A presidente ou a presidenta? – por prof. pasquale cipro neto / são paulo

O professor PASQUALE CIPRO NETO tira a dúvida.
Que têm em comum palavras como “pedinte”, “agente”, “fluente”, “gerente”, “caminhante”, “dirigente” etc.? Não é difícil, é? O ponto em comum é a terminação “-nte”, de origem latina. Essa terminação ocorre no particípio presente de verbos portugueses, italianos, espanhóis…
Termos como “presidente”, “dirigente”, “gerente”, entre inúmeros outros, são iguaizinhos nas três línguas, que, é sempre bom lembrar, nasceram do mesmo ventre. E que noção indica a terminação “-nte”? A de “agente”: gerente é quem gere, presidente é quem preside, dirigente é quem dirige e assim por diante.
Normalmente essas palavras têm forma fixa, isto é, são iguais para o masculino e para o feminino; o que muda é o artigo (o/a gerente, o/a dirigente, o/a pagante, o/a pedinte). Em alguns (raros) casos, o uso fixa como alternativas as formas exclusivamente femininas, em que o “e” final dá lugar a um “a”. Um desses casos é o de “parenta”, forma exclusivamente feminina e não obrigatória (pode-se dizer “minha parente” ou “minha parenta”, por exemplo). Outro desses casos é justamente o de “presidenta”: pode-se dizer “a presidente” ou “a presidenta”.
A esta altura alguém talvez já esteja dizendo que, por ser a primeira presidente/a do Brasil, Dilma Rousseff tem o direito de escolher. Sem dúvida nenhuma, ela tem esse e outros direitos. Se ela disser que quer ser chamada de “presidenta”, que seja feita a sua vontade -por que não?

 

103 respostas para A presidente ou a presidenta? – por prof. pasquale cipro neto / são paulo

  1. Parece que vai se investir mais em educação. Como é um processo muito lento, acho que vai dar tempo, para que o nosso povo, sofrido e desinformado, a eleja novamente. Como a nossa presidenta é mestra em mentirar, talvez não esteja de todo errada.

  2. Então é correto dizer ” a estudanta”? Fala sério!!!!

  3. Sr. Pascoale..Devemos dizer «a presidente». As palavras terminadas em -ente são comuns de dois. Exemplos: «a agente», «a combatente», «a concorrente», «a confidente», «a consulente», «a crente», «a delinquente», «a descendente», «a indigente», «a paciente», «a presidente», «a recorrente», «a regente», «a requerente», «a servente», «a sobrevivente», «a vidente», etc. Tal característica decorre do facto de estas palavras serem na generalidade provenientes do particípio presente dos verbos latinos, com o significado primitivo de «aquele ou aquela que age, que combate, que concorre, que consulta, que preside, etc». A terminação da palavra tem que ver com a duração da acção, e não com quem a pratica (masculino ou feminino), que vem identificado apenas no artigo.

    O facto de começar a haver dicionários que registam a palavra presidente alterando a terminação de -e em -a para diferenciar a forma do feminino apenas significa que esses dicionários resolveram registar um modismo, uma ocorrência sem suporte linguístico na morfologia actual.
    Para terminar, não posso deixar de considerar estranho querer-se reduzir a variedade da terminação da designação do feminino que existe na língua portuguesa (em -a, como «a menina»; em -o como «a piloto»; em -e como «a estudante»; em consoante, como «a juiz» ou «a repórter») à simples terminação em -a. Atrevo-me a dizer que tal preocupação por parte das mulheres até me soa a ridículo. Que diríamos se os homens agora reivindicassem para si a designação de «o “maquinisto”» («o maquinista»), «o “astronauto”» («o astronauta»), «o “jornalisto”» («o jornalista»), «o “juízo”» («o juiz») ou «o “presidento”» («o presidente»)?…

  4. Prof. Pasquale; deixa eu ver se entendi!!! Se pode falar A PRESIDENTA do Brasil; então eu posso falar: A GERENTA do banco = A DIRIGENTA da loja= A TENENTA do exército = A INTENDENTA da marinha = A PEDINTA da esquina= A AGENTA secreta que é FLUENTA em inglês = A DELINQUENTA = A DOENTA do hospital que está CARENTA = A CLIENTA DA LOJA = A professora do corpo DOCENTA = A PATENTA de oficial = A DEPOENTA na delegacia = A ENCHENTA de verão = A NASCENTA do rio = A TANGENTA = A CONFIDENTA = A DEFICIENTA mental……
    Sr. Pasquale!!! O senhor nada mais é que, mais um PUXA SACO da “PresidentA” Dilma; como são todos os seus aliados do governo; que para ficarem bajulando a Presidente Dilma, ficam chamando-a de presidentA.

