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Vinicius de Moraes, toda a poesia – por marcelo sandmann / são paulo.sp

Manuel Bandeira, apreciando Cinco elegias (1943), foi lapidar a respeito do autor: “Porque ele tem o fôlego dos românticos, a espiritualidade dos simbolistas, a perícia dos parnasianos (sem refugar, como estes, as sutilezas barrocas), e finalmente, homem bem do seu tempo, a liberdade, a licença, o esplêndido cinismo dos modernos.” Já na “Advertência” que abre sua Antologia poética (1954), Vinicius propunha a existência de duas fases na sua poesia: uma primeira, “transcendental, frequentemente mística, resultante de sua fase cristã”; e uma seguinte, “de aproximação do mundo material, com a difícil mas consistente repulsa ao idealismo dos primeiros anos”. De uma forma ou de outra, essas duas considerações ainda hoje conformam boa parte dos juízos da crítica a respeito dos desenvolvimentos de sua obra.

Vinicius de Moraes estréia na literatura com O caminho para a distância, em 1933, sob o influxo do catolicismo militante de Jackson de Figueiredo, Tristão de Athayde e Octavio de Faria. Predominam os poemas em versos longos e livres, à maneira de versículos bíblicos, de tom elevado e solene, às voltas com os temas do espiritualismo cristão caro àqueles escritores. Trata-se de uma poesia tributária da herança simbolista, programaticamente distante do humor e da irreverência do Modernismo de 1922. Os livros seguintes, Forma e exegese(1935) e Ariana, a mulher (1936), seguem, em linhas gerais, o mesmo caminho.

Uma transformação evidente se processa a partir de Novos poemas (1938) e se consolida com Poemas, sonetos e baladas (1946), Antologia poética (1954) eNovos poemas II (1959). A poesia torna-se formalmente multifacetada, com textos em versos livres e outros com base em metros e formas da tradição (como o decassílabo e a redondilha, a balada e o soneto). Ao mesmo tempo em que maneja os recursos expressivos da poesia moderna, torna-se um renovador dos antigos modos de poetar. Em Livro de sonetos (1957), reúne o que de melhor produziu dentro dessa forma, da qual se tornou um dos principais cultores em língua portuguesa no século XX. Na poesia madura de Vinicius de Moraes, o tom elevado dos primeiros livros convive com uma linguagem mais despojada e coloquial, que soube aprender as lições de Bandeira, Mário de Andrade e Drummond. São desses anos alguns de seus poemas mais conhecidos, como “Soneto de Fidelidade”, “Balada do Mangue”, “O Dia da Criação”, “Soneto de Separação”, “Pátria Minha”, “Poética”, “Receita de Mulher” e “O Operário em Construção”.

A partir de meados dos anos 50, a poesia passa a dividir com a música popular as energias criativas do autor. Na literatura, publica Para viver um grande amor(1962), que reúne crônicas e poemas; Para uma menina com uma flor (1966), com crônicas; A arca de Noé (1970), com poemas voltados ao público infantil; e outros volumes de poesia, em edições de pequena tiragem e mais restrita circulação, como História natural de Pablo Neruda (1974), A casa (1975) e Um signo, uma mulher (1975). Na música, paralelamente, Vinicius de Moraes projeta-se como o grande letrista da Bossa Nova e nome referencial da MPB dos anos 60 e 70, fazendo a ponte entre a poesia do livro e a letra de canção. A partir de Vinicius, compositores mais jovens, como Chico Buarque de Holanda, Caetano Veloso e Gilberto Gil, por exemplo, adentram o campo literário e passam a ser percebidos como “poetas” pelas novas gerações. A música popular atinge um estatuto de igualdade em relação à produção cultural mais crítica e criativa do país, num reconhecimento que chega ao meio acadêmico. A partir de Vinicius, e assim como ele, outros poetas vão transitar com desenvoltura entre o poema e a letra de música, como Torquato Neto, Cacaso, Wally Salomão, Paulo Leminski, Alice Ruiz, Antonio Cicero e Arnaldo Antunes, numa tendência viva até os dias de hoje.

Toda a poesia de Vinicius de Moraes na Brasiliana USP:

Historiador israelense defende que povo judeu é invenção do sionismo – fabio victor / são paulo

Na carteira de identidade do historiador israelense Shlomo Sand, no lugar reservado à nacionalidade está escrito que ele é judeu.

