Arquivos de Categoria: lançamentos

O POETA Manoel de Andrade lança seu livro NOS RASTROS DA UTOPIA e convida:

A CONVITE

Campana vai bem de Isaías – por helio de freitas puglielli / curitiba

Que Fábio Campana escreve bem é uma realidade que só pode ser negada por inimigos explícitos (que ele mesmo diz não serem poucos) e pelos não-declarados (sabe-se lá quantos).

Qualquer crítico isento, que esteja concentrado no texto e não na pessoa, que procure a qualidade literária acima de tudo, não se deixando influenciar por antagonismos de opinião ou desavenças pessoais, terá de chegar necessariamente à conclusão: Fábio escreve bem.

Escrever bem já é mérito inconteste, considerando que muita gente pretenciosa anda por aí barbarizando a língua, não vamos dizer portuguesa, mas a língua de Machado, Lima Barreto e Mário de Andrade, a nossa língua literária, bem brasileira.

E bem brasileiro é o Fabio, não obstante o castelhano tenha ressoado junto ao seu berço e acompanhado seus primeiros passos.

E da língua pulamos para o que realmente interessa. Pois a verdade é que não basta escrever bem. Há quem escreva bem sem dizer nada. Há quem escreva bem sem qualquer forma de identificação, com sua época, com os outros e até sem qualquer identificação ou compromisso consigo próprio. Parte da literatura brasileira contemporânea anda padecendo desse mal, com que muitos não se importam e que, por isso mesmo, tende a se alastrar.

Compreende-se que, depois do surto geral de engajamento liberado pela redemocratização dos anos 80, a literatura brasileira deveria tratar menos de temas ligados ao dramático período de combate à ditadura e à repressão. Mas as letras também não são favorecidas por obras vazias de conteúdo, exercícios de escrita sem nenhuma motivação concreta vinda da sensibilidade de alguém perante o mundo.

O escritor não é obrigado a ser homem de seu tempo, a filtrar nos textos os problemas da vida real e as angústias do contexto histórico. Quando foi obrigado, como na época do “realismo socialista”, formulado por Jdanov e imposto por Stalin, os resultados não foram bons. Mas o escritor tem de insuflar vida ao que escreve, pois o texto pelo texto (ou a arte pela arte, dizia-se antigamente) não se sustenta. “Muitos escritores estão voltando à masturbação”, resumiria grosseiramente o  filósofo da Boca Maldita, se ainda existisse um filósofo na Boca.

Fabio não só escreve bem, mas sente com intensidade tudo o que vem de fora e de dentro de si próprio, ou seja, sua consciência entra em sintonia com os fatos externos e os interioriza para a seguir processá-los na forma de texto. A quem objetar que é sempre assim com qualquer escritor, replicaremos que tudo depende do grau da intensidade, do grau de consciência e do grau de sintonia, além da forma de processamento. Nosso autor, em matéria de todos esses graus, está no alto da escala, ao passo que muitos escritores contemporâneos estão lá embaixo.

E vem vindo em escala ascendente, desde os contos de Restos Mortais e No Campo do Inimigo, passando pela poesia de O Paraíso em Chamas, até chegar aos romances O Guardador de Fantasmas, Todo o Sangue, O Último Dia de Cabeza de Vaca e Ai.

Agora, reúne suas crônicas mais recentes no volume A Árvore de Isaías, colocando-se no nível dos grandes cronistas brasileiros. E, como o Brasil teve e tem bons cronistas, figurar em pé de igualdade com eles é, sem dúvida, uma façanha.

Nosso autor não conquista essa posição apenas com talento. Sua maturidade é fruto de um longo processo existencial, que ele descreve explicitamente na primeira crônica do livro e, aqui e ali, em várias outras.

Parece que só quem sofreu, só quem passou por traumáticas desilusões, quem sobreviveu ao desmoronar de certezas e esperanças, pode agora narrar fatos com lucidez, equilíbrio, firmeza e suave ironia (em alguns textos não tão suave, vale ressalvar).  Como bom jornalista (e o escritor se fortalece com isso), Fabio enfrenta, glosa e transfigura fatos, retalhos do mundo e do seu mundo, suas memórias, seus pensamentos.

Ótimo cronista. E, se na Boca está faltando um filósofo, tudo indica que Curitiba, o Paraná e além-fronteiras estão bem servidos, pois as ressonâncias da filosofia de vida podem (e devem) reverberar na plena autenticidade do texto literário.

O recém-falecido Steve Jobs, gênio da informática. afirmou que trocaria toda a sua tecnologia por uma tarde com Sócrates. Eu troco um monte de livros de intragáveis autores promovidos pela mídia editorial por apenas um volume de um escritor como Campana.

Helio de Freitas Puglielli é jornalista e professor.

ESTRELA LEMINSKI lança o livro “POESIAÉNÃO” na livraria Realejo / santos.sp

Lançamento do livro “Fazer Falar a Pintura” – na UNIVERSIDADE DO PORTO / portugal

“Fazer Falar a Pintura”, o novo livro editado pela U.Porto editorial, organizado por António Quadros Ferreira, será lançado no próximo dia 7 de Julho, na Fundação de Serralves, no Porto. A apresentação da obra será feita por João Fernandes, Director do Museu de Serralves.

 

O livro apresenta testemunhos de 58 professores-pintores de Portugal, Espanha, França e Bélgica, nos quais a produção artística se alia ao discurso na primeira pessoa. Cada autor apresenta uma imagem e um texto que incide sobre a especificidade do objecto da pintura, descrevendo-o. Fazer Falar a Pintura é um projecto de discurso académico sobre a arte, sobre o ensino da arte, sobre a pintura, e o ensino da pintura em particular.

 

A sessão de apresentação realiza-se pelas 18h30, no foyer do auditório da Fundação de Serralves, sita na Rua Dom João de Castro, n.º 210, no Porto. A entrada é livre.

 

O livro está disponível para compra em: http://www.wook.pt/ficha/fazer-falar-a-pintura/a/id/10984463

 

 

U.Porto editorial

Reitoria da Universidade do Porto

Praça Gomes Teixeira, 4099-002 PORTO

Tel.: 220 408 196  Fax: 220 408 186

URL: editorial.up.pt/

Exposição “Máquinas” reúne obras de 16 artistas de vários países

A ação integra a programação paralela da Bienal de Curitiba

CURITIBA, 28/06/2011 – Nesta quarta-feira (29), será aberta ao público a exposição “Máquinas”, em Belo Horizonte (MG). O evento faz parte da programação paralela da 6ª VentoSul – Bienal Internacional de Arte Contemporânea de Curitiba. A exposição apresenta obras de 16 artistas de vários países da Europa, Ásia e Américas e, alguns deles também participarão das exposições da Bienal de Curitiba, a partir de setembro. A ação é uma iniciativa do Oi Futuro, em conjunto com Goethe-Institut, com patrocínio da Oi, por meio da Lei Estadual de Incentivo à Cultura (MG), e conta com apoio do Instituto Paranaense de Arte e da 6ª Bienal de Curitiba.

 

“Máquinas” tem curadoria de Alfons Hug e Alberto Saraiva e co-curadoria de Paz Guevara. As obras expostas são dos artistas: O Grivo (Brasil), Chico Fernandes (Brasil), Roman Signer (Suíça), Ali Kazma (Turquia), Dinh Q. Lê (Vietnã), Laurent Gutiérrez/Valérie Portefaix (França/ Hong Kong), Zhou Tao (China), Michel de Broin (Canadá), Harun Farocki (Alemanha), Desire Machine Collective (Índia), Chen Chieh-Jen (Taiwan), Libia Posada (Colômbia), Lourdes de la Riva (Guatemala), Arirang (Coréia do Norte) e Chris Larson (EUA).

 

A programação geral da Bienal de Curitiba acontece de junho a dezembro de 2011 e inclui projeto educativo, palestras, mesas-redondas, cursos, oficinas, mostra de filmes, performances e interferências urbanas. As exposições na capital paranaense acontecem de 18 de setembro a 20 de novembro em diversos espaços.

 

Serviço

Exposição Máquinas
De 29 de junho a 21 de agosto

De terça a sábado, das 11h às 21h, domingo, das 11h às 19h

Galeria Oi Futuro BH: Av. Afonso Pena 4001 – Mangabeiras

Entrada franca | Classificação etária: Livre

O ANJO VINGADOR DOS POETAS RECUSADOS (fragmentos) – de jairo pereira / quedas do iguaçu.pr

Sentidos pouco sentindo no
marasmo dos dias thorpes. Sentidos vãos quando tudo está certo equilibrado no
tempo do sem-tempo. Para um herói qualquer dia é dia e a vingança não pode
durar mais q. alguns segundos.