  5. Devido às permissividades linguisticas encontrados nos dicionários a língua portuguesa vai se deteriorando.
    No texto fictício “Apesar do problema ser pontual, é inegável que há a precisão de uma ação imediata” deveria ser escrito “Apesar de se tratar de um problema localizado, é inegável a necessidade de uma ação imediata”. Ambos estão “certos”, mas a segunda é bem mais elegante, compreensível e universal.
    O argumento de usar a palavra “governanta” para justificar “presidenta” não se justifica. Governanta é uma profissão exercida po uma pessoa contratada para trabalhar em uma casa. É um substantivo feminino e não o feminino da palavra governante.
    “Parenta” no dicionário foi mais mais uma fraqueza por ocasião da revisão.
    A julgar pelo declínio da qualidade do ensino no país, em breve deveremos parar de consultar os dicionários para não desaprendermos o que sabemos corretamente de uma gramática bastante complexa.
    É triste, mas o dicionário de amanhã está sendo modelado pela população iletrada de hoje.

  6. Eu acreditar que o sufixo era -ente de agente ativo e não do sufixo -nte do italiano?
    Fiz varias pesquisa e todas (exceto essa) que tem essa explicação.
    Essa denominação de “a presidenta” deve estar mais focada em uma exclamação de exelencia do que gramatical, porém nosso povo…..

  7. Gostaria de saber qual que estar certo?
    Histórias que rendem graça ou Histórias que rendem graças

  8. Eu não vou chamar nem de presidente, nem de presidenta, pois eu não vou falar com ela mesmo…… agora falando sério, “presidenta” fica muito estranho.

  9. Quando jovem eu usei calça boca de sino e, hoje, vejo a coisa como ridícula. Assim é a vida e a língua portuguesa. Quando tomei contato com o termo “presidenta” e da exigência da Dilma de ser tratada assim, fiquei preocupado. Estaria posto um feminismo extemporâneo, exacerbado e de gosto questionável? Que ela veio para colocar as mulheres em cargos importantes (o que aprovo enfaticamente…), ninguém mais pode duvidar. Elas sempre cuidaram da casa melhor que os homens e são empenhadas, principalmente, no item faxina., Isso vemos acontecer em benefício do nosso amado país. O que vemos hoje na política é o termo “presidenta” sendo usado como senha da base do governo e, “presidente” pela oposição. Este fórum, mais que uma discussão inócua sobre o assunto, mostra uma preocupação muito bem vinda com a pátria dos poetas e dos escritores: a língua portuguesa.
    Um texto gramaticamente correto é não necessariamente belo por isso enquanto, outro, cheio de incorreções pode ser instigador e despertar as mais gratas emoções no leitor.
    Ainda bem que o poder da palavra está muito bem representado nesta discussão.
    “Presidenta” acho feio e desnecessário, só isso!
    Mais importante é a nossa mandatária maior cumprir seu papel, a despeito das forças subterrâneas de políticos viciados e oportunistas.

  10. AMIGOS LEITORES:

    ACHO QUE VOLTAMOS AOS TEMPOS DO GOVERNO COLLOR DE MELLO ONDE UM CERTO MINISTRO, ANTONIO ROGÉRIO MAGRI, DISSE QUE A POUPANÇA ERA “IMEXIVEL” E QUE “CACHORRO TAMBEM ERA SER HUMANO”.

    NÁ ÉPOCA, OPOSITORES CAIRAM DE PAU EM CIMA DO TAL MINISTRO, MAS ALGUEM SAIL EM SUA DEFEZA DIZENDO QUE AS PALAVRAS SÃO FORMADAS POR “RAIZ”, “PREFIXO” E “SUFIXO”.

