Arquivos de Tag: música

CARMEN MONARCHA e ANDRÉ RIEU : AVE MARIA DE GOUNOD / paris

UM clique no centro do video:

.

Composição: Johann Sebastian Bach/ Charles Gounod

.

Ave Maria, gratia plena
Dominus tecum
Benedicta tu in mulieribus
Et benedictus fructus
ventri tui Jesus.
Sancta Maria
Ora pro nobis peccatoribus
Nunc et in hora mortis
nostrae. Amen.

SOBRE NÓS E ELOS de marilda confortin / curitiba

Acontece,

que somos elos de uma corrente

feita por um desses deuses dementes

que se divertem com a desgraça da gente.

Acontece,

que estamos sempre a procura

de uma corrente segura

pra nos encaixar.

Mas, acontece

que essa maldita corrente

sempre arrebenta no mesmo lugar.

Acontece,

que existem elos perdidos

que vieram ao mudo

só para serem partidos.

Elos órfãos,

que vivem sós,

que se amam,

mas não se atam,

como nós.

As vezes me pego sonhando

com um universo paralelo,

cheínho de elos,

todos sem par.

Quem sabe é por lá

que nossos chinelos

vão se encontrar.

COISAS de MARIA JOÃO convida para ouvir MAURO ALBERT e amigos / ilha de santa catarina

07 de maio de 2010 Mauro Albert (viola 10 cordas), Guinha Ramires(violão) e Leandro Fortes (guitarra)

O violeiro e compositor paranaense Mauro Albert,  tem trabalhado no cenário da música instrumental com distintas parcerias.

Nesta noite, num encontro intimista reune -se com dois outros reconhecidos músicos radicados em Florianópolis: Guinha Ramires e Leandro Fortes.

O repertório mostra a enorme diversidade musical brasileira, transitando por gêneros nordestinos, caipiras, gaúchos, sem esquecer do samba, choro, e indo além das fronteiras, passeando pela salsa, tango, jazz e rock, que você poderá apreciar à pouquíssima distância dos artistas.

Café Pequeno é para poucas pessoas. Com capacidade para aproximadamente 30 pessoas, é necessário fazer sua reserva antecipadamente e chegar até às 21h para garantir seu lugar.

Valor: R$ 15,00

Venda antecipada com lugar marcado no local.

Reservas no local ou pelos telefones 48 3209 9562/ 9107 4457/ 8482-5913

Local: Coisas de Maria João, o seu café com cultura!´

Rod. Gilson da Costa Xavier, 1172 (Estrada geral para Sambaqui) Sambaqui- Florianópolis

AMOR FINA – de marilda confortin / curitiba

(composição musical de Gerson Bientinez)

O que mata,

não é a dor de perder quem se ama.

Enquanto maltrata

ainda há chama

há seiva

há gana

há chance

de reascender.

O que mata,

não é a lembrança,

é a indiferença.

Não é o que se pensa,

é o que se dispensa.

Não, a vida não acaba

quando o mundo desaba

“eu que aprenda a levantar”

A vida fenece

quando anoitece e endiece

na rotina,

nada começa,

nada termina,

o amor desvanece,

neblina.

A vida termina,

quando o coração adormece,

amortece,

amorfina.

Morre Ivo Rodrigues, vocalista da banda Blindagem / curitiba

foto de marcelo elias.

Músico tinha 61 anos e não resistiu a complicações de um câncer. Corpo será velado no Teatro Guaíra; enterro está programado para 17 horas, no Cemitério Municipal

O vocalista da banda Blindagem, Ivo Rodrigues Jr., morreu aos 61 anos na noite desta quinta-feira (8) no Hospital de Clínicas de Curitiba, vítima de uma parada cardiorrespiratória decorrente de complicações em função de um câncer.

O velório acontecerá a partir das 9h no hall do Teatro Guaíra. O cortejo partirá às 16h30 aoCemitério Municipal, onde às 17h horas acontecerá o sepultamento. Ivo era casado e deixa dois filhos.

Segundo a assessoria de imprensa do músico, há um mês a equipe médica que o acompanhava detectou um tumor no canal da uretra do músico, mas o câncer já estava em estágio avançado. Em julho do ano passado, ele foi submetido a um transplante de fígado, em razão de uma cirrose hepática.


História

Ivo nasceu em Porto Alegre (RS), mas com três anos de idade se mudou para Curitiba com a família. O músico assumiu o vocal da banda Blindagem em 1969, uma das mais tradicionais do Paraná. Além de se manter por três décadas nos microfones da banda, o vocalista também se notabilizou por manter sólida parceria com o poeta curitibano Paulo Leminski.

