POVOFOBIA ou WILLIAM WAACK o prestidigitador – por walmor marcellino

waackianas

Uma curiosidade malsã me leva a prospectar na TV os conhecimentos em estudos de alguém que a opinião criteriosa sustém. Desta vez, o prestidigitador William Waack puxou seu “papo científico” para a situação política da América espoliada (Globo News, 10/11/2007).
O viés global se fixou em Evo Morales, Rafael Correa e Hugo Chávez, a prevenir o Brasil de posicionamentos não alinhados com Washington, principalmente dos arreganhos anti-imperialistas, nacionalistas e “populistas”; e, no caso Chávez , consoantes uma pérvia trilha para um “socialismo” assustador.
O anti-imperialismo destoa mais do que a desafinada antiglobalização, e o “pensamento politicamente correto”   capitalista neocolonialista das pessoas domadas   se perturba e escandaliza com essa vaga pelos continentes (a insânia militarista do império pode, de repente, provocar tsunamis nacionalistas, até étnicos). Em parte, porque os pensares dessa cultura colonizada e seus interesses de classe e poder os leva a “salvaguardas democráticas” através da “imprensa livre”, seguidas de legionários conservadores nas ruas; depois atentados da CIA, culminando com os golpes das armas e milícias coloniais para reentronizar o tzarismo imperialista; de outra parte, seu papel de acólitos da igreja imperial, de ritualistas profissionais, de feitores ideológicos das massas e de guia mental da intelligentsia lhes dá oportunidade de mostrar serviço com estentóreos abanicos.
À batuta de William Waack, Carlos Pio (da Universidade de Brasília), Marco Antonio Villa (da Universidade Federal de São Carlos), e o ex-embaixador Sérgio Amaral   esse maneirista notabilizado porta-voz do neoliberalismo colonial e alter-ego do manipanço Fernando-Henrique Cardoso.
Não é meu propósito recuperar aqui preconceitos, enfileirando o besteirol presunçoso que rolou no fraseado acadêmico e fez professoral. Entretanto, não pude passar de largo, pois essas pessoas têm direito à palavra e à opinião   livrem-nos os deuses de incorrer na intolerância e na censura proibitiva!  , porém, quando se albergam no alcouce imperialista-colonial e a serviço do patronato “cosmopolita” opressor, precisam que uma resistência lhes objete. É necessário que alguém, sem apelos doutrinários, lhes profligue a estupidez pretensiosa e os desmascare na berlinda de professores da sociedade brasileira; mestres de cerimônia do frasismo universitário e palhaços do refinamento crítico.
Entrementes, sem chegar ao contraponto temático, a experiência diplomática de Sérgio Amaral prevaleceu em momentos de lucidez insuspeitada, livrando-o de abonar a extremada e insana fúria de ataques a Morales, Correa e Chávez. Enquanto os “patifes ilustres” ordenhavam a vaca imperialista de Bush e se apequenavam como fâmulos gráceis globalizados, o embaixador Amaral explicou-lhes como o capitalismo neoliberal dissente dos líderes e seus movimentos de libertação nacional anti-imperialistas. Afinal, estar-se-ia tratando, antes de mais, de uma contradição de fins, meios e classes sociais. O contraditório emergiu sozinho.
Pano rápido, com vários palhaços batendo matracas!

Uma resposta

  1. Conheço o Waack, desde que em plena ditadura militar apareceu na Alemanha, como dublê de estudante e “correspondente” do Estadão – estampa de milico, pisando leve com tênis, mas vestindo inconfundível coturno autoritário. Arrogante, beirando o dedo-duro, plagiou-me o tema de Mestrado sobre o Acordo Nuclear Brasil-Alemanha; já a sua versão é da Canção de Gesta dos Nuclecratas…

    Nos próximos dias me dedicarei algo mais ao personagem.

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