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CIDINHA CAMPOS, deputada estadual no RIO DE JANEIRO, faz depoimento GRAVÍSSIMO e seus pares seguem rindo. é o regime da CANALHOCRACIA. / rio de janeiro

a deputada estadual do Estado do Rio de Janeiro CIDINHA CAMPOS faz um pronunciamento contundente sobre a corrupção na assembléia legislativa e outros órgãos. vale assistir até o final. o povo brasileiro agradece.

UM clique no centro do vídeo:

DILMA empata com Serra em cenário com Ciro na disputa, diz CNT/Sensus / são paulo


No 1º cenário, Serra sobe de 31,8%, em novembro de 2009, para 33,2%.
Dilma foi de 21,7% a 27,8%; Ciro Gomes (PSB) caiu de 17,5% para 11,9%.

a ministra DILMA ROUSSEFF. “vou votar na mulher do LULA” diz o povo brasileiro entendendo que com ele o país avançou, saindo da estagnação e das perdas de 30 anos. (foto da ag. da presidência).

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Na corrida eleitoral pela sucessão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff (PT), está tecnicamente empatada com o governador de São Paulo, José Serra (PSDB), quando o deputado Ciro Gomes (PSB) está na disputa, mostra pesquisa CNT/Sensus divulgada nesta segunda-feira (1º).

Dilma cresceu pelo menos cinco pontos percentuais nos dois cenários testados pela pesquisa. O governador de São Paulo ainda lidera nas duas pesquisas estimuladas, mas a margem entre os dois diminuiu. Ela já passou o governador na pesquisa espontânea.

No primeiro cenário, Serra cresce de 31,8%, em novembro de 2009, para 33,2% em janeiro deste ano; Dilma subiu de 21,7% para 27,8%; Ciro Gomes (PSB),caiu de 17,5% para 11,9%; e Marina Silva (PV) subiu de 5,9% para 6,8%. Houve queda no total de pessoas que votam nulo ou branco (de 11,1% para 10,5%). A diferença entre os dois primeiros colocados, que era de 10,1 pontos percentuais, caiu para 5,4. Como a margem de erro está em 3%, os dois estão tecnicamente empatados. “Há uma intersecção da margem de erro”, disse Ricardo Guedes, do Instituto Sensus.

Na avaliação do cenário eleitoral a margem de erro difere da registrada na pesquisa sobre a popularidade de Lula e do governo, que é de dois pontos percentuais.

No segundo cenário, em que Ciro está fora da disputa, Serra fica praticamente estável, crescendo 0,2 pontos percentuais, com 40,7% em janeiro. Dilma cresce cinco pontos percentuais entre novembro e janeiro, e registra 28,5% nesta última pesquisa. Marina também cresce, de 8,1% para 9,5%, Brancos e nulos caíram de 13,8% para 11,4%.

Na pesquisa espontânea, em que não é apresentada nenhuma lista de candidatos ao entrevistado, o presidente Lula –que não pode se candidatar- registra 18,7%; logo depois, pela primeira vez, vem Dilma, com 9,5%, acompanhada de Serra, com 9,3%.

O governador de Minas Gerais, Aécio Neves (PSDB), tem 2,1%; Marina, 1,6%; e Ciro, 1,2%. Outros candidatos registram todos 1,9%, e o total de brancos e nulos chega a 2,6%. Os que não souberam ou não responderam chegam a 53,1%.

Segundo turno

No cenário de segundo turno em que Serra e Dilma estão presentes, a ministra registrou um crescimento de 8,9 pontos percentuais e fica praticamente empatada com o governador, por conta da margem de erro. Em novembro, a disputa ficava em 46,8% do tucano contra 28,2% da petista. Nesta pesquisa, Serra registra 44% e Dilma, 37,1%. Se a margem de erro for aplicada, o governador está entre 41% e 47%; a ministra, entre 34,1% e 40,1%.

Já com Dilma fora da disputa –e no caso de o segundo turno acontecer entre Ciro e Serra- o tucano ganha com 47,6% contra 26,7%. No cenário sem Serra, Dilma tem 43,3% e Ciro, 31%. “Ela caminha pra uma consolidação da candidatura”, afirmou Guedes.

Avaliação de Lula

A avaliação positiva do desempenho pessoal do presidente Luiz Inácio Lula da Silva subiu de 78,9% em novembro de 2009 para 81,7% em janeiro deste ano, de acordo com a pesquisa CNT/Sensus. Esta é a segunda melhor marca da série histórica. Em janeiro do ano passado, Lula era aprovado por 84% dos entrevistados.

Houve redução no total de pessoas que desaprovam o desempenho do presidente: de 14,6%, em novembro de 2009, para 13,9%, em janeiro deste ano. É a segunda queda seguida na desaprovação.

