A febiana BETE, MENTES? por félix maier

Fernão Mendes Pinto, viajante e escritor português da época das navegações, contava histórias tão incríveis que tinha seu nome glosado para Fernão Mentes Pinto.

No Brasil temos esforçados aprendizes da mentira, especialmente entre a canhota, que foram fazer curso em Cuba para tentar implantar o comunismo no Brasil, ao mesmo tempo em que dizem que queriam a volta da democracia durante os governos dos militares… Dentre os pinóquios caboclos, distingue-se a Sra. Elizabeth Mendes de Oliveira, vulgo Bete Mendes das novelas da TV Globo. Quem é, afinal, Bete Mendes, ou melhor, Bete Mentes?

Na sopinha de letras em que se transformaram os grupos terroristas das décadas de 1960 e 70, Bete Mentes era uma “araponga” da Vanguarda Popular Revolucionária – Palmares (VPR-Palmares), que foi a fusão da VPR com o Comando de Libertação Nacional (Colina), em 1969. Na VPR, Bete Mentes tinha o codinome de “Rosa”, talvez uma referência a Rosa Luxemburgo, em quem provavelmente se espelhava. Antes de abordar as mentiras de Bete Mentes, convém lembrar algumas atividades da VPR.

A VPR teve como líder maior o ex-capitão do Exército, Carlos Lamarca, que desertou do 4º RI, em Quitaúna, Osasco, SP, em 1969, roubando 63 FAL, 5 metralhadoras INA, revólveres e muita munição da Companhia onde comandava.

No dia 22 Jul 1968, a VPR já havia roubado 9 FAL do Hospital Militar do Cambuci, em São Paulo. Em 26 Jun de 1968, a VPR explodiu um posto de sentinela do QG do então II Exército, em São Paulo, matando o sentinela, soldado Mário Kozel Filho. Em 12 Out 1968, a VPR assassinou o capitão do Exército dos EUA, Charles Chandler, projetando-se perante as organizações terroristas nacionais e internacionais. Em 1970, a organização terrorista seqüestrou diplomatas estrangeiros: o Cônsul-Geral do Japão em São Paulo, Nobuo Okuchi, no dia 11 Mar 1970, para libertação do terrorista “Mário Japa” o Embaixador da República Federal da Alemanha no Brasil, Ehrenfried Anton Theodor Ludwig von Holleben, no dia 11 Jun 1970; o Embaixador suíço no Brasil, Giovanni Enrico Bucher, em 07 Dez 1970, libertado em troca de 70 presos terroristas enviados ao Chile do Presidente marxista Salvador Allende (24 desses terroristas eram da VPR), onde foram recebidos de braços abertos no dia 13 Jan 1971.

Uma das ações mais covardes da VPR foi o assassinato a golpes de fuzil do tenente da PM/SP, Alberto Mendes Júnior, em Registro, SP, depois que o mesmo se entregou como refém a um grupo de terroristas, em troca da vida dos soldados de seu pelotão (10 Mai 1970). No mês de setembro, descoberto o crime, a VPR emitiu um comunicado “ao povo brasileiro”, onde tenta justificar o frio assassinato, no qual aparece o seguinte trecho: “A sentença de morte de um tribunal revolucionário deve ser cumprida por fuzilamento. No entanto, nos encontrávamos próximos ao inimigo, dentro de um cerco que pôde ser executado em virtude da existência de muitas estradas na região. O tenente Mendes foi condenado e morreu a coronhadas de fuzil, e assim o foi, sendo depois enterrado”.

No início de 1971, a VPR tinha mais militantes no exterior (Cuba, Chile e Argélia banidos e foragidos) do que no Brasil. Carlos Lamarca morreu em Brotas de Macaúbas, interior da Bahia, em 17 Set 1971, ao resistir à prisão. Como recompensa por estes e muitos outros atos criminosos, a família de Lamarca, embora já recebesse pensão do Exército Brasileiro, foi “presenteada” com uma indenização de mais de 100 mil dólares, doada pela famigerada “Comissão dos desaparecidos políticos”, no dia 11 Set 1996. Depois dessa ignomínia, o 11 de setembro deveria ser instituído no Brasil como o “Dia da Traição”, como já sugeriu o Deputado Jair Bolsonaro.

