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Crime e preconceito: mães e filhos de santo são expulsos de favelas por traficantes evangélicos

A filha de santo foi expulsa do Lins porque deixou suas roupas brancas no varal
A filha de santo foi expulsa do Lins porque deixou suas roupas brancas no varal Foto: Urbano Erbiste / Extra
Rafael Soares

A roupa branca no varal era o único indício da religião da filha de santo, que, até 2010, morava no Morro do Amor, no Complexo do Lins. Iniciada no candomblé em 2005, ela logo soube que deveria esconder sua fé: os traficantes da favela, frequentadores de igrejas evangélicas, não toleravam a “macumba”. Terreiros, roupas brancas e adereços que denunciassem a crença já haviam sido proibidos, há pelo menos cinco anos, em todo o morro. Por isso, ela saía da favela rumo a seu terreiro, na Zona Oeste, sempre com roupas comuns. O vestido branco ia na bolsa. Um dia, por descuido, deixou a “roupa de santo” no varal. Na semana seguinte, saía da favela, expulsa pelos bandidos, para não mais voltar.

– Não dava mais para suportar as ameaças. Lá, ser do candomblé é proibido. Não existem mais terreiros e quem pratica a religião, o faz de modo clandestino – conta a filha de santo, que se mudou para a Zona Oeste.

A situação da mulher não é um ponto fora da curva: já há registros na Associação de Proteção dos Amigos e Adeptos do Culto Afro Brasileiro e Espírita de pelo menos 40 pais e mães de santo expulsos de favelas da Zona Norte pelo tráfico. Em alguns locais, como no Lins e na Serrinha, em Madureira, além do fechamento dos terreiros também foi determinada a proibição do uso de colares afro e roupas brancas. De acordo com quatro pais de santo ouvidos pelo EXTRA, que passaram pela situação, o motivo das expulsões é o mesmo: a conversão dos chefes do tráfico a denominações evangélicas.

Mãe de santo teve terreiro fechado na Pavuna pelo
Mãe de santo teve terreiro fechado na Pavuna pelo “exército de Jesus” Foto: Urbano Erbiste / Extra

Atabaques proibidos na Pavuna

A intolerância religiosa não é exclusividade de uma facção criminosa. Distante 13km do Lins e ocupada por um grupo rival, o Parque Colúmbia, na Pavuna, convive com a mesma realidade: a expulsão dos terreiros, acompanhados de perto pelo crescimento de igrejas evangélicas. Desinformada sobre as “regras locais”, uma mãe de santo tentou fundar, ali, seu terreiro. Logo, recebeu a visita do presidente da associação de moradores que a alertou: atabaques e despachos eram proibidos ali.

-Tive que sair fugida, porque tentei permanecer, só com consultas. Eles não gostaram — afirma.

A situação já é do conhecimento de pelo menos um órgão do governo: o Conselho Estadual de Direitos do Negro (Cedine), empossado pelo próprio governador. O presidente do órgão, Roberto dos Santos, admite que já foram encaminhadas denúncias ao Cedine:

– Já temos informações desse tipo. Mas a intolerância armada só pode ser vencida com a chegada do estado a esses locais, com as UPPs.

O deputado estadual Átila Nunes (PSL) fez um pedido formal, na última sexta-feira, para que a Secretaria de Segurança investigue os casos.

– Não se trata de disputa religiosa mas, sim, econômica. Líderes evangélicos não querem perder parte de seus rebanhos para outras religiões, e fazem a cabeça dos bandidos — afirma.

Nas favelas, os ‘guerreiros de Deus’

Fernando Gomes de Freitas, o Fernandinho Guarabu, chefe do tráfico no Morro do Dendê, ostenta, no antebraço direito, a tatuagem com o nome de Jesus Cristo. Pela casa, Bíblias por todos os lados. Já em seus domínios, reina o preconceito: enquanto os muros da favela foram preenchidos por dizeres bíblicos, os dez terreiros que funcionavam no local deixaram de existir.

Guarabu passou a frequentar a Assembleia de Deus Ministério Monte Sinai em 2006 e se converteu. A partir daí, quem andasse de branco pela favela era “convidado a sair”. Os pais de santo que ainda vivem no local não praticam mais a religião.

A situação se repete na Serrinha, ocupada pela mesma facção. No último dia 22, bandidos passaram a madrugada cobrindo imagens de santos nos muros da favela. Sobre a tinta fresca, agora lê-se: “Só Jesus salva”.

O babalaô Ivanir dos Santos, representante da Comissão de Combate à Intolerância Religiosa (CCIR), criada justamente após casos de intolerância contra religiões afro-brasileiras em 2006, afirma que os casos serão discutido pelo grupo, que vai pressionar o governo e o Ministério Público para que a segurança do locais seja garantida e os responsáveis pelo ato sejam punidos. “Essas pessoas são criminosas e devem ser punidas. Cercear a fé é crime”, diz o pai de santo.

Mãe de santo: proibida de circular na favela com as
Mãe de santo: proibida de circular na favela com as “roupas do demônio” Foto: Urbano Erbiste / Extra

Lei mais severa

Desde novembro de 2008, a Polícia Civil considera como crimes inafiançáveis invasões a templos e agressões a religiosos de qualquer credo a Lei Caó. A partir de então, passou a vigorar no sistema das delegacias do estado a Lei 7.716/89, que determina que crimes de intolerância religiosa passem a ser respondidos em Varas Criminais e não mais nos Juizados Especiais. Atualmente, o crime não prescreve e a pena vai de um a três anos de detenção.

Filha de santo, que foi expulsa do Lins: ‘Não suportava mais fingir ser o que não era’.

– Me iniciei no candomblé em 2005. A partir de minha iniciação, comecei a ter problemas com os traficantes do Complexo do Lins. Quando cheguei à favela de cabeça raspada, por conta da iniciação, eles viravam o rosto quando eu passava. Com o tempo, as demostrações de intolerância aumentaram. Quando saía da favela vestida de branco, para ir ao terreiro que frequento, eles reclamavam. Um dia, um deles veio até a minha casa e disse que eu estava proibida de circular pela favela com aquelas “roupas do demônio”. As ameaças chegaram ao ponto de proibirem que eu pendurasse as roupas brancas no varal. Se eu desrespeitasse, seria expulsa de lá. No fim de 2010, dei um basta nisso. Não suportava mais fingir ser o que eu não era e saí de lá.

Mãe de santo há 30 anos, expulsa da Pavuna: ‘Disseram que quem mandava ali era o ‘Exército de Jesus”.

– Comprei, em 2009, um terreno no Parque Colúmbia, na Pavuna. No local, não havia nada. Mas eu queria fundar um terreiro ali e comecei a construir. No início, só fazia consulta, jogava búzios e recebia pessoas. Não fazia festas nem sessões. Não andava de branco pelas ruas nem tocava atabaque, para não chamar a atenção. Um dia, o presidente da associação de moradores foi até o local e disse que o tráfico havia ordenado que eu parasse com a “macumba”. Ali, quem mandava na época era a facção de Acari. Já era mais de santo há 30 anos e não acreditei naquilo. Fui até a boca de fumo tentar argumentar. Dei de cara com vários bandidos com fuzis, que disseram que ali quem mandava era o “Exército de Jesus”. Disse que tinha acabado de comprar o terreno e que não iria incomodar ninguém. Dias depois, cheguei ao terreiro e vi uma placa escrito “Vende-se” na porta — eles tomaram o terreno e o puseram a venda. Não podia fazer nada. Vendi o terreno o mais rapidamente possível por R$ 2 mil e fui arrumar outro lugar.

Leia mais: http://extra.globo.com/casos-de-policia/crime-preconceito-maes-filhos-de-santo-sao-expulsos-de-favelas-por-traficantes-evangelicos-9868829.html#ixzz2eKP8fJjf

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A internet salvou Lula e a democracia de mais um golpe da velha mídia

do Brasil 247

Segundo o jornalista, à frente do Diário do Centro do Mundo e ex-diretor do Núcleo Exame, da Abril, "o fato de que a mídia digital não é controlada pelos suspeitos de sempre – Marinhos, Frias, Civitas, Mesquitas – é alentador não apenas para o ex-presidente mas para a democracia".

Segundo o jornalista, à frente do Diário do Centro do Mundo e ex-diretor do Núcleo Exame, da Abril, “o fato de que a mídia digital não é controlada pelos suspeitos de sempre – Marinhos, Frias, Civitas, Mesquitas – é alentador não apenas para o ex-presidente mas para a democracia”.

Ex-diretor do Núcleo Exame, da Editora Abril, o jornalista Paulo Nogueira comenta declaração de Lula sobre a era da internet. Para ele, “o fato de que a mídia digital não é controlada pelos suspeitos de sempre – Marinhos, Frias, Civitas, Mesquitas – é alentador não apenas para o ex-presidente mas para a democracia”. Leia o artigo publicado no Diário do Centro do Mundo

Lula foi salvo pela mídia digital

Nem Getúlio e nem João Goulart tiveram um contraponto ao ataque selvagem da imprensa.

Lula, com razão, deu ontem graças a Deus pelo aparecimento da internet, “nossa mídia”

Não que a internet seja dele, ou do PT. Mas o fato de que a mídia digital não é controlada pelos suspeitos de sempre – Marinhos, Frias, Civitas, Mesquitas – é de fato alentador não apenas para Lula mas para a democracia.

No Brasil, os interesses privados da mídia desestabilizaram, ao longo da história, mais de um governo que não fizesse o que o chamado 1% queria que fizesse.

Jango, em 1964, foi derrubado. Antes dele, em 1954, Getúlio foi levado ao suicídio.

Não havia o contraponto que a internet oferece. A sociedade era manipulada sem a menor cerimônia.

Lacerda falava no “Mar de Lama” de Getúlio, e todos reproduziam. A maneira mais canalha e mais barata de atacar governos de esquerda é pelo lado da “corrupção”.

Os cidadãos mais influenciados pelo noticiário são levados a crer que o que existe na política é uma roubalheira, e que tirando o partido do poder o problema estará resolvido.

Quem mais fala em corrupção à luz do sol em geral é quem mais à pratica na sombra. Nos últimos anos, as empresas de mídia, por exemplo, levaram a sonegação de impostos ao estado da arte enquanto bradavam em manchetes sermões moralistas e mentirosos.

Mas o que você pode fazer quando todos os microfones estão com os outros?
Getúlio Vargas, num gesto inteligente e ao mesmo tempo desesperado, tentou criar uma alternativa à voz ultraconservadora dos barões da imprensa.

Ajudou o jornalista Samuel Wainer a lançar a Última Hora, jornal voltado para os interesses populares. Mas foi uma voz solitária contra a de uma matilha.

Carlos Lacerda, o Corvo, o desestabilizador mais estridente, começou a atacar Wainer por não ter nascido no Brasil, o que contrariaria a lei que rege a propriedade de mídia no Brasil.

(Ninguém, mais tarde, reclamaria do fato de a família Civita não ser originária do Brasil, excetuados os Mesquitas aristocráticos, porque ali estava mais uma voz da turma.)

Sob as condições em que foram caçados Getúlio e Jango, é presumível que Lula não tivesse resistido ao assédio.

Imagine o circo do mensalão sem o contrapeso da mídia digital. Provavelmente teríamos hoje um presidente chamado Joaquim Barbosa, a serviço do 1% e comprometido com a Globo e tudo que de maléfico ela representa.

Por isso Lula deve ser mesmo grato à internet. E não apenas ele, mas todos aqueles – petistas ou não – que anseiam por um país menor desigual e injusto do que aquele que a elite representada pelas famílias da mídia impuseram aos brasileiros.

O BRASIL ESTÁ AMEAÇADO – por roberto requião / brasilia.df

Em discurso na reabertura dos trabalhos, ontem, no Senado, Roberto Requião disse que a República sofre grave ameaça no Brasil; ele aponta a banalização da política e a falta de projeto de Nação como problemas não enfrentados na atualidade pelo governo Dilma; o peemedebista criticou as PPPs, sobretudo nas rodovias, com cobrança de pedágio; o governo é incompetente para lidar com a crise econômica, pois insiste em medidas tópicas, “tangendo a economia a golpes de desonerações fiscais”.

O senador Roberto Requião (PMDB-PR), em discurso na volta do recesso, nesta quinta-feira (1º), demonstrou que a crise econômica global cerca o Brasil de graves ameaças, e que nem o governo e nem os partidos têm uma estratégia de combate para enfrentar e debelar tais riscos. Segundo ele, enquanto os políticos reagem com indiferença “ ao vendaval que se aproxima”, o governo insiste em medidas tópicas, “tangendo a economia a golpes de desonerações fiscais”.

O senador disse também que não via da parte da oposição qualquer idéia mais séria para o enfrentamento dos problemas que rondam o país, na economia e na política. “O máximo que a oposição consegue sugerir é que a presidente corte o número de ministérios e gaste menos no cabeleireiro”, disse ele.

Requião dedicou boa parte de sua fala ao PMDB, conclamando o partido a retomar sua própria história, desempenhando um papel de protagonista e não de mero “braço auxiliar”, como acontece hoje. Para tanto, ele propôs a realização urgente de uma contenção nacional extraordinária, para oferecer ao país um programa que atenda as vozes das ruas e retire o país do atoleiro econômico em que se meteu.

“Nem sempre os políticos estão à altura de suas missões, mas neste discurso Requião mostrou que está à altura do Brasil. Foi um dos mais importantes pronunciamentos deste Senado , até hoje”, disse o senador Cristovam Buarque (PDT-DF).

Assista ao vídeo:

esmael moraes.

PAPA FRANCISCO SOBRE OS “GAYS”

“Se uma pessoa é gay e busca Deus, quem sou eu para julgá-lo?”, diz papa

Foto: ABr

As declarações sobre homossexualidade foram em resposta a recentes revelações de que um assessor próximo seria homossexual e a uma frase atribuída a ele no início de junho, de que havia um “lobby gay” no Vaticano | Foto: ABr

 

A Igreja não pode julgar os gays por sua opção sexual e nem marginalizá-los. A afirmação é do papa Francisco e pode ser considerada a mais ousada declaração de um pontífice sobre homossexualidade. “Se uma pessoa é gay e procura Deus e tem boa vontade, quem sou eu pra julgá-lo”, declarou. “O catecismo da Igreja explica isso muito bem. Diz que eles não devem ser marginalizados por causa disso, mas devem ser integrados na sociedade”, acrescentou.

As declarações foram dadas em uma entrevista concedida pelo papa aos jornalistas que o acompanharam no avião. As manifestações do papa sobre homossexualidade foram em resposta a recentes revelações de que um assessor próximo seria homossexual e a uma frase atribuída a ele no início de junho, de que havia um “lobby gay” no Vaticano. De acordo com o ele, o problema não é ser gay, mas o lobby em geral.

“Vocês vêm muita coisa escrita sobre o “lobby gay”. Eu ainda não vi ninguém no Vaticano com um cartão de identidade dizendo que é gay. Dizem que há alguns. Acho que, quando alguém se encontra com uma pessoa assim, devemos distinguir entre o fato de que uma pessoa é gay de formar um lobby gay, porque nem todos os lobbies são bons. Isso é o que é ruim.”

“O problema não é ter essa tendência [gay]. Devemos ser como irmãos. O problema é o lobby dessa tendência, da tendência de pessoas gananciosas: lobby político, de maçons, tantos lobbies. Esse é o pior problema.”

Francisco também afirmou que, para ele, abusos sexuais contra menores por parte de religiosos não são apenas pecados, mas crimes que devem ser julgados.

Mas se a posição sobre os gays e sobre o abuso sexual pode representar uma mudança, Francisco deixa claro que não haverá uma nova opinião do Vaticano sobre a presença das mulheres na Igreja, sobre o aborto ou sobre o casamento homossexual.

O papa aproveitou a conversa para anunciar que vai exigir transparência e honestidade no Vaticano e garantiu que sua reforma vai continuar. “Esses escândalos fazem muito mal”, disse.

Antes de responder às perguntas, ele elogiou o “grande coração dos brasileiros”, disse que a viagem “fez bem para sua espiritualidade” e ainda disse que a organização do evento foi excelente. “Parecia um cronômetro”.

Com informações da Folha e do Estadão

EXTERMINADOR DO FUTURO NÃO É MAIS PURA FICÇÃO

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Skynet: Google e agência de vigilância dos EUA, NSA, adquirem um supercomputador quântico – 512 qubits – para estudar a criação de máquinas com Inteligência Artifical destinadas a espionar e controlar. Será esse o futuro da humanidade?
 
Quinta-feira, 20 de Junho de 2013 – por Mike Adams (Natural News).

A maioria das pessoas não sabe sobre a existência de computadores quânticos nem têm idéia de como eles funcionam. Essas supermáquinas não funcionam com transístores e portas lógicas como a CPU do seu PC, mas atuam por sistemas intrincados de altíssima engenharia, resolvendo problemas computacionais de alta complexidade em poucos minutos. Tecnologia extra-terrena? O que sabe é que eles nem sequer funcionam de uma forma que parece racional para um engenheiro de computação típico. Quase que magicamente, os computadores quânticos, através de expressões logarítmicas, resolvem cálculos e problemas de contorno astronômico em poucos minutos. Os mesmos que levariam centenas de milhares de anos para ser resolvidos por computadores normais hoje disponíveis. Isto porque literalmente operam simultaneamente em várias dimensões.  Mas para que o governo estadunidense, a Google e a NSA precisariam de um monstro desses?  Primeiramente  para espionar. Eles são excelentes decifradores de códigos criptografados. Não haverá mais segredo algum para o governo. Todos os arquivos pessoais e comunicações serão devassáveis. E eles já provaram esse ânimo de quebra de privacidade, conforme recentemente denunciou Edward Snowden, de uma empresa colaboradora da CIA.  O construtor dessa máquina é Eric Ladizinsky, co-fundador e cientista-chefe de uma empresa chamada D-Wave . Ladizinsky é ex-funcionário da Northrop Grumman Space Technology (fabricante de armas de alta tecnologia) e liderou um projeto de investigação sobre computação quântica na DARPA, a mesma empresa que trabalha em projetos robóticos de assalto, patrulhamento e guerra, em substituição a soldados humanos.  Veja emhttp://www.naturalnews.com/040859_Skynet_quantum_computing_D-Wave_Systems.html#ixzz2WmugdKxt

Protestos em São Paulo: “França, Alemanha, Portugal e Canadá terão protestos em solidariedade aos manifestantes de SP”

Indignados, brasileiros e estrangeiros declaram apoio ao Movimento Passe Livre e se reúnem na próxima terça

A noite de violência policial no centro de São Paulo nesta quinta-feira (13/06) ecoou ao redor do mundo. Brasileiros, em parceria com nativos de diversos países, prometem para a próxima terça-feira (18) um ato de repúdio à Polícia Militar e de solidariedade aos que sofreram algum tipo de agressão.

Leia também:
Imprensa internacional destaca agressão da polícia a manifestantes em SP

Residentes de França, Alemanha, Portugal e Canadá estão entre os países que estão se organizando por meio do Facebook para uma manifestação chamada “democracia não tem fronteiras”. “Contra precariedade do transporte público e a política repressora do governo, por meio de ações violentas da polícia”, descreve a página oficial do movimento.

Agência Efe

Noite de violência em SP repercute ao redor do mundo

“O povo de São Paulo, Rio e em algumas outras grandes cidades do Brasil tomou as ruas para protestar contra o que era algo aparentemente trivial no início, mas que acabou se tornando uma luta a favor de uma melhor qualidade de vida e igualdade no país”, afirmam os organizadores do evento na Alemanha.

Na França, as críticas são para Geraldo Alckmin, que “parabenizou a polícia por disciplinar os manifestantes”, e o prefeito Fernando Haddad, porque “se recusa a dialogar”.

“Mesmo que tenhamos um oceano de distância, nós, brasileiros no exterior, queremos demonstrar nossa recusa em aceitar a violência militar contra os protestos democráticos no Brasil. Contra a repressão policial contra a barbárie dos governantes”, postaram os organizadores do evento no Facebook

FECHAR PLAYBOY AMANHÃ – 10.6.2013 – É DECISÃO DOS IRMÃOS CIVITA

FECHAR PLAYBOY AMANHÃ É DECISÃO DOS IRMÃOS CIVITA

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247 exclusivo: emblema do Grupo Abril, revista Playboy estará entre as publicações a serem “descontinuadas” pela editora; circula há 35 anos; lista completa sai nesta segunda-feira 10; feminina Contigo será vendida à Editora Caras; mensal masculina virou máquina de dar prejuízos; cachês milionários, como o que foi pago para a atriz Flavia Alessandra (acima), não garantiram mais vendas; circulação que já superou 1,2 milhão está abaixo dos 150 mil exemplares; público adolescente migrou para a internet na troca de ensaios estáticos por cenas mais quentes e com movimento na rede; Gianca e Titi Civita não manterão as aparências

9 DE JUNHO DE 2013 ÀS 15:44

247 – Bastaram cinco minutos no ar para chegar a 247 a confirmação do fechamento da certamente mais festejada revista do País, a Playboy. A decisão dos irmãos Giancarlo, o Gianca, e Vitor Civita Neto, o Titi, foi a de incluir a publicação na lista das revistas que serão “descontinuadas” pelo Grupo Abril. A revista Contigo será vendida para a Editora Caras. O rol completo de títulos a serem fechados promete ser divulgado nesta segunda-feira 10 pela editora. A Abril publica atualmente 52 títulos.

Abaixo, notícia de 247 a respeito:

247 – Cortar até mil funcionários, economizar R$ 100 milhões dentro de um faturamento, no ano passado, superior a R$ 2,8 bilhões e superar a ausência de Roberto Civita. Tudo isso não parece estar tirando o sono dos irmãos Giancarlo, o Gianca, e Victor Civita Neto, o Titi, os novos maiorais do Grupo Abril. Afinal, na semana passada eles já começaram as demissões por cerca de 70 jornalistas que ocupavam cargos de direção nas muitas superintendências da editora. O que está efetivamente preocupando a dupla é outra decisão a ser tomada: a de fechar ou manter aberta a revista Playboy. A lista das revistas que serão “descontinuadas” pela Abril sai nesta segunda-feira 10.

Um dos emblemas da Abril, que publica a revista fundada por Hugh Heffner desde o final da década de 1970, a Playboy virou uma máquina de dar prejuízos. A circulação da mensal sofreu o maior tombo entre todas as fortes quedas verificadas na editora, com suas vendas reduzidas em 38, 52%, caindo de 221,7 mil exemplares para 136,3 mil exemplares vendidos no último mês. O preço de capa, hoje superior a R$ 10, se deprecia rapidamente, com exemplares de apenas quatros meses atrás podendo ser comprados em bancas que os guardam por menos da metade do preço, como revela o pesquisador Leandro Mendes em seu blog Revista que Amamos. Como a Playboy não tem as chamadas matérias quentes, mas ancora-se em fotos de mulheres famosas nuas, essa depreciação é um dos elementos que acentua a queda da circulação. Por que, afinal, comprar caro hoje o que se pode pagar barato logo em seguida?

O dilema da Playboy, no entanto, é ainda mais profundo. Nascida com o apoio de um grande público adolescente, a revista ressente-se hoje da migração desse público para a internet, onde a oferta de fotos – e vídeos – sensuais, com mulheres de sonhos, é ampla e franca. Por que comprar uma revista de papel, com ensaios estáticos, se uma busca no google pode oferecer muito mais diversão a custo zero, é outra pergunta que, ao que parece, os leitores da revista estão se fazendo.

Há mais. Para manter um time de estrelas em suas capas, como a atriz Flavia Alessandra, entre outras, a Playboy, mesmo sem concorrentes para seu antigo padrão de beletrismo, hoje aviltado, usou contra si própria sua fórmula de glamour. Isto é: passou a oferecer cachês altíssimos, que muitas vezes envolveram a concessão de participação de até 50% no valor da capa da publicação para suas estrelas, além de um pagamento fixo. Essas remunerações chegaram, muitas vezes, a mais de um milhão de reais a cada mulher. No entanto, apesar de tanto dinheiro envolvido, muitas capas encalharam, como a da, digamos, intelectual Fernanda Young, a que se comentou na ocasião da publicação.

Pagando caro e, mesmo assim, sem garantia de vendas, a Playboy passou a ter seu número de páginas reduzido. Os ensaios comprados da revista americana, que contribuíram para o sucesso da revista, desapareceram de suas páginas. As famosas entrevistas, onde se encontravam revelações inéditas de personagens famosos, perderam a ‘pegada’, recaindo sob o leito do tradicionalismo. Os antigos famosos diretores de redação foram substuídos, com o passar dos anos, por jovens quadros de carreira da Abril. A qualidade da publicação, é claro, se ressentiu.

Manter, pelas aparências, ou fechar, em razão da contabilidade, a Playboy é a decisão mais difícil da nova dupla de mandatários do Grupo Abril, onde a morte de Roberto Civita resultou não na ascensão de quadros de carreira, mas simplesmente na passagem de comando para seus filhos homens. O que eles fizerem será informado ao mercado como a decisão mais correta. Lá dentro, sim, mas aqui fora a ótica é outra.

AÉCIO NEVES: MP QUEBRA BLINDAGEM E INSTAURA PROCESSO

Publicado em 06/06/2013

O período investigado pelo MPE é de 2003 a 2010, período em que o senador ocupou o cargo de governador.

MG: MINISTÉRIO PÚBLICO QUEBRA BLINDAGEM E INSTAURA PROCESSO CONTRA AÉCIO NEVES

Os deputados federais mineiros Margarida Salomão (PT) e Padre João (PT) avaliaram positivamente nesta quarta-feira (5) a decisão do Ministério Público Estadual (MPE) de Minas Gerais de instaurar inquérito civil para apurar fatos envolvendo repasses de verbas publicitárias do governo do estado para a Rádio Arco-Íris (Jovem Pan BH).

A empresa de comunicação tem como sócios o senador Aécio Neves (PSDB-MG) e sua irmã Andrea Neves. O período investigado pelo MPE é de 2003 a 2010, período em que o senador ocupou o cargo de governador.

A Rádio São João Del Rei S/A e a Editora Gazeta de São João Del Rei Ltda, que também receberam recursos públicos durante a gestão de Aécio Neves no governo de Minas, serão investigadas. Essas empresas pertencem a Andrea Neves, atualmente presidente do Serviço Voluntário de Assistência Social (Servas).

“As forças democráticas do Estado comemoram essa ação do MPE como uma vitória.  Embora o Ministério Público esteja cumprindo o seu AÉCIO NEVESdever, esse ato constitui uma quebra, uma ruptura da blindagem, que tanto Aécio como sua irmã Andrea têm desfrutado”, disse a deputada Margarida Salomão. De acordo com Margarida, do ponto de vista institucional, ocorre um “eco” que reflete as preocupações do povo mineiro. “Estamos convencidos de que a Justiça mineira vai cumprir o seu dever”, enfatizou Margarida Salomão.

Ainda segundo a deputada, a movimentação do Ministério Público cria expectativa na sociedade de elucidação dos fatos que envolvem a figura de um ex-governador, hoje senador, e da irmã dele, então gestora de Comunicação Social do Governo. “Ela (Andrea) é quem definia para onde iam as verbas publicitárias. Aqui nós temos uma relação incestuosa do público com o privado. A rádio recebeu recursos públicos (alega o senador que de forma legal) e os destinou para, entre outras coisas, comprar um Land Rover que o ex-governador fazia uso privado. Essas coisas têm causado indignação na opinião pública mineira”, salientou a petista.

Indiferença – Para o deputado Padre João, a Justiça mineira começa a acordar diante de tantas denúncias que envolvem Aécio Neves e membros da família dele. “O Ministério Público tem um papel importante, no entanto, eles ficaram indiferentes durante quase 10 anos em relação ao desvio do dinheiro público praticado na gestão tucana. Nós acreditamos nesse despertar do MP. Espero que ele cumpra, de fato, o papel a ele delegado. O povo não pode ser punido com a má destinação ou desvio de recursos público”, observou .

O parlamentar petista relatou que, à época, a Assembleia Legislativa de Minas Gerais tentou instalar uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar o caso, mas, segundo ele, foi barrada pelos defensores do governo tucano de Aécio Neves. “Minas é um estado governado por Lei Delegada, aniquilando o Poder Legislativo. Houve tentativa de CPI que foi impedida. Cabe ao MP e ao Judiciário ir a fundo na investigação, levantar todos os valores e punir, não só o senador, mas os responsáveis que ilegalmente receberam dinheiro público”, defendeu o deputado Padre João.

Os fatos – A parceria comercial entre Aécio e a Rádio Arco-Íris só foi descoberta porque o senador foi parado em operação policial na cidade do Rio de Janeiro, em abril do ano passado, e teve a carteira de habilitação (vencida) apreendida ao recusar o teste do bafômetro. O senador era o condutor de um veículo Land Rover, de propriedade da Rádio Arco-Íris (Jovem Pan FM-BH), emissora que recebe regularmente recursos públicos do Estado de Minas Gerais.

Benildes Rodrigues

No Ceará, dona de cabaré processa igreja evangélica – por diógenes dantas / fortaleza.ce

Rafael Romão
A história da dona de cabaré que processou a igreja evangélica agitou a belíssima Aquiraz, no litoral cearense.

A história é saborosa e chegou a mim por intermédio de um amigo internauta: “No Ceará, dona de cabaré processa igreja evangélica”.

 

Em Aquiraz, no Ceará, Dona Tarcília Bezerra construiu uma expansão de seu cabaré, cujas atividades estavam em constante crescimento após a criação de seguro desemprego para pescadores e vários outros tipos de bolsas.

Em resposta, uma igreja evangélica local iniciou uma forte campanha para bloquear a expansão, com sessões de oração de manhã, à tarde e à noite.

O trabalho de ampliação e reforma progredia célere até uma semana antes da reinauguração, quando um raio atingiu o cabaré queimando as instalações elétricas e provocando um incêndio que destruiu o telhado e grande parte da construção.

Após a destruição do cabaré, o pastor e os crentes da igreja passaram a se gabar “do grande poder da oração”.

Então, Dona Tarcília processou a igreja, o pastor e toda congregação sob o argumento que eles “foram os responsáveis pelo fim de seu prédio e de seu negócio, utilizando-se da intervenção divina, direta ou indireta e das ações ou meios.”

Na contestação à ação judicial, a igreja, veementemente, negou toda e qualquer responsabilidade ou qualquer ligação com o fim do edifício.

O juiz, a quem o processo foi submetido, leu a reclamação da autora e a resposta dos réus e, na audiência de conciliação, comentou:

– Eu não sei como vou decidir este caso, mas uma coisa está patente nos autos: Temos aqui uma proprietária de cabaré que firmemente acredita no poder das orações e uma igreja inteira declarando que as orações não valem nada!

Marilena Chauí: Classe média é facista, violenta e ignorante / depoimento

“A classe média é uma abominação política, porque é fascista, é uma abominação ética porque é violenta, e é uma abominação cognitiva porque é ignorante. Fim”, afirmou a filósofa, durante lançamento do livro “10 anos de governos pós-neoliberais no Brasil: Lula e Dilma”; em seu discurso, ela também grita: “Eu odeio a classe média”; assista

marilena chaui

O ineditismo de medidas governamentais e seus resultados surpreendentes estão sendo analisados durante o lançamento do livro 10 anos de governos pós-neoliberais no Brasil: Lula e Dilma. O primeiro deles ocorreu no último dia 13, em São Paulo, e contou com presença de Lula, Emir Sader, Márcio Pochmann e Marilena Chauí.

Sem as sutilezas filosóficas das aulas emocionantes que costuma dar em eventos desse tipo, ela foi direto ao assunto. Chauí falou sobre o Bolsa Família para exemplificar a “revolução feminista” que vem ocorrendo no país, ao direcionar o recurso para a mulher, e depois o exemplo do ProUni, para explicitar o racismo que emergiu com força na sociedade, ao encher as salas de aula do ensino superior de pobres e negros.

Por fim, fez duras críticas à classe média: “a classe média é uma abominação política, porque é fascista, é uma abominação ética porque é violenta, e é uma abominação cognitiva porque é ignorante. Fim”, concluiu ovacionada.

Feira da bala: lobby pró-armas nos EUA junta Sarah Palin e pistola para crianças – por federico mastrogiovanni / Houston.usa

este é o absurdo máximo que se possa imaginar em se tratando de educação. é claro que é lá no campeão de invasões e terror nuclear. a ideia é acostumar as crianças a manipularem armas verdadeiras para estarem preparados, psicologicamente  quando forem convocados para mais uma invasão, ainda que isto custe milhares de jovens matando nas escolas, universidade, teatros e shoppings. é lamentável.

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Feira da bala: lobby pró-armas nos EUA junta Sarah Palin e pistola para crianças

Convenção da célebre NRA, a Associação Nacional do Rifle, reuniu milhares de portadores de armas no Texas

Uma jovem de cabelos claros segura um fuzil Beretta como se fosse uma guitarra. Está excitadíssima. Ela o aponta em direção a uma parede, que traz uma foto gigante de uma selva. Talvez imagine que ali estejam escondidos leões selvagens, tigres ou até mesmo perigosos terroristas. Nas mãos, uma Ruger 1022 roxa, “fun gun”, presente da mãe. Rose, que só tem 15 anos, posa para uma foto, enquanto finge que vai disparar. Um homem observa, rindo e orgulhoso, para em seguida dedicar o olhar ao próprio filho adolescente, que segura uma Uzi. Ele fala para o menino: “eu tinha prometido, ela agora é sua.”

Criança testa arma, acompanhada pela mãe, na convenção da NRA em Houston (Texas)/Federico Mastrogiovanni
Centenas de canos apontam simultaneamente para o teto no primeiro dia da 142ª edição da Convenção da Associação Nacional do Rifle (NRA na sigla em inglês), em Houston, Estado do Texas. Na semana passada, se respirava nos pavilhões um ar de festa, de feira popular, mas o que se via eram milhares de armas – e de aficionados por elas.

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Um sujeito explica como posicionar os pés para disparar contra um criminoso. “Sou um ex-militar”, diz, firme, empunhando sua Glock em frente a um pequeno e atento público. “E posso dizer que é fundamental manter a posição exata dos pés, pernas e costas”. A maioria, formada por jovens, o escuta fascinada. De fato, o ambiente na convenção da NRA é familiar, com pais e filhos – quase todos brancos – passeando pelos corredores do evento como se estivessem em um passeio de domingo.

Perto dali, Sandy segura um pequeno fuzil Rascal. Aponta para o teto, concentrada. Fecha um olho. Respira. Dispara. Recarrega. O trabuco é rosa, pequeno, parece um brinquedo. Tem a coronha de plástico, mas o cano é de metal preto. Sandy sorri. Aos quatro anos, ela e o pai, Eric, estão escolhendo seu primeiro fuzil. Faltam poucos meses para o aniversário e, consequentemente, para poder levar o “presente” para casa.

Eric conta que se sente contente por poder dar à filha um fuzil de tão boa qualidade, pagando apenas 180 dólares. Mas a menina não é um pouco pequena para ter uma arma? “Claro que não. Eu vou ensiná-la a usar. Estarei sempre presente. E, além disso, esses fuzis são feitos sob medida. Foram pensados para crianças. Parecem brinquedos, mas têm balas calibre 22”, explica Eric, em detalhes.

