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Arnaldo Jabor : Um Magnífico Vendilhão – por miguel dias

 
Sim, o cara escreve muito bem, do alto de seu pedestal, sabe escrachar como poucos, ou seja, é expert na arte de ridicularizar a quem lhe convier. Escreveu uma quase pomposa crônica criticando o que redundou na tragédia da Boate Kiss. Pra melhorar sua imagem, fez uns floreios culturais a cerca do que seriam as baladas. O homem tem cultura, reconheço.
Volteou, foi, voltou; como esperto jogador, preparando o blefe escreveu algumas verdades e, no fim, ficou com uma meia acusação aos jovens que rotineiramente frequentam tais ambientes; refiro-me a quando ele pergunta o que leva tais jovens àqueles ambientes. Inteligente e ardilosamente, ele não responde, por exemplo, que a Rede Globo, sua empregadora, é uma das principais responsáveis por tal comportamento. Com sua programação intencionalmente voltada para estupidificar o povo brasileiro, é talvez a maior produtora desse aculturamento musical a que ele se refere.
Após este “fechamento” manhoso, onde leva os trouxas a achar que ele está falando de forma magnífica, aproveita o ápice emocional atingido para, lá de cima de sua tribuna privilegiada – sim, ele tem acesso a toda imprensa, a tal imprensa que acusa nossa presidente de censura e que, no entanto… mas vejamos o que ele aprontou – lá decima de sua excelsa tribuna aproveita que todos já quase o estão aplaudindo seu brilhante discurso e descarrega sua fuzilaria na Presidente Dilma, como se o problema que redundou em tantas mortes fosse coisa desses últimos dez anos. Vá ser hipócrita na PQP!
O aculturamento do brasileiro já vem de décadas, será que nosso magnífico vendilhão não sabe? Sabe e até melhor do que eu, só que não lhe convém admitir, pois é comprometido com essa TV corrupta. Joga uma “tirada” e sai fazendo pose. Acusa a presidente de estar faturando com a tragédia… Ora, quem mais do que a imprensa, da qual este engraçadinho faz parte, está tirando proveito? Só mesmo um tolo não vê: é um prato cheio para estes oportunistas de redação.
Inteligente o cara é, já quanto ao caráter, é lamentável dizer, fede. Fede a jogo sujo, corrupção: não necessariamente corrupção de suborno – esta é apenas a mais conhecida – a corrupção da palavra, o uso pernicioso desta com a finalidade de tentar perpetuar no poder uma elite – esta sim – sabidamente corrupta na acepção mais comum; uma elite que se locupletou com a miséria de milhões de brasileiros, que, agora, estão saindo desse patamar humilhante, e pondo em cheque a estabilidade de um sistema que começa a desmoronar a olhos vistos. Isto assusta os confortavelmente instalados nas tetas da grana pública.
Cristo teria dito “Amai-vos uns aos outros!” Um canalha destes ama alguém? Duvido!
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TRES MESAS – por jorge lescano / são paulo.sp

T R Ê S   M E S A S

 

Para J B  Vidal

Objeto de nosso cotidiano, corriqueiro, insignificante pode-se dizer, se ausente, perturba a nossa vida. Acreditamos que seja dos primeiros criados pelo homem e somos tentados a afirmar que é prévio à sua fabricação. O troglodita utilizou-o – ab ovo! – antes que lhe dessem forma e nome, pois a função faz o objeto. A pedra achada no caminho, um tronco atingido pelo raio, o próprio chão, cumpriram a função de mesa antes do artefato. Este móvel está presente nos mais diversos ambientes da civilização, tão presente que, como já dissemos, só o notamos quando falta. Mesa, a secas, sem atributos funcionais, espirituais, ou quaisquer outros que lhe foram agregados pela insuficiência de nossa língua: mesa de trabalho, mesa redonda, mesa branca, mesa de vivissecção, mesa de negociações, mesa de jogo…

Deste modesto produto da marcenaria se ocuparam um pintor, um poeta e um romancista. Presente como objeto em Jean Dubuffet (Le Havre, 1901-Paris, 1985), canteiro de obras em Francis Ponge (Montpellier, 1899 – Bar-sur-Loup, 1988), apoio do discurso narrativo em Ramón Bonavena (Escritor argentino, sem outros dados biográficos), evocado pelo seu compatriota e sempre bem informado em questões de estéticaBustos Domecq.