Os
mortos vivos vão saindo das tumbas e vindo pro lado do anjo vingador vindo
trançando figas e coroas de flores os mortos vivos alarmados com algo q. não os
deixa dormir em paz algo q. passa pelo vão das pedras e não é formiga algo como
posso dizer estranho por nascença energia branda q. atormenta até morto
redormido. As almas pusthulentas interagem com algo q. está no ar e vagam os
espaços noturnos: estradas, beira de matas, costeando rios e cercas, sob pontes
e viadutos. O anjo cansa de ver as presenças negras nos mapas q. transita e
chega cumprimentá-las nos encontros acidentais. Ver a morte sempre de perto a
morte transnascida naquelas almas noctívagas refresca o pensamento de quem está
vivo :vivo: vivíssimo cheio de energia boa pra queimar pensamento no pensamento
criação na criação poema no poema prosa na prosa melodia na melodia rosto na
argila Cego
um poeta conta estrelas cego um poeta se avizinha do precipício cego uma alma
geme transmundos na fala. Lingüista algum explica!

A
diferença hoje é escrever com signos bólidos tridimensionais no espaço e não
com frases sentenças empoladas onde os signos da composição ficam entremamente
dependentes uns dos outros. Os signos avançam em todas as direções como vespas
autônomas sem destinação e é só apreende-las no espaço e lhes impor contexto
ludoespacial. Poetas gostam de complicar o simples e simplificar o complexo.
Poetas sabem fazer sopa de signos só pra ver no q. vai dar. Poetas refazer o
benfeito desconstruir reprojetar o estabelecido no tempo como forma de animar a
vida e a arte. Poetas, adoram abrir caroços dos frutos pra ver o q. tem dentro.
Poetas, impor significados às coisas não nascidas. Poetas, criar problemas de
entendimento. Contradição na contradição: existe o mundo do incriado, onde as
coisas ainda não nominadas animam sem rigor ou finalidade a vida. Poetas
mergulham nesses pântanos pra pinçar o q. se pode aproveitar, nominar, e fazer
existir pra todos. Comigo é assim e com meus irmãos deve ser muito pior.

De
tanto andar corpo a corpo com o chão o ser impoverteu-se: melhor dizer q. virou
pó.

Subi
naquela velha caixa de maçãs (não sem antes cortar o pedaço duma pro meu
pássaro yogurt) e proferi palavras de baixo calão enquanto moças brancas de Curitiba papel de
celofane no olhar e sandálias plásticas sorriam sobranceiras minha patética
figura naquele estado digamos assim rifutembho de aprofundamento poético
ficto-ético-esthético-existencial. Sim pois pra dizer o q. diria não dava pra
pensar outra coisa um paraíso na terra com belas polakas e um inpherno no céu
com gente te mandando trabalhar te impondo salário subordinação horário pra
cumprir dependência até pra limpar o cu cheio de limalhas pratas com círculos
preciosos do torno mecânico q. as criou por acidente. Um acidente dos sentidos
mentir q. se é o maior de todos os heróis anti-heróis personas erigidas por mentes prodigiosas. Mentir q. se é o maior
pra si mesmo compor filmes apavorantes com muitos corpos destroçados nos campos
de batalha e beber um vinho tinto suave temperatura ambiente depois do almoço
sobremesa de pêssego com calda e creme de leite uma polaka nua no quarto do
andar de cima de cima da terceira nuvem do viajante cósmico (nua e lúbrica
raspando a língua no batom vermelho dos cantos da boca) o anjo vingador q.
chegou pra vingar as polakas recusadas e amar a todas todas todas mantendo um
polakário particular no sítio das estrelas onde se recolhe trezentos e sessenta
e três dias por ano claro q. pelo menos umas horas se deve descansar nesse
pérphido ofício e périplo desregrado inglório de anjo vingador dos poetas
recusados. Afinal de contas ninguém é de estanho e estranho q. as puthinhas da
quinze deram agora de grudar no celular suas orelhas calejadas de golpes de
pica. Não se fazem mais programas como antigamente trintão por pegada boquet’s
grátis e massagem de língua na glande inflada. Vá pra casa mano, cuidar o filho
teu com a empregada, antes q. descubram tudo. Não deixe o piá passar sede
fome… te vira malandro. O anjo vingador dos poetas recusados tem mais de mil
e quinhentos polakinhos por esse orbe infielíssimo e nunca tu ouvirá reclamação
de um dente por fazer nos pirralhos. O anjo toma conta de tudo, claro q. sob a
regência das centenas de polakas q. compõe seu sórdido (e convenhamos
maravilhoso!?) imaginário. É responsa mano. Responsa, sabe o q. é isso!? Sabe
porra nenhuma, nem lavou o cê-u hoje e tá cheirando a sulampra do mês passado.
Sulampra pra quem não sabe é aquela porrinha de mnerda q. fica grudada nos
pentelhos do cu fazendo o maior estrago sujando a cueca às vezes até a calça e
dando ao agente detonador da nathureza (o trouxão) aquele cheiro característico
de prustifructo singular. AH VÁ TE PHODER ESPECTRO REVERTIGO DE SUPREMA
CUTILEDÔNEA SPRIÊNCIA LÚBRICA NUS TREE LENÇÓIS! Vou dizer e digo blasfemo
ensandeço contra o infinito. É só me tirar uma polaka e veja como fico.

Muitas
almas me freqüentam esplendoríndeas muitas almas muitas vidas de contra-favor
onde estou não fico onde fico não estou transmudo-me entre as raízes retorcidas
da paisagem.

Escrever simples e
complexo escrever erudito e popular escrever pra professores e estudantes
escrever pra poetas e pintores escrever por escrever sem ter q. dizer porque
pra que e pra quem eis a vida do anjo no solitário ofício de lançar palavras ao
espaço seus  signos de artifício o anjo e
sua sanha de desvelar os mundos escondidos do saber as verdades q. estavam ali
na pedra sob as árvores e ninguém imaginava o anjo em prospecções inúteis procurando
dar significado e nominação às coisas não-nascidas q. faz nascer a força um
anjo investido de sóis estranhíssimos nessa terça-feira de tédio e tentações.
Os convites são mais q. sedutores: o diabinho da direita diz q. é pra nadar
desnudo no rio o da esquerda incita a mandar um poema pra gata de olhos
amendoados q. tá na garupa do grandão supertatuado da motocicleta. É sempre
assim correr os riscos das tentações a cada momento e nunca deixar a peteca
cair. Todas as vezes q. sentir prazer escondido renegue-o para o bem da vida.
Prazer tem q. sentir-se às claras de olhos bem abertos e com amor amor amor q.
é tudo q. mais interessa nessa porra de vida onde estamos condenados a sofrer e
ser enganados e nos roubarem a moto e nos despedirem do emprego e nos
atormentarem com propostas indecorosas e nos fazerem crer q. o paraíso é pra lá
do mundo dos vivos e nos torpediarem dia-a-dia com aquela história de camisinha
de evitar a aid’s de evitar as nocivas relações promíscuas. O agiota, fia da
putha, tá pouco interessado em algo fora dos juros sobre juros a receber dos
trouxas, o agiota bancado pela vida q. não quer trabalhar. Tudo q. não presta
no olhar do crúsphito encostado no muro do colégio vendendo drogas aos
pequeninos. Uma mnerda a vida em meio a essa corja sem escrúpulos. Pureza nas
relações pureza na vida longe dos pais difícil acreditar q. alguém entenda o
mundo dos q. estão por vir e já devem estar a caminho. Com teus pais uma vida
grampeada no amor amor sobre todas as coisas vivas e mortas desse mundo. Lá
fora, além do pátio só martírio sacrifício de mano só pra ver a vida gemer. Te
liga transfirmotente em meus delírios de vingador te liga q. uma nuvem de
signos obnubla o quarteirão e são de minha lavra os proliferados vociferinos
contra os pulhas a corja as eminências pardicenthas do mal q. não as vejo mas
sinto de próstata inchada e impotência irreversível sobre aquelas velhas
cadeiras de espaldar.

reflexos nos espelhos
espetacular jogo de luz espelhar na sobrevivência. Os mortos vivos impõem o
contraponto do viver na sua inútil condição de seres nacaráctios. Para um anjo
q. viaja todos os orbes nada surpreende. Fogos de artifício nathurais cobrem de
luz os espaços negros da criação. Entre os raios lanchispantes vivas-almas
conquistam espaços novos nas relações, campos onde progridem os pensamentos
bons. Se há campos de pensamentos bons, há também os dos ruins. E ali onde
maltratam poetas, um dia haverá um circo pra mostrar os pulhas ao público. Os
pulhas q. sempre ficam atrás das cortinas, nos gabinetes dos maus espírithos,
elocubrando perversas ações. Os pulhas e seus patrocinadores não menos pulhas,
sem mulheres e sem amor, sem poesia e sem emoção. Os pulhas, cus de peixes,
frios e resistentes, em suas campanhas de tudo aniquilar, quando se trata de
arte, cultura, criação, talento & ímpeto. A garotinha q. tá fazendo Letras,
não entende ou não quer entender minha sacrossanta indignação. Pobrezinha…
nas mãos de tolos acadêmicos, vai perder parte da visão, parte da vida, parte
do entendimento estético, parte da ideologia poética, parte de parte da parte
da partitura. Para um anjo menina de belas intenções uma ópera se compõe em
poucos dias uma ópera como apoteótica revelação da vida abaixo da razão a vida
do mnerda q. somos sobrevivendo como rato de bueiro barata de pia mosca de
potreiro sempre a entornar o podre o q. fede o q. esterquilina. Um gole de água
tônica q. tem quinino pra tirar esse gosto amargo de mágoa na boca esse gosto
de revolta contra o sistema e a vida dos pothenthori’s com suas mãos pegajosas
de betume derretido acrescido de ranhos sangue veneno de cobra cuspe de sapo e
fezes de lagarto.