Esse crescimento na aprovação pessoal foi acompanhado também pelo total de entrevistados que avaliou de forma positiva o governo: de 70% para 71,4%, no mesmo período. Novamente, é o segundo melhor resultado da série histórica, só perdendo para janeiro de 2009, quando o índice era de 72,5%.

A pesquisa mostra também que 22% dos entrevistados avaliam o governo como regular — em novembro de 2009, esse índice era 22,7% — e 5,8%, como negativo — em novembro, esse número era 6,2%.

g1.

ilustração do site.

SOBRE O LULA: “Em carta ao ‘NYT’, Lurian rebate críticas ao filme sobre o pai” / florianópolis

Lurian Cordeiro da Silva, filha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, rebateu, em carta ao jornal americano “The New York Times”, as críticas ao filme “Lula, o filho do Brasil”, publicadas no dia 11 de janeiro.

De acordo com o “NYT”, o filme falha ao não mencionar que Lula abandonou sua namorada, Miriam Cordeiro, mãe de Lurian, aos seis meses de gravidez.

“Primeiro, minha mãe não foi ‘abandonada’. Apesar do fim do relacionamento com meu pai, ele pagou todas as despesas médicas, incluindo pré-natal e o parto. Ele também me registrou no mesmo dia em que nasci. Isso não se encaixa no perfil de alguém que abandona mulheres grávidas”, diz Lurian, na carta.

Ainda de acordo com o “NYT”, a produtora do filme, Paula Barreto, disse que não incluiu o episódio por a família de Miriam Cordeiro teria ameaçado entrar com uma ação na Justiça.

Lurian argumenta, no entanto, que nenhum dos outros filhos de Lula aparece no filme.

“Por que eu deveria (aparecer)? Se o filme é sobre a trajetória do meu pai, um imigrante pobre que se torna líder sindical, onde eu e meus irmãos nos encaixamos?”, questiona.

Na carta, ela diz ainda que adorou o filme.

“Apenas fortaleceu minha admiração por esse homem, que não é somente meu pai, mas um líder mundial, simbolizando o ‘homem comum’.

INDECÊNCIAS MIL em DOIS MIL E DEZ por alceu sperança / cascavel.pr

Nos municípios, uma das práticas mais indecentes conhecidas é o misto de nepotismo e compadrio que drena dos mirrados cofres públicos um dinheiro que deveria estar servindo para o coletivo de uma população muito sofrida.

No Estado, a prática mais indecente verificada, dos governos ditatoriais até a data, é a conversa fiada do falso antagonismo dos donos da cena político-eleitoral que se alternam no brinquedinho palaciano enquanto mantêmdezenas e dezenas de municípios com um IDH similar ao dos Estados nordestinos.

Já uma das práticas mais indecentes do governo federal é asfixiar a população com uma carga tributária brutal, digna da Suécia, e submeter os municípios a uma asfixia que faz deles aldeias dignas de Uganda.

Em passado recente a moda foi malhar o tal de Renan, o Judas daquela hora. Mais recentemente, “fora Sarney”, o Judas atual. A velha ilusão de achar que o Senado, o Congresso e o País vão melhorar com uma simples cassação.

Sempre há cassados, mas o parlamento continua com maioria a serviço da engabelação. Hoje, a engabelação está num duplo pas de deux: de um lado, a dupla PT/PMDB, de outro a dupla PSDB-Dem. Nos bastidores, equipes de apoio formadas pelos aderentes dos quatro, suas sublegendas.

Só o que pode melhorar o País é a politização, pois enquanto continuar a atual compra de votos, serão eleitos os mesmos prefeitos nepotistas e aproveitadores, os mesmos governadores bons de bico e péssimos de jeito, presidentes que se fingem de “esquerda” ou “desenvolvimentistas” e entregam o País aos banqueiros.

A indecência do governo federal se expressa das mais variadas formas, mas talvez sua cara mais explícita e descarada esteja mesmo em seu amor aos banqueiros e seu rancor aos municípios.

É nos municípios que se concentram os miseráveis deste País, mas a imensa fortuna arrecadada pelo governo não se presta a corrigir as doenças da pobreza, das quais a ignorância é a maior, a diarréia prevalece no verão e a pneumonia no inverno.

É uma indecência que haja no Paraná uma dúzia de municípios ricos e várias dúzias pagando o ego de prefeitos incompetentes e vereadores desnecessários. Seria preciso que o governo federal parasse com a rendição ao neoliberalismo e que o governo do Paraná e o Congresso tivessem a honradez de propor e eliminar no mínimo a metade dos municípios paranaenses.

Nada muda se os brasileiros ingênuos e despolitizados se anestesiarem pelo assistencialismo do Bolsa-Família (criado pela dupla Republicanos-Democratas nos EUA para anestesiar os pobres), e as elites continuarem cegas, acreditando que fazer “luto” e devolver o país aos tucanos-demos resolve alguma coisa.