Curiosidade à margem: os três personagens têm prosápia francesa, o último apenas intermediário entre oconhecido ainda que não famoso escritor Bonavena, autor do suposto romance Nor-noroeste – a obra trataria deste setor limitado do tampo da mesa – e o leitor de sua entrevista. (Borges, Jorge Luís, Casares, Adolfo Bioy, Uma tarde com Ramón Bonavena in Crônicas de Bustos Domecq– (1967); São Paulo, Alfa Omega, s.d.)

Ensaios eruditos abordam os diversos aspectos da construção da mesa de Ponge(Ponge, Francis, A Mesa; (1981); São Paulo, Iluminuras, 2002 – edição bilingue). Árdua tarefa é desvendar os meandros lingüísticos e estéticos da obra; serve-nos aqui apenas como contraponto de referência de nosso assunto. Da fluída mesa de trabalho de Bonavena, mestre do descricionismo, ele e o cronista Bustos Domecq fornecem elementos suficientes para situar o leitor comum, o homem massa, em um plano de relativa compreensão.Sobra-me (abandono o plural do pronome ao mesmo tempo em que descarto as mesas narradas para assumir, só e desarmado – correlação coerente do ponto de vista óptico e narrativo – o objeto proposto por Dubuffet) a obra em questão: Móveis e objectos, 1952 (sic) reproduzida em livro editado em Portugal, como a grafia deixa evidente (Grandes pintores do século XX, Globus, 1996), mas impresso em Barcelona.

O quadro (óleo sobre Isorel, 92 x 122 cm. Fundação Jean Dubuffet, Périgni–sur-Yerres.) apresenta três figuras da mesma cor sobre fundo escuro As cores variam segundo estejam impressas em papel ou reproduzidas pela luz do computador. A figura maior ocupa o centro da obra e sobre ela – dentro dela – objetos menores – “copo” e “despertador” (o título nos obriga a vislumbrar objetos familiares) – denunciam sua função de mesa. À esquerda do espectador uma superfície mais estreita na mesma tonalidade sugere um cavalete de pintor e algo que poderia ser a tela “em branco”, embora onde se deveriam ver as hastes do tripé uma inesperada transformação do design sugira pernas humanas. Do lado direito outra forma – quadrúpede – indica que deve ser uma cadeira, o respaldo torto e a vizinhança com a mesa sugere esta identidade, caso contrário poderia ver-se outra mesa: criado mudo ou mesa de sala.

O objeto maior – a mesa – pela violação da perspectiva descricionista ganha características zoológicas. Intuo bovino decapitado, a cabeça decepada pela margem do suporte. Vista deste modo a cadeira é seu filhote e o copo e o relógio selo com que se marca o gado, a própria disposição deles – no “quarto traseiro” – reforça a idéia. Continuando a observação por este corte, a figura da esquerda – cavalete – adquire dimensão e densidade humanas – também decapitada, pois se tem pescoço e até gola (nesta espécie de grampo que segura a tela por cima aparece a enigmática inscrição ENCRA: tinta de escrever ou imprimir. – S. Burtin-Vinholes: Dicionário francês-português/portugês-francês, Globo, 1951), falta-lhe a cabeça que as justifique. Neste contexto o quadro tem novo significado: cena bucólica: recolhimento do gado em fim de tarde. Camponês e reses rumo ao curral da fazenda poderia ser o título, caso o autor fosse Corot (Jean Baptiste Camille; Paris, 1796 – Ville d’Avrey, 1875) ou Courbet (Gustave; Ornans, 1819 – La Tour-de-Peliz, 1877).

A presença viva do tampo da mesa – corpo de rês – é tão forte que não sinto a ausência das cabeças das três figuras/personagens. A forma menor – cadeira/ filhote – também partilha desta circunstância. Sendo francesa a obra, posso imaginar que se trate de uma cena de fins do século XVIII: Retrato de família?

 

Os três pintores mencionados neste artigo têm nacionalidade francesa, escolha que revela o desejo do autor de não invadir outras geografias, a menos que oculte (três?) intenções diversas.

A tríade é um Meio e Analogia porque todas as comparações consistem em três termos, pelo menos, e as analogias eram chamadas de meios pelos antigos.

             O cão de Plutão, Cérbero, tinha três cabeças.

            Três coisas melhoram o homem: uma boa casa, uma esposa bonita e uma boa mobília. (Sublinhados nossos.)

(Por se tratar de citação de obra esotérica, o autor declina, excepcionalmente, seu saudável hábito de fornecer a fonte. Nota do compilador.) (1)

Dubuffet disse a respeito da série Mesas-paisagens […] uma mesa não é só um pedaço de terreno, mas está povoado de factos: não são os que pertencem à vida da própria mesa como outros que, misturados com estes, ocupam o pensamento do homem e que este projecta sobre a sua mesa no momento em que a olha. (op.cit.)