O contato com a música começou cedo, com a participação de programas de auditórios em rádios e em programas de calouros na televisão. Em 1966, foi eleito o melhor cantor do Sul do Brasil, conquistando o “Troféu Barra Limpa”, em um programa apresentado por Júlio Rosemberg na TV Paranaense. Com isso, ganhou como prêmio um programa de duas horas, o “Juventude Alegria”, que passou a ser transmitido na emissora nas tardes de sábado.

Na Blindagem, participou de momentos históricos para o rock paranaense. Com um som agressivo e performático, variando do lírico ao pesado, a banda participou de festivais memoráveis, como o de Águas Claras. Entre os momentos mais importantes do grupo, a banda foi a responsável pela montagem do legendário espetáculo Rocky Horror Show, em 1982.

O primeiro disco foi gravado em 1981, pela Continental, com o título “Blindagem”. No mesmo ano, a banda lançou dois compactos. Em 1983, vieram mais dois compactos, com as músicas “Malandrinha” e “Me provoque pra ver”. Outro single foi lançado em 1985, pela Polygram, com a música “Operário Padrão”. O outro LP, “Cara x Coroa”, foi lançado de maneira independente em 1987.

Os trabalhos da banda tiveram reedições e versões em CD. O novo disco foi lançado em 1997, com o título “Dias Incertos”. Em junho de 2008, a Blindagem lançou seu DVD “Rock em Concerto – Banda Blindagem e Orquestra Sinfônica do Paraná”, gravado ao vivo na primeira apresentação do Rock em Concerto, em setembro de 2007.

felipe anibal.

gp

jb vidal, rettamozo e IVO RODRIGUES no pub Kapelle, falando, óbviamente, sobre música em 2008. foto da MARA proprietária do pub.

meu grande amigo IVO RODRIGUES entregou as moedas para o barqueiro. eu e outros amigos já estamos sentindo saudades.  como singela homenagem, pois não posso despedir-me dele em razão da distância, publico, entre tantas, a última composição feita para ele e sobre ele:

POEMA PARA LEVAR NO  BOLSO                      – jb vidal/2008

para IVO RODRIGUES ( BANDA BLINDAGEM)

não sou tempo

nem espaço

sou átomo desprendido

sou canção universal

faço vilas e cidades

estradas e corredores

canto a vida

canto a glória

canto o homem

canto a história

não canto

os canhões e as espadas

nucleares de outrora

canto almas repudiadas

canto santo em procissão

o verbo que se fez carne

mas carne não tem perdão

canto à Deus e querubins

aos céus e o próprio chão

canto pois ao todo tudo

canto o início e o fim

ZEZÉ e SIMÕES convidam / curitiba

WE ARE THE WORLD por 57 artistas amadores, dos estados unidos, já somam mais de 1.200.000 visualizações em 10 dias de exposição na internet

este vídeo foi gravado com equipamento para amadores, nos quartos, salas e garagem dos participantes e posteriormente editado pelos mesmos.

UM clique no centro do vídeo.

MAESTRO WALTEL BRANCO “O SHOW”

Dia 3 de fevereiro, sobem ao palco do Espaço Santander, em Porto Alegre, Waltel Branco, Cláudio Menandro, Paulo Porto Alegre (violonista erudito de São Paulo) e Ulisses Rocha. Um recital inteiro, apenas com músicas do parnanguara Waltel.

Este mesmo show deve ir a Curitiba apenas em novembro, com os quatro violonistas, mais o paranaense Mário da Silva. Aqui serão três apresentações no Teatro da Caixa (projeto foi aprovado em edital da Caixa Cultural). A produção é deAlvaro Colaço, que já promoveu, em 2008, o lançamento de um livro de partituras com composições de Waltel.

A Caixa Cultural também garantiu o patrocínio ao projeto de CD de Waltel Branco, aprovado pela Lei Municipal, e que conta com 18 violonistas e um quarteto tocando as músicas dele. O time é composto por (ordem alfabética): Alisson Alípio, André Prodóssimo, Cláudio Menandro, Eva Fampas, Ezequiel Piaz, Fabiano Zanin, Fabrício Mattos, Guinga, Hestevan Prado, Israel Bueno, João Egashira, Luiz Cláudio Ribas Ferreira, Marcello Guima, Marco Pereira, Mário da Silva, Paulo Bellinati, Quarteto Maogani, Ulisses Rocha e Waltel Branco.