O pas de deux de hoje é o mesmo de ontem: a diferença é que em alguns movimentos da dança um dos membros do “casal” fica um pouco mais à frente no palco.

Como está, o máximo que os miseráveis poderão aspirar na vida será ganhar uma BF para assim chegar a ser pobres. E os pequenos municípios só poderão ter a ambição de um dia receber algumas migalhas a mais.

Isso não acabará com um presidente mantendo as más práticas reinantes desde os tempos de Cabral. Sem uma profunda reforma do Estado, inclusive mexendo fundo na questão financeira, continuaremos patinando sem sair do lugar.

Os candidatos a prefeito mentiram a valer na campanha eleitoral, apresentando-se como a solução para os problemas locais. Agora, os candidatos aos governos dos estados vão tecer a mentira de que resolverão os problemas estaduais.

Mas nenhum prefeito, em nenhum município, nenhum governador, em nenhum estado, vai resolver os verdadeiros problemas, que começam com o arranjo de poder no mundo.

Quem manda são os banqueiros, as transnacionais, o grande capital estrangeiro associado ao ou concorrente do local. E porque são manipulados lá de longe, nossos presidentes arrecadam para eles (vide trilionária dívida pública e remessas crescentes de lucros ao exterior), os governadores discursam abobrinhas, os prefeitos se entregam às picuinhas.

Uma indecência geral.

JAIME LERNER é denunciado por CORRUPÇÃO /gp. curitiba

CORRUPÇÃO

Justiça acatou denúncia contra o ex-governador e mais 11 pessoas. Eles teriam provocado prejuízo de R$ 627,3 mil à Celepar

Publicado em 22/12/2009 | KARLOS KOHLBACH

foto de rodolfo buhrer.

O ex-governador do Paraná Jaime Lerner (1995-2002) foi denunciado à Justiça por crimes de formação de quadrilha, desvio de dinheiro público (peculato) e dispensa de licitação irregular num contrato firmado em 8 de agosto de 2001 entre o governo do estado, por meio da Cele par, e a Associação dos Diploma dos da Faculdade de Economia, Ad ministração e Contabilidade da Universidade de São Paulo (Adifea-USP).

Além de Lerner, outras 10 pessoas foram denunciadas – entre eles o ex-secretário estadual da Casa Civil José Cid Campêlo Filho assim como ex-diretores e funcionários da Celepar e da Adifea. A denúncia, assinada em 12 de novembro de 2009 pelo promotor Marcelo Alves de Souza, foi acolhida no último dia 14 pela juíza Angela Regina Ramina de Lucca, da 9.ª Vara Criminal de Curitiba.

No documento, de 70 páginas, o promotor detalha a ação daquilo que classificou como “quadrilha” que teria lesado em R$ 627,3 mil os cofres públicos. O esquema montado, segundo a denúncia do MP, começou em fevereiro de 2001, quando iniciou o processo de contratação da Adifea para a prestação de serviços em diversas áreas – no caso da denúncia, contratos para a “recuperação de tributos e afins”. No entendimento do MP, a credibilidade da Adifea foi utilizada como justificativa para as ações criminosas dos 11 denunciados.

Depois da assinatura do contrato ilegal, segundo o MP, a Adifea elaborou uma planilha de créditos tributários e previdenciários a serem recuperados pela Celepar – o órgão do governo do estado responsável pelo processamento de dados e sistemas de informática do estado. Os créditos a serem recuperados seriam de R$ 15,5 milhões.

O elevado valor chamou a atenção dos setores jurídico e contábil da Celepar, que consideraram frágeis os relatórios feitos pela Adifea, que não teriam qualquer fundamentação jurídica. Diante esta fragilidade, diz o promotor na denúncia, o grupo reviu os valores emitindo um novo relatório, desta vez com o valor de R$ 5,9 milhões em créditos a receber. Mesmo assim, a Celepar resolveu compensar ou recuperar apenas as multas pagas em razão dos recolhimentos de tributos e contribuições em atraso – R$ 1,6 milhão.

O MP considerou como indevido o processo de compensação de créditos realizado pela Celepar porque “se baseou apenas no relatório apresentado pela organização criminosa, sem ter lançado mão de qualquer procedimento judicial ou administrativo que amparasse sua pretensão”.

O contrato previa o pagamento de valores para a Adifea na medida em que ocorresse a recuperação dos créditos. As compensações tiveram início em setembro de 2001. A Celepar pa gou R$ 291,9 mil aos denunciados, por intermédio da Adifea.