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Um fuzil exatamente como o de Sandy provocou uma tragédia em 30 de abril, no condado de Cumberland, Estado de Kentucky. No dia, um menino de cinco anos disparou por acidente na irmãzinha de dois, matando-a. A arma tinha sido dada de presente um ano antes. Eric continua: “É importante que seja eu quem a ensine a disparar. O que os estrangeiros não entendem é que não é através da proibição que se evitam as tragédias, e sim pela educação. É necessário ensinar as crianças a disparar com segurança e transmitir valores justos”.

No terceiro andar acontecem conferências e seminários. Em uma enorme sala, todos se preparam para ver o grande evento do dia, com as “estrelas” Rick Perry, governador do Texas, Rick Santorum, ex-candidato republicano e Sarah Palin, ex-governadora ultraconservadora do Alaska e destaque da campanha presidencial de 2008, quando saiu como vice de John McCain. Ela é aplaudida de pé. Após o frenesi, aos gritos, incentiva os donos de armas a seguir “lutando para defender os valores da América”.

Propaganda de armas para crianças:

“Nós também nos sensibilizamos com as tragédias. Quem de nós não sentiu tristeza ou raiva pelo que acontece na Chicago de Obama, ou em Nova York, ambas cidades nas mãos de criminosos, onde o controle de armas é mais rigoroso”, questiona a plateia. De acordo com a ex-governadora “de aço”, Obama “faz campanha eleitoral em cima dos sentimentos do povo, utiliza a dor para que as pessoas se comovam”, enquanto os portadores de armas são os verdadeiros heróis nacionais, defensores mais valentes da democracia, e, obviamente, da liberdade. Aplausos. Lágrimas.

Em telões gigantes, começa a ser transmitido um vídeo comovente sobre a vida heroica de Chris Kyle, famoso por ser o franco-atirador mais letal da história militar dos Estados Unidos, com 160 mortes nas costas. Em fevereiro do ano passado, um amigo que sofria de estresse pós-traumático o matou em um polígono de tiro no Texas. Chorando, a viúva de Chris, que segura fotos do falecido marido, exalta o papel da NRA, do exército norte-americano, das armas em sua vida e na do marido.

De volta à área da exposição, uma senhora testa uma pistola. Christine se diz indecisa. A Ruger LC380 automática, uma indicação da amiga, Brenda, é difícil de ser carregada. As mãos ossudas da já avó não permitem deslizar o slide. Christine afirma que se sente insegura em sua casa em Woodlands, no norte de Houston. O vendedor a aconselha a usar uma point and shoot, de tambor. Mais rápida, fácil de empunhar e de usar, ressalta. Ele conta que deu uma de presente à esposa porque ela tem mãos fortes. Christine é convencida a levar o produto. “Não vivemos em uma zona perigosa, pelo contrário. É muito tranquila”, responde Brenda. “Por isso é melhor estarmos protegidas”, continua. Chega ao fim o primeiro dia de convenção em Houston, que já dorme armada até os dentes. Assim como o resto dos EUA.

O ROUBO e a CORRUPÇÃO GLOBALIZADOS: “Após megavazamento, paraísos fiscais sofrem mais pressão” – por piero locatelli

Após megavazamento, paraísos fiscais sofrem mais pressão

Um mês após reportagens que mostraram o tamanho do problema, políticos dão sinais mais claros de que buscam uma solução
LuxemburgoLuxemburgo, um paraíso fiscal no meio da Europa, começou a tomar atitudes isoladas.

A rede de café norte-americana Starbucks possuía 735 unidades no Reino Unido em 2012. Nos três anos anteriores, lucrou 1,2 bilhão de libras (o equivalente a 3,75 bilhões de reais), mas não pagou impostos no país naquele período, de acordo com reportagem da agência Reuters. Evitar pagar impostos, sem ferir nenhuma legislação, é uma prática possível graças à existência de países com legislação fiscal frouxa e sem transparência, os chamados paraísos fiscais. Além de ocultar beneficiários de práticas ilícitas, eles servem como base de complicadas manobras fiscais. Gigantes como Google, Amazon e Apple, por exemplo, usam deste subterfúgio para evitar o pagamentos de impostos onde suas atividades ocorrem, ainda que de forma legal.

Há um mês, os paraísos fiscais ganharam uma atenção sem precedentes graças a um grande vazamento de dados sobre este tipo de operação. A  ICIJ, uma organização internacional de jornalistas, obteve mais de 2,5 milhões de documentos sobre mais de 120 mil empresas e produziu reportagem em parcerias com jornais como o britânico Guardian e o norte-americano The Washington Post. Entre outras descobertas, mostrou-se como autoridades de países como Rússia, Canada, Azerbaijão e Mongólia usavam os paraísos para esconder a posse de empresas que atuavam em seus próprios países. Os documentos também escancararam uma indústria na qual bancos e outros intermediários ofereciam pacotes de serviços tanto para práticas legais (como evitar o pagamento de impostos) quanto ilegais (como a lavagem de dinheiro).

Allison Christians, professora de tributação na McGill University, no Canadá, acredita que o vazamento fez o antigo problema ganhar uma atenção sem precedentes. “Há muitos anos, vários grupos de ativistas e ONGs vêm tentando chamar a atenção para essas questões. Eles têm mostrado como a evasão fiscal tem causado uma quebra nas receitas, que os governos estão apontando como razão para fazer cortes no estado de bem-estar social,” afirma Christians. Para a analista, o debate a respeito dos paraísos fiscais deve servir para as pessoas comuns, que têm dificuldade de pagar seus impostos, perceberem que as pessoas mais ricas da sociedade “não fazem isso de forma responsável”. “(O debate deve) fazer os cidadãos questionarem o que está acontecendo a sua volta e os políticos serem pressionados a agir.”

Novos esforços devem ser vistos com ceticismo

Com a exposição maior do problema, novos esforços começaram a surgir para solucioná-lo nos últimos 30 dias. O mais contundente deles foi um comunicado dos ministros da Fazenda e diretores do Banco Central do G20, no qual pediram a adoção de um sistema único e global de troca automática de informações bancárias. Atualmente, este tipo de informação só é compartilhada mediante pedidos dos países que conduzem investigações. Além disso, o investigador tem de saber qual informação está buscando exatamente para solicitá-la a outro país.

Com a proposta do G20, as transações de uma empresa que atua fora do seu país de origem seriam todas informadas ao país onde a empresa é sediada sem a necessidade de nenhum pedido, facilitando o trabalho de investigação e também centralizando informações que podem servir para diagnosticar melhor o problema. Os líderes dos países do G20 irão se reunir em junho, quando uma decisão mais clara pode ser tomada.

A Tax Justice Network, principal ONG ligada ao assunto, tem defendido a medida, mas pede que ela seja observada com cautela. “Todos os passos dados até agora são só isso: passos num longo caminho. Não podemos ser tão otimistas porque a troca de informações é uma atitude muito forte. Mas o comprometimento feito pelos ministros é uma grande mudança de filosofia. Eles basicamente disseram: o país que está escondendo o dinheiro de uma companhia não tem mais este direito,” disse o jornalista inglês Richard Dawkins, em depoimento a ONG.

Outras atitudes foram tomadas por países de forma isolada. François Hollande, presidente da França, ordenou que todos os bancos devem declarar as subsidiárias que possuem. Em Luxemburgo, um paraíso fiscal no meio da Europa, o governo anunciou que deve dar publicidade aos donos de companhias no país. Em novembro a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE) também deve divulgar um índice do comprometimento de cada país no mundo com a transparência, para que eles possam sofrer mais pressão e possíveis sanções neste sentido.

Christians vê com bons olhos as reações da OCDE e do G-20, mas lamenta que as decisões estejam muito concentradas em países ricos. “Os países mais pobres foram ignorados até hoje na elaboração de políticas fiscais internacionalmente. Como resultado, eles não elaboram regras, mas só seguem regras que normalmente não funcionam em seu favor. Isso precisa mudar de alguma forma,” diz a especialista.

Stiglitz: a austeridade leva a Europa ao suicídio

Stiglitz: a austeridade leva a Europa ao suicídio

Em entrevista à Bloomberg, o prémio Nobel da Economia afirma que nunca houve um programa de austeridade que tivesse sucesso num grande país, e que a austeridade acrescentada às restrições do euro são uma combinação letal, que está a destruir o capital humano.

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ARTIGO | 28 ABRIL, 2013 – 11:57

Stiglitz: austeridade acrescentada às restrições do euro são uma combinação letal. Foto de Government of Thailand derivative work: LK , via Wikimedia Commons

O economista Joseph Stiglitz disse à agência de informação económica Bloomberg que a Europa está a caminhar para o suicídio devido às políticas de austeridade. “Nunca houve um programa de austeridade que tivesse sucesso num grande país”, afirmou.

Para o prémio Nobel da Economia, se a Grécia fosse a única parte da Europa a aplicar a austeridade, as autoridades poderiam ignorá-la. Mas se essa política abrange França, Reino Unido, e todos os países que estão a aplicar políticas de austeridade, as consequências económicas são terríveis.

Stiglitz é da opinião que a austeridade acrescentada às restrições do euro são uma combinação letal, que levará a altos níveis de desemprego politicamente inaceitáveis e que farão crescer os défices.

O exemplo da Espanha, com 50% de desemprego jovem, é uma demonstração que “o que se está a fazer é destruir o capital humano, criando uma juventude alienada”.

O economista defende a reorientação para o investimento público, utilizando plenamente instituições como o Banco de Investimento Europeu.


GAROTINHO DENUNCIA FILHO DE ROBERTO MARINHO E ALI KAMEL

 

GAROTINHO DENUNCIA FILHO
DE ROBERTO MARINHO E ALI KAMEL

Garotinho à Globo: pode vir quente que eu estou fervendo !

 

O deputado e ex-governador Anthony Garotinho fez veemente discurso da tribuna da Câmara para responder a reportagem da Globo.

Garotinho reafirma denúncia de que Roberto Marinho comprou a TV Globo de São Paulo com uma ata falsa e a Justiça tem medo de decidir sobre a fraude.

Garotinho exige que a Comissão da ½ Verdade chame os filhos do Roberto Marinho para depor, como também sugere Mauricio Dias.

E acusa João Roberto Marinho e o Gilberto Freire com “i” (*) de envolvimento com paraísos fiscais e sonegação de impostos.

Garotinho quer aprovar logo o “direito de resposta sumário”, proposta do senador Requião.

E diz que não é Sergio Cabral, Eduardo Paes ou os “frouxos” do PMDB do Rio, que morrem de medo de uma notinha do Ancelmo Gois no Globo.

Garotinho conclui: a Globo pode vir quente que ele está fervendo !

Lula recebe prêmio em Nova York por “transformar o significado de paz e prevenção de conflitos”

  • Lula recebe prêmio em Nova York por “transformar o significado de paz e prevenção de conflitos”
Apr 22, 2013
Foto: Ricardo Stuckert/Instituto Lula

“Combater a fome e a miséria em escala global é o passo mais importante que podemos dar no caminho para a paz”, disse Lula em seu discurso

  • Foto: Ricardo Stuckert/Instituto Lula
  • Foto: Ricardo Stuckert/Instituto Lula
  • Foto: Ricardo Stuckert/Instituto Lula
  • Foto: Ricardo Stuckert/Instituto Lula

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva recebeu na noite desta segunda-feira (22) em Nova York o prêmio “Em Busca da Paz”, conferido pelo International Crisis Group. Lula foi homenageado por ter “impulsionado seu país a uma nova era econômica e política”.

Para baixar fotos em alta resolução, visite o Picasa do Instituto Lula.

O prêmio reconhece o trabalho de Lula em tirar milhões de pessoas da pobreza e construir uma política de parceria com vizinhos e países africanos, o que transformou o Brasil em um “ator mundial crucial”.

Em seu discurso, Lula propôs o combate à fome e à miséria como caminho para transformar o século 21 em uma era de paz. “Combater a fome e a miséria em escala global é o passo mais importante que podemos dar no caminho para a paz. E depois do que conquistamos no Brasil, eu me recuso a duvidar da nossa capacidade de fazer um mundo melhor. Combatendo a fome e a miséria, promovendo o diálogo e o respeito entre os povos, podemos fazer do Século 21 a era da paz”.

O Crisis Gorup trabalha em mais de 60 países na prevenção e solução de conflitos. Seus relatórios e análises são respeitados globalmente por atores que vão de governos à imprensa como documentos de referência sobre crises locais. “Nós acreditamos que para acabar com os conflitos é preciso entendê-los a fundo”, explica Louise Arbour. Entre os convidados do jantar desta segunda em Nova York estavam o megainvestidor e filantropo George Soros, o prêmio Nobel de Economia Joseph Stiglitz e Mo Ibrahim, empreendedor sudanês que foi o pioneiro da “revolução dos celulares” na África.

Javier Ciurlizza, diretor de programa para América Latina e Caribe do Crisis Group, diz que sem esperança não há paz, e que Lula colocou isso em prática. “Ele defendeu a Unasul, que criou um espaço para as nações conversarem, no lugar de lutar. Ele trabalhou no coração da resolução de conflitos. Ele entende de uma maneira profunda que só erradicando a fome e a exclusão social, dando nova esperança às pessoas, a paz e a segurança são sustentáveis”.

Discurso
O ex-presidente falou durante pouco menos de 25 minutos (ouça o discurso na íntegra acima) e destacou que o compromisso dos governantes com a democracia e em melhorar a vida das pessoas é um passo fundamental para a paz. E voltou a defender que a crise deve ser combatida com desenvolvimento e distribuição de renda.

Thein Sein
Na noite desta segunda-feira, o presidente de Mianmar, Thein Sein, também foi homenageado. O general Thein Sein iniciou um processo de democratização de uma ditadura militar que já dura meio século. Ele convocou eleições, libertou presos políticos e permitiu que a imprensa privada sem censura prévia voltasse a atuar no país. “Mianmar iniciou um conjunto de reformas notáveis e sem precedentes desde que o governo do presidente Thein Sein assumiu em março de 2011″, disse a presidenta do Crisis Group, Louise Arbour. No entanto, na avaliação do próprio Crisis Group, o país asiático ainda precisa dar seguimento ao processo de liberalização política ocorrido até agora”.

Esta é a oitava edição do prêmio. Entre personalidades que já receberam a homenagem estão os presidentes dos EUA Bill Clinton e George W. Bush; os prêmios Nobel da Paz Martti Ahtisaari e Ellen Johnson Sirleaf, e o financista e filantropo George Soros.

O Crisis Group – www.crisisgroup.org/en/about.aspx (em inglês)
Focado na prevenção de conflitos internacionais, o International Crisis Group foi fundado em 1995, com o objetivo de ser uma organização independente de governos e com uma equipe profissional especializada para “atuar como olhos e ouvidos no mundo para impedir conflitos e com um Conselho altamente influente, capaz de mobilizar formuladores de políticas públicas ao redor do planeta”.

Atualmente, a organização emprega mais de 150 pessoas em 10 escritórios regionais, que cobrem cerca de 60 países em situação de risco ou de conflito ativo. O Crisis Group combina a publicação de relatórios e análises técnicas respeitadas internacionalmente, com um Conselho de Administração capaz de mobilizar outros formuladores de políticas públicas ao redor do globo. No conselho estão 10 ex-presidentes (dois deles americanos), um ex-primeiro ministro europeu e um Nobel da Paz, entre outros líderes nos campos da política, diplomacia, negócios e mídia.

Justiça anula punição a réus do escândalo do Banestado

Justiça anula punição a réus do escândalo do Banestado

FREDERICO VASCONCELOS
DE SÃO PAULO

 

fraude e impunidade

O Superior Tribunal de Justiça extinguiu completamente a punição de sete dos 14 ex-diretores e gerentes do Banestado –banco paranaense privatizado em 2000– condenados pela remessa fraudulenta de R$ 2,4 bilhões ao exterior, nos anos 90.

Em 2003, uma força-tarefa investigou o esquema que transferia para paraísos fiscais dinheiro da corrupção e do tráfico de drogas através de depósitos de doleiros em contas de laranjas e nas chamadas contas CC5 (criadas para permitir transferências legais para o exterior).

Dez anos depois, em 19 de março último, o STJ reconheceu a prescrição. Ou seja, a perda do prazo para que sete réus cumprissem penas por evasão de divisas e gestão fraudulenta. Outros três se livraram parcialmente: ainda respondem por gestão fraudulenta.

O processo foi julgado em doze meses pelo juiz Sergio Fernando Moro, da 2ª Vara Federal Criminal de Curitiba.

Em 2004, os 14 acusados foram condenados a penas de até doze anos e oito meses.

A ação permaneceu durante cinco anos no Tribunal Regional Federal da 4ª Região, em Porto Alegre, para julgamento de apelações. O TRF-4 absolveu os acusados do crime de quadrilha e reduziu significativamente as penas. O processo está há mais de três anos no STJ.

banestado

A Procuradoria-Geral da República levou um ano e três meses para emitir parecer.

“É realmente lamentável que a prescrição tenha ocorrido”, diz o procurador da República Vladimir Aras, que participou das investigações.

Doleiros do país inteiro abriam contas em nome de laranjas no Banestado. Um desempregado, por exemplo, depositou R$ 15 milhões.

A abertura dessas contas tinha a concordância dos gerentes das agências.

O dinheiro era transferido para contas CC5, principalmente no Paraguai, de onde era remetido para outros países, sem que o Banco Central soubesse quem era o titular.

A ação penal contra ex-gestores do Banestado é resultado de um dos milhares de inquéritos policiais instaurados em todo o país. Foram denunciadas 631 pessoas.

“Boa parte do dinheiro desviado dos cofres públicos pelo ex-prefeito Paulo Maluf foi enviado ao exterior mediante contas do Banestado em Nova York”, diz o promotor de Justiça Sílvio Marques. Maluf sempre afirmou não ter contas no exterior.

Alguns doleiros foram condenados pela Justiça em decisões que não admitem mais recursos. É o caso de Antônio Oliveira Claramunt (o “Toninho da Barcelona”), Alberto Youssef e Helio Laniado.

“A prescrição retroativa, ao fim das intermináveis quatro instâncias, é invenção brasileira sem paralelo no mundo”, diz o procurador da República Celso Três.

A força-tarefa formada em 2003 conseguiu bloquear R$ 333,5 milhões no Brasil e cerca de R$ 34,6 milhões no exterior. Segundo o procurador Vladimir Aras, “apesar da prescrição, a força-tarefa foi exitosa, pois conseguimos repatriar US$ 3,6 milhões”.

MARATONA DE BOSTON: MAIS SUSPEITAS DE FRAUDE

Boston marathon

Fotos: Militares terceirizados (MERCENÁRIOS) contratados para trabalhar na Maratona de Boston, com mochilas pretas, detectores de radiação e equipamentos táticos


by Mike Adams,
Editor of NaturalNews.com

Natural News acabou de confirmar que ao menos 5 militares terceirizados (mercenarios) estavam operando na cena do crime na maratona de Boston, todos carregavam mochilas pretas semelhantes às usadas para carregar as panelas de pressão com bombas (veja a foto abaixo)

A mídia tradicional está censurando completamente qualquer menção a esses mercenários da Craft (empre)sa de ‘segurança’ militar semelhante a Black Water), fazendo de conta que não existem. Só a mídia alternativa está conduzindo  uma investigação verdadeiramente jornalistica desses ataques. A mídia tradicional não está interessada na verdade, só querem torcer o ataque até virar uma forma de culpar os suspeitos de sempre (arabes e americanos extremestas) por algo  em que eles não participaram.
Graças a ajuda de pesquisadores postando no 4Chan, mais algusn de nosssos analistas, conseguimos trazer a nova pesquisa à luz, como se pode ver nas fotos abaixo

Quem é  esse cara e  o que é isso em suas mãos???

A foto seguinte foi tirada poucos momentos depois da detonação da primeira bomba. Muitas pessas estão se perguntando. “Quem é esse cara?” e por que ele está em botas e calças de combate. Mais importante, o que  ele leva em suas mãos?

fomos capazes de dar um close em suas mãos

com um pouco de pesquisa fomos capazes de descobrir que esse aparelho é um “detector de alerta de radiação” aparelho usado para situações de bomba suja, ou ataque nuclear.

Isso imediatamente suscita questões do tipo: Quem contratou esse cara? De que lado ele está? Por que ele teria adivinhado a necessidade de um detector de radioatividade? Que tipo de mercenários carrega rotineiramente um equipamento desses, tão caro?

Mais quatro mercenários com o mesmo uniforme

Quando investigavamos as fotos, localizamos mais quatro mercenários com os mesmos uniformes: botas de combate caqui, calças de combate caqui, jaquetas pretas, mochilas pretas e equipamento de comunicação tática.

Aqui uma foto de 3 desses mercenários, o do meio é o mesmo da foto acima:

Várias coisas a reparar nessas fotos:

1) Todos os três parecem surpresos, mesmo chocados pelos eventos. Isso pode parecer significar que eles não esperavam o evento.

2) O objeto na mão do homem do meio pode parecer uma arma de mão, mnas tenho certeza que não é. Por que? Por que nenhum mercenário bem treinado iria carregar uma arma com dedos em pinça. A maneira correta de carregar uma arma enquanto se corre é firmemente na palma da mão. Esse objeto é provavelmente um detector de radioatividade como o da foto acima.

3) O homem à esquerda parece carregar um aparelho que aciona com o polegar, um rádio???.

4) O homem da direita revela em sua camiseta o logo da “The Craft” na camiseta, vispivel por que  sua jaqueta se abriu para essa foto (veja abaixo)

Aqui a foto comparativa do logo da Craft

Mais dois mercenarios na cena do crime com o mesmo uniforme

no boné desse acima o logo d:

O fuzileiro Naval e franco atirador Chris Kyle também era um membro da Craftt. Ele foi assassinado por um de seus mais próxiumos amigos alguns meses atrás. A aparência dos mercenários da Craft na Maratona de Boston levanta questões a respeito da morte de Chirs Kyle :

Eis Chris Kyle na TV nacional usando o boné da Craftt:

Aqui o slogan da Craft que diz ” A violência resolve, sim, alguns problemas.”

Se vc ainda tem dúvidas a respeito dos mercenários da Craft, cheque esse site The Craft website onde esses logos, uniformes e equipamentos são visíveis.

As mochilas bomba são similares às mochilas usadas pelos mercenários Craft

Aqui é que a coisa fica realmente assustadora: As mochilas que levavam as panelas de pressão parecem incrivelmente semelhantes às usadas pelos mercenários da Craft:

Outra vista do logo da caveira da Craft tiradas do seu próprio website:

Essa foto mostra funcionários da Craft num feira de negócios. Todos usam as mesmas botas e calças de combate:

O que tudo isso significa?

Primeiro nos livremos da baboseira dos trolls de que isso é teoria de conspiração.”

Como podem, fotos de pessoas reais serem evidencia de teoria de conspiração?

Elas não são. Em trabalho policial de verdade se chamam de evidências e as pessoas nas fotos deveriam ser encaradas como pessoas de interesse (gente passível de investigfação).

Mas elas não são!! toda a mídia e o aparato policial estão fazendo de conta que eles não existem. (Agora essa é a teoria  de conspiração DELES)

Sabemos, entretanto, que os funcionários da Craft não trabalham de graça. Eles não são um bando de voluntários. isso  significa que alguém os pagou para estar ali.

Quem pagou a Craft para ir à maratona? E qual era sua missão?

Por que sua presença na Maratona de Boston está sendo ignorada? Por que essas pessoas de interesse não estão  sob investigação?

Por que eles carregam detectores de radiação? O  que há em suas mochilas? Sanduiches de presunto?

O fato de que a midia se recusa mesmo a reconhecer a existência de tais mercenários é auto evidente.

mais aquihttp://www.naturalnews.com/039977_The_Craft_Boston_marathon_private_military_contractors.html#ixzz2QvgmiVEK

Secretário de Estado americano, John Kerry, considera América Latina como “quintal” dos EUA

O secretário de Estado estadunidense, John Kerry, qualificou nesta quinta-feira (18) que a América Latina é o “quintal dos Estados kerryUnidos” e não como uma região vizinha, soberana e independente onde convergem numerosas nações, com diferentes ideias ou tendências sociais, econômicas ou culturais.

Em discurso realizado diante o Comitê de Assuntos Exteriores da Câmara de Representantes, Kerry quis destacar a importância de uma maior aproximação com a América Latina, porque trata-se do “quintal” de seu país.

Neste sentido, adiantou que tem planos de viajar, em breve, para a Colômbia e Brasil, e confirmou visitas do presidente Barack Obama para o México e Costa Rica, em maio. “A América Latina é nosso quintal (…) temos que aproximarmos de maneira vigorosa”, disse o chefe da diplomacia estadunidense, exortando para a administração Obama fazer um esforço especial com os países latinos.

Com suas declarações, Kerry revive a velha Doutrina Monroe, que desde 1823, serviu de guia para as relações dos Estados Unidos com a América Latina. Sua visão única é impor a vontade e influência política e econômica norteamericana aos vizinhos do sul, eliminando qualquer indicio de resistência.

A Doutrina Monroe estabelece que se um país americano ameaça ou coloca em perigo os direitos ou propriedades de cidadãos ou empresas estadunidenses, então Washington está obrigado a intervir nos assuntos deste país para “reordená-lo” e restabelecer os direitos e o patrimônio de sua cidadania e suas empresas.

Eleições na Venezuela

Na ocasião, Kerry foi consultado sobre os resultados das eleições venezuelanas e respondeu “deve haver uma recontagem [dos votos]”. Os Estados Unidos ainda não reconhecem Nicolás Maduro como presidente eleito na Venezuela. Desta maneira, Kerry contradiz a posição assumida por todos os organismos regionais que reconheceram a vitória de Maduro e a transparência do processo e o resultado como a Organização dos Estados Americanos (OEA), a União das nações Sul-americanas (Unasul), o Mercado Comum do Sul (Mercosul), entre outros.

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Fonte: TeleSur

Festa de aniversário, de Fux, seria um evento patético, uma data para ser esquecida

Carlos Newton

Não se fala em outra coisa nos meios jurídicos. No próximo dia 26, o ministro Luiz Fux ia celebrar seu aniversário de 60 anos e programou uma megafesta, a se realizar na casa do advogado milionário Sérgio Bermudes, no Rio, com centenas de convidados, demonstrando que Fux pouco se importou sobre as críticas do presidente do Supremo, Joaquim Barbosa, às relações perigosas entre magistrados e advogados. Mas a repercussão foi tão negativa que ele teve de cancelar a comemoração.

 Feliz aniversário…

E todos os que se julgam importantes na Justiça queriam receber convites para a festa. De acordo com o jornal “Folha de S. Paulo”, entre os convidados estavam todos os 180 desembargadores do Tribunal de Justiça fluminense, o governador Sérgio Cabral e o prefeito do Rio, Eduardo Paes (PMDB), além de todos os ministros do Supremo Tribunal Federal.

Mas o goverrnador do Rio, Sérgio Cabral (PMDB), se apressou em desmentir ter sido convidado. E o prefeito Eduardo Paes (PMDB) fez o mesmo. De uma hora para outra, depois da denúncia de José Dirceu sobre um acordo com Fux, a proximidade com o ministro do Supremo passou a ser vista como negativa.

SEM IMAGEM

No caso de Sérgio Cabral, ao negar o convite, diga-se que o governador tenta preservar sua imagem, embora isso seja impossível. Corrupto, preguiçoso e incompetente, Cabral já não tem imagem alguma. Ele se tornou um vampiro do povo, que diante do espelho não consegue se ver.

Mas a verdade é que a filha do ministro, Mariana Fux, trabalha como advogada do escritório de Sérgio Bermudes e disputa uma indicação para o Tribunal de Justiça do Rio pelo chamado quinto constitucional, na vaga reservada à Ordem dos Advogados do Brasil,  e Fux está fazendo lobby por ela.

A seleção começa com uma lista de seis advogados, enviada para a apreciação dos desembargadores em atividade. Eles selecionam três dos candidatos, dentre os quais o governador Cabral escolherá o vencedor. Mais do que depressa, Cabral negou ter conhecimento sobre uma possível articulação visando à nomeação da filha do ministro para  desembargadora.

“Eu nunca ouvi falar disso. A mim, nunca chegou esse assunto”, disse o governador. “Agora, que ela é uma advogada brilhante e respeitada, ela é. Conheço ela do escritório do Sérgio Bermudes. Conheço ela como advogada”, tentou justificar Cabral, que, como Paes, agora nega ter sido convidado para a festa.

Tudo isso demonstra o grau de apodrecimento da Justiça brasileira, que não é diferente do Executivo e do Legislativo. São três Podres Poderes, na expressão genial de Caetano Veloso. E como dizia Erasmo carlos, vejam só que festa de arromba.

Prefeitura de Florianópolis recusa alvará para hotel na Ponta do Coral – por joão meassi / ilha de santa catarina.sc

Empreendimento de nível internacional seria construído na Beira-mar Norte

 

Divulgação

Projeto prevê marina e aterro de 35 mil m2

 

A prefeitura de Florianópolis deu parecer contrário ao empreendimento da Hantei Engenharia na Beira-mar Norte, o Hotel Marina Ponta do Coral, principalmente no tocante ao aterro. O parecer assinado pelo procurador-geral do município, Julio Cesar Marcellino Junior, concluiu que o aterro de 35 mil metros quadrados é desprovido de interesse público e de legalidade.

A posição do município encontra respaldo em igual entendimento da Delegacia do Patrimônio da União. O assunto voltou à tona quando a administração passada entrou no Patrimônio da União pedindo licença para fazer o aterro, só que com o mesmo projeto já apresentado pela Hantei. “Não vamos aceitar um projeto de aterro em área da União de empresa privada. Na época, a prefeitura misturou o público e o privado”, disse a superintendente da SPU, Isolde Espíndola. Segundo ela, se o município quiser fazer o aterro tem que fazer um projeto justificando o interesse público.

A prefeitura não confirmou a decisão, mas também não negou a informação. A secretaria municipal de Comunicação, no entanto, fez questão de dizer que o prefeito Cesar Souza Junior (PSD) não é contra o empreendimento.

Presidente norte-coreano ordena preparação de mísseis para atacar EUA “a qualquer momento”

Presidente norte-coreano ordena preparação de mísseis para atacar EUA “a qualquer momento”

Kim Jong-un afirmou nesta sexta-feira que é hora de “acertar contas” com Coreia do Sul e seu aliado Estados Unidos

Agência Efe

Zona fronteiriça entre as duas Coreias está com tensão elevada devido à possibilidade de novom conflito

O presidente da Coreia do Norte, Kim Jong-un, ordenou o posicionamento técnico de “mísseis estratégicos” para atacar a “qualquer momento” alvos dos Estados Unidos e da Coreia do Sul, informou a agência norte-coreana KCNA.

O jovem líder ordenou que os mísseis “estejam preparados para disparar e golpear a qualquer momento o território dos EUA, suas bases militares no Pacífico, inclusive Havaí e Guam, e as da Coreia do Sul”, detalhou o comunicado.

“Chegou o momento de acertar contas”, afirmou Kim Jong-un.

A medida foi tomada horas depois de Washington enviar dois bombardeiros B-2 Spirit, com tecnologia furtiva para penetrar defesas antiaéreas e descarregar bombas convencionais e nucleares, para os exercícios militares que faz com os sul-coreanos desde o início do mês. A ação foi vista pela Coreia do Norte como uma violação à sua soberania.

Neste sentido, o líder norte-coreano ordenou que o Exército esteja preparado para “reagir perante a chantagem nuclear dos EUA com um ataque atômico sem piedade”.

Além disso, a KCNA revela que Kim Jong-un tomou estas decisões “em vista da trágica situação” e após ter realizado na primeira hora de hoje uma reunião urgente com as Forças de Mísseis Estratégicos do país comunista perante a presença do estado maior do Exército.

As novas ameaças acontecem depois de a Coreia do Norte anunciar nesta semana a suspensão da única linha de comunicação militar que mantinha com a Coreia do Sul e que administra o acesso ao complexo industrial comum de Kaesong, no meio de uma escalada de tensão entre os dois países.

O corte de todas as comunicações com o Sul se inscreve na campanha de ameaças belicistas que a Coreia do Norte dirige ao Sul e aos EUA desde o último dia 7 de março, quando a ONU anunciou novas sanções ao regime de Kim Jong-un por seu último teste nuclear de fevereiro.

Dentro desta dinâmica, a Coreia do Norte anunciou ontem que seus mísseis e unidades de artilharia se encontram “em posição de combate” apontando para alvos dos EUA e da Coreia do Sul, o que representa o grau máximo de alerta militar.

Posição norte-americana

Os Estados Unidos defenderam nesta quinta-feira o uso de um bombardeiro estratégico em suas manobras anuais conjuntas com Coreia do Sul como uma resposta “dissuasória” ao recente tom beligerante da Coreia do Norte.

O secretário de Defesa, Chuck Hagel, negou que o posicionamento de dois bombardeiros B-2 na Coreia do Sul seja uma provocação e assegurou que “a dissuasão também faz parte dos exercícios militares” entre as forças sul-coreanas e as tropas norte-americanas, manobras que começaram no dia 1º de março e se prolongarão até 30 de abril.

“As ações muito provocativas e o tom beligerante (norte-coreano) aumentaram o perigo”, indicou Hagel, que também defendeu a decisão de meados deste mês de aumentar as defesas antimísseis perante as ameaças do regime de Kim Jong-un.

Da mesma forma que o chefe do Pentágono, a Casa Branca e o Departamento de Estado defenderam este passo pouco convencional como parte do compromisso em defesa com seu aliado sul-coreano, ao mesmo tempo em que pediram que Pyongyang abandone suas provocações e ameaças.

“Quando um país diz o tipo de coisas que a República Democrática Popular da Coreia diz, você tem que levar a sério e dar passos para assegurar que fique claro que podemos defender e defenderemos nosso país e nossos aliados”, declarou a porta-voz do Departamento de Estado, Victoria Nuland.

Para o porta-voz da Casa Branca, Josh Earnest, a mensagem de Washington é: “frente à retórica bélica e as ameaças dos norte-coreanos estamos ombro com ombro com nossos aliados sul-coreanos e nos asseguramos que os interesses de ambos estão protegidos”.

(*) com Agência Efe

Cura de leucemia é anunciada por cientistas

Foto: The New York Times

Foi publicado nesta semana uma pesquisa no New Engand Journal of Medicine que abre espaço para o tratamento de uma forma de leucemia muito complicada para os médicos, a leucemia linfocítica aguda (LLA). Especialistas da Universidade da Pennsylvania conseguiram curar uma paciente infantil utilizando  um método de reprogramação das células da defesa.

A garota é esta da foto, Emily Whitehead. Ela foi diagnosticada com a doença quando tinha apenas cinco anos. Como os tratamentos convencionais não estavam surtindo efeito, os pais da menina resolveram tentar o tratamento experimental.

O método consiste em modificar geneticamente as células de defesa. Assim, elas passam a combater as células cancerígenas. Um ano depois, Emily permanece sem a doença.

O método ainda não apresentou 100% de eficácia em outras pessoas – houve um paciente que morreu -, mas abre espaço para a cura de outros tipos de câncer, como da mama e da próstata, dizem pesquisadores.