Sand, 64, solicitou ao governo que seja identificado de outro modo, como israelense, porque acredita que não existe nem um povo nem uma nação judeus.

Seus motivos estão expostos em “A Invenção do Povo Judeu”. Best-seller em Israel, traduzido para 21 idiomas e incensado pelo historiador Eric Hobsbawm, o livro chega agora ao Brasil (Benvirá).

O autor defende que não há uma origem única entre os judeus espalhados pelo mundo. A versão de que um povo hebreu foi expulso da Palestina há 2.000 anos e que os judeus de hoje são seus descendentes é, segundo Sand, um mito criado por historiadores no século 19 e desde então difundido pelo sionismo.

“Por que o sionismo define o judaísmo como um povo, uma nação, e não como uma religião? Acho que insistem em ser um povo para terem o direito sobre a terra. Povos têm direitos sobre terra, religiões não”, diz à Folha, por telefone, de Paris.

Olivia Grabowski-West/Divulgação
O historiador israelense Shlomo Sand, autor de "A Invenção do Povo Judeu", lançado no Brasil pelo selo Benvirá
O historiador israelense Shlomo Sand, autor de “A Invenção do Povo Judeu”, lançado no Brasil pelo selo Benvirá

“Na Idade Média a palavra povo se aplicava a religiões: o povo cristão, o povo de Deus. Hoje, aplicamos o termo a grupos humanos que têm uma cultura secular -língua, comida, música etc. Dizemos povo brasileiro, povo argentino, mas não povo cristão, povo muçulmano. Por que, então, povo judeu?”

Valendo-se de fontes e documentos históricos, a tese de Sand, ele mesmo admite no livro, não é em si nova (cita predecessores como Boaz Evron e Uri Ram). “Sintetizei, combinei evidências e testamentos que outros não fizeram, pus de outro modo.”

Ele compara: até meados do século 20, “a maioria dos franceses achava que era descendente direto dos gauleses, os alemães dos teutões e os italianos, do império de Júlio César”. “São todos mitos”, afirma, “que ajudaram a criar nações no século 19”.

Neste século 21, sustenta, não há mais lugar para isso.

“Não só o Brasil é uma grande mistura. A França, a Itália, a Inglaterra são. Somos todos misturados. Infelizmente há muitos judeus que se acham descendentes dos hebreus. Não me sinto assim. Gosto de ser uma mistura.”

Filho de judeus, nascido num campo de refugiados na Áustria, o autor lutou do lado israelense contra os árabes na Guerra dos Seis Dias, em 67, quando o país ocupou Cisjordânia e faixa de Gaza.

Em seguida virou militante de extrema esquerda e passou a defender um Estado palestino junto ao de Israel.

Professor na Universidade de Tel Aviv e na França, onde passa parte do ano, o historiador avalia que as hostilidades entre israelenses e palestinos, reavivadas nas últimas semanas, continuarão por tempo indeterminado.

“Enquanto o Estado palestino não for reconhecido nas fronteiras de 67, acho que a violência não vai parar.”

A INVENÇÃO DO POVO JUDEU
AUTOR Shlomo Sand
EDITORA Benvirá
TRADUÇÃO Eveline Bouteiller
QUANTO R$ 54,90 (576 págs.)

“ESTÂNCIA DA POESIA CRIOULA” a Academia Xucra do Rio Grande, lançou sua “ANTOLOGIA 2011”, está nas livrarias / porto alegre

ZULEIKA DOS REIS comenta “DIAS CONTADOS” livro de contos da poeta EUNICE ARRUDA / são paulo

Após muitos anos de trabalho consagrado como poeta, Eunice Arruda publica, em 2009,  Dias Contados, seu primeiro livro de contos.

Dias Contados: dias narrados;  Dias Contados: dias de seres sentenciados, a caminho da própria extinção.

Já no título, um dos eixos do livro: A morte. O outro eixo: A perda da identidade. Eixos entrelaçados, indissoluvelmente.

Doze contos e me parece que não por acaso. Vejamos algo da simbologia do número 12:

– 12 são os meses do ano.

– 12 são os Apóstolos.

– 12 são os signos do Zodíaco.

– Do número 3, símbolo da Trindade, multiplicado pelo número 4, símbolo da      Manifestação, surge o número 12.