Sacramentado o desvio de re cursos da Celepar, diz um trecho da denúncia, “a organização criminosa lavava o dinheiro para depois repartir entre os acusados de integrar esta quadrilha”. O di nheiro, ainda de acordo com o promotor, era esquentado por meio de duas empresas capitaneadas por dois dos acusados. Dos R$ 291 mil recebidos, R$ 256 mil foram redistribuídos para essas duas empresas.

Aparências

Num primeiro entendimento, relata o promotor, a ação da Adifea parecia um bom negócio, já que a Celepar teria recuperado R$ 1,6 milhão em créditos tributários e pagou quase R$ 300 mil pelo serviço prestado pela Adifea. No entanto, o MP entendeu que a Celepar tomou um prejuízo de R$ 627 mil porque teve de restituir quase R$ 2 milhões ao Fisco, depois de inspetorias do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) e da Secretaria da Receita Federal (SRF). “Como sempre ocorre quando não há uma cristalina diferenciação entre o público e o privado, referido prejuízo segue, até o presente, pendente de ressarcimento”, diz um trecho da denúncia. O contrato firmado entre a Celepar e a Adifea só foi rescindido em agosto de 2002, após uma recomendação do Tribunal de Contas do Paraná.

A reportagem procurou o ex-governador Jaime Lerner e o ex-secretário Campêlo Filho, mas eles não atenderam aos telefonemas. A Gazeta do Povo também procurou a Adifea, mas ninguém atendeu o telefone da sede da entidade.

APELO AO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL: NÃO ANISTIE OS TORTURADORES! / A NAÇÃO BRASILEIRA

Exmo. Sr. Dr. Presidente do

Supremo Tribunal Federal
Ministro Gilmar Mendes

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Eminentes Ministros do STF: está nas mãos dos senhores um julgamento de importância histórica para o futuro do Brasil como Estado Democrático de Direito, tendo em vista o julgamento da ADPF (Argüição de Descumprimento de Preceito Fundamental) nº 153, proposta em outubro de 2008 pelo Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil, que requer que a Corte Suprema interprete o artigo 1º da Lei da Anistia e declare que ela não se aplica aos crimes comuns praticados pelos agentes da repressão contra os seus opositores políticos, durante o regime militar, pois eles não cometeram crimes políticos e nem conexos. Tortura, assassinato e desaparecimento forçado são crimes de lesa-humanidade, portanto não podem ser objeto de anistia ou auto-anistia. O Brasil é o único país da América Latina que ainda não julgou criminalmente os carrascos da ditadura militar e é de rigor que seja realizada a interpretação do referido artigo para que possamos instituir o primado da dignidade humana em nosso país. A banalização da tortura é uma triste herança da ditadura civil militar que tem incidência direta na sociedade brasileira atual. Estudos científicos e nossa observação demonstram que a impunidade desses crimes de ontem favorece a continuidade da violência atual dos agentes do Estado, que continuam praticando tortura e execuções extrajudiciais contra as populações pobres. Afastando a incidência da anistia aos torturadores, o Supremo Tribunal Federal fará cessar a degradação social, de parte considerável da população brasileira, que não tem acesso aos direitos essenciais da democracia e nesta medida, o Brasil deixará de ser o país da América Latina que ainda aceita que a prática dos atos inumanos durante a ditadura militar possa ser beneficiada por anistia política. Estamos certos que o Supremo Tribunal Federal dará a interpretação que fortalecerá a democracia no Brasil, pois Verdade e Justiça são imperativos éticos com os quais o Brasil tem compromissos, na ordem interna, regional e internacional. Os Ministros do STF têm a nobre missão de fortalecer a democracia e dar aos familiares, vítimas e ao povo brasileiro a resposta necessária para a construção da paz. Não à anistia para os torturadores, sequestradores e assassinos dos opositores à ditadura militar.

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Comitê Contra a Anistia aos Torturadores

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Entidades lançam campanha contra anistia a torturadores

Nos próximos meses, o Supremo Tribunal Federal (STF) irá julgar um processo decisivo para o futuro democrático do Brasil. Trata-se da ADPF (Argüição de Descumprimento de Preceito Fundamental) nº 153, proposta em outubro de 2008 pelo Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil, que reivindica que o Supremo interprete que a Lei de Anistia não se aplica aos crimes comuns praticados pelos agentes da ditadura civil militar (1964-1985). O processo aguarda o parecer do Procurador Geral da República, e, em seguida, o ministro relator, Eros Grau, poderá colocar em pauta de julgamento.

Com o objetivo de impedir que os agentes da repressão sejam anistiados, um grupo de defensores de direitos humanos e entidades da sociedade civil criou o “Comitê contra a Anistia aos Torturadores”.

Tortura, assassinato e desaparecimento forçado são crimes de lesa-humanidade, portanto não podem ser objeto de anistia ou auto-anistia. Estudos  indicam que a impunidade dos crimes de ontem favorece a continuidade da violência atual dos agentes do Estado, que continuam praticando tortura e execuções extrajudiciais contra a população pobre.