Muitas
almas me freqüentam esplendoríndeas muitas almas muitas vidas de contra-favor
onde estou não fico onde fico não estou transmudo-me entre as raízes retorcidas
da paisagem.

Escrever simples e
complexo escrever erudito e popular escrever pra professores e estudantes
escrever pra poetas e pintores escrever por escrever sem ter q. dizer porque
pra que e pra quem eis a vida do anjo no solitário ofício de lançar palavras ao
espaço seus  signos de artifício o anjo e
sua sanha de desvelar os mundos escondidos do saber as verdades q. estavam ali
na pedra sob as árvores e ninguém imaginava o anjo em prospecções inúteis
procurando dar significado e nominação às coisas não-nascidas q. faz nascer a
força um anjo investido de sóis estranhíssimos nessa terça-feira de tédio e
tentações. Os convites são mais q. sedutores: o diabinho da direita diz q. é
pra nadar desnudo no rio o da esquerda incita a mandar um poema pra gata de
olhos amendoados q. tá na garupa do grandão supertatuado da motocicleta. É
sempre assim correr os riscos das tentações a cada momento e nunca deixar a
peteca cair. Todas as vezes q. sentir prazer escondido renegue-o para o bem da
vida. Prazer tem q. sentir-se às claras de olhos bem abertos e com amor amor
amor q. é tudo q. mais interessa nessa porra de vida onde estamos condenados a
sofrer e ser enganados e nos roubarem a moto e nos despedirem do emprego e nos
atormentarem com propostas indecorosas e nos fazerem crer q. o paraíso é pra lá
do mundo dos vivos e nos torpediarem dia-a-dia com aquela história de camisinha
de evitar a aid’s de evitar as nocivas relações promíscuas. O agiota, fia da
putha, tá pouco interessado em algo fora dos juros sobre juros a receber dos
trouxas, o agiota bancado pela vida q. não quer trabalhar. Tudo q. não presta
no olhar do crúsphito encostado no muro do colégio vendendo drogas aos
pequeninos. Uma mnerda a vida em meio a essa corja sem escrúpulos. Pureza nas
relações pureza na vida longe dos pais difícil acreditar q. alguém entenda o
mundo dos q. estão por vir e já devem estar a caminho. Com teus pais uma vida
grampeada no amor amor sobre todas as coisas vivas e mortas desse mundo. Lá
fora, além do pátio só martírio sacrifício de mano só pra ver a vida gemer. Te
liga transfirmotente em meus delírios de vingador te liga q. uma nuvem de
signos obnubla o quarteirão e são de minha lavra os proliferados vociferinos
contra os pulhas a corja as eminências pardicenthas do mal q. não as vejo mas
sinto de próstata inchada e impotência irreversível sobre aquelas velhas
cadeiras de espaldar.

não tem ninguém

nessas miragens

heras sobre as pedras

o sangue dos mártires secou

como secará o meu

em teu amanhã de mentiras

Um
anjo vingador vingar passado presente e futuro do q. ainda nem nasceu nascerá
como é de se nascer apto a consertos. Meu périplo de anjo salvador vingador dos
poetas recusados começa num dia de sol soliníssimo de segunda-feira e passa por
noites de pau d’arcos com Augusto dos Anjos Pedrinho da Mampusheira o rude
Orástino da Silva o lírico Meliandro do Ingá o neobarroco Neco Ripo o sexínio
Ertho Murthis o inventor de linguagens q. criou poemas cut-ups (cutapes em
tupiniquim celerado) transgressoras colagens alla literatura de William Burroughs
Carlo Ferri q. esculpe no gelo seco universos paralelos com imensas naves
torres e ovnis Artur Landis q. apavora na noite com seus poemas sinistros de
supra-realidades, sempre depois da meia-noite nos bares, estrepa-se na Ilha da
Magia daqueles tempos com Cruz e Souza transgride com os loucos letargidos, os
pictóricos desassistidos e atola seu cavalo monet na mnerda da mediocridade. Um
quê de anjo todo mundo tem vingador se revelar consertador das coisas
incompreendidas dos atos pensamentos retornados sem sentido da vida q. alumbrou
ser estenuou no não-viver. Em muitos campos desolados brandi minhas espadas de
lata. Aquela vez q. invadi o Projac da Rede Globo Televisions transvi
tressaltos de desencantos. Minha fúria hostil não encontrou escora no entre
câmeras. Madames atrizes diretores bichas produtores pan-livrertinos &
marqueteiros vendedores de mães evoluíram seus desajustes. Siga bem condoreiro
anjo vingador dos poetas recusados. Sigo tresando nos meus dias negros. Esphias
nas esphias séphias, um galo há de brigar sempre pela mesma franga. Falar nisso
mano, manja a farsa dos dias enuviados com absinto falsificado!? Não erijo
transmundos por brincadeira nomino coisas só pro gasto e tudo tem seu ofício de
permanecer em mim. Te
transfiro um pouco de minha ira santa. Desbancar os bancados q. nos oprimem.
Teu bus de papelão vaga essa cidade neferthímora. Quantas vidas entornadas no
lixo!? Minha poesia nossa vossa adentra as searas sujas da periferia. O anjo
vingador está aqui. Me anuncio implume pássaro no carnaval polako. Já deves
estar putho com essa história forjada de um anjo vingador q. vem da linguagem
para a vida do nojo do signo transfimortente para a morte. Vá te cagar pentelho
espectral de aziagas noites. Nada te devo de meus arroubos operísticos. Um
doido convicto inventar conflitos só por prazer confluir as forças anímicas pra
tomar uma gelada no Bife Sujo. Da última vez o cézinha me trocou um cheque
voador de duzentas pratas q. atravessou três vezes a nado o Iguaçu. Vate
transfivatente dou gorjetas aos meus garçons preferidos. Nas vinhas do amor a
polaka espessa de sexo beija minha boca suja. Beija, suga, embaba de língua,
enosa chiclet’s e drops de hortelã untados de saliva energética. Signos
espérios meu garoto lambem o dizer criptofilho do chão.

A
coisa vinha vindo trinha sido tranha signos símbolos na minha língua grossa de
veios thérvios. A cornucópia do poeta é cheia do líquido precioso dê sua língua
à minha língua seu verbo thurvo a minha thurva esphia. Jesus nega os insensatos
e com toda razão des-razão apruma my verbo novo. A nathura q. louca amamos não
é por acaso também insensata em seus cataústricos!? Um poeta esmerilar os
signos nas amplas pedras do deserto. Como uma bala de fuzil cada nominata
dirigida a um inimigo. Nomeio coisas troisas pfscoisais loisas froixsas nos
meus desígnios. Um doido tirando formigas do formigueiro abandonado o anjo
vingador espalhador de ditos tranfusiados nichos de só-pensar. Elos nos elos
desengonçados. Perdida a febre terçã inicial da palavra e dos atos. Não é assim
q. se fazem heróis. Não é assim q. se fazem anjos vingadores. Um anjo vingador
dos poetas e artistas recusados se faz com ação conflito e solução do enguiço.
Este q. te fala é charlatão malquisto não age nada resolve não interage com o povo
e molesta polakinhas desprevenidas. Me entrelaço nas clareaduras de tua fala e
masco ervas amargas pra dizer-se só excluído recusado pelos editores atropelado
pelos mercadores marcado na volta da paleta pelos trívios políticos. Sou-me
risolentho esthertorante reflexímoro no mar do sonhar o ser sonhado e não deixo
visgo no meu rastro imundo. Tortilhas sonethárias nos jantares sob as
santas-bárbaras do norte do Paraná. Desci dali dos cafezais abandonados rio
Tibagi até o Piquiri e depois angulei ao Iguaçu o rio meu por excelência
agrilhoado em usinas.
Teus grilhões meu rio o anjo vingador romperá com dentes de
aço da terceira dentadura q. lhe deram em vida. Thorpes, essas
ogivas nas balas de hortelã não acalmam ninguém. Meu empresário vendeu um poema
por um prato feito em frente ao Passeio Público poema com gosto de carpa
húngara cravejada de poucas escamas douradas q. me roubou no acerto de contas.
Já viram o anjo vingador acertar suas contas com o empresário de sua poesia
recusada!? Só por deus ainda se fazem homens desse naipe enlevados no ofício de
sobreviver. Tangiro vencer o desvencido. Intenciono renovar o embolorado.
Minhas catanas descida dos triminhões das canas. Minhas armas de verdes hastes
embebidas no líquido espesso da cornucópia do poeta. Bom pra ti meu caro, esse
passeio pela língua do poeta o anjo vingador q. mata o passarinho de seu ofício
pra achar a pedra na vesícula.

