro e suas instituições. o estado não pode ceder à vontade de alguns em detrimento da honra e da grandeza de seu povo. identificar os responsáveis por tal selvageria é resgatar a dignidade das nossas forças armadas que desde então andam às cegas na história brasileira.

jb vidal

Editor.

AI 5 – HÁ 41 ANOS, uma longa e tenebrosa NOITE ESCURA pairou sobre a nação brasileira

há 41 anos, 13 de dezembro de 1968, os generais golpistas de 1º de abril de 1964 (como é o dia da mentira anteciparam o aniversário para 31 de março) decretaram o ATO Institucional nº5 que suspendia TODAS as garantias do cidadão brasileiro e extrangeiro que se encontrasse dentro das fronteiras do país.  fecharam o Congresso Nacional por tempo indeterminado. milhares de prisões, torturas e assassinatos iriam preencher aquela grande noite que se abateu sobre a nação brasileira. a inteligência nacional foi expurgada das escolas públicas e  universidades. os deputados nacionalistas, defensores do retorno ao estado de direito, tiveram seus mandatos e direitos civis cassados por dez anos. militares  defensores da constituição foram expulsos, presos e torturados. generais defensores da volta à legalidade no país, foram colocados na reserva e proibidos de se pronunciarem pela imprensa e em público. civis, estudantes, intelectuais e sindicalistas eram presos e processados pelas mais vis acusações, em todo o território nacional sem direito de retorno às suas atividades de estudo ou trabalho. perseguições de toda ordem nos órgãos públicos que culminavam com a exoneração do perseguido, na maioria das vezes caluniados de ação subversiva no local de trabalho pelos seus desafetos pessoais. injustiças e mais injustiças é sempre a marca de todo regime discricionário. suspenso o direito de reunião. nas esquinas, ruas e praças, não poderiam haver mais que tres brasileiros conversando, seriam presos de imediato a manu militari por qualquer guarda de transito. o ar do país era irrespiravel tal a pressão psicológica exercida pelos jornais e televisões sobre a população “para que andasse direitinho e denunciasse qualquer crítico da ditadura”. recordamos, hoje, aqueles momentos covardes e sanguinários para que continuem vivos na nossa memória como bandeira desfraldada em homenagem aos companheiros que conheceram a dor do exílio, aos torturados e mortos e como sinal para as futuras gerações reagirem contra qualquer tentativa de estabelecer um regime despótico. a nação brasileira está e deverá permanecer livre de coturnos e tanques marchando sobre si mesma.

JB VIDAL

Editor

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o ATO institucional nº 5

Presidência da República


Casa Civil


Subchefia para Assuntos Jurídicos

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ATO INSTITUCIONAL Nº 5, DE 13 DE DEZEMBRO DE 1968.

O PRESIDENTE DA REPÚBLICA FEDERATIVA DO BRASIL, ouvido o Conselho de Segurança Nacional, e

CONSIDERANDO que a Revolução Brasileira de 31 de março de 1964 teve, conforme decorre dos Atos com os quais se institucionalizou, fundamentos e propósitos que visavam a dar ao País um regime que, atendendo às exigências de um sistema jurídico e político, assegurasse autêntica ordem democrática, baseada na liberdade, no respeito à dignidade da pessoa humana, no combate à subversão e às ideologias contrárias às tradições de nosso povo, na luta contra a corrupção, buscando, deste modo, “os. meios indispensáveis à obra de reconstrução econômica, financeira, política e moral do Brasil, de maneira a poder enfrentar, de modo direito e imediato, os graves e urgentes problemas de que depende a restauração da ordem interna e do prestígio internacional da nossa pátria” (Preâmbulo do Ato Institucional nº 1, de 9 de abril de 1964);

CONSIDERANDO que o Governo da República, responsável pela execução daqueles objetivos e pela ordem e segurança internas, não só não pode permitir que pessoas ou grupos anti-revolucionários contra ela trabalhem, tramem ou ajam, sob pena de estar faltando a compromissos que assumiu com o povo brasileiro, bem como porque o Poder Revolucionário, ao editar o Ato Institucional nº 2, afirmou, categoricamente, que “não se disse que a Revolução foi, mas que é e continuará” e, portanto, o processo revolucionário em desenvolvimento não pode ser detido;