A primeira iniciativa do comitê é o lançamento de um manifesto on-line, que já conta com o apoio de intelectuais, artistas, juristas, parlamentares e defensores de direitos humanos. Entres os que subscrevem a petição estão Antonio Candido, Chico Buarque, José Celso Martinez  Correa, Aloysio Nunes Ferreira, Frei Betto, Marilena Chauí, João Pedro Stedile e Sérgio Mamberti.

PARA ASSINAR O MANIFESTO CLIQUE AQUI

Mais informações: Tatiana (11) 8327-5319

O QUE ESTE ARTIGO TEM A VER COM ÉTICA? – por joão batista do lago / são luis.ma

Por um bom tempo pensara o Ex-presidente Fernando Collor de Mello como o introdutor do pós-modernismo de governo no Brasil. Hoje vejo que estava literalmente enganado. Foi sim um Fernando, mas o Henrique Cardoso. Este é o verdadeiro “industrial” desse fenômeno, que, de posse de um capital intelectual de primeira grandeza, soube “estruturar” uma planta de fábrica capaz de produzir em série produtos novos para um mercado atolado na ignorância e na inconsciência de si devido ao seu baixo nível intelectual, cultural e, sobremodo, educacional. Mas também devido ao imobilismo dos produtores industriais-intelectuais nativos – mesmo os independentes – que não foram capazes de combatê-lo ou ficaram subsumidos pelo medo de serem considerados retrógrados.

Podemos dizer que esse capital intelectual de Fernando Henrique Cardoso é uma herança ontogênica. Ele o obtém a partir da corrente sociológica da USP, mais precisamente, da Escola de Sociologia de São Paulo, que tinha por ícone Florestan Fernandes. Foi exatamente aí que Cardoso aprendeu a “pensar o Brasil” dentro de uma matriz pós-moderna, noutras palavras, a considerar que “tudo” que “não” estivesse alinhado aos novos conceitos originados nessa Escola, era arcaico, velho ou, no mínimo, retrógrado e ultrapassado. A influência foi tamanha que engessou outras correntes do pensamento sociológico brasileiro e impactou, de certa maneira, a intelectualidade nacional.

Essa corrente sociológica paulista, ao pensar o Brasil, descobriu que tinha espaço para o fabrico de um produto novo no campo da Política. Era fundamental que, dali, surgisse um candidato que pudesse, efetivamente, conquistar, como novo Príncipe, a mais alta magistratura do Brasil: a Presidência da República (para definitivamente estabelecer um sistema de dominação hegemônico do pensamento paulista, sobre a política dos caciques do nordeste e dos caudilhos do sul).

Mas quem seria esse candidato?

A escolha recaiu sobre Fernando Henrique Cardoso por que, este, tinha (e tem) (sub) ligações com as Forças Armadas, recém apeada do Poder (1985), posto que, era (e é) um belo exemplar descendente de militares revolucionários de 1922 e 1930. Ora, isso, de per se, era um fermento muito saudável para a construção do político FHC, ao mesmo tempo em que se enunciava que a eleição de um metalúrgico, naquela época (1994), ainda não era bem vista pelos milicos de pijama com voz forte na caserna, assim como pela maioria dos generais da ativa.

Aliado a tudo isso, FHC, fora um professor de Sociologia exilado no Chile e na França, sendo posteriormente aposentado compulsoriamente pelo AI-5. Pronto, o “paletó” destinado a vestir o Presidente do Brasil cabia, finalmente, num integrante da corrente sociológica da USP.

 

* * *

 

Eleito Presidente do Brasil por duas vezes (1994 e 1998) FHC tratou de implantar o projeto político que nascera naquela escola sociológica. Ao mesmo tempo introduziu sua marca pessoal. E aos meus olhos o principal carimbo de FHC na sua primeira gestão (1994-98) não se encontrava necessariamente na sua forma de governar, mas na sua intenção de desconstruir quaisquer pensamentos, idéias, ideologias ou conceitos que, de alguma maneira, estivessem relacionadas – por mínimo que fosse – com políticas de tipologias varguistas, janguistas, brizolistas e janistas, por exemplo.

Não é, pois, à-toa que FHC, ao ser eleito declara em alto e bom som: “Esqueçam tudo o que escrevi”. Paradoxalmente essa sua frase desvela duas intenções: (1) admitir que, mesmo o que ele escrevera já era velho, portanto, tudo o mais era arcaico; e (2) que novo deveria ser entendido e compreendido a partir dele, portanto, somente a partir dele era que se deveria pensar no Brasil moderno, mais precisamente, no Brasil pós-moderno.