– O 12, muitas vezes, indica o ciclo completo de um acontecimento.

Dos doze contos, cinco narrados por personagens mortos, sete por personagens vivos, vivos em permanente condição de perda, de um braço amputado à perda da imagem física de si mesmo para si mesmo e para os outros; da perda da liberdade à cisão permanente entre corpo e alma, sendo que o traço comum entre todos é a percepção da perda da própria identidade.

Lendo os contos de Eunice Arruda me veio a expressão ser-para-a-morte, de Heidegger, já que a morte é o denominador comum, a sempre presença no universo de cada um dos personagens.

O outro nome que me veio à mente foi Golem, vindo da tradição judaica, da Kábala, durante a leitura de Nem as gotas de chuva para mim, de todos, o conto mais instigante e enigmático. Nele, um homem volta do reino dos mortos com o próprio nome apagado da testa, o que me levou imediatamente ao mito do Golem.

No mito, o Golem inicial teria sido o próprio primeiro Adão, quando ainda recém-criado da terra, antes da alma lhe ter sido soprada pelo Deus. O Golem posterior seria um simulacro de ser humano, criado pelo homem, simulacro a quem é dado vida ao lhe ser escrita na testa a palavra Emeth, que significa Verdade. Se for retirada desta palavra a primeira letra surge Meth, que significa Está Morto, o que faz o Golem cair por terra. Segundo a Kábala, a letra é emanação do poder divino, é também a “assinatura” das coisas.

No conto Nem as gotas de chuva, o homem que volta do reino dos mortos sem nome na testa é um morto-vivo, um ser sem qualquer identidade.

 

Contos estáticos, em sua maioria; contos de atmosfera, não de ação. As ações são mostradas de forma embrionária; o que realmente importa são os estados do ser.

Em grande parte do tempo, presentes a estranheza, o insólito, o fantástico, talvez alguns elementos surrealistas, tudo através de uma linguagem clara e límpida como a da própria Eunice em seus poemas e a linguagem de Kafka.A se falar em surrealismo, diria que muito mais à Magritte do que à Salvador Dali. Há um quadro de Magritte chamado As afinidades eletivas que pode, a meu ver, ilustrar com muita propriedade tal afirmação: Uma  gaiola e dentro dela ovo que lhe ocupa todo o interior. Uma interpretação possível dirá que os pássaros já estão predestinados à escravidão, à ausência de liberdade, desde antes do nascimento. Voltando aos contos, penso que não se pode defini-los como fantásticos, ou surrealistas, ou de realismo mágico, ou kafkianos, ainda que apresentem várias de suas características.

A autora é grande poeta; segundo ela mesma, é essencialmente poeta, e tal condição vem inscrita também nos seus contos, da linguagem à estrutura circular, uma das características fundamentais da poesia. Contos via de regra alineares, que não seguem linha temporal, de um ponto definido no presente em direção ao futuro, do futuro a um ponto no passado, ou ambos. Como na poesia, o centro dos contos de Eunice Arruda está em todos os pontos, imantando tudo, todo o círculo, tornando tudo ponto de partida e ponto de chegada. O círculo: a poesia mágico-agônica da  roda onde gira a vida-morte,  em incessante intercâmbio.

 

Zuleika dos Reis

 

 

 

“Nosso Lar”, baseado no livro de Chico Xavier, longa acompanha a jornada do médico André Luiz após sua morte

Uma história sobre evolução e segunda chance, Nosso Lar apresenta a trajetória pelo mundo espiritual de André Luiz (Renato Prieto), um médico bem-sucedido que acorda em um lugar desconhecido – um ambiente escuro e tenebroso, com gritos e seres que vivem à sombra. Ele sabe que não está mais vivo, mas continua sentindo fome, frio, dor e sede.

Após o sofrimento nas zonas purgatórias, é levado para a cidade que dá nome ao filme, onde aprende como é a vida em outra dimensão, coisa que ele sequer supunha existir. Entre lições sobre conhecimento e momentos ainda marcados por dor e angústia, André Luiz vê que a vida na Terra continua, inclusive para sua família que ele tanto ansiava reencontrar.

de UM clique no centro do vídeo.