Uma cobra escorregar pelo
barranco esgueirar pelos porões dos signos como uma língua extensa transverbal
uma língua eu-lúrica & magistral.

Um
pássaro é um pássaro uma formiga uma formiga um phósphoro um phósphoro uma
chave uma chave uma pedra uma pedra um caminho um des-caminho.

Um
anjo, manja de tudo um pouco e quando nada manja, arrisca. Se é pra vingar o q.
há de ser vingado, todas as armas são válidas, inclusive as do pensamento
enlevado. Poeta não pode ser o mnerda alienadão, q. pega uma receita de bolo e
fica naquela. Poeta q. é poeta arrisca tudo no conhecer em sendo, a fim de
trazer do nada o tudo q. ilumina a vida do poema.

Noutra
vez traveis desveis desci as escadarias da ampla Biblioteca de Alexandria e
naquela época pequenas moedas de lata tinham muito valor. Lascas de minha
espada como dinheiro naquelas soledades do deserto, trocadas por especiarias,
tapetes persas, sândalo, damasco, etc e tal. Com meu cavalo e uma criança li
livros herméticos naqueles templos. Livros costurados à mão. Livros dos
impérios do poder e da emoção. Sabe como se lê um libro hermético mi cidadon?
Cheirando-o. Os signos tem cheiro sim. Aprendi isso com as abelhas em colméias
abandonadas. Meu pai sempre fazia isso também cheirar os livros. Um anjo
vingador tem pai meu amigo pai como cada um de vós tranceiros duma figa. Um pai
progride com seu filho em suas loucuras de criação. Quantas vezes meu pai
imaginou seu louquinho-bom ganhando o mundo fudendo-se como espectro ambulante
alla 4Claudinei Ramos no seu périplo de três dias. Dá nojo enganar
polakinhas a troco de sexo, quando se é gerente de loja de eletrodomésticos em plena Marechal Deodoro,
próximo aos Correios. Um pai um sogro tios tias primos primas e amigos q.
desconsolo nos conhecerem em nossos repentes de imaginação. Um louco-bom
repercute em Santa
Felicidade a noergologia: 5Jacob Bettoni. O anjo
vingador dos poetas recusados o encontra escovando a bela égua alazã quarto de
milha. Ele vem noeticamente e enuncia conceitos revolucionários no paradigma
novo da psicologia. Um louco-bom como um arauto dos novos tempos, peripatético
sempre revoluteando as coisas. Jacob Bettoni me acena com a possibilidade da
protonathural philosophia estética e a noergologia comporem um único bloco
monolítico sapienthi’s pra enfeitiçar almas letargidas nas manhãs de
segundas-feiras ante as chaminés do pólo petroquímico. Um louco-bom sou eu
também poeta coça-saco de a pé e a cavalo, como diz o ditado-deitado paradão
cheio de chatos no acrílico onde o bus sosfrega e não vem. Um anjo vingador não
conhecer limites em sua luta de tudo levantar expandir como ofício de viver e
ser vivido amar e ser amado matar e ser matado. Nas barrancas daquele rio (o
Iguaçu) erigi transmundos só pra ver no que ia dar e deu: uma nau de carbono
luminosa crispou de lux trilux overlux o denso da floresta naquela noite. Tenho
certeza q. tinha gente dentro do tribuliço. Gente com olhos grandes e braços
abertos. Focos concêntricos para um mesmo (alvo) ideal, invisível. Um sinal,
era o sinal. E, o sinal era de signo ingos nigos sonigs perdido no
signário-vida e tive q. sair dali conquistar outros espaços com minha arte
singular de tudo transverter. Vem de príscas eras essa ânsia de inventar o
desinventado e interferir nos espaços sagrados da criação como um mephisto
invasor o anjo autoproclamado de salvador dos artistas recusados. Minha ira
santa enlevar o raso o letargido o transvencido como forma de animar a vida.
Meu castigo a incompreensão dos árvios iletrados dos púrcios néscios soberbos
em seus atóis. Para uma polaka de meu amor consagro essa verve: de primeira
insensata de segunda interferente de terceira auto-flagelada. Não se fazem mais
Cândidos ou o optimismo como antigamente, Dom quixotes, Macunaímas, heróis e
anti-heróis integrais em seus ofícios. Rapsódia nóia. Rapsódia nóia, ver,
sentir… tudo com o espíritho da vingança. A farinha q. o anjo vingador come é
q. traz os espectros sígnicos de sua verve alucinada e o pão q. a mesma amassa
é o pão de sua verdade representação esplendorosa do seu ser escroncho.
Inverossímil a linha de uma vida assim como a vertida agora. Nem um anjo
vingador satisfaz público empresário mecenas mídia loquaz pelo contrário um
louco deambulante pelos signos criar problemas de entendimento perverter as
mentes juvenis alardear significação como farsa às coisas não-nascidas.
Nascimento vida morte de um herói super-convicto q. acredita em correção do tempo
dos atos enfins dos homens para com os homens na história. O SOL eleva-se sobre
todos e distribui na mesma proporção quântica seus favores. O anjo vingador
também delibera e vence contra todos os inimigos comuns. Com esse ofício de
fazer poemas muitas almas penaram nos céus inphernos e purgatórios do Sr.
Dante. Selva selvagem selvagínia não há ninguém a minha espera ninguém nem um
sol de contra-favor a enovelar meu grito. Meu cavalo monet galopa por uma
estrada branca como uma polaka estirada em lençóis verdes uma estrada uma
polaka um oásis de prazer muito prazer na pororoquinha da marthininha muito
prazer lubricidade comesura de olhar uma polaka como uma flor sensual em seus
ofícios de amar amar sobre todas as coisas frias dessa cidade esses pontos de bus
cercados de cadeados invisíveis onde as almas esperam esperam o caixote de
papelão chegar combinado com outros caixotes e a vida repetindo-se sempre no
mesmo ritmo. Ritmo de lesa-vida meu irmão, sentido de pouco sentido, persigos
sobre persigos. Meu cavalo uma cancha reta como um louco evadindo-se do
inpherno de Dante. Atrás de nós as silhuetas dos trúmphicos imperiais do baixo
império/espíritho, almas trivilinas, soltando fogos pelas bocas. Siga comigo
seu verme strúnhio nesse domingo aziago. Vamos ver a fonte de onde vertem as
profícuas almas lângues. O que é uma alma lângue? Não tá viva, não tá morta, é
cruiféiz estaca no descampado da vida. Acabas por saber q. é uma expressão de
linguagem recém-criada como posso te dizer nefhertímora (nojenta, escabrosa,
escorchante). Não sabes com quem falas, pobre parvo espiroguentho. Comigo
aprenderás da vida seus melhores momentos. Q. bela polaka estirada no hall daquele hotel de terceira!? Q.
belas ancas no desperdício dos dias!? Já sei, não me venha com esse blá-blá-blá
de q. futebol é o q. interessa. Futebol antes de tudo e depois. Tá por fora
pica de trapo. Olor de creolina exposta ao sereno. O carinha do tênis, nos
iludindo com sua polpuda conta-bancária, bancado pelos nikteiros. Ora vejamos
pronóbis saturno nublinheski monte nardines pega o curtis o cavalo outro cavalo
como reforço providencial ao meu monet o meu crunspício (aquele q. sofre junto)
e vamos enveredar pro Sul. Farroupilhas hastes naquelas clareaduras de campos,
coxilhas, sangas e restingas. Digo q. mato e limpo o jaracatiá borbhota
sorthinífero no topo da canjarana e limpo com farpa de angico. Rude minha lide
nesses vergéis antigos. Na linha desse dizer muitas palavras se perderam nos
cimos das árvores muitos cascos gastos em cavalgadas inúteis. Esse dizer q.
atravessa eras e repousa no ombro esquerdo do anjo vingador dos poetas
recusados, como uma coruja, pássaro de bom ou mau agouro. Não esqueço nunca
daquela dos trezentos viúvos de polakas, lembra? Ou trezentas polakas viúvas de
defuntos vivos até o embate. A procissão dos mortos vivos reage em meus sonhos
quando estou fraco e cansado. A cabeça em recosto nas barbas de pau sob aquelas
árvores. Fraco e cansado, isso pouco acontece, mas enfrento meio-dormindo a
reação escrota dos mortos-vivos. Comigo é assim e com meu irmão o Birão é muito
pior. No asteróide ASPHIZ 8800 só de passagem quando me viram muitos
esconderam-se nos escombros da velha nave muitos morreram de medo do anjo
vingador q. mata e seca só de olhar. Uma vez uma tribo de Panfluetha’s mistura
de panviados com punhethas adentrou um trigal imenso e com minhas espadas
revistentes desnudei-os de um por um. Nada contra e nada a favor o milho cresce
nos amplos espaços do verso livre. Viu como se sai pela tangente!? O anjo
vingador do futuro guturaaaaaa… seu
grito de guerra com papel celofane na boca e um pente carioca pra
convocar legionários ao bom combate. No bom combate há o imperativo odiar
reconhecer o tranho e o perigo não se pode simplesmente atacar o q. sequer se
conhece ofereça perigo e tal e tal isso da guerra da luta fratricida coisas de
peleja tudo mundo deve saber de cor e salteado. A mesa dos Deonísios e
Philosísifos sentam-se os mnerdas das construções sígnicas. Os mnerdas e seus
afiliados sempre pardos eminentes nos gabinetes dos maus espírithos tramando
despautérios sacrifícios. Flagelos de vozes no degelo. Nada se cria e tudo se
copia na mesmasséia dos profedídithes. Massa mano, essas hastes de boas-falas
q. reverbero no espaço como biscoito protonathural. Não tem meu Sr. não pode
não haverá nunca de acontecer um anjo vingador vingar o já vingado amar o já
amado matar o já matado.