E como isso ocorre? Aos meus olhos reside aqui um conceito que o infiro como “supra-valia” do capital intelectual de FHC que é, e assim o demonstra, um “Sujeito” concatenado com o seu tempo-espaço, com o novo, com o moderno, com o pós-moderno… E por isso mesmo capaz de produzir novos conceitos, de certa forma intimidatórios, o que vai arrefecer (e muito) a crítica ou o “criticism” acadêmico brasileiro, e conseqüentemente, o político. Então, focado nesse seu “Eu”, FHC, introduz na nação o “self” (Jung), que não é um conceito sociológico de raiz, mas psiquiátrico, e que quer significar a centralidade do Ser-de-si, do Ser-para-si e do Ser-aí, isto é, ele, FHC, constrói-se como o único centro da personalidade do Estado brasileiro. Somente a partir dele o Brasil será resolvido.

Eu vejo nessa postura fernandiana (de então) algo parecido com o Rei Luis XIV, de França: “L’État c’est moi (O Estado sou eu)”. E assim ocorreu por um bom estádio.

É mesmo, até, possível interiorizar, neste artigo, para bem definir o padrão estrutural da personalidade e do caráter do então Presidente FHC, o conceito original do “self” formulado pelo médico psiquiatra suíço Carl Gustav Jung: “O Si-mesmo representa o objetivo do homem inteiro, a saber, a realização de sua totalidade e de sua individualidade, com ou contra sua vontade. A dinâmica desse processo é o instinto que vigia para que tudo o que pertence a uma vida individual figure ali, exatamente, com ou sem a concordância do sujeito, quer tenha consciência do que acontece, quer não”.

A ideação do “self” em FHC é tão forte que, ainda hoje, o Governo Lula, já no seu segundo mandato, é considerado uma “continuidade” do Governo FHC. Infelizmente, nesse ponto, Lula não consegue desconstruir o fantasma de FHC que o persegue obstinadamente.

Para encerrar este artigo introduzo aqui um fato assistido, visto e ouvido por todos os brasileiros – mas que não foi devidamente levado em conta ou analisado corretamente (segundo o meu pensamento) como o faço aqui e agora.

Após a vitória da primeira eleição do Presiente Lula – entre os meses de outubro (após dia 25), novembro e dezembro -, antes de passar definitivamente a faixa de Presidente, FHC inaugurou mais uma marca do seu “self”, ou seja, fez com que todos os seus ministros dessem declarações destacando que Lula iria receber um país, no mínimo, concatenado com a “nova” filosofia econômica mundial. E isso ficou claro – mas claríssimo mesmo – com as constantes declarações do Ministro Pedro Malan, que inisistiu ardorosamente (até a posse de Lula) na continuidade e na manutenção dos contratos acordados pelo Governo FHC.

Houve momentos, inclusive, em que vários setores da sociedade civil brasileira chegaram a defender a continuidade de Malan à frente do Ministério da Economia… Assim como defenderam a continuidade de Hermínio Fraga como presidente do Banco Central…

O que aconteceu depois? Deixemos para outro artigo pois daí já estaremos falando do Governo Lula.

Mas afinal, “o que este artigo tem a ver com a ética?”. Pense, analise e infira as suas conclusões.

 

 

 

ENTRE A MOBILIDADE E A IMOBILIDADE, ANDAMOS OU DANAMOS? por alceu sperança / cascavel.pr

Capinzal. Simpática cidade do interior catarinense onde me nasceram alguns primos. Desde que acompanho, a cidade tinha uma tarifa de lotação de 65 centavos. Foi reajustada para 75, 80 centavos e agora está em um real. O volume de passageiros aumentou significativamente desde que a Prefeitura assumiu o transporte coletivo urbano em lugar das empresas ávidas por grana, e mais gente usando e pagando viabiliza ainda mais o sistema.

É possível, portanto, baratear o lotação sem ter que fazer tarifaços e caça desenfreada às carteirinhas dos direitos conquistados. Tarifaços resolvem o problema de caixa do sistema no momento, mas o volume de usuários tende a cair com a transferência de mais pessoas para o transporte individual. Assim, aumentar tarifa e cortar direitos não valem como solução duradoura. Ao contrário, apressam a aniquilação do sistema.

O transporte individual é, com os assaltantes, a carga tributária e político safado, o grande inimigo do cidadão. Mais de 500 carros por dia são incorporados às ruas de São Paulo, que terão quase 10 milhões de carros em 2024, ao ritmo atual.

Nem ruralista egoísta

Nos EUA, calcula-se que os engarrafamentos fazem o país perder 10 bilhões de dólares por ano, sem contar os prejuízos econômicos da poluição atmosférica dos automóveis, que atinge em cheio a agricultura e contribui para a morte de lagos, rios e florestas. Quer dizer, o automóvel arrebenta o agronegócio e ameaça o planeta. Nem ruralista egoísta aguenta isso.