    APRENDI COM UM PROFESSOR DE LITERATURA E LINGUA PORTUGUESA, NO COLÉGIO PEDRO II, NO RIO DE JANEIRO, QUE NOS CONCEDIA O PREVILÉGIO DE SABER COM ANTECEDENCIA QUAL SERIA A PRÓXIMA AULA PORQUE TINHAMOS A MÃO UM COMPENDIO DA LÍNGUA PORTUGUESA QUE A NOMECLATURA GRAMATICAL SE DIVIDE EM TRES TIPOS: LEXICA, SINTATICA E MORFOLOGICA.
    A PARTE QUE FORMA AS PALAVRAS – MORFOLOGIA – DIZ QUE PODEMOS FORMAR PALAVRAS NOIVAS OU DE USO DESCONHECIDO. VEJAMOS, POR EXEMPLO, A RAIZ “COMER” E UMA VARIAÇÃO PARA “COMIVEL” QUE QUER DIZER ” QUE SE COME”.
    SE COLOCARMOS O PREFIXO “IN”, QUE QUER DIZER “QUE NÃO SE…”, TERIAMOS “IN+COMIVEL” FORMANDO A PALAVRA “INCOMIVEL”, OU QUE NÃO SE COME.
    VOLTANDO AO CASO DO MINISTRO, “IMEXIVEL”, QUER DIZER QUE NÃO SE MEXE, PORQUE O PREFIXO “IN” FOI ACRESCENTADO Á DERIVAÇÃO DA RAIZ “MEXER” OU “MEXIVEL”.
    O MINISTRO NÃO ESTAVA ERRADO E A PRESIDENTE, PRESIDENTA OU A QUE PRESIDE (tanto faz) TAMBEM, ESTA CORRETO. AINDA MAIS QUANDO UM PASQUALE CONFIRMA ISSO.

    A PROPOSITO: QUANDO SE PERGUNTA ” QUE DIA É HOJE?” E SE RESPONDE “HOJE “É” 18″ TAMBEM NÃO ESTA ERRADO PORQUE, NESSE CASO, O “18″ NÃO REPRESENTA “NÚMERAL” (e por isso, não deveria ser escrito dessa forma e sim dezoito) MAS, REPRESENTA UM “NOME” PARA O DIA. NÃO É QUANTIDADE E SIM UM NOME PARA TAL DIA. PORTANTO SE NÃO É NUMERAL, É SUBSTANTIVO SINGULAR E PORTANTO A CORRETA APLICAÇÃO VERBAL É “PRESENTE DO INDICATIVO” – “É”.
    DOM PAULO DE BEL
    .
    .
    .

    • E se fez a luz!! Finalmente, alguém com bom senso pra comentar aqui. Parabéns, Dom Paulo. Sua colocação foi muito coerente. Espero que os retrógrados e reticentes abram um pouco a mente com o seu comentário, já que, quando eu abordei a linguística para justificar o uso de “presidenta”, teve gente que fez chacota. O Brasil precisa de mais pessoas esclarecedoras como você.

  11. A língua portuguesa muda?!
    Vejamos: Você – Sua origem etimológica encontra-se na expressão de tratamento de deferência “vossa mercê”, que evoluiu sucessivamente a “vossemecê”, “vosmecê”, “vancê” e você. “Vossa mercê” (mercê significa graça, concessão) era um tratamento dado a pessoas às quais não era possível se dirigir pelo pronome tu.
    A evolução acontece. Quer as pessoas queiram ou não. A palavra Presidenta já existe na língua portuguesa desde de 1872. E no mais:
    O uso é o senhor da língua. Vejamos como, daqui a alguns anos, as pessoas se referirão a esse cargo quando ocupado por uma mulher.

    • …é como a palavra viado no brasil, que todos usam,mas o correto é veado, ou não? Se ela é um governante, o certo seria chamá-la de governanta, que é uma empregada melhorada, ou o dicionário mudou esta palavra também? Solicite ao governo “português” , que a mude. “Fila” em portugal é bicha, aí eu pergunto: ‘poque vc não vai lá e muda’ ! É logo ali.

      • Faz o seguinte, escreve umas 50 mil vezes no quadro. Sou mais esperto que todos. Quem sabe assim voce desencana de tentar.
        Nao sou o dono da razão, e nem estou aqui pra dizer que a verdade ou certo hoje sera amanha. Se antes achavam que o sol girava em torno da terra, amanha o que sera o certo.
        A diferença entre uns e outros é achar que não tem mais nada a aprender ou descobrir. A gente morre e nao aprende tudo.

