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Presidente norte-coreano ordena preparação de mísseis para atacar EUA “a qualquer momento”

Presidente norte-coreano ordena preparação de mísseis para atacar EUA “a qualquer momento”

Kim Jong-un afirmou nesta sexta-feira que é hora de “acertar contas” com Coreia do Sul e seu aliado Estados Unidos

Agência Efe

Zona fronteiriça entre as duas Coreias está com tensão elevada devido à possibilidade de novom conflito

O presidente da Coreia do Norte, Kim Jong-un, ordenou o posicionamento técnico de “mísseis estratégicos” para atacar a “qualquer momento” alvos dos Estados Unidos e da Coreia do Sul, informou a agência norte-coreana KCNA.

O jovem líder ordenou que os mísseis “estejam preparados para disparar e golpear a qualquer momento o território dos EUA, suas bases militares no Pacífico, inclusive Havaí e Guam, e as da Coreia do Sul”, detalhou o comunicado.

“Chegou o momento de acertar contas”, afirmou Kim Jong-un.

A medida foi tomada horas depois de Washington enviar dois bombardeiros B-2 Spirit, com tecnologia furtiva para penetrar defesas antiaéreas e descarregar bombas convencionais e nucleares, para os exercícios militares que faz com os sul-coreanos desde o início do mês. A ação foi vista pela Coreia do Norte como uma violação à sua soberania.

Neste sentido, o líder norte-coreano ordenou que o Exército esteja preparado para “reagir perante a chantagem nuclear dos EUA com um ataque atômico sem piedade”.

Além disso, a KCNA revela que Kim Jong-un tomou estas decisões “em vista da trágica situação” e após ter realizado na primeira hora de hoje uma reunião urgente com as Forças de Mísseis Estratégicos do país comunista perante a presença do estado maior do Exército.

As novas ameaças acontecem depois de a Coreia do Norte anunciar nesta semana a suspensão da única linha de comunicação militar que mantinha com a Coreia do Sul e que administra o acesso ao complexo industrial comum de Kaesong, no meio de uma escalada de tensão entre os dois países.

O corte de todas as comunicações com o Sul se inscreve na campanha de ameaças belicistas que a Coreia do Norte dirige ao Sul e aos EUA desde o último dia 7 de março, quando a ONU anunciou novas sanções ao regime de Kim Jong-un por seu último teste nuclear de fevereiro.

Dentro desta dinâmica, a Coreia do Norte anunciou ontem que seus mísseis e unidades de artilharia se encontram “em posição de combate” apontando para alvos dos EUA e da Coreia do Sul, o que representa o grau máximo de alerta militar.

Posição norte-americana

Os Estados Unidos defenderam nesta quinta-feira o uso de um bombardeiro estratégico em suas manobras anuais conjuntas com Coreia do Sul como uma resposta “dissuasória” ao recente tom beligerante da Coreia do Norte.

O secretário de Defesa, Chuck Hagel, negou que o posicionamento de dois bombardeiros B-2 na Coreia do Sul seja uma provocação e assegurou que “a dissuasão também faz parte dos exercícios militares” entre as forças sul-coreanas e as tropas norte-americanas, manobras que começaram no dia 1º de março e se prolongarão até 30 de abril.

“As ações muito provocativas e o tom beligerante (norte-coreano) aumentaram o perigo”, indicou Hagel, que também defendeu a decisão de meados deste mês de aumentar as defesas antimísseis perante as ameaças do regime de Kim Jong-un.

Da mesma forma que o chefe do Pentágono, a Casa Branca e o Departamento de Estado defenderam este passo pouco convencional como parte do compromisso em defesa com seu aliado sul-coreano, ao mesmo tempo em que pediram que Pyongyang abandone suas provocações e ameaças.

“Quando um país diz o tipo de coisas que a República Democrática Popular da Coreia diz, você tem que levar a sério e dar passos para assegurar que fique claro que podemos defender e defenderemos nosso país e nossos aliados”, declarou a porta-voz do Departamento de Estado, Victoria Nuland.

Para o porta-voz da Casa Branca, Josh Earnest, a mensagem de Washington é: “frente à retórica bélica e as ameaças dos norte-coreanos estamos ombro com ombro com nossos aliados sul-coreanos e nos asseguramos que os interesses de ambos estão protegidos”.

(*) com Agência Efe

A EUROPA E A DÍVIDA – por paulo timm / portugal.pt

 

Em Portugal, acompanho diariamente a evolução das reações populares frente à crise econômica em toda a Europa. Preocupante!