Chinês nem a pau gasta 200 mangos por mês em mobilidade, para ir trabalhar ou estudar. E se os chineses resolvessem asfaltar a mesma quantidade de solo por habitante que os EUA, seriam cobertos de pedra e piche 64 milhões de hectares, mais de 40% da superfície agrícola chinesa. Nosso camaradinha chinês teria que comer telefone celular e chips de computador. Ou importar comida.

Vivemos a civilização do petróleo, ou seja, dos engarrafamentos de trânsito, do efeito estufa, da chuva ácida e dos atropelamentos de gente que quer fazer uma coisa bem simples: atravessar a rua.

Escrevia Cesar Bráulio, no Diário da Tarde, de Curitiba, em 6 de janeiro de 1913:

– Aí vêm os (bondes) elétricos, para terminações de martírio desses infelizes irracionais (mulas de carroças) e com esse próximo acontecimento desaparecerá, também, o resto de indolência do nosso povo, que atravessa vagarosamente as ruas, faz ponto no meio das mesmas, atravanca as calçadas e as esquinas; ficará sendo um povo ativo, às direitas, fugindo dos bondes velozes, apertando o passo para apanhá-lo nos pontos de parada, não obstruindo mais os passeios, etc, etc, será um verdadeiro circulez parisiense.

Pedágio urbano

Esse aprazível cenário de ruas curitibanas sem carroças e burros e com veículos elétricos degringolou para a realidade atual de que os acidentes urbanos ostentam números similares aos de uma guerra militar sangrenta. Causam perdas ao redor de 30 milhões de dólares por semana. Mas dá pra calcular o valor das vidas perdidas e pôr etiqueta de preço na dor de famílias desestruturadas?

Pesquisa na Alemanha mostrou que uma bicicleta comum exige de seu proprietário cerca de 22 calorias por quilômetro rodado. Caminhada de 1 km consome 62 calorias. Trem gasta 550 calorias por passageiro/km. Ônibus, 570. E um automóvel com um só ocupante gasta 1.150 calorias/km.

Torrar energia à toa não é crime? Isso fez a pátria de Marx subsidiar o transporte coletivo para ser melhor e mais barato. E também por aqui, como em Londres, logo virá o pedágio urbano, aproveitando a estrutura das zonas azuis, até alguém finalmente se tocar que transporte barato é inclusão social: pobre prefere ir a pé antes de entrar em lotação e pagar mais de oito reais ao dia. Esses R$ 8 fazem falta para as contas do mês.

Nossos vereadores se sacrificam indo à Europa em busca de nobres propostas para fazer suas cidades avançar. Que tal uma visitinha a Capinzal? Lá verão como é que os catarinas conseguem ter um lotação de 1 real – com passe livre a idoso e deficiente e meio-passe, sem frescuras e exigências bestas, aos estudantes.

Meio-passe, aliás, que deveria ser na verdade o passe inteiramente livre, viu, DCE? O transporte público é caro, aqui, em Londres ou Nova Iorque, mas o custo não deve ser repassado aos mais pobres. Ou ele barateia e melhora, para ser alternativa saudável ao caos urbomobilístico, ou nos danaremos todos.

Esses moços, pobres moços! – por alceu sperança / cascavel.pr

O transporte coletivo tem evoluído tecnicamente, mas se aproxima perigosamente do caos. O Palácio das Araucárias anunciou que a Coreia e Cuba vieram copiar o sistema paranaense. Mas é só do ponto de vista técnico, pois “a tarifa não tem graça”, como diria Chico Buarque. Se coreano e cubano tiverem que pagar 2 reais pelo latão, põem a casa abaixo. Fidel cairia.

A vinda de técnicos cubanos a Curitiba é para avaliar fluxo e montagem de ônibus. Não são doidos de copiar o esquema tarifário. Depois do criminoso bloqueio imposto pelos EUA em 1961, não ficou fácil se transportar, mas os cubanos sempre fazem do limão uma limonada.

Frei Gilvander Moreira, que esteve na ilha, contou que viu táxis em triciclos, micro pick-ups também de três rodas, ônibus comuns, tipo jardineira, e os camellos – caminhões com a carroceria transformada em super-ônibus.

A tarifa tem graça: é quase de graça, alguns centavos. E o peão não demora a eternidade para se deslocar da casa para o trabalho. Mesmo na grande Havana o trabalhador mora em média a oito quilômetros do emprego. É um passeio barato.

“Muita gente vai trabalhar e volta sem ter que pagar pelo transporte, também uma forma bastante inteligente de economizar energia”, diz o religioso.

Instituição carona

Mas o interessante é a mania da carona. Todos dão carona a todos. Os carros em circulação, seja de propriedade do Estado operário ou de particulares, andam para cá e para lá levando mais gente além do condutor, que aqui leva só privilegiados, como o cãozinho querido.

