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EXTERMINADOR DO FUTURO NÃO É MAIS PURA FICÇÃO

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Skynet: Google e agência de vigilância dos EUA, NSA, adquirem um supercomputador quântico – 512 qubits – para estudar a criação de máquinas com Inteligência Artifical destinadas a espionar e controlar. Será esse o futuro da humanidade?
 
Quinta-feira, 20 de Junho de 2013 – por Mike Adams (Natural News).

A maioria das pessoas não sabe sobre a existência de computadores quânticos nem têm idéia de como eles funcionam. Essas supermáquinas não funcionam com transístores e portas lógicas como a CPU do seu PC, mas atuam por sistemas intrincados de altíssima engenharia, resolvendo problemas computacionais de alta complexidade em poucos minutos. Tecnologia extra-terrena? O que sabe é que eles nem sequer funcionam de uma forma que parece racional para um engenheiro de computação típico. Quase que magicamente, os computadores quânticos, através de expressões logarítmicas, resolvem cálculos e problemas de contorno astronômico em poucos minutos. Os mesmos que levariam centenas de milhares de anos para ser resolvidos por computadores normais hoje disponíveis. Isto porque literalmente operam simultaneamente em várias dimensões.  Mas para que o governo estadunidense, a Google e a NSA precisariam de um monstro desses?  Primeiramente  para espionar. Eles são excelentes decifradores de códigos criptografados. Não haverá mais segredo algum para o governo. Todos os arquivos pessoais e comunicações serão devassáveis. E eles já provaram esse ânimo de quebra de privacidade, conforme recentemente denunciou Edward Snowden, de uma empresa colaboradora da CIA.  O construtor dessa máquina é Eric Ladizinsky, co-fundador e cientista-chefe de uma empresa chamada D-Wave . Ladizinsky é ex-funcionário da Northrop Grumman Space Technology (fabricante de armas de alta tecnologia) e liderou um projeto de investigação sobre computação quântica na DARPA, a mesma empresa que trabalha em projetos robóticos de assalto, patrulhamento e guerra, em substituição a soldados humanos.  Veja emhttp://www.naturalnews.com/040859_Skynet_quantum_computing_D-Wave_Systems.html#ixzz2WmugdKxt

Wikileaks: organização financiada pelos EUA treina oposicionistas pelo mundo

DOCUMENTOS SECRETOS
18/06/2012 – 10h00 | Natalia Viana/Agência Pública* | São Paulo

Wikileaks: organização financiada pelos EUA treina oposicionistas pelo mundo

Análise da Canvas sobre a Venezuela, onde a oposição começou a ser treinada em 2005: “Há uma forte tendência presidencialista. Como podemos mudar isso?”

No canto superior do documento, um punho cerrado estampa a marca da organização. No corpo do texto se lê: “Há uma tendência presidencialista forte na Venezuela. Como podemos mudar isso? Como podemos trabalhar isso?”. Mais abaixo, o leitor encontra as seguintes frases: “Economia: o petróleo é da Venezuela, não do governo. É o seu dinheiro, é o seu direito… A mensagem precisa ser adaptada para os jovens, não só para estudantes universitários… E as mães, o que querem? Controle da lei, a polícia agindo sob autoridades locais. Nós iremos prover os recursos necessários para isso”.

Agência Efe

Análise da Canvas sobre a Venezuela: “Há uma forte tendência presidencialista na Venezuela. Como podemos mudar isso?”

O texto citado não está em espanhol nem foi escrito por algum membro da oposição venezuelana. O material, em inglês, foi produzido por um grupo de jovens baseados na Sérvia. O documento “Análise da situação na Venezuela, Janeiro de 2010”, feito pela organização Canvas, cuja sede fica em Belgrado, está entre os documentos da empresa de inteligência Stratfor vazados pelo Wikileaks.

O último vazamento do Wikileaks – ao qual a Pública teve acesso – mostra que o fundador desta organização se correspondia sempre com os analistas da Stratfor, empresa que mistura jornalismo, análise política e métodos de espionagem para vender “análise de inteligência” a clientes que incluem corporações como a Lockheed Martin, Raytheon, Coca-Cola e Dow Chemical – para quem monitorava as atividades de ambientalistas que se opunham a elas – além da Marinha americana.

O Canvas (sigla em inglês para “centro para conflito e estratégias não-violentas”) foi fundado por dois líderes estudantis da Sérvia, que participaram da queda de Slobodan Milosevic em 2000. Durante dois anos, os estudantes organizaram protestos. Depois, juntaram o cabedal de conhecimento em manuais e começaram a dar aulas a grupos oposicionistas de diversos países sobre como se organizar para derrotar o governo. Foi assim que chegaram à Venezuela, onde começaram a treinar líderes da oposição em 2005. Em seu programa de TV, o presidente Hugo Chávez acusou o grupo de golpista e de estar a serviço dos Estados Unidos. “É o chamado golpe suave”, disse.

Os novos documentos analisados pela Pública mostram que se Chávez não estava totalmente certo – mas também não estava totalmente errado.

O começo, na Sérvia

“Foram dez anos de organização estudantil durante os anos 90”, diz Ivan Marovic, um dos estudantes que participaram dos protestos contra Milosevic. “No final, o apoio do exterior finalmente veio. Seria bobo eu negar isso. Eles tiveram um papel importante na etapa final. Sim, os EUA deram dinheiro, mas todo mundo deu dinheiro: alemães, franceses, espanhóis, italianos. Todos estavam colaborando porque ninguém mais apoiava o Milosevic”, disse ele em entrevista à Pública.

“Dependendo do país, eles doavam de um determinado jeito. Os norte-americanos têm um ‘braço’ formado por ONGs muito ativo no apoio a certos grupos. Ooutros países, como a Espanha, não têm e nos apoiavam através do Ministério do Exterior”.  Entre as ONGs citadas por Marovic estão o NED (National Endowment for Democracy), uma organização financiada pelo Congresso norte-americano, a Freedom  House e o International Republican Institute, ligado ao partido republicano – ambos contam polpudos financiamentos da USAID, a agência de desenvolvimento que capitaneou movimentos golpistas na América Latina nos anos 60, inclusive no Brasil.