        • Caro João,

          O que estamos discutindo não é a possibilidade, ou mesmo a flexibilidade da vida, dos movimentos sociais e em sí de uma linguagem. O que estamos a discutir – pelo menos o que sinto – é a maneira ditatorial e demantelada de fazer com que o desejo infantil de uma Presidente passe por cima de regras, normas, leis ou o estado de direito. Não vejo nossos dias hojes muito diferentes dos dias de arbítrio – aqueles que este governo PTista tanto abomina – pos tirar da sacola vontades pessoais e fazer com que elas sejam tragadas sem discussão não é um exercício de democracia. Estamos, por favor me entenda, entremeados em uma política esquerdista ditatorial que apoia ditadores como: Fidel, Chaves, Governo do Irã entre outros. Neste mês escurracharam o secretário da FIFA por descrever em FRANÇÊS sua lingua de uso, de maneira simples, a necessidade de maior celeridade nas obras da COPA. Estamos num país com mandatários que não aceitam críticas! por favor entenda o pano de fundo desta discussão.

          obg

          • Caro José,

            A questão política, para mim, é algo triste no Brasil. Não consigo ver melhoras. Não defendo partido nenhum, pois não acredito em nenhum.
            Agora a questão sobre a palavra Presidenta ser correta, ou não, divide e muito a opinião das pessoas.

            Quanto ao comentário de sr. Pedro Silva, deixo aqui uma definição extraídas:

            No Dicionário Aurélio: Presidenta – S.f. 1. Mulher que preside. 2. Mulher de um presidente.

            No Dicionário Houaiss: Presidenta – Acepções ¦ substantivo feminino
            1 mulher que se elege para a presidência de um país
            Ex.: a p. da Nicarágua
            2 mulher que exerce o cargo de presidente de uma instituição
            Ex.: a p. da Academia de Letras
            3 mulher que preside (algo)
            Ex.: a p. da sessão do congresso
            4 Estatística: pouco usado.
            esposa do presidente

            Agora se o sr. Pedro Silva, está discutindo por uma questão política, sugiro que o mesmo vá para Brasília lutar por questões mais críticas que o simples fato da Dilma querer ser chamada de Presidenta. Afinal: “É logo ali.”

  12. …fazê uh q? Decha uh pal qbrá , né , sô!

  13. SUA EXCELÊNCIA, A SENHORA PRESIDENTA
    Por oportuno, vou dar conhecimento a vocês de um texto sobre este
    assunto “presidenta” e que foi enviado pelo leitor Hélio Fontes, de Santa Catarina,
    intitulado “Olha a Vernácula”

    Vejam:

    No português existem os particípios ativos como derivativos verbais..
    Por exemplo: o particípio ativo do verbo atacar é atacante, de pedir é
    pedinte, o de cantar é cantante, o de existir é existente, o de
    mendicar é mendicante.

    Qual é o particípio ativo do verbo ser? O particípio ativo do verbo ser é
    ente.
    Aquele que é: o ente. Aquele que tem entidade.

    Assim, quando queremos designar alguém com capacidade para exercer a
    ação que expressa um verbo, há que se adicionar à raiz verbal os
    sufixos ante, ente ou inte. Portanto, à pessoa que preside é
    PRESIDENTE, e não “presidenta”, independentemente do sexo que tenha.

    Se diz capela ardente, e não capela “ardenta”; se diz a estudante, e
    não “estudanta”; se diz a adolescente, e não “adolescenta”; se diz a
    paciente, e não “pacienta”.

    Um bom exemplo seria:

    “A candidata a presidenta se comporta como uma adolescenta pouco
    pacienta que imagina ter virado eleganta para tentar ser nomeada
    representanta. Esperamos vê-la algum dia sorridenta numa capela
    ardenta, pois esta dirigenta política, dentre tantas outras suas
    atitudes barbarizantas, não tem o direito de violentar o pobre
    português, só para ficar contenta.”

    Assim ela pareceria mais inteligenta, mais presidenta e chulamente falando, menos governanta

    O tempo é o melhor dos Professores, pena que mata todos os seus alunos.

  14. Prof. Muito me envergonha que flexibilizemos a norma somente por caprichos de alguns que possuem qualquer poder, qual seja ele. Isto ficou muito claro com as corrupcoes do portugues realizadas pelo presidente anterior. Ademais, fico ainda decepcionado quando leio apoio de pessoas como o Sr.

    • SUA EXCELÊNCIA, A SENHORA PRESIDENTA
      Por oportuno, vou dar conhecimento a vocês de um texto sobre este
      assunto “presidenta” e que foi enviado pelo leitor Hélio Fontes, de Santa Catarina,
      intitulado “Olha a Vernácula”

      Vejam:

      No português existem os particípios ativos como derivativos verbais..
      Por exemplo: o particípio ativo do verbo atacar é atacante, de pedir é
      pedinte, o de cantar é cantante, o de existir é existente, o de
      mendicar é mendicante.

