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SER MULHER – por joanna andrade / miami.usa

Ser Mulher nao é apenas saber que os homens são de Marte e as mulheres são de Venus como dizem por aí.

Ser Mulher nao é padecer num paraíso como falam esses poemas popularescos.

Também não é como minha mãe diz ‘ minha filha, a Mulher educa o homem ‘ .

Ser Mulher para muitos é ter as unhas e os cabelos bem feitos, estar perfumada, sexy, gostosa, carnuda, suculenta.

Para outros, ser Mulher é pilotar bem um forno e um fogão, ter pão feito em casa, saber quando fazer bolinho de chuva, manter as roupas engomadas e os filhos limpos e educados. Esta pode ser incluída no rol da Mulher café da manhã, almoço e jantar, cama, mesa e banho.

Ser Mulher varia de acordo com as culturas todas espalhadas por este mundo.

A figura da Mulher já foi estilo Monalisa, Marilyn Monroe, Feliniana, Garota de Ipanema, Simone de Beauvoir, Silvya Plath, Dona Benta e outras.

Somos consumidas de acordo com nossos méritos culinários, esculturais, educacionais, profissionais, materiais, intelectuais, sexuais,  maternais etc e tal.

Ser mãe, ser esposa, ser motorista de filhos, ser cozinheira, trabalhar fora de casa porque dentro não conta, ser amante, ser diarista, ser tudo e mais um pouco e ser perfeita.

Ser Mulher é um horror !!!!

Eu quero ser apenas um ser humano e poder ser Mulher quando eu quiser.

Feliz Dia Internacional da Mulher!

NESTE DIA INTERNACIONAL DA MULHER: OS PALAVREIROS DA HORA fazem singela homenagem à TODAS AS MULHERES na pessoa fantástica de BERTHA MARIA JÚLIA LUTZ


1894 – 1976

Ativista brasileira nascida em São Paulo, uma das pioneiras do movimento feminista no Brasil e a quem as mulheres brasileiras devem a aprovação da legislação que lhes outorgou o direito de votar e serem votadas (1932). Filha da enfermeira inglesa Amy Fowler e do cientista e pioneiro da medicina tropical Adolfo Lutz, foi educada na Europa, onde tomou contato com a campanha sufragista inglesa. Formou-se em Biologia na Sorbonne e, voltando ao Brasil (1918), ingressou por concurso público como bióloga no Museu Nacional, a segunda mulher a ingressar no serviço público brasileiro. Empenhada na luta pelo voto feminino, ao lado de outras pioneiras criou a Liga para a Emancipação Intelectual da Mulher (1919), que foi o embrião da Federação Brasileira pelo Progresso Feminino, a FBPF. Representou as brasileiras na assembléia-geral da Liga das Mulheres Eleitoras, nos Estados Unidos (1922), onde foi eleita vice-presidente da Sociedade Pan-Americana. Finalmente, dez anos depois (1932), em 24 de fevereiro, por decreto-lei do presidente Getúlio Vargas, foi assinado o novo Código Eleitoral, onde estava previsto o direito de voto às mulheres. Dois anos depois, a Constituição (1934), de cujo comitê elaborador participaram ela pela FBPF e Nathercia Silveira, da Aliança Nacional de Mulheres, garantiu às mulheres a igualdade de direitos políticos. Nas eleições parlamentares seguintes, candidatou-se pela Liga Eleitoral Independente, ficando na primeira suplência, mas assumindo a cadeira de deputada na Câmara Federal (1936), pela morte do titular, Cândido Pereira. No exercício parlamentar defendeu mudanças na legislação referente ao trabalho da mulher e do menor, a isenção do serviço militar, a licença de 3 meses para a gestante e a redução da jornada de trabalho, então de 13 horas. No ano seguinte (1937) Vargas fechou as casas legislativas, decretando o Estado Novo. Assim, encerrou-se a sua carreira como parlamentar e arrefeceu-se a capacidade de mobilização da FBPF, de cuja direção ela foi gradualmente se afastando. Porém continuou no serviço público, até que se aposentou como chefe do setor de botânica do Museu Nacional (1964). Anos depois (1975), Ano Internacional da Mulher, estabelecido pela ONU, integrou a delegação brasileira no primeiro Congresso Internacional da Mulher, realizado na capital do México, uma das suas últimas participações públicas em defesa dos direitos femininos. Faleceu no Rio de Janeiro, em setembro do ano seguinte, conhecida como a maior líder na luta pelos direitos políticos das mulheres brasileiras.