Natalia Viana/Agência Pública

Marovij: “É impossível  exportar uma revolução. O mais importante para uma mudança bem-sucedida é ter a maioria do povo ao seu lado”

Todas essas ONGs são velhas conhecidas dos governos latinoamericanos, incluindo os mais recentes. Foi o IRI, por exemplo, que ministrou “cursos de treinamento político” para 600 líderes da oposição haitiana na República Dominicana em 2002 e 2003. O golpe contra Jean-Baptiste Aristide, presidente democraticamente eleito, aconteceu em 2004. Investigado pelo Congresso, o IRI foi acusado de estar por trás de duas organizações que conspiraram para derrubar Aristide.

Na Venezuela, o NED enviou US$ 877 mil para grupos de oposição nos meses anteriores ao golpe de Estado fracassado em 2002, segundo revelou o The New York Times. Na Bolívia, de acordo com documentos do governo norte-americano obtidos pelo jornalista Jeremy Bigwood, parceiro da Pública, a USAID manteve um “Escritório para Iniciativas de Transição”, que investiu US$ 97 milhões em projetos de “descentralização” e “autonomias regionais” desde 2002, fortalecendo os governos estaduais que se opõem a Evo Morales.

Procurado pela Pública, o líder do Canvas, Srdja Popovic, disse que a organização não recebe fundos governamentais de nenhum país e que seu maior financiador é o empresário sérvio Slobodan Djinovic, que também foi líder estudantil. Porém, um PowerPoint de apresentação da organização, vazado pelo Wikileaks, aponta como parceiros do Canvas o IRI e a Freedom House, que recebem vultosas quantias da USAID.

Para o pesquisador Mark Weisbrot, do instituto Center for Economic and Policy Research, de Washington, organizações como a IRI e Freedom House não estão promovendo a democracia. “Na maior parte do tempo, estão promovendo exatamente o oposto. Geralmente promovem as políticas norte-americanas em outros países, e isto significa oposição a governos de esquerda, por exemplo, ou a governos dos quais os EUA não gostam”.

Fase dois: da Bolívia ao Egito

Vista através do mesmo PowerPoint de apresentação, a atuação do Canvas impressiona. Entre 2002 e 2009, realizou 106 workshops, alcançando 1800 participantes de 59 países. Nem todos são desafetos dos EUA – o Canvas treinou ativistas por exemplo na Espanha, no Marrocos e no Azerbaijão – mas a lista inclui outros: Cuba, Venezuela, Bolívia, Zimbábue, Bielorrússia, Coreia do Norte, Siria e Irã.

Segundo o próprio Canvas, sua atuação foi importante em todas as chamadas “revoluções coloridas” que se espalharam por ex-países da União Soviética nos anos 2000. O documento aponta como “casos bem sucedidos” a transferência de conhecimento para o movimento Kmara em 2003 na Geórgia, grupo que lançou a Revolução das Rosas e derrubou o presidente; uma ajudinha para a Revolução Laranja, em 2004, na Ucrânia; treinamento de grupos que fizeram a Revolução dos Cedros em 2005, no Líbano; diversos projetos com ONGs no Zimbabue e a coalizão de oposição a Robert Mugabe; treinamento de ativistas do Vietnã, Tibete e Burma, além de projetos na Síria e no Iraque com “grupos pró-democracia”. E, na Bolívia, “preparação das eleições de 2009 com grupos de Santa Cruz” – conhecidos como o mais ferrenho grupo de adversários de Evo Morales.

Até 2009, o principal manual do grupo, “Luta não violenta – 50 pontos cruciais” já havia sido traduzido para 5 línguas, incluindo o árabe e o farsi. Um das ações do Canvas que ganhou maior visibilidade foi o treinamento de uma liderança do movimento 6 de Abril, considerado o embrião da primavera egípcia. O movimento começou a ser organizado pelo Facebook para protestar em solidariedade a trabalhadores têxteis da cidade de Mahalla al Kubra, no Delta do Nilo. Foi a primeira vez que a rede social foi usada para este fim no Egito. Em meados de 2009, Mohammed Adel, um dos líderes do 6 de Abril viajou até Belgrado para ser treinado por Popovic.

Nos emails aos analistas da Stratfor, Popovic se gaba de manter relações com os líderes daquele movimento, em especial com Mohammed Adel – que se tornou uma das principais fontes de informação a respeito do levante no Egito em 2011. Na comunicação interna da Stratfor, ele é mencionado sob o codinome RS501.

 

 

 

“Acabamos de falar com alguns dos nossos amigos no Egito e descobrimos algumas coisas”, informa ele no dia 27 de janeiro de 2011. “Amanhã a Irmadade Muçulmana irá levar sua força às ruas, então pode ser ainda mais dramático… Nós obtivemos informações melhores sobre estes grupos e como eles têm se organizado nos últimos dias, mas ainda estamos tentando mapeá-los”.

Documentos da Stratfor

Os documentos vazados pelo Wikileaks mostram que o Canvas age de maneira menos independente do que deseja aparentar. Em pelo menos duas ocasiões, Srdja Popovic contou por email ter participado de reuniões no National Securiy Council, o conselho de segurança do governo norte-americano.

A primeira reunião mencionada aconteceu no dia 18 de dezembro de 2009 e o tema em pauta era Russia e a Geórgia. Na época, integrava o NSC o “grande amigo” de Popovic – nas suas próprias palavras – o conselheiro sênior de Obama para a Rússia, Michael McFaul, que hoje é embaixador americano naquele país.