Via IG

Arnaldo Jabor : Um Magnífico Vendilhão – por miguel dias

 
Sim, o cara escreve muito bem, do alto de seu pedestal, sabe escrachar como poucos, ou seja, é expert na arte de ridicularizar a quem lhe convier. Escreveu uma quase pomposa crônica criticando o que redundou na tragédia da Boate Kiss. Pra melhorar sua imagem, fez uns floreios culturais a cerca do que seriam as baladas. O homem tem cultura, reconheço.
Volteou, foi, voltou; como esperto jogador, preparando o blefe escreveu algumas verdades e, no fim, ficou com uma meia acusação aos jovens que rotineiramente frequentam tais ambientes; refiro-me a quando ele pergunta o que leva tais jovens àqueles ambientes. Inteligente e ardilosamente, ele não responde, por exemplo, que a Rede Globo, sua empregadora, é uma das principais responsáveis por tal comportamento. Com sua programação intencionalmente voltada para estupidificar o povo brasileiro, é talvez a maior produtora desse aculturamento musical a que ele se refere.
Após este “fechamento” manhoso, onde leva os trouxas a achar que ele está falando de forma magnífica, aproveita o ápice emocional atingido para, lá de cima de sua tribuna privilegiada – sim, ele tem acesso a toda imprensa, a tal imprensa que acusa nossa presidente de censura e que, no entanto… mas vejamos o que ele aprontou – lá decima de sua excelsa tribuna aproveita que todos já quase o estão aplaudindo seu brilhante discurso e descarrega sua fuzilaria na Presidente Dilma, como se o problema que redundou em tantas mortes fosse coisa desses últimos dez anos. Vá ser hipócrita na PQP!
O aculturamento do brasileiro já vem de décadas, será que nosso magnífico vendilhão não sabe? Sabe e até melhor do que eu, só que não lhe convém admitir, pois é comprometido com essa TV corrupta. Joga uma “tirada” e sai fazendo pose. Acusa a presidente de estar faturando com a tragédia… Ora, quem mais do que a imprensa, da qual este engraçadinho faz parte, está tirando proveito? Só mesmo um tolo não vê: é um prato cheio para estes oportunistas de redação.
Inteligente o cara é, já quanto ao caráter, é lamentável dizer, fede. Fede a jogo sujo, corrupção: não necessariamente corrupção de suborno – esta é apenas a mais conhecida – a corrupção da palavra, o uso pernicioso desta com a finalidade de tentar perpetuar no poder uma elite – esta sim – sabidamente corrupta na acepção mais comum; uma elite que se locupletou com a miséria de milhões de brasileiros, que, agora, estão saindo desse patamar humilhante, e pondo em cheque a estabilidade de um sistema que começa a desmoronar a olhos vistos. Isto assusta os confortavelmente instalados nas tetas da grana pública.
Cristo teria dito “Amai-vos uns aos outros!” Um canalha destes ama alguém? Duvido!
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João Ubaldo Ribeiro completa hoje 72 anos – 23/01/2013

23.01 .13

(escritor, jornalista, roteirista e professor brasileiro)

ubaldo

“Se não entendo tudo, devo ficar contente com o que entendo. E entendo que vejo estas árvores e que tenho direito a minha língua e que posso olhar nos olhos dos estranhos e dizer: não me desculpe por não gostar do que você gosta; não me olhe de cima para baixo; não me envergonhe de minha fala; não diga que minha fala é melhor do que a sua; não diga que eu sou bonito, porque sua mulher nunca ia ter casado comigo; não seja bom comigo, não me faça favor; seja homem, filho da puta, e reconheça que não deve comer o que eu não como, em vez de me falar concordâncias e me passar a mão pela cabeça; assim poderei matar você melhor, como você me mata há tantos anos.”

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– João Ubaldo, in Vila Real.

Casa Branca: ” Legado de Niemeyer inspirará gerações “

enquanto isso a REVISTA VEJA chama-o de  ” …..meio gênio e meio IMBECIL…”. pois é…

 

08/12/2012 | 16:51 | AGÊNCIA ESTADO

O legado de Oscar Niemeyer vai ficar vivo na beleza de suas obras e inspirar gerações, afirmou a Casa Branca em um comunicado em que lamenta a morte do arquiteto brasileiro, na noite da última quarta-feira (5). “Os Estados Unidos estendem suas profundas condolências ao povo do Brasil pelo falecimento do lendário arquiteto Oscar Niemeyer”, destaca a nota à imprensa divulgada neste Sábado.

A nota ressalta que Niemeyer foi inovador e mestre em criatividade, deixando sua marca em várias obras pelo mundo e ajudando a moldar a identidade única da nação brasileira. “Ele transpôs as curvas naturais da antiga capital, Rio, para os prédios e monumentos de Brasília.”

O comunicado ressalta a contribuição do arquiteto para desenhar a sede da Organização das Nações Unidas (ONU), em Nova York, e o fato de Niemeyer ser considerado membro honorário do Instituto Americano de Arquitetos desde 1963.

Ex-general argentino é condenado a prisão perpétua pela oitava vez por crimes na ditadura

Em sua defesa, Luciano Benjamín Menéndez repetiu o discurso de combate à subversão da esquerda

Wikicommons

O ex-general Luciano Benjamín Menéndez (direita) justificou seus atos pelo combate à “subversão marxista internacional”

O ex-general Luciano Benjamín Menéndez foi condenado, nesta sexta-feira (07/12), pela oitava vez, a prisão perpétua por crimes cometidos durante a ditadura argentina (1976-1983), quando cerca de 30 mil pessoas foram assassinadas ou desapareceram, segundo organizações de direitos humanos.

Condenado na província de La Rioja como coautor na prisão ilegal e homicídio triplamente qualificado de dois sacerdotes – ações classificadas pelo tribunal como “crime contra a humanidade”-, o ex-comandante do Terceiro Corpo do Exército, hoje com 85 anos, cumprirá suas sentenças na penitenciária de Ezeiza, na região metropolitana de Buenos Aires.

Menéndez foi o comandante máximo das atividades do Exército em dez províncias argentinas durante o período de repressão, fato pelo qual acumula, além das sete sentenças perpétuas atuais, numerosas acusações por violações aos direitos humanos.

O ex-vice-comodoro, Luis Fernando Estrella, e o ex-delegado de polícia Domingo Benito Vera também foram condenados a prisão perpétua pelos mesmos crimes. Ambos cumprirão a sentença no serviço penitenciário de La Rioja. Ao fim do julgamento, ativistas, membros de organizações de direitos humanos e de comunidades cristãs celebraram a decisão do tribunal.

Durante a leitura da sentença, o juiz responsável pelo caso teve que gritar repetidas vezes, de forma brusca, a ordem de “silêncio na sala”, frente à manifestação dos presentes, que comemoravam as sentenças perpétuas “por unanimidade” e a revogação do pedido de prisão domiciliar a Menéndez e aos demais condenados. Antes mesmo do fim da leitura, alguns dos presentes invocaram o nome dos sacerdotes, ao que respondiam “presente!”.

Segundo a imprensa local, Menéndez fez seu último pronunciamento por vídeoconferência, na qual afirmou que o julgamento de “supostos culpados de supostos crimes” é “inconstitucional”. O ex-general voltou a repetir o discurso sustentado pela cúpula da ditadura, da existência de uma “guerra contra a subversão marxista internacional”, que justificaria seus atos.

Ao serem sequestrados em julho de 1976, na província de La Rioja, os sacerdotes Carlos de Dios Murias e Gabriel Longueville foram interrogados e torturados em uma base da Força Aérea Argentina. Seus corpos foram encontrados com vendas nos olhos e marcas de torturas um mês depois.

Segundo parentes dos sacerdotes, uma das características da repressão na região foi a perseguição de religiosos comprometidos com o movimento rural, que reivindicavam o direito dos camponeses à terra. De acordo com a secretaria de Direitos Humanos, dependente do Ministério de Justiça, há numerosas provas que atestam a perseguição a sacerdotes pelos repressores.

ENTREVISTA ABRE JANELA PARA IMPEACHMENT DE FUX.

fux
                                                                                                                     LUIZ FUX.Depoimento desastroso à jornalista Mônica Bergamo aponta sinais de quebra de decoro por parte do ministro Luiz

Fux, do Supremo Tribunal Federal. Ele revela que como fez lobby explícito para chegar à suprema corte e confessa que usou decisões judiciais que tomou para se promover. No Brasil, nunca houve um impeachment de ministro do STF e a decisão compete ao Senado Federal. Qualquer cidadão pode propor a ação.
A ENTREVISTA:
02/12/2012 – 04h30

Em campanha para o STF, Luiz Fux procurou José Dirceu

MÔNICA BERGAMO
COLUNISTA DA FOLHA

O ministro Luiz Fux, 59, diz que desde 1983, quando, aprovado em concurso, foi juiz de Niterói (RJ), passou a sonhar com o dia em que se sentaria em uma das onze cadeiras do Supremo Tribunal Federal (STF).

Quase trinta anos depois, em 2010, ele saía em campanha pelo Brasil para convencer o então presidente Lula a indicá-lo à corte.

Fux era ministro do STJ (Superior Tribunal de Justiça), o penúltimo degrau na carreira da magistratura. “Estava nessa luta” para o STF desde 2004 –sempre que surgia uma vaga, ele se colocava. E acabava preterido. “Bati na trave três vezes”, diz.

‘Pensei que não tinha provas; li o processo do mensalão e fiquei estarrecido’, diz Fux

Sérgio Lima/Folhapress
Ministro Luiz Fux no prédio do Supremo Tribunal Federal, em Brasília
Ministro Luiz Fux no prédio do Supremo Tribunal Federal, em Brasília

AVAL

Naquele último ano de governo Lula, era tudo ou nada.

Fux “grudou” em Delfim Netto. Pediu carta de apoio a João Pedro Stedile, do MST. Contou com a ajuda de Antônio Palocci. Pediu uma força ao governador do Rio, Sergio Cabral. Buscou empresários.

E se reuniu com José Dirceu, o mais célebre réu do mensalão. “Eu fui a várias pessoas de SP, à Fiesp. Numa dessas idas, alguém me levou ao Zé Dirceu porque ele era influente no governo Lula.”

O ministro diz não se lembrar quem era o “alguém” que o apresentou ao petista.

Fux diz que, na época, não achou incompatível levar currículo ao réu de processo que ele poderia no futuro julgar. Apesar da superexposição de Dirceu na mídia, afirma que nem se lembrou de sua condição de “mensaleiro”.

“Eu confesso a você que naquele momento eu não me lembrei”, diz o magistrado. “Porque a pessoa, até ser julgada, ela é inocente.”

Conversaram uma só vez, e por 15 minutos, segundo Fux. Conversaram mais de uma vez, segundo Dirceu.

A equipe do petista, em resposta a questionamento da Folha, afirmou por e-mail: “A assessoria de José Dirceu confirma que o ex-ministro participou de encontros com Luiz Fux, sempre a pedido do então ministro do STJ”.

Foram reuniões discretas e reservadas.

CURRÍCULO

Para Dirceu, também era a hora do tudo ou nada.

Ele aguardava o julgamento do mensalão. O ministro a ser indicado para o STF, nos estertores do governo Lula, poderia ser o voto chave da tão sonhada absolvição.

A escolha era crucial.

Fux diz que, no encontro com Dirceu, nada disso foi tratado. Ele fez o seguinte relato àFolha:

Luiz Fux – Eu levei o meu currículo e pedi que ele [Dirceu] levasse ao Lula. Só isso.

Folha – Ele não falou nada [do mensalão]?

Ele falou da vida dele, que tava se sentindo… em outros processos a que respondia…

Tipo perseguido?

É, um perseguido e tal. E eu disse: “Não, se isso o que você está dizendo [que é inocente] tem procedência, você vai um dia se erguer”. Uma palavra, assim, de conforto, que você fala para uma pessoa que está se lamentando.

MATO NO PEITO

Dirceu e outros réus tiveram entendimento diferente. Passaram a acreditar que Fux votaria com eles.

Uma expressão usual do ministro, “mato no peito”, foi interpretada como promessa de que ele os absolveria.

Fux nega ter dado qualquer garantia aos mensaleiros.

Ele diz que, já no governo Dilma Rousseff, no começo de 2011, ainda em campanha para o STF (Lula acabou deixando a escolha para a sucessora), levou seu currículo ao ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo. Na conversa, pode ter dito “mato no peito”.

Folha – Cardozo não perguntou sobre o mensalão?

Não. Ele perguntou como era o meu perfil. Havia causas importantes no Supremo para desempatar: a Ficha Limpa, [a extradição de Cesare] Battisti. Aí eu disse: “Bom, eu sou juiz de carreira, eu mato no peito”. Em casos difíceis, juiz de carreira mata no peito porque tem experiência.

Em 2010, ainda no governo Lula, quando a disputa para o STF atingia temperatura máxima, Fux também teve encontros com Evanise Santos, mulher de Dirceu.

Em alguns deles estava o advogado Jackson Uchôa Vianna, do Rio, um dos melhores amigos do magistrado.

Evanise é diretora do jornal “Brasil Econômico”. Os dois combinaram entrevista “de cinco páginas” do ministro à publicação.

Evanise passou a torcer pela indicação de Fux.

Em Brasília, outro réu do mensalão, o deputado João Paulo Cunha (PT-SP), articulava apoio para Fux na bancada do PT.

A movimentação é até hoje um tabu no partido. O deputado Cândido Vacarezza (PT-SP) é um dos poucos que falam do assunto.

Vacarezza – Quem primeiro me procurou foi o deputado Paulo Maluf. Eu era líder do governo Lula. O Maluf estava defendendo a indicação e me chamou no gabinete dele para apresentar o Luiz Fux. Tivemos uma conversa bastante positiva. Eu tinha inclinação por outro candidato [ao STF]. Mas eu ouvi com atenção e achei as teses dele interessantes.

Folha – E o senhor esteve também na casa do ministro Fux com João Paulo Cunha?

Eu confirmo. João Paulo me ligou dizendo que era um café da manhã muito importante e queria que eu fosse. Eu não te procurei para contar. Mas você tem a informação, não vou te tirar da notícia.

O mensalão foi abordado?

Não vou confirmar nem vou negar as informações que você tem. Mas eu participei de uma reunião que me parecia fechada. Tinha um empresário, tinha o João Paulo. Sobre os assuntos discutidos, eu preferia não falar.

Fux confirma a reunião. Mas diz que ela ocorreu depois que ele já tinha sido escolhido para o STF. Os petistas teriam ido cumprimentá-lo.

Na época, Cunha presidia comissão na Câmara por onde tramitaria o novo Código de Processo Civil, que Fux ajudou a elaborar.

Sobre Maluf, diz o magistrado: “Eu nunca nem vi esse homem”. Maluf, avisado do tema, disse que estava ocupado e não atendeu mais às chamadas da Folha. Ele é réu em três processos no STF.

CHORO

No dia em que sites começaram a noticiar que ele tinha sido indicado por Dilma para o STF, “vencendo” candidatos fortes como os ministros César Asfor Rocha e Teori Zavascki, também do STJ, Fux sofreu, rezou, chorou.

Luiz Fux – A notícia saiu tipo 11h. Mas eu não tinha sido comunicado de nada. E comecei a entrar numa sensação de que estavam me fritando. Até falei para o meu motorista: “Meu Deus do céu, eu acho que essa eu perdi. Não é possível”. De repente, toca o telefone. Era o José Eduardo Cardoso. Aí eu, com aquela ansiedade, falei: “Bendita ligação!”. Ele pediu que eu fosse ao seu gabinete.

No Ministério da Justiça, ficou na sala de espera.

Luiz Fux – Aí eu passei meia hora rezando tudo o que eu sei de reza possível e imaginável. Quando ele [Cardozo] abriu a porta, falou: “Você não vai me dar um abraço? Você é o próximo ministro do Supremo Tribunal Federal”. Foi aí que eu chorei. Extravasei.

De fevereiro de 2011, quando foi indicado, a agosto de 2012, quando começou o julgamento do mensalão, Fux passou um período tranquilo. Assim que o processo começou a ser votado, no entanto, o clima mudou.

Para surpresa dos réus, em especial de Dirceu e João Paulo Cunha, ele foi implacável. Seguiu Joaquim Barbosa, relator do caso e considerado o mais rigoroso ministro do STF, em cada condenação.

Foi o único magistrado a fazer de seus votos um espelho dos votos de Barbosa. Divergiu dele só uma vez.

Quanto mais Fux seguia Barbosa, mais o fato de ter se reunido com réus antes do julgamento se espalhava no PT e na comunidade jurídica.

Advogados de SP, Rio e Brasília passaram a comentar o fato com jornalistas.

A raiva dos condenados, e até de Dilma, em relação a Fux chegou às páginas dos jornais, em forma de notas cifradas em colunas –inclusive da Folha.

Pelo menos seis ministros do STF já ouviram falar do assunto. E comentaram com terceiros.

Fux passou a ficar incomodado. Conversou com José Sarney, presidente do Senado. “Sei que a Dilma está chateada comigo, mas eu não prometi nada.” Ele confirma.

Na posse de Joaquim Barbosa, pouco antes de tocar guitarra, abordou o ex-deputado Sigmaringa Seixas, amigo pessoal de Lula. Cobrou dele o fato de estarem “espalhando” que prometera absolver os mensaleiros.

Ao perceber que a Folha presenciava a cena, puxou a repórter para um canto. “Querem me sacanear. O pau vai cantar!”, disse. Questionado se daria declarações oficiais, não respondeu.

Dias depois, um emissário de Fux procurou a Folha para agendar uma entrevista.

RAIO X – LUIZ FUX, 59

Origem
Rio de Janeiro (RJ)

Família
Casado com Eliane Fux, tem dois filhos: Rodrigo e Marianna, ambos advogados

Formação
Bacharel em direito pela Uerj (Universidade do Estado do Rio de Janeiro). Concluiu doutorado em processo civil, também pela Uerj

Carreira
Atuou por 18 anos no Ministério Público do Rio. Foi juiz em para Niterói (RJ). Passou a desembargador do TJ-RJ em 1997 e, em 2001, foi nomeado pelo então presidente FHC para o STJ. Está no Supremo desde 2011, indicado por Dilma

DITADURA ARGENTINA: Pela primeira vez, pilotos e tripulantes dos “voos da morte” serão julgados.

A prática era utilizada por militares para o desaparecimento de pessoas, que eram sedadas e jogadas do alto de aviões

O maior julgamento por violações aos direitos humanos perpetradas durante a ditadura argentina (1976-1983) terá início nesta quarta-feira (28/11), em Buenos Aires. Ao todo, 68 acusados de assassinatos, torturas e desaparecimentos na ESMA (Escola de Mecânica da Armada), onde funcionou o maior centro clandestino de prisão do país na época da repressão, sentarão no banco dos réus.

Divulgação

Presos políticos desaparecidos durante a ditadura militar na Argentina. Responsáveis por “voos da morte” serão julgados

Entre os acusados, estão pela primeira vez oito pilotos e tripulantes acusados de 50 homicídios nos emblemáticos “voos da morte”, prática utilizada por militares para o desaparecimento de pessoas, que eram sedadas e jogadas do alto de aviões no mar ou no Rio da Prata. No julgamento, que deve durar aproximadamente dois anos, cerca de 900 testemunhas devem ser escutadas sobre casos de 789 vítimas, das quais cerca de um terço é sobrevivente.

O maior julgamento por crimes na ditadura até então foi realizado em Tucumán, com 41 acusados no banco dos réus. O que começa nesta quarta-feira inclui acusados da Marinha, Exército, Polícia Federal, Prefeitura naval e do Serviço Penitenciário, e dois civis: um advogado acusado de participar de torturas e de pelo menos um voo da morte e um ex secretário de Fazenda de José Alfredo Martínez de Hoz, ministro de Economia entre 1976 e 1981.

Dos 68 réus, 16 já foram condenados, no ano passado, por crimes cometidos na ditadura. Jorge “Tigre” Acosta, por exemplo, soma penas de 30 anos e perpétua, por atrocidades como o roubo sistemático de bebês nascidos em prisões clandestinas; Antonio Pernías, também condenado a perpétua, encarregado do “aquário”, um setor da ESMA onde os presos faziam trabalho escravo; e Alfredo Astiz, condenado na França e na Argentina pelo assassinato das freiras francesas Alice Domon e Léonie Duquet.

ESMA

Administrada pela Marinha na época da ditadura, a ex-ESMA, localizada no bairro de Núñez, em Buenos Aires é um dos maiores símbolos do terror vivido no país durante o regime imposto após o golpe de Estado contra María Estela Martínez de Perón, em março de 1976. Segundo estimativas, cinco mil pessoas passaram por suas celas e salas de tortura, e cerca de 100 sobreviveram.

Maior prisão clandestina do país durante os anos de chumbo, o local teve dupla função durante a ditadura militar: prisão de oposicionistas e formação de novos militares. A investigação sobre os crimes cometidos na ESMA foi aberta nos anos 1980, após a redemocratização do país. O inquérito foi depois arquivado com as leis do Ponto Final (1986) e da Obediência Devida (1987).

Em outubro do ano passado, 12 repressores foram condenados à prisão perpétua pelo sequestro, tortura e assassinato de 86 pessoas no local. Outros quatro condenados receberam penas de 18 a 25 anos e dois dos réus foram absolvidos, mas continuaram presos à espera de mais julgamentos.

A ESMA ficou nas mãos das Forças Armadas até 2007, três anos depois de o ex-presidente Néstor Kirchner ordenar o desalojamento dos militares. Hoje, o local funciona como um “centro cultural e de memória”. Algumas dependências da ex-prisão clandestina podem ser visitadas, como o Cassino dos Oficiais (área onde mantinham e torturavam os presos) e a maternidade clandestina, onde se realizavam partos de presas grávidas. Muitos bebês nascidos no edifício foram sequestrados e ilegalmente adotados por outras famílias.

Governo é derrotado na Câmara e dinheiro do petróleo não vai para educação

Câmara aprova royalties sem dinheiro para educação. União dos estados que não produzem petróleo imprime derrota ao governo da presidente Dilma Rousseff, que queria exclusividade das verbas do petróleo destinadas para a educação

Os deputados dos estados não produtores conseguiram fazer valer sua força na Câmara e derrubaram a proposta avalizada pelo governo para um novo modelo de partilha do petróleo no país. Os parlamentares aprovaram o texto que veio do Senado, que beneficia as unidades da federação que não produzem o combustível, em detrimento dos estados produtores, como Rio de Janeiro e Espírito Santo. Com a decisão, a educação não vai mais receber 100% dos lucros dos futuros contratos. O projeto agora segue para sanção presidencial.

VEJA AQUI COMO VOTOU CADA DEPUTADO

petróleo educação congresso

Marco Maia preside a sessão. União dos não produtores de petróleo leva o governo Dilma a sofrer derrota e dinheiro não irá para a educação. Presidente poderá vetar o projeto.

A previsão de destinar os lucros para a educação ficou definida na semana passada. O ministro da Educação, Aloizio Mercadante, ficou responsável pela articulação com parlamentares da base. Em reuniões com as bancadas do PT e aliadas, ele transmitiu a sugestão da presidenta Dilma Rousseff. O deputado Carlos Zarattini (PT-SP), relator do texto na Câmara, acolheu a sugestão.

Se o texto de Zarattini fosse aprovado, o dinheiro dos futuros contratos estariam carimbados, podendo ser usados por municípios, estados e União unicamente para educação. No entanto, para parlamentares contrários à proposta, acabou valendo mais o peso das alianças municipais dos deputados com prefeitos. “Pesa mais o corporativismo do que a vinculação para a educação. A discussão tem que começar do zero”, lamentou o líder em exercício do Psol, Ivan Valente (SP).

Em outubro, a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara aprovou o Plano Nacional de Educação (PNE). Entre outras previsões, está a destinação de 10% do Produto Interno Bruto (PIB) para a educação. O governo, então, viu nos lucros vindos da extração do petróleo a forma de aumentar o financiamento para a área.

Reviravolta

Porém, a sessão desta terça-feira (6) foi palco de uma reviravolta contra o governo. O DEM apresentou um requerimento de preferência de votação do projeto aprovado pelo Senado em outubro. Com apoio de deputados dos estados não produtores – que passariam a ter liberdade para usar como bem quisessem o dinheiro que vão receber, sem ficarem obrigados a fazer vinculações -, houve uma vitória apertada. Depois, ao ser colocado em votação, o projeto teve mais apoio. Somente PT e Psol se posicionaram contra.

“Até hoje, às 13h, não havia um consenso. Me parece que não foi maturado suficientemente na consciência dos deputados. Por isso estamos votando o texto do Senado”, analisou o líder do PSB na Câmara, Givaldo Carimbão (AL). Para deputados da base, houve falta de articulação, assumida na última semana pelo ministro da Educação, Aloizio Mercadante. Até então, era a ministra das Relações Institucionais, Ideli Salvatti, a responsável pela articulação política.

“Esse projeto do Senado foi mais estudado do que esse daqui da Câmara. É o melhor para os municípios, para os estados, para o meio ambiente, é o projeto do Senado”, afirmou o líder do PV, Sarney Filho (MA). Em fevereiro, o presidente da Câmara instalou uma comissão formada por 12 deputados para elaborar um novo texto. A comissão era coordenada por Zarattini e tinha ainda a presença de cinco parlamentares dos estados produtores e cinco dos não produtores.

O líder do PPS, Rubens Bueno (PR), elogiou o trabalho feito pelo grupo de trabalho comandado por Zarattini para tratar dos royalties. Porém, ele ressaltou que o substitutivo não passou por nenhuma comissão temática da Casa. Por isso, não foi discutido de forma ampla, “mais bem discutida”. “Tratar da forma que tratamos colocou em pânico vários deputados. Muitos não sabiam o que estavam votando. Decidimos pelo menos pior”, analisou.

Golpe contra o governo Dilma

Parlamentares dos estados produtores lamentaram a decisão da Câmara. O deputado Anthony Garotinho (PR-RJ) lembrou que o governo tinha fechado um acordo com a base, e os parlamentares desrespeitaram. “Na política, o combinado não custa caro. O que houve aqui foi um golpe. Depois de oito meses, o resultado foi jogado no lixo”, disse Garotinho, pedindo que Dilma Rousseff vete o projeto. “Estou há 34 anos nesta casa, nunca vi isso. Parecia o programa do Silvio Santos: quem quer dinheiro?”, disparou Simão Sessim (PP-RJ).

O projeto aprovado no Senado tem poucas diferenças nos percentuais previstos no substitutivo de Zarattini. Como os dois destaques foram rejeitados pelo plenário, a proposta do senador Vital do Rêgo (PMDB-PB) prevaleceu na íntegra. A maior diferença é sobre o fundo criado para receber parte dos lucros. No texto do petista, os royalties seriam divididos entre todos os estados. Já no do peemedebista, a divisão de 54,25% é só para os não produtores.

Dois destaques foram rejeitados. O primeiro foi apresentado pelo PSC. A emenda pedia que os royalties da exploração mineral tivessem os mesmos critérios de distribuição dos royalties do petróleo. O outro, apresentado pelo deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), queria excluir do texto o artigo que faz as mudanças na distribuição dos royalties nos contratos de concessão. A intenção era garantir que os valores repassados no ano passado não mudassem até 2023.

CÂNCER: “As farmacêuticas bloqueiam medicamentos que curam, porque não são rentáveis”

“As farmacêuticas bloqueiam medicamentos que curam, porque não são rentáveis”

O Premio Nobel da Medicina Richard J. Roberts denuncia a forma como funcionam as grandes farmacêuticas dentro do sistema capitalista, preferindo os benefícios economicos à saúde, e detendo o progresso científico na cura de doenças, porque a cura não é tão rentável quanto a cronicidade.

Richard J. Roberts: “É habitual que as farmacêuticas estejam interessadas em investigação não para curar, mas sim para tornar cronicas as doenças com medicamentos cronificadores”. Foto de Wally Hartshorn

Há poucos dias, foi revelado que as grandes empresas farmacêuticas dos EUA gastam centenas de milhões de dólares por ano em pagamentos a médicos que promovam os seus medicamentos. Para complementar, reproduzimos esta entrevista com o Prémio Nobel Richard J. Roberts, que diz que os medicamentos que curam não são rentáveis e, portanto, não são desenvolvidos por empresas farmacêuticas que, em troca, desenvolvem medicamentos cronificadores que sejam consumidos de forma serializada. Isto, diz Roberts, faz também com que alguns medicamentos que poderiam curar uma doença não sejam investigados. E pergunta-se até que ponto é válido e ético que a indústria da saúde se reja pelos mesmos valores e princípios que o mercado capitalista, que chega a assemelhar-se ao da máfia.

CELULARES: “Os Riscos da Radiação Eletromagnética para a saúde humana”

« Celulares: Paris e Porto Alegre, cidades com legislações mais restritivas

Seminário

“Os Riscos da Radiação Eletromagnética para a saúde humana”

 

Palestrantes de seminário alertam para os riscos que uso do telefone celular traz à saúde

 

Médica associou o uso de celulares a diversas doenças

Os riscos da radiação utilizada para o funcionamento dos telefones celulares à saúde humana foi o tema do painel que abriu o Seminário Estadual sobre o assunto que ocorre ao longo dessa segunda-feira (12), na Assembleia Legislativa. A primeira palestrante foi a médica Geila Vieira, uma das colaboradoras da chamada “Lei das Antenas” de Porto Alegre, que restringe a instalação de estações de rádio base na capital. Comparada à legislação da Suíça, ela restringe a colocação de antenas junto a escolas e hospitais.

Geila lembra que, antigamente, a radiação não ionizante, utilizada pela telefonia móvel, era restrita a locais fechados. Ela chamou atenção ainda, para o fato dessa exposição ser considerada de insalubridade grau médio para efeitos trabalhistas. A médica associou o uso de celulares a diversas doenças, desde cefaleia e exaustão, até leucemia.

A médica cobrou da Assembleia uma legislação mais efetiva em relação ao tema dos celulares, considerando que o assunto é um caso de saúde pública e ambiental.

Casos de câncer aumentam para quem vive perto de antenas

A engenheira Adilza Dode realizou um estudo em Belo Horizonte, Minas Gerais, na qual constatou que pessoas moradoras ou que trabalham próximo a antenas de telefonia têm mais chance de desenvolverem câncer. “E quanto mais perto pior.” O problema só diminui a partir de 500 metros. “E no caso de sobreposição, o risco é ainda maior”, explica, no caso da pessoa estar exposta a mais de uma antena. Sua pesquisa comprova que nos locais onde há mais estações de rádio base, é maior o número de pessoas que morreram de câncer.

Ela criticou a legislação brasileira por defender o mercado da telefonia e não a saúde das pessoas. Adilza chamou a atenção para o fato da Suprema Corte italiana ter dado ganho de causa a um trabalhador que alegou ter desenvolvido um tumor em função do uso do celular por cerca de 5 a 6 horas por dia, durante 12 anos. “Foi o primeiro caso no mundo”, destacou.

A engenheira listou medidas para evitar os riscos causados pelo uso de celulares:

– Usar só em casos extremos;

– Dar preferência ao uso de mensagens de texto;

– Coibir o uso para crianças e adolescentes (como o cérebro está em desenvolvimento, a penetração da radiação é maior);

– Manter o aparelho afastado do corpo;

– Atender o telefone longe de grupos e pessoas;

– Não utilizar em hospitais (onde as pessoas já estão com a saúde debilitada);

– Não usar perto de doentes;

– Grávidas devem evitar o uso, principalmente próximo à barriga;

– Não usar em veículos fechados (ônibus, trem, etc);

– Desligar à noite e não deixar perto da cama;

– Manter o aparelho afastado de próteses metálicas

Abertura

A abertura do evento foi realizada pela presidente da Comissão de Saúde e Meio Ambiente, deputada Marisa Formolo. A parlamentar salientou o apoio da Comissão, mas frisou que esse debate “deve ter continuidade pela luta social”. As telefônicas querem alterar a legislação na capital gaúcha para que possam colocar mais antenas para a instalação da tecnologia 4G durante a Copa do Mundo de 2014.

Também participaram da abertura a promotora de Justiça Ana Maria Marchezan, os representantes da Agapan, Francisco Milanez, da OAB/RS, Alexandre Burmann, e da UFRGS, professora Anelise Dalmolin.

 

Cristiane Vianna Amaral – MTB 8685 | Agência de Notícias ALRS

Argentina condena ex-militares à prisão perpétua por crimes durante a ditadura

15/10/2012 – 23h27

Da BBC Brasil

OS DITADORES:

 

Brasília – Um tribunal da Argentina condenou hoje (15) à prisão perpétua três ex-oficiais da Marinha por executar 16 presos políticos há quatro décadas.

Os prisioneiros – parte de um grupo rebelde que escapou da prisão – foram executados em 1972 na Base Naval de Trelew, apesar de dispor de proteção legal.

Os juízes responsáveis pelo caso caracterizaram as circunstâncias das mortes como crimes contra a humanidade.

Os advogados dos réus alegaram que vão recorrer da sentença.

Coronel Brilhante Ustra é condenado por morte de jornalista nos anos 70 – diógenes campanha / são paulo.sp

O coronel reformado Carlos Alberto Brilhante Ustra foi condenado em primeira instância a indenizar a família do jornalista Luiz Eduardo da Rocha Merlino, morto em 1971 em decorrência de torturas do regime militar (1964-1985).

Ele terá que pagar R$ 50 mil, por danos morais, para a ex-companheira de Merlino, Angela Mendes de Almeida, e o mesmo valor para a irmã dele, Regina Merlino Dias de Almeida. Cabe recurso.

É a primeira vez que a Justiça manda um agente da ditadura pagar reparação financeira a familiares de uma vítima de tortura. Em casos semelhantes, a responsabilidade recaiu sobre o Estado.

A decisão condenando o militar foi proferida anteontem pela juíza Claudia de Lima Menge, da 20ª Vara Cível de São Paulo.

Ustra comandava o DOI-Codi (centro de repressão do Exército) em julho de 1971, quando Merlino, integrante do Partido Operário Comunista, foi levado para o órgão. Ele morreu quatro dias depois de ser preso.

Na época, a versão apresentada pelo Dops (Departamento de Ordem Política e Social) foi a de que Merlino havia se jogado diante de um carro na BR-116, após fugir de uma escolta que o levava para o Rio Grande do Sul.

A versão foi contestada nos depoimentos de outros presos, que contaram que Merlino foi torturado no pau de arara e colocado desacordado em um veículo.

Em sua sentença, a juíza afirma serem “evidentes os excessos” cometidos por Ustra, que “participava das sessões de tortura e, inclusive, dirigia e calibrava intensidade e duração dos golpes”.

Testemunhas ouvidas no processo afirmaram que os maus-tratos a Merlino foram comandados por Ustra.

Um dos advogados do militar, Paulo Alves Esteves, informou que recorrerá da decisão. Ele afirmou que os atos que levaram à condenação foram “apagados” pela Lei da Anistia.

“A fonte do direito à indenização passa por um ilícito que já foi anistiado”, disse.

Durante o processo, a defesa protocolou reclamação no Supremo Tribunal Federal alegando que a ação da família de Merlino violava a decisão da corte que, em 2010, manteve a validade da Lei da Anistia.

O ministro Carlos Ayres Britto negou o pedido de Ustra em outubro de 2011.

O entendimento foi de que a anistia extinguiu a possibilidade de uma condenação penal, mas não a responsabilidade civil e o eventual pagamento de indenização.

A reportagem ligou para a casa de Ustra em Brasília, mas a mulher dele afirmou que ele não estava.