O longa-metragem de Wagner de Assis é baseado no best seller do médium Chico Xavier. Em sua 60ª edição, o livro vendeu cerca de 2 milhões de cópias no Brasil e foi traduzido para outras dez línguas. Renato Prieto se preparou durante seis meses e emagreceu 18 quilos para viver o personagem. As gravações foram feitas no Rio de Janeiro e em Brasília entre agosto e setembro de 2009. Com um orçamento de R$ 20 milhões, a película teve o maior gasto com produção da história cinematográfica nacional. Hoje nos cinemas (3/9/10).

ALEXANDRE FRANÇA e EDSON FALCÃO convidam: / curitiba

SELO LITERÁRIO DEZOITO ZERO UM CHEGA COM A PROPOSTA DE LANÇAR A NOVA POESIA CURITIBANA.

Dia 2 de setembro a livraria Arte e Letra recebe o lançamento dos livros ‘de doze em doze horas’, de Alexandre França, e a ‘fachada e os fundos’ de Edson Falcão. E no dia 14, no Wonka Bar, será celebrado o lançamento do selo Dezoito Zero Um Cultura e Arte.

O selo Dezoito Zero Um – Cultura e Arte começa as suas atividades lançando dois poetas representativos de Curitiba: Edson Falcão e Alexandre França. É a Coleção Poesia – Dezoito Zero Um que pretende publicar, dentro em breve, mais poetas da nossa cidade, sempre com um apelo visual único, seguindo a tendência de publicações de ponta no Brasil e no exterior. Com a idéia de materializar no objeto livro a idéia central da publicação, os livros da Dezoito Zero Um não possuem texto de contra-capa, logomarcas ou signos que interfiram na apreciação visual de suas concepções: tudo é confeccionado pensando no conceito principal da obra. Na capa do livro do poeta Edson Falcão, por exemplo, temos uma brincadeira com o título “a fachada e os fundos”, quando percebemos que, na contra-capa, este título encontra-se invertido.

LEPREVOST, J B VIDAL E ALEXANDRE FRANÇA, poetas, músicos, atores, dramaturgos, contistas, compositores e amigos.

“Tudo começou com a idéia de criar um selo de música”, conta Alexandre França, editor e criador do selo. “Até então não tinha um nome, daí me veio a idéia de pegar o mesmo nome da minha companhia de teatro, formando mais um braço de produção cultural”. Apoiada pela lei do mecenato da Fundação Cultural de Curitiba, e com design gráfico assinado por Giovanni Dameto da G de Gato, a Dezoito Zero Um pretende, no futuro, publicar coleções de prosa e dramaturgia. Alguns nomes já estão cotados para futuras publicações, como o escritor Luiz Felipe Leprevost, o poeta Rodrigo Madeira, entre outros. “Queremos no futuro formar um bom painel do que aconteceu na cidade nestes anos”, conta Alexandre. Perguntado sobre o significado do nome Dezoito Zero Um, França explica: “é o número do meu apartamento”.

Sobre os livros

Edson Falcão nos apresenta, nos 44 novos poemas desta obra e nos outros 23 retirados de outros livros e incluídos nesta publicação, uma profunda visão do homem contemporâneo nos seus mais diferentes aspectos. Com uma poética seca, na qual o poeta, a partir de uma análise do próprio fazer poético, e de sua infância vivida no interior do Paraná, Edson tece um painel do individuo no meio urbano. O prefácio ficou por conta do poeta Jaques Brand, em que diz: “ Falcão decididamente não tem aquelas qualidades pessoais que levam, no Brasil de 2010, ao sucesso institucional; não é um alcoolista com algum beatnik na ponta da língua, não fala sempre alguns decibéis acima do normal, não morreu, aliás goza de boa saúde (…) A despeito de lhe faltarem esses trunfos, sendo além de tudo um tímido e um discreto, sobra-lhe contudo legitimidade para interessar o leitor que busca, fora da feira literária das vaidades, o fazer poético mais autentico, que vê como água cristalina, que brota de uma fonte situada no interior.”