O pintor reconhece que sua obra é ambígua, mas já foi dito que em arte a ambigüidade é uma riqueza. Acredito que o meu olhar não distorce nem deturpa a proposta do artista, antes a confirma. Se ele vê paisagem, o olhar-pensamento que projeto sobre a imagem sugere gado; em todo o caso ver Mesa e outros objectos neste quadro é tão subjetivo quanto ver gado/paisagem. A obra – que não depende do título – é um convite à imaginação, não reprodução do cotidiano (a observação cotidiana dos objetos). A rica, porém discreta textura de toda a superfície desta pintura prende o meu olhar com o mesmo poder hipnótico do fogo, da água e das nuvens, revelando sua raison d’étre.

A Mesa de Francis Ponge – sessenta e sete páginas. Nas páginas 33 e 48 v. do original, 243 e 275 respectivamente, da edição brasileira, há apenas uma linha, várias outras são quase tão ermas quanto elas – e os improváveis seis volumes sobre o ângulo Nor-noroeste da escrivaninha de Ramón Bonavena documentam estas viagens ao centro – essência – da imaginação intelectual. Quanta documentação seria necessária para comprimir, com o dom da síntese, um lápis Goldfaber 873 em vinte e nove páginas in octavo (sic)!

 

A mesa é dos objetos mais afáveis, maternal, poder-se-ia dizer, sobre o qual convêm não repisar muito.

É provável que esta obra de Jean Dubuffet não precise do meu comentário (redutor, como todo comentário de uma imagem), contudo, creio que nada impede a um observador o registro de suas ambíguas impressões dela.

 

 

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1 – Com o intuito de oferecermos aos leitores que prestigiam nossa casa editorial obras de envergadura duradoura in totum, não aquiescemos a publicar este ensaio antes de verificarmos todas as suas instâncias. Nossas pesquisas nos levaram ao título sonegado. Trata-se de Os poderes ocultos dos números; RJ, Ediouro, 1987, de autoria de W. Wynn Westcott (o três W), Supremo Mago da Ordem Rosa-Cruz da Inglaterra. Pelo que nos consta e apesar da analogia, este(s) três W nada tem a ver com a mesma tríade da internet cujo significado desconhecemos visto sermos profissionais à respeitável maneira de Gutenberg. (Nota do Editor à guisa de epílogo)(2)

2 – Alguém chamou o autor anônimo de Três Mesas de contador de piadas bibliográficas. Pela nota precedente parece que não é bem assim. PALAVRAS, TODAS PALAVRAS estampou a pequena jóia sem qualquer ressalva, e é bem conhecida a responsabilidade que norteia este site. Enfim, prefiro deixar nas mãos da posteridade e do ilustre leitor a solução final deste nó górdio, para não dizer a última palavra. (Comentário no site mencionado de Jorge Lescano, remetente da miniatura literária em questão.)

MARIANNE MOORE, NOTA SOBRE “POETRY” – por régis bonvicino / são paulo.sp

A tradução mais recente de Augusto de Campos é a de um conhecido poema de Marianne Moore, “Poetry”. Qual a necessidade de se traduzir este poema hoje? A pergunta é pertinente, pois a tradução pode ser um caprichoso jogo intelectual ou uma importante intervenção cultural, injetando nas veias da língua de chegada a vitalidade da poesia de saída, para gerar ideias.

Marianne Moore é considerada nos EUA uma autora modernista importante. Ainda assim, não desperta o mesmo interesse de outros pares de sua geração. Sua presença histórica existe, digamos, a despeito de não ter a força de Eliot, Williams ou Stevens. Destaque-se que “Poetry” já obteve versões para o português, anteriores a esta feita por Campos, mas uma razão segura para ele traduzi-lo seria a própria qualidade da tradução. Pois, apesar de tudo, assim o repertório da língua de chegada resultaria enriquecido.