No mesmo encontro, segundo Popovic relatou mais tarde, tratou-se do financiamento de oposicionistas no Irã através de grupos pró-democracia, tema de especial interesse para ele. “A política para o Irã é feita no NSC por Dennis Ross. Há uma função crescent sobre o Irã no Departamento de Estado sob o Secretário Assistente John Limbert. As verbas para programas pró-democracia no Irã aumentaram de US$ 1,5 milhão em 2004 para US$ 60 milhões em 2008 (…) Depois de 12 de junho de 2009, o NSC decidiu neutralizar os efeitos dos programas existentes, que começaram com Bush. Aparentemente a lógica era que os EUA não queriam ser vistos tentando interferir na política interna do Irã. Os EUA não querem dar ao regime iraniano uma desculpa para rejeitar as negociações sobre o programa nuclear”, reclama o sérvio, para quem o governo Obama estaria agindo como “um elefante numa loja de louça” com a nova política. “Como resultado, o Iran Human Rights Documentation Center, Freedom House, IFES e IRI tiveram seus pedidos de recursos rejeitados”, descreve em um email no início de janeiro de 2010.

A outra reunião de Popovic no NSC teria ocorrido às 17 horas do dia 27 de julho de 2011, conforme Popovic relatou à analista Reva Bhalla. “Esses caras são impressionantes”, comentou, em um email entusiasmado, o analista da Stratfor para o leste europeu, Marko Papic. “Eles abrem uma lojinha em um país e tentam derrubar o governo. Quando bem usados são uma arma mais poderosa que um batalhão de combate da força aérea”.

Marko explica aos seus colegas da Stratfor que o Canvas – nas suas palavras, um grupo tipo “exporte-uma-revolução” –  “ainda depende do financiamento dos EUA e basicamente roda o mundo tentando derrubar ditadores e governos autocráticos (aqueles de quem os EUA não gostam)”. O primeiro contato com o líder do grupo, que se tornaria sua fonte contumaz, se deu em 2007. “Desde então eles têm passado inteligência sobre a Venezuela, a Georgia, a Sérvia, etc”.

Em todos os emails, Popovic demonstra grande interesse em trocar informações com a Strtafor, a quem chama de “CIA de Austin”. Para isso, vale-se dos seus contatos entre ativistas em diferentes países. Além de manter relação com uma empresa do mesmo filão idológico, se estabelece uma proveitosa troca de informações. Por exemplo, em maio de 2008 Marko diz a ele que soube que a inteligência chinesa estaria considerando atacar a organização pelo seu trabalho com ativistas tibetanos. “Isso já era esperado”, responde Srdja. Em 23 de maio de 2011, ele pede informações sobre a autonomia regional dos curdos no Iraque.

Venezuela

Um dos temas mais frequentes na conversa com analistas da Stratfor é a Venezuela; Srdja ajuda os analistas a entenderem o que a oposição está pensando. Toda a comunicação, escreve Marko Papic, é feita por um email seguro e criptografado. Além disso, em 2010, o líder do Canvas foi até a sede da Stratfor em Austin para dar um briefing sobre a situação venezuelana.

“Este ano vamos definitivamente aumentar nossas atividades na Venezuela”, explica o sérvio no email de apresentação da sua “Análise da situação na Venezuela”, em 12 de janeiro de 2010. Para as eleições legislativas de setembro daquele ano, relata que “estamos em contato próximo com ativistas e pessoas que estão tentando ajudá-los”, pedindo que o analista não espalhe ou publique esta informação. O documento, enviado por email, seria a “fundação da nossa análise do que planejamos fazer na Venezuela”. No dia seguinte, ele reitera em outro email: “Para explicar o plano de ação que enviamos, é um guia de como fazer uma revolução, obviamente”.

O documento, ao qual a Pública teve acesso, foi escrito no início de 2010 pelo “departamento analítico” da organização e relata, além dos pilares de suporte de Chávez, listando as principais instituições e organizações que servem de respaldo ao governo (entre elas, os militares, polícia, judiciário, setores nacionalizados da economia, professores e o conselho eleitoral), os principais líderes com potencial para formarem uma coalizão eficiente e seus “aliados potenciais” (entre eles, estudantes, a imprensa independente e internacional, sindicatos, a federação venezuelana de professores, o Rotary Club e a igreja católica).

A indicação do Canvas parece, no final, bem acertada. Entre os principais líderes da oposição que teriam capacidade de unificá-la estão Henrique Capriles Radonski, governador do Estado Miranda e candidato de oposição nas eleições presidenciais de outubro pela coalizão MUD (Mesa de Unidade Democrática), além do prefeito do Distrito Metropolitano de Caracas, Antonio Ledezma, e do ex-prefeito do município de Chacao, Leopoldo Lopez Mendoza. Dois líderes estudantis, Alexandra Belandria, do grupo Cambio, e Yon Goicochea, do Movimiento Estudiantil Venezolano, também são listados.

O objetivo da estratégia, relata o documento, é “fornecer a base para um planejamento mais detalhado potencialmente realizado por atores interessados e pelo Canvas”. Esse plano “mais detalhado” seria desenvolvido posteriormente com “partes interessadas”.

Em outro email Popovic explica:“Quando alguém pede a nossa ajuda, como é o caso da Venezuela, nós normalmente perguntamos ‘como você faria?’ (…) Neste caso nós temos três campanhas: unificação da oposição, campanha para a eleição de setembro (…). Em circunstâncias NORMAIS, os ativistas vêm até nós e trabalham exatamente neste tipo de formato em um workshop. Nós apenas os guiamos, e por isso o plano acaba sendo tão eficiente, pois são os ativistas que os criam, é totalmente deles, ou seja, é autêntico. Nós apenas fornecemos as ferramentas”.

Natalia Viana/Agência Pública

Popovic: “A cultura de segurança na Venezuela não existe. Eles são retardados e falam mais que a própria bunda”

Mas, com a Venezuela, a coisa foi diferente, explica Popovic: “No caso da Venezuela, por causa do completo desastre que o lugar está, por causa da suspeita entre grupos de oposição e da desorganização, nós tivemos que fazer esta análise inicial. Se eles irão realizar os próximos passos depende deles, ou seja, se eles vão entender que por causa da falta de UNIDADE eles podem perder a corrida eleitoral antes mesmo que ela comece”.