Gilmar não é o Supremo – por mauro santayana /são paulo.sp

Engana-se o Sr. Gilmar Mendes, quando denuncia uma articulação conspiratória contra o Supremo Tribunal Federal, nas suspeitas correntes de que ele, Gilmar, se encontra envolvido nas penumbrosas relações do Senador Demóstenes Torres com o crime organizado em Goiás.
A articulação conspiratória contra o Supremo partiu de Fernando Henrique Cardoso, quando indicou o seu nome para o mais alto tribunal da República ao Senado Federal, e usou de todo o rolo compressor do Poder Executivo, a fim de obter a aprovação. Registre-se que houve 15 manifestações contrárias, a mais elevada rejeição em votações para o STF nos anais do Senado.
Com todo o respeito pelos títulos acadêmicos que o candidato ostentava – e não eram tão numerosos, nem tão importantes assim – o Sr. Gilmar Mendes não trazia, de sua experiência de vida, recomendações maiores. Servira ao Sr. Fernando Collor, na Secretaria da Presidência, e talvez não tenha tido tempo, ou interesse, de advertir o Presidente das previsíveis dificuldades que viriam do comportamento de auxiliares como P.C. Farias. Afastado do Planalto durante o mandato de Itamar, o Sr. Gilmar Mendes a ele retornou, como Advogado Geral da União de Fernando Henrique Cardoso. Com a aposentadoria do ministro Néri da Silveira, Fernando Henrique o levou ao Supremo. No mesmo dia em que foi sabatinado, o jurista Dalmo Dallari advertiu que, se Gilmar chegasse ao Supremo, estariam “correndo sério risco a proteção dos direitos no Brasil, o combate à corrupção e a própria normalidade constitucional”. Pelo que estamos vendo, Dallari tinha toda a razão.
Gilmar, como advogado geral da União – e o fato é conhecido –, recomendara aos agentes do Poder Executivo não cumprirem determinadas ordens judiciais. Como alguém que não respeita as decisões da justiça pode integrar o mais alto tribunal do país? Basta isso para concluir que Fernando Henrique, ao nomear o Sr. Gilmar Mendes, demonstrou o seu desprezo pelo STF. O Supremo, pela maioria de seus membros, deveria ter o poder de veto em casos semelhantes.
Esse comportamento de desrespeito – vale lembrar – ocorreu também quando o Sr. Francisco Rezek renunciou ao cargo de Ministro do Supremo, a fim de se tornar Ministro de Relações Exteriores, e voltou ao alto tribunal, re-indicado pelo próprio Collor. O episódio, tal como a posterior indicação de Gilmar, trouxe constrangimento à República. Ressalve-se que os conhecimentos jurídicos de Rezek, na opinião dos especialistas, são muito maiores do que os de Gilmar. Mas se Rezek não servia como chanceler, por que deveria voltar ao cargo de juiz a que renunciara? São atos como esses, praticados pelo Poder Executivo, que atentam contra a soberania da Justiça, encarnada pelo alto tribunal.
A nação deve ignorar o esperneio do Sr. Gilmar Mendes. Ele busca a confusão, talvez com o propósito de desviar a atenção do país das revelações da CPI. O Congresso não se deve intimidar pela arrogância do Ministro, e levar a CPMI às últimas conseqüências; o STF deve julgar, como se espera, o processo conhecido como mensalão, como está previsto. Acima dos três personagens envolvidos na conversa estranha que só o Sr. Mendes confirma, lembremos o aviso latino, de que testis unus, testis nullus, está a Nação, em sua perenidade. Está o povo, em seus direitos. Está a República, em suas instituições.
O Sr. Gilmar Mendes não é o Supremo, ainda que dele faça parte. E se sua presença naquele tribunal for danosa à estabilidade republicana – sempre lembrando a forte advertência de Dallari – cabe ao Tribunal, em sua soberania, agir na defesa clara da Constituição, tomando todas as medidas exigidas. Para lembrar um autor alemão, Carl Schmitt, que Gilmar deve conhecer bem, soberano é aquele que pratica o ato necessário.

Via Láctea está em rota de colisão com Andrômeda, diz Nasa / eua

Choque deve ocorrer daqui 4 bilhões de anos a 1,9 km/h; Terra e o Sol sobreviverão

31 de maio de 2012 | 20h 38
Associated Press


Projeção da colisão das galáxias vista da Terra feita pela Nasa

A Via Láctea, galáxia onde está localizado o nosso Sistema Solar, está em franca rota de colisão com Andrômeda, uma galáxia vizinha, disseram nesta quinta-feira, 31, os astrônomos da Agência Espacial dos Estados Unidos, a Nasa.

Os astrônomos anunciaram as descobertas depois de analisar uma série de dados obtidos pela observação do telescópio Hubble. Eles identificaram o movimento de Andrômeda em direção à Via Láctea e acharam que haveria chances de que as galáxias apenas resvalassem uma na outra, mas após analisar a rota com o telescópio, descobriram que, de fato, haverá uma colisão frontal.

De acordo com os cientistas o Sol e a Terra conseguiriam sobreviver à colisão – que deve ocorrer com as galáxias se movimentando a 1,9 milhão de quilômetros por hora -, mas tanto o planeta quanto a estrela devem estar em um local diferente no espaço quando o choque acontecer.

‘Smartphone é acordo com o diabo’, diz super-hacker – por marco aurélio canônico / rio de janeiro.rj

Ele foi chamado de “a peste que envergonha as empresas para que corrijam falhas de segurança”, em perfil da revista “Wired”, e foi listado como um dos “dez manipuladores da internet” pela “PC World”, graças à influência de suas ações na rede.

O americano Christopher Soghoian, 30, construiu essa reputação –e uma carreira– denunciando brechas em sistemas de companhias, como Google, Facebook e AT&T, que levavam à exposição dos dados de seus usuários.

Ele virá pela primeira vez ao Brasil nesta semana para participar da conferência de direitos humanos e tecnologia RightsCon, que acontece nas próximas quinta e sexta, no Rio.

“MODELO TÓXICO”

Ele participará do painel “O Futuro do Modelo de Negócios On-line”, na sexta, às 11h45. Sua visão sobre o tema: o atual modelo de negócios na rede não combina com privacidade e, portanto, não deveria ter futuro.

Graeme Mitchell
Christopher Soghoian, 30, hacker que vem ao Brasil
Christopher Soghoian, 30, hacker que vem ao Brasil

“Esse modelo apoiado em publicidade, no qual recebemos serviços de graça em troca de nossos dados, é tóxico e fundamentalmente incompatível com a proteção da nossa privacidade”, diz Soghoian à Folha por telefone, de Washington, onde mora.

“Apesar de estarmos todos usando serviços gratuitos, é um mau negócio, e deveríamos considerar pagar por e-mails da mesma forma que pagamos por ligações.”

Com os usuários pagando, crê o americano, as empresas poderiam (se quisessem) deixar de armazenar dados privados, pois não precisariam mais deles para lucrar.

Com isso, deixariam de ser as fontes às quais os governos recorrem regularmente para vigiar seus cidadãos.

“Nossos dados pessoais estão cada vez mais nas mãos de empresas, e elas ajudam governos na vigilância. Seus papéis como facilitadoras não são bem conhecidos. Meu foco tem sido explorar e expor esse relacionamento.”

LEVE PARANOIA

Autor do blog Slight Paranoia (“leve paranoia”, em inglês; paranoia.dubfire.net), Soghoian se descreve como “basicamente um hippie”.

“É o que a maioria das pessoas pensa quando me vê. Sou vegetariano, tenho cabelo comprido, barba, me desloco de bicicleta e sou o único de camiseta e bermuda em todas as minhas reuniões.”

O interesse por aspectos legais da privacidade on-line emergiu em 2006, após ter a casa invadida pelo FBI -ele ensinara, num site, a driblar o controle de segurança nos aeroportos, com cartões de embarque falsos; queria expor a fragilidade do sistema. “Sempre tive problemas com autoridades. Não gosto que me digam o que fazer.”

Editoria de Arte/Folhapress

ESPIONAR É BARATO

Soghoian diz que a vigilância governamental ficou mais barata e eficiente com o avanço tecnológico e graças ao apoio das empresas privadas.

Até poucos anos atrás, ter um aparato de vigilância era complexo e caro, o que forçava o governo a limitar os alvos. Hoje, todo mundo pode ser alvo, porque é barato vigiar todos -afinal, boa parte de nós leva um “agente secreto” no próprio bolso: o smartphone.

“Eles são um acordo com o diabo. Ganhamos esses aparelhos extremamente convenientes, mas eles não trabalham em nosso benefício. Aplicativos podem vasculhar dados e enviá-los sem nos consultar. As empresas podem pedir para nossos telefones indicarem onde estamos. O smartphone é como um agente secreto do governo, pelo qual pagamos.”

Editoria de Arte/Folhapress

VEJA e GILMAR MENDES criam “outro” encontro com o EX – PRESIDENTE LULA e NELSON JOBIM desmascara a farsa. O desespero das “forças OCULTAS” com ascensão de DILMA e a permanente liderança de LULA provocam situações, antes, inimagináveis.

Um Ministro do STF não pode permanecer no cargo depois de ser “flagrado” em conluio com a revista “veja”. É inadmissível para a sociedade brasileira um ministro que chegue ao ponto de CRIAR mentiras escabrosas contra um ex presidente da república.  A  revista “veja” trata o marginal “cachoeira” de EMPRESÁRIO, o ex presidente de “molusco” e a presidente da república de “assaltante”, você imagina  por que?

leia o FATO divulgado pela  revista “veja”:

“Jobim nega pressão de Lula sobre STF para adiar julgamento do mensalão

Ex-presidente teria se encontrado com Gilmar Mendes no escritório do ex-ministro da Defesa, segundo ‘Veja’

AEstado

O ex-ministro da Defesa Nelson Jobim negou hoje que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tenha pressionado o ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), a adiar o julgamento do mensalão, usando como moeda de troca a CPI do Cachoeira.

Reportagem da revista Veja publicada neste sábado relata um encontro de Lula com Gilmar no escritório de advocacia de Jobim, em Brasília, no qual o ex-presidente teria dito que o julgamento em 2012 é “inconveniente” e oferecido ao ministro proteção na CPI, de maioria governista. Gilmar tem relações estreitas com o senador Demóstenes Torres (sem partido, GO), acusado de envolvimento com a quadrilha do bicheiro Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira.

“O quê? De forma nenhuma, não se falou nada disso”, reagiu Jobim, questionado peloEstado. “O Lula fez uma visita para mim, o Gilmar estava lá. Não houve conversa sobre o mensalão”, reiterou.

Segundo a revista, Gilmar confirmou o teor dos diálogos e se disse “perplexo” com as “insinuações” do ex-presidente. Lula teria perguntado a ele sobre uma viagem a Berlim, aludindo a boatos sobre um encontro do ministro do STF com Demóstenes da capital alemã, supostamente pago por Cachoeira.

Ele teria manifestado preocupação com o ministro Ricardo Lewandowski, que deve encerrar o voto revisor do mensalão em junho; e adiantado que acionaria o presidente da Comissão de Ética Pública da Presidência, Sepúlveda Pertence, ligado à ministra do STF Carmen Lúcia, para que ala apoiasse a estratégia de adiar o julgamento para 2013.

Jobim disse, sem entrar em detalhes, que na conversa foram tratadas apenas questões “genéricas”, “institucionais”. E que em nenhum momento Gilmar e o ex-presidente estiveram sozinhos ou falaram na cozinha do escritório, como relatou Veja. “Tomamos um café na minha sala. O tempo todo foi dentro da minha sala, o Lula saiu antes, durante todo o tempo nós ficamos juntos”, assegurou.

Questionado se o ministro do STF mentiu sobre a conversa, Jobim respondeu: “Não poderia emitir juízo sobre o que o Gilmar fez ou deixou de fazer”.

Procurado pelo Estado, Pertence negou ter sido acionado para que intercedesse junto a Carmen Lúcia: “Não fui procurado e não creio que o ex-presidente Lula pretendesse falar alguma coisa comigo a esse respeito”.”

cabo anselmo: por unanimidade, comissão nega indenização ao TRAIDOR DUPLO

Atuação do ex-militar em casos de tortura inviabiliza reparação, na avaliação dos conselheiros; julgamento foi o primeiro caso de pedido feito por agente duplo

22 de maio de 2012 | 20h 10
Leonêncio Nossa, da Agência Estado

BRASÍLIA – A Comissão de Anistia negou nesta terça-feira, 22, por unanimidade pedido de indenização de José Anselmo dos Santos, 70 anos, que entrou para a história do Brasil como Cabo Anselmo, protagonista de uma revolta de marinheiros dias antes do golpe contra o presidente João Goulart e, depois, participante de reuniões de militantes de esquerda e agente duplo da repressão contra ex-colegas de farda e perseguidos políticos.


Cabo Anselmo durante gravação do programa Roda Viva, exibido no ano passado - JF Diório/AE
JF Diório/AE
Cabo Anselmo durante gravação do programa Roda Viva, exibido no ano passado

 

Em reunião que começou à tarde e se estendeu até o início da noite, Nilmário Miranda, relator do processo do ex-militar, afirmou em seu voto que Cabo Anselmo tornou-se parte “explícita” do regime militar, atuando em ações que resultaram na tortura e na morte de adversários da ditadura, em especial a própria companheira, Soledad Barret Viedma. Nilmário Miranda sustentou a versão de que Cabo Anselmo já era agente duplo nas agitações na Marinha nos primeiros meses de 1964. Uma das versões mais difundidas é a de que ele teria se tornado aliado do regime a partir de 1971, quando foi preso.

O presidente da Comissão de Anistia, Paulo Abrão, ressaltou que o fato de Cabo Anselmo passar a atuar como um agente repressor inviabilizava, constitucionalmente, a reparação. A concessão da anistia, na avaliação de Abrão, não se deveria aplicar ao caso do agente duplo. “Abrir um precedente de uma anistia para um agente repressor é distorcer o instituto da reparação e os preceitos dos Estado democrático de direito”, afirmou.

Durante o encontro, Genivalda Melo da Silva fez um relato sobre a morte do marido, o ex-marinheiro José Manoel da Silva, uma das vítimas do massacre do sítio São Bento, em Abreu e Lima, Pernambuco, nos anos 1970. Num depoimento emocionado, ela acusou Anselmo de entregar José Manoel à repressão. “Eu perdoo de todo coração a ditadura, mas conceder anistia a Cabo Anselmo será uma vergonha para o País”, disse.

Genivalda emocionou os 12 integrantes da comissão e a plateia ao relatar que torturada e violentada sexualmente por agentes da repressão logo após a morte do marido. Ela lamentou que Cabo Anselmo não estava presente. O advogado dele, Juliano Brandi, tentou convencer a comissão de que o seu cliente foi obrigado a virar agente duplo.

Na reunião desta terça, os integrantes da Comissão de Anistia aprovaram a condição de anistiado e o pedido de pagamento de indenização de Ana Lúcia Valença de Santana Oliveira, que receberá um valor único de R$ 100 mil, e Anivaldo Pereira Padilha, que receberá uma parcela de R$ 229 mil e um benefício mensal de R$ 2.484. Anivaldo é pai do atual ministro da Saúde, Alexandre Padilha.

GENERAL da reserva: corrupção e desmandos em ALAGOAS

23/04/2012 – 12h33

General é suspeito de desvio de recursos dos presídios de AL

A Justiça de Alagoas decretou nesta segunda-feira a prisão do general da reserva do Exército Edson Sá Rocha, ex-comandante da PM alagoana, suspeito de participação em um esquema de desvio de cerca de R$ 300 milhões dos presídios de Alagoas.

Foram presos também o ex-intendente-geral do Sistema Penitenciário, coronel Luiz Bugarin, e mais dois oficiais da PM alagoana, além de quatro empresário, um policial civil e um ex-funcionário do sistema prisional.

As prisões foram efetuadas por uma força tarefa das policiais Civil e Militar, com apoio da Guarda Nacional. Os mandados de prisões foram expedidos pelos juízes da 17ã Vara Criminal da capital, a pedido do Gecoc (Grupo Estadual de Combate às Organizações Criminosas) do Ministério Público Estadual.

Os presos estariam envolvidos num esquema de fraude a licitação e superfaturamento de produtos comprados para o sistema prisional, principalmente para a alimentação dos internos. O esquema vinha sendo investigado desde 2007, no primeiro mandato do governo Teotônio Vilela Filho (PSDB), quando foi descoberto pelo ex-secretário de Segurança Pública, delegado federal Paulo Rubim.

De acordo com coordenador do Gecoc, o promotor Alfredo Gaspar, as prisões desta segunda-feira têm ligação com a operação Espectro, deflagrada pela Polícia Civil de Alagoas no início de março deste ano.

Naquela oportunidade, foram presas pessoas envolvidas com operações fiscais: empresários e contadoras das empresas suspeitas de participação do esquema.

“Desta vez, pedimos a prisão dos gestores que teriam contribuindo para a fraude registrada entre os anos de 2007 e 2009”, afirmou Gaspar. Ele disse ainda que já teriam sido executadas seis prisões e entre os presos estariam os três oficiais da PM.

PROVAS

Durante a Operação Espectro, deflagrada no dia 3 de março, além das prisões de empresários e contadores, foram apreendidos cerca de R$ 4 milhões em dinheiro e cheques. Mas no início da semana passada, a polícia constatou que parte dos cheques e do dinheiro havia sumido da delegacia, só teriam restado R$ 960 mil entre as provas do inquérito. Uma sindicância foi aberta para apurar o sumiço do material.

De acordo com as investigações, as empresas vendiam para o sistema prisional, mas não entregavam os produtos e triplicavam o valor nas notas fiscais.

Doze empresas teriam participação direta na fraude e 70 estariam envolvidas no esquema. Os suspeitos respondem por crimes de peculato, corrupção passiva, corrupção ativa, falsificação de documento público, falsificação de documento particular, fraude em licitação, formação de quadrilha e sonegação fiscal.

 

RICARDO RODRIGUES
COLABORAÇÃO PARA A FOLHA, DE MACEIÓ

Metrô de Nova York promove a poesia /new york.ny

DA FRANCE PRESSE

 

A autoridade que administra o metrô de Nova York anunciou o relançamento da iniciativa ‘Poesia em Movimento’ depois de um parêntesis de quatro anos.

Os poemas e frases serão acompanhados de detalhes de obras de arte e também aparecerão na forma de animação nos telões eletrônicos de algumas estações. Os telões serão colocados em caráter experimental nas estações Grand Central Terminal, Pennsylvania Station, Bowling Green, Atlantic Avenue-Pacific Street e Jackson Heights-Roosevelt Avenue.

“Nossos clientes vivem nos dizendo que até mesmo o menor investimento em arte e música no metrô faz uma enorme diferença para eles”, disse Joseph J. Lhota, diretor da Metropolitan Transportation Authority, empresa que administra o metrô.

Os primeiros versos, que já podem ser vistos nos vagões, são do poema “Graduación”, de Dorothea Tanning, uma poetisa americana que morreu este ano, aos 101 anos de idade, em Nova York.

Novos poemas serão exibidos a cada três meses em cartazes espalhados pelas composições. Os versos, além de serem acompanhados de uma foto de obra de arte, também aparecerão na parte superior dos bilhetes MetroCard.

Álvaro Fagundes
Vagão de metrô na cidade de Nova York
Vagão de metrô na cidade de Nova York

PSDB, PSOL E DEM, VÃO AO STF PARA IMPEDIR BOLSAS NO ENSINO TÉCNICO AOS MAIS POBRES

sexta-feira, 23 de março de 2012

O Senado aprovou na quinta-feira verba extra de R$ 460 milhões neste ano para conceder bolsas de estudo a estudantes e trabalhadores no Pronatec (Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego).Tem direito à bolsa trabalhadores beneficiários da Bolsa Família, para fazerem cursos profissionalizantes com carga horária mínima de 160 horas, visando conseguir empregos melhores.

Também tem direito alunos de escola pública do ensino médio, para frequentar ao mesmo tempo o curso profissionalizante, quando não é oferecido em sua escola.

Foram contra a Medida Provisória que garante as verbas, os senadores do PSDB,
do DEM e, pasmem, Randolfe Rodrigues do PSOL/AP, repetindo a aliança neoliberal com os demotucanos para retirar R$ 160 bilhões do SUS e engordar o lucro dos empresários com o fim da CPMF.

A nova aliança neoliberal do PSOL-DEM-PSDB alegou que a Medida Provisória seria inconstitucional, pois não atenderia aos critérios de urgência, como se quem é beneficiário do bolsa família em busca de um emprego melhor pudesse se dar ao luxo de ficar esperando por esta discussão inócua das Vossas Excelências demotucanas e psolistas.
Derrotados no voto na quinta-feira, o senador Álvaro Dias (PSDB/PR) anunciou que recorrerá ao tapetão do STF (Supremo Tribunal Federal) para impedir que os trabalhadores e alunos mais pobres tenham estas bolsas já neste ano. Nesta sexta-feira disse:
“Já está pronta a Adin [Ação Direta de Inconstitucionalidade]. Só falta a assinatura do partido, que será feita na semana que vem pelo Sérgio Guerra (PSDB) e pelo Agripino Maia (DEM)”.
Álvaro Dias demonstra que o discurso de campanha tucano de José Serra em 2010 era falso.
Na campanha de 2010, o candidato tucano à presidente José Serra chegou a prometer fazer um programa semelhante ao PRONATEC. Álvaro Dias chegou a ser candidato a vice de Serra por 24 horas, quando foi substituído por um nome do DEM.
A postura atual de Álvaro Dias, como líder do partido no Senado, e de Sérgio Guerra, como presidente do partido, demonstra que tucanos com mandato estão fazendo o oposto do que prometeram na campanha eleitoral.
DEMos já entraram com ação semelhante contra o PROUNI e perderam
O DEMos é reincidente em entrar na justiça contra bolsas de estudos para os mais pobres. Em ação semelhante também ingressou no STF contra o PROUNI, com alegação de inconstitucionalidade. Para felicidade geral da Nação, perderam. (Com informações da Ag. Senado

As Estátuas da Ilha da Páscoa tem corpos – flavia guimarães – rio de janeiro.rj



Um dia ainda irei voar até Rapa Nui  – o umbigo do mundo. São muitos os mistérios que lá existem. Esta ultima descoberta nos deixa ainda mais assombrados. Sempre conheci o Moais como sendo apenas enormes cabeças de pedras plantadas numa ilha no fim do mundo, mas jamais poderia imaginar que existiam corpos destas estátuas.

Rapa Nui esta localizada no Oceano Pacífico, essa ilha vulcânica foi descoberta pelo navegador holandês Jakob Roggeveen, no domingo de Páscoa no ano de 1722, e mais tarde tornou-se posse do Chile, em 1888. Muitos segredos cercam a Ilha de Páscoa que é famosa por suas incríveis estátuas chamadas Moais e que estão ao redor de toda a ilha.

A descoberta, não tão nova, mas que aumenta o mistério sobre quem as esculpiu, quem vivia na ilha, como elas foram parar lá é o fato de que as estátuas da Ilha de Páscoa têm corpos! Isso mesmo, as cabeçonas gigantes são estatuas completas cuja maior parte está enterrada e correspondem a corpos e mãos.

Um grupo de pesquisa privado tem escavado recentemente as estátuas da Ilha da Páscoa e está estudando as escrituras nos corpos das mesmas.

A dúvida agora é por que estes gigantes de pedra tiveram seus corpos enterrados? As estatuas sempre foram assim ou com o tempo ficaram desta maneira?

Uma das teorias sobre o desaparecimento dos habitantes originais de Rapa Nui foi a superpopulação que levou a conflitos internos e falta de alimentos. Agora surge outra hipótese: um enorme deslizamento pode ter varrido a ilha e sua civilização. Isso aniquilou a população e fez com que as estatuas ficassem com boa parte do seu corpo sob a terra.

DITADURA MILITAR, no banco dos réus ! O Brasil começa a ser passado a limpo.

MPF denuncia major Curió por sequestros na Guerrilha do Araguaia

Ação da Promotoria sustenta que ‘crimes permanentes’ não são abrangidos pela Lei da Anistia

13 de março de 2012 | 19h 03

BRASÍLIA – O Ministério Público Federal vai denunciar nesta terça-feira, 13, na Justiça Federal em Marabá o coronel da reserva do Exército Sebastião Curió Rodrigues de Moura pelo crime de sequestro qualificado de cinco pessoas na Guerrilha do Araguaia. Curió comandou as tropas que atuaram na região em 1974, época dos desaparecimentos de Maria Célia Corrêa (Rosinha), Hélio Luiz Navarro Magalhães (Edinho), Daniel Ribeiro Callado (Doca), Antônio de Pádua Costa (Piauí) e Telma Regina Corrêa (Lia).

Veja também:
link RELEMBRE: Curió abre arquivo e revela que Exército executou 41 no Araguaia
link ESPECIAL: Com Arquivo Curió, Araguaia ganha nova versão

Procurador da República Sergio Gardenghi Suiama explica a denúncia contra o major Curió - Celso Junior/AE
Celso Junior/AE
Procurador da República Sergio Gardenghi Suiama explica a denúncia contra o major Curió

Em entrevista concedida nesta terça-feira, em Brasília, quatro procuradores da República envolvidos na investigação sustentaram que mesmo após 38 anos da guerrilha é possível responsabilizar Curió pelo sumiço dos militantes. De acordo com eles, o que ocorreu no caso foi um sequestro, crime que tem caráter permanente já que as vítimas continuam desaparecidas.

Por causa desse caráter permanente, segundo os procuradores, é possível denunciar Curió mesmo depois de o Supremo Tribunal Federal (STF) ter reconhecido em 2010 a validade ampla, geral e irrestrita da Lei de Anistia. Promulgada em 1979, a lei anistiou pessoas punidas por ações contra a ditadura e, conforme a interpretação estabelecida na época, agentes do Estado acusados de violações a direitos humanos. A tese é polêmica e deverá chegar ao STF.

Os procuradores também afirmam que a lei anistiou os crimes praticados até 15 de agosto de 1979. No entanto, segundo eles, o crime de sequestro ainda persiste e, portanto, não a lei não beneficiou Curió. “O fato concreto e suficiente é que após a privação da liberdade das vítimas, ainda não se sabe o paradeiro de tais pessoas e tampouco foram encontrados seus restos mortais”, argumentam os procuradores.

“Por se tratar de crimes permanentes, cuja consumação encontra-se em curso, algo precisava ser feito”, afirmou o procurador Tiago Modesto Rabelo, um dos autores da denúncia. Os procuradores também citaram decisões recentes do STF que autorizaram a extradição de militares argentinos acusados do mesmo crime durante a ditadura naquele país.

A denúncia que será entregue nesta terça-feira é baseada principalmente em provas testemunhais, como relatos de que as vítimas teriam sido capturadas, levadas para a base militar, colocadas em helicópteros e nunca mais vistas. Também foram descritos maus tratos que teriam sido praticados nas bases militares comandadas por Curió.

“As violentas condutas de sequestrar, agredir e executar opositores do regime governamental militar, apesar de praticadas sob o pretexto de consubstanciarem medidas para restabelecer a paz nacional, consistiram em atos nitidamente criminosos, atentatórios aos direitos humanos e à ordem jurídica”, sustenta o Ministério Público Federal.

Mariângela Gallucci, de O Estado de S. Paulo

MINISTRA ELIANA CALMON, corregedora acusa ‘vagabundos’ de intimidar trabalho no CNJ / são paulo.sp

A corregedora do CNJ (Conselho Nacional de Justiça), Eliana Calmon, voltou a criticar nesta sexta-feira “meia dúzia de vagabundos” que prejudicam o Judiciário nacional.

Em palestra para juízes federais em São Paulo na manhã de hoje, Calmon disse ficar refém de intimidações e diz que isso acontece porque “não se acredita no sistema”.

 

Sergio Lima – 28.fev.2012/Folhapress
Corregedora do CNJ, ministra Eliana Calmon
Corregedora do CNJ, ministra Eliana Calmon

“Muitas vezes, meia dúzia de vagabundos terminam por nos intimidar e nós ficamos reféns deles. Por que isso acaba acontecendo? Porque não se acredita no sistema. Ficamos pensando: ‘Vou me expor, colocar minha carreira em risco para não dar em nada?'”, perguntou.

Calmon, que foi alvo de críticas de associações de juízes como a AMB (Associação dos Magistrados do Brasil) e a Ajufe (Associação de juízes federais) por supostos abusos nas investigações do conselho, pediu a ajuda aos “bons juízes” para continuar seu trabalho.

“A corregedoria quer apurar, não aceita que isso possa ser escondido, queremos trazer à luz aqueles que não merecem a nossa consideração”, disse. “Um corregedor não faz isso sozinho. Preciso do meu exército, preciso dos bons juízes.”

As declarações de Calmon acontecem após o ministro Luiz Fux, do STF (Supremo Tribunal Federal), liberar na última quarta-feira (29), investigações do CNJ em folhas de pagamento e declarações de renda de juízes e servidores de 22 tribunais do país.

No fim do ano passado, as apurações foram suspensas por uma liminar do ministro do STF Ricardo Lewandowski.

O embate entre o CNJ e as entidades de juízes abriu uma crise no Judiciário que colocou em lados opostos ministros do STF. Em fevereiro, o Supremo reconheceu poderes de investigação do conselho.

Corregedora Eliana Calmon festeja decisão a favor do CNJ
Juízes não podem ser confundidos com ‘meia dúzia de vagabundos’, diz Calmon
Procurador defende rejeição de queixa-crime contra Eliana Calmon
Eliana Calmon promete solução para os precatórios em SP
Penas contra juízes têm de pegar o bolso, diz Eliana Calmon

folha.com – SILVIO NAVARRO

Portugal vive maior protesto dos últimos 30 anos / lisboa.pt

Mais de 300 mil pessoas encheram o Terreiro do Paço na maior manifestação já vista em Lisboa nos últimos 30 anos. “O FMI não manda aqui” foi a palavra de ordem ouvida durante o discurso do líder da Confederação Geral dos Trabalhadores de Portugal (CGTP), Armenio Carlos, que defendeu a renegociação da dívida porque o país precisa “que lhe tirem a corda da garganta”.

 

Segundo a CGTP, a manifestação nacional contou com 300 mil pessoas e encheu a baixa de Lisboa durante a tarde de sábado. A central sindical vai reunir o Conselho Nacional na próxima quinta-feira e decidir aí novas formas de luta, tendo em conta a mobilização desta manifestação.

No seu primeiro discurso após tomar posse como secretário-geral da Intersindical, Arménio Carlos apontou baterias ao governo da troika. “De austeridade em austeridade, os sacrifícios sucedem-se sem fim à vista, o país definha economicamente e a pobreza alastra”, declarou, acrescentando que “os pacotes sucessivos de austeridade e sacrifícios não criam riqueza. O país precisa que lhe tirem a corda da garganta”.

Para que isso aconteça, Arménio Carlos defendeu a “renegociação da dívida em prazos, montantes e juros mas também a alteração de políticas que tenham como prioridade o crescimento económico, o emprego e a salvaguarda do interesse nacional”. O líder da CGTP aproveitou para responder a Paulo Portas, que considera que a renegociação é passar uma mensagem de caloteiro para o exterior. “Caloteiro não é aquele que exige a renegociação da dívida para criar riqueza e emprego e criar condições para pagar aquilo que se deve. Caloteiro é aquele que se submete, que aceita o que lhe é imposto, sabendo de antemão que jamais em tempo algum com estas condições irá pagar aquilo que deve”, declarou o sindicalista.

Para Francisco Louçã, esta manifestação foi “um sinal de dignidade, porque o país já percebeu uma coisa: é que o governo sussurra no ouvido dos ministros alemães que ditam a sorte de Portugal, mas não ouve as razões da maioria do povo português”. “O governo e a troika dizem-nos o seguinte: mais facilidade de demissões, dias de trabalho gratuito, perdem o subsídio de natal e de férias e no fim há mais dívida e talvez um novo empréstimo para mais dívida ainda”, acrescentou o dirigente bloquista presente no “Terreiro do Povo”.

Sobre a visita da troika prevista para a próxima semana, Arménio Carlos lembrou que o acordo “é bom para eles”, referindo-se aos milhares de milhões que o país é chamado a pagar só em juros e comissões, ao dinheiro posto à disposição da banca e aos favores feitos ao patronato, aos acionistas das empresas privatizadas e aos detentores das cadeias de distribuição. Para o líder da CGTP, “o povo português está a encher o Terreiro do Paço e a dizer ao Governo e às entidades patronais que aqui não há rendição”.

No início do discurso, Arménio Carlos referiu-se às lutas dos trabalhadores gregos, “um povo que já marcou a história pela sua heroicidade, que não abdica de lutar por aquilo que tem direito” e aos trabalhadores espanhóis, que “anunciaram uma jornada de luta para contestar as medidas que o Governo anunciou para, tal como aqui, embaratecer os despedimentos”.

 

esquerda.net

LULA É LAUREADO COM O ‘FOUR FREEDOMS AWARD’

O ex-presidente brasileiro Luís Inácio Lula da Silva será laureado este ano com o ‘International Four Freedoms Award’. Lula receberá o prêmio por sua luta de anos contra as desigualdades sociais e econômicas no Brasil. A notícia foi divulgada nesta quarta-feira na Holanda pela Fundação Roosevelt.
A fundação afirma que a luta implacável de Lula contra a pobreza no Brasil continua a ser fonte de inspiração para povos e líderes mundiais.
Outros premiados pela Fundação Roosevelt em 2012 são o canal de televisão Al Jazeera, que receberá o Freedom of Speech and Expression Award por seu compromisso com a liberdade de imprensa; sua santidade Arcebispo Bratholomeu I, da Igreja Católica Ortodoxa Hispânica, laureado com o Freedom of Worship Award por sua dedicação à liberdade e conciliação religiosa; a indiana Ela Ramesh Bhatt, indicada para o Freedom of Want Award por seu trabalho contra a opressão das mulheres na Índia; e Hussain Al-Shahristani, ministro da energia do Iraque, que por seus esforços pela democracia em seu país receberá o Freedom from Fear Award.
A entrega do prêmio a Lula e aos outros homenageados acontecerá no dia 12 de maio na Nieuwe Kerk, na cidade de Middelburg, na Holanda.

LUIZ INÁCIO LULA DA SILVA
Lula’s rise from abject poverty to the Presidency of Brazil, and his determination to rid Brazil of the extreme poverty and social injustice that for too long has plagued the less fortunate of his countrymen, has been an inspiration to the world community.

Leia mais em: O Esquerdopata: Lula é laureado com o ‘Four Freedoms Award’
Under Creative Commons License: Attribution

STF: Veja como votaram os ministros do Supremo sobre autonomia do CNJ / brasilia.br

Ação contestava competência do órgão de investigar e punir magistrados.
Seis ministros foram contrários a limitar poder do CNJ e cinco, favoráveis.

Do G1, em Brasília

Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu nesta quinta-feira (2) manter os poderes do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) para abrir investigações sobre magistrados independentemente das corregedorias estaduais.

Em dezembro, o relator do processo, ministro Marco Aurélio Mello, decidiu provisoriamente limitar a autonomia do conselho. O plenário do tribunal, porém, reverteu a decisão. Veja abaixo como votou cada ministro considerando a ordem de votação.

Ministro Marco Aurélio Mello STF (Foto: Carlos Humberto/SCO/STF)(Foto: Carlos
Humberto / STF)

Marco Aurélio Mello, relator
Votou a favor de limitar os poderes do CNJ
“A Constituição não autoriza o Conselho Nacional de Justiça a suprimir a independência dos tribunais. (…) Como tenho enfatizado à exaustão, o fim a ser alcançado não pode justificar o meio empregado, ou seja, a punição dos magistrados que cometem desvios de conduta não pode justificar o abandono do princípio da legalidade.”