      Qual é o particípio ativo do verbo ser? O particípio ativo do verbo ser é
      ente.
      Aquele que é: o ente. Aquele que tem entidade.

      Assim, quando queremos designar alguém com capacidade para exercer a
      ação que expressa um verbo, há que se adicionar à raiz verbal os
      sufixos ante, ente ou inte. Portanto, à pessoa que preside é
      PRESIDENTE, e não “presidenta”, independentemente do sexo que tenha.

      Se diz capela ardente, e não capela “ardenta”; se diz a estudante, e
      não “estudanta”; se diz a adolescente, e não “adolescenta”; se diz a
      paciente, e não “pacienta”.

      Um bom exemplo seria:

      “A candidata a presidenta se comporta como uma adolescenta pouco
      pacienta que imagina ter virado eleganta para tentar ser nomeada
      representanta. Esperamos vê-la algum dia sorridenta numa capela
      ardenta, pois esta dirigenta política, dentre tantas outras suas
      atitudes barbarizantas, não tem o direito de violentar o pobre
      português, só para ficar contenta.”

      Assim ela pareceria mais inteligenta e menos jumenta.


      O tempo é o melhor dos Professores, pena que mata todos os seus alunos.

  15. Uma olhadinha em dicionários não faz mal a ninguém.

    Se verificarmos, consta no dicionário Houaiss as palavras “Presidenta”, “Governanta” e “Elefanta”. Isso já não seria suficiente para deduzir que há exceções à regra mencionada?

    Os que estão seguindo essa regra como se ela não comportasse exceções estão agindo de forma semelhante ao estudante de inglês que deduziu que a tradução de “coração” deveria ser “coration”, afinal a maioria das palavras portuguesas terminadas em “-ação” têm correspondente “-ation” em inglês.

  16. A ignorância é um problema muito maior do que esse debate. Mesmo assim, com relação a lei publicada o publicante está precisando de umas aulas de interpretação de textos, a lei manda alterar o pronome não a terminação do nome. 2° Não existe conotação feminista na utilização do nome, o nobre linguísta nos explica claramente que a terminologia se deve a atribuição do genero do cargo, que obviamente não tem sexo. 3° Isso foi uma estratégica decampanha para ressaltar o fato de que era uma mulher.
    Disse…

  17. O correto é presidentA, conforme define a lei abaixo:

    LEI Nº 2.749, DE 2 DE ABRIL DE 1956

    Dá norma ao gênero dos nomes designativos das funções públicas

    O PRESIDENTE DA REPÚBLICA , faço saber que o CONGRESSO NACIONAL decreta e eu sanciono a seguinte Lei:

    Art 1º Será invariavelmente observada a seguinte norma no emprego oficial de nome designativo de cargo público:

    “O gênero gramatical desse nome, em seu natural acolhimento ao sexo do funcionário a quem se refira, tem que obedecer aos tradicionais preceitos pertinentes ao assunto e consagrados na lexeologia do idioma. Devem portanto, acompanhá-lo neste particular, se forem genericamente variáveis, assumindo, conforme o caso, eleição masculina ou feminina, quaisquer adjetivos ou expressões pronominais sintaticamente relacionadas com o dito nome”.

    Art 2º A regra acima exposta destina-se por natureza as repartições da União Federal, sendo extensiva às autarquias e a todo serviço cuja manutenção dependa, totalmente ou em parte, do Tesouro Nacional.

    Art 3º Esta lei entrará em vigor na data de sua publicação, revogadas as disposições em contrário.

    Rio de Janeiro, 2 de abril de 1956; 135º da Independência e 68º da República.
    JUSCELINO KUBITSCHEK
    Nereu Ramos

    • …é,bacana,no dia que fizeram uma lei que diga que feminino de homem é homam, de mulher é mulhar e por aí a fora, tudo bem, em um país que um tiririca é na ‘deputagem’ o mandatário maior da cultura…lei como estas não irão faltar, e viva a “DEMOCRATURA”!

  18. Após ler alguns dos comentários,chego a conclusão que Presidenta está caindo no uso popular e, independente de ser inflexível ou não está sendo usada,portanto,certo ou errado se Dilma prefere assim,tudo bem usemo-la.

    • “Presidente e Governante”: se o feminino de Presidente é Presidenta e o de Governante é governanta, podemos assim dizer, ” A PRESIDENTA COMO GOVERNANTA” ( Significado de Governanta

      s.f. Mulher que, mediante remuneração, dirige uma casa, ou se encarrega da educação de uma ou mais crianças.