CONSIDERANDO que esse mesmo Poder Revolucionário, exercido pelo Presidente da República, ao convocar o Congresso Nacional para discutir, votar e promulgar a nova Constituição, estabeleceu que esta, além de representar “a institucionalização dos ideais e princípios da Revolução”, deveria “assegurar a continuidade da obra revolucionária” (Ato Institucional nº 4, de 7 de dezembro de 1966);

CONSIDERANDO, no entanto, que atos nitidamente subversivos, oriundos dos mais distintos setores políticos e culturais, comprovam que os instrumentos jurídicos, que a Revolução vitoriosa outorgou à Nação para sua defesa, desenvolvimento e bem-estar de seu povo, estão servindo de meios para combatê-la e destruí-la;

CONSIDERANDO que, assim, se torna imperiosa a adoção de medidas que impeçam sejam frustrados os ideais superiores da Revolução, preservando a ordem, a segurança, a tranqüilidade, o desenvolvimento econômico e cultural e a harmonia política e social do País comprometidos por processos subversivos e de guerra revolucionária;

CONSIDERANDO que todos esses fatos perturbadores da ordem são contrários aos ideais e à consolidação do Movimento de março de 1964, obrigando os que por ele se responsabilizaram e juraram defendê-lo, a adotarem as providências necessárias, que evitem sua destruição,

Resolve editar o seguinte

ATO INSTITUCIONAL

Art. 1º – São mantidas a Constituição de 24 de janeiro de 1967 e as Constituições estaduais, com as modificações constantes deste Ato Institucional.

Art. 2º – O Presidente da República poderá decretar o recesso do Congresso Nacional, das Assembléias Legislativas e das Câmaras de Vereadores, por Ato Complementar, em estado de sitio ou fora dele, só voltando os mesmos a funcionar quando convocados pelo Presidente da República.

§ 1º – Decretado o recesso parlamentar, o Poder Executivo correspondente fica autorizado a legislar em todas as matérias e exercer as atribuições previstas nas Constituições ou na Lei Orgânica dos Municípios.

§ 2º – Durante o período de recesso, os Senadores, os Deputados federais, estaduais e os Vereadores só perceberão a parte fixa de seus subsídios.

§ 3º – Em caso de recesso da Câmara Municipal, a fiscalização financeira e orçamentária dos Municípios que não possuam Tribunal de Contas, será exercida pelo do respectivo Estado, estendendo sua ação às funções de auditoria, julgamento das contas dos administradores e demais responsáveis por bens e valores públicos.

Art. 3º – O Presidente da República, no interesse nacional, poderá decretar a intervenção nos Estados e Municípios, sem as limitações previstas na Constituição.

Parágrafo único – Os interventores nos Estados e Municípios serão nomeados pelo Presidente da República e exercerão todas as funções e atribuições que caibam, respectivamente, aos Governadores ou Prefeitos, e gozarão das prerrogativas, vencimentos e vantagens fixados em lei.

Art. 4º – No interesse de preservar a Revolução, o Presidente da República, ouvido o Conselho de Segurança Nacional, e sem as limitações previstas na Constituição, poderá suspender os direitos políticos de quaisquer cidadãos pelo prazo de 10 anos e cassar mandatos eletivos federais, estaduais e municipais.

Parágrafo único – Aos membros dos Legislativos federal, estaduais e municipais, que tiverem seus mandatos cassados, não serão dados substitutos, determinando-se o quorum parlamentar em função dos lugares efetivamente preenchidos.

Art. 5º – A suspensão dos direitos políticos, com base neste Ato, importa, simultaneamente, em:

I – cessação de privilégio de foro por prerrogativa de função;

II – suspensão do direito de votar e de ser votado nas eleições sindicais;

III – proibição de atividades ou manifestação sobre assunto de natureza política;

IV – aplicação, quando necessária, das seguintes medidas de segurança:

a) liberdade vigiada;

b) proibição de freqüentar determinados lugares;

c) domicílio determinado,

§ 1º – O ato que decretar a suspensão dos direitos políticos poderá fixar restrições ou proibições relativamente ao exercício de quaisquer outros direitos públicos ou privados.

§ 2º – As medidas de segurança de que trata o item IV deste artigo serão aplicadas pelo Ministro de Estado da Justiça, defesa a apreciação de seu ato pelo Poder Judiciário.