Alexandre França apresenta seu ‘de doze em doze horas’, que segundo Márcio Matanna ; “ se abre ao leitor como um convite(…), embora Alexandre França nos ofereça um ciclo de manhã, tarde e noite, há sempre uma sensação meio noturna a brotar de seus versos. A manhã se mistura a madrugada, e quase tudo é vivido dentro de salas e quartos, oscilando entre o sono e a insônia. Se cada cidade madura tem seus mitos, então poderíamos afirmar que Curitiba cultiva em si mesmo o mito da solidão e o mito do suicida, a poesia de França cava um túnel rumo ao fundo dessa mitologia. A solidão é um quarto trancado por dentro. E cada vez que um olhar desvia de outro olhar e se olha para o chão, dá-se mais uma volta na chave.”

Serviço

Lançamento dos livros “a fachada e os fundos” de Edson Falcão e “de doze em doze horas” de Alexandre França


Data: 02/09/2010
Horário: 19h30
Local: Livraria Arte e Letra (Lucca Café)
Endereço: Rua Presidente Taunay, 40
Fone: 30166675

Festa de lançamento do selo Dezoito Zero Um Cultura e Arte

Show com a banda Confraria da Costa – e a presença dos poetas Edson Falcão, Alexandre França e Luiz Felipe Leprevost.

Data: 14/09/2010
Horário: 22h00
Local: Wonka bar
Endereço: Rua Trajano Reis, 326
Fone: 30266272

Rosa DeSouza lança “A CHAVE do GRANDE MISTÉRIO” em 3D na BIENAL do LIVRO em SP / por osmar lazarini

Revista Exame:  Áudio livros em 3D

Uma ideia que me fisgou é a onda de áudio livros que tem chegado ao mercado.Já falei sobre isso por aqui. Eu encaro várias horas de carro por dia nessa minha trip maluca de morar em Santos e trabalhar em São Paulo. São horas preciosas porque fico só e esse é o tempo das boas ideias, da música que se quer ouvir, das reflexões.

E a grande sacada, áudio livros 3D!

Para explicar em poucas palavras, é uma técnica de gravação de áudio que mistura equipamentos adequados, posicionamento, panorama, que simula os sons da narração como se fosse o ambiente real da cena com toda profundidade e alcance, ouça um exemplo -talvez o mais famoso-no vídeo acima, com fones a experiência é ainda melhor.
3D am áudio livros é novidade mundial. O primeiro foi de Stephen King. No Brasil o primeiro foi lançado na Bienal “A chave do grande mistério” da genial autora luso-americana Rosa de Souza. Rosa é portuguesa, passou a vida nos Estados Unidos e hoje em dia vive em Santa Catarina.
Profunda conhecedora das ciências ocultas, neste trabalho, Rosa mistura ocultismo, suspense, egiptologia, numa trama intrincada e que envolve naturalmente o ouvinte pela quantidade de conhecimentos. Quem já leu “O código da Vinci” sabe a atração que os assuntos herméticos exercem.
Possível candidato a best-seller. No carro a sensação é indescritível, dá pra esquecer do trânsito numa boa.
Pra quem não o tema “realismo fantástico” a editora Audiolivros promete lançar grandes clássicos também em 3D.
http://audiolivro.net.br/a-chave-do-grande-misterio.html

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na foto a escritora Rosa DeSouza e seu marido o jorn. e ator Naldo Souza. (ilustração do site)

MANUEL MARÍA lança seu livro de trovas “MEU PEQUENO MUNDO” e convida:

Após o sucesso alcançado no lançamento do livro de trovas “Meu Pequeno Mundo”, realizado na Livraria Letras (Shopping Palladium – Ponta Grossa), a pedido da renomada Livraria Curitiba, estaremos realizando também o seu lançamento na cidade de Curitiba. A data já está definida para o dia 05/05, às 19:00 horas, nas dependências da Livraria Curitiba, filial do Shopping Estação. Será servido nesta data um coquetel. Ainda serão realizadas breves homenagens aos representantes das Academias de Letras presentes, escritores e imprensa, bem como alguns convidados especiais e autoridades, a serem confirmadas. Neste evento Manuel María, espera fazer da reunião uma noite de agradável convivência e disseminação da cultura paranaense.

A Curitiba de Dalton Trevisan pelas lentes de Nego Miranda – curitiba

Lançamento do livro – A Eterna Solidão do Vampiro – abre a

exposição do fotógrafo na Casa Andrade Muricy

O fotógrafo Nego Miranda apresenta, na quinta-feira, 29 de abril, um novo livro. O lançamento de A Eterna Solidão do Vampiro e a inauguração da exposição com as imagens fotográficas que compõem a obra acontecem na Casa Andrade Muricy (Alameda Dr. Muricy, 915, Centro), às 18h30.