As gravações começam em março, no Estúdio Trilhas Urbanas. O disco terá 2 mil exemplares. Produção de Alvaro Colaço, fotos de Gilson Camargo e direção de arte de Adalberto Camargo.

worksong – de jorge barbosa filho / curitiba


sempre admiro o meu trabalho

o meu sangue e meu suor

para fazer o melhor que posso

e cantar uma worksong.

depois de trabalhar em navios,

algodoais, ou estradas de ferro de mentirinhas.

meus braços suportam,

mas meus olhos baços, não.

quando fui teu escravo

fiz canções para te abarcar

e te abraçar de uma vez.

mas nunca tive vez.

fique sabendo que teu inimigo

é cara do teu espelho!

lamento, me dá um medo…

queria você bem, muito bem,

pra cantar junto comigo

dentro do infinito!

enquanto isto, eu trabalho

posso fazer um atrapalho

em nome de nosso amor.

mas vou cantando,

em nome, em nome não sei do quê!

meu deus…  se existe deus!

a pior coisa do amor

é levar teus pelos, teus cheiros

teus olhos, tua pele, juntos.

assim eu fico perto, de ti.

enquanto canto, canto.

e vou trabalhando.

MARILDA CONFORTIN convida para tres noites de poesia e música / curitiba

Hermeto Pascoal quer sua obra difundida e libera todas as suas 614 canções / curitiba

Com um bilhete escrito de próprio punho, ilustrado pelo desenho de um sorriso, o músico Hermeto Pascoal deu o seu recado: liberou, para gravações em CD, todas as suas músicas já gravadas. São 614 composições. “Aproveitem bastante”, arremata ele, tornando-se protagonista de mais um capítulo da história dos direitos autorais, que toma novos rumos depois da internet.

O gesto de Hermeto firma o seu passo no território do que hoje se chama de cultura livre: aquela que defende que todo bem cultural, científico e tecnológico produzido pertence à sociedade – e não exclusivamente ao seu criador. “Já terminou o tempo em que as gravadoras tinham o direito de comercializar as minhas músicas, pois eu mesmo quis cancelar os contratos que tinha com elas”, diz Hermeto. Além disso, ele explica que a sua intenção é a de facilitar para que seus “amigos de som, os músicos” possam gravar cada vez mais a sua obra, “sem burocracias e sem custos”. O mesmo artista que, em 1973, gravou um disco com o nome de A Música Livre de Hermeto Pascoal, agora devolve ao mundo o que diz ter aprendido com ele: música.


Menino Criativo

Hermeto Pascoal quer sua obra difundida e libera todas as suas 614 canções


licenciamento_declaracao hermeto



Papai Noel gaúcho com sotaque alagoano!


“Meu nome é Hermeto Pascoal. Nasci em 22 de junho de 1936, no Olho d’Água da Canoa, estado de Alagoas. Sou filho de Pascoal José da Costa e Vergelina Eulália de Oliveira”, escreveu Hermeto, no prefácio de seu livro Calendário do Som (editora Senac e Instituto Itaú Cultural, São Paulo, 2004).
Seria improvável imaginar que, no interior nordestino, um filho de agricultores, albino e de olhos frágeis, pudesse se tornar um gênio da música, com discos gravados no Brasil e no exterior, reconhecimento mundial e agenda de shows, no auge dos seus 72 anos, mais do que concorrida. No entanto, foi ali, naquele canto de mundo, na época sem luz, água encanada nem nada, que o pequeno Hermeto encontrou aqueles que costumam ser os seus maiores parceiros musicais: pássaros, bois, porcos, cavalos, formigas, o barulho do vento, do mato, da chuva. Em uma de suas muitas histórias com animais, conta da vez que assustou vizinhos porque estava de ouvido no chão tentando escutar o ciscar de patas das formigas. Ainda menino, usou de um talo de um pé de jerimum (como é chamada a abóbora, em sua terra) para improvisar um pífano e tocá-lo para os passarinhos. Quando ia se banhar na lagoa, também se demorava tocando na água. As sobras do material do seu avô ferreiro iam parar num varal que, tilintando, gerava sons. Assim passou sua infância, recheada de histórias pitorescas.
O primeiro instrumento que Hermeto aprendeu a tocar foi uma sanfona, de oito baixos, de seu pai. Tinha entre sete e oito anos de idade. Com seu irmão mais velho, José Neto, passou a tocar em festas de casamento, forrós em pé de estrada. Revesava com o irmão a sanfona e o pandeiro. Em 1950, com 14 anos, foi para o Recife com a família e ganhou trabalho se apresentando em programas de rádio. Depois, com o irmão e o sanfoneiro Sivuca, ambos albinos, formou o trio O Mundo Pegando Fogo. Em 1958, Hermeto morava no Rio de Janeiro, tocando no trio Pernambuco do Pandeiro. Três anos depois, foi para São Paulo. Nessa época, trabalhando na noite, já sabia tocar piano e flauta com muita maestria.
No Quarteto Novo, fazendo parceria com Airto Moreira, Hermeto ajudou a música Ponteio, de Edu Lobo, a ganhar o primeiro lugar no 3º Festival de Música Popular Brasileira da TV Record, em 1967. A convite de Moreira e de Flora Purim, viajou para o Estados Unidos e gravou por lá dois discos, em que atuou como compositor, arranjador e instrumentista. Tornou-se amigo de grandes jazzistas, entre eles nada menos que Miles Davis, com quem gravou duas músicas: Nem um Talvez e Igrejinha, ambas no álbum Live Evil (1970), de Davis.
De lá até hoje, o tempo parece ter passado rápido para Hermeto, músico que chega a compor uma música por dia. Foram inúmeros shows pelo Brasil e pelo mundo, parcerias e histórias das mais diversas. Uma delas aconteceu em março de 1995, quando apresentou uma sinfonia no parque do Sesc Itaquera, na cidade de São Paulo. Para esse espetáculo, Hermeto inventou instrumentos gigantes, que foram distribuídos pelo parque. No mesmo ano, um convite da Unicef o levou à cidade de Rosário, na Argentina, onde se apresentou para duas mil crianças. Detalhe do concerto: os músicos tocaram dentro de uma piscina que, invenção de Hermeto, foi montada no palco.