“Vimos um grande número de pessoas pegando carona e muitos motoristas oferecendo carona, especialmente nos horários de pico”, relatou frei Gilvander.

Os carros da administração têm que dar carona, pois é determinação do governo. E os particulares dão carona por solidariedade. Aqui, se você não dá carona não é por falta de amor ao próximo: quem quer ser assaltado? Em Cuba não tem essa criminalidade apavorante.

Quando você vai tomar o táxi, reúne a patota para ir junto e o carro vai lotado. Aqui, o taxista começaria a rezar. “Percebemos que dar e receber carona é um valor socialista e faz parte da cultura, é o normal”, diz frei Gilvander.

Entre nós, pipoca pelo Brasil afora uma onda de tarifaços no lotação. Como é caro demais, qualquer reajuste é tarifaço.

Adicional e taxa

Em Alagoinhas (BA), o lotação acaba de ser reajustado de R$ 1,50 para R$ 1,70. Os estudantes não deixaram barato: foram às ruas se manifestar. O reajuste de 13% foi considerado intolerável – e é. Lotação deveria ser gratuito para o estudante que vai cumprir o dever de se instruir.

Os donos do poder acham que é justo cobrar a metade do valor da passagem do ônibus para que os estudantes cumpram seu dever. É o mesmo que cobrar um “adicional de satisfação” para quem paga impostos ou uma “taxa de careta” para quem tomar injeção.

Lotação também deveria ser gratuito para a dona-de-casa, que vai às compras para alimentar a família. Como é que pode ela ter que pagar a passagem inteira?

Igualmente, o desempregado tem a bela opção de gastar a sola do último sapato inteiro ou pagar a passagem inteira para sair em busca de emprego.

São situações absurdas. Quando houver uma sociedade justa – e um dia ela virá, céticos! – essa estupidez será considerada por nossos netos a prova do quanto éramos idiotas em pleno século XXI.

É incompreensível como alguém pode considerar normal e justo pagar uma tarifa absurda – R$ 2,20 em Cascavel. É coisa anormal, doentia. Como também é anormal e doentio haver veículos queimando petróleo e biodiesel. Uma sociedade que respeitasse a si mesma não teria veículos poluentes rodando por aí.

Mas a pessoa que não usa máquina poluente para se locomover é castigada: quando pretende sair de casa para dar lucro a alguma empresa, para trabalhar, fazer o dinheiro circular ou para estudar, recebe o castigo de pagar pelo movimento que faz pelo espaço da cidade. Onde vai dar lucro, gerar riquezas, produzir, melhorar a si e aos outros.

Lei elementar

É uma indecência alguém andar por aí dando lucros a todos e ainda ter que pagar para sair e fazer o bem. É algo como levar um soco na cara ao fazer caridade. Ou ter que comer um pratinho de sal antes de saborear o algodão-doce.

Os estudantes baianos estão pês da vida com o aumento do lotação para R$ 1,70. Mas os de Cascavel parecem felizes pagando a metade de uma tarifa que já tinha ido a zero.

Em 23 de outubro de 2008, a juventude cascavelense conquistou na Câmara Municipal, através de sua mobilização, o Passe Livre no transporte coletivo urbano. No entanto, amargaram sem muito chiar o fim dessa conquista.

Pobres moços! Suas antigas entidades de representação social eram combativas. Hoje, parecem satisfeitas com o governo neoliberal e com todas as coisas indecentes que ocorrem, tal como cobrar de um cidadão para se locomover em direção ao trabalho, à escola, às compras, à atividade suprema da sociedade capitalista, que é gastar, dar lucro.

Uma lei elementar nesta sociedade movida a dinheiro deveria ser:

“Aqueles que dão lucro terão direito a se locomover livre e gratuitamente e aqueles que lucram devem custear sua movimentação”.

Tarifa zero

Com um tiquinho de contribuição social de cada um que lucra com o movimento das pessoas, dona-de-casa alguma pagaria para ir à feira. Desempregado algum precisaria gastar ainda mais a sola do sapato. O lotação teria custo zero para pobres e remediados. A poluição urbana seria fortemente derrubada e a saúde geral da população iria melhorar.

Mas cobrar da dona-de-casa para fazer a feira, do estudante para engrandecer a Nação e do trabalhador para enriquecer nossos generosos patrões é uma coisa muito burra e sem o menor sentido.

Só leva à poluição, ao caos urbano e à multiplicação das doenças. Como é que aceitamos essa estupidez como coisa normal e justa?

O dia 26 de outubro foi o Dia Nacional de Luta pelo Passe Livre no lotação. Não se viu muitos jovens agitando as águas em benefício próprio, das famílias e da sociedade. Parece que, definitivamente, entregaram a rapadura.

E aí, moços? Querem continuar pobres?