O livro é resultado de uma pesquisa literário-iconográfica até então inédita. Registra as marcas de um possível inventário pessoal de Dalton Trevisan, também conhecido como “vampiro de Curitiba”. Sem imagens óbvias, como em cartões-postais, essa junção revela que as múltiplas visões da cidade são sua própria realidade, e deve ser vista como uma nova escrita das sucessivas transformações passadas em Curitiba.

As fotos de A Eterna Solidão do Vampiro permanecem na Casa Andrade Muricy até o dia 13 de junho. A exposição abre de terça a sexta-feira, das 10 às 19 horas, e aos sábados, domingos e feriados, das 10 às 16. A entrada é franca. Mais informações pelo telefone (41) 3321-4798.

Sobre Nego Miranda

Carlos Alberto Xavier de Miranda nasceu em 1945, em Curitiba. Começou a expor seu trabalho nos 70, participando, desde então, de eventos no Brasil, na Argentina, em Cuba, na França e em Portugal. Já foi premiado no 2.º Salón Internacional de Fotografía, no 2.º Concurso Ilford/Micro de Fotografia P&B, no Concurso Turismo no Paraná, na Bienal de Fotografia Ecológica do Rio Grande do Sul e no Museu do Mate do Paraná. Nego Miranda também publicou sua obra em revistas como a Et Cetera (da Travessa dos Editores) e a Revista Gráfica; também já colaborou com o livro A História do Mate, de Tereza Urban; com a coletânea de autores paranaensesEngenhos e Barbaquás; e com a publicação britânica de fotógrafos brasileiros Contemporary Brazilian Photography. Entre as coleções e acervos que mantém trabalhos seus estão os da Fundação Cultural de Curitiba, do Museu da Fotografia de Paris, da Coleção Joaquim Paiva, do Fundo Cubano de La Imagem Fotográfica e do Instituto Cultural Itaú. Ao lado de Maria Cristina Wolff de Carvalho, é autor dos livros Paraná de MadeiraIgrejas de Madeira do Paraná, lançados em 2005.

Ao lado de Teresa Urban, produziu Morretes – Meu Pé de Serra, em 2007. Participou do livro Caminhos do Rio a Juiz de Fora, lançado em Março de 2010.

NEGO MIRANDA tem uma pagina neste site. clique AQUI.

Serviço:
Exposição A Eterna Solidão do Vampiro, de Nego Miranda.
Casa Andrade Muricy (Alameda Dr. Muricy, 915, Centro), (41) 3321-4798.
Até 13 de junho. De terça a sexta, das 10 às 19 horas, e sábados, domingos e feriados, das 10 às 16 horas. Entrada franca.

A QUARESMA DE UM CIENTISTA por marcio campos / curitiba

UM CIENTISTA LÊ A BIBLIA

A maioria, ou pelo menos boa parte dos cristãos está agora celebrando a Quaresma, um tempo de 40 dias que antecede a Semana Santa e tem ênfase especial na penitência e na mudança de vida. É verdade que, em algumas paróquias, as pessoas só percebem que estão na Quaresma porque está escrito no folheto e porque o padre usa roxo, já que os instrumentos musicais seguem à toda, assim como a bateção de palmas – anteontem mesmo estive numa missa dessas. Mas, para quem está disposto a viver esse período de forma mais séria, existem várias coletâneas de meditações nas livrarias ou na internet. Uma delas é o assunto dessa resenha, e aqui faço um mea culpa: esse texto devia estar no Tubo há uma semana, mas só agora consegui tempo para finalizar a leitura.

Pela própria natureza do livro, Um cientista lê a Bíblia é dirigido aos cristãos. Não sei se um ateu tiraria o mesmo proveito dele. Seu autor, John Polkinghorne, é um dos maiores nomes no debate atual sobre a relação entre ciência e religião. Físico cuja especialidade é a Física de partículas, ele também é clérigo anglicano, ordenado em 1982. Um cientista lê a Bíblia (edições Loyola, 159 p., apenas R$ 9 na Saraiva) é de 1996. Como eu já tive a chance de mencionar, é uma coletânea de meditações para cada dia da Quaresma – não foi feito para ser lido de uma tacada só, embora não seja longo (os textos para cada dia têm duas ou três páginas) e possa ser lido de uma vez, como eu fiz. Os textos têm todos uma mesma estrutura: começam com algum trecho bíblico, seguem com a reflexão do autor e terminam com uma oração curta.