      Sinônimos de Governanta

      Sinônimo de governanta: ama e patroa) , concorda com o “CHULO” da frase…………

  19. Agora, o Diário Oficial da União adotou o vocábulo presidenta nos atos
    e despachos iniciais de Dilma Rousseff. As feministas do governo gostam de presidenta e as conservadoras (maioria) preferem presidente, já adotado por jornais, revistas e emissoras de rádio e televisão. Na verdade, a ordem partiu diretamente de Dilma: ela quer ser chamada
    de Presidenta. E ponto final. Por oportuno, vou dar conhecimento a
    vocês de um texto sobre este assunto e que foi enviado pelo leitor
    Hélio Fontes, de Santa Catarina, intitulado Olha a “Vernácula”! Vejam:
    No português existem os particípios ativos como derivativos verbais.
    Por exemplo: o particípio ativo do verbo atacar é atacante, de pedir é
    pedinte, o de cantar é cantante, o de existir é existente, o de
    mendigar é mendicante… Qual é o particípio ativo do verbo ser? O particípio ativo do verbo ser é ente. Aquele que é: o ente. Aquele que tem entidade. Assim, quando queremos designar alguém com capacidade para exercer a ação que expressa um verbo, há que se adicionar à raiz verbal os sufixos ante, ente ou inte. Portanto, à pessoa que preside é PRESIDENTE, e não “presidenta”, independentemente do sexo que tenha.
    Se diz capela ardente, e não capela “ardenta”; se diz estudante, e não
    “estudanta”; se diz adolescente, e não “adolescenta”; se diz paciente,
    e não “pacienta”.
    Um bom exemplo seria:
    “A candidata a presidenta se comporta como uma adolescenta pouco
    pacienta que imagina ter virado eleganta para tentar ser nomeada
    representanta. Esperamos vê-la algum dia sorridenta numa capela
    ardenta, pois esta dirigenta política, dentre tantas outras suas
    atitudes barbarizentas, não tem o direito de violentar o pobre
    português, só para ficar contenta”

    texto recebido por e-mail.

  20. Tão simples quanto isto, a palavra “presidenta” existe e seu significado é fácil de discernir, agora não existe nenhum lugar ou função de “Presidenta da República” (deixo a dúvida, pois não sei o que se passa em algumas… cabeças)? Quem sabe, no futuro, não criam uma República das Mulheres com a função e o lugar!? Tudo continuará a girar em torno das palavras pois, sem elas, as ideias não fazem sentido. ;)

  21. E a palavra correta para aqueles que fazem todas as vontades dos que estão supostamente acima, sem quaisquer críticas, e sem ganharem quaisquer remunerações compensatórias, não pode outra senão ESCRAVO!

    ME RESERVO O DIREITO DE CONTINUAR CHAMANDO-LA POR PRESIDENTE, para não dizer outros conceitos, que a se julgar sua atual gestão, penso seriam bem mais adequados.

  22. Está claro que a razão está com a professora Miriam, da UFPR. O resto é subserviência às mais diferentes ideologias: socialismo, sindicalismo, puxa-saquismo, petismo, feminismo, “preconceito gramatical”, etc.
    Por essas e por muitas outras, corrupção e cinismo as principais, é que esse pobre país é o que é: o paraíso do vale-tudo. Se leis não são obedecidas, como esperar que as leis gramaticais sejam??
    De acordo com o ez-prezidente: ” menas gramática jente”…
    Que que é isso, professor Pasquale?? Amarelou bonito, hein??

  23. PASQUALE, V. Sa. NÃO DEU UM ARGUMENTO CONVENSIVEL.
    OS SUBSTANTIVOS LATINOS TERMINADOS EM (NTE) SÃO COMUNS DE DOIS GÊNEROS E NÃO CONSTITUI EXCEÇÃO A PALAVRA PRESIDENTE. PESSO, POR FAVOR, QUE V Sa ME ENVIE MAIS ARGUMENTOS. UM ABRAÇOS.

  24. Na m/ opinião, acho q. deveríamos preocupar mais é c/ nossos(quase totalidade) c/ os nossos políticos corruptos, verificando, desde já, a “história” dos novos canditados, evitando assim,Dirceues, Ramalhos,
    e inúmeros outros do mesmo estilo.
    Quanto ao masc. ou fem. já está esgotado o assusnto e se qualquer terminação está, gramaticamente correta, não nos preocupemos mais e q. nos sirva de lição p/ o futuro.