Art. 6º – Ficam suspensas as garantias constitucionais ou legais de: vitaliciedade, mamovibilidade e estabilidade, bem como a de exercício em funções por prazo certo.

§ 1º – O Presidente da República poderá mediante decreto, demitir, remover, aposentar ou pôr em disponibilidade quaisquer titulares das garantias referidas neste artigo, assim como empregado de autarquias, empresas públicas ou sociedades de economia mista, e demitir, transferir para a reserva ou reformar militares ou membros das polícias militares, assegurados, quando for o caso, os vencimentos e vantagens proporcionais ao tempo de serviço.

§ 2º – O disposto neste artigo e seu § 1º aplica-se, também, nos Estados, Municípios, Distrito Federal e Territórios.

Art. 7º – O Presidente da República, em qualquer dos casos previstos na Constituição, poderá decretar o estado de sítio e prorrogá-lo, fixando o respectivo prazo.

Art. 8º – O Presidente da República poderá, após investigação, decretar o confisco de bens de todos quantos tenham enriquecido, ilicitamente, no exercício de cargo ou função pública, inclusive de autarquias, empresas públicas e sociedades de economia mista, sem prejuízo das sanções penais cabíveis. (Regulamento)

Parágrafo único – Provada a legitimidade da aquisição dos bens, far-se-á sua restituição.

Art. 9º – O Presidente da República poderá baixar Atos Complementares para a execução deste Ato Institucional, bem como adotar, se necessário à defesa da Revolução, as medidas previstas nas alíneas d e e do § 2º do art. 152 da Constituição.

Art. 10 – Fica suspensa a garantia de habeas corpus, nos casos de crimes políticos, contra a segurança nacional, a ordem econômica e social e a economia popular.

Art. 11 – Excluem-se de qualquer apreciação judicial todos os atos praticados de acordo com este Ato institucional e seus Atos Complementares, bem como os respectivos efeitos.

Art. 12 – O presente Ato Institucional entra em vigor nesta data, revogadas as disposições em contrário.

Brasília, 13 de dezembro de 1968; 147º da Independência e 80º da República.

A. COSTA E SILVA

Luís Antônio da Gama e Silva

Augusto Hamann Rademaker Grünewald

Aurélio de Lyra Tavares

José de Magalhães Pinto

Antônio Delfim Netto

Mário David Andreazza

Ivo Arzua Pereira

Tarso Dutra

Jarbas G. Passarinho

Márcio de Souza e Mello

Leonel Miranda

José Costa Cavalcanti

Edmundo de Macedo Soares

Hélio Beltrão

Afonso A. Lima

Carlos F. de Simas

Este texto não substitui o publicado no D.O.U. de 13.12.1968.

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você assiste e ouve a reunião em que o gal. Costa e Silva e seus ministros aprovam o famigerado AI5:

clique AQUI

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há 30 anos acontecia a NOVEMBRADA em Florianópolis, como ficou conhecida a presença do gal. João Figueiredo no dia 30 de novembro de 1979.

UM clique no centro do vídeo:

gal. joão batista figueiredo, o último ditador desde a quartelada de 1964 e sua turma de governo.