Ministro Ricardo Lewandowski STF (Foto: Nelson Jr./SCO/STF)(Foto: Nelson Jr. / STF)

Ricardo Lewandowski
Votou a favor de limitar os poderes do CNJ
“O CNJ embora tenha recebido essa competência complementar […] não pode exercê-la de forma imotivada, visto que colidira com princípios e garantias que os constituintes originários instituíram não em prol apenas dos magistrados, mas de todos os brasileiros.”


Ministro Joaquim Barbosa STF (Foto: Nelson Jr./SCO/STF)(Foto: Nelson Jr. / STF

Joaquim Barbosa
Votou contra limitar os poderes do CNJ
“Quando as decisões do conselho passaram a expor situações escabrosas no seio do Poder Judiciário Nacional vem essa insurgência súbita, essa reação corporativista contra um órgão que vem produzindo resultados importantíssimos no sentido da correição de mazelas no nosso sistema de Justiça.”


Ministra Rosa Weber STF (Foto: Felipe Sampaio/SCO/STF)(Foto: Felipe Sampaio
/ STF)

Rosa Weber
Votou contra limitar os poderes do CNJ
“Entendo que a atuação do CNJ independe de motivação expressa, sob pena de retirar a própria finalidade do controle que a ele foi conferido.”

 


Ministro Luiz Fux STF (Foto: Carlos Humberto/SCO/STF)(Foto: Carlos
Humberto / STF)

Luiz Fux
Votou a favor de limitar os poderes do CNJ
“É possível o Conselho Nacional de Justiça ter competência primária e originária todas as vezes que se coloca uma situação anômala a seu ver.”

 


Ministro Dias Toffoli STF (Foto: Carlos Humberto/SCO/STF)(Foto: Carlos
Humberto / STF)

Dias Toffoli
Votou contra limitar os poderes do CNJ
“As competências do conselho acabam por convergir com as competências dos tribunais. Mas é certo que os tribunais possuem autonomia, não estamos aqui retirando a autonomia dos tribunais.

 


Ministra Cármen Lúcia STF (Foto: Carlos Humberto/SCO/STF)(Foto: Carlos
Humberto / STF)

Cármen Lúcia
Votou contra limitar os poderes dos CNJ
“A competência constitucionalmente estabelecida é primária e se exerce concorrentemente de forma até a respeitar a atuação das corregedorias.”

 


Ministro Ayres Britto STF (Foto: Carlos Humberto/SCO/STF)(Foto: Carlos
Humberto / STF)

Carlos Ayres Britto
Votou contra limitar os poderes do CNJ
“O CNJ não pode ser visto como um problema. […] O CNJ é uma solução, é para o bem do Judiciário.”

 


Ministro Gilmar Mendes STF (Foto: Nelson Jr./SCO/STF)(Foto: Nelson Jr. /
STF)

Gilmar Mendes
Votou contra limitar os poderes do CNJ
“Isso é um esvaziamento brutal da função do Conselho Nacional de Justiça. […] Até as pedras sabem que as corregedorias não funcionam quando se trata de investigar os próprios pares.”

 


Ministro Celso de Mello STF (Foto: Carlos Humberto/SCO/STF)(Foto: Carlos
Humberto / STF)

Celso de Mello
Votou a favor de limitar os poderes do CNJ
“Se os tribunais falharem, cabe assim, então, ao conselho investigar. Não cabe ao conselho dar resposta para cada angústia tópica que mora em cada processo.”

 


Ministro Cezar Peluso STF (Foto: Nelson Jr./SCO/STF)(Foto: Nelson Jr. /
STF)

Cezar Peluso
Votou a favor de limitar os poderes do CNJ
“Eu não tenho nenhuma restrição em reconhecer que o CNJ tem competência primária para investigar, mas tampouco não tenho nenhuma restrição a uma solução que diga o seguinte: Quando o CNJ o fizer dê a razão pela qual está prejudicando a competência do tribunal.”

Do G1, em Brasília

Morre poeta Wislawa Szymborska, Nobel de Literatura em 1996 / varsóvia

DA EFE, EM VARSÓVIA

A poetisa polonesa Wislawa Szymborska, vencedora do Prêmio Nobel de Literatura em 1996, morreu nesta quarta-feira aos 88 anos na Cracóvia vítima de um câncer de pulmão.

“Morreu em casa, tranqüila, enquanto dormia”, disse à imprensa seu secretário pessoal, Michal Rusinek, lembrando que a escritora foi sempre um fumante incorrigível apesar das constantes advertências dos médicos.

Embora Wislawa, nascida em Kornik, no oeste da Polônia, em julho de 1923, fosse a poetisa mais conhecida da Polônia, teve que esperar até a concessão do Nobel em 1996 para que sua obra chegasse ao resto do mundo.

A autora destacou-se por uma poesia cheia de humor e pela habilidade em usar trocadilhos, presente desde seu primeiro poema publicado em um jornal local em 1945.

Soren Andersson/Associated Press
A poeta Wislawa Szymborska fumando durante o banquete servido na entrega do Prêmio Nobel de Literatura de 1996
A poeta Wislawa Szymborska durante banquete servido na entrega do Prêmio Nobel de Literatura de 1996

IGOR BONATTO: Brasileiro de 20 anos filma curta já com convite para estreia em Cannes

29/01/2012 10h31 – Atualizado em 29/01/2012 17h14

Curitibano Igor Bonatto dirige o curta-metragem DES., sétimo da carreira.
Filme tem Bruno Gagliasso, Laura Neiva e Alexandre Herchcovitch.

Igor Bonatto (Foto: Divulgação)
Igor Bonatto entrou no curso de cinema da Vancouver Film School, no Canadá, aos 16 anos
(Foto: Divulgação)

Aos 20 anos, o cineasta curitibano Igor Bonatto dirige o sétimo curta-metragem da carreira. Audacioso e um tanto precoce, o diretor e roteirista de DES. conta que a pouca idade geralmente causa “estranheza” no primeiro momento. “Mas à medida que quebra o receio, o paradigma de: ‘pô, o que esse cara de 20 anos vai fazer no set’, o resto vem com muito mais facilidade”, revela.

O filme, que começou a ser rodado há pouco mais de uma semana na capital paulista, tem previsão de estreia em maio no Festival de Cannes, com convite para concorrer à Palma de Ouro da categoria curta-metragem. Apesar de estar receoso com o prazo para finalizar o produto, Bonatto diz que esse é o prêmio a que sempre sonhou concorrer. E quando questionado se vislumbra uma futura indicação ao Oscar, ele responde com firmeza. “Também é possível sim. Por que não? A gente se dedicou bastante pra concorrer com os melhores”.

Ciente de que a maturidade pesa tanto para ganhar a confiança das pessoas, como para exercer a função de diretor com mais segurança, Bonatto contou ao G1 que trabalha no roteiro e na co-produção do curta há um ano e três meses. “Foi necessário tempo, não só para captar [dinheiro], mas também para amadurecer o roteiro, para eu amadurecer como diretor. (…) Como eu sou novo, tenho que provar maturidade, então fiz um filme bastante maduro.”

Como eu sou novo, tenho que provar maturidade, então fiz um filme bastante maduro”
Igor Bonatto, cineasta de 20 anos

DES. conta a história de duas jovens modelos e aborda as contradições do mundo da moda. Segundo o cineasta, a intenção real do filme é mostrar ao público que “esse universo não é tão bonitinho quanto parece”. No elenco, Bruno Gagliasso interpreta o fotógrafo Klaus, Camila Finn e Laura Neiva são as protagonistas e Rodrigo Capella é o empresário Ric.

Além destes, a equipe do projeto DES. reúne prestigiados nomes do cinema e da moda. Entre eles, Daniel Rezende, editor de “Cidade de Deus” e “Tropa de Elite”, o produtor Hank Levine, também de “Cidade de Deus” e “Lixo Extraordinário”, e o estilista Alexandre Herchcovitch como figurinista. Figuras que foram se conectando através de e-mails, telefonemas e contatos de conhecidos. “Uma mistura de sorte e muito esforço, muita dedicação”, resume o jovem diretor que bateu de porta em porta para apresentar o projeto.

Alexandre Hercovitch e Igor Bonatto nos bastidores das gravações do curta DES. (Foto: Divulgação/ Henrique Araújo)Alexandre Herchcovitch, figurinista do filme, e Igor Bonatto nos bastidores das gravações do curta DES. (Foto: Divulgação/ Henrique Araújo)


Filmes nacionais versus filmes estrangeiros
Formado em cinema pela Vancouver Film School, no Canadá, e conhecedor da linguagem cinematográfica internacional, Bonatto diz ter percebido que “a grande diferença” do cinema brasileiro com o cinema internacional se dá já na concepção do roteiro. Para ele, a maioria dos cineastas brasileiros começam um projeto com “um pé atrás”, sabendo das limitações orçamentárias e das restrições que a indústria nacional impõe.

“No cinema internacional, principalmente o norte-americano e alguns países europeus, eles primeiro concebem a ideia que querem fazer e depois fazem o possível para tornar aquela ideia viável. Aqui, vão criar filmes que tenham poucas locações, que sejam pouco ambiciosos, que não tenham grandes efeitos visuais sabendo que é difícil sim a captação. Já começa perdendo”, explica.

Gravações do curta-metragem DES. (Foto: Divulgação/ Henrique Araújo)Gravações do curta-metragem DES. são realizadas em São Paulo (SP) (Foto: Divulgação/ Henrique Araújo)

Por acreditar no potencial em DES., Bonatto se desdobrou para captar os cerca de R$ 450 mil previstos no orçamento do curta. Inicialmente, investindo grana do próprio bolso, chegou a fazer uma campanha de financiamento coletivo do filme – em que qualquer pessoa podia contribuir com a quantia que desejasse (entre R$ 15 e R$ 15 mil) e, em um sistema de recompesa, concorria a produtos do filme, convite para o São Paulo Fashion Week e até um vestido assinado pelo parceiro Herchcovitch – em que arrecadou R$ 20 mil. Por último, foi atrás de patrocinadores. “Os investidores surgiram de conversa de bar, alguém que conhecia alguém que conhecia alguém. Outros foram através do Serviço de Atendimento ao Cliente (SAC), mandei e-mails, fiz telefonemas… Foi uma busca por dinheiro que no final deu certo”.

Tão certo, que duas emissoras de televisão já mostraram interesse em transformar o curta em uma série. As negociações devem ser concluídas no próximo mês e Bonatto tem convites para dirigir comerciais e um longa-metragem no decorrer de 2012.

Raízes
Sem perder o foco, o curitibano que morou durante a maior parte da infância em Matinhos, no litoral do Paraná, recorda que a experiência da vida pacata na cidade pequena lhe rendeu a visão da vida simples que tem hoje. De Curitiba, tem a lembrança das tardes nas livrarias e a pontua como chave de acesso à cultura. Mas é a vivência em Paris, a partir dos 7 anos, que relaciona como linha divisória da trajetória pessoal.

“Um cineasta para se tornar completo tem que ter bastante experiência de vida e eu sempre tive o privilégio de viajar muito e conhecer um pouco de tudo. Tanto do mundo simples, quanto do mundo luxuoso. Do mundo seguro e do mundo perigoso. Me arrisquei bastante sabendo que isso ia contribuir para desenvolver bons personagens e boas histórias”, conta.

Ariane DucatiDo G1 PR

BBB 12 ENCOLHE: dois brasileiros se deram conta da patifaria cultural alienante que a GLOBO produz e SAÍRAM FORA DA LAMA!

…”o ambiente pré casa, ainda no hotel, já era insuportável tamanha a baixaria e as exigências”…

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Empresária carioca desiste de participar do BBB 12 antes da estreia

Fernanda foi a segunda participante a desistir antes do início do programa.
Reality show começa na próxima terça-feira (10).

Fernanda (Foto: Divulgação/TV Globo)Fernanda (Foto: Divulgação/TV Globo)

O a produção do BBB 12 anunciou que a empresária Fernanda Girão, de 29 anos, desistiu de participar do programa antes mesmo de sua estreia. Segundo a produção, “ainda em confinamento no hotel, a empresária carioca pediu para sair antes do início do programa”. O nome do participante que vai substituída ainda será anunciado pela produção do ‘BBB 12’. A 12ª edição do reality show estreia na próxima terça-feira (10).

Fernanda é a segunda participante a desistir antes de o programa começar.

Netinho (Foto: Divulgação/TV Globo)
Netinho foi o primeiro a desistir (Foto: Divulgação/
TV Globo)

Na quinta-feira, o participante Netinho também desistiu de participar do programa um dia após o anúncio do elenco do BBB 12. Advogado de 28 anos, Netinho era um dos quatro mineiros do elenco de doze pessoas anunciado e em confinamento desde na quarta (4) .

g1.

Cientistas descobrem tipo de rocha com origem extraterrestre / moscou.ru

03/01/2012 06h00

Rochas usadas no estudo foram encontradas no leste da Rússia.
‘Quasicristais’ podem ser criados no espaço e se manterem estáveis aqui.

Do G1, em São Paulo

Quasicristal encontrado na Rússia (Foto: Divulgação)Quasicristal encontrado na Rússia (Foto: Divulgação)

Pesquisadores descobriram na Península de Kamchatka, extremo leste da Rússia, um tipo de rocha do qual não havia nenhum registro anterior na natureza — um tipo de “quasicristal” com origem de fora do planeta da Terra.

Os “quasicristais” se diferenciam dos cristais na forma com que seus átomos estão combinados. Em 2011, o físico israelense Daniel Schechtman ganhou o Nobel de química por tê-los descoberto.

Na maior parte das vezes, o quasicristal é um material artificial, criado pelo homem. É por isso que o material encontrado na Rússia chama a atenção. A análise dos fragmentos encontrou características normalmente encontradas em meteoritos.

O grupo de Luca Bindi, da Universidade dos Estudos de Florença, na Itália, concluiu que a rocha estava em um meteorito originado nos primórdios do Sistema Solar, 4,5 bilhões de anos atrás. Com isso, os cientistas afirmam que os quasicristais podem ser formados nas condições de temperatura e pressão do espaço sideral e podem se manter estáveis ao longo dos tempos.

O estudo foi publicado na edição desta segunda-feira (2) da revista científica “Proceedings of the National Academy of Sciences (PNAS)”.

Info Nobel Química 2011 quasicristais (Foto: Arte / G1)

Último ditador argentino é condenado a 15 anos de prisão – buenos aires.ar

Sentença se soma a duas penas de prisão perpétua que o ex-general de 83 anos já havia recebido

29 de dezembro de 2011 | 13h 46

 Efe

Sentença se soma a duas penas de prisão perpétua que o ex-general de 83 anos já havia recebido - Efe
Efe
Sentença se soma a duas penas de prisão perpétua que o ex-general de 83 anos já havia recebido

BUENOS AIRES – O último ditador da Argentina, o ex-general Reinaldo Bignone, foi condenado nesta quinta-feira, 29, a 15 anos de prisão por delitos de lesa-humanidade cometidos em uma prisão clandestina dentro de um hospital público durante o regime militar que governou o país entre 1976 e 1983.

A sentença ditada nesta quinta-feira pelo Tribunal Oral Federal Nº 2 de Buenos Aires contra Bignone se soma as duas penas de prisão perpétua que o ex-general de 83 anos recebeu em julgamentos anteriores por crimes da ditadura.

o que será que acontece com o BRASIL? ou o BRAZIL? o chile, a argentina, o uruguay, já passaram ou estão passando a limpo a história das grandes noites das suas DITADURAS cruéis, malignas pois “abençoadas pelo maligno lúcifer” segundo declarações de um capitão (médico) torturador nos porões brasileiros. o que acontece? medo? do que? de quem? covardia? cooptação?…o que acontece?

Editoria

Presidente argentina tem câncer na tireoide / buenos aires.ar

27/12/2011 22h24 – Atualizado em 27/12/2011 22h55

Cristina Kirchner será submetida a cirurgia.

Não há metástase, disse porta-voz.

Reuters

Cristina Kirchner durante cúpula do mercosul em dezembro. (Foto: AFP)
Cristina Kirchner durante cúpula do mercosul em
dezembro. (Foto: AFP)

A presidente argentina, Cristina Fernández de Kirchner, será submetida a uma cirurgia contra um câncer na tireóide em janeiro, disse um porta-voz do governo nesta terça-feira (27).

Não há metástase, afirmou o porta-voz em entrevista coletiva.

Chefe do FMI alerta que economia global está em perigo / paris.fr

25/12/2011 – 13h55

 DA REUTERS, EM PARIS

A diretora-gerente do FMI (Fundo Monetário Internacional), Christine Lagarde, afirmou que a economia mundial está em perigo e pediu a união dos europeus diante da crise da dívida que tem ameaçado o sistema financeiro global.

Na Nigéria, na semana passada, a diretora do FMI disse que a previsão do Fundo de 4% de crescimento mundial em 2012 poderia ser revista para baixo, mas não deu nenhum novo número.

“A economia mundial está numa situação perigosa”, afirmou ela a um jornal francês, em entrevista publicada neste domingo.

A crise da dívida, que entra em 2012 depois que uma cúpula europeia no início do mês acalmou apenas temporariamente os mercados, “é uma crise de confiança na dívida pública e na solidez do sistema financeiro”, declarou Lagarde.

Líderes europeus planejam um novo tratado para aprofundar a integração econômica na zona do euro, mas não é certo que o novo acordo irá conter a crise, que começou em 2009 na Grécia e agora ameaça a França e mesmo a poderosa Alemanha.

“A cúpula de 9 de dezembro não alcançou termos financeiros detalhados o suficiente e foi muito complicada nos princípios fundamentais”, afirmou Lagarde.

“Seria bom se os europeus falassem como uma só voz e anunciassem um cronograma simples e detalhado”, completou. “Os investidores estão esperando. Grandes princípios não impressionam”.

Parte do problema, segundo ela, têm sido as reivindicações protecionistas nos países, tornando “difícil formar uma estratégia internacional contra isso”.

De acordo com Lagarde, “os parlamentos reclamam de usar dinheiro público ou garantir o apoio do seu Estado para outros países. O protecionismo está sendo debatido, e o cada um por si está ganhando terreno.” Ela não especificou a que países se referia.

Países emergentes, que tinham sido os motores da economia mundial antes da crise, também estão sendo afetados, disse Lagarde, citando China, Brasil e Rússia. “Esses países vão sofrer com a instabilidade”.

ELIANA CALMON: Juízes defendem corregedora do CNJ e expõem racha da categoria / são paulo

Um grupo de juízes federais começou a coletar ontem assinaturas para um manifesto público condenando as críticas feitas pela Ajufe (Associação dos Juízes Federais do Brasil) à atuação da corregedora nacional de Justiça, ministra Eliana Calmon.

“Entendemos que a agressividade das notas públicas da Ajufe não retrata o sentimento da magistatura federal. Em princípio, os juízes federais não são contrários a investigações, promovidas pela corregedora. Se eventual abuso investigatório ocorrer é questão a ser analisada concretamente”, afirma o manifesto, para realçar que “não soa razoável, de plano, impedir a atuação de controle da corregedoria”.
Varredura em 217 mil nomes motivou guerra no Judiciário

Ministro do Supremo beneficiou a si próprio ao paralisar inspeção

Adriano Vizoni – 17.out.2011/Folhapress
No auditório da *Folha*, Corregedora do CNJ, Eliana Calmon, durante debate sobre poder de investigação do conselho
No auditório da Folha, Corregedora do CNJ, Eliana Calmon, durante debate sobre poder de investigação do conselho

A ideia surgiu em lista de discussão de magistrados federais na internet. Foi proposta pelo juiz federal Rogério Polezze, de São Paulo.

Ganhou adesões após a manifestação do juiz Sergio Moro, do Paraná, especializado em casos de lavagem de dinheiro, não convencido de que houve quebra de sigilo de 200 mil juízes.
“Não estou de acordo com as ações propostas no STF nem com as desastradas declarações e notas na imprensa”, disse Moro. “É duro como associado fazer parte dos ataques contra a ministra.”

“Não me sinto representado pela Ajufe, apesar de filiado”, afirmou o juiz federal Jeferson Schneider, do Paraná, em mensagem na lista de discussão dos juízes. Marcello Enes Figueira disse que “assinava em baixo do que afirmou o colega Sergio Moro”.

O juiz federal Odilon de Oliveira, de Campo Grande (MS), também aderiu, afirmando que “entregar” a ministra era um “absurdo” que a Ajufe cometia. “A atitude da Ajufe, em represália à ministra é inaceitável”, diz o juiz Eduardo Cubas, de Goiás.

O juiz Roberto Wanderley Nogueira, de Pernambuco, criticou as manifestações das entidades. E disse que “a ministra não merece ser censurada, e tanto menos execrada pelos seus iguais, pois seu único pecado foi ser implacável contra a corrupção”.

O presidente da Ajufe, Gabriel Wedy, atribuiu a iniciativa à proximidade das eleições para renovação da diretoria da Ajufe, em fevereiro. “É um número bastante pequeno, diante de 2.000 juízes federais”, disse. “São manifestações democráticas e respeitamos o direito de crítica.”

A Ajufe e outras duas associações de juízes entraram ontem com representação na Procuradoria-Geral da República contra Calmon, para que seja investigada sua conduta na investigação sobre pagamentos atípicos a magistrados e servidores.

Para os juízes, a ministra quebrou o sigilo fiscal dos investigados, ao pedir que os tribunais encaminhassem as declarações de imposto de renda dos juízes.

“Não se pode determinar ou promover a ‘inspeção’ das ‘declarações de bens e valores’ dessas pessoas, porque tais declarações são sigilosas e não poderiam ser objeto de qualquer exame por parte da corregedora nacional de Justiça”, diz a representação.

Calmon não comentou a representação dos juízes. Anteontem, a ministra disse que os magistrados e servidores são obrigados a entregar aos tribunais todo ano a declaração de Imposto de Renda.

Segundo Calmon, os dados são entregues aos tribunais justamente para que a corregedoria tenha acesso, e não para “ficarem dentro de arquivos”.

O objetivo da corregedora é cruzar as informações com levantamento do Coaf (Conselho de Controle de Atividades Financeiras), que apontou 3.438 juízes e servidores com movimentações atípicas.

A polêmica começou quando o ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Ricardo Lewandowski mandou parar a investigação no Tribunal de Justiça de São Paulo, primeiro alvo da corregedoria do CNJ.

Os juízes então passaram a acusar a ministra Eliana Calmon de quebrar o sigilo de todos os magistrados e servidores que foram alvo da varredura do Coaf, um total de mais 200 mil pessoas.

A ministra rebateu e disse que as acusações são uma maneira de tirar o foco da investigação do CNJ.

 

FREDERICO VASCONCELOS
DE SÃO PAULO
FILIPE COUTINHO
DE BRASÍLIA

JOÃOZINHO TRINTA entregou as moedas para o barqueiro, hoje / são luis.ma

“Carnaval é o único momento de realidade. Vá você fazer o carnaval de uma escola de samba no morro e pedir pro crioulo sair de escravo, ele te manda a pu… Porque escravo ele já é o tempo todo. Ele gosta é do luxo, ele quer ser príncipe e princesa, que na verdade, ele é e foi e tem o direito de continuar a ser” –  Joãosinho Trinta

LUIS FERNANDO VERÍSSIMO: “Penso em parar de escrever” – por ana rita martins / porto alegre.rs

Aos 75 anos de idade, o escritor Luis Fernando Verissimo diminui o ritmo e diz que está mais para depressivo que para bem humorado

 

O escritor Luis Fernando Verissimo é famoso por seus textos de humor e pelas sátiras de costumes que publica em jornais de grande circulação. Comédias da Vida Privada, uma antologia de crônicas engraçadíssimas, publicada em 1994, por exemplo, virou, inclusive, uma série da TV Globo em 1995. Por causa desse talento em fazer rir, fica difícil acreditar quando o próprio autor afirma que não tem vocação humorística. “O que eu tenho é a técnica para escrever textos divertidos”, diz. “Mas meu jeito de ver as coisas está mais para depressivo”, completa. De fato, esse lado do escritor não aparece em suas obras (são 500 mil exemplares vendidos no país).

Seu último livro, Em algum lugar do paraíso, é composto por 41 crônicas, a maioria delas publicadas nos últimos cinco anos, no Jornal Estado de São Paulo. Verissimo, aliás, vem diminuindo o ritmo de sua produção. Reduziu, já há alguns anos, o número de jornais para os quais escreve – se antes, chegou a publicar em dez periódicos, hoje concentra-se em três: O Globo, O Estado de São Paulo e Zero Hora. E pensa, inclusive, em se aposentar. “Penso em parar de escrever. O problema é que o dinheiro que ganho com os direitos autorais dos livros não é o suficiente para garantir minhas contas”, diz.

Os leitores, aliás, já podem notar sua ausência em eventos literários. “Vou a lançamentos mais por causa da editora. Não é por prazer, pois sou caseiro e evito badalações”, conta. E de onde vem então a inspiração para os textos se ele tem se mantido mais reservado? “Às vezes de um filme ou de uma música”, diz. “Aliás, eu preferiria ser músico a escritor”, revela. “Mas como eu escrevo melhor do que toco saxofone, vamos deixar as coisas como estão”, completa. Na casa do escritor, num porão de pedra, há vários instrumentos.

Curiosamente, apesar da paixão pelo jazz, não há sequer uma crônica em sua nova obra cujo tema seja a música. No livro Em algum lugar do paraíso, o autor repete a fórmula já consagrada em suas outras publicações, ou seja, a de abordar situações cotidianas e colocar personagens históricos em circunstâncias hilárias.

Vem dessa última abordagem um dos textos mais inspirados da obra. Em Cafarnaum fala do encontro entre Guizael – dono de uma taberna – e um homem capaz de multiplicar peixes e pães e transformar água em vinho. A história – contada em linguagem textual similar à bíblica – desenvolve-se quando Guizael tenta convencer o homem a fazer uma parceria financeira com ele.

Verissimo não se importa com a clara alusão a Jesus, que poderia gerar mal estar entre os leitores religiosos. “O politicamente correto limita o humorista”, fala. E diz mais: “Eu não me coloco rédeas quando estou escrevendo”.

Outro destaque é Microfone Escondido, em que o casal Leonor e Ataíde resolve esconder um aparelho desses no elevador do prédio só para descobrir o que os amigos pensam deles. Toda vez que fazem um jantar para um casal de convivas há uma nova descoberta, revelada pelo microfone antes destes chegarem ao apartamento ou quando estão descendo o elevador rumo à rua. O resultado é um sucessão de confusões e mágoas, temperada pelas construções simples (mas não simplistas) e certeiras do escritor.

Por meio do humor, o autor acaba desvelando as idiossincrasias humanas. Em Pato Donald, Sérgio e Dulce, casados há 25 anos, reveem suas vidas quando o homem conta que, apesar de ter rido a vida inteira das piadas do personagem norte-americano, admite que nunca entendeu patavinas do que este falava. A confissão ganha, então, ares de crise existencial. E, enquanto discutem, Dulce fica preocupada porque o zíper do vestido que sempre lhe coube está difícil de fechar.

Outro exemplo interessante de narrativa é Versões. No texto, um homem entra num bar e começa a imaginar o que teria sido de sua vida se ele tivesse feito um teste para jogar no Botafogo. De repente, lhe surge ao lado, uma versão de si mesmo que fez o tal teste. As perguntas se multiplicam e, consequentemente, mais versões dele aparecem.

Nessa crônica, Verissimo toca num de seus assuntos mais caros, o futebol. Torcedor do Internacional e da seleção, ele se preocupa com a Copa de 2014 no Brasil. “Espero que as obras fiquem prontas a tempo”, diz. E fala que irá aos jogos. Até lá, terá 78 anos. Vale torcer para o pique se estenda também a escrita. Ou a literatura ficará órfã do depressivo mais bem humorado de que se tem notícia.

AI WEIWEI: China investiga dissidente por pornografia on-line / pequim.ch

China investiga dissidente Ai Weiwei por pornografia on-line

 

 DAS AGÊNCIAS DE NOTÍCIAS

 

O artista chinês Ai Weiwei afirmou nesta sexta-feira que foi iniciada uma investigação por parte das autoridades chinesas sobre acusações de que ele teria ajudado a divulgar pornografia na internet. As novas suspeitas recaem sobre o dissidente após semanas de campanha contra uma multa milionária que o regime quer que ele pague.

Segundo Ai, policiais convocaram o cinegrafista Zhao Zhao, um dos assistentes do artista, para interrogatórios na quinta-feira. Ele foi questionado sobre fotos artísticas que tirou de Ai e quatro mulheres, nas quais todos apareciam pelados. A obra foi intitulada “Um tigre, oito seios”, em tradução livre.

As investigações parecem reacender uma acusação levantada contra o dissidente quando ele foi detido em abril. Havia relatos de que ele era investigado por evasão fiscal, bigamia e divulgação de pornografia on-line.

“Se eles entendem nudez como pornografia, então a China ainda está na dinastia Qing (1644-1911)”, disse Ai. As autoridades chinesas não se manifestaram sobre o assunto.

Zhao contou que policiais lhe disseram que procurariam acusações contra ele por conta das imagens caso elas fossem amplamente divulgadas por considera-las obscenas. Ele afirmou acreditar que as investigações fazem parte da empreitada chinesa em difamar Ai e calar suas críticas ao regime.

Ai Weiwei/France Presse
Fotografia mostra Ai Weiwei sem roupa com quatro mulheres; China investiga artista por pornografia
Fotografia mostra Ai Weiwei sem roupa com quatro mulheres; China investiga artista por pornografia

O artista, de 54 anos e famoso por seu trabalho “Ninho de Pássaro”, no Estádio Olímpico de Pequim, ficou preso sem acusação formal durante 81 dias este ano, medida que provocou críticas de governos ocidentais. Ele foi libertado em junho, após firmar um acordo –que já desrespeitou desde então– de que pararia com as críticas.

Nas últimas semanas, as autoridades chinesas estão cobrando dele uma quantia de 15 milhões de yuans (US$ 2,4 milhões) por suposta evasão fiscal. Ai teve que pagar quase metade desse valor como garantia para poder recorrer da multa.

Simpatizantes vêm fazendo doações ao dissidente. Na segunda-feira, uma voluntária da campanha de arrecadação, Liu Yanping, informou que receberam US$ 1,04 milhão para ajudar a pagar a multa que vence em 15 de novembro.

Ao todo, 24.130 pessoas enviaram quantias, tanto pelo Alipay, um sistema de pagamento on-line, quanto pelo cartão bancário, segundo Liu.

Andy Wong/Associated Press
Artista dissidente chinês Ai Weiwei chega a escritório para pagar garantia contra multa fiscal
Artista dissidente chinês Ai Weiwei chega a escritório para pagar garantia contra multa fiscal


URUGUAY aprova lei que anula anistia de crimes da ditadura / montevideo.ur

Parlamento uruguaio aprova lei que anula anistia de crimes da ditadura

 

27/10/11

DA EFE

 

A Câmara dos Deputados do Uruguai aprovou na madrugada desta quinta-feira em caráter definitivo um projeto de lei que declara imprescritíveis os crimes cometidos na última ditadura (1973-1985), antes que o prazo expirasse no dia 1º de novembro.

Após 12 horas de discussão, os deputados aprovaram com os votos da governista Frente Ampla –50 dos 90 legisladores presentes– o projeto que havia sido votado na terça-feira no Senado e que agora passará ao Poder Executivo para a promulgação.

A norma restabelece o pleno exercício da pretensão punitiva do Estado para os crimes cometidos em aplicação ao terrorismo de Estado até 1º de março de 1985, data do retorno da democracia.

Além disso, declara estes delitos “crimes de lesa humanidade, de acordo com os tratados internacionais”, e afirma que “não será computado prazo algum, processual, de prescrição ou de caducidade” para o julgamento.

O projeto de lei derruba de fato a denominada Lei de Caducidade da Pretensão Punitiva do Estado, aprovada em 1986 quando a justiça começava a indiciar militares por violações aos direitos humanos, e um ano e meio depois de outra norma que anistiou a maioria dos presos políticos.

Pablo Porciuncula/France Presse
Vista geral do Parlamento uruguaio durante votação que anula anistia de abusos da ditadura
Vista geral do Parlamento uruguaio durante votação que anula anistia de abusos da ditadura

Cristina ganó con más del 54% de los votos – EL CLARÍN / buenos aires.ar

Cristina ganó con más del 54% de los votos

Todos los sondeos coinciden en que la Presidenta superó el caudal que había logrado en las Primarias. Se convierte así en el tercer mandatario reelegido en la historia argentina en períodos consecutivos. El 10 de diciembre asumirá su segunda presidencia. El socialista Hermes Binner quedaría segundo, aunque a unos 40 puntos de distancia

Cuba autoriza compra e venda de veículos / havana

28/09/2011 – 14:38 | Thassio Borges | 

Uma das propostas mais esperadas após o VI Congresso do Partido Comunista Cubano foi oficializada nesta quarta-feira (28/09). A partir de agora, os cubanos podem comprar e vender carros legalmente. A proibição já durava mais de 50 anos.

A medida vale para cubanos residentes no país e estrangeiros que também residem na ilha, em caráter permanente ou temporário. Os cubanos podem comprar carros novos contanto que obtenham renda por “seu trabalho em funções designadas pelo Estado ou no interesse deste”, informou a Gazeta Oficial nesta quarta.

Além disso, a compra dependerá de uma permissão que poderá ser obtida uma vez a cada cinco anos no Ministério do Transporte. Os estrangeiros não precisarão de licenças especiais, mas só poderão comprar dois veículos durante o período em que estiverem na ilha.

Anteriormente, os cubanos poderiam até comprar carros modernos, importados ou de segunda mão. As compras, no entanto, só poderiam ser feitas por artistas, esportistas e também por médicos que cumprem missões oficiais em outros países.

Quem deixar o país, a partir de agora, também poderá vender seus veículos antes de partir. Outra opção é transferir o carro para alguém da família. A compra e venda de imóveis é outra medida discutida no Congresso que poderá ser oficializada em breve. Outras mudanças debatidas no Congresso dizem respeito às viagens internacionais de cubanos, ao trabalho por conta própria e à libreta de racionamento, entre outras.

LA BODEGUITA DEL MEDIO bar que ficou famoso pela presença de Hemingway.

*Com informações da AFP.

Aplicativo para celular promete descobrir se seu filho é gay / paris

Segundo organização LGBT, questionário reforça estereótipos

Mães em dúvida sobre a sexualidade do filho podem recorrer à tecnologia. Pelo menos, é o que promete um aplicativo francês para smartphone.

Por 99 centavos de Euro — pouco mais de R$ 2,50 —, é possível saber “se tudo vai bem e em ordem com seu filho”, diz a descrição numa loja virtual. Após preencher um questionário, a mãe deverá ter a resposta para “a pergunta que vem fazendo a si mesma por talvez muito tempo”.

As questões abordam temas que supostamente indicariam a preferência sexual de um rapaz, como o gosto por esportes, os hábitos de beleza e se ele é fã da cantora Mylène Farmer, uma espécie de Madonna francesa.

O controverso aplicativo também pergunta se a mãe é divorciada, insinuando que a ausência de uma figura paterna pode levar à homossexualidade do filho.

Caso o teste indique heterossexualidade, a mãe recebe uma mensagem de parabéns:

— Você não tem com que se preocupar, seu filho não é gay. Você tem uma boa chance de se tornar avó.

Para questionários que indiquem homossexualidade, a mensagem diz:

— Não seja cega. Ele é gay! ACEITE! Ele gosta de garotos tanto quanto você gosta de homens.