Aqueles que receberam a análise (como o pessoal da Strartfor, por exemplo) aprenderam que segunda a lógica do Canvas os principais temas a serem explorados em uma campanha de oposição na Venezuela são:

– Crime e falta de segurança: “A situação deteriorou tremendamente e dramaticamente desde 2006. Motivo para mudança”

– Educação: “O governo está tomando conta do sistema educacional: os professores precisam ser atiçados. Eles vão ter que perder seus empregos ou se submeter! Eles precisam ser encorajados e haverá um risco. Nós temos que convencê-los de que os temos como alta esfera da sociedade; eles detêm uma responsabilidade que valorizamos muito. Os professores vão motivar os estudantes. Quem irá influenciá-los? Como nós vamos tocá-los?”

– Jovens: “A mensagem precisa ser dirigida para os jovens em geral, não só para os estudantes universitários”.

-Economia: “O petróleo é da Venezuela, não do governo, é o seu dinheiro, é o seu direito!  Programas de bem-estar social”.

– Mulheres: “O que as mães querem? Controle da lei, a polícia agindo sob as autoridades locais. Nós iremos prover os recursos necessários para isso. Nós não queremos mais brutamontes”.

– Transporte: “Trabalhadores precisam conseguir chegar aos seus empregos. É o seu dinheiro.  Nós precisamos exigir que o governo preste contas, e da maneira que está não conseguimos fazer isso”.

– Governo: “Redistribuição da riqueza, todos devem ter uma oportunidade”.

– “Há uma forte tendência presidencialista na Venezuela. Como podemos mudar isso? Como podemos trabalhar com isso?”

No final do email, Popovic termina com uma crítica grosseira aos venezuelanos que procura articular: “Aliás, a cultura de segurança na Venezuela não existe. Eles são retardados e falam mais que a própria bunda. É uma piada completa”.

Procurado pela Pública, o líder do Canvas negou que a organização elabore análises e planos de ação revolucionária sob encomenda. E foi bem menos entusiasta com relação ao seu “guia” elaborado para a Venezuela.

“Nós ensinamos as pessoas a analisarem e entenderem conflitos não-violentos – e durante o processo de aprendizagem pedimos a estudantes e participantes que utilizem as ferramentas que apresentam no curso. E nós também aprendemos com eles! Depois usamos o trabalho que eles realizaram e combinamos com informações públicas para criar estudos de caso”, afirmou. “E isso é transformado em análises mais longas por dois estagiários. Usamos estas análises nas nossas pesquisas e compartilhamos com estudantes, ativistas, pesquisadores, professores, organizações e jornalistas com os quais cooperamos – que estão interessados em entender o fenômeno do poder popular”.

Questionado, Popovic também respondeu às criticas feitas por Hugo Chávez no seu programa de TV: “É uma fórmula bem conhecida… Por décadas os regimes autoritários de todo o mundo fazem acusações do tipo ‘revoluções exportadas’ como sendo a principal causa dos levantes em seus países. O movimento pró-democracia na Sérvia foi, claro, acusado de ser uma ‘ferramenta dos EUA’ pela TV estatal e por Milosevic, antes dos estudantes derrubarem o seu regime. Isso também aconteceu no Zimbábue, Bielorrúsia, Irã…”

O ex-colega de movimento estudantil, Ivan Marovic – que ainda hoje dá palestras sobre como aconteceu a revolta contra Milosevic – concorda com ele: “É impossível  exportar uma revolução. Eu sempre digo em minhas palestras que a coisa mais importante para uma mudança social bem-sucedida é ter a maioria da população ao seu lado. Se o presidente tem a maioria da população ao lado dele, nada vai acontecer”.

Marovic avalia, no entanto, que houve uma mudança de percepção do “braço de ONGs” dos governos ocidentais, em especial dos EUA, depois do que aconteceu na Sérvia em 2000 e as “revoluções coloridas” que se seguiram no leste europeu. “Um mês depois de derrubarmos o Milosevic, o NYT publicou um artigo dizendo que quem realmente derrubou o Milosevic foi a assistência financeira norte-americana. Eles estão aumentando o seu papel. E agora acreditam que a grana dos EUA pode derrubar um governo. Eles tentaram a mesma coisa na Bielorrúsia, deram um monte de dinheiro para ONGs, e não funcionou”.

O pesquisador Mark Weisbrot concorda, em termos. É claro que nenhum grupo estrangeiro, ainda mais um grupo pequeno, pode causar uma revolução em um país”. Para ele, não é o dinheiro do governo norte-americano – seja através de ONGs pagas pelo National Security Council, pela USAID ou pelo Departamento de Estado – que faz a diferença. “A elite venezuelana, por exemplo, não precisa deste dinheiro. O que estes grupos financiados pelos EUA, antigamente e hoje, agregam são duas coisas: uma é habilidade e o conhecimento necessário em subverter regimes. E a segunda coisa é que esse apoio tem um papel unificador. A oposição pode estar dividida e eles ajudam a oposição a se unificar”.

Para Weisbrot, muitas vezes o patrocínio norte-americano tem uma “influência perniciosa” em movimentos legítimos. “Sempre há grupos lutando pela democracia nestes países, com uma variedade de demandas, como reforma agrária, proteções sociais, empregos… E o que acontece é que eles capitaneiam todo o movimento com muito dinheiro, inspirado pelas políticas que interessam aos EUA. Muitas vezes, os grupos democráticos que recebem o dinheiro acabam caindo em descrédito”.

