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Espaço Cultural BRDE abre as portas para a exposição “Imagens da Alemanha”, pela primeira vez no Brasil. / curitiba


Recém-chegada da Bolívia, a exposição “Deutschlandbilder”Imagens da Alemanha desembarca no Brasil e será vista em apenas duas cidades: Curitiba e Porto Alegre. O Espaço Cultural BRDE – Palacete dos Leões foi escolhido pelo Goethe-Institut para receber a exposição que reflete o olhar de oito fotógrafos sobre a Alemanha. “No ano em que o mundo lembra os vinte anos da queda do muro que, entre 1961 e 1989, dividiu a Alemanha em duas partes, o Goethe-Institut Curitibaem parceria com o Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul, através de seu Espaço Cultural, apresenta ao público algumas impressões da Alemanha atual, sem que esses trabalhos caiam numa vertente de fotografia oficial ou representativa. Seguindo o princípio de autoria, os fotógrafos se dedicaram a temas que fossem de seus interesses e de suas experiências pessoais” comenta a diretora do Goethe-Institut Curitiba, Claudia Römmelt.

“Deutschlandbilder”Imagens da Alemanha, única exposição fotográfica do ano no Espaço Cultural BRDE, foram exibidas pela primeira vez no outono de 2005 em Berlim, numa coletiva de todos os 17 fotógrafos da Agência OSTKREUZ. Um tema recorrente é o conceito da pátria, como afirmação geográfica, social e política, e também como expressão de sentimentos e saudade. Desta grande exposição, o Goethe-Institut selecionou oito fotógrafos, em parceria com OSTKREUZ, para rodar o mundo. “A história da OSTKREUZ, de certa maneira, se funde com a história da Alemanha, integrando aos poucos os membros da parte oriental e ocidental. A Agência foi fundada em Berlim, em 1990, por sete renomados fotógrafos da Alemanha oriental. Contando no ínterim com 17 integrantes, da Alemanha oriental e ocidental, ao longo dos anos, a OSTKREUZ tornou-se uma instituição estável e reconhecida”, explica Claudia Römmelt.

Este ano as Imagens da Alemanha já passaram pelo Chile e Bolívia. No Palacete dos Leões elas permanecem até o dia seis de novembro. Depois de Curitiba, “Deutschlandbilder”, segue para a Galeria do Goethe-Institut em Porto Alegre.

Quem são os fotógrafos de “Deutschlandbilder” Imagens da Alemanha

– Thomas Meyer capta o sentimento de pátria em fotografias da Ilha Spiekeroog, no norte da Alemanha.  Para muitos alemães, Spiekeroog significa viver em harmonia com a natureza, respirar ar puro, descobrir o ócio, usufruir de uma bela paisagem, encontrar a si próprio.  A ilha é uma localidade extremamente idílica. Não há automóveis, ruídos, poluição.

– Anne Schönharting direciona seu olhar para uma “pátria substituta” temporária, oferecida a crianças abandonadas que encontraram abrigo em um prédio de uma ex-escola. Seus retratos contam de saudade e solidão, de desilusão e agressões, de perda da esperança e perda de identidade.

– Sibylle Bergemann, por sua vez, se dedica à busca de vestígios no passado da ex-RDA (República Democrática Alemã). Um olhar melancólico sobre uma pátria gradativamente entregue ao esquecimento é transmitido pelas fotografias ampliadas em Polaroid – reminiscências de um mundo que, poucos anos atrás, era cheio de vida.

– Linn Schröder descobre em momentos capturados a qualidade poética do cotidiano. A série Uma parcela é composta de instantâneos. A fotógrafa direciona seu olhar sobre cenários enigmáticos, como, por exemplo, três elefantes em uma paisagem invernal em frente à Igreja ou sobre um homem que acaba de fotografar um motivo invisível, escondido atrás de um monte de pedras.

– Annette Hauschild também fotografa o cotidiano em sua série No domingo.  Nos países de tradição cristã, o domingo é o dia semanal de festas e descanso, mas o significado original deste dia está sendo esquecido. Annette capta, ocupações “clássicas” de domingo, como a ida à igreja ou o piquenique no parque.

Jordis Antonia Schlösser fotografou as regiões de Halle-Neustadt e Garzweiler, duas localidades características pela falta de habitantes que se tornaram sinônimo de “perda de pátria”. Aproximadamente 30% das moradias estão vazias. Sem emprego, os habitantes deram as costas às cidades. O vazio, típico da região oriental da Alemanha, está registrado nas fotografias em preto e branco.

– Ute Mahler, em sua série Novos velhos, registrou pessoas que, apesar da idade avançada, são engajadas e transmitem a impressão de energia e vitalidade. As fotografias são tanto transposições vivas e coloridas como humorísticas de um tema que, em decorrência da procura de juventude e beleza eternas, ganha cada vez maior importância.

– Wolfgang Bellwinkel, em contraposição, se ocupa em sua série Pátria com os projetos de vida da geração jovem.  Bellwinkel viajou pela província alemã e perguntou aos jovens casais sobre suas idealizações de pátria e felicidade pessoal.  Seus retratos cuidadosamente encenados e apresentações precisamente compostas de concepções idílicas são reunidas numa seqüência fotográfica conscientemente sublinhadas (überzeichneten) por “paisagens fantásticas”,  que questionam subjetivamente determinados clichês do conceito pátria, sem jamais expô-las ao ridículo.

Neue Alte

Neue Alte – Ute Mahler

An der NordseeAn der Nordsee – Thomas Meyer

Heimat IIHeimat – Wolfgang Bellwinkel

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Mais informações sobre a Agência de Fotografia OSTKREUZ no site http://www.ostkreuz.de/

Para saber mais sobre o Instituto Goethe Curitiba e suas exposições itinerantes acessewww.goethe.de/curitiba

“Deutschlandbilder” – Imagens da Alemanha

Abertura

08 de outubro às 19hs

Exposição

De 09/10 a 06/11

Segunda a sexta-feira, 12h30 às 18h30

Espaço Cultural BRDE – Palacete dos Leões

Av. João Gualberto, 530/570 (com estacionamento)

Alto da Glória – Curitiba -PR

Informações: (41) 3219-8056

BRDE