Controvérsia

Em comunicado, a Federação LGBT da França afirmou que o aplicativo apresenta uma visão simplista, caricata e degradante da homossexualidade masculina. O porta-voz da organização, Stéphane Corbin, disse ao site Rue89 que, ao reforçar estereótipos e preconceitos, o questionário contribui para a homofobia.

O criador do aplicativo, Christophe De Baran, justificou que as perguntas não passam de uma brincadeira. Segundo ele, o objetivo é tirar a carga dramática da situação e ajudar as mães a aceitarem a homossexualidade de seus filhos.

net.

Vítimas em 2001, EUA foram os algozes do 11 de setembro no Chile / santiago-eua

Antes de serem vítimas do 11 de Setembro de Osama bin Laden, os Estados Unidos foram algozes num outro 11 de setembro, no Chile, 38 anos atrás. O golpe que derrubou o presidente socialista Salvador Allende, com apoio norte-americano, instaurou uma ditadura brutal, responsável pela morte de três mil pessoas e pelas torturas cometidas contra 28 mil, na estimativa conservadora dos registros oficiais.

Clique na imagem acima para acessar o especial completo do Opera Mundi

Mas se lições ligam estes dois episódios, elas não foram aprendidas. É o que disse ao Opera Mundium dos protagonistas desta data negra para o Chile, o cientista político Heraldo Muñoz, de 63 anos, membro do breve governo Allende. Hoje, Muñoz é subsecretário geral do Pnud (Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento), em Nova York. Mas o cargo diplomático não o impediu de fazer uma leitura crítica da política norte-americana.

Wikicommons

Trabalhadores chilenos marcham em apoio a Salvador Allende, em 1964

“Estas duas histórias se comunicam pela porta dos fundos, já que os EUA  foram atores em ambos os casos”, disse Muñoz, em entrevista concedida por email. “Primeiro, Washington ajudou a perpetrar a violência no Chile contra um povo indefeso. Mais tarde, os norte-americanos foram objeto da violência fanática no 11 de Setembro de 2001, que também cobrou vitimas inocentes. Mas não sei se a lição histórica – da necessidade de respeitar irrestritamente os direitos humanos – foi aprendida por eles”, afirmou.

Chile: epitáfio do outro 11 de setembro 

Em 1973, Muñoz dirigia um ambicioso projeto idealizado por Allende, chamado Almacenes del Pueblo (Armazéns do Povo), uma rede que pretendia fazer chegar comida à população, sem depender da intermediação dos empresários privados do ramo. Na época, donos de supermercados e armazéns faziam lockouts para esconder produtos alimentícios, como forma de jogar o povo contra o governo da Unidade Popular (UP) e forçar a derrubada de Allende, que, em resposta, começou a confiscar e estatizar redes privadas de supermercados.

A radicalização do governo da UP – que também nacionalizou o cobre, principal produto de exportação do Chile, e deu início a uma profunda reforma agrária – encontrou resistência imediata da direita. Em tempos de Guerra Fria, a ameaça representada por um modelo socialista e democrático no que os EUA viam como seu quintal, era algo inadmissível.

Divulgação

Muñoz: EUA não aprenderam a lição entre o 11 de setembro de 1973 e o de 2001

No dia 11 de setembro de 1973, o general chileno Augusto Pinochet liderou o golpe de Estado contra Allende. O Palacio de la Moneda, sede do governo, foi bombardeado por caças da Força Aérea do Chile (Fach), enquanto atiradores posicionados nos edifícios do centro de Santiago disparavam contra os poucos membros da guarda presidencial, leais a Allende. Cercado, o presidente fez seu último discurso, transmitido pela rádio, antes de suicidar-se com o disparo no queixo de um fuzil AK-47, presente do amigo cubano Fidel Castro.

“O 11 de setembro do Chile significou a perda da democracia e a interrupção da aspiração de construir o socialismo por uma na via pacifica, pela força dos votos”, analisou Muñoz. “O golpe marcou as vidas de toda uma geração, em todo o mundo. Uma vez, nos anos 1990, eu estive com a ex-primeira ministra do Paquistão Benazir Bhutto, assassinada em 2007, e ela me falou do impacto que o nosso 11 de setembro teve nas forças progressistas paquistanesas neste momento, não apenas no Paquistão, mas também em toda a Ásia e no mundo inteiro.”

Os EUA como algozes

O governo norte-americano – que travava, então, uma guerra sem fronteiras contra o comunismo – viu no Chile o embrião de uma experiência com potencial para levantar uma verdadeira onda esquerdista na América Latina. A resposta de Washington veio por meio do então chefe do Departamento de Estado no governo de Richard Nixon, Henry Kissinger. “Não vejo porque temos de esperar e permitir que um país se torne comunista por causa da irresponsabilidade de seu próprio povo”, afirmou Kissinger.

Um dia depois do golpe no Chile, Kissinger conversou com Nixon sobre o ocorrido. “Há algo novo, que seja de importância?”, perguntou o presidente. “Nada grave. A coisa do Chile é questão de consolidação e, é claro, os jornais são sangue por todos os lados porque um governo pró-comunista foi derrubado”, respondeu Kissinger, antes de agregar: “no período de Eisenhower (presidente norte-americano que forjou a doutrina segundo a qual os EUA deveriam intervir em qualquer país do mundo que sofresse influência soviética) teríamos sido heróis.” Nixon, receoso, perguntou: “Bom, como você sabe, nossa mão não pode ser detectada neste caso”. E ouviu de seu braço direito: “Claro. Não há nenhuma dúvida disso. Eu me refiro ao fato de que nós os ajudamos (trecho ilegível) a criar as condições mais favoráveis possíveis”. Nixon encerra a conversa dizendo: “Muito bom. É o que deveria ter sido feito.”

Mas Muñoz reconhece que o dramático golpe de 1973 também provocou inevitavelmente respostas positivas da sociedade. “O movimento global dos direitos humanos nasceu, em grande medida, em resposta ao 11 de setembro chileno. Hoje, acredito que a data lembra, além da dor da perda de vidas humanas e violações dos direitos humanos, a necessidade de conjugar mudanças sociais e consolidação da democracia”, disse.

A herança do 11/9

O Chile de hoje está construído sobre uma Constituição elaborada durante a ditadura, nos anos 1980. O país é democrático. A Carta, nem tanto. Ela “fossilizou” um sistema político binominal, como disse o jornal britânico Financial Times há uma semana. Só chegam a presidente os candidatos ligados aos dois grandes blocos políticos existentes hoje. De um lado, a Concertação – que governou o Chile por 20 anos, do fim da ditadura, em 1990, até o ano passado – de outro lado, a Coalizión por El Cambio, que em março de 2010 venceu as eleições, dando início ao primeiro governo de direita no Chile desde o fim do governo militar. E o primeiro de direita eleito democraticamente no país em 50 anos.

Para o chileno Claudio Fuentes Saavedra, PhD em Ciência Política pela Universidade da Carolina do Norte, a Constituição foi “um exercício de engenharia institucional elaborada em 1980, que transferiu a soberania popular a um corpo de representantes que, embora sejam eleitos, na prática, podem alterar as normas básicas de convivência nacional à margem de qualquer escrutínio cidadão”.

Prova disso é que o país amarga há quase quatro meses sua maior crise política desde a redemocratização. Milhares de estudantes pedem o fim do lucro na Educação e a melhoria da qualidade do ensino. Apesar de ter o respaldo de 80% da população, estas propostas não avançam. A Constituição proíbe a realização de referendos, plebiscitos e outras consultas populares diretas, salvo sob condições bastante estritas, como um impasse entre o Executivo e o Legislativo. Assim, o país segue imobilizado. Mesmo com o governo tendo a aprovação de apenas 26% dos chilenos.

Além da Constituição, os reflexos concretos do 11 de Setembro chileno também são perceptíveis no sistema hiper privatizado. Não existe nenhuma possibilidade de que um trabalhador chileno possa aderir hoje a um sistema público de aposentadoria. A saúde também é esmagadoramente explorada por planos privados. E nenhum estudante tem direito a estudar em uma universidade pública gratuita, salvo se conseguir acesso a uma bolsa de estudo.

O país levou a extremos inimagináveis o liberalismo econômico, encarnado pela geração dos Chicago Boys, discípulos do Consenso de Washington que fizeram do Chile um tubo de ensaio para uma abertura econômica sem limites, ainda durante a ditadura.

O país tem crescido a uma taxa de 6% ao ano, mas é um dos mais desiguais da América Latina. De acordo com Julio Berdegué, doutor em Ciências Sociais e pesquisador do Centro Latino-Americano para o Desenvolvimento Rural, quatro famílias do país detém o equivalente ao salário de 80% da população. A principal delas é a do presidente Sebastián Piñera, dona de uma fortuna avaliada em US$ 2,4 bilhões.

Uruguai sentencia ex-ditador Gregorio Álvarez a 25 anos de prisão / montevidéu

A Suprema Corte de Justiça do Uruguai confirmou hoje a condenação de 25 anos de prisão do ex-ditador Gregorio Álvarez por 37 homicídios “muito especialmente agravados” cometidos durante o regime militar (1973-1985).

A Justiça também ratificou a pena de 20 anos para o ex-capitão da Marinha Juan Carlos Larcebeau por outros 29 homicídios.

Os crimes referem-se às desaparições forçadas de uruguaios que foram enviados O ex-ditador uruguaio Gregorio Álvarez (Fito Mendez - 19.dec.2007/AP)da Argentina, em 1978, pelo Plano Condor, que coordenou as ações repressivas das ditaduras do Cone Sul (Argentina, Bolívia, Brasil, Chile, Paraguai e Uruguai).

A sentença avaliou que os crimes cometidos pelos militares não prescreveram em virtude da “periculosidade” de ambos os acusados e pela própria “gravidade do crime” cometido.

A sentença confirma a tipificação dos crimes da ditadura como “homicídio muito especialmente agravado” e descarta a atribuição de “desaparição forçada” defendida pela Procuradoria Geral, já que essa classificação não existia quando os crimes foram cometidos.

O juiz Luis Charles anunciou a sentença em primeira instância em 22 de outubro de 2009, embora Álvarez e Larcebeau estejam presos desde 2007.

Os crimes pelos quais ambos são julgados estão excluídos da Lei da Caducidade, que desde 1986 concede impunidade a militares e policiais que violaram os direitos humanos durante a ditadura.

Álvarez tem 85 anos e ocupou a Presidência entre 1981 e 1985. Ele é o único ex-ditador vivo, depois da morte, em 17 de julho, de Juan María Bordaberry, que deu o golpe de Estado em 27 de junho de 1973.

 

DA ANSA, EM MONTEVIDÉU

Nova tempestade de areia ‘engole’ cidades no Arizona / eua

É a terceira tempestade parecida registrada no estado dos EUA em um mês.

Tempestade começou no final da tarde de quinta (18) e adentrou a noite.

Uma nova tempestade de areia 'engoliu' cidades do Arizona nesta quinta-feira (18). É a terceira tempestade do tipo em um mês no estado americano. Acima, a montanha Camelback é vista ao fundo sento tomada pela enorme nuvem na cidade de Phoenix (Foto: AP)

Uma nova tempestade de areia ‘engoliu’ cidades do Arizona nesta quinta-feira (18). É a terceira grande tempestade do tipo em um mês no estado americano. Acima, a montanha Camelback é vista ao fundo sento tomada pela enorme nuvem na cidade de Phoenix (Foto: AP)

Da rua era possível ver a nuvem de areia se aproximando em Phoenix (Foto: AP)

Da rua era possível ver a nuvem de areia se aproximando em Phoenix. Com pouca visibilidade, ficou perigoso dirigir em meio à tempestade. Alguns voos sofreram atrasos no estado devido à nuvem de poeira (Foto: AP

Em sequência da primeira imagem, a Camelback Mountain já não é mais vista ao fundo em Phoenix (Foto: AP)

Em sequência da primeira imagem, a Camelback Mountain já não é mais vista ao fundo em Phoenix (Foto: AP

g1.

General afirma que Jobim é prepotente e ‘já foi tarde’

A queda de Nelson Jobim do Ministério da Defesa, no último dia 4, trouxe à tona o ressentimento de oficiais das Forças Armadas com supostas humilhações impostas a militares pelo ex-chefe.

Um artigo do general reformado Luiz Gonzaga Schroeder Lessa, ex-presidente do Clube Militar, expõe mágoas da caserna e afirma que o ex-ministro tinha “psicótica necessidade de se fantasiar de militar” e “já vai tarde”.

O texto foi publicado no site da Academia Brasileira de Defesa e circula desde o fim de semana em blogs de militares. Escrito como desabafo dirigido a Jobim, sugere que parte da classe se sentiu vingada com sua demissão.

Caio Guatelli-13.jan.2010/Folha Imagem
O ex-ministro da Defesa Nelson Jobim durante visita a instalação brasileira no Haiti; ele deixou o cargo no início do mês
O ex-ministro da Defesa Nelson Jobim durante visita a instalação brasileira no Haiti; ele deixou o cargo no início do mês

“Como um dia é da caça e outro do caçador, o senhor foi expelido do cargo de forma vergonhosa, ácida, quase sem consideração a sua pessoa, repetindo os atos que tantas vezes praticou com exemplares militares que tiveram […] a desventura de servir no seu ministério”, diz.

“Por tudo de mal que fez à nação, enganando-a sobre o real estado das Forças Armadas, já vai tarde. Vamos ficar livres das suas baboseiras, das suas palavras ao vento, das suas falácias.”

O general afirma que o perfil do ex-ministro publicado pela revista “Piauí” “retrata com fidelidade” o “seu ego avassalador, que julgava estar acima de tudo e de todos, a prepotência, a arrogância e a afetada intimidade com os seus colaboradores”.

Na reportagem, que precipitou a demissão do ex-ministro, Jobim chama a ministra Ideli Salvatti (Relações Institucionais) de “fraquinha” e diz que Gleisi Hoffmann (Casa Civil) “nem sequer conhece Brasília”.

Em outro trecho, que irritou os militares, a repórter narra uma cena em que ele usa tom ríspido para dar ordens ao almirante José Alberto Accioly Fragelli, diante de outros oficiais e de civis.

O artigo critica o ex-ministro por posar de farda, “envergando uniformes que não lhe cabiam não apenas por seu tamanho desproporcional, mas, também, pela carência de virtudes básicas”.

 

BERNARDO MELLO FRANCO
DE SÃO PAULO

Comando da Aeronáutica repudia reportagem do Fantástico sobre voar no Brasil

Nota Oficial 

Esclarecimentos sobre reportagem do Fantástico exibida em 07/08/2011

O Comando da Aeronáutica repudia veementemente o teor da reportagem do jornalista Walmir Salaro, levada ao ar no Fantástico deste domingo, sete de agosto, e no Bom Dia Brasil desta segunda-feira, oito de agosto.

A matéria em questão parte de princípios incorretos e de denúncias infundadas para passar à população brasileira a falsa impressão de que voar no Brasil não é seguro. A reportagem contradiz os princípios editoriais da própria Rede Globo ao apresentar argumentos com falta de Correção e falta de Isenção, itens considerados pela própria emissora como sendo atributos da informação de qualidade.

O jornalista embarcou em uma aeronave de pequeno porte (aviação geral), que tem características como nível de voo, rota, classificação e regras de controle aéreo diferentes dos voos comerciais. A matéria trata os voos sob condições visuais e instrumentos como se obedecessem as mesmas regras de controle de tráfego aéreo, levando o espectador a uma percepção errada.

O piloto demonstra espanto ao avistar outras aeronaves sobre o Rio de Janeiro e São Paulo, dando um tom sensacionalista a uma situação perfeitamente normal e controlada que ocorre sobre qualquer grande cidade do mundo. Nesse sentido, causa estranheza que a reportagem tenha mostrado a proximidade dos aviões como algo perigoso para os passageiros no Brasil. As próprias imagens revelam níveis de voo diferenciados, além de rotas distintas.

Além disto, o piloto que opta por regras de voo visual, só terá seu voo autorizado se estiver em condições de observar as demais aeronaves em sua rota, de acordo com as regras de tráfego aéreo que deveriam ser de seu pleno conhecimento. Mesmo assim, o piloto receberá, ainda, avisos sobre outros voos em áreas próximas.

Foi exatamente o que ocorreu durante a reportagem, que mostra o contato constante dos controladores de tráfego aéreo com o piloto. Desde a decolagem foram passadas informações detalhadas sobre os demais tráfegos aéreos na região, sem que houvesse qualquer perigo para as aeronaves envolvidas.

A respeito da dificuldade demonstrada em conseguir contato com o serviço meteorológico, é interessante lembrar que há várias frequências disponíveis para contato com o Serviço de Informações Meteorológicas para Aeronaves em Voo (VOLMET), que está disponível 24 horas por dia em todo o país. Além destas, há frequências de ATIS (Serviço Automático de Informação em Terminal) que fornecem continuamente, por meio de mensagem gravada e constantemente atualizada, entre outros dados, as condições meteorológicas reinantes em determinada Área Terminal, bem como em seus aeroportos. Como, aliás, é o caso da Terminal de Belo Horizonte, incluindo os aeroportos da Pampulha e de Confins.

Ressalte-se que, a despeito da operação de tais serviços, todos os pilotos têm a obrigação de obter informações meteorológicas antes do voo pessoalmente nas Salas de Informações Aeronáuticas dos aeroportos, por telefone ou até pela internet.

Ao realizar o voo sem, possivelmente, ter acessado previamente informações meteorológicas, o piloto expôs a equipe de reportagem a uma situação de risco desnecessário. Tratou-se, obviamente, de mais um traço sensacionalista e sem conteúdo informativo.

A respeito do momento da reportagem em que o controle do espaço aéreo diz que não tem visualização da aeronave, cabe esclarecer que o voo realizado pela equipe do Fantástico ocorreu à baixa altitude, em regras de voos visuais, uma situação diferente dos voos comerciais regulares.

Na faixa de altitude utilizada por aeronaves como das empresas TAM e GOL, extensamente mostradas durante a reportagem, há cobertura radar sobre todo o território brasileiro. Para isso, existem hoje 170 radares de controle do espaço aéreo no país. Como dito acima, é feita uma confusão entre perfis de voos completamente diferentes. Dessa forma, o telespectador do Fantástico ficou privado de ter acesso a informações que certamente contribuem para a melhor apresentação dos fatos.

No último trecho de voo da reportagem, o órgão de controle determinou a espera para pouso no Aeroporto Santos-Dumont. O que foi retratado na matéria como algo absurdo, na realidade seguiu rigorosamente as normas em vigor para garantir a segurança e fluidez do tráfego aéreo. Os voos de linhas regulares, na maioria das vezes regidos por regras de voo por instrumentos, gozam de precedência sobre os não regulares, visando a minimizar quaisquer problemas de fluxo que possam afetar a grande massa de usuários.

A reportagem também errou ao mostrar que Traffic Collision Avoidance System (TCAS) é acionado somente em caso de acidente iminente. O fato do TCAS emitir um aviso não significa uma quase-colisão, e sim que uma aeronave invadiu a “bolha de segurança” de outra. Essa bolha é uma área que mede 8 km na horizontal (raio) e 300 metros na vertical (raio).

Cabe ressaltar ainda que a invasão da bolha de segurança não significa sequer uma rota de colisão, pois as aeronaves podem estar em rumos paralelos ou divergentes, ou ainda com separação de altitude, em ambiente tridimensional.

A situação pode ser corrigida pelo controle do espaço aéreo ou por sistemas de segurança instalados nos aviões, como o TCAS. Nem toda ocorrência, portanto, consiste em risco à operação. O TCAS, por exemplo, pode emitir avisos indesejados, pois o equipamento lê as trajetórias das aeronaves, mas não tem conhecimento das restrições impostas pelo controlador.

Todas as ocorrências, no entanto, dão início a uma investigação para apurar os seus fatores contribuintes e geram recomendações de segurança para todos os envolvidos, sejam controladores, pessoal técnico ou tripulantes. É esse o caso dos 24 relatórios citados na reportagem. A existência desses documentos não significa a ocorrência de 24 incidentes de tráfego aéreo, e sim uma consequência direta da cultura operacional de registrar todas as situações diferentes da normalidade com foco na busca da segurança.

A investigação tem como objetivo manter um elevado nível de atenção e melhorar os procedimentos de tráfego aéreo no Brasil, pois é política do Comando da Aeronáutica buscar ao máximo a segurança de todos os passageiros e tripulantes que voam sobre o país. Incidentes e acidentes não são aceitáveis em nenhum número, em qualquer escala.

Sobre a questão dos controladores de tráfego aéreo, ao contrário da informação veiculada, o Brasil tem atualmente mais de 4.100 controladores em atividade, entre civis e militares. No total, são mais de 6.900 profissionais envolvidos diretamente no tráfego aéreo, entre controladores e especialistas em comunicação, operação de estações, meteorologia e informações aeronáuticas.

Para garantir a segurança do controle do espaço aéreo no futuro, o Comando da Aeronáutica investe na formação de controladores de tráfego aéreo. A Escola de Especialistas de Aeronáutica forma anualmente 300 profissionais da área. Todos seguem depois para o Centro de Simulação do Instituto de Controle do Espaço Aéreo (ICEA), inaugurado em 2007 em São José dos Campos (SP). Com sistemas de última geração e tecnologia 100% nacional, o ICEA ampliou de 160 para 512 controladores-alunos por ano, triplicando a capacidade de formação e reciclagem.

Vale salientar que a ascensão operacional dos profissionais de controle de tráfego aéreo ocorre por meio de um conselho do qual fazem parte, dentre outros, os supervisores mais experientes de cada órgão de controle de tráfego aéreo. Desse modo, nenhum controlador de tráfego aéreo exerce atividades para as quais não estejam plenamente capacitados.

A qualidade desses profissionais se comprova por meio de relatório do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (CENIPA). De acordo com o Panorama Estatístico da Aviação Civil Brasileira, dos 26 tipos de fatores contribuintes para ocorrência de acidentes no país entre 2000 e 2009, o controle de tráfego aéreo ocupa a 24° posição, com 0,9%. O documento está disponível no link:
http://www.cenipa.aer.mil.br/cenipa/Anexos/article/19/PANORAMA_2000_2009.pdf

A capacitação dos recursos humanos faz parte dos investimentos feitos pelo DECEA ao longo da década. Entre 2000 e 2010, foram R$ 3,3 bilhões, sendo R$ 1,5 bilhão somente a partir de 2008. O montante também envolve compra de equipamentos e a adoção do Sistema Avançado de Gerenciamento de Informações de Tráfego Aéreo e Relatórios de Interesse Operacional (SAGITÁRIO), um novo software nacional que representou um salto tecnológico na interface dos controladores de tráfego aéreo com as estações de trabalho. O sistema tem novas funcionalidades que permitem uma melhor consciência situacional por parte dos controladores. Sua interface é mais intuitiva, facilitando o trabalho de seus usuários.

Os resultados desses investimentos foram demonstrados pela auditoria realizada em 2009 pela International Civil Aviation Organization (ICAO), organização máxima da aviação civil, ligada às Nações Unidas, com 190 países signatários. A ICAO classificou o Sistema de Controle do Espaço Aéreo Brasileiro entre os cinco melhores no mundo. De acordo com a ICAO, o Brasil atingiu 95% de conformidade em procedimentos operacionais e de segurança.

Sem citar quaisquer dessas informações, para realizar sua reportagem, a equipe do Fantástico exibe depoimentos sem ao menos pesquisar qual a motivação dessas fontes. O Sr. Edileuzo Cavalcante, por exemplo, apresentado como um importante dirigente de uma associação de controladores, é acusado por atentado contra a segurança do transporte aéreo, motim e incitação à indisciplina, e responde por essas acusações na Justiça Militar.

O Sr. Edileuzo Cavalcante foi afastado da função de controlador de tráfego aéreo em 2007 e recentemente excluído das fileiras da Força Aérea Brasileira. Em 2010, também teve uma candidatura impugnada pela Justiça Eleitoral.

Quanto à informação sobre as tentativas de chamada por parte do controlador de tráfego aéreo, Sargento Lucivando Tibúrcio de Alencar, no caso do acidente ocorrido com a aeronave da Gol (PR-GTD) e a aeronave da empresa Excel Aire (N600XL) em 29 de setembro de 2006, cabe reforçar que elas não obtiveram sucesso devido à aeronave da Excel Aire não ter sido instruída oportunamente a trocar de frequência e não a qualquer deficiência no equipamento, conforme verificado em voo de inspeção. Durante as tentativas de contato, a última frequência que havia sido atribuída à aeronave estava fora de alcance, impossibilitando o estabelecimento das comunicações bilaterais.

Já quando foi consultar o Departamento de Controle do Espaço Aéreo, a equipe de reportagem omitiu o fato que trataria de problemas de tráfego aéreo. Foi informado que se tratava unicamente sobre a evolução do tráfego aéreo de 2006 a 2011.

Por fim, o Centro de Comunicação Social da Aeronáutica ressalta que voar no país é seguro, que as ferramentas de prevenção do Sistema de Controle do Espaço Aéreo Brasileiro estão em perfeito funcionamento e que todas as ações implementadas seguem em concordância com o volume de tráfego aéreo e com as normas internacionais de segurança. No entanto, este Centro reitera que a questão da segurança do tráfego aéreo no país exige um tratamento responsável, sem emoção e desvinculado de interesses particulares, pessoais ou políticos.

Brasília, 9 de agosto de 2011.
Brigadeiro-do-Ar Marcelo Kanitz Damasceno
Chefe do Centro de Comunicação Social da Aeronáutica

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blog do Nassif

Claudia Ioschpe publicou no jornal ZERO HORA: “Poses sensuais de modelo de 10 anos causam polêmica.” / porto alegre

“a grande imprensa, familiar, brasileira serve para ISTO. serve também para tentar desgastar governos que não lhe paguem convenientemente, serve para caluniar, mentir, difamar seus adversários, serve para esconder a roubalheira da ditadura (vide: ponte rio niterói, transamazônica e outras centenas), a roubalheira do FHC (vide a privataria), a roubalheira do PC Farias no Collor, porque a “grande imprensa brasileira” estava junto nessas oportunidades, nada divulgando e recebendo propinas de “corruptos e corruptores”. esta publicação é para mostrar aos leitores ingênuos o grande serviço prestado à nação por esse conjunto de lama impressa, digital e televisiva.”

O Editor.

Poses sensuais de modelo de 10 anos causam polêmica

08 de agosto de 20116

Em fotos provocantes, a modelo de 10 anos Thylane Lena-Rose Blondeau está causando polêmica no mundo da moda. A top aparece deitada entre almofadas com estampas de onça e pintando os lábios.

O ensaio na revista Vogue Enfants causou críticas de ONGs de proteção à criança. Segundo matéria publicada no site da ABC News, ativistas criticam duramente a publicação por expôr a menina em situações com temática sensual.

Thylane é considerada uma grande promessa na moda. Nascida na Costa do Marfim, a modelo já foi comparada a Brigitte Bardot, que também causou polêmica ao posar para a revista Elle aos 15 anos.

Postado por Equipe N9ve, às 10:00

Comentários (6)

  • Suzy diz:8 de agosto de 2011

    Os pais deveriam ser processados, no mínimo receberão uma
    bolada as custas da filha, inadmissivel isso, essa menina deveria
    estar brincando de bonecas…revoltante.

  • JAQUE diz:8 de agosto de 2011

    SEI LÁ, UMA COISA E CERTA A MENINA VAI SER MUITO LINDA, JA É…..

  • Oliveira diz:8 de agosto de 2011

    Creio que o fotografo só quis mostrar que menina tem futuro pra moda, e no minimo as outras modelos já estão vendo que vai diminuir os seus caches por conta da menina que tem tudo pra ser sucesso no mundo da moda.

  • Apenas um pai diz:8 de agosto de 2011

    Verdadeiramente um absurdo. Vivemos num mundo em que as pessoas ‘doentes’ procuram justamente este tipo de midia. Já não basta as novelas, realitys, programas de auditorio e humoristicos que exploram a tematica sexual, com mulheres em trajes minimos, agora estão investindo em crianças, nem adolescentes, crianças mesmo. Sei que não é uma publicação brasileira, mas mesmo assim cabe a cada um de nós acessar o site desta revista e manifestar nossa repulsa e indignação.

  • Dorval Petrarca Vignol diz:8 de agosto de 2011

    Um viva aos pais dessas crianças que vendem seus filhos por 30 moedas. Que poupança, hein? Daqui há uns tempos não precisarão mais trabalhar, viverão às custas das filhas. Agora, aqui pra nós, não é o que todo mundo acha bonito e quer?

  • Thiago diz:8 de agosto de 2011

    Que absurdo. Essa adultização das crianças é ridícula. Essa menina deveria estar é brincando de boneca, ela vai ter o resto da vida pra ser adulta depois. A adultização precoce é extremamente prejudicial, muitos passam depois a vida inteira tentando recuperar a infância perdida (ex. Michael Jackson).

Amy Winehouse entregou hoje as “moedas para o barqueiro” / londres

Como Joplin, Hendrix, Morrison e Cobain, música perde Amy Winehouse aos 27 anos
A cantora britânica Amy Winehouse foi encontrada morta neste sábado (23/07) em sua casa, em Londres. Ainda não foi divulgada a razão oficial de seu falecimento. A notícia foi divulgada inicialmente pelo canal de britânico TV Sky News. Segundo o canal, a polícia confirmou a morte da cantora. As informações são de agências de notícias internacionais. 

Aos 27 anos, Amy repete o histórico de outros grandes astros da música pop e do rock que morreram, coincidentemente, na mesma idade. A este grupo pertencem Jimi Hendrix, Kurt Cobain (líder do Nirvanna), Jim Morrison (vocalista do The Doors), Brian Jones (ex-Rolling Stones) e Janis Joplin.

Efe

A cantora britânica Amy Winehouse, encontrada morta em Londres 

Assim como eles, a cantora tinha um histórico de graves envolvimento com álcool e drogas. Seu maior sucesso, Rehab, trata exatamente de sua relação com entorpecentes.

A polícia londrina informou em comunicado ter recebido uma chamada à casa da cantora por volta das 16h (12h no horário de Brasília), respondendo a um chamado para atender uma mulher desmaiada. Ao chegar à residência, seu corpo foi encontrado no chão. Amy foi declarada morta no local.

A MELHOR CAMPANHA PUBLICITÁRIA DO ANO / jaraguá do sul.sc

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ARTISTA VISUAL faz escultura no grafite (ponta do lápis) – alemanha

A conceituada revista alemã Cicero contratou a artista plástica Ragna Reusch Klinkenberg para esculpir três cabeças de políticos famosos da nossa atualidade. O detalhe importante é que eles foram esculpidos na ponta do grafite de alguns lápis. O resultado é fantástico, confira:

Germano Rigotto lança livro na Capital – porto alegre


Convidados do ex-governador Germano Rigotto se enfileiraram por autógrafos no lançamento do livro Para Além do Berço Esplêndido, na Livraria Cultura do Bourbon Country.

Tarso Genro e Olívio Dutra estiveram na sessão de autógrafos da publicação na qual o autor faz uma reflexão sobre os rumos que o Brasil deve seguir para se tornar uma potência.

Igreja Universal colocará fiéis devedores no SPC e SERASA

do G17

A Igreja Universal vai enviar para o SPC/SERASA os fiéis que estão com o pagamento do dízimo em atraso. A medida tomada pelos bispos com o objetivo de reduzir a inadimplência por parte dos fiéis. O departamento de finanças e arrecadação da Igreja, não informou a quantidade de inadimplentes, mas estimasse que os maus pagadores estão causando um prejuízo mensal de quase 1 bilhão de reais.

Quem estiver devendo o dízimo e não quiser ter o nome incluso no SPC ou SERASA, deve entrar em contato com a Universal para renegociar a dívida, podendo parcelar no cartão de crédito o débito, com uma baixa taxa de juros de 72% ao mês.

Além da inclusão dos devedores no SPC e SERASA, a diretoria financeira pretende também cobrar multa, de rescisão de contrato, caso um fiel troque a Universal por outra igreja.

José da Silva Rodrigues Pimenta Pereira, disse que acha justa a medida da Universal, pois vai fazer com que os fieis sejam pontuais com o dinheiro de Deus. “Eu ganho 500 reais, e pago 200 reais pra Universal, nunca atrasei um pagamento, e tem gente que ganha muito mais que eu e atrasa, não acho justo, a Universal tem que tomar uma medida mesmo”, disse José ao repórter de G17.

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o deus deles não perdoa! não entrou a grana vai pro spc, pro inferno e pro serasa! gostaria de saber o que deus faz com esse dinheiro, onde gasta, o que consome, onde mora, porque os ladrões da ingenuidade humana, da fé alheia, estes nós sabemos o que fazem com seus bezerros de ouro coletados diversas vezes ao dia nas “centrais do inferno”, em muitas ocasiões exigindo que o “fiel” entregue o dinheiro do pão da familia. lamentável.

ICANN aprova criação de novos domínios na internet

20/06/2011 03h02 – Atualizado em 20/06/2011 04h16

Iniciativa permitirá trocar ‘.com’ por domínios genéricos próprios.

Organização começará a aceitar solicitações a partir de janeiro de 2012.


As companhias, cidades e organizações poderão registrar seus próprios domínios genéricos na internet, após a decisão adotada nesta segunda-feira (20) pela ICANN, órgão internacional regulador de endereços na internet. A iniciativa permitirá que os domínios terminem com o nome da companhia ou cidade, por exemplo, em vez de “.com”, “.net” ou “.org”.

Decisão foi tomada durante encontro em Cingapura (Foto: Roslan Rahman/AFP)Decisão foi tomada durante encontro em Cingapura (Foto: Roslan Rahman/AFP)

A decisão, considerada um marco na história da internet, foi anunciada pela ICANN através de um comunicado emitido ao fim da reunião que seu conselho de administração realizou em Cingapura. Durante o encontro, 13 membros votaram a favor da medida, um contra e dois se abstiveram.

“ICANN abriu o sistema de endereços da internet às ilimitadas possibilidades da imaginação humana. Ninguém pode prever onde esta histórica decisão nos levará”, disse o presidente e chefe-executivo da organização, Rod Beckstrom.

A ICANN é a organização responsável internacionalmente por atribuir espaço de direções numéricas de protocolo de internet (IP), identificadores de protocolo e das funções de gestão do sistema de nomes de domínio de primeiro nível genéricos (gTLD) e de códigos de países (ccTLD), assim como da administração do sistema de servidores raiz.

A organização começará a aceitar aplicações de solicitação para os novos domínios gTLD a partir de janeiro de 2012. Até o momento se empregam 22 domínios gTLD e cerca de outros 250 nacionais, como é o caso do ‘.br’ para o Brasil e ‘.uk’ para o Reino Unido.

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Agencia EFE

STJ anula operação da PF e livra Daniel Dantas de condenação

Banqueiro Daniel Dantas foi condenado a 10 anos de prisão.
Segundo ministros, participação da ABIN na operação anulou provas.


Os ministros da 5ª Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ) decidiram nesta terça-feira (7) anular as provas produzidas na Operação Satiagraha, deflagrada pela Polícia Federal, em julho de 2008.

Cabe recurso à decisão do STJ no Supremo Tribunal Federal. Por meio de sua assessoria, a Polícia Federal informou que não irá se manifestar sobre a decisão do STJ.

Segundo a decisão do STJ, a participação irregular, segundo o entendimento do tribunal, de agentes da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) invalidou provas produzidas por meio de quebra de sigilo telefônico e rastreamento de e-mails.