*Originalmente publicado no site da Agência Pública

Documentário ‘Carne, osso’ relata o assustador trabalho nos frigoríficos

FILME PRODUZIDO PELA ONG REPÓRTER BRASIL PODE SER VISTO NO FESTIVAL É TUDO VERDADE, ABERTO EM SÃO PAULO E NO RIO DE JANEIRO

Documentário ‘Carne, osso’ relata o assustador trabalho nos frigoríficos

Linha de produção exige movimentos repetitivos que tem consequências drásticas para os trabalhadores (Foto: Divulgação)

São Paulo – Seis segundos para desossar uma peça de frango. Mais de três mil peças por hora em cada esteira. 18 movimentos a cada 15 segundos. Uma carga de trabalho três vezes superior à recomendada como limite. Três vezes mais chances de desenvolver transtornos mentais. O documentário Carne, osso revela que a cadeia produtiva da carne no Brasil é repleta de desrespeitos à legislação trabalhista e um cotidiano de sofrimento, depressão e riscos.

As primeiras imagens da produção da ONG Repórter Brasilsugerem que trabalhar em um frigorífico não é “apenas” chato e massante. A trilha sonora escolhida para demonstrá-lo, por sinal, cumpre perfeitamente o papel ao usar sons repetitivos em uma longa sequência.

Os primeiros depoimentos colhidos, por outro lado, mostram que ficar em uma esteira cortando pedaços de frango, boi ou porco é muito mais arriscado do que imagina quem recebe um bife no prato em um grande centro urbano. Jovens trabalhadores de baixa escolaridade das regiões Sul e Centro-Oeste do Brasil ficam expostos a condições de trabalho que são, no mínimo, assustadoras. Cortes profundos provocados pela lâmina afiada não são incomuns.

“Bota a faca no meio dos dedos dela para trabalhar”, disse um gerente de uma indústria do setor aos colegas de Valdirene, a uma funcionária de uma empresa de Forquilinha (SC), a 210 quilômetros da capital, já não conseguia mexer a mão. Ela relata que foram onze anos até chegar a esse ponto. Como não poderia correr o risco de perder o emprego, Valdirene aguentava a dor e precisava da ajuda diária do marido para esticar os dedos. Músculos e tendões atrofiaram-se pelos esforços repetitivos do trabalho de cortar frangos durante dez, doze, ou até catorze horas diárias.

Hoje sem o movimento das mãos, com menos de 40 anos de idade, ela se arrepende de ter “dado o sangue pela empresa” e lamenta ter se oposto à ação de um sindicato local que pedia melhores condições de trabalho. A vida profissional no setor é curta, revela o documentário. No geral, menos de dez anos de movimentos repetitivos diários são suficientes para acabar com a possibilidade de seguir atuando – nesta ou em qualquer área.

Carne, osso soa como um Tempos modernos da realidade dos frigoríficos que chega com boas credenciais ao festival de documentários É Tudo Verdade deste ano, aberto em São Paulo e no Rio de Janeiro. O filme de Charles Chaplin, de 1936, lançava mão de ironia e sarcasmo para denunciar as más condições do trabalho fabril no início do século XX. O documentário de Caio Cavechini e Carlos Juliano Barros é farto em tristes histórias sobre as condições do trabalho fabril no século XXI.

Assista a trechos do filme Carne, osso

Os funcionários do setor conhecem o médico local pelo nome de “Doutor Diclofenaco”, uma referência ao remédio receitado invariavelmente a quem se queixa de dor. “Precisava dormir com a mão amarrada na cama de tanta dor que sentia”, relata uma outra ex-trabalhadora do setor, igualmente impossibilitada de trabalhar.

O retrato apresentado no longa-metragem é de empresas que parecem não se importar com o cenário. Donas de uma fatia superior a US$ 10 bilhões na balança de exportações brasileira, são indicadas por diversos entrevistados como as grandes responsáveis pela maior parte das ações trabalhistas nas varas das regiões em que atuam – são 750 mil trabalhadores em toda a cadeia produtiva.

Um analista do mundo trabalhista lembra que a contribuição que, por mais impostos que paguem, essas corporações ficam devendo ao Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Boa parte dos trabalhadores ingressa, cedo ou tarde, na lista de brasileiros obrigados a se afastar do trabalho, temporária ou permanentemente, dependentes da assistência previdenciária. “Qual o verdadeiro déficit da Previdência?”, indaga.

O documentário é rico em explicações sobre o porquê de um trabalho tão esgotante. “Quanto mais tu dava conta, mais queriam”, pontua uma ex-funcionária sobre as metas impostas pelos empregadores. “Tomar show” é o jargão do meio que explica que um trabalhador não deu conta dessa meta. Quando isso ocorre, ele recebe uma cota extra de atividades e muitas vezes vara a madrugada na esteira de corte.

Ir ao banheiro tampouco é uma tarefa simples: é necessário pedir autorização do encarregado de controlar a produção e, segundo os relatos, urinar mais de duas vezes ao dia resulta em uma séria advertência. Por tudo isso,Carne, osso não é fácil de digerir, mas se faz fundamental.

‘Documenta de Kassel’ tem quatro brasileiras; veja lista de artistas – por fabio cypriano / são apulo.sp

Vazou nesta quinta-feira (17) a lista de artistas mais esperada do ano: os 154 nomes selecionados para a 13ª Documenta de Kassel, programada para ser aberta no próximo dia 9 de junho.

A lista foi publicada no jornal alemão “Süddeutsche Zeitung”, quando a previsão era que a curadora da mostra, Carolyn Christov-Bakargiev, anunciasse os nomes selecionados apenas no dia 6.

Quatro artistas brasileiras foram escolhidas pela curadora: além de Anna Maria Maiolinno e Renata Lucas, nomes que a Folha já havia antecipado, as novidades são a paulista radicada em Berlim Maria Thereza Alves e a surrealista Maria Martins (1894-1973).

A presença de brasileira é representativa do restante da lista, com número significativo do que já foi chamado um dia de “sexo frágil”.