É nessa VPR-Palmares que “Rosa” foi se homiziar. Quais as atividades criminosas que Bete Mentes cometeu naquela organização? Ela nunca enumerou nenhuma. Não teve a coragem, p. ex., do terrorista Carlos Eugênio Sarmento da Paz, da Aliança Libertadora Nacional (ALN), que confessou ter praticado em torno de 10 assassinatos.

No dia 17 de agosto de 1985, os jornais de todo o País publicavam as acusações da deputada federal Elizabeth Mendes de Oliveira. Dizia a “atriz” global que havia se encontrado em Montevidéu com o homem que, 15 anos antes, a havia torturado. Como o coronel Carlos Alberto Brilhante Ustra havia sido integrante da Operação Bandeirantes (OBAN), organização que havia acabado com o terrorismo em São Paulo, a esquerda revanchista não deixou passar a oportunidade de ouro: na comitiva da visita do Presidente Sarney ao Uruguai, Bete Mentes foi estrategicamente incluída no grupo para caluniar o militar.

Imediatamente, parlamentares, movimentos de “direitos humanos”, associações, exigiram a volta imediata de Ustra ao Brasil, ao mesmo tempo em que antigos terroristas eram recebidos como heróis no retorno ao País.

Mesmo sem apresentar provas contra Ustra, Bete Mentes conseguiu seu intento, que foi denegrir a figura de um oficial de conduta ilibada, como atestam as condecorações recebidas. Apesar da pressão recebida, o Presidente Sarney manteve o coronel Ustra no Uruguai, prestigiando o General Leônidas Pires Gonçalves, Ministro do Exército, que não cooptou com a farsa armada o que não viria a ocorrer durante o caso do coronel Avólio, que foi corrido da Embaixada de Londres pelo Presidente Fernando Henrique Cardoso, acusado de torturador, também sem provas.

Toda a verdade a respeito do caso Ustra, e da história da OBAN, pode ser vista no livro “Rompendo o Silêncio”, de autoria do próprio Ustra. Um excerto do assunto pode ser acessado no site Terrorismo Nunca Mais (Ternuma), http://www.ternuma.com.br/. O coronel Ustra, inúmeras vezes, solicitou uma acareação com a terrorista. Obviamente, nunca foi atendido.

Atualmente, além de “guerrear” em algumas novelas e seriados da TV Globo, como “Aquarela do Brasil”, Bete Mentes foi nomeada presidente da FUNARJ pelo Governador Antony Garotinho. Interessante a lógica de Garotinho: uma “araponga” de uma organização terrorista pode assumir cargo público, porém um antigo integrante do Serviço Nacional de Informações (SNI), Ministro Paulo Costa Leite, seu planejado candidato a vice, foi sumariamente defenestrado. Isso prova que a patrulha stalinista continua mais ativa hoje do que nunca. Jane Vieira de Souza, antiga “militante” da ALN, que participou do seqüestro de um avião, é hoje diretora do Arquivo Público do Rio de Janeiro. Como se vê, a alegre caravana dos terroristas anda tranqüilamente na casa de Garotinho.

O que eu não sabia é que Bete Mentes também é uma febiana. Se não combateu com a FEB na Itália, ao menos tem um grande apreço por nossos pracinhas. Sabem por quê? Por todas as suas atividades desenvolvidas esses anos todos na PAR-Palmares, ela foi convidada pelo Centro de Comunicação do Exército (C Com S Ex) para ser a apresentadora de um documentário, “Apresentação especial de documentário sobre a FEB”, que pode ser acessado no site do Exército, http://www.exercito.gov.br/.

Por mais esta, fica a palavra com o general Chefe do C Com S Ex, para explicar o inexplicável, pois, das duas, uma:

– ou os militares produtores do documentário do C Com S Ex são tão novos (ou tão ignorantes) que nunca ouviram falar da terrorista e pinóquio de saias; ou a canalhice também tomou conta do nosso glorioso Exército Brasileiro.

* O autor é ensaísta e militar de reserva. ttacitus@hotmail.com

Uma resposta

  1. O texto é apropriado ao Sr Félix Mentes Mayer.
    Tão brilhante quanto o corajoso e heróico Ultra diante de uma mulher desarmada.
    mas quem sou eu para julgar? deixemos que esta seja, em definitivo, uma condição de quem nunca falha nas sentenças: DEUS!

    Edson Moraes – jornalista, RG 159498 – SSP/MS

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