hermeto foto mulhero músico HERMETO PASCOAL e sua companheira ALINE MORENA.

Livre, na Internet

Não faz muito tempo que computador e internet eram assuntos pouco conhecido de Hermeto. Ao lado de Aline Moreira, sua parceira musical e de vida, ingressou no mundo digital. Aline organizou quatro sites com informações sobre as formações musicais do artista: Hermeto Pascoal e Grupo, Hermeto Pascoal Solo, Hermeto Pascoal e Big Band, Hermeto Pascoal e Orquestra Sinfônica, além, claro, do duo com ela, que se chama Chimarrão com Rapadura. Foi Aline, ainda, a responsável por apresentar ao artista a ideia de cultura livre – algo que, embora desconhecido, já soava tão familiar a Hermeto, que costuma dizer que suas músicas, quando prontas, são jogadas ao vento.
Aline responde aos e-mails endereçados a Hermeto Pascoal, como foi o caso desta reportagem à revista ARede. Ela agradece aos jornalistas por divulgar essa “tão generosa atitude de Hermeto”, se referindo ao seguinte recado deixado no site do artista: “O músico que desejar gravar um CD com algumas ou várias composições de Hermeto Pascoal já lançadas basta imprimir sua autorização, acessando a página “licenciamento” deste site!”. A página “licenciamento” nada mais é do que o bilhete escrito de próprio punho, liberando suas músicas para gravações totais ou parciais. O gesto remete, de alguma forma, a um pensamento que Hermeto expressou, em 1996, em outro recado, dessa vez rabiscado no rodapé de uma partitura (publicada no livro Calendário do Som): “A vida é linda porque estamos sempre juntos. Tudo de bom, sempre”.
Fonte:
http://produtorindependente.blogspot.com/2009/09/hermeto-pascoal-libera-para-gravacao.html

PROGRAMA do JÔ investigado pelo MPF

caricatura-28.jpg O Programa do Jô, exibido depois do Jornal da Globo pela TV Globo, está sendo investigado pelo Ministério Público Federal (MPF) no Rio de Janeiro por suposta manifestação de preconceito. A informação foi divulgada pelo MPF nesta segunda-feira(26).O programa do dia 18 de junho deste ano exibiu uma entrevista com o escritor Rui Moraes e Castro sobre a mutilação genital a que são submetidas mulheres angolanas. Após a entrevista, a campanha “Quem Financia a Baixaria é Contra a Cidadania” – projeto que visa melhorar a qualidade da programação da TV brasileira – recebeu inúmeras denúncias de organizações sociais feministas e ligadas a comunidades negras.As denúncias recebidas acusavam o entrevistado e o entrevistador de manifestação de preconceito racial, especialmente em forma de ironia. Durante o programa, o entrevistado buscou relacionar o penteado das mulheres negras de Angola com as suas vaginas. As denúncias também acusam o programa de fazer alusão à pedofilia.A procuradora dos direitos do cidadão do MPF do Rio de Janeiro, Márcia Morgado, é a responsável por averiguar se realmente houve desrespeito às comunidades negras. O caso está sendo investigado. Radioagência , Vinicius Mansur.