Tudo começou, em 2008,  quando estourou a bolha imobiliária nos Estados Unidos. País de economia e instituições sólidas, com uma moeda mais forte do que sua própria economia – o dólar -, de emissão fácil pelo Tesouro Americano e circulação no mundo inteiro, os americanos vão levando a crise de barriga. Mesmo insatisfeitos, parece que vão reeleger Obama para mais quatro anos. E continuar entulhando o mundo de dólares fáceis…É o tal “tsuname” monetário do qual tanto fala a Presidente Dilma e sobre o qual voltou em seu discurso na Abertura da Assembléia Geral da ONU nesta semana.

A União Europeia- EU – , com seus 27 países independentes e com estruturas econômicas e tamanhos  muito  diferentes, vem sofrendo mais.   É mais difícil de administrar a crise sem unidade política efetiva e centralização do Poder. No fundo, a União Europeia ainda é um Projeto. Tem um mercado de 500 milhões de consumidores, mas sua moeda, o euro, comum a 17 países, convive com outras 10, de países que a rejeitaram, como a Inglaterra. Fez também esta região um grande esforço de equalização interna  de infraestrutua física e social, nos últimos 20 anos, com o objetivo de facilitar a unificação de direitos e a circulação de mercadorias. É impressionante verificar o Portugal de hoje, com o país que conheci em 1979. As estradas e as pontes são simplesmente impressionantes. E são exatamente esses países menores e que se incorporaram à União Europeia os que mais sofrem com a crise. E que, à falta de mecanismos de Política Monetária soberana, com economias mais frágeis, mais afundam. Já se diz que a Grécia sairá do bloco até o final do ano.  Endividados, enfim, seus Governos são obrigados pela chamada Troika, as três instituições que lhes socorrem impondo condições – O Fundo Monetário Internacional, o Banco Central Europeu e a União Europeia , à severas medidas de austeridade. Governos de esquerda e de direita se sucedem a cada ano, sem conseguir resultados palpáveis. A eleição de um Presidente Socialista na França, recentemente, vem trazendo alguma esperança de um modelo alternativo para enfrentar a crise, mas ainda não há certeza absoluta se vai dar certo.

Enquanto isso, as manifestações vão às ruas contra a austeridade que corta benefícios sociais, diminui o valor de aposentadorias e pensões e eleva os impostos.

Dia 15 de setembro Madrid e Lisboa presenciaram mobilizações gigantescas. Na Grécia elas são quase diárias. Em Barcelona, capital catalã, soma-se o repúdio às medidas do Governo de Madrid, um forte sentimento de independência da região.

Ontem de novo, pelo que nos conta a  Coordenadora da Auditoria Cidadã da Dívida, um Movimento que pretende questionar as dívidas governamentais ,  a economista brasileira Maria Lucia Fattorelli,  quem se encontra na Espanha, participando de eventos com os grupos de Auditoria Cidadã da Dívida europeus:

 Os jornais noticiam as grandes manifestações ocorridas na Espanha e na Grécia, contra severos cortes de gastos na previdência, salários dos servidores públicos e outros programas sociais. Tais cortes servem para permitir o pagamento de questionáveis dívidas, feitas para o salvamento de bancos falidos. Na Espanha, os manifestantes cercaram o Congresso, exigindo a rejeição do pacote, onde 64 pessoas ficaram feridas e 35 foram presas. Na Grécia, onde os trabalhadores fazem uma greve-geral, 70 mil pessoas foram em passeata ao Parlamento, e também ocorreram violentos confrontos com a polícia.

Em Portugal, a crise traz de volta o fantasma da emigração, reverberando novos acordes de melancolia no fado tradicional. Mais de 70.000 jovens saem anualmente do país em busca de oportunidades. Só que eles não são mais como os patrícios pobres do norte do país que emigraram em massa no século passado para Europa e Brasil. São engenheiros, administradores, médicos, cérebros , enfim, que drenam uma energia vital para a renovação da vida portuguesa. Uma catástrofe. E os que não saem, acicatados por uma taxa de desemprego média de 16% mas que chega a 30% entre eles,  retornam para as casas de suas famílias no interior, esvaziando as cidades maiores, levando o pequeno comércio à falência e produzindo uma sensação de frustração muito grande da população com o processo de integração europeia.  