NESTE DIA DA MULHER: BREVE EXORTAÇÃO A ALGUNS HOMENS – por zuleika dos reis / são paulo

Queridos: sede companheiros, em verdade e de verdade, das mulheres. Companheiros em pensamento, companheiros nas palavras, companheiros em vossas ações.
Sede companheiros de vossas mães, de vossas irmãs, de vossas amigas, de vossas colegas, de vossas namoradas, de vossas esposas, de vossas filhas, de vossas amantes, também da(s) outra(s) de vossas esposas(… )
Companheiros homens: sede companheiros de vossas mulheres e também de  todas com as quais estiverdes em contato cotidiano, na vida profissional ou meramente no acaso dos ônibus, das ruas, dos becos…
Sede companheiros das mulheres que muitas vezes acabam por se ver, por força da NECESSIDADE, como uma espécie onipotente, onipresente, como se foram deusas. Não são. São apenas seres humanos, falíveis, feitos não só depensamentos sublimes, maternais, mas às vezes também, como quase todos, de pensamentos pouco nobres e da mais dilacerada solidão. Afinal, chega a ser sobre humano, para tantas,  a necessidade de serem, simultaneamente, o homem e a mulher de suas próprias vidas, vidas a englobar de filhos a velhos pais, alquebrados e impotentes; mulheres a sobreviverem muitas vezes, com o sacrifício de suas mais intransferíveis e recôndidas necessidades individuais.
Queridos: assim como acordamos o “homem” em nós, acordai a mulher em vós. Dir-me-eis: “Afinal, se somos tão centrados em nossas próprias necessidades,  não são vós, mulheres, as responsáveis diretas por nos termos tornado assim, tal como dizeis? ”  Tendes boa parte de razão: a maioria de nós, mulheres, tem educado seus filhos homens para serem reis, cuja função primordial deveria ser a de servir, e que acabam existindo para serem servidos. Aliás, um mundo justo deveria ser pautado pelo princípio de que cada ser, homem e mulher, veio ao mundo para servir e para ser servido, isto é, para a prestação mútua de serviços. Alguns dirão: “Há serviços que cabem aos homens, outros às mulheres”. Desculpem, mas penso ser este discurso ideologicamente muito conveniente para que o status quo permaneça sempre como tem sido, a serviço de um patriarcado que jamais deixou de exercer seu pleno poder, apesar das indiscutíveis conquistas femininas no mundo exterior ao lar.
Proponho-vos uma rebelião: Inicialmente, fazei crescer,  multiplicai em vós, dentro de vós, na “mulher” que também vos habita o interior, os pensamentos, as palavras, as intenções de cumplicidade para com as mulheres, vossas companheiras de espécie neste mundo. Transformai então, toda essa energia em palavras e ações efetivas e vereis, certamente, crescerem as sementes de um novo tempo, de uma nova realidade, verdadeiramente humana, verdadeiramente fraternal.

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EINSTEIN- ilustração do site.

A MULHER: FRASES QUE FICARAM PARA SEMPRE

A maior covardia de um homem é despertar o amor de uma mulher sem ter a intenção de amá-la.

Bob Marley

Entre um homem moço e uma mulher bonita, a amizade pura, a amizade intelectual é impossível. O homem e a mulher são, fundamentalmente, irredutivelmente, inimigos. Só se aproximam para se amar – ou para se devorar.

Júlio Dantas


A mulher foi feita da costela do homem, não dos pés para ser pisada, nem da cabeça para ser superior, mas sim do lado para ser igual, debaixo do braço para ser protegida e do lado do coração para ser amada.

Maomé


Nunca confie na mulher que diz a verdadeira idade, pois se ela diz isso… Ela é capaz de dizer qualquer coisa.

Oscar Wilde

A mulher que se preocupa em evidenciar a sua beleza anuncia ela própria que não tem outro maior mérito.

Julie Lespinasse

Uma mulher perdoará um homem por tentar seduzi-la, mas não o homem que perde essa oportunidade quando lhe é oferecida.

Charles Talleyrand-Périgord


Deixemos as mulheres bonitas aos homens sem imaginação.

Marcel Proust

SOU MULHER de rita maria medeiros de almeida / porto alegre

Gentil, fiel e pecadora
Na humildade tenho a grandeza
O brilho do sol tenho nos olhos
Nos sonhos tenho o romance das estrelas

No corpo tenho o pecado e a atração
De bondade um olhar infinito
Se durmo sozinha na solidão
No meu coração está o mor mais  bonito.

Sou mulher!
posso ser amante e companheira
Esposa leal, mãe extremosa
Posso ser o anjo benfazejo
Que lhe atende e lhe ama a toda hora.

Posso ser o pecado em uma vida
A desgraça de um homem sem história
Posso estender a mão ao maldito
Posso levantar quem não tem hora

Sou mulher!
Sou anjo em uma vida, diabo em outra
Sou estrela que quia a toda hora
Sou aquela que tira a melancolia
Sou a pessoa que muda a sua história

Sou Mulher!