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INEFÁVEL poema de cruz e souza

Nada há que me domine e que me vença  
Quando a minha alma mudamente acorda…  
Ela rebenta em flor, ela transborda  
Nos alvoroços da emoção imensa. 

Sou como um Réu de celestial sentença,  
Condenado do Amor, que se recorda  
Do Amor e sempre no Silêncio borda  
De estrelas todo o céu em que erra e pensa. 

Claros, meus olhos tornam-se mais claros 
E tudo vejo dos encantos raros  
E de outras mais serenas madrugadas! 

Todas as vozes que procuro e chamo  
Ouço-as dentro de mim porque eu as amo  
Na minha alma volteando arrebatadas