“Poetry” tem várias versões, de distintas dimensões, mas a mais conhecida é a sua redução a um terceto:

In Poetry, 1919, Marianne Moore engages directly in a debate with Tolstoy and William Butler Yeats, quoting Tolstoy’s dislike of business documents and / school-books and Yeats’s condemnation of literalists of / the imagination, before defending the roots of poetry in the literal, businesslike raw material of everyday life, her equivalent of Eliot’svariety and complexity. In its original version (1919), the poem offers a defense of poetry along the lines of Stevens’s later quest for a poem of pure reality. As she revised the poem over the years, however, Moore cut out the lists of possible subjects for poetry and condensed the poem to just its three original opening lines. The condensation represented in a sense a return to the miniature forms of imagism, but now seeming to contain the whole relation of poetry to the social world in just three lines:

I, too, dislike it: there are things that are important beyond all this fiddle.
Reading it, however, with a perfect contempt for it, one discovers in
it after all, a place for the genuine. 
[1]
Esse possível enunciado da relação da poesia com o mundo social ganha, através da redução, uma notória ironia, que marca o primeiro verso: “Eu também não gosto dela…”. Trata-se de um gesto cult afoot da explícita evocação de Baudelaire: “Hypocrite lecteur, – mon semblable, – mon frère!”. Mas o que no gigante francês era desmascaramento em Marianne Moore é um dizer sutil: “Sim, eu também não gosto dela, mas…”. Não há essemasbut, no poema – ao menos, não de modo imediato. Ele aparece um pouco adiante, na forma de howevercontudono entanto… O que confirma a ironia envolvente e fina, que faz seu giro nesse however: “I, too, dislike it. / Reading it, however…”. A concordância inicial não passava de uma forma sedutora de preparar a discordância com o frontal “hypocrite lecteur, mon semblable, mon frère”:

In her well-known poem, Poetry, Miss Moore begins, I too, dislike it. This line has been interpreted as ironic, as an attempt to disarm, or as evidence that she practices her art only half-seriously. Quite obviously, however, her reasoning is serious. [2]

Além de sutil e irônica no tom, a linguagem de Moore é natural e coloquial na sintaxe, o que combina com a ideia de envolver, de pactuar com o leitor.

Nada há disso, ao que parece, na versão de Augusto de Campos. Nem a ironia e o coloquialismo, que tentam capturar a atenção do leitor para uma arte que “contain the whole relation of poetry to the social world”. Tudo é perdido pela hipérbole semântica: “Eu também a abomino”. Abominar é “ter horror, detestar, execrar, odiar”. O que isso tem a ver com o simples desgosto contido nesse dislikeDislike pode também significar detestar, odiar, execrar, mas esses significados não estão autorizados pelo contexto do poema de Moore. O que explica essa escolha, ainda que não a justifique, é a opção imprópria por uma rima perfeita com “genuíno” no terceiro verso:

Eu também a abomino.
Lendo-a, porém, com total desdém, a gente des-
cobre ali, afinal, um lugar para o genuíno.
A dicção e a sonoridade de Marianne Moore são elegantes (talvez, elegantes demais): “I, too, dislike it./ Reading it, however, with a perfect contempt for it…”. Augusto de Campos, no entanto, impõe-lhe um ritmo entrecortado, além de comprometido por encontros e destaques vocálicos abertos, em eco, que absolutamente não existem no original:

Eu também a abomino [ah ah]
Lendo-a [ah], porém, com total [au] desdém, a [ah] gente des-
cobre ali [ah], afinal [ah au], um lugar para [ah ah] o genuíno.

Notar que o corte em descobrir, “des-/cobrir”, além de inexistente em “Poetry”, pretende realçar a duplicidade de descobrir e ocultar, um duplo sentido cansado e óbvio, verdadeira malversação do original.  “One” significa “alguém”. Pode igualmente significar “a gente”, mas, Moore diz, com simplicidade,  o seguinte: “o leitor, mesmo fazendo pouco-caso da poesia, poderá encontrar nela um “sítio” para o genuíno”, que, no poema, quer dizer o desafetado, o real, a realidade, condenando, deste modo, os poemas decorativos da época. Ela foi uma poeta modernista. “Contempt” significa desprezo orgulhoso, menosprezo, descaso. “Desdém” não está muito autorizado pelo original, embora possível, mas revela a atração do tradutor por rimas e por uma poética velha: “porém” (uma adversativa bacharelesca) e “desdém”, forçado, como interpretação. Tão forçado quanto  “a gente” (“one”), que, aqui, Moore usa, de fato, na acepção de  “descobre-se”:  “contudo, lendo poesia,  mesmo com menosprezo, descobre-se nela, enfim, um lugar para o genuíno”. A tradução de Augusto de Campos mina o sentido original, porque interpõe o verbo “cobrir” na cadeia semântica, quando só existe o verbo descobrir. Vejamos então o que o tradutor pretende encobrir.