Uma
língua aderida de ciscos signos símbolos sinais pós asteriscos uma língua como
uma esteira luminosa na noite grande uma língua antropomística &
polissimbela.

Anjo
vingador dos poetas recusados venho quente na haste núbila abrir clareiras na
floresta escura para um colóquio estranho. Nem só de colóquios vive o homem e
tranço termos de ficar em tua vida pro que der e vier. Nos amplos horizontes a
escatológica vertigem todos mortos: o padeiro, o açougueiro (q. não perturbará
a mulher de mais ninguém), o vidraceiro, a prostituta, o padre, o militar, o
professor, o dentista (q. virou gangster), a enfermeira, a psicóloga (confusa),
o camelô, o advogado, o servidor público municipal, o político… todos mortos
sobre as folhas da relva ainda úmida do sangue dos poetas recusados todos
mortos e a cornucópia do poeta passando de mão em mão com seu líquido espesso
q. não é sangue e não é mel e não é vinho e não é leite e não é refrigerante e
não é cerveja e não se sabe e nunca se saberá ao certo o q. é q. é. Morta a
vida q. nunca nasceu cresceu expandiu como espera o anjo vingador em
conhecimento artístico reconhecimento do artífice q. faz e projeta e delibera e
inventa reinventa a vida como pode e deve. A cornucópia do poeta é invisível e
vc aí esperando o busão já bebeu desse líquido precioso-néctar meu Sr. meu Sr.
de muitas fábulas invertidas, sem moral e sem história. Vais contar tudo amanhã
ou depois, q. ninguém em sã consistência de gente ficará sem verve pra dizer e
oportunizar a todos sua experiência. No líquido espesso derramado em tua língua
a vida a vida de força de investimento nos atos fatos pensamentos te revelará
meu Sr., a glória de dizer o indizível de vencer o invencível tomará conta de
tua anímica força. Somos mais q. muitos imaginam. Mais q. tantos sonharam,
sonhamos. Muitos anjos vingadores nascidos da cornucópia do poeta do beber o
seu líquido espesso e agir e sonhar e deliberar e construir e reconstruir sobre
o lux owerlux trilux da vida e as trevas da morte. Um pai não procura defeitos
nos seus filhos. Um pai toca com as mãos os seus pupilos rumo ao futuro. Eu o
anjo vingador dos poetas recusados, unjo-te menino de boas falas um caminho muitas
sendas desígnios profícuos em tua vida. Naquele bar de beira de estrada parei
com meu cavalo monet. A moça loira (polaka) como era de ser me enovelou em suas
histórias de ficar. Fiquei. Meu cavalo estercou nas pedras da estalagem antiga.
O curió curioso deu uma cagadinha no ombro da bela e ensaiou três coices pra
cada lado, depois em sanha de urutago urucubou as coisas pro meu lado.
Sacatrapo du carilho pequetito estribilho de grilo, te mato fia da putha com
palito de dente afiado! Pra Curitiba hei de ir, pensei, sonhei, despensei,
ergui acampamento e com polaka e tudo parti. Entre um beijo e outro, costuras
de olhar, pegação, zanzeira com barrotranquira e cipó nas coxas grossas e pólem
viajante nos olhos amendoados. Pinecpecki no profhuri. Vindecthine soporhu
ghudam.

um superpesadelo negro nesta noite fria

como um flagelo demoníaco

suspendi a lança & cortei em cruz

três vezes os strúnhios inimigos

os inimigos não se afastaram

(demônios superconvictos)

mas saí pra fora do lúgubre transe

Documentário “Inside Job” escancara os podres de Wall Street

Filme revela como agentes econômicos permitiram que nações quebrassem e gerassem um rombo de US$ 20 trilhões

Gravações foram feitas nos Estados Unidos, Inglaterra, Irlanda, França, Cingapura e China

São Paulo – Um documentário que custou 20 trilhões de dólares. Cifra exorbitante? Talvez não para os responsáveis pela quebradeira que ocasionou o tsunami da crise financeira de 2008, quando milhares de pessoas perderam seus empregos e suas moradias.

Indicado ao Oscar como melhor documentário e conduzido pelo diretor Charles Ferguson, “Inside Job” (Trabalho Interno) é mais um filme que retrata os lados obscuros de Wall Street. Narrado por Matt Damon, o documentário revela verdades incômodas da pior crise já vista desde 1929.

Baseado em uma extensa pesquisa e séries de entrevistas com políticos, economistas e jornalistas, o filme revela as corrosivas relações de governantes, agentes reguladores e a Academia. “Inside Job” expõe também uma teia de mentiras e condutas criminosas que prejudicaram seriamente a vida de milhões de pessoas, principalmente por conta de cobiça, cinismo e mentiras.

“Se você não ficar revoltado ao final do filme, você não estava prestando atenção”, diz uma das frases promocionais do documentário. A revolta é clara: a principal economia do mundo mergulhou em uma forte crise, levando consigo diversas nações.

Os causadores de tudo isso já voltaram a dar “conselhos” para governos e sociedades. Ou seja, permanecem dando as cartas na mesa. Algumas das mais novas vítimas são gregos, irlandeses, espanhóis, portugueses e outros povos europeus que estão sendo “convidados” a “aceitar a ajuda do FMI”. E quem será o próximo?

A estreia do documentário no Brasil aconteceu no dia 18 de fevereiro. Confira o trailer do filme a seguir:

http://www.youtube.com/watch?v=FzrBurlJUNk&feature=player_embedded#at=15

revista EXAME.

BELMIRO FERNANDES PEREIRA e MARTA VÁRZEAS convidam / porto.pt

Lançamento do livro Retórica e Teatro

O livro “Retórica e Teatro – A Palavra em acção”, editado pela U.Porto editorial, vai ser lançado no próximo dia 19 de Outubro, pelas 18h00, na Fnac de Santa Catarina. A apresentação da obra será feita por Maria de Lurdes Correia Fernandes, Professora Catedrática do Departamento de Estudos Portugueses e Estudos Românicos da Faculdade de Letras da Universidade do Porto.

A obra foi organizada por Belmiro Fernandes Pereira e Marta Várzeas, professores da Faculdade de Letras da Universidade do Porto, que reuniram neste volume um conjunto de colaborações de especialistas nacionais e estrangeiros que relacionam retórica e teatro, procurando evidenciar as afinidades que fizeram destas artes um poderoso instrumento de reflexão sobre a comunicação humana e a criação literária.

U.Porto editorial

Reitoria da Universidade do Porto

Praça Gomes Teixeira, 4099-002 PORTO

Tel.: 220 408 196  Fax: 220 408 359

URL: editorial.up.pt/

 

ALEXANDRE FRANÇA e EDSON FALCÃO convidam: / curitiba

SELO LITERÁRIO DEZOITO ZERO UM CHEGA COM A PROPOSTA DE LANÇAR A NOVA POESIA CURITIBANA.