Alves participou, há dois anos, da 29ª Bienal de São Paulo com uma obra sobre a cultura do povo indígena Krenak, tema recorrente em suas obras. São muitos, aliás, os artistas da Documenta vistos na mais recente Bienal de São Paulo, entre eles o cineasta tailandês Apichatpong, o belga radicado no México Francis Alys, a dupla cubano norte-americana Jeniffer Allora & Guillermo Calzadilla, o norte-americano Jimmie Durhan, a espanhola Dora Garcia, o mexicano Mario Garcia Torres, e o albanês Anri Sala.

Com o longo título “The dance was very frenetic, lively, rattling, clanging, rolling, contorted and lasted for a long time” (em tradução livre a dança era muito frenética, viva, de chocalhar, tinir, rolar, contorcer e durou muito tempo), a exposição em Kassel irá apresentar ainda outros artistas com caráter histórico, caso da brasileira Maria Martins e dos também surrealistas Salvador Dali (1904-1989) e Man Ray (1890-1976).

Como o título já indica, alguns nomes da dança e da performance também foram elencados, como o coreógrafo francês Jerome Bel e o anglo-germânico Tino Sehgal, que chama suas performances de “situações construídas”.

Poucos são os nomes que podem ser considerados estelares, com exceção do próprio Dali e Man Ray. Entre eles, encontram-se o sul-africano Willian Kentridge e a alemã Rosemarie Trockel.

Uma das curiosidades da lista é atribuída a um artista anônimo: objetos destruídos pela guerra no Líbano.

A Documenta é considerada a mostra mais importante de arte contemporânea, com periodicidade de cinco anos. Em três semanas, a concretização desses nomes em diversos espaços de Kassel continuará a dar o que falar.

Mastrangelo Reino – 18.mar/Folhapress
A artista plástica Anna Maria Maiolino em exposição em Barcelona

LISTA DOS ARTISTAS (POR SOBRENOME)

A
Bani Abidi
Etel Adnan
Korbinian Aigner
Barmak Akram
Khadim Ali
Jeniffer Allora & Guillermo Calzadilla
Kai Althoff
Maria Thereza Alves
Francis Alys
Kanwar Amar
Ida Applebroog
Julietta Aranda & Anton Vidokle
Doug Ashford
Tarek Atoui
Kader Attia

B
Princess Bactrian
Nanni Balestrini
Amy Balkin
Massimo Bartolini
Thomas Bayrle
Jerome Bel
Gordon Bennett
Rosella Biscotti
Alighiero Boetti
Anna Boghiguian
Carol Bove
Andrea Bruno
Andrea Büttner
Gerard Byrne

C
Emily Carr
Mariana Castillo Deball
Paul Chan
Critical Art Ensemble
Abraham Cruzvillegas
Istvan Csakany
Attila Csörgö

D
Salvador Dali
Tacita Dean
Mark Dion
Thea Djordjadze
Willie Doherty
Song Dong
Trisha Donnelly
Sam Durant
Jimmie Durham

F
Guillermo Faivovich & Nicolas Goldberg
Geoffrey Farmer
Omer Fast
Lara Favaretto
Ceal Floyer
Liyn Foulkes
Chiara Fumai

G
Ryan Gander
Dora Garcia
Mario Garcia Torres
Theaster Gates
Mariam Ghani
Symrin Gill
Julio Gonzales

H
Fiona Hall
Donna Haraway
Susan Hiller
Horst Hoheisel
Pierre Huyghe
Sanja Ivekovic

J
Emily Jacir
Toril Johannessen
Joan Jonas
Brian Jungen

K
Robin Kahn
Hassan Khan
William Kentridge
Erkki Kurenniemi

L
Adriana Lara
Dinh Quang Le
Yan Lei
Gabriel Lester
David Link
Maria Loboda
Mark Lombardi
Renata Lucas
Marcos Lutyens

M
Goshka Macuga
Anna Maria Maiolino
Nalini Malani
Man Ray
Maria Martins
Fabio Mauri
Julie Mehretu
John Menick
Gustav Metzger
Lee Miller
Amanullah Mojadidi
Kyungwon Moon & Joonho Jeon
Gareth Moore
Rabih Mroue
Christian Phillipp Müller
Zanele Muholi

N
Vann Nath

O
Shinro Ohtake
Roman Ondak
Otolith Group

P
Christodoulos Panayiotou
Giuseppe Penone
Claire Pentecost
Susan Philipsz
Sopheap Pich
Lea Porsager
Michael Portnoy
Margret Preston
Seth Price
Ana Prvacki

R
Walid Raad
Michael Rakowitz
Araya Rasdjarmrearnsook
Doreen Reid Nakamarra
Pedro Reyes
Gunnar Richter
Stuart Ringholt
Ruth Robbins & Dixie Evans
Paul Ryan
Hannah Ryggen

S
Natascha Sadr Haghighian
Anri Sala
Seed Constellation Project
Albert Serra Juanda
Wael Shawky
Charlotte Salomon
Ines Schaber
Tino Sehgal
Albert Serra Juanola
Tejal Shah
Nedko Solakov
Alexandra Sukhareva

T
Mika Taanila
Javier Tellez
Aase Texmon Rygh
Alexander Tarakhovsky
Warwick Thornton
Rosemarie Trockel

V
Rojas Adrian Villar
Jeronimo Voss

W
Tjapaltjarri Warlimpirringa
Jessica Warboys
Lori Waxman
Clemens Wedemeyer
Apichatpong Weerasethakul
Lawrence Weiner

Y
Haegue Yang

Z
Akram Zaatari
Anton Zeilinger
Konrad Zuse

Anônimo
Destroyed objects damaged during Lebanese

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FABIO CYPRIANO
CRÍTICO DA FOLHA

DITADURA: “GENERAIS DESCONTENTES NO CLUBE MILITAR” – paulo henrique amorim / são paulo

Tá parecendo o vôvo que briga com a enfermeira porque ela limpou a mdele.

POR QUE OS GENERAIS SEM DIVISAS SE MIJAM NOS PIJAMAS?