Tínhamos começado este século sob os auspícios do coroamento de um projeto de modernização do mundo que parecia triunfante, sob hegemonia liberal americana. Em menos de cinco anos tudo parece miragem. O castelo está desmoronando a olhos vistos. Em outros tempos, uma Revolução Social seriam inevitável. Hoje, todo mundo sabe o que não quer, mas, exceção aos fundamentalistas religiosos ou ideológicos, ninguém sabe o que quer. O povo enraivecido, os governos titubeantes, a inteligência, perplexa…

 

LUIS ANTONIO PAGOT: Serra, Kassab, Alckmin, PSDB, PT e DEM pressionavam DNIT a doar recursos para as campanhas – vergonha nacional / são paulo.sp

Em entrevista, ex-diretor do DNIT acusa PSDB, PT e DEM de buscar recursos de campanha no órgão dos Transportes


O ex-diretor do Departamento Nacional de Infraestrutura e Transportes (DNIT) Luiz Antonio Pagot acusou políticos de PSDB, PT e DEM de buscar dinheiro no órgão ligado ao Ministério dos Transportes para pagar dívidas de campanha e fazer caixa 2.

Segundo a revista Istoé, Pagot se sentiu pressionado a aprovar aditivos ilegais no valor de R$ 260 milhões ao trecho sul do Rodoanel. Serra qualificou as declarações do ex-diretor do DNIT como “calúnia pré-eleitoral aloprada”.

Pagot afirmou ainda que o governo do então governador tucano teria usado a obra para  abastecer um suposto caixa 2 da campanha à Presidência da República em 2010. “Veio procurador de empreiteira me avisar: ‘Você tem que se prevenir, tem 8% entrando lá.’ Era 60% para o Serra, 20% para o Kassab e 20% para o Alckmin”, disse.

“Todos os empreiteiros do Brasil sabiam que o Rodoanel financiava a campanha do Serra”, revelou. “Teve uma reunião no DNIT. O Paulo Preto (diretor da Dersa) apresentou a fatura de R$ 260 milhões. Não aceitei e começaram as pressões.”

O diretório estadual do PSDB divulgou uma nota em que defende o governador Geraldo Alckmin das acusações de receber um porcentagem do caixa 2 das obras do Rodoanel Sul.”A matéria da Istoé é caluniosa. As campanhas eleitorais do governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, e do pré-candidato à Prefeitura, José Serra, sempre contaram com doações declaradas à Justiça Eleitoral.”.

O ex-diretor do DNIT disse à Istoé que passou a receber telefonemas constantes, não só de Paulo Preto, mas do deputado Valdemar Costa Neto (PR-SP), do ministro Alfredo Nascimento e de seu secretário-executivo, hoje ministro Paulo Sérgio Passos. Mais tarde, o TCU autorizou a Dersa a assinar um Termo de Ajuste de Conduta (TAC), condicionando novos aditivos à autorização prévia do tribunal e do Ministério Público. Pagot recorreu à Advocacia-Geral da União, que em parecer, ao qual a Istoé teve acesso, o liberou de assinar o documento.

“Aquele convênio tinha um porcentual ali que era para a campanha. Todos os empreiteiros do Brasil sabiam que essa obra financiava a campanha do Serra”, disse. De acordo com o TSE, o comitê de Serra e do PSDB receberam das empreiteiras que atuaram no trecho sul do Rodoanel quase R$ 40 milhões.

Caso Cachoeira. Ainda segundo a revista, Pagot também disse que o senador Demóstenes Torres (sem partido, ex-DEM) foi buscar no órgão fundos para quitar dívidas de campanha com a Delta Construções, através de acordos com a construtora.

Demóstenes teria chamado Pagot para uma conversa privada, durante a qual disse que estava com dívidas com a Delta e que precisava “carimbar alguma obra para poder retribuir o favor” que a construtora fez para ele na campanha.

Pagot disse que não cedeu à pressão de Serra e Demóstenes. No entanto, ele confessou ter aceito a solicitação do tesoureiro da campanha do PT, deputado José De Filippi (SP), que durante as eleições de 2010, pediu para ele arrecadar recursos junto às empreiteiras ligadas ao DNIT. “Cada um doou o que quis. Algumas enviavam cópia do boleto para mim e eu remetia para o Filippi. Outras diziam ‘depositamos’”, afirmou. As doações teriam sido feitas pelas vias legais, segundo o ex-diretor.

Na entrevista, Pagot identificou na prestação de contas ao Tribunal Superior Eleitoral ao menos 15 empresas que abasteceram a campanha do PT a pedido seu: Carioca Engenharia, Concremat, Construcap, Barbosa Mello, Ferreira Guedes, Triunfo, CR Almeida, Egesa, Fidens, Trier, Via Engenharia, Central do Brasil, Lorentz, Sath Construções e STE Engenharia.