Dia 2 de setembro a livraria Arte e Letra recebe o lançamento dos livros ‘de doze em doze horas’, de Alexandre França, e a ‘fachada e os fundos’ de Edson Falcão. E no dia 14, no Wonka Bar, será celebrado o lançamento do selo Dezoito Zero Um Cultura e Arte.

O selo Dezoito Zero Um – Cultura e Arte começa as suas atividades lançando dois poetas representativos de Curitiba: Edson Falcão e Alexandre França. É a Coleção Poesia – Dezoito Zero Um que pretende publicar, dentro em breve, mais poetas da nossa cidade, sempre com um apelo visual único, seguindo a tendência de publicações de ponta no Brasil e no exterior. Com a idéia de materializar no objeto livro a idéia central da publicação, os livros da Dezoito Zero Um não possuem texto de contra-capa, logomarcas ou signos que interfiram na apreciação visual de suas concepções: tudo é confeccionado pensando no conceito principal da obra. Na capa do livro do poeta Edson Falcão, por exemplo, temos uma brincadeira com o título “a fachada e os fundos”, quando percebemos que, na contra-capa, este título encontra-se invertido.

LEPREVOST, J B VIDAL E ALEXANDRE FRANÇA, poetas, músicos, atores, dramaturgos, contistas, compositores e amigos.

“Tudo começou com a idéia de criar um selo de música”, conta Alexandre França, editor e criador do selo. “Até então não tinha um nome, daí me veio a idéia de pegar o mesmo nome da minha companhia de teatro, formando mais um braço de produção cultural”. Apoiada pela lei do mecenato da Fundação Cultural de Curitiba, e com design gráfico assinado por Giovanni Dameto da G de Gato, a Dezoito Zero Um pretende, no futuro, publicar coleções de prosa e dramaturgia. Alguns nomes já estão cotados para futuras publicações, como o escritor Luiz Felipe Leprevost, o poeta Rodrigo Madeira, entre outros. “Queremos no futuro formar um bom painel do que aconteceu na cidade nestes anos”, conta Alexandre. Perguntado sobre o significado do nome Dezoito Zero Um, França explica: “é o número do meu apartamento”.

Sobre os livros

Edson Falcão nos apresenta, nos 44 novos poemas desta obra e nos outros 23 retirados de outros livros e incluídos nesta publicação, uma profunda visão do homem contemporâneo nos seus mais diferentes aspectos. Com uma poética seca, na qual o poeta, a partir de uma análise do próprio fazer poético, e de sua infância vivida no interior do Paraná, Edson tece um painel do individuo no meio urbano. O prefácio ficou por conta do poeta Jaques Brand, em que diz: “ Falcão decididamente não tem aquelas qualidades pessoais que levam, no Brasil de 2010, ao sucesso institucional; não é um alcoolista com algum beatnik na ponta da língua, não fala sempre alguns decibéis acima do normal, não morreu, aliás goza de boa saúde (…) A despeito de lhe faltarem esses trunfos, sendo além de tudo um tímido e um discreto, sobra-lhe contudo legitimidade para interessar o leitor que busca, fora da feira literária das vaidades, o fazer poético mais autentico, que vê como água cristalina, que brota de uma fonte situada no interior.”

Alexandre França apresenta seu ‘de doze em doze horas’, que segundo Márcio Matanna ; “ se abre ao leitor como um convite(…), embora Alexandre França nos ofereça um ciclo de manhã, tarde e noite, há sempre uma sensação meio noturna a brotar de seus versos. A manhã se mistura a madrugada, e quase tudo é vivido dentro de salas e quartos, oscilando entre o sono e a insônia. Se cada cidade madura tem seus mitos, então poderíamos afirmar que Curitiba cultiva em si mesmo o mito da solidão e o mito do suicida, a poesia de França cava um túnel rumo ao fundo dessa mitologia. A solidão é um quarto trancado por dentro. E cada vez que um olhar desvia de outro olhar e se olha para o chão, dá-se mais uma volta na chave.”

Serviço

Lançamento dos livros “a fachada e os fundos” de Edson Falcão e “de doze em doze horas” de Alexandre França


Data: 02/09/2010
Horário: 19h30
Local: Livraria Arte e Letra (Lucca Café)
Endereço: Rua Presidente Taunay, 40
Fone: 30166675

Festa de lançamento do selo Dezoito Zero Um Cultura e Arte

Show com a banda Confraria da Costa – e a presença dos poetas Edson Falcão, Alexandre França e Luiz Felipe Leprevost.

Data: 14/09/2010
Horário: 22h00
Local: Wonka bar
Endereço: Rua Trajano Reis, 326
Fone: 30266272

Rosa DeSouza lança “A CHAVE do GRANDE MISTÉRIO” em 3D na BIENAL do LIVRO em SP / por osmar lazarini

Revista Exame:  Áudio livros em 3D

Uma ideia que me fisgou é a onda de áudio livros que tem chegado ao mercado.Já falei sobre isso por aqui. Eu encaro várias horas de carro por dia nessa minha trip maluca de morar em Santos e trabalhar em São Paulo. São horas preciosas porque fico só e esse é o tempo das boas ideias, da música que se quer ouvir, das reflexões.

E a grande sacada, áudio livros 3D!

Para explicar em poucas palavras, é uma técnica de gravação de áudio que mistura equipamentos adequados, posicionamento, panorama, que simula os sons da narração como se fosse o ambiente real da cena com toda profundidade e alcance, ouça um exemplo -talvez o mais famoso-no vídeo acima, com fones a experiência é ainda melhor.
3D am áudio livros é novidade mundial. O primeiro foi de Stephen King. No Brasil o primeiro foi lançado na Bienal “A chave do grande mistério” da genial autora luso-americana Rosa de Souza. Rosa é portuguesa, passou a vida nos Estados Unidos e hoje em dia vive em Santa Catarina.
Profunda conhecedora das ciências ocultas, neste trabalho, Rosa mistura ocultismo, suspense, egiptologia, numa trama intrincada e que envolve naturalmente o ouvinte pela quantidade de conhecimentos. Quem já leu “O código da Vinci” sabe a atração que os assuntos herméticos exercem.
Possível candidato a best-seller. No carro a sensação é indescritível, dá pra esquecer do trânsito numa boa.
Pra quem não o tema “realismo fantástico” a editora Audiolivros promete lançar grandes clássicos também em 3D.
http://audiolivro.net.br/a-chave-do-grande-misterio.html

.

na foto a escritora Rosa DeSouza e seu marido o jorn. e ator Naldo Souza. (ilustração do site)

CINE CULTURA em SANTO ANTONIO de LISBOA /ilha de santa catarina

ATENÇÃO DISTRITO DE SANTO ANTONIO DE LISBOA!

Toda nossa comunidade que engloba o nosso distrito de Santo Antonio de Lisboa (Ponta do Sambaqui, Sambaqui, Barra, Barreira, Cacupé, Caminho dos Açores e o centrinho de S.Antonio), terão a oportunidade de ter um Cine-Clube no Bairro.

A Associação Cultural Baiacu de Alguém depois de ter sido contemplada em 2009 com um Ponto de Cultura, agora em 2010 também foi contemplada com um Cine Clube no Programa Cine Mais Cultura do Ministério da Cultura.

Sua inauguração será na próxima Quinta Feira cfe. cartaz abaixo. A partir daí todas as Quintas Feiras teremos sessão de Cinema  ininterruptamente sempre no horário das 20 horas, aberto a toda a comunidade e completamente GRATUIDO. A programação será a da Produtora Brasil (responsável pela programação do Canal Brasil da TV a Cabo) mais filmes, documentários Catarinenses e de outros países, principalmente do Cinema Latino Americano, além de outras produções que podem ser sugeridas pela Comunidade.

Queremos viabilizar parcerias com as Escolas Públicas, Privadas, Associação de Moradores, Empresas,Clubes Sociais e Esportivos, enfim todas a Entidades da nossa comunidade e a população em geral para viabilizarmos este projeto. O Sucesso dele depende da participação de tod@as!!!!

Então agendem-se, convidem os vizinhos, amigos, ajudem a divulgar e vamos voltar a ter aquele “gostinho”de ver um filme numa tela de cinema….naquele “escurinho”…os filmes e a pipoca estão garantidos para os próximos 3 anos, tempo da duração do Projeto.

Daniela Ribeiro Scnheider

Coordenadora Geral da Associação Cultural Baiacu de Alguem.

Maiores informações no site e fones abaixo:

WWW.baiacudealguem.com.br

pcultura.baiacudealguem@gmail.com

48-3204.9341 e 48- 9162.4298

Nelson Brum Motta

48 32351183  e 91011183

Rua Padre Lourenço Rodrigues de Andrade, 650

88.050.400 – Florianópolis – SC.

BIENAL do LIVRO é aberta em SÃO PAULO


Convidados visitaram o Pavilhão do Anhembi, nesta quinta (12/08/10).
Público poderá visitar o evento a partir de sexta (13/08/10).