Quantas divisões têm os generais de pijama ?, perguntaria Stalin sobre oPapa.

Na Argentina – Oh !, que inveja ! -, não têm divisão nenhuma. E ainda estão na PRISÃO PERPÉTUA!!!

E, condenados e encarcerados, limitam-se a blasfemar contra os presidentes Kirchner.

Aqui, não.

O Forte Apache dos TORTURADORES é o Supremo Tribunal Federal.

Com a inesquecível relatoria de Eros Grau, o Supremo, por maioria, anistiou os TORTURADORES uma segunda vez.

Mas, a COMISSÃO de 1/2 VERDADE pode RECONTAR metade dessa história – e levar alguns deles, sobreviventes, ao CÁRCERE.

Se não antes, com o Tribunal que a DESTEMIDA LUIZA ERUNDINA montar na Câmara dos Deputados, para concluir, desde já, a metade que faltar na Comissão.

Os GENERAIS DE PIJAMA atacam o alvo errado.

Hoje, o problema deles é menos a Comissão do que Erundina.

Paulo Henrique Amorim


GENERAL VIDELA, ex-Ditador assassino argentino: “Nosso pior momento chegou com os Kirchner” – Nestor e Cristina, presidentes do povo argentino.

Em uma entrevista para a revista espanhola Cambio 16, o chefe da última ditadura argentina, Jorge Rafael Videla, reivindicou a chegada dos militares ao poder em 1976 como um “ato de salvação” de um país com “vazio de poder, paralisado institucionalmente e sob risco de anarquia”.

Ele enfatizou o apoio prestado pelos EMPRESÁRIOS E PELA IGREJA CATÓLICA para o GOLPE e criticou o que chamou de “revanchismo” do casal Kirchner que o colocou ATRÁS DAS GRADES PARA O RESTO DA VIDA!

LULA É LAUREADO COM O ‘FOUR FREEDOMS AWARD’

O ex-presidente brasileiro Luís Inácio Lula da Silva será laureado este ano com o ‘International Four Freedoms Award’. Lula receberá o prêmio por sua luta de anos contra as desigualdades sociais e econômicas no Brasil. A notícia foi divulgada nesta quarta-feira na Holanda pela Fundação Roosevelt.
A fundação afirma que a luta implacável de Lula contra a pobreza no Brasil continua a ser fonte de inspiração para povos e líderes mundiais.
Outros premiados pela Fundação Roosevelt em 2012 são o canal de televisão Al Jazeera, que receberá o Freedom of Speech and Expression Award por seu compromisso com a liberdade de imprensa; sua santidade Arcebispo Bratholomeu I, da Igreja Católica Ortodoxa Hispânica, laureado com o Freedom of Worship Award por sua dedicação à liberdade e conciliação religiosa; a indiana Ela Ramesh Bhatt, indicada para o Freedom of Want Award por seu trabalho contra a opressão das mulheres na Índia; e Hussain Al-Shahristani, ministro da energia do Iraque, que por seus esforços pela democracia em seu país receberá o Freedom from Fear Award.
A entrega do prêmio a Lula e aos outros homenageados acontecerá no dia 12 de maio na Nieuwe Kerk, na cidade de Middelburg, na Holanda.

LUIZ INÁCIO LULA DA SILVA
Lula’s rise from abject poverty to the Presidency of Brazil, and his determination to rid Brazil of the extreme poverty and social injustice that for too long has plagued the less fortunate of his countrymen, has been an inspiration to the world community.

Leia mais em: O Esquerdopata: Lula é laureado com o ‘Four Freedoms Award’
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IGOR BONATTO: Brasileiro de 20 anos filma curta já com convite para estreia em Cannes

29/01/2012 10h31 – Atualizado em 29/01/2012 17h14

Curitibano Igor Bonatto dirige o curta-metragem DES., sétimo da carreira.
Filme tem Bruno Gagliasso, Laura Neiva e Alexandre Herchcovitch.

Igor Bonatto (Foto: Divulgação)
Igor Bonatto entrou no curso de cinema da Vancouver Film School, no Canadá, aos 16 anos
(Foto: Divulgação)

Aos 20 anos, o cineasta curitibano Igor Bonatto dirige o sétimo curta-metragem da carreira. Audacioso e um tanto precoce, o diretor e roteirista de DES. conta que a pouca idade geralmente causa “estranheza” no primeiro momento. “Mas à medida que quebra o receio, o paradigma de: ‘pô, o que esse cara de 20 anos vai fazer no set’, o resto vem com muito mais facilidade”, revela.

O filme, que começou a ser rodado há pouco mais de uma semana na capital paulista, tem previsão de estreia em maio no Festival de Cannes, com convite para concorrer à Palma de Ouro da categoria curta-metragem. Apesar de estar receoso com o prazo para finalizar o produto, Bonatto diz que esse é o prêmio a que sempre sonhou concorrer. E quando questionado se vislumbra uma futura indicação ao Oscar, ele responde com firmeza. “Também é possível sim. Por que não? A gente se dedicou bastante pra concorrer com os melhores”.

Ciente de que a maturidade pesa tanto para ganhar a confiança das pessoas, como para exercer a função de diretor com mais segurança, Bonatto contou ao G1 que trabalha no roteiro e na co-produção do curta há um ano e três meses. “Foi necessário tempo, não só para captar [dinheiro], mas também para amadurecer o roteiro, para eu amadurecer como diretor. (…) Como eu sou novo, tenho que provar maturidade, então fiz um filme bastante maduro.”

Como eu sou novo, tenho que provar maturidade, então fiz um filme bastante maduro”
Igor Bonatto, cineasta de 20 anos

DES. conta a história de duas jovens modelos e aborda as contradições do mundo da moda. Segundo o cineasta, a intenção real do filme é mostrar ao público que “esse universo não é tão bonitinho quanto parece”. No elenco, Bruno Gagliasso interpreta o fotógrafo Klaus, Camila Finn e Laura Neiva são as protagonistas e Rodrigo Capella é o empresário Ric.