Embora esse não seja propriamente um livro sobre ciência e fé como os que têm sido resenhados aqui no blog, em muitos pontos Polkinghorne ressalta as semelhanças entre uma e outra. Logo na introdução, por exemplo, o autor diz que, assim como o cientista busca a verdade sobre o mundo pela evidência científica, a Bíblia também é, por assim dizer, a “evidência” sobre Deus e sobre Cristo. “Há uma concepção atual estranha de que fé é uma questão de fechar os olhos, cerrar os dentes e acreditar em coisas impossíveis, porque alguma autoridade inquestionável diz que é preciso fazer isso. De forma alguma! O salto da fé é um salto para a luz, não para a escuridão. Envolve o compromisso com o que compreendemos,para que possamos aprender e compreender mais“, diz Polkinghorne (itálico do autor). Na meditação do sábado após a Quarta-Feira de Cinzas, o autor lembra a primeira carta de São Paulo aos tessalonicenses, em que recomenda examinar tudo e conservar o que é bom. Mais uma vez Polkinghorne diz que a busca pela verdade é um componente essencial na religião – é curioso como algumas pessoas se mostram chocadas quando uma religião ou uma igreja pretende ser a única verdadeira, mas essa é uma pretensão perfeitamente válida, até porque é impossível que duas religiões que digam coisas opostas sejam igualmente verdadeiras. Mas, enquanto o cientista faz todo tipo de experiência para comprovar sua teoria, na religião não se “testa” Deus. O mesmo vale para os relacionamentos humanos (Cervantes já sabia, basta lembrarmos da história do “curioso impertinente”, no Dom Quixote). Ainda assim, o que une o cientista e o religioso é a sede de entender o mundo. Também é interessante a semelhança que Polkinghorne vê entre os Evangelhos e a pesquisa científica (não vou entregar tudo aqui, já que o objetivo de uma resenha é levar vocês a ler o livro).

Os dias entre o início da Quaresma e o primeiro domingo são dedicados a temas mais ou menos variados (em um dos textos, descobrimos por que Tolstoi é infinitamente superior a Manoel Carlos), mas as semanas seguintes são dedicadas a temas específicos: Criação, Realidade, Busca, Oração e Sofrimento, até chegar à Semana Santa. Na semana dedicada à Criação, é impossível escapar dos comentários sobre o texto do Gênesis e a evolução. Polkinghorne afirma que o propósito dos relatos da criação não é ser científico (do contrário não teríamos como escapar da contradição entre os dois relatos), mas explicar o porquê das coisas. Usando o exemplo da lareira (“o fogo queima na lareira porque processos físicos e químicos atuam na madeira” e “o fogo queima na lareira porque estou recebendo amigos” não são explicações incompatíveis entre si), o autor diz que não é preciso escolher entre o Big Bang e o “faça-se a luz”. Ao comentar a evolução, Polkinghorne diz que Deus poderia ter feito o mundo todo pronto, mas preferiu criar um mundo que faz a si mesmo. Quando o autor do Gênesis diz que o homem foi formado “do pó da terra”, estabelece uma continuidade entre a natureza e o ser humano. Polkinghorne mostra pistas de Deus na beleza das equações matemáticas que regem o universo – é um trecho com o qual eu me identifico. Eu não sei ver beleza em equações (detestava Trigonometria na escola técnica), mas adoro Van Gogh e Mozart. Nem todo mundo me acompanha na admiração por um quadro ou uma composição musical, assim como para mim passa batida a beleza existente em outros aspectos da vida, que os demais reconhecem muito melhor que eu. E o autor encerra a semana com considerações sobre propósito e acaso – este último, diz Polkinghorne, está longe de ser negativo: é “o espaço de manobra que Deus concedeu às suas criaturas ao permitir que fossem elas mesmas”, afirma.