Pagot também acusou a ministra da Relações Institucionais, Ideli Salvatti, de ter pedido ajuda na arrecadação de recursos de campanha em 2010, quando foi candidata a governadora de Santa Catarina. “Ela queria que eu chamasse as empreiteiras e pedisse para pôr dinheiro na campanha dela”, afirma. Como se negou a ajudá-la, Pagot acha que Ideli ficou ressentida e passou a miná-lo quando chegou ao Planalto.

Outro lado. Em nota divulgada à tarde, a assessoria de Serra apresentou a resposta do ex-governador à reportagem da Istoé, na qual ele rechaça as acusações de Pagot. “Trata-se de uma calúnia pré-eleitoral aloprada. A acusação é absolutamente inconsistente e a credibilidade dos envolvidos é zero. Tomaremos as medidas judiciais cabíveis”, disse o tucano.

A declaração oficial do PSDB critica, ainda, o fato dos tucanos não terem sido procurados, ao contrário de petistas citados na matéria. “A revista sequer respeitou os princípios éticos do bom jornalismo uma vez que nem Alckmin nem Serra foram procurados pela reportagem, ao contrário de um grupo seleto de personagens nela citados. Com esse procedimento abominável, a Istoé deixou que prosperassem mentiras ditas pelo Sr. Luiz Antônio Pagot baseadas em algo que ele teria ouvido de um “procurador de empreiteira” cujo nome ele nem menciona.”

Segundo a assessoria do prefeito Gilberto Kassab (PSD), a “acusação é improcedente e mentirosa. Portanto serão adotadas as medidas jurídicas cabíveis diante dessa irresponsável calunia”.

Filippi foi ouvido pela Istoé e admitiu ter se reunido com Pagot durante a eleição, mas negou ter recebido boletos dos depósitos de campanha do ex-diretor do DNIT. “A conversa tratou da proposta de Pagot de a campanha receber três aviões do Blairo Maggi”, disse Filippi. “Num segundo encontro, depois da eleição de Dilma, ficou acertado que Pagot buscaria recursos para saldar dívidas da campanha eleitoral.” Por meio de nota, Ideli negou que tenha recorrido a Pagot para solicitar recursos.

O ex-diretor do DNIT também conversou com a revista Época. Nessa entrevista, Pagot deu mais detalhes sobre a ajuda ao PT. Ele disse que, após a conversa com Filippi, reuniu-se com sindicatos de empresas da construção civil e representantes da Associação Nacional das Empresas de Obras Rodoviárias (Aneor). “Fui um colaborador espontâneo”, afirmou. Ele disse que Fillipi recebia boletos de depósitos de empreiteiras que se dispuseram a fazer doações para a campanha.

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Estadão.com.br – Atualizada às 21h16

PRESIDENTA DILMA ROUSSEFF dá posse a COMISSÃO da VERDADE (vídeos, foto, texto) / brasilia.df

UM clique no centro do video:

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Integrantes falam na posse da COMISSÃO:

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O Brasil e as novas gerações merecem a verdade, afirma presidenta Dilma

Presidenta Dilma Rousseff durante cerimônia de instalação da Comissão Nacional da Verdade, no Palácio do Planalto. Foto: Roberto Stuckert Filho/PR

A presidenta Dilma Rousseff afirmou hoje (16), no Palácio do Planalto, ao dar posse aos integrantes da Comissão da Verdade, que o Brasil e as novas gerações merecem a verdade. Segundo Dilma, a comissão, que terá prazo de dois anos para apurar violações aos direitos humanos ocorridas no período entre 1946 e 1988, que inclui a ditadura militar (1964-1985), não será pautada pelo revanchismo e pelo ódio.

“O Brasil merece a verdade, as novas gerações merecem a verdade e, sobretudo, merecem a verdade factual aqueles que perderam amigos e parentes e que continuam sofrendo como se eles morressem de novo e sempre a cada dia. É como se disséssemos que, se existem filhos sem pais, se existem pais sem túmulo, se existem túmulos sem corpos, nunca, nunca mesmo, pode existir uma história sem voz. E quem dá voz à história são os homens e as mulheres livres que não têm medo de escrevê-la.”.