Além destes, a equipe do projeto DES. reúne prestigiados nomes do cinema e da moda. Entre eles, Daniel Rezende, editor de “Cidade de Deus” e “Tropa de Elite”, o produtor Hank Levine, também de “Cidade de Deus” e “Lixo Extraordinário”, e o estilista Alexandre Herchcovitch como figurinista. Figuras que foram se conectando através de e-mails, telefonemas e contatos de conhecidos. “Uma mistura de sorte e muito esforço, muita dedicação”, resume o jovem diretor que bateu de porta em porta para apresentar o projeto.

Alexandre Hercovitch e Igor Bonatto nos bastidores das gravações do curta DES. (Foto: Divulgação/ Henrique Araújo)Alexandre Herchcovitch, figurinista do filme, e Igor Bonatto nos bastidores das gravações do curta DES. (Foto: Divulgação/ Henrique Araújo)


Filmes nacionais versus filmes estrangeiros
Formado em cinema pela Vancouver Film School, no Canadá, e conhecedor da linguagem cinematográfica internacional, Bonatto diz ter percebido que “a grande diferença” do cinema brasileiro com o cinema internacional se dá já na concepção do roteiro. Para ele, a maioria dos cineastas brasileiros começam um projeto com “um pé atrás”, sabendo das limitações orçamentárias e das restrições que a indústria nacional impõe.

“No cinema internacional, principalmente o norte-americano e alguns países europeus, eles primeiro concebem a ideia que querem fazer e depois fazem o possível para tornar aquela ideia viável. Aqui, vão criar filmes que tenham poucas locações, que sejam pouco ambiciosos, que não tenham grandes efeitos visuais sabendo que é difícil sim a captação. Já começa perdendo”, explica.

Gravações do curta-metragem DES. (Foto: Divulgação/ Henrique Araújo)Gravações do curta-metragem DES. são realizadas em São Paulo (SP) (Foto: Divulgação/ Henrique Araújo)

Por acreditar no potencial em DES., Bonatto se desdobrou para captar os cerca de R$ 450 mil previstos no orçamento do curta. Inicialmente, investindo grana do próprio bolso, chegou a fazer uma campanha de financiamento coletivo do filme – em que qualquer pessoa podia contribuir com a quantia que desejasse (entre R$ 15 e R$ 15 mil) e, em um sistema de recompesa, concorria a produtos do filme, convite para o São Paulo Fashion Week e até um vestido assinado pelo parceiro Herchcovitch – em que arrecadou R$ 20 mil. Por último, foi atrás de patrocinadores. “Os investidores surgiram de conversa de bar, alguém que conhecia alguém que conhecia alguém. Outros foram através do Serviço de Atendimento ao Cliente (SAC), mandei e-mails, fiz telefonemas… Foi uma busca por dinheiro que no final deu certo”.

Tão certo, que duas emissoras de televisão já mostraram interesse em transformar o curta em uma série. As negociações devem ser concluídas no próximo mês e Bonatto tem convites para dirigir comerciais e um longa-metragem no decorrer de 2012.

Raízes
Sem perder o foco, o curitibano que morou durante a maior parte da infância em Matinhos, no litoral do Paraná, recorda que a experiência da vida pacata na cidade pequena lhe rendeu a visão da vida simples que tem hoje. De Curitiba, tem a lembrança das tardes nas livrarias e a pontua como chave de acesso à cultura. Mas é a vivência em Paris, a partir dos 7 anos, que relaciona como linha divisória da trajetória pessoal.

“Um cineasta para se tornar completo tem que ter bastante experiência de vida e eu sempre tive o privilégio de viajar muito e conhecer um pouco de tudo. Tanto do mundo simples, quanto do mundo luxuoso. Do mundo seguro e do mundo perigoso. Me arrisquei bastante sabendo que isso ia contribuir para desenvolver bons personagens e boas histórias”, conta.

Ariane DucatiDo G1 PR

Documentário “Inside Job” escancara os podres de Wall Street

Filme revela como agentes econômicos permitiram que nações quebrassem e gerassem um rombo de US$ 20 trilhões

Gravações foram feitas nos Estados Unidos, Inglaterra, Irlanda, França, Cingapura e China

São Paulo – Um documentário que custou 20 trilhões de dólares. Cifra exorbitante? Talvez não para os responsáveis pela quebradeira que ocasionou o tsunami da crise financeira de 2008, quando milhares de pessoas perderam seus empregos e suas moradias.

Indicado ao Oscar como melhor documentário e conduzido pelo diretor Charles Ferguson, “Inside Job” (Trabalho Interno) é mais um filme que retrata os lados obscuros de Wall Street. Narrado por Matt Damon, o documentário revela verdades incômodas da pior crise já vista desde 1929.

Baseado em uma extensa pesquisa e séries de entrevistas com políticos, economistas e jornalistas, o filme revela as corrosivas relações de governantes, agentes reguladores e a Academia. “Inside Job” expõe também uma teia de mentiras e condutas criminosas que prejudicaram seriamente a vida de milhões de pessoas, principalmente por conta de cobiça, cinismo e mentiras.

“Se você não ficar revoltado ao final do filme, você não estava prestando atenção”, diz uma das frases promocionais do documentário. A revolta é clara: a principal economia do mundo mergulhou em uma forte crise, levando consigo diversas nações.

Os causadores de tudo isso já voltaram a dar “conselhos” para governos e sociedades. Ou seja, permanecem dando as cartas na mesa. Algumas das mais novas vítimas são gregos, irlandeses, espanhóis, portugueses e outros povos europeus que estão sendo “convidados” a “aceitar a ajuda do FMI”. E quem será o próximo?

A estreia do documentário no Brasil aconteceu no dia 18 de fevereiro. Confira o trailer do filme a seguir:

http://www.youtube.com/watch?v=FzrBurlJUNk&feature=player_embedded#at=15

revista EXAME.