APELO AO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL: NÃO ANISTIE OS TORTURADORES! / A NAÇÃO BRASILEIRA

Exmo. Sr. Dr. Presidente do

Supremo Tribunal Federal
Ministro Gilmar Mendes

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Eminentes Ministros do STF: está nas mãos dos senhores um julgamento de importância histórica para o futuro do Brasil como Estado Democrático de Direito, tendo em vista o julgamento da ADPF (Argüição de Descumprimento de Preceito Fundamental) nº 153, proposta em outubro de 2008 pelo Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil, que requer que a Corte Suprema interprete o artigo 1º da Lei da Anistia e declare que ela não se aplica aos crimes comuns praticados pelos agentes da repressão contra os seus opositores políticos, durante o regime militar, pois eles não cometeram crimes políticos e nem conexos. Tortura, assassinato e desaparecimento forçado são crimes de lesa-humanidade, portanto não podem ser objeto de anistia ou auto-anistia. O Brasil é o único país da América Latina que ainda não julgou criminalmente os carrascos da ditadura militar e é de rigor que seja realizada a interpretação do referido artigo para que possamos instituir o primado da dignidade humana em nosso país. A banalização da tortura é uma triste herança da ditadura civil militar que tem incidência direta na sociedade brasileira atual. Estudos científicos e nossa observação demonstram que a impunidade desses crimes de ontem favorece a continuidade da violência atual dos agentes do Estado, que continuam praticando tortura e execuções extrajudiciais contra as populações pobres. Afastando a incidência da anistia aos torturadores, o Supremo Tribunal Federal fará cessar a degradação social, de parte considerável da população brasileira, que não tem acesso aos direitos essenciais da democracia e nesta medida, o Brasil deixará de ser o país da América Latina que ainda aceita que a prática dos atos inumanos durante a ditadura militar possa ser beneficiada por anistia política. Estamos certos que o Supremo Tribunal Federal dará a interpretação que fortalecerá a democracia no Brasil, pois Verdade e Justiça são imperativos éticos com os quais o Brasil tem compromissos, na ordem interna, regional e internacional. Os Ministros do STF têm a nobre missão de fortalecer a democracia e dar aos familiares, vítimas e ao povo brasileiro a resposta necessária para a construção da paz. Não à anistia para os torturadores, sequestradores e assassinos dos opositores à ditadura militar.

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Comitê Contra a Anistia aos Torturadores

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Entidades lançam campanha contra anistia a torturadores

Nos próximos meses, o Supremo Tribunal Federal (STF) irá julgar um processo decisivo para o futuro democrático do Brasil. Trata-se da ADPF (Argüição de Descumprimento de Preceito Fundamental) nº 153, proposta em outubro de 2008 pelo Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil, que reivindica que o Supremo interprete que a Lei de Anistia não se aplica aos crimes comuns praticados pelos agentes da ditadura civil militar (1964-1985). O processo aguarda o parecer do Procurador Geral da República, e, em seguida, o ministro relator, Eros Grau, poderá colocar em pauta de julgamento.

Com o objetivo de impedir que os agentes da repressão sejam anistiados, um grupo de defensores de direitos humanos e entidades da sociedade civil criou o “Comitê contra a Anistia aos Torturadores”.

Tortura, assassinato e desaparecimento forçado são crimes de lesa-humanidade, portanto não podem ser objeto de anistia ou auto-anistia. Estudos  indicam que a impunidade dos crimes de ontem favorece a continuidade da violência atual dos agentes do Estado, que continuam praticando tortura e execuções extrajudiciais contra a população pobre.

A primeira iniciativa do comitê é o lançamento de um manifesto on-line, que já conta com o apoio de intelectuais, artistas, juristas, parlamentares e defensores de direitos humanos. Entres os que subscrevem a petição estão Antonio Candido, Chico Buarque, José Celso Martinez  Correa, Aloysio Nunes Ferreira, Frei Betto, Marilena Chauí, João Pedro Stedile e Sérgio Mamberti.

PARA ASSINAR O MANIFESTO CLIQUE AQUI

Mais informações: Tatiana (11) 8327-5319

Fracasso em Copenhague seria melhor, diz cientista da Nasa / usa

Usina na Alemanha espalha fumaça pelo ar. Países ricos se recusam a controlar a poluição.

Na opinião de Hansen, o combate à mudança climática não deixa margem para o tipo de concessão que costuma dominar a política mundial

O mundo estará melhor se a reunião climática da ONU neste mês em Copenhague fracassar, afirmou um cientista da Nasa que ajudou a fazer os alertas sobre os perigos do aquecimento global.

Em entrevista ao jornal britânico Guardian, James Hansen afirmou que qualquer acordo resultante do evento será tão falho que, para as futuras gerações, seria melhor que as discussões fossem retomadas do zero.

“Seria melhor não acontecer, se as pessoas aceitarem esse como o melhor caminho, porque é um caminho desastroso”, disse Hansen, diretor do Instituto Goddard de Estudos Espaciais, da Nasa, em Nova York.

“Toda a abordagem está tão fundamentalmente errada que é melhor reavaliar a situação. Se for uma coisa como (o atual Protocolo de) Kyoto, aí serão gastos anos tentando determinar exatamente o que significa.”

Na quarta-feira, um documento assinado por China, Brasil, Índia e África do Sul rejeitou as principais metas propostas pela Dinamarca, como a redução pela metade das emissões globais de gases do efeito estufa até 2050, em comparação aos níveis de 1990.