Segundo a presidenta, a criação da Comissão da Verdade não foi movida pelo desejo de reescrever a história. Para Dilma, a instalação da comissão é a celebração da transparência da verdade de uma nação que vem trilhando seu caminho na democracia.

“Ao instalar a Comissão da Verdade não nos move o revanchismo, o ódio ou o desejo de reescrever a história de uma forma diferente do que aconteceu, mas nos move a necessidade imperiosa de conhecê-la em sua plenitude, sem ocultamentos, sem camuflagens, sem vetos e sem proibições”.

Dilma afirmou que os sete integrantes da Comissão da Verdade – Cláudio Fonteles, Gilson Dipp, José Carlos Dias, João Paulo Cavalcanti Filho, Maria Rita Kehl, Paulo Sérgio Pinheiro e Rosa Maria Cardoso da Cunha – foram escolhidos pela competência e pela capacidade de entender a dimensão do trabalho que vão executar.

“Ao convidar os sete brasileiros que aqui estão e que integrarão a Comissão da Verdade, não fui movida por critérios pessoais nem por avaliações subjetivas. Escolhi um grupo plural de cidadãos, de cidadãs, de reconhecida sabedoria e competência. Sensatos, ponderados, preocupados com a justiça e o equilíbrio e, acima de tudo, capazes de entender a dimensão do trabalho que vão executar. Trabalho que vão executar – faço questão de dizer – com toda a liberdade, sem qualquer interferência do governo, mas com todo apoio que de necessitarem”, disse a presidenta.

Na cerimônia, a presidenta também falou sobre a Lei de Acesso à Informação, que passa a vigorar a partir de hoje, junto com a Comissão da Verdade.

“A nova lei representa um grande aprimoramento institucional para o Brasil, expressão da transparência do Estado, garantia básica de segurança e proteção para o cidadão. Por essa lei, nunca mais os dados relativos à violações de direitos humanos poderão ser reservados, secretos ou ultrassecretos”.

ELEIÇÕES NA FRANÇA: Hollande vence Sarkozy…

 …e socialistas voltam ao poder.

François Hollande diz querer ter “uma presidência normal”. Foto: AFP

PARIS, França (AFP) – O socialista François Hollande foi eleito presidente da França neste domingo 6 ao derrotar o atual chefe de Estado, o conservador Nicolas Sarkozy, no segundo turno das eleições francesas.

Em seu primeiro discurso como presidente eleito, Hollande afirmou que a “austeridade não deve ser uma fatalidade” entre os diversos governos de uma Europa em crise.

“Hoje mesmo, responsável pelo futuro do nosso país, estou ciente de que toda a Europa nos observa”. “Na hora em que o resultado foi anunciado, tive a certeza que em diversos países europeus houve um sentimento de alívio e de esperança, de que, por fim, a austeridade não deve ser mais uma fatalidade”, disse Hollande, que obteve 52% dos votos.

“Neste 6 de maio, os franceses escolheram a mudança para me levar à presidência da República” e estou “orgulhoso por ter sido capaz de devolver esta esperança”. “Prometo ser o presidente de todos”.

“Envio uma saudação republicana a Nicolas Sarkozy, que dirigiu a França durante cinco anos e que por isto merece nosso respeito”.

Sarkozy reconheceu a derrota no início da noite e chamou Hollande de “novo presidente” que o “povo francês elegeu de forma democrática e republicana”.

O atual chefe de Estado assumiu “toda a responsabilidade pela derrota” e comunicou a seus partidários que não liderará a luta para as eleições legislativas, previstas para 10 e 17 de junho.

LULA É LAUREADO COM O ‘FOUR FREEDOMS AWARD’

O ex-presidente brasileiro Luís Inácio Lula da Silva será laureado este ano com o ‘International Four Freedoms Award’. Lula receberá o prêmio por sua luta de anos contra as desigualdades sociais e econômicas no Brasil. A notícia foi divulgada nesta quarta-feira na Holanda pela Fundação Roosevelt.
A fundação afirma que a luta implacável de Lula contra a pobreza no Brasil continua a ser fonte de inspiração para povos e líderes mundiais.
Outros premiados pela Fundação Roosevelt em 2012 são o canal de televisão Al Jazeera, que receberá o Freedom of Speech and Expression Award por seu compromisso com a liberdade de imprensa; sua santidade Arcebispo Bratholomeu I, da Igreja Católica Ortodoxa Hispânica, laureado com o Freedom of Worship Award por sua dedicação à liberdade e conciliação religiosa; a indiana Ela Ramesh Bhatt, indicada para o Freedom of Want Award por seu trabalho contra a opressão das mulheres na Índia; e Hussain Al-Shahristani, ministro da energia do Iraque, que por seus esforços pela democracia em seu país receberá o Freedom from Fear Award.
A entrega do prêmio a Lula e aos outros homenageados acontecerá no dia 12 de maio na Nieuwe Kerk, na cidade de Middelburg, na Holanda.