  25. Professor,

    Acho que esse assunto virou caso de ideologia política. Quem é da situação diz “presidenta”. O resto se refere como “presidente”. Eu fico com a segunda opção exatamente pelo fato de a Dilma não ser a primeira mulher presidente do Brasil.
    Quem diz isso se esquece da brilhante Ministra Ellen Gracie, do STF.

  26. “Sem dúvida nenhuma” é redundante… não seria “Sem dúvida alguma”?
    Perdeu o prestígio… :P

  27. Não devem ser as diferenças que produzam as palavras, mas que as palavras produzam a diferença.

  28. Caros “Brodes”, (brother) num paiz como o brazil onde ce fala, largatixa, resistro, enterter, chuva de granito, eczema pulmonar, tauba, mortandela, galfo, cuié, pobrema e salchicha falar PRESIDENTA é pinto,né.
    Com todo respeito ao Prof. Pasquale Cipro Neto e ao “Mestre” Aurélio, mas a lingua portuguesa,quem diria, acabou no irajá.

  29. Gostaria de saber qual é a grafia coreta da seguinte expressão: Assessora-Chefe, com hífen ou
    Assessora Chefe, sem hífen?
    Francisco Teixeira – Belo Horizonte – 31 9678 0909
    Muiot obrigado.

  30. Senhores,
    Sejamos honestos com os argumentos do Daniel (acima), que são os mais acertados e percebam que gramáticas que demonstram a alternância da palavra ‘presidente’ são de índole duvidosa, e é claro que o mesmo se aplica ao honorável professor Pasquale, que me parece equivocado. Isto pela palavra ‘presidente’ se tratar de uma palavra invariável. Esse fenômeno de se dizer ”presidenta” é mais uma contribuição de um ex-presidente semi-alfabetizado, que nada mais é que o retrato de uma população que não tem acesso à educação, e no caso, quando tem esse acesso, prefere enriquecer por meio na política. Seus filhos que o digam.
    Considerar que a palavra ”presidenta” exista é o mesmo que aceitar a existência das palavras: ”Tchan” (Contribuição do Aurélio e de grupo de ‘axé music’), e ”seje”, caso outro ex-presidente (Doutor Honoris Causa) decida utilizá-la, o que também é o caso.
    Visto isso, será que o Tiririca é tão mau assim…

  31. Vou discordar de alguns aqui.Nos bons tempos eu só tirava 100 em português.Inclusive discordo do Professor Pasquale;acho que ele está puxando um pouquinho de “saco”,nesse caso acho que é inexistente na presidente.

    Concordo inteira e absolutamente com a Professora Miriam, porém o “Pai Aurélio”, pra mal dos pecados, publica o verbete: Presidenta. [Fem. de Presidente] S.f. 1. Mulher que preside. 2. Mulher de um presidente. Fazer o que? FRC

    Subject: A PRESIDENTA FOI ESTUDANTA?

    A presidenta foi estudanta?

    Uma belíssima aula de português.

    Foi elaborado para acabar de vez com toda e qualquer dúvida se tem presidente ou presidenta.
    Será que está certo?
    Acho interessante para acabar com a polêmica de “Presidente ou Presidenta”
    Repassando, gostei da aula,
    A presidenta foi estudanta?
    Existe a palavra: PRESIDENTA?
    Que tal colocarmos um “BASTA” no assunto?
    Miriam Rita Moro Mine – Universidade Federal do Paraná.
    No português existem os particípios ativos como derivativos verbais. Por exemplo: o particípio ativo do verbo atacar é atacante, de pedir é pedinte, o de cantar é cantante, o de existir é existente, o de mendicar é mendicante… Qual é o particípio ativo do verbo ser? O particípio ativo do verbo ser é ente. Aquele que é: o ente. Aquele que tem entidade.

    Assim, quando queremos designar alguém com capacidade para exercer a ação que expressa um verbo, há que se adicionarem à raiz verbal os sufixos ante, ente ou inte.
    Portanto, à pessoa que preside é PRESIDENTE, e não “presidenta”, independentemente do sexo que tenha.
    Diz-se: capela ardente, e não capela “ardenta”; se diz estudante, e não “estudanta”; se diz adolescente, e não “adolescenta”; se diz paciente, e não “pacienta”.
    Um bom exemplo do erro grosseiro seria:
    “A candidata a presidenta se comporta como uma adolescenta pouco pacienta que imagina ter virado eleganta para tentar ser nomeada representanta.
    Esperamos vê-la algum dia sorridenta numa capela ardenta, pois esta dirigenta política, dentre tantas outras suas atitudes barbarizentas, não tem o direito de violentar o pobre português, só para ficar contenta”.
    Por favor, por amor à língua portuguesa, repasse essa informação..