A 21ª edição da Bienal do Livro de São Paulo foi aberta oficialmente nesta quinta-feira (12), no Pavilhão de Exposições do Anhembi, na Zona Norte da capital paulista. O acesso do público será permitido a partir desta sexta-feira (13), mas alguns convidados, como grupos de alunos de escolas da cidade, foram convidados para visitar a feira em primeira mão (Foto: Juliana Cardilli/G1)

O prefeito Gilberto Kassab e o governador Alberto Goldman participaram da cerimônia de abertura. A feira terá 350 expositores e 4,2 mil lançamentos. O evento vai até o dia 22 de agosto (Foto: Juliana Cardilli/G1)

G1.

Sobre o livro: ” O brasiguaio Don Antonio” – por josé alexandre saraiva / curitiba

A leitura dos originais deste belo livro causou-me aprazimento e júbilo. Aprazimento de quem se vê a viajar por distintas e convidativas temáticas literárias, entrelaçadas de prosa histórica – incluindo revivências parlamentares do autor nos ásperos anos da década de 1960 – e incursões poéticas.

O júbilo consiste simplesmente na satisfação incontida de merecer a confiança do confrade Lyrio Bertoli para prefaciar estas perenes páginas.

Abro parêntese já no início para dizer que a tarefa é outorgada menos por minhas qualidades do que pela amizade. Uma amizade que remonta ao verão de 1998, quando fomos apresentados na Banca do Abel, a Boca Maldita de Foz do Iguaçu. Entre outros assuntos, falamos sobre a criação de um centro cultural para a cidade. Pouco tempo depois, no Hotel Rafain Centro, nascia a Academia de Cultura de Foz do Iguaçu (Aculfi), presidida por Lyrio nos primeiros quatro anos. Além da sua revista Cultura Basis Civilitatis, livros, eventos culturais e artísticos, palestras e ciclos de estudos foram chancelados pela Aculfi. Como já era esperado, não tardaria a chegar o valoroso aval da Academia Paranaense de Letras e do Centro de Letras do Paraná, então sob a liderança dos acadêmicos Túlio Vargas e Adélia Maria Woellner, respectivamente.

Ainda hoje está na boca do povo iguaçuense o sensacional encontro “Nordeste e Sul de Repentes”. Por várias horas, o repentista Oliveira de Panelas (pernambucano) e o pajador José  Estivalet (gaúcho) duelaram de improviso na melhor poesia popular, embalados por incessantes aplausos.

Sob a liderança e honorabilidade do ilustre presidente, e a valiosa colaboração de Nancy Rafagnin Andreola, então presidente da Fundação Cultural de Foz do Iguaçu, o governo municipal nos cedeu ampla sala mobiliada e criou rubrica orçamentária para a novel agremiação cultural. A cada dia, a Aculfi consolidava sua importância junto aos diversos segmentos da sociedade. Acolheu membros de notória expressão no mundo artístico e cultural da região, incluindo cidades fronteiriças do Paraguai e da Argentina, e serviu de modelo no exitoso processo de interiorização da Academia Paranaense de Letras, iniciado por Túlio Vargas, de sentida memória.

A partir daí, na convivência diária, passei a conhecer de perto o extraordinário ser humano Lyrio Bertoli. No início, fiquei surpreso com tão denso passado histórico, a começar por sua eleição para a Câmara dos Deputados em 1962, como primeiro deputado federal do Oeste do Paraná. Nessa época, a região, com forte presença de jagunços e posseiros, caminhava lentamente na formação dos primeiros municípios. Era nítida a incipiente infra-estrutura rodoviária e de serviços básicos, a evidenciar agudas carências.

Lyrio trabalhou com afinco e cumpriu as promessas de campanha. O povo reconheceu nas urnas a dedicação de seu primeiro deputado federal e conferiu-lhe o segundo mandato. Após assegurar indelével legado à consolidação socioeconômica do Oeste do Paraná, Lyrio Bertoli despediu-se de seus pares em 1971, não resistindo aos apelos do aconchego familiar. Antes, em antológico discurso registrado nos anais daquela casa de leis, prestou alentada homenagem ao poeta neo-romântico e simbolista Alphonsus Henrique de Guimaraens (1870-1921), pelo transcurso de seu aniversário de cem anos.

Nesse delicado período da História recente do Brasil, Lyrio Bertoli lançou, em seus mais de 370 pronunciamentos da tribuna da Câmara dos Deputados, ideias de grande repercussão, seja pelo conteúdo, seja pela originalidade. Tive acesso a vários desses documentos e constatei expressivo número de proposições que se tornaram realidade. É o caso do projeto embrionário da construção da usina hidrelétrica de Itaipu, conforme comprova a edição de 8 de agosto de 1963 do Diário do Congresso Nacional.

A propósito, em carta datada de 9 de julho de 2004, o atual Diretor Geral Brasileiro da Itaipu Binacional, Jorge Samek, reconheceu o importante e decisivo papel de Lyrio nesse monumental empreendimento da engenharia mundial. Destaca o iguaçuense Samek “o grande exemplo de sua visão e seu desempenho parlamentar voltado a esse aproveitamento hidrelétrico do rio Paraná, hoje fonte de energia e garantia de desenvolvimento para o Brasil e o Paraguai”.

Aqui também merece registro o seu empenho na instalação da primeira cooperativa do Oeste do Paraná, a Consolota, de Cafelândia, hoje Copacol. Fundada por colonos, sob orientação do padre Luiz Luíse, o momento decisivo de criação da tradicional entidade surgiu em uma audiência de Lyrio Bertoli com o presidente João Goulart. Lyrio sensibilizou e convenceu o mandatário supremo do país das insuportáveis espoliações econômicas padecidas pelos pequenos produtores da agroindústria, graças às ações açambarcadoras dos atravessadores – verdadeiros sanguessugas.

Posteriormente, mesmo sem o mandato de deputado, Lyrio evitou que essa cooperativa – principal responsável pelo desenvolvimento e emancipação de Cafelândia, antes uma vila de Cascavel – fosse absorvida pela Coopavel. Ele continuaria ardorosamente engajado na preservação institucional e financeira da Copacol, dando eco, com sua prestigiada presença junto às autoridades de Brasília, aos pleitos legítimos das lideranças locais. Prova cabal disso é a correspondência enviada a Lyrio Bertoli em dezembro de 1971 por Estevão Grudka e Cristiano T. Maltezo, dirigentes daquela cooperativa, rogando-lhe intervenção pessoal e política para salvar a entidade.

Em documento escrito pelo padre Luiz Luíse, transcrito em trabalho da lavra de Alceu A. Sperança, o famoso religioso dá esse importante testemunho para a História:

“Vendo, em Cafelândia, a situação dolorosa dos bons colonos, pensei em ajudá-los, fundando a Associação Agropecuária Cafelândia em julho de 1963, porém não consegui legalizá-la, visto que em Cafelândia existia uma filial da Associação Agropecuária de Cascavel. Não sabendo o que fazer para salvar os colonos, escrevi um relatório ao deputado Lyrio Bertoli. Ele levou ao conhecimento do presidente do Brasil, João Goulart, os problemas dos agricultores. Foi assim que o presidente encarregou o próprio Lyrio Bertoli de chefiar e acompanhar uma missão composta do próprio chefe da Casa Civil da Presidência, um coronel e mais dois técnicos em cooperativismo do Ministério da Agricultura, para vir a Cafelândia e verificar a situação crítica dos colonos. Isto deu-se no mês de agosto de 1963”.

No mesmo sentido, enaltecendo a paixão de Lyrio Bertoli pelo Oeste do Paraná, a Associação Comercial e Industrial de

Cascavel, em correspondência a ele enviada por seu presidente Pedro Luiz Boaretto, ressalta que sua passagem pelo Congresso Nacional revelou “preocupação incessante com relação às causas do oeste paranaense, destacando-se as rodovias, os aeroportos, a política agrícola, a situação agrária, as agências do Banco do Brasil e da então Coletoria Federal, preços mínimos, e até a visão da Usina de Itaipu”.

Fecho o parêntese. Falemos um pouco sobre o livro.

Entre as narrativas reunidas nesta obra, particularmente me prenderam a atenção as tocantes histórias centradas em fatos reais ocorridos em plena colonização do Oeste do Paraná, em que a conquista da terra é elemento nuclear. Em uma delas (“Por um pedaço de terra”), o autor – ao mesmo tempo protagonista em carne e osso, na qualidade de promotor de justiça ad hoc – , mergulha com acurada sutileza no interior de personagens. Valendo-se da lógica dedutiva, técnica investigativa que consagrou Sherlok Holms, expõe com agudeza os ardis da incrível trama arquitetada pelo jovem Ismael, dominado pela cobiça material. Valendo-se da fragilidade feminina, ele seduz a donzela Ana Maria para atingir diabólico plano. Pretendia garantir ao pai uns palmos de terra disputados também pelo pai da moça. Movida por irresistível paixão, Ana Maria sucumbe à tentação e denuncia o próprio pai de falso estupro, levando-o premeditadamente à prisão.