Wallace Stevens define o poema de Marianne Moore como investigação da realidade, que, por isso, em sua versão de 1919, enumera, segundo ele, possíveis temas para outros poemas de gume duro. Pode-se então concluir que, ao que tudo indica, Augusto de Campos investiga aqui a investigação alheia. Mas, ao final, oculta a investigação da investigação, que é a tradução do poema, pela ilegibilidade kitsch do travestivemento gráfico de um então poema próprio, pilhado do trabalho alheio (cf.http://www.musarara.com.br/marianne-moore-em-tres-dimensoes). E o que era uma proposta de investigação de gume duro da realidade, a ser investigada pela tradução, torna-se show room tipológico. Um show room paradoxal, que se exibe, que se dá a ver, para ocultar tanto a realidade investigada pelo original como sua própria tradução. (Em 12 de março de 2012)

DITADURA: “GENERAIS DESCONTENTES NO CLUBE MILITAR” – paulo henrique amorim / são paulo

Tá parecendo o vôvo que briga com a enfermeira porque ela limpou a mdele.

POR QUE OS GENERAIS SEM DIVISAS SE MIJAM NOS PIJAMAS?

Quantas divisões têm os generais de pijama ?, perguntaria Stalin sobre oPapa.

Na Argentina – Oh !, que inveja ! -, não têm divisão nenhuma. E ainda estão na PRISÃO PERPÉTUA!!!

E, condenados e encarcerados, limitam-se a blasfemar contra os presidentes Kirchner.

Aqui, não.

O Forte Apache dos TORTURADORES é o Supremo Tribunal Federal.

Com a inesquecível relatoria de Eros Grau, o Supremo, por maioria, anistiou os TORTURADORES uma segunda vez.

Mas, a COMISSÃO de 1/2 VERDADE pode RECONTAR metade dessa história – e levar alguns deles, sobreviventes, ao CÁRCERE.

Se não antes, com o Tribunal que a DESTEMIDA LUIZA ERUNDINA montar na Câmara dos Deputados, para concluir, desde já, a metade que faltar na Comissão.

Os GENERAIS DE PIJAMA atacam o alvo errado.

Hoje, o problema deles é menos a Comissão do que Erundina.

Paulo Henrique Amorim


GENERAL VIDELA, ex-Ditador assassino argentino: “Nosso pior momento chegou com os Kirchner” – Nestor e Cristina, presidentes do povo argentino.

Em uma entrevista para a revista espanhola Cambio 16, o chefe da última ditadura argentina, Jorge Rafael Videla, reivindicou a chegada dos militares ao poder em 1976 como um “ato de salvação” de um país com “vazio de poder, paralisado institucionalmente e sob risco de anarquia”.

Ele enfatizou o apoio prestado pelos EMPRESÁRIOS E PELA IGREJA CATÓLICA para o GOLPE e criticou o que chamou de “revanchismo” do casal Kirchner que o colocou ATRÁS DAS GRADES PARA O RESTO DA VIDA!

“Brinquedos Proibidos” de René Clement – por mônica benavides / curitiba

Hoje assisti ao belíssimo “Brinquedos Proibidos”, um filme de René Clement, com uma fantástica trilha de guitarra do Narciso Yepes.

Carregado em dramaticidade porém livre de pieguices, como a maior parte da escola realista francesa do pós-guerra, “Le Jeux Interdits” no original, conta a história de Paulette uma menininha francesa na época da ocupação alemã (1940).

Órfã, a menina vaga pela França carregando o corpo de seu cachorrinho morto, até ser encontrada por um menino, Michel Dolle, filho de uma rude e ignorante família camponesa. Apesar da intensa dificuldade de adaptação de Paulette, ela verá no novo amigo a possibilidade de entender e sobreviver ao desmoronamento de seu mundo.

O filme tem um final previsível, porém assustador, que faz pensar muito no que aconteceu com as crianças órfãs da segunda guerra, e na incrível e insuperável capacidade que a raça humana tem, de superar os momentos de mais completo desespero, através da simples esperança.

Clement conseguiu separar bem o mundo adulto, cheio de mesquinhez e ódio, do infantil carregado de ternura e inocência. Mesmo caricatural sua crítica social é tocante e a separação das crianças angustiante. Como se não bastasse, mesmo datada a interpretação dos pequenos é maravilhosa.

 

O filme, apesar de recusado por Cannes (absurdamente), ganhou o reconhecimento do mundo com um Oscar de Melhor Filme Estrangeiro e com o Leão de Ouro em Veneza no ano de 1952 (merecidamente), suprema recompensa e menção especial do juri “…por ter elevado a uma singular pureza lírica a inocência da infância acima da desolação da guerra…”

 

Em tempos como o nosso de conflitos velados e pseudo guerras cirúrgicas, o filme realmente consegue a proeza de marcar nossa alma com um selo de intensa bondade e anti-belicismo.

 

Recomendadíssimo!!!!!