LUIZ INÁCIO LULA DA SILVA
Lula’s rise from abject poverty to the Presidency of Brazil, and his determination to rid Brazil of the extreme poverty and social injustice that for too long has plagued the less fortunate of his countrymen, has been an inspiration to the world community.

Leia mais em: O Esquerdopata: Lula é laureado com o ‘Four Freedoms Award’
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PRIMEIRO ENCONTRO MUNDIAL DE BLOGUEIROS divulga a Carta de Fóz do Iguaçu

 

Carta de Foz do Iguaçu

 

O 1º Encontro Mundial de Blogueiros, realizado em Foz do Iguaçu (Paraná, Brasil), nos dias 27, 28 e 29 de outubro, confirmou a força crescente das chamadas novas mídias, com seus sítios, blogs e redes sociais. Com a presença de 468 ativistas digitais, jornalistas, acadêmicos e estudantes, de 23 países e 17 estados brasileiros, o evento serviu como uma rica troca de experiências e evidenciou que as novas mídias podem ser um instrumento essencial para o fortalecimento e aperfeiçoamento da democracia.

Como principais consensos do encontro – que buscou pontos de unidade, mas preservando e valorizando a diversidade –, os participantes reafirmaram como prioridades:

– A luta pela liberdade de expressão, que não se confunde com a liberdade propalada pelos monopólios midiáticos, que castram a pluralidade informativa. O direito humano à comunicação é hoje uma questão estratégica;

– A luta contra qualquer tipo de censura ou perseguição política dos poderes públicos e das corporações do setor. Neste sentido, os participantes condenam o processo de judicialização da censura e se solidarizam com os atingidos. Na atualidade, o WikiLeaks é um caso exemplar da perseguição imposta pelo governo dos EUA e pelas corporações financeiras e empresariais;

– A luta por novos marcos regulatórios da comunicação, que incentivem os meios públicos e comunitários; impulsionem a diversidade e os veículos alternativos; coíbam os monopólios, a propriedade cruzada e o uso indevido de concessões públicas; e garantam o acesso da sociedade à comunicação democrática e plural. Com estes mesmos objetivos, os Estados nacionais devem ter o papel indutor com suas políticas públicas.

– A luta pelo acesso universal à banda larga de qualidade. A internet é estratégica para o desenvolvimento econômico, para enfrentar os problemas sociais e para a democratização da informação. O Estado deve garantir a universalização deste direito. A internet não pode ficar ao sabor dos monopólios privados.

– A luta contra qualquer tentativa de cerceamento e censura na internet. Pela neutralidade na rede e pelo incentivo aos telecentros e outras mecanismos de inclusão digital. Pelo desenvolvimento independente de tecnologias de informação e incentivo ao software livre. Contra qualquer restrição no acesso à internet, como os impostos hoje pelos EUA  no seu processo de bloqueio à Cuba.

Com o objetivo de aprofundar estas reflexões, reforçar o intercâmbio de experiências e fortalecer as novas mídias sociais, os participantes também aprovaram a realização do II Encontro Mundial de Blogueiros, em novembro de 2012, na cidade de Foz do Iguaçu. Para isso, foi constituída uma comissão internacional para enraizar ainda mais este movimento, preservando sua diversidade, e para organizar o próximo encontro.

 

Kadafi – por philomena gebran / rio de janeiro

 

Acabo de ver transmitida pela Globonews,  parte da história do mais terrível ditador de todos, os tempos, se é que é que é possível dizer “o mais terrível “ quando todos os ditadores, são sinônimos de terror, sem exceções. Mas o que mais me impressionou, foi como todos os chefes de estado do Ocidente há seu tempo, se curvaram diante desse ditador prestando-lhe honras de grande estadista, preocupando-se, inclusive em achar lugares aprazíveis para a montagem de suas tendas. Eram os interesses econômicos falando mais alto, que as atrocidades muito bem conhecidas de todos, que Kadafi praticava com seu povo. Mas para os políticos em ação, o que é o povo diante dos interesses capitalistas e do petróleo que poderiam obter da Líbia, bajulando seu ditador; os interesses falam mais alto; o povo que se dane. O que me deixa ainda perplexa é que todos agora criticam as comemorações do povo, nas ruas da Líbia pela captura e morte do seu algoz; sem estabelecer nenhum  juízo de valor, me solidarizo com o povo líbio pela sua vitória e vida longa a esse bravo povo revolucionário, que lutou e resistiu até conseguir sua Vitória.