    **********************************************************************************

  32. O nosso amado Brasil é uma país de contradições realmente. Temos um monte de leis que nunca foram e nunca serão cumpridas, e esse embate sobre o gênero que devemos adotar ao falar da mulher que ocupa o cargo mais elevado do legislativo é um exemplo disso.
    Será que vamos continuar a fechar os olhos aos descaminhos adotados por nossos conterrâneos?
    Se temos uma regra por que não cumpri-la?
    Por qual motivo temos que ficar arranjando subterfúgios para o mau uso da língua portuguesa?
    Simples pelo mesmo motivo que passamos a mão na cabeça dos representantes do povo que fazem pessimamente o uso do dinheiro público.
    A presidente deveria se preocupar mas com a defesa da nossa linda língua pátria em vez de, mais uma vez, fazer vistas grossas aos maus-feitos dos homens e mulheres que estão dando o que falar da nossa pátria no mundo.
    Se nossos “hermanos” argentinos e chilenos adotaram isso é problema deles que falam o espanhol.

    Salve a língua portuguesa.

  33. Pingback: A presidente ou a presidenta? | Denny Torres

  34. Essa é a pergunta que mais temos recebido nos últimos dias por e-mail, pelas redes sociais (Twitter e Facebook) e mesmo pessoalmente.

    Há uma explicação para isso: a eleição da primeira mulher à Presidência da República, Dilma Rousseff.

    Já falamos deste assunto aqui, mas diante do acontecimento do domingo 31 de outubro e da avalanche de perguntas somos obrigados a retomá-lo.

    Gramaticalmente as duas formas estão corretas.

    Ou seja, pode ser “a presidente Dilma” e “a presidenta Dilma”.

    Neste momento, com base nas ocorrências na imprensa, inclusive no Jornal do Commercio, sem dúvida “a presidente” é a mais comum.

    E, se olharmos para o passado da língua, é a mais lógica.

    Palavras que vieram do particípio presente do latim, normalmente terminadas em -ante, -ente e -inte, são invariáveis.

    O que identifica o gênero delas é o artigo ou outro determinante: o/a amante, o/a gerente, meu/minha presidente.

    A língua, contudo, nem sempre é lógica.

    Muitas vezes ela foge do controle e revela uma face inventiva indiferente às regras.

    Isso ocorreu, por exemplo, com “comediante”, que ganhou o feminino “comedianta”; com “infante”, que ganhou “infanta”; com “parente”, que ganhou “parenta”; e com “presidente”, que ganhou “presidenta”.

    Certamente o extralinguístico atuou na formação desses femininos.

    A versão feminina de um nome de cargo destaca com mais força a presença da mulher na sociedade.

    Os mais velhos devem se lembrar do que ocorreu com a indiana Indira Gandhi.

    Começaram chamando-a de “o primeiro-ministro Indira Gandhi”; depois, passaram para “a primeiro-ministro”; e terminaram em “a primeira-ministra”.

    E hoje alguém tem dúvida de que uma mulher é “primeira-ministra”?

    A favor de “presidenta” existe também o aspecto legal.

    A Lei Federal nº 2.749/56 diz que o emprego oficial de nome designativo de cargo público deve, quanto ao gênero, se ajustar ao sexo do funcionário.

    Ou seja, segundo a lei, os cargos, “se forem genericamente variáveis”, devem assumir “feição masculina ou feminina”.

    Por tudo isso, defendemos a adoção do feminino “a presidenta”.

    Apesar de neste momento a maioria, pelo que mostra a imprensa, preferir “a presidente”.

    Intuímos, porém, que ocorrerá no Brasil o mesmo que sucedeu com dois vizinhos nossos.

    Na Argentina, Cristina Kirchner começou sendo chamada de “la presidente” e hoje é “la presidenta”.

    O mesmo ocorreu com Michelle Bachelet, no Chile, que terminou o mandato como “la presidenta”.

    O tempo dirá se nossa intuição estava certa.

    Publicado na coluna “Com todas as letras”, Jornal do Commercio do Recife, em 10/11/2010.

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