Os países em desenvolvimento querem mais empenho dos países ricos na redução das suas emissões antes que haja metas globais, pois temem que isso transfira para si o ônus da ação, travando seu crescimento econômico.

Hansen se opõe fortemente aos esquemas de créditos de carbono, em que autorizações para poluir são compradas e vendidas. A União Europeia e outros governos consideram esse sistema como a melhor forma de reduzir emissões e “limpar” a matriz energética do mundo.

O cientista também é contra o plano do governo norte-americano para um sistema de limites e créditos para as emissões nos EUA. Ele prefere um imposto sobre o uso da energia.

Na opinião de Hansen, o combate à mudança climática não deixa margem para o tipo de concessão que costuma dominar a política mundial.

“Isso é análogo à questão da escravidão enfrentada por Abraham Lincoln ou a questão do nazismo enfrentada por Winston Churchill”, afirmou. “Nesse tipo de questão, não se pode fazer concessões. Não se pode dizer ‘Vamos reduzir a escravidão, vamos encontrar um acordo e reduzi-la em 50 ou 40 por cento’. Não temos um líder que seja capaz de captar isso e dizer o que é realmente necessário.”

REUTERS.

STILUS segrega deficiente, competente, na PARAÍBA !

Amiga(o)s,

A denúncia abaixo tem um significado especial para mim. A mãe de Mariana, Joana Belarmino, minha amiga desde 1984, é cega desde o nascimento. No entanto, é cantora, escritora, com várias obras publicadas, jornalista, doutora em Comunicação Social, professora do curso de Comunicação Social da Universidade Federal da Paraíba. Tem milhões de razões, portanto, para se indignar.

Um abraço

Alberto Moby

 

 

“Somos os pais de Mariana de Sousa Siqueira Santos e vimos denunciar fatos que afrontam direitos de cidadania, de igualdade e dignidade humana ocorridos com nossa filha. Mariana tem 23 anos e no mês de julho do próximo ano concluirá seu curso de Design de Interiores, no Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia – IFPB, campus de João Pessoa.

Como a maioria dos estudantes do ensino superior do país, Mariana tem o seu currículo cadastrado para estágio no  Centro de Integração Empresa-Escola – CIEE.
Na semana passada recebeu a notícia de que o seu perfil havia sido selecionado para uma vaga de estágio na empresa Stilus, em João Pessoa, localizada no Bairro dos Estados.

No próximo dia 25, às oito da manhã, os candidatos com perfil aprovado farão uma prova de seleção para a vaga de estágio. Entretanto, Mariana não estará entre eles. E por que Mariana não poderá fazer a prova? Recebemos um telefonema do CIEE informando que a empresa argumenta que “não há no momento, oportunidade para pessoas como Mariana, que tem uma deficiência auditiva”. Ainda que ela use prótese e – apesar da perda auditiva – seja oralizada, se comunicando plenamente.

Estudante aplicada, Mariana maneja com destreza, softwares como AutoCAD, Cinema D4 e realiza com perícia, tarefas de renderização, projeto e decoração de ambientes. Na empresa Stilus, no entanto, sequer vai ser lhe dada oportunidade para participar de uma seleção de estágio. Mariana tem uma trajetória de vida bem sucedida. Venceu inúmeras barreiras e destaca-se na sua formação. É uma pessoa consciente, cumpridora dos seus deveres de estudante, de filha, de cidadã.

No entanto, tem  enfrentado dificuldades múltiplas numa sociedade onde nem sempre pessoas como ela estão incluídas e reconhecidas. Mariana sabe que na sua vida, os desafios estão sempre a exigir coragem, disciplina e uma luta permanente na defesa dos seus direitos. Nós, os seus pais, somos os seus aliados incondicionais. Neste momento só temos a nossa voz de indignação, de protesto, de repúdio à prática excludente e mesquinha desse tipo de empresa. Queremos que essa nossa voz se espalhe. Que seja ouvida por vocês que são pais, filhos, amigos… queremos que nossa voz seja ouvida pelas pessoas com deficiência ou não, pelas autoridades jurídicas deste país, desta nossa cidade.

 

Além da denúncia pública, estaremos buscando  providências legais junto ao Ministério Público para que outros jovens, em condição semelhante, não venham a passar por tamanho constrangimento, impunemente.

 

Lau Siqueira e Joana Belarmino