General afirma que Jobim é prepotente e ‘já foi tarde’

A queda de Nelson Jobim do Ministério da Defesa, no último dia 4, trouxe à tona o ressentimento de oficiais das Forças Armadas com supostas humilhações impostas a militares pelo ex-chefe.

Um artigo do general reformado Luiz Gonzaga Schroeder Lessa, ex-presidente do Clube Militar, expõe mágoas da caserna e afirma que o ex-ministro tinha “psicótica necessidade de se fantasiar de militar” e “já vai tarde”.

O texto foi publicado no site da Academia Brasileira de Defesa e circula desde o fim de semana em blogs de militares. Escrito como desabafo dirigido a Jobim, sugere que parte da classe se sentiu vingada com sua demissão.

Caio Guatelli-13.jan.2010/Folha Imagem
O ex-ministro da Defesa Nelson Jobim durante visita a instalação brasileira no Haiti; ele deixou o cargo no início do mês
O ex-ministro da Defesa Nelson Jobim durante visita a instalação brasileira no Haiti; ele deixou o cargo no início do mês

“Como um dia é da caça e outro do caçador, o senhor foi expelido do cargo de forma vergonhosa, ácida, quase sem consideração a sua pessoa, repetindo os atos que tantas vezes praticou com exemplares militares que tiveram […] a desventura de servir no seu ministério”, diz.

“Por tudo de mal que fez à nação, enganando-a sobre o real estado das Forças Armadas, já vai tarde. Vamos ficar livres das suas baboseiras, das suas palavras ao vento, das suas falácias.”

O general afirma que o perfil do ex-ministro publicado pela revista “Piauí” “retrata com fidelidade” o “seu ego avassalador, que julgava estar acima de tudo e de todos, a prepotência, a arrogância e a afetada intimidade com os seus colaboradores”.

Na reportagem, que precipitou a demissão do ex-ministro, Jobim chama a ministra Ideli Salvatti (Relações Institucionais) de “fraquinha” e diz que Gleisi Hoffmann (Casa Civil) “nem sequer conhece Brasília”.

Em outro trecho, que irritou os militares, a repórter narra uma cena em que ele usa tom ríspido para dar ordens ao almirante José Alberto Accioly Fragelli, diante de outros oficiais e de civis.

O artigo critica o ex-ministro por posar de farda, “envergando uniformes que não lhe cabiam não apenas por seu tamanho desproporcional, mas, também, pela carência de virtudes básicas”.

 

BERNARDO MELLO FRANCO
DE SÃO PAULO

Roberto Sosa: a poesia como arma de resistência em Honduras – giorgio trucchi / tegucigalpa

Os desprovidos, os excluídos e a injustiça social que reina em Honduras foram os elementos fundamentais de sua obra. Na madrugada de 23 de maio, aos 81 anos, faleceu o grande poeta hondurenho Roberto Sosa, o primeiro latino-americano a receber o Prêmio Adonáis de Poesia, concedido anualmente na Espanha, em 1968. Três anos depois, ganhou o Prêmio Casa de las Américas, de Cuba, por sua obra Un mundo para todos dividido. Três dias antes de fechar os olhos para sempre, Sosa soube que receberia mais um reconhecimento: o prêmio espanhol Rafael Alberti pelo conjunto de sua obra.

Wikicommons

“Os pobres são muitos e por isso é impossível esquecê-los”, diz um dos poemas de Sosa 

Foi um dos intelectuais mais importantes dos últimos 60 anos de seu país e da América Latina. “Sosa sempre teve uma visão muito crítica a respeito da impressionante desigualdade de nossa sociedade hondurenha, onde a imensa maioria da população se encontra desprovida e um setor minoritário é proprietário da maior parte da riqueza”, disse ao Opera Mundi a catedrática universitária e ativista das Mujeres en Resistencia de Honduras, Anarella Vélez Osejo.

Uma desigualdade que o poeta viveu na própria carne. Natural de Yoro, norte de Honduras, vindo de uma família de recursos muito escassos, Sosa se manteve a vida inteira com o que ganhava com o trabalho literário. “Sempre esteve ao lado das pessoas à margem da sociedade e esta posição é vista em sua literatura. Entre sua vida e sua obra, nunca houve contradição. Foi uma pessoa coerente com seu afazer literário e seu posicionamento político e social”, afirmou Vélez Osejo.