A operação foi base para o processo que condenou o banqueiro Daniel Dantas,

José Serra dá a boa notícia a Daniel Dantas – o banqueiro bandido.

do Opportunity, a dez anos de prisão, por corrupção. Para os ministros, a ilegalidade das provas invalida a ação penal contra Dantas.

Dantas foi condenado, em 2008, pelo então juiz Fausto De Sanctis, da 6ª Vara Federal Criminal de São Paulo, por suposta tentativa de corromper integrantes da PF que atuaram na operação.

O pedido para anulação da operação foi feito pela defesa do banqueiro, alegando que a participação de agentes da Abin foi ilegal e teria comprometido a legitimidade das provas produzidas na operação.

Por três votos a dois, a 5ª Turma entendeu que a investigação foi “maculada” por irregularidades. A tese de Dantas obteve os votos do relator, desembargador Adilson Vieira Macabu, do ministro Napoleão Nunes Maia Filho. Segundo Macabu, as provas “ilegais” contaminaram todo o processo e, portanto, seria anulada a ação penal.

Durante o julgamento, foi citada ainda a suspeita de que a PF tivesse contratado uma espécie de “araponga”, um detetive particular que teria participado das investigações da operação. A prática, segundo os ministros, seria irregular por expor dados sigilosos dos investigados a terceiros.

Para o presidente da turma, ministro Jorge Mussi, não é admissível a participação da Abin em uma investigação na “clandestinidade” e de “forma oculta”. Para ele, seria possível a participação da agência na operação desde que houvesse autorização da Justiça.

“Não é possível que, esse arremedo de prova, colhido de forma impalpável, possa levar a uma condenação. Essa volúpia desenfreada pela produção de provas acaba por ferir de morte a Constituição. É preciso que se dê um basta, colocando freios nisso antes que seja tarde. Coitado do país em que seus filhos vierem a ser condenados com provas colhidas na ilegalidade”, afirmou o ministro Mussi.

Os ministros Gilson Dipp e Laurita Vaz ficaram vencidos ao defender a manutenção das provas. Eles entenderam que não havia, nos autos, fatos para sustentar a participação da Abin nas investigações.

Defesa
De acordo com o advogado de Daniel Dantas, outros inquéritos e ações penais que tiveram como base a Operação Satiagraha poderão ser afetados pela decisão do STJ.

Para isso, os juízes de primeira instância responsáveis pelos processos deverão aplicar o entendimento do tribunal. Para a defesa do banqueiro, Andrei Zenkler, a decisão do STJ reconhece “uma fraude policial”.

“Essa decisão reflete exatamente a fraude policial que montou um cenário fictício de corrupção. O crime não existiu e o STJ reconheceu uma fraude em uma investigação policial”, disse o advogado.

O julgamento do pedido da defesa de Dantas começou em março deste ano. Após o voto do relator, dois pedidos de vista adiaram a decisão. A tese de Dantas foi negada pelo Tribunal Regional Federal da 3ª Região, que não identificou ilegalidades na operação da PF, e ele recorreu ao STJ.
Débora SantosDo G1, em Brasília

foto livre. ilustração do site.

SEQUESTRADOR, TORTURADOR E AGORA COLUNISTA DA FOLHA: BRILHANTE USTRA, O HOMEM QUE COMANDOU O DOI-CODI NO AUGE DA DITADURA

Que o coronel reformado Carlos Alberto Brilhante Ustra é sequestrador e torturador não é uma opinião minha, é sentença do juiz Gustavo Santini Teodoro, da 23ª Vara Cível de São Paulo, 9 de outubro de 2008. A notícia, que reproduzo em parte abaixo, mostra quem é o que fazia o coronel no período mais infame da ditadura (a tal ditabranda da Folha).Pois não é que a Folha abriu espaço em sua página 3 de sexta-feira para que Brilhante Ustra dê sua versão sobre acusações que sofre de outro que o acusa de tortura, o ex-presidente do BC no governo FHC Pérsio Arida?

Não foi à toa que a Folha procurou a ficha de Dilma durante a campanha. Se, durante a ditadura, com o empréstimo de seus veículos para que presos fossem transportados para serem torturados pela turma de Brilhante Ustra e com o editorial de Otávio Frias pai elogiando Médici, o jornal mostrava de que lado estava, agora, com a classificação da ditadura como ditabranda , com a infame (duas vezes a palavra “infame” numa mesma postagem, deve ser recorde – só a Folha…) publicação na primeira página da ficha falsa de Dilma e com a publicação da defesa de um sequestrador e torturador (não sou eu quem diz, mas a sentença de um juiz, até hoje válida), a Folha confirma sua posição – e se ela está ao lado de Médici, da ditabranda e de Ustra, o leitor fica no pau de arara da História.

Leia a notícia da condenação de Brilhante Ustra, conforme publicada na própria Folha em 2008:

Por decisão do juiz Gustavo Santini Teodoro, da 23ª Vara Cível de São Paulo, de primeira instância, o coronel reformado Carlos Alberto Brilhante Ustra tornou-se o primeiro oficial condenado na Justiça brasileira em uma ação declaratória por sequestro e tortura durante o regime militar (1964-1985).

A sentença, publicada ontem, é uma resposta ao pedido de cinco pessoas da família Teles que acusaram Ustra, um dos mais destacados agentes dos órgãos de segurança dos anos 70, de sequestro e tortura em 1972 e 1973.

(…) Na decisão de ontem, o juiz Santini argumentou que a anistia refere-se só a crimes, e não a demandas de natureza civil, como é o caso da ação declaratória, que não prevê indenização nem punição, mas o reconhecimento da Justiça de que existe uma relação jurídica entre Ustra e os Teles, relação que nasceu da prática da tortura.

(…) As testemunhas, que estiveram presas junto com os Teles, disseram que Ustra comandava as sessões de tortura com espancamento, choques elétricos e tortura psicológica. Das celas, relatam que ouviam gritos e choros dos presos.

“Não é crível que os presos ouvissem os gritos dos torturados, mas não o réu [Ustra]. Se não o dolo, por condescendência criminosa, ficou caracterizada pelo menos a culpa, por omissão quanto à grave violação dos direitos humanos fundamentais dos autores”, afirmou o magistrado.[Fonte: Folha, para assinantes]

O artigo de Ustra na Folha você encontra lá e nos espaços que defendem os crimes praticados pelo estado sob a ditadura civil-militar, de 1964 a 1985.

Mas, repare como a Folha o apresenta a seus leitores:

CARLOS ALBERTO BRILHANTE USTRA, coronel reformado do Exército, foi comandante do DOI-Codi de 29.set.1970 a 23.jan.1974 e é autor dos livros “Rompendo o Silêncio” (1987) e “A Verdade Sufocada” (2006).

Sobre a sentença, nenhuma palavra.
Antonio Melo

BLOGUEIRO DO PARANÁ DRIBLA A CENSURA

O jornalista paranaense Esmael Morais está com o blog (http://esmaelmorais.com.br) censurado pela Justiça há quase dois meses, a pedido do governador Beto Richa (PSDB). Sem poder trabalhar desde então, ele decidiu lançar nesta segunda-feira (16) uma coluna diária que será distribuída pelas redes sociais.

A “Coluna do Esmael Morais” deverá ser publicada simultaneamente em vários blogs, jornais e portais do país. O Twitter, Facebook e o Orkut também serão utilizados para driblar a censura.


O blogueiro explica que disponibilizará a coluna para download alternando o link de origem para evitar perseguições e novas censuras.

“O link será gerado pelos diversos blogs que se interessarem em publicar a coluna, e será modificado a cada dia, visando prestigiar os blogs que constituem essa poderosa rede de solidariedade contra as trevas”, explica.

Segundo Esmael Morais, a coluna nascerá sob o signo da luta pela liberdade de expressão e contra a censura imposta à blogosfera em todo o país.

Quem quiser reproduzir a “Coluna do Esmael Morais” basta enviar um e-mail para: esmaelmorais@hotmail.com.

Endereços para contato:

Twitter: @esmaelmorais

Facebook: Esmael Morais

E-mail: esmaelmorais

Blog: http://esmaelmorais.com.br (censurado)

Blog do Miro.

EXPOSIÇÃO na CHINA apresenta pinturas em 4D / jilin

Pinóquio e leão surpreendem visitantes em mostra de arte contemporânea.

Evento aconteceu na província chinesa de Jilin, no sábado (14).

Mulher chinesa posa com uma pintura quadridimensional (4D) em uma exposição de arte contemporânea na província chinesa de Jilin, no sábado (14). A China ultrapassou a Grã-Bretanha como segundo maior mercado mundial de arte e antiguidades, em 2010, segundo relatório da Fine Art Fair Europeia (Tefaf). (Foto: AFP)Mulher chinesa posa com uma pintura quadridimensional (4D) que retrata Pinóquio e o Grilo Falante em uma exposição de arte contemporânea na província chinesa de Jilin, no sábado (14). A China ultrapassou a Grã-Bretanha como segundo maior mercado mundial de arte e antiguidades, em 2010, segundo relatório da Fine Art Fair Europeia (Tefaf). (Foto: AFP)
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Mulher interage com pintura exposta em mostra de arte contemporânea na província chinesa de Jilin, no sábado (14), que mostra o salto de um leão. (Foto: AFP)Mulher interage com pintura exposta em mostra de arte contemporânea na província chinesa de Jilin, no sábado (14). A figura recria o salto de um leão. (Foto: AFP)
Da AFP

Comissão Nacional da Verdade: mais uma farsa?

Grupo Tortura Nunca Mais-RJ

O Grupo Tortura Nunca Mais/RJ, mais uma vez, vem a público mostrar sua preocupação e, mesmo, indignação com as desinformações e manipulações que vêm ocorrendo em torno da instalação de uma Comissão Nacional da Verdade a ser votada em breve pelo Congresso Nacional. Importante lembrar que esta 2ª versão da Comissão da Verdade — contida nas reformulações conservadoras do 3º Plano Nacional de Direitos Humanos (PNDH-3), em maio de 2010 — apresenta graves e comprometedoras mudanças que mutilam a 1ª versão, anunciada à Nação, em dezembro de 2009, em grande mis-em-scène midiática.

Já havíamos questionado o caráter antidemocrático daquela 1ª versão da Comissão Nacional da Verdade no que dizia respeito à criação de um grupo de trabalho para elaborar o projeto de lei que instituiria esta Comissão. Dentre os 06 membros que formariam este grupo de trabalho, 05 seriam autoridades governamentais e somente 01 “representante da sociedade civil”, escolhido por uma dessas autoridades.

Entretanto, há nesta 2ª versão mudanças muito sérias e graves que mostram um profundo desprezo por nossa história em nome da “conciliação nacional” e da governabilidade. São elas:

• retira-se qualquer tipo de responsabilização em relação àqueles que cometeram crimes contra a humanidade naquele período de terror.

• retiram-se as expressões “repressão ditatorial”, “regime de 1964-1985” e “resistência popular à repressão”, substituindo-as por “prática de violações de direitos humanos no período de 18 de setembro de 1946 até a data da promulgação da Constituição (1988).” Ou seja, retira-se da história do Brasil o período de ditadura civil-militar.

• acrescenta-se ao trabalho de “localização e identificação de corpos e restos mortais de desaparecidos políticos’ a expressão “com base no acesso às informações”. Ou seja, o Estado brasileiro não se compromete nestas buscas e identificações a não ser que ocorram informações. E quem daria essas informações? Como sempre o Estado brasileiro, mandante e responsável por esses crimes, se omite e coloca o ônus das provas nas mãos de entidades de direitos humanos e dos familiares de desaparecidos, sendo que os arquivos ditos secretos da ditadura continuam inacessíveis.

Sabemos que a memória é um campo de lutas e que estas modificações no PNDH-3 com relação à Comissão da Verdade está fortalecendo uma certa história oficial: como se fosse a história única e verdadeira, possivelmente com o apoio das próprias forças que respaldaram o terror em nosso país.

Cabe, ainda, lembrar que este debate para implantação de uma Comissão Nacional da Verdade — mesmo que mutilada e somente “para inglês ver” como forma de aplacar os clamores nacionais e internacionais — fortalece-se logo após a sentença dada pela Corte Interamericana de Direitos Humanos da OEA que condenou o Estado brasileiro em relação à Guerrilha do Araguaia. Por esta sentença, exarada em dezembro de 2010, o Brasil tem até o final do ano para remover todos os obstáculos práticos e jurídicos para a investigação dos crimes, esclarecimento da verdade e responsabilização dos envolvidos. Também, o Tribunal reafirmou o alcance geral de sua decisão, exigindo que as disposições da Lei de Anistia, que impedem as investigações penais, não possam representar um obstáculo a respeito de todos os outros casos de mortos e desaparecidos políticos no Brasil.

Por tudo isto, reafirmamos nosso repúdio a esta encenação de Comissão da Verdade. Continuamos nossa luta por:

• Uma outra Comissão Nacional da Verdade e Justiça.

• Pelo cumprimento integral da Sentença da OEA.

• Pela abertura ampla, geral e irrestrita de todos os arquivos da ditadura.

Rio de Janeiro, 03 de maio de 2011

Pela Vida, Pela Paz

O britânico Alexander Mustard documentou um mergulho entre as placas tectônicas da América do Norte e da Eurásia, que se afastam a cada ano. / londres

Mergulhador fotografa divisão entre placas tectônicas na Islândia

Da BBC

O fotógrafo britânico Alexander Mustard registrou o mergulho que ele e outros colegas fizeram na fenda entre as placas tectônicas da América do Norte e da Eurásia.

A aventura para conhecer a “fronteira” entre as duas placas ocorreu no Parque Nacional Thingvellir, na Islândia. A paisagem submersa do parque é cheia de vales, falhas e fontes de lava, formados pelo afastamento gradual entre as duas placas, que se distanciam cerca de 2,5 centímetros uma da outra a cada ano.

Foto tectônica 2 (Foto: Alexander Mustard / Solent )Fotos foram tiradas nas imediações do Parque Nacional Thingvellir. (Foto: Alexander Mustard / Solent )

Os mergulhadores que participaram da expedição desceram cerca de 24 metros na fenda entre as placas, mas chegaram a até 60 metros de profundidade em cânions como o Silfra e o Nikulasargia.

Mustard, de 36 anos, diz que as imagens mostram ‘o mundo submarino único da Islândia, que, assim como a ilha, é formado por paisagens vulcânicas’.

A lava e o vapor quente na interseção entre as placas criou também a chaminé hidrotermal Arnarnes Strytur, visitada pelos mergulhadores. A água é expulsa da chaminé 80°C e forma uma coluna turva ao entrar em contato com a água do mar, que está a 4°C.

Alexander Mustard é especializado em imagens submarinas. Um de seus trabalhos mais conhecidos é o registro fotográfico de destroços de navio no fundo do mar ao redor do mundo.

Foto tectônica 1 (Foto: Alexander Mustard / Solent)Mergulhadores chegaram a atingir até 60 metros de profundidade. (Foto: Alexander Mustard / Solent)

Placas tectônicas
A noção de placas tectônicas foi desenvolvida nos anos 1960 para explicar as localizações dos vulcões e outros eventos geológicos de grande escala.

De acordo com a teoria, a superfície da Terra é feita de uma “colcha de retalhos” de enormes placas rígidas, com espessura de 80 km, que flutuam devagar por cima do manto, uma região com magma nas profundezas da terra.

Foto tectônica 3 (Foto: Alexander Mustard / Solent)Fenda entre duas placas tectônicas foi estudada. (Foto: Alexander Mustard / Solent)

As placas mudam de tamanho e posição ao longo do tempo, movendo entre um e dez centímetros por ano – velocidade equivalente ao crescimento das unhas humanas.

O fundo do oceano está sendo constantemente modificado, com a criação de novas crostas feitas da lava expelida das profundezas da Terra e que se solidifica no contato com a água fria. Assim, as placas tectônicas se movem, gerando intensa atividade geológica em suas extremidades.

As atividades nestas zonas de divisa entre placas tectônicas são as mesmas que dão origem aos terremotos de grande magnitude.

Foto tectônica 4 (Foto: Alexander Mustard / Solent)Alexander Mustard é especializado em fotografia no fundo do mar. (Foto: Alexander Mustard / Solent)

Genoino é 1º combatente da ditadura a receber medalha das Forças Armadas / Brasilia

Pela primeira vez, um ex-integrante de grupos armados no Brasil foi condecorado com a Medalha da Vitória, na data em que se comemoram os 66 anos da atuação das Forças Aliadas que combateram na 2a Guerra Mundial, com a participação da Força Expedicionária Brasileira (FEB), nos campos de batalha na Europa.
O condecorado com a Medalha da Vitória foi o ex-deputado federal petista José Genoino (SP), que recentemente foi nomeado assessor especial do Ministério da Defesa e participou da Guerrilha do Araguaia na década de 70.

Sobre a homenagem, Genoino disse que o Brasil amadureceu. “Eu acho que o Brasil tem que definir bem os projetos de defesa para o futuro. O direito à memória faz parte da nossa história democrática e isso não deve atrapalhar a agenda do futuro.”

Genoino ainda brincou com o fato de ter sido agraciado com a medalha entregue pelo Ministério da Defesa a 284 personalidades e instituições que contribuíram para difundir a atuação do Brasil na 2a Guerra Mundial. “Olha, já tem acontecido tanta coisa na minha vida e na história do Brasil que a gente só tem que acreditar no Brasil e no futuro, porque muita coisa surpreendente vem acontecendo positivamente.”

General Heleno volta a defender o golpe de 64 ao passar para a reserva / coment de jussara seixas

DE BRASÍLIA – Ao passar para a reserva ontem, em solenidade no Quartel-General do Exército, o general Augusto Heleno recorreu à memória do pai, que foi coronel e morreu quando ele era tenente, para defender a ação das Forças Armadas em 1964 “contra a comunização do país”.

VÁ PRA CASA GENERAL! 

Ninguém esperava uma atitude, um pensamento, um discurso diferente desse general. Alguns oficiais e outros tantos abestalhados da mídia do PIG sentem saudades da era de chumbo, da ditadura ensandecida, do poder que permitia e exigia torturas, da censura de idéias e opiniões. Para gente assim o AI-5 foi o clímax de uma era gloriosa. Gente assim gostava de torturar pessoas até a morte e depois esconder os corpos em cemitérios clandestinos. Gostavam de estuprar, ameaçar famílias, violar todos os direitos humanos com requintes de crueldade. Esqueça, general Heleno, esse tempo de ditadura e tortura, nunca mais.  Vá pra casa, vista o pijama, coloque chinelos e tente cuidar de flores, é uma ótima terapia. Agradeça a Deus, general Heleno, por ser brasileiro, porque na Argentina, Chile, Uruguai, você  não iria para casa cuidar de flores. Lá os golpistas, os assassinos e os torturadores saudosistas da ditadura vão para a cadeia, condenados à prisão perpétua.


CÂMARA APROVA PLEBISCITO SOBRE CRIAÇÃO DE DOIS NOVOS ESTADOS NO BRASIL

A Câmara dos Deputados aprovou nesta quinta-feira (5) um plebiscito para a população decidir se concorda com a criação de dois novos Estados no Brasil: o Estado do Carajás e o do Tapajós, ambos como desmembramento do Pará.

Conforme o texto, Carajás terá 39 municípios, no Sul e Sudeste do Pará, com área equivalente a 25% do território atual do Estado e Tapajós terá 27 cidades e ficará localizado a oeste do Estado, ocupando 58% de sua área atual.

As duas propostas voltam agora para o Senado, onde também precisam ser aprovados para que o plebiscito seja realizado.

A Constituição determina que a criação de novos Estados só aconteça depois de um plebiscito em que a população diretamente interessada participe.

Em seguida, um projeto de lei complementar é enviado ao Congresso que, depois de aprovado e assinado pela presidente, permite a criação do novo Estado.

Facebook, a mais apavorante máquina de espionagem já inventada, quem afirma é ASSANGE, do WikiLeaks

Assange chama Facebook de ‘máquina de espionagem’

Publicada em 03/05/2011 às 14h04m

O Globo

RIO – Em entrevista ao programa de TV Russia Today, Julian Assange, a face pública do WikiLeaks, classificou o Facebook de “a mais apavorante máquina de espionagem já inventada.”

– (Em sites como o Facebook) nós temos o banco de dados mais abrangente sobre as pessoas, seus relacionamentos, nomes, endereços, localização e as conversas entre elas, seus parentes, tudo à disposição dos serviços de inteligência americanos – afirmou Assange, que aguarda extradição para Suécia. – Quando as pessoas adicionam seus amigos no Facebook, eles estão trabalhando de graça para as agências dos Estados Unidos.

Assange cita ainda Google e Yahoo como exemplos de páginas que ajudam os EUA a espionar os cidadãos. Ele não chegou a dizer que os sites são gerenciados pelo governo – como críticos radicais das redes sociais e afins já disseram -, mas disse que as agências podem pressionar legal e politicamente as empresas de internet.

O escritor argentino ERNESTO SÁBATO, entregou as “moedas para o barqueiro” aos 99 anos / buenos aires

Romancista presidiu comissão que investigou desaparecidos políticos.

Vencedor do Prêmio Cervantes, morreu após bronquite, disse a mulher.

O escritor Ernesto Sabato, vencedor do Prêmio Cervantes de Literatura e um dos maiores autores argentinos do século XX, morreu aos 99 anos em sua residência de Santos Lugares, na província de Buenos Aires. A informação foi divulgada neste sábado (30) pela mulher de Sabato, Elvira González Fraga.

“Há 15 dias teve uma bronquite e na idade dele isto é terrível”, declarou Elvira à rádio Mitre, ao confirmar o falecimento do escritor.

sabato (Foto: Victor Rojas/AFP)Escritor argentino Ernesto Sabato morreu em sua residência em província de Buenos Aires (Foto: Victor Rojas/AFP)

Sábato seria homenageado no domingo (1) na Feira do Livro pelo Instituto Cultural da província de Buenos Aires.

Segundo o jornal argentino “Clarín”, Elvira disse que o escritor estava sofrendo havia algum tempo, “mas tinha momentos bons, principalmente quando escutava música”. Romancista, ensaísta e artista plástico, Sabato é autor de obras como “O Túnel” (1948) e “Sobre Heróis e Tumbas” (1961).

A pedido do então presidente argentino Raúl Alfonsín, dirigiu entre 1983 e 1984 a Comissão Nacional sobre o Desaparecimento de Pessoas (Conadep), cuja investigação, publicada no relatório “Nunca Mais”, considerado o estopim para o julgamento de militares por crimes cometidos durante o regime militar argentino (1976-1983). O jornal “Clarín” o definiu como “um dos rostos emblemáticos do regresso democrático” no país e um dos “ícones mais populares” da literatura argentina.

Parentes informaram que o velório será realizado a partir das 17h deste sábado (30) no Clube dos Defensores de Santos Lugares, local onde o escritor passava as manhãs em partidas de dominó com amigos.

O escritor, que nasceu na cidade de Rojas em 24 de junho de 1911, obteve o título de doutor em Física em 1938 pela Universidade Nacional de La Plata, mas deixou a carreira científica nos anos 40 para se voltar à literatura com a publicação da compilação de ensaios “Alguém e o Universo”.

O reconhecimento internacional veio em 1961 com “Sobre Heróis e Tumbas”, e a consagração definitiva ocorreu em 1974 com “Abadon, o Exterminador”, que completam a trilogia iniciada com “O Túnel” (1948), adaptada ao cinema em 2006. Após ser agraciado com o Prêmio Cervantes em 1984, foi proposto como candidato ao Nobel de Literatura de 2007.

A última obra publicada por Sábato, que também recebeu os prêmios Gabriela Mistral (1983) e Menéndez Pelayo (1997), foi “Espanha nos Diários da Minha Velhice”, fruto de suas viagens ao país em 2002, enquanto a Argentina submergia na mais feroz crise econômica de sua história. Seus últimos livros, conforme o Clarín, incluem memórias e crônicas que se constituem como uma despedida da literatura. Ele completaria 100 anos em 2011 e vivia com sua colaboradora no trabalho, Elvira, que dirige uma fundação que leva o nome do escritor.

Segundo contou seu filho Mario Sábato, autor de um documentário sobre a vida de seu pai, o escritor já não saía de casa, estava sob cuidado de enfermeiras e quase não falava, embora ocasionalmente rompesse seu silêncio para ter algum breve diálogo com a família.

do G1.

TORTURA é um CRIME que não prescreve: “decisão inédita no rio grande do sul” / porto alegre

Tribunal de Justiça gaúcho condenou Estado do RS ao pagamento de R$ 200 mil a torturado durante a ditadura militar. Desembargador Jorge Luiz Lopes do Canto considerou que crime de tortura não prescreve. “A dignidade da pessoa humana é um dos fundamentos da República Federativa do Brasil, e a tortura o mais expressivo atentado a esse pilar da República, de sorte que reconhecer imprescritibilidade dessa lesão é uma das formas de dar efetividade à missão de um Estado Democrático de Direito, reparando odiosas desumanidades praticadas na época em que o país convivia com um governo autoritário e a supressão de liberdades individuais consagradas”, disse ele em sua decisão.

A 5ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça gaúcho condenou o Estado do Rio Grande do Sul ao pagamento de R$ 200 mil, por danos morais, a torturado durante o regime militar. Então com 16 anos, Airton Joel Frigeri foi buscado em casa em 9/4/1970 e levado algemado à Delegacia Regional da Polícia Civil de Caxias do Sul, depois ao Palácio da Polícia em Porto Alegre e detido na Ilha do Presídio, situado no rio Guaíba em frente a capital. Foi posto em liberdade em agosto do mesmo ano.

O autor da ação narrou que, com o objetivo de conseguir informações sobre outros participantes da VAR-Palmares, foi interrogado várias vezes por meio de tortura por choques elétricos nas orelhas, mãos e pés, por meio de um telefone de campanha, chamado Maricota. Permaneceu longos períodos com algemas nos braços. Recebeu golpes com o Papaléguas, pedaço de madeira preso a uma tira de borracha de pneu com cerca de 40 cm de comprimento por 4 cm de largura. No Palácio da Polícia, escutava a tortura sendo aplicada a outras pessoas.

Na Ilha do Presídio, ´Pedras Brancas´, descreve o autor: (…) não havia chuveiro elétrico, os banhos eram tomados em uma lata de tinta furada, de onde escorria a água de um cano. Os banheiros eram abertos sem paredes e com uma abertura gradeada dando direto para as águas do rio. As celas não possuíam janelas e as grades davam para um corredor, sem porta ou vidro algum, onde o vento gelado do inverno gaúcho soprava diuturnamente. O chão era de puro concreto. 

Saindo da prisão, foi proibido de voltar a estudar tanto em escolas públicas como em particulares. Continuou sendo visitado por elementos do SNI, DOPS e Polícia Civil, que o procuravam no local de trabalho, em casa, ou até mesmo na rua. A última visita ocorreu no final de 1978, mais de um ano depois de ser absolvido pelo Superior Tribunal Militar. Afirmou também que passou os anos posteriores se tratando de uma gastrite de fundo emocional, com crises de depressão e insônia, utilizando tranquilizantes e outros remédios.

Na época da detenção, Airton estudava no Ginásio Noturno para Trabalhadores, no prédio do Colégio Presidente Vargas, e trabalhava de dia como auxiliar de escritório no Sindicato dos Trabalhadores Metalúrgicos de Caxias do Sul.

Em dezembro de 1974, o Conselho Permanente de Justiça do Exército absolveu Airton por falta de provas de acusações com base na Lei de Segurança Nacional, decisão confirmada em Brasília pelo Superior Tribunal Militar.

Em outubro de 1998, a Comissão Especial criada pelo Estado do RS acolheu o pedido de indenização realizado com base na Lei Estadual RS nº 11.042/97 e fixou o seu valor em R$ 30 mil, quantia entregue a Airton em dezembro do mesmo ano. A Lei prevê a concessão de indenizações a pessoas presas ou detidas, legal ou ilegalmente, por motivos políticos entre os dias 2 de setembro de 1961 e 15 de agosto de 1979, que tenham sofrido sevícias ou maus tratos que acarretaram danos físicos ou psicológicos, quando se encontravam sob guarda e responsabilidade ou sob poder de coação de órgãos ou agentes públicos estaduais.

Em 2008, considerando que a indenização já deferida foi insignificante frente aos danos causados, requereu na Justiça do valor, em cifra significativamente maior. Em setembro de 2009, o Juízo da 2ª Vara Cível Especializada em Fazenda Pública de Caxias do Sul julgou extinta a ação. Dessa sentença, o autor recorreu ao Tribunal de Justiça.

Decisão
Para o Desembargador Jorge Luiz Lopes do Canto, relator, não há dúvidas quanto à ilicitude dos atos praticados pelos agentes públicos, nem quanto ao nexo causal ou dever de reparar, insculpidos no art. 186 do Código Civil, nem ao menos da responsabilidade objetiva que cabe ao Estado em função da prática de tortura comprovada no feito e realizada por aqueles.

Ele avaliou que a dignidade da pessoa humana é um dos fundamentos da República Federativa do Brasil, e a tortura o mais expressivo atentado a esse pilar da República, de sorte que reconhecer imprescritibilidade dessa lesão é uma das formas de dar efetividade à missão de um Estado Democrático de Direito, reparando odiosas desumanidades praticadas na época em que o país convivia com um governo autoritário e a supressão de liberdades individuais consagradas.

O juiz considerou ainda que é inaplicável o prazo prescricional previsto no Decreto nº 20.910/32 e reconheceu a imprescritibilidade da ação de indenização referente a danos ocasionados pela tortura durante a ditadura militar. A respeito da indenização já deferida com base em Lei estadual, afirmou o julgador, o autor foi contemplado com o valor máximo estabelecido na Lei.

No entanto, entendeu que foi comprovado durante o processo que o martírio experimentado pelo autor foi em muito superior à ínfima reparação deferida. O desembargador afirmou que causa repugnância a forma covarde com que o autor foi tratado, um adolescente que pouca ou nenhuma ameaça poderia produzir ao regime antidemocrático instaurado, denotando-se que as agressões mais se prestaram a satisfazer o caráter vil dos agressores, do que assegurar a perpetuação do regime, atitudes que eram incentivadas – ou ao menos toleradas – pelas autoridades competentes.

Assim, votou no sentido de fixar a indenização por danos morais no valor de R$ 200 mil, quantia que não se mostra nem tão baixa – assegurando o caráter repressivo-pedagógico próprio da indenização por danos morais – e nem tão elevada a ponto de caracterizar um enriquecimento sem causa. O valor deverá ser corrigido monetariamente pelo IGP-M, a partir da decisão, e aplicados juros moratórios a partir do pedido administrativo dirigido à Administração Pública.

O Estado do RS ainda foi condenado ao pagamento das custas processuais e dos honorários dos Advogados do autor, fixado em 20% do valor da condenação.

O Desembargador Romeu Marques Ribeiro Filho e a Desembargadora Isabel Dias de Almeida acompanharam as conclusões do voto do relator.

(*) As informações são do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul.


MARIE-FRANCE PISIER, atriz francesa entrega as “moedas ao barqueiro” aos 66 anos / frança

letelegramme.com / Reprodução
A atriz francesa Marie-France Pisier morreu na madrugada deste domingo (24/4/11) aos 66 anos na localidade de Saint-Cyr-sur-Mer, sudeste da França, informou a prefeitura da localidade.Essa atriz de grande envergadura iniciou sua carreira em 1961 graças a François Truffaut, que viu uma foto da família dela em uma rua de Nice (sul). Ela então atuava em um grupo de teatro amador.

O diretor da Nouvelle Vague buscava uma adolescente para fazer par com Jean-Pierre Léaud, em “Antoine e Colette”, um dos sketches do curta “Amor aos 20 Anos”.

Em 1979, interpretou o personagem de Colette em “Amor em Fuga”, a última aventura de Doisnel, coescrito pela atriz.

Depois de filmes do estilo de Robert Hossein, tornou-se a musa do cinema de autor, aparecendo no universo onírico de Robbe-Grillet, Luis Buñuel, Jacques Rivette e sobretudo, do jovem André Téchiné. Graças a esse último, obteve duas vezes o César – o Oscar francês – de melhor atriz coadjuvante, por “Memórias de uma Mulher de Sucesso” em 1976 e “Barocco”, de 1977.

AFP

KATE CLARK: ARTISTA ESCULPE ROSTOS HUMANOS EM ANIMAIS EMPALHADOS /eua


Kate Clark / BBC Brasil

A artista americana Kate Clark cria faces humanas de argila em animais empalhados. A obra, segundo ela, coloca em discussão temas como humanidade, emoção e expressão.
Clark diz que se interessou pelo tema da expressividade humana ainda na universidade, onde começou a desenvolver as esculturas. Usando animais empalhados, ela passou a manipular seus rostos, para que pudessem ter expressões semelhantes às humanas.

“Eu amo animais, então sou sensível ao fato de que uso pele animal”, disse ela à BBC Brasil. “Usar o couro do animal e transformá-lo, ao invés de usar elementos artificiais, é o conceito mais importante por trás do trabalho”, diz.

Kate Clark / BBC Brasil

Segundo Clark, sua obra fala sobre a necessidade de equilíbrio entre homens e animais ao tentar aproximar as expressões pelas quais se comunicam, e não sobre a supremacia do ser humano na natureza.

“Em nossa cultura atual, nós desprezamos a importância de nossas semelhanças e parentescos dentro do reino animal”, afirma a artista americana.

Pele, crânio e argila
Clark recebe, de um fornecedor especializado, a pele com cabeça do animal. A pele é separada e preenchida com espuma. Ela limpa o rosto do animal, retirando pele e restos de carne, e o modifica com uma base de argila, até que se pareça com o rosto de uma pessoa.

A escultora diz que o vendedor de peles com quem trabalha a procura quando tem animais inusitados que não foram vendidos. Ela diz que jamais solicitou a caça específico de um animal para seu trabalho.

A artista procura aproveitar pálpebras, cílios e outras partes originais das faces dos animais nas faces esculpidas.

Ela diz que prefere utilizar familiares e amigos como modelo para os rostos que esculpe aos invés de “faces idealizadas”. Para ela, a escultura final deve contar a história do animal, através de uma expressão facial com a qual os humanos possam se conectar.

“Meu objetivo é que os híbridos sejam honrados, belos e vívidos. Eu evito sorrisos estáticos ou caretas. As esculturas não são feitas para serem sátiras de uma pessoa específica, cuja personalidade é um estereótipo da ‘simplicidade’ dos animais”, diz.

Segundo a americana, as esculturas provocam reações fortes nos espectadores, que muitas vezes não conseguem se aproximar das obras.

“A reação nem sempre é positiva, mas muitas pessoas se interessam pelo trabalho. Já tive pessoas que se relacionaram com ele de várias maneiras, de seus interesses em mitologia a espiritualidade e questões ambientais.”

BBCNEWS

Vitor Ramil é o grande vencedor do 20º Prêmio Açorianos de Música / porto alegre

Irmãos Kleiton e Kledir foram os homenageados da noite

Uma fusão de imagens, cores e sons marcou a entrega do 20º Prêmio Açorianos de Música, na noite de terça-feira, no Teatro do Bourbon Country, em Porto Alegre. Em clima de grande espetáculo, o público foi imerso nos tons da música do Rio Grande do Sul.

O grande vencedor da noite foi o cantor e compositor Vitor Ramil, que conquistou os títulos de Disco do Ano e DVD do Ano com o álbum délibab. Délibab é um álbum de milongas em que Vitor Ramil musicou poemas do argentino Jorge Luis Borges e do gaúcho João da Cunha Vargas.