Na sequência da obra, o autor aborda temas como o maravilhamento diante das coisas do mundo, a diferença entre senso moral e senso cultural (sim, é possível ser uma pessoa boa sem ter religião nenhuma, mas como se nega a existência de certos padrões morais universais a todas as culturas?), a função da Teologia Natural, o emprobrecimento causado pelo Iluminismo na cabeça das pessoas ao desvalorizar o entendimento subjetivo e a experiência pessoal. Mas um capítulo que eu gostaria de comentar é o da semana dedicada ao Sofrimento, já que andamos discutindo o assunto aqui, por causa do Haiti. Polkinghorne se baseia especialmente nos Salmos e se pergunta: por que, no terremoto de 1755, Lisboa foi devastada justamente num Dia de Todos os Santos, quando milhares de pessoas estavam em igrejas que desabaram, matando os fiéis? “O que Deus estava fazendo com o terremoto em Lisboa? Acho que a resposta é que Ele estava deixando a crosta terrestre se comportar de acordo com a sua natureza”, diz o autor. Um Deus que não é “tirano nem mágico” permite que o mundo criado por Ele possa se desenvolver sozinho. Mas o salmista fica perplexo não apenas com os desastres naturais: ele percebe que coisas más ocorrem com pessoas boas. Pior ainda: coisas boas acontecem a pessoas más – que nadam “em mar de contentamentos”, como escreveu Camões. Nós também experimentamos essa perplexidade em vários níveis quando vemos desde autênticos cachorros atraírem o interesse das melhores garotas até mensaleiros sendo reeleitos. Como se resolve isso? Não basta nos consolarmos pensando que na vida eterna as coisas se encaixarão nos seus devidos lugares: se fosse assim, Nietzsche teria razão ao chamar o Cristianismo de religião de escravos conformados. Mas a resposta de Polkinghorne ao filósofo do século 19 eu deixo para vocês descobrirem ao ler o livro.

Ainda estamos no começo da Quaresma. Aos leitores cristãos, eu recomendo que procurem o livro e, depois de recuperar o tempo perdido, comecem a seguir as meditações dia após dia. Garanto que será um período de muitos frutos.

WALMOR MARCELLINO e sua novela ULCISCOR (seu último livro) – LANÇAMENTO / curitiba

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WALMOR MARCELLINO: escritor, poeta, filósofo e jornalista. completa 80 anos nessa data porque continua vivo na memória dos amigos.

SÉRGIO DA COSTA RAMOS faz segundo lançamento do livro PILOTO DE BERNUNÇA no “BOX 32” em Florianópolis

o jornalista e cronista SÉRGIO DA COSTA RAMOS bate papo com o poeta JB VIDAL no BOX 32 do Mercado Municipal, onde fez um segundo lançamento de seu livro PILOTO DE BERNUNÇA. SÉRGIO, no dizer de MILLÔR FERNANDES é o melhor cronista brasileiro da atualidade.  foto do editor do livro VINÍCIUS ALVES. 02/12/09.

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SÉRGIO autografando seu livro para o BETO , ao centro, e JB VIDAL. BETO é o gourmet que comanda o BOX 32 e sua griffe de cachaças de excelente qualidade. ontem, 2/12/09, passaram pela mesa de SÉRGIO mais de uma centena de admiradores e amigos. foto do poeta e editor VINÍCIUS ALVES. 02/12/09.

“HONORÁVEIS BANDIDOS” do jornalista palmério dória, JÁ está nas livrarias do país / belém.pa

a saga do senador da república brasileira e presidente do senado federal, JOSÉ SARNEY, contada pelo jornalista PALMÉRIO DÓRIA, já se encontra nas livrarias do país. um trabalho de longa pesquisa que vem confirmar tudo aquilo que sabemos e que nada fazemos. “tudo isso acontecendo e eu aqui dando milho aos pombos” (RAUL SEIXAS).

sarney

CLUBE BILDERBERG, o livro de daniel estulin sobre essa organização poderosa e maligna. leitura indicada / pela editoria

CLUBEDurante os últimos 50 anos, um grupo seleto de políticos, empresários, banqueiros e poderosos tem se reunido secretamente para tomar as grandes decisões que movem o mundo. Por que as pessoas mais poderosas do mundo se reúnem secretamente a cada ano? Por que os meios de comunicação não divulgam esses encontros? Qual o plano do Clube para o futuro da humanidade? O livro responde essas e muitas outras questões.

Autor: Daniel Estulin

Idioma : Português
País de Origem : Espanha
Número de Paginas : 320

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