FHC e as oposições – por joão batista do lago / curitiba

Não tenhamos quaisquer dúvidas: o “papel da oposição” é Oposição. Se isto não se der como fato idiossincrático o que se percebe ou o que se assiste é, tão-somente, uma tipologia de não-Oposição. Contudo, desde logo, vale destacar que isto não invalida quaisquer processos de “Diálogo” entre os atores ou agentes de uma determinada oposição. Neste sentido podemos afirmar que um dos atributos essenciais de uma oposição – de fato e de direito – é a “Dialética”, isto é, processo e arte de se buscar a verdade pelo diálogo e pela discussão.

Penso que o principal papel da oposição seja, de fato, a busca da Verdade como significante e significado absolutos e com conceitos cristalinamente bem definidos, no sentido de ocupar espaço (ou espaços) onde a “opinião” governante ou da maioria se imponham, arbitrariamente, como verdade absoluta, ou seja, como realidade última que abrange a totalidade do real e que fundamenta tanto sua constituição quanto sua explicação; como um axioma.

Penso que o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso sugeriu em seu artigo debater “O Papel da Oposição”, a partir do conceito de valor, tal qual sinalizei no parágrafo anterior. Após leitura crítica, o texto deu – para eu, e tão-somente para eu – a impressão de querer introjetar no inconsciente coletivo da política nacional, sobretudo daquela que se encontra no campo oposicionista, um processo de criticidade imanente, ou seja, constante e perdurável. Aos meus olhos, o artigo do ex-presidente é muito mais didático (do ponto de vista da sociologia política) que, propriamente, político-partidário.

Ouso inferir que, no Brasil, não temos Oposição. O que vejo é, quando muito, o exercício de correntes políticas com um determinado grau de antagonismo figurado, isto é, simplória rivalidade entre pessoas ou instituições. E isto vale (até mesmo) para o professor FHC, que muitas vezes utilizara-se dessa metástase. Porém, isto não invalida a sua retórica no que concerne ao papel da oposição segundo os preceitos da Ciência Política que, per se, reconhece a dificuldade em definir o “papel que os grupos ou indivíduos assumem e desempenham no contexto da sociedade (…) que objetivam fins contrastantes com fins identificados e visados pelo grupo ou grupos detentores do poder econômico ou político”[1].

Percebo, ainda que empiricamente, que esse papel não se dá nem no todo nem em parte da oposição brasileira. Percebo, também, que, no Brasil, e nas três partes da Federação (União, Estados e Municípios), isto é, nas instâncias de poder político, acontece a geração do “Sujeito Fisiológico”, ou seja, o País é useiro e vezeiro da prática que se caracteriza pela busca de vantagens pessoais em detrimento do interesse público. Percebo, mais uma vez, no campo da oposição brasileira e segundo Robert A. Dahl (Political opositions in western democracies; 1966), a ausência de elementos, ou de atributos, tais como: 1) coesão orgânica ou concentração dos opositores; 2) caráter competitivo da Oposição; 3) pontos-chaves de desenvolvimento da competitividade entre a oposição e a maioria; 4) caráter distintivo e identificável da oposição; 5) objetivos da Oposição; 6) sua estratégia.

Ora, nesse contexto, a Oposição não se percebe e não se entende e tampouco se compreende cheia do “espírito santo”, em outras palavras: transbordante em si-mesma do papel limitador e do controle crítico do poder da maioria que é exercido, no plano formal, mediante o exame da legitimidade da atividade legislativa desenvolvida pela maioria , e, no plano essencial, mediante a defesa dos direitos das minorias dissidentes e a alternativa política do poder.

Portanto, e de maneira constrangida, encerro este artigo-editorial salientando o caráter mesquinho, tolo e mesmo chulo, da oposição brasileira que, nem por um instante, sequer, ousou perquirir-se a respeito de-si como sujeito político capaz de responder aos anseios de toda uma população que explode em demandas sociais, econômicas, políticas, culturais… etc. Antes, preferiu a logorreia dissonante dos arautos ou pregoeiros patrocinadores ou, então, mecenas da cultura política de corpo, alma e espírito vagabunda.


[1] Dicionário de Política / Norberto Bobbio, Nicola Matteuci e Gianfranco Pasquino; p. 846.