De certa forma, a premiação para o disco e para DVD com o documentário das gravações esteve em sintonia com o espírito do Açorianos, resumido no início da noite pelo colunista de Zero Hora Roger Lerina, um dos apresentadores do evento:

— A música é a única expressão que viaja no tempo sem a menor cerimônia. E o que veremos aqui, essa noite, será um desfile por esses 20 anos de boa música — disse.

Entre lembranças de outros prêmios, homenagens e entrega de troféus, passaram pelo palco do Açorianos alguns dos principais nomes da música no Estado — tanto no papel de homenageados como de premiados (veja relação completa abaixo), ou mesmo entregando troféus a outros artistas.

Grupos formados por músicos de diversas bandas fizeram homenagens a diferentes estilos musicais. Cantaram na festa nomes como os cantores e compositores Bebeto Alves e Elton Saldanha e os vocalistas Serginho Moah (do Papas da Língua), Carlinhos Carneiro (da Bidê ou Balde), Thedy Corrêa (do Nenhum de Nós) e Tati Portella (da Chimarruts, banda que arrebatou todos os prêmios do gênero Reggae).

Personalidades que ajudaram a construir o cenário musical gaúcho também foram agraciadas: o radialista Glênio Reis, o produtor cultural Carlos Branco e o produtor musical Ayrton dos Anjos, o Patinete — em um dos principais momentos da cerimônia, quando músicos como Neto Fagundes e Renato Borghetti se reuniram no palco.

Ayrton aproveitou a ocasião para dedicar o prêmio ao cantor Rui Biriva, que morreu na noite de segunda-feira e foi lembrado também em outros momentos da noite. Também houve menções especiais para a revista Noize e para a Orquestra Sinfônica de Porto Alegre (Ospa), pelos seus 60 anos. Os homenageados da noite, pelo conjunto da obra, foram os irmãos Kleiton e Kledir Ramil.

Luísa Medeiros  |  zerohora.com.br

OPOSIÇÃO no Brasil: “O DELÍRIO DELES É UM DESBUNDE” – por jussara seixas / são paulo

Eles estão malucos, doidos, alucinados. Estou falando da oposição, de abestalhados, de gente sem noção. O delírio deles é um desbunde. Eles estão revoltados desde que o Brasil foi escolhido para sediar a Copa 2014 e as Olimpíadas 2016. Tinha abestalhado torcendo para o Brasil não ser escolhido, torcendo para qualquer outro país, EUA, Espanha, menos o Brasil. A ira deles tem fundo político: o prestigio ainda maior que a Copa e as Olimpíadas atribuirão ao ex-presidente Lula, à presidenta Dilma, ao governo do PT. Agora, além de torcer para que tudo dê errado, eles querem que o governo Dilma, o governo brasileiro, renuncie a sediar a Copa no Brasil e entregue a Copa para outro país – são palavras de um senador do PSDB. A que ponto chega o desespero, a loucura, a insanidade da oposição e de seus seguidores abestalhados. A importância da Copa e das Olimpíadas estendem-se muito além do eventual prestígio de nossos presidentes Lula e Dilma: atrairão a atenção do mundo para o Brasil e as coisas brasileiras, gerarão milhões de empregos diretos e indiretos. As reformas dos estádios, as melhoria nos aeroportos, a criação de infra-estruturas em todos os estados que terão jogos da Copa, isso tudo está arrasando com a oposição. Isso sem contar os milhares de turistas estrangeiros que vão lotar os hotéis do Brasil, os restaurantes, as praias, as lojas, e deixarão aqui bilhões de dólares. É para deixar os abestalhados da oposição malucos, a ponto de um senador falar tamanha besteira. A torcida deles é para que tudo dê errado, para que tudo atrase, para que seja um fiasco. Tem mais: eles vão torcer contra o Brasil nos jogos, para que a presidenta Dilma e o ex-presidente Lula não tenham a chance de prestigiar e homenagear os nossos jogadores. Essa gente sem noção, abestalhada, tem a cara de pau de dizer que são brasileiros, que amam o Brasil. São traidores da nação. O que é motivo de orgulho para milhões de brasileiros, para essa gentinha sem noção é dinheiro jogado fora, é um desperdício inútil. Dizem isso justamente porque tudo vai dar certo e o prestígio da presidenta Dilma, de Lula e do Brasil serão imensos. E a Copa de 2014 ocorre em ano de eleição para presidente – será o sepultamento da oposição raivosa, virulenta e sem noção, de novo!

Jornalista PAULO HENRIQUE AMORIM informa sobre o atentado do RIO CENTRO

    Publicado em 24/04/2011

Chico Otávio desvenda o atentado do Riocentro. Viva o STF ! Viva a PGR !

Em primeiro plano, o “agente Wagner”, anistiado, in memoriam, pelo STF e a PGR

Saiu no Globo, na pág. 3:

“Linha direta com o terror”

“Agenda do sargento do Riocentro revela, após 30 anos, rede de conspiradores do período”

Reportagem de Chico Otávio e Alessandra Duarte mostra que “deixar que a bomba explodisse em seu colo não foi o único erro do sargento Guilherme Pereira do Rosário na noite de 30 de abril de 1981, no Riocentro.”

“O ‘agente Wagner’ do Destacamento de Operações de Informações do Io. Exército (DOI I), principal centro de tortura do regime militar do Rio, também levava no bolso uma pequena agenda telefônica, contendo nomes reais e, não codinome, e respectivos telefones de militares e civis envolvidos com tortura e espionagem.”

A brilhante investigação dos repórteres do Globo permite elucidar, também, o atentado contra Lyda Monteiro, secretária da OAB, no Rio: “não existem duvidas sobre a atuação do sargento”.

O primeiro inquérito do Riocentro – contam Chico Otávio e Alessandra – , realizado em 1981 pelo Exército, foi uma fraude: tentou provar que os dois militares que foram detonar um show de musica popular brasileira – http://pt.wikipedia.org/wiki/Atentado_do_Riocentro -, com milhares de pessoas na platéia, eram “vítimas”.

O autor da patranha, convém lembrar, o “investigador”, foi o coronel Job Lorena de Sant’Anna.

(O Chico Otávio, breve, crê este ansioso blogueiro, falará da participação do Capitão Wilson, que estava ao lado do “agente Wagner” no Puma e escapou da explosão; e do General Otávio Medeiros, Czar do SNI do Governo Figueiredo.)

“O segundo, de 1999, comprovou a culpa dos dois membros do DOI que estavam no carro, além de um oficial (Freddie Perdigão) e um civil (Hilário Corrales), mas ninguém foi levado a julgamento: o Superior Tribunal Militar entendeu que os autores estavam cobertos pela anistia”.

O brilhante trabalho de Chico Otávio e Alessandra Duarte permitiu identificar 54 nomes que estão na caderneta do terrorista morto.

O Supremo Tribunal Federal – com a deplorável ajuda do Procurador Geral da República – anistiou a Lei da Anistia – e, por extensão, os terroristas do regime militar, como, in memoriam, o “agente Wagner”.

O notável jurisconsulto Sepúlveda Pertence bem que tentou na Corte de Diretos Humanos da OEA, na Costa Rica, defender o indefensável: a anistia da Lei da Anistia e, por extensão, a anistia aos terroristas – como os cúmplices e chefes do “agente Wagner”.

Pertence foi lamentavelmente derrotado.

E o Supremo e Pertence têm um encontro marcado com a decisão da OEA, que tarda, mas não falha, como previu o emérito professor Fábio Comparato.

É por essas e outras que os projetos dos deputados Fonteles – colocar o Supremo de volta ao seu devido lugar – e Dino – acabar com a vitaliciedade do cargo de Ministro Supremo – tendem a ganhar ímpeto.

Se o PiG (*) se inspirasse no Chico Otávio e deixasse a luz do Sol entrar nos arquivos sinistros do regime militar com mais frequência e igual tenacidade, ajudaria a desmontar a “lógica” do STF e do Procurador Geral da República.

E tornaria uma página negra da Historia da Magistratura brasileira a relatoria de Eros Grau, o ministro do Supremo passou a mão na cabeça da Lei da Anistia – e, por extensão, nos chefes dos terroristas do Riocentro.

Viva o Brasil !

Por falar em Chico Otávio.

O Grande Ético do PMDB, o deputado Eduardo Cunha, aquele que integraria o Panteão da Ética do PMDB, ao lado de Wellington Moreira Franco, Henrique Alves e Michel Temer, Cunha quer interromper a carreira de Chico Otávio com processos na Justiça.

Porque o Chico Otávio costeou o alambrado de Furnas.

Viva o Brasil II !


Paulo Henrique Amorim

(*) Em nenhuma democracia séria do mundo, jornais conservadores, de baixa qualidade técnica e até sensacionalistas, e uma única rede de televisão têm a importância que têm no Brasil. Eles se transformaram num partido político – o PiG, Partido da Imprensa Golpista.

Riocentro, 30 anos. A anistia cobre crime pós-anistia?

Um excelente trabalho de reportagem de Chico Otávio e Alessandra Duarte, em O Globo de hoje, revela a rede de terror em que estava envolvido o sargento Guilherme do Rosário que, ao lado do capitão Wilson Machado, planejavam o atentado do Riocentro e acabaram sendo surpreendidos pela explosão acidental da bomba que iam instalar num show repleto de jovens no primeiro de maio de 1981.

Rosário, que morreu na hora, e Machado eram integrantes de um grupo de militares e policiais que não aceitavam nem mesmo a distensão política de João Figueiredo. Os indícios são de que Rosário participou também do atentado à OAB, que matou Lyda Monteiro, ao abrir uma carta bomba.

A memória do episódio e as revelações dos contatos de Guilherme do Rosário reacendem uma pergunta: de quem partiu a ordem para a colocação da bomba?

E outra, que os ministros do Supremo Tribunal Federal, que proclamaram ano passado que  a Lei da Anistia, assinada em 1979, vale também para crimes cometidos quase dois anos depois de ela ter sido editada? É anistia futura, também?

Aí está um bom começo para o trabalho da Comissão da Verdade. A teia de monstruosidade que pode se abrir com a investigação deste caso pode colocar em xeque, perante a opinião pública e o Judiciário, a impunidade de quem matou e pretendia matar para produzir terror político.

do Brizola Neto.

DILMA é eleita pela revista ‘Time’ uma das 100 pessoas mais influentes

Perfil de Dilma foi escrito por Michelle Bachelet, ex-presidente do Chile.

No texto, ela diz que presidente brasileira tem ‘sabedoria’ e ‘convicção’.

Dilma Rousseff é listada entre as 100 pessoas mais influentes do mundo pela revista "Time" (Foto: Reprodução/Divulgação)
Dilma Rousseff é listada entre as 100 pessoas
mais influentes do mundo pela revista “Time”
(Foto: Reprodução/Divulgação)

A presidente Dilma Rousseff foi escolhida pela revista norte-americana “Time” como uma das 100 pessoas mais influentes do mundo em 2011. A lista inclui artistas, políticos, ativistas, cientistas e empresários.

A próxima edição da revista vai às bancas nesta sexta-feira (22), com um perfil das 100 personalidades. A descrição de Dilma foi feita pela ex-presidente do Chile, Michelle Bachelet, atual diretora da agência da Organização das Nações Unidas (ONU) para mulheres.

No texto, Bachelet destaca as dificuldades de ser a primeira mulher a governar um país. “Apesar da honra que isso representa, ainda há preconceitos e estereótipos para enfrentar. Não é fácil governar uma nação emergente”, diz a ex-presidente chilena.

Ela explica que um governante de um país desenvolvimento vivencia otimismo e entusiasmo por parte da sociedade, mas também enfrenta “desafios mais complexos e cidadãos mais exigentes”.
Segundo Bachelet, o Brasil vive um “momento único”, de grandes oportunidades e que exige um líder com “sólida experiência e ideais firmes”.


“Dilma oferece essa virtuosa combinação de sabedoria e convicção que o país dela precisa”, diz a chilena. De acordo com Bachelet, a presidente brasileira é uma “lutadora corajosa, que enfrentou a ditadura militar e dedicou a vida a construir uma alternativa democrática para o desenvolvimento, a igualdade social e o direito das mulheres.

A lista
A lista dos 100 mais influentes é publicada pela revista “Time” desde 2004. A deste ano inclui, além de Dilma, o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, a mulher dele, Michelle, a chanceler alemã, Angela Merkel, o presidente francês, Nicolas Sarkozy, o príncipe William e a noiva, Kate Middleton, e o primeiro-ministro britânico, David Cameron, entre outras autoridades.

A lista conta ainda com empresários de sucesso, como o fundador da rede social Facebook, Mark Zukerberg. Entre os artistas escolhidos, está o ator britânico Colin Firth, ganhador do Oscar deste ano. O cantor de 17 anos Justin Bierber também foi eleito um dos mais influentes.
Do G1, em Brasília

Gustavo Rosa homenageia a presidenta Dilma Rousseff

Gustavo Rosa posa ao lado do quadro que fez em homenagem a Dilma Rousseff; a presidente virou personagem de uma releitura que ele fez do “Abaporu”, de Tarsila do Amaral; desde 1985, o pintor desenvolve série de trabalhos baseados na artista-símbolo do modernismo brasileiro, e que ele apelidou de “Abadogu”.

“A minha ideia foi homenagear as duas grandes damas do Brasil moderno, dois expoentes, dois ícones desse país, Dilma e Tarsila”, afirma Rosa. Ele também ficou entusiasmado com as notícias de que a presidente está incentivando um grupo de empresários a tentarem trazer de volta o “Abaporu” da Argentina para o Brasil.

mônica bergamo.

Documentário “Inside Job” escancara os podres de Wall Street

Filme revela como agentes econômicos permitiram que nações quebrassem e gerassem um rombo de US$ 20 trilhões

Gravações foram feitas nos Estados Unidos, Inglaterra, Irlanda, França, Cingapura e China

São Paulo – Um documentário que custou 20 trilhões de dólares. Cifra exorbitante? Talvez não para os responsáveis pela quebradeira que ocasionou o tsunami da crise financeira de 2008, quando milhares de pessoas perderam seus empregos e suas moradias.

Indicado ao Oscar como melhor documentário e conduzido pelo diretor Charles Ferguson, “Inside Job” (Trabalho Interno) é mais um filme que retrata os lados obscuros de Wall Street. Narrado por Matt Damon, o documentário revela verdades incômodas da pior crise já vista desde 1929.

Baseado em uma extensa pesquisa e séries de entrevistas com políticos, economistas e jornalistas, o filme revela as corrosivas relações de governantes, agentes reguladores e a Academia. “Inside Job” expõe também uma teia de mentiras e condutas criminosas que prejudicaram seriamente a vida de milhões de pessoas, principalmente por conta de cobiça, cinismo e mentiras.

“Se você não ficar revoltado ao final do filme, você não estava prestando atenção”, diz uma das frases promocionais do documentário. A revolta é clara: a principal economia do mundo mergulhou em uma forte crise, levando consigo diversas nações.

Os causadores de tudo isso já voltaram a dar “conselhos” para governos e sociedades. Ou seja, permanecem dando as cartas na mesa. Algumas das mais novas vítimas são gregos, irlandeses, espanhóis, portugueses e outros povos europeus que estão sendo “convidados” a “aceitar a ajuda do FMI”. E quem será o próximo?

A estreia do documentário no Brasil aconteceu no dia 18 de fevereiro. Confira o trailer do filme a seguir:

http://www.youtube.com/watch?v=FzrBurlJUNk&feature=player_embedded#at=15

revista EXAME.

‘O DIA QUE DUROU 21 ANOS’ na TV BRASIL

Série de 3 episódios revela imagens e depoimentos históricos sobre o Golpe de 64

Robert Bentley, assistente de embaixador Lincoln Gordon, dá depoimento exclusivo
Robert Bentley, assistente de embaixador Lincoln Gordon, dá depoimento exclusivo

Os que viveram a ditadura militar brasileira, os que passaram por ela em brancas nuvens e os que nasceram depois que ela acabou. Todos podem conhecer melhor e refletir sobre esse período, a partir da nova série “O Dia que durou 21 anos”, que a TV Brasil exibiu nos dias 4, 5 e 6 de abril, às 22 h.

Em clima de suspense e ação, o documentário apresenta, em três episódios de 26 minutos cada, os bastidores da participação do governo dos Estados Unidos no golpe militar de 1964 que durou até 1985 e instaurou a ditadura no Brasil. Pela primeira vez na televisão, documentos do arquivo norte-americano, classificados durante 46 anos como Top Secret, serão expostos ao público. Textos de telegramas, áudio de conversas telefônicas, depoimentos contundentes e imagens inéditas fazem parte dessa série iconográfica, narrada pelo jornalista Flávio Tavares.

O mundo vivia a Guerra Fria quando os Estados Unidos começaram a arquitetar o golpe  para derrubar o governo de João Goulart. As primeiras ações surgem em 1962, pelo então presidente John Kennedy. Os fatos vão se descortinando, através de relatos de políticos, militares, historiadores, diplomatas e estudiosos dos dois países. Depois do assassinato de Kennedy, em novembro de 1963, o texano Lyndon Johnson assume o governo e mantém a estratégia de remover Jango, apelido de Goulart. O temor de que o país se alinharia ao comunismo e influenciaria outros países da América Latina, contrariando assim os interesses dos Estados Unidos, reforçaram os movimentos pró-golpe.

Peter Korneluh - O Dia que durou 21 anos
Peter Korneluh

A série mostra como os Estados Unidos agiram para planejar e criar as condições para o golpe da madrugada de 31 de março. E, depois, para sustentar e reconhecer o regime militar do governo do marechal Humberto Castelo Branco. Envergando uma roupa civil, ele assume o poder em 15 de abril. Castelo era chefe do Estado Maior do Exército de Jango.

O governo norte-americano estava preparado para intervir militarmente, mas não foi necessário, como ressaltam historiadores e militares. O general Ivan Cavalcanti Proença, oficial da guarda presidencial, resume: “Lamento que foi um golpe fácil demais. Ninguém assumiu o comando revolucionário”.

Do Brasil, duas autoridades americanas foram peças-chaves para bloquear as ações de Goulart e apoiar Castelo Branco: o embaixador dos Estados Unidos, Lincoln Gordon; e  o general Vernon Walters, adido militar e que já conhecia Castelo Branco. As cartas e o áudio dos diálogos de Gordon com o primeiro escalão do governo americano são expostas. Entre os interlocutores, o presidente Lyndon Johnson, Dean Rusk (secretário de Estado), Robert McNamara (Defesa). Além de conversas telefônicas de Johnson com George Reedy Dean Rusk; Thomas Mann (Subsecretário de Estado para Assuntos Interamericanos) e George Bundy, assessor de segurança nacional da Casa Branca, entre outros.

Foi uma das mais longas ditaduras da América Latina. O general Newton Cruz, que foi chefe da Agência Central do Serviço Nacional de Informações (SNI) e ex-comandante militar do Planalto, conclui: “A revolução era para arrumar a casa. Ninguém passa 20 anos para arrumar uma Casa”.

Em 1967, quem assume o Planalto é o general Costa e Silva, então ministro da Guerra de Castelo. Da linha dura, seu governo consolida a repressão. As conseqüências deste período da ditadura, seus meandros políticos e ideológicos estarão na tela. Mortes, torturas, assassinatos,  violação de direitos democráticos e prisões arbitrárias fazem parte desse período dramático da história.

O jornalista Flávio Tavares, participou da luta armada, foi preso, torturado e exilado político. Através da série, dirigida por seu filho Camilo Tavares, ele explora suas vivências e lembranças. E mais: abre uma nova oportunidade de reflexão sobre o passado.

O Dia que durou 21 anos é uma coprodução da TV Brasil com a Pequi Filmes, com direção de Camilo Tavares. Roteiro e entrevistas de Flávio e Camilo.

Plínio de Arruda Sampaio
Plínio de Arruda Sampaio

Primeiro Episódio:

As ações do embaixador dos Estados Unidos, Lincoln Gordon, ainda no governo Kennedy, são expostas neste primeiro capítulo. O discurso do presidente João Goulart pregando reformas sociais torna-se uma ameaça e é interpretado pelos militares como uma provocação. Nos quartéis temia-se uma movimentação de esquerda e a adoção do comunismo, que poderia se espalhar por outros países latinos. Entrevistas e reportagens da CBS são reproduzidas, bem como diálogos entre Gordon e Kennedy.

O documentário expõe a efervescência da sociedade brasileira naquele período. Para evitar que Goulart chegasse forte às eleições de 1965, foi criado o IBAD (Instituto Brasileiro de Ação Democrática), que teria dado cobertura às ações dos Estudos Unidos para derrubar João Goulart.

Segundo Episódio:

Cenas da morte de John Kennedy e a posse de Lyndon Johnson abrem este capítulo, dando sequência à estratégia dos Estados Unidos de impedir ao que o ex-presidente americano chamou de “um outro regime comunista no hemisfério ocidental”. “Vamos ficar em cima de Goulart e nos expor se for preciso”, diria Jonhson.

Imagens focam no discurso de Jango na Central do Brasil, em 13 de março de 1964,  que foi considerado uma provocação pelos arquitetos do golpe. Os americanos já preparavam o esquema, enviando suas forças militares para o “controle das massas”, como se refere um dos entrevistados. Paralelamente, articulações para levar Castelo Branco ao poder estavam sendo engendradas.

As forças americanas não precisaram entrar em campo. João Goulart pegou o avião, foi para Brasília e depois para o sul do país. Por que Jango não reagiu”? É uma questão posta na tela. O general Cavalcanti, oficial da guarda presidencial, resume: “Lamento que foi um golpe fácil demais. Ninguém assumiu o comando revolucionário”.

Os Estados Unidos estavam mobilizados para, em caso de resistência, fazer a intervenção militar pela costa e assim ajudar os militares.  As correspondências de Lincoln Gordon com o primeiro escalão da Casa Branca são mostradas ao público, explorando as ações secretas junto às Forças Armadas, a reação da imprensa e dos grupos católicos no Brasil. Os Estados Unidos reconhecem o novo governo e imagens da vitória e manifestações de rua entram em cenas.

James Green
James Green

Terceiro Episódio:

O cargo de presidente é declarado vago pelo presidente do Senado, Auro Moura de Andrade. O presidente da Câmara, Ranieri Mazzilli, é empossado.

No dia 15 de abril, o chefe das Forças Armadas, marechal Castelo Branco, toma posse.

Castelo tinha relações amistosas com Vernon Walters, adido da Embaixada dos Estados Unidos no Brasil. Depois de suas conversas com Castelo, ele se ocupava em enviar telegramas para os Estados Unidos, relatando o teor da conversa.  Os textos dos telegramas são revelados no episódio.

O governo Castelo Branco recrudesce e dá início aos atos institucionais. O de número 2 extingue os partidos políticos e torna as eleições indiretas. E mais: prorroga o seu mandato. Em 1967, ele é substituído pelo general Costa e Silva, da chamada linha dura do Exército. O AI 5 é decretado no ano seguinte, e o Brasil entra no caos, “O AI5 foi uma revolução dentro da revolução”, declara o general Newton Cruz.

A repressão e a tortura dominavam o país. Militares e estudiosos falam desse período. O brigadeiro Rui Moreira Lima, da Força Aérea Brasileira, declara: “Eu conheci um coronel, filho de um general, que veio de um curso de tortura no Panamá. Ele chegou e disse: agora estou tinindo na tortura, pega aí um cara pra eu torturar”.

Os Estados Unidos continuam em campo e Lincoln Gordon pede para o governo fortalecer ao máximo o regime militar brasileiro. O orçamento da embaixada cresce, como registra o historiador Carlos Fico, da UFRJ, um dos entrevistados de Flávio Tavares.

UM clique no centro do vídeo:

O DIA QUE DUROU 21 ANOS – EPISÓDIOS 1, 2 e 3

O DIA QUE DUROU 21 ANOS – EPISÓDIO 1

Três episódios revelam os bastidores da participação dos Estados Unidos no golpe militar de 64

O dia que durou 21 anos
O dia que durou 21 anos

Os que viveram a ditadura militar brasileira, os que passaram por ela em brancas nuvens e os que nasceram depois que ela acabou. Todos podem conhecer melhor e refletir sobre esse período.

Em clima de suspense e ação, o documentário apresenta, em três episódios de 26 minutos cada, os bastidores da participação do governo dos Estados Unidos no golpe militar de 1964 que durou até 1985 e instaurou a ditadura no Brasil. Pela primeira vez na televisão, documentos do arquivo norte-americano, classificados durante 46 anos como Top Secret, serão expostos ao público. Textos de telegramas, áudio de conversas telefônicas, depoimentos contundentes e imagens inéditas fazem parte dessa série iconográfica, narrada pelo jornalista Flávio Tavares.

A série mostra como os Estados Unidos agiram para planejar e criar as condições para o golpe da madrugada de 31 de março. E, depois, para sustentar e reconhecer o regime militar do governo do marechal Humberto Castelo Branco. As cartas e o áudio dos diálogos de Gordon com o primeiro escalão do governo americano são expostas. Entre os interlocutores, o presidente Lyndon Johnson, Dean Rusk (secretário de Estado), Robert McNamara (Defesa). Além de conversas telefônicas de Johnson com George Reedy,  Dean Rusk; Thomas Mann (Subsecretário de Estado para Assuntos Interamericanos) e George Bundy, assessor de segurança nacional da Casa Branca, entre outros.

O Dia que durou 21 anos é uma coprodução da TV Brasil com a Pequi Filmes, com direção de Camilo Tavares. Roteiro e entrevistas de Flávio e Camilo.

No primeiro episódio, as ações do embaixador dos Estados Unidos, Lincoln Gordon, ainda no governo Kennedy, são expostas. O discurso do presidente João Goulart, pregando reformas sociais, é interpretado como uma ameaça e provocação pelos militares. Nos quartéis temia-se uma movimentação de esquerda e a adoção do comunismo, que poderia se espalhar por outros países latinos. Entrevistas e reportagens da CBS são reproduzidas, bem como diálogos entre Gordon e Kennedy.

O documentário expõe a efervescência da sociedade brasileira naquele período. Para evitar que Goulart chegasse forte às eleições de 1965, foi criado o IBAD (Instituto Brasileiro de Ação Democrática), que teria dado cobertura às ações dos Estudos Unidos para derrubar João Goulart.

UM clique no centro do vídeo:

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O dia que durou 21 anos – Epísódio 2

Cenas da morte de John Kennedy e a posse de Lyndon Johnson abrem este capítulo, dando sequência à estratégia dos Estados Unidos de impedir ao que o sucessor de Kennedy chamou de “um outro regime comunista no hemisfério ocidental”. “Vamos ficar em cima de Goulart e nos expor se for preciso”, diria Jonhson, numa referência ao ex-presidente João Goulart.

Imagens focam no discurso de Jango, apelido de Goulart, na estação Central do Brasil ( Rio de Janeiro) , em 13 de março de 1964,  que foi considerado uma provocação pelos arquitetos do golpe. Os americanos já preparavam o esquema, enviando suas forças militares para o “controle das massas”, como se refere um dos entrevistados. Paralelamente, articulações para levar o marechal Humberto Castelo Branco ao poder estavam sendo engendradas.

As forças americanas não precisaram entrar em campo. João Goulart pegou o avião, foi para Brasília e depois para o sul do país. Por que Jango não reagiu”? É uma questão posta na tela. O general Cavalcanti, oficial da guarda presidencial, resume: “Lamento que foi um golpe fácil demais. Ninguém assumiu o comando revolucionário”

Os Estados Unidos estavam mobilizados para, em caso de resistência, fazer a intervenção militar pela costa e assim ajudar os militares.  As correspondências de Lincoln Gordon com o primeiro escalão da Casa Branca são mostradas ao público, explorando as ações secretas junto às Forças Armadas, a reação da imprensa e dos grupos católicos no Brasil. Os Estados Unidos reconhecem o novo governo e imagens da vitória e manifestações de rua entram em cenas.

dê UM clique no centro do vídeo:

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O dia que durou 21 anos – Episódio 3

O cargo de presidente do Brasil é declarado vago pelo senador Auro Moura de Andrade. O presidente da Câmara, Ranieri Mazzilli, é empossado.

No dia 15 de abril, o chefe das Forças Armadas, marechal Castelo Branco, toma posse.

Castelo tinha relações amistosas com o general Vernon Walters, adido da Embaixada dos Estados Unidos no Brasil. Depois de suas conversas com Castelo, ele se ocupava em enviar telegramas para os Estados Unidos, relatando o teor da conversa.  Os textos dos telegramas são revelados no episódio.

O governo Castelo Branco recrudesce e dá início aos atos institucionais. O de número 2 extingue os partidos políticos e torna as eleições indiretas. E mais: prorroga o seu mandato. Em 1967, ele é substituído pelo general Costa e Silva, da chamada linha dura do Exército. O AI 5 é decretado no ano seguinte, e o Brasil entra no caos, “O AI5 foi uma revolução dentro da revolução”, declara o general Newton Cruz.

A repressão e a tortura dominavam o país. Militares e estudiosos falam desse período. O brigadeiro Rui Moreira Lima, da Força Aérea Brasileira, declara: “Eu conheci um coronel, filho de um general, que veio de um curso de tortura no Panamá. Ele chegou e disse: agora estou tinindo na tortura, pega aí um cara pra eu torturar”.

Os Estados Unidos continuam em campo e Lincoln Gordon pede para o governo fortalecer ao máximo o regime militar brasileiro. O orçamento da embaixada cresce, como registra o historiador Carlos Fico, da UFRJ, um dos entrevistados de Flávio Tavares.

dê UM clique no centro do vídeo:

FERNANDO HENRIQUE CARDOSO, queria vender para os amigos.E aí, tucanada? Petrobras é mais lucrativa que Microsoft / brasilia

A turma da mídia e do PSDB, que gosta de acusar a Petrobras de ser uma empresa “jurássica”, deve estar botando a viola no saco.

Pesquisa da consultoria Economática, feita a partir dos balanços de 2.107 companhias latino-americanas e dos EUA, mostrou que a brasileira é a segunda mais lucrativa das Américas, só perdendo para a americana Exxon Mobil , a estatal brasileira registrou lucro de US$ 21,12 bilhões no ano passado, contra US$ 30,46 bilhões da multi americana.

A nossa Petrobras ficou à frente da gigante Microsoft, a terceira empresa mais lucrativa, com lucro acumulado de US$ 20,56 bilhões em 2010.

Entre as 20 empresas mais lucrativas do continente americano, 18 são americanas e duas são empresas brasileiras: a Petrobras, e a Vale (sexta mais lucrativa), com um lucro de US$ 18,04 bilhões.

do Brizola Neto.

General argentino vai para prisão comum e perpétua

    Publicado em 14/04/2011

Se fosse brasileiro, estava no shopping com o netinho

Saiu no Globo:

Ex-ditador Bignone é condenado à prisão perpétua e cárcere comum na Argentina

BUENOS AIRES – O Tribunal Oral Federal 1 de San Martín condenou nesta quinta-feira o ex-ditador Reynaldo Bignone, de 83 anos, e o ex-prefeito de Escobar Luis Patti, de 57 anos, à prisão perpétua por crimes de lesa humanidade cometidos durante a ditadura militar da Argentina. Segundo o jornal argentino “Clarín”, os dois cumprirão a pena em celas comuns.

Bignone, que presidiu a Argentina entre 1982 e 1983, já tem uma condenação por 25 anos de prisão também por crimes cometidos durante a ditadura. Ele foi acusado pelo sequestro e assassinato do deputado Diego Muñiz Barreto, entre outros crimes.Patti também foi culpado pelo assassinato do militante Gastón Gonçalvez, na sua primeira condenação.

Manuel Gonçalvez, filho de Gastón, afirmou que com a sentença “a impunidade que estava instaurada por muitos anos foi vencida”.

do PHA.

Senado uruguaio invalida lei que perdoava crimes da ditadura / montevidéo

Após uma que sessão de intensos debates, que durou aproximadamente 12 horas, o Senado uruguaio aprovou na noite desta terça-feira (12/04) três artigos que tornam inválida a Lei de Caducidade da Pretensão Punitiva do Estado, como é chamada a medida de anistia no país. A medida abre o caminho para que militares e policiais acusados de crimes cometidos durante a ditadura militar (1973-1985) possam ser julgados sem exceção.

O texto aprovado “deixa sem efeito os artigos 1, 3 e 4” da lei, que determinam que crimes cometidos por funcionários do governo militar não poderão ser julgados por conta de um acordo feito entre as forças armadas e o poder civil durante o período de transição.

Foram 16 votos a favor, todos do partido governista Frente Ampla, e 15 contra, sendo um deles do senador Jorge Saravia, da bancada governista. Agora, o texto deve ser votado na Câmara de Deputados. Ele foi primeiramente aprovado pelos deputados em outubro de 2010, agora, precisa voltar à Casa para que sejam aprovadas ou rejeitadas as alterações feitas pelos senadores.

O deputado Felipe Michelini, coordenador da bancada da Frente Ampla na Câmara, disse ao jornal localEl País que a ideia é que o projeto tenha um “rápido tratamento”e que seja votado no plenário na sessão de 4 de maio. “Já comunicamos a todas as bancadas qual é nossa intenção. Ninguém não que não”, afirmou Michelini. A Casa possui 99 deputados, 50 deles do partido governista. De acordo com reportagem do El País, eles já sinalizaram voto favorável.

Se for aprovado na Câmara, o texto será encaminhado ao presidente José “Pepe” Muijica, ex-preso político, que passou 14 anos na prisão quando integrava o movimento de esquerda Tupamaros. Como a proposta de anulação foi formulada pelo próprio governo, em agosto de 2010, a expectativa é a de que ele ratifique o texto.

Polêmica

A lei de anistia foi promulgada em 1986, durante o governo de Julio María Sanguinetti, o primeiro do período de redemocratização. O argumento usado pelo governo para derrubá-la é o de que o Uruguai é signatário de acordos com órgãos internacionais, como a OEA (Organização dos Estados Americanos), que preveem a punição de crimes de violação de direitos humanos e, portanto, precisaria dar uma resposta à comunidade internacional.

O Uruguai está sendo processado na CIDH (Corte Interamericana de Direitos Humanos), ligada à OEA, por um crime cometido durante a ditadura. Trata-se da denúncia feita por Macarena Gelman, cujos pais foram sequestrados em Buenos Aires, em agosto de 1976, e depois enviados a Montevidéu, onde foram assassinados.

Além disso, o país já foi condenado duas vezes pelo Comitê de Direitos Humanos do Pacto Internacional de Direitos Civis e Políticos pelos casos de impunidade.

Por outro lado, os críticos — entre eles militares e parlamentares dos partidos Colorado e Nacional — argumentam que seria uma atitude anti-democrática anular a anistia, já que ela foi ratificada em dois plebiscitos, em 1989 e 2009, nos quais a população rejeitou a revogação da lei.

Em alguns casos específicos, a Suprema Corte do Uruguai considerou a aplicação da lei inconstitucional, fazendo com que ela não fosse um impedimento para a realização de julgamentos.

Desde 2005, quando o ex-presidente Tabaré Vazquez, da Frente Ampla, assumiu a presidência, 16 casos foram levados à Justiça, entre eles os ex-ditadores Gregorio Álvarez e Juan María Bordaberry, condenados à prisão por violação de direitos humanos.

De acordo com dados de entidades de defesa de direitos humanos do Uruguai, pelo menos 200 pessoas desapareceram durante a ditadura militar.

por Daniella Cambaúva