Ampliando o cenário das instigantes histórias, extremamente realistas, o olhar crítico e investigativo de Lyrio Bertoli cruza o rio Paraná e vai às promissoras terras paraguaias de Alto Paraná, para onde são atraídos brasileiros desbravadores em busca do Eldorado. Ali, desenvolve-se praticamente todo o magnífico conto “O brasiguaio don Antonio”, em que se sobressaem vários paralelos narrativos. Nele, o autor tece as aventuras e infortúnios do gaúcho Antonio, homem de sólidas raízes morais, chefe de família, trabalhador e ordeiro. No entanto, traído por ambição desmedida de riqueza, torna-se prisioneiro de suas próprias conquistas, cercadas de experiências idílicas. Mergulhado nas areias movediças da ambição e das paixões proibidas, tem trágico fim em solo guarani. No episódio, o autor ressalta o conflito de consciências entre Antonio, humilde trabalhador, pai e marido, e o agora “don Antonio”, senhorio, próspero, sedutor e amante. O embate sobre o certo e o errado, o bem e o mal, dá um toque de maestria, digno dos melhores contistas, ao drama vivido pelo personagem Antonio, isto é, don Antonio.

Não é demais salientar que o Oeste do Paraná, recentemente agraciado com a obra No tempo dos pioneiros, de Heitor Lothieu Angeli, ganha agora, com o eficiente escritor Lyrio Bertoli, substancioso capítulo na consagração de suas letras. Além da importância histórica, o livro permite-nos visualizar cenários narrativos em cores vivas, com descrição de época, de ambientes, de costumes e de personagens, compreendendo o oportuníssimo resgate de lenda que, inexplicavelmente, ficaram perdidas nas antigas matas e nos abundantes rios da região.

Enfim, com esta obra Lyrio Bertoli lega aos pósteros o exemplo de indeléveis passagens da sua vida pública e, a um só tempo, assegura lugar cativo na galeria da melhor literatura regional paranaense. Em definitivo, passa a figurar ao lado de vultos como o saudoso amigo Ruy Wachowisk, Alceu A. Sperança e o já citado Heitor Lothieu Angeli, entre outros, cuja produção literária tem projetado além-fronteiras a apaixonante região do Oeste do Paraná.

Curitiba, 5 de abril de 2010.


MANUEL MARÍA lança seu livro de trovas “MEU PEQUENO MUNDO” e convida:

Após o sucesso alcançado no lançamento do livro de trovas “Meu Pequeno Mundo”, realizado na Livraria Letras (Shopping Palladium – Ponta Grossa), a pedido da renomada Livraria Curitiba, estaremos realizando também o seu lançamento na cidade de Curitiba. A data já está definida para o dia 05/05, às 19:00 horas, nas dependências da Livraria Curitiba, filial do Shopping Estação. Será servido nesta data um coquetel. Ainda serão realizadas breves homenagens aos representantes das Academias de Letras presentes, escritores e imprensa, bem como alguns convidados especiais e autoridades, a serem confirmadas. Neste evento Manuel María, espera fazer da reunião uma noite de agradável convivência e disseminação da cultura paranaense.

“Dispositivo de Imagem” – no Espaço Cultural BRDE / curitiba

Um olhar específico sobre árvores e sua presença na natureza é o tema da nova exposição – “Dispositivo de Imagem” – no Espaço Cultural BRDE

A nova exposição do Espaço Cultural BRDE – Palacete dos Leões, traz a árvore e a relação homem-natureza como tema central e, segundo a artista  Maria Lucia de Julio, tem o intuito de “provocar uma consciência ambiental e fazer uma reflexão em cima da natureza”.

Maria Lucia de Julio formou-se em pintura pela Escola de Música e Belas Artes do Paraná (EMBAP), em 1984 e logo após especializou-se em História da Arte do Século XX. Logo depois, passou a cultivar o interesse pela gravura e assim começou a frequentar ateliês. A partir de 2004 tornou-se orientadora das aulas de litografia do Espaço Cultural Solar do Barão.

A mostra conta com desenhos, litografias, gravuras em metal e gravuras digitais, esta última técnica é inovadora nos trabalhos da artista. Maria Lucia de Julio trabalha com o modelo árvore de maneira que esta passe a fazer parte do universo do ser humano. Ela traduz o que é original e o apresenta como se fosse uma radiografia daquilo que observamos na natureza. “Em meu trabalho não é só a estrutura da árvore que interessa, observo ela com uma visão mais profunda”, salienta.

Izabella Zanchi, artista plástica, diz no texto que traduz a exposição: “Nessas gravuras primorosas, Maria Lucia de Julio nos desvela, através de sua esmerada técnica, um plano visível de estranha e aguda beleza, e ainda um mundo latente da alma, uma grave e insuspeitada arte”.

Para o curador da exposição, José Roberto da Silva, o aspecto mais importante da arte de Maria Lucia é a relação sutil entre o desenho e o original. “Faz com que você olhe para a gravura como se olhasse para uma árvore. É uma beleza gráfica que parece sutil mas, na verdade, está relacionada com a memória e lembranças que as pessoas têm em relação à árvore, usando a artista como mediadora”.

Esta é a segunda vez que Maria Lucia de Julio expõe no Palacete dos Leões. A primeira vez foi uma coletiva em 2007. A artista já expôs no Museu Alfredo Andersen em 2008, Casa Andrade Muricy em 2006, 3a Bienal de Gravura de Santo André também em 2006, entre outras. A exposição fica no casarão até o dia três de junho.

Dispositivo de Imagem


Abertura

29 de abril às 19hs

Exposição

De 30/04 a 03/06

Segunda a sexta-feira, 12h30 às 18h30

Espaço Cultural BRDE – Palacete dos Leões

Av. João Gualberto, 530/570 (com estacionamento)

Alto da Glória – Curitiba -PR

Informações: (41) 3219-8056

Poliana Dal Bosco
Estagiária / ASCOM
Fone: 41 3219.8035
Fax: 41 3219.8153
www.brde.com.br

WALMOR MARCELLINO e sua novela ULCISCOR (seu último livro) – LANÇAMENTO / curitiba

.

WALMOR MARCELLINO: escritor, poeta, filósofo e jornalista. completa 80 anos nessa data porque continua vivo na memória dos amigos.

SÉRGIO DA COSTA RAMOS faz segundo lançamento do livro PILOTO DE BERNUNÇA no “BOX 32” em Florianópolis

o jornalista e cronista SÉRGIO DA COSTA RAMOS bate papo com o poeta JB VIDAL no BOX 32 do Mercado Municipal, onde fez um segundo lançamento de seu livro PILOTO DE BERNUNÇA. SÉRGIO, no dizer de MILLÔR FERNANDES é o melhor cronista brasileiro da atualidade.  foto do editor do livro VINÍCIUS ALVES. 02/12/09.

.

SÉRGIO autografando seu livro para o BETO , ao centro, e JB VIDAL. BETO é o gourmet que comanda o BOX 32 e sua griffe de cachaças de excelente qualidade. ontem, 2/12/09, passaram pela mesa de SÉRGIO mais de uma centena de admiradores e amigos. foto do poeta e editor VINÍCIUS ALVES. 02/12/09.

SÉRGIO DA COSTA RAMOS lança com grande sucesso “PILOTO DE BERNUNÇA” no BADESC – florianópolis

o cronista SÉRGIO DA COSTA RAMOS lançou dia 24/11/09 nas dependências da FUNDAÇÃO BADESC, em Florianópolis, o seu livro “PILOTO DE BERNUNÇA“. o evento teve início as 18:00hs e prolongou-se até as 23:00hs com o autor atendendo seus leitores que formavam uma multidão dentro e fora dos salões. sem dúvida, para quem ainda tivesse alguma, SÉRGIO demonstrou, definitivamente, a sua força literária através de um gênero que muitos consideram em extinção, ao contrário, ele deixa muito claro o gosto do leitor brasileiro pela boa crônica.

o pianista ARTHUR MOREIRA LIMA lê com muita atenção a dedicatória feita por SÉRGIO. SÉRGIO comenta com o poeta JB VIDAL as razões que o levaram a convidar o grande músico para escrever a “orelha” do livro: “VIDAL convidei o ARTHUR para escrever a “orelha” porque ele toca de “ouvido”! bom humor. depois falou sobre a dedicatória que fez ao pianista.  os dois relatos já compõem a primeira crônica do próximo livro, sem nenhuma dúvida. foto